Luis Soares
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Barbárie 19/Jul/2013 às 15:10
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Caso Tayná: policiais acusados de tortura se entregam

Caso Tayná: se entregaram nove policiais civis, um policial militar e um agente da Guarda Municipal. Quatro rapazes torturados foram incluídos em Programa de Proteção à Testemunha

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Justiça colocou os quatro rapazes que foram torturados e obrigados a confessar o assassinato de Tayná em Programa de Proteção à Testemunha (Foto: Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil do Paraná informou na tarde desta quinta-feira (18) que 11 dos 14 mandados de prisão expedidos pela Justiça da comarca de Colombo (região metropolitana de Curitiba), foram cumpridos. Até o final da tarde, nove policiais civis, um policial militar e um agente da Guarda Municipal já haviam se apresentado. Eles são denunciados por supostas torturas contra quatro jovens em Colombo, para que eles confessassem o estupro e assassinato de Tayná Adriane da Silva, de 14 anos.

O delegado Silvan Pereira, que comandava a Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, deve se apresentar até segunda-feira (22), segundo o advogado de defesa Cláudio Dalledone Júnior. O advogado ainda estuda a melhor forma de pedir a revogação da prisão de seu cliente. O prazo final para as apresentações expira na noite de hoje e, a partir daí, as pessoas passarão a ser consideradas fugitivas.

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Um preso da delegacia de Araucária também está entre os envolvidos nas acusações.

Além dos 14 mandados de prisão, a Justiça pediu o afastamento de seis policiais supostamente envolvidos. Entre eles estão dois policiais do Cope (Centro de Operações Especiais da Polícia), considerado um grupo de elite da corporação.

Os quatro jovens foram transferidos para outro Estado, dentro do Programa de Proteção às Testemunhas, segundo o promotor Leonir Batisti, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial do Combate ao Crime Organizado).

com agência estado

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Comentários

  1. elias freitas Postado em 19/Jul/2013 às 15:41

    fica a pergunta:o estado vai pagar o grande prejuizo de todos os envolvidos injustamente neste caso?o parque de diversão onde estes jovens trabalhavam foi todo destruido em represália popular ao suposto envolvimento deles com a morte da menina.quem paga a vida de ttas pessoas sem rumo?quem é q vai pagar por isso??

  2. Patricia Postado em 19/Jul/2013 às 15:56

    Ah, agora melhorou. Aquelas reportagens passionais sobre o caso sem prova nenhuma estavam me dando nos nervos. Só consigo pensar na menina, parece muito fofinha.

  3. Cacique Postado em 19/Jul/2013 às 19:05

    Patrícia, não foi apresentada prova nenhuma, apenas os desdobramentos dos fatos que você chamou "reportagens passionais sem prova nenhuma". Será que só a atuação e as informações da polícia é que são confiáveis? Essa mesma polícia de onde saíram todos esses policiais envolvidos? Mudando de assunto, quero ver quando vão começar a pressionar de verdade os investigadores a descobrirem a mando de quem essa tropa toda estava agindo. Sobre isso, nenhuma linha ainda né?

  4. Marcos Postado em 15/Aug/2013 às 20:47

    "envolvidos injustamente" provas sobre tortura é anulada, mas os culpados podem ser eles, mesmo com as provas anuladas esse é o problema. Se a sua filha fosse morte e estuprada eu duvido que a tortura seria algo tão tenebroso assim, sou contra a tortura mas sou contra a hipocrisia tb.