Redação Pragmatismo
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Desigualdade Social 11/Jun/2013 às 22:31
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Quem é contra o Bolsa Família ou é mal informado, ou mal intencionado

Quem é contra o Bolsa Família ou é mal-intencionado, ou está mal-informado. Publicações científicas e ONU atestam eficiência do programa

André Forastieri, em seu blog

Sempre que a oportunidade aparece, ressuscita a campanha contra o Bolsa Família. Seu objetivo não é acabar com o benefício. É tão impossível quanto acabar com o salário mínimo, o Natal, o nascer do sol. As metas são outras: manter o Bolsa Família com o menor valor possível, enxovalhar a reputação de quem o recebe, influenciar a opinião pública para que se torne politicamente difícil a criação de outros benefícios semelhantes, e bater no governo. A quem interessa? Aos que têm outros destinos para o dinheiro dos nossos impostos.

Recentemente, a correria por conta dos boatos sobre o fim do Bolsa Família ressuscitou os zumbis de sempre. As questões habituais se arrastaram para fora da tumba: o Bolsa Família é bom? É justo? Não é um estímulo oficial à vagabundagem e à procriação destrambelhada? Não seria melhor deixar de lado essa política assistencialista, e focar na geração de empregos, verdadeira porta de saída dessa esmola? Não tenha dúvida: na próxima oportunidade que pintar, os mesmos de sempre voltarão a atiçar com desinformação os mesmos preconceitos. É bom estar preparado para retrucar.

bolsa família brasil

Bolsa Família: matrícula de crianças na escola é pré-requisito obrigatório para famílias receberem benefício (Foto: Arquivo)

A revista britânica Lancet publicou semana passada estudo que relaciona de forma conclusiva o Bolsa Família com a queda da mortalidade infantil. Dados de quase 3000 municípios brasileiros foram utilizados, no período entre 2004 e 2009. A Lancet é a mais tradicional publicação científica na área de saúde do planeta – existe desde 1823. Nas cidades em que o programa tem alta cobertura, a queda geral na mortalidade infantil foi de 19,4%. Cruzando o Bolsa Família com causas específicas de morte, o impacto é ainda maior: queda de 65% nas mortes por desnutrição e 53% nas mortes por diarreia. A íntegra está aqui.

O Bolsa Família, portanto, salva vidas. Não é uma solução permanente. É uma operação de emergência, necessária hoje e todo dia. Sua missão fundamental é salvar vidas em perigo, vidas que enfrentam uma calamidade permanente (o miserê nacional, desastre que de natural não tem nada). Aí chegamos a outra crítica comum ao programa: mas pra quê tanta criança? Essa mulherada sem vergonha não está parindo um filho atrás do outro, só pra garantir uma renda fixa?

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A resposta é um grande não. A taxa de fertilidade do Brasil vem caindo rápido. Hoje é de 1,8 filhos por mulher, a mesma que o Chile, menos que os Estados Unidos (1,9). Está abaixo do nível mínimo de reposição da população (que é 2,1%). É evidente que se o mundo tivesse dois bilhões de pessoas, em vez de sete, estaríamos melhor na fita. Quanto menos pobre, menos pobreza… mas o fato inquestionável é que as brasileiras têm cada vez menos filhos. E cada vez mais tarde – 40% das nossas conterrâneas entre 25 e 29 anos ainda não têm filhos. Dados citados em um iluminador artigo da Economist desta semana.

A importância do Bolsa Família para essas famílias pobres ficou assustadoramente explícita nas reportagens de TV sobre o corre-corre. Pareciam cenas de refugiados na África, se batendo por um galão de água, um saco de ração. Por que nossos compatriotas ficaram tão desesperados com a possibilidade de ficar sem o Bolsa Família? Porque eles não recebem um monte de outros benefícios simultaneamente. Comparando com os países que tem a melhor qualidade de vida, o Brasil tem benefícios sociais minúsculos.

O sociólogo Alberto Carlos Almeida fez uma comparação chocante entre Brasil e Inglaterra, em artigo para o jornal Valor Econômico. Os ingleses ganham salários muito mais altos que os brasileiros. E mesmo assim recebem muitos tipos de auxílio diferentes, que aqui não existem. Alguns:

– bolsa funeral (R$ 2100 para ajudar no enterro de seu familiar, incluindo pagar flores, caixão, uma viagem de algum parente para o velório etc.)

– bolsa aquecimento no inverno (média de R$ 2400 por mês para ajudar você a se aquecer no inverno)

– bolsa necessidades especiais (para deficientes ou idosos, até R$ 1500 por mês)

– bolsa cuidador de quem tem necessidades especiais (R$ 720 por mês)

– bolsa aquecimento por painéis solares (até R$ 3600 por mês)

– seguro desemprego (R$ 720 por mês)

E muitos outros de todo gênero. Almeida destaca o bolsa criança, que paga R$ 1350 por mês para a família que tem uma criança (e mais uns R$ 1200 para o segundo filho etc.). Vale lembrar que a saúde pública inglesa é boa e gratuita, assim como a educação, em sua maior parte. Por isso tudo, os ingleses são mais saudáveis e educados que os brasileiros, vivem mais e melhor que nós, em um país sem violência. Lá, os impostos são aplicados em benefícios que garantem uma vida mais saudável e segura. Quando alguém criticar o Bolsa Família, faça-lhe um favor: jogue esses dados na cara do infeliz. Nós, brasileiros, precisamos ter consciência do que funciona bem em outros países, para cobrar as mesmas leis aqui. Dou o link para a reprodução do texto de Almeida no site do Senado Federal, porque no site do Valor é só para assinantes.

Certo que o Brasil não é a Inglaterra. Certeza que há dinheiro suficiente para ajudarmos nossos deficientes, idosos, crianças, desempregados e defuntos. Estão aí os estádios faraônicos pra Copa, molezas diversas para empresas próximas do poder, benesses variadas para apadrinhados etc. Somos a sexta maior economia do mundo. Nosso desafio não é gerar recursos, é forçar a aplicação desses recursos no que trará mais benefícios para nossa população.

O PT explora politicamente o Bolsa Família? Claro, é isso que governos fazem, e oposição idem. Aécio Neves até já disse que quem criou o Bolsa Família foi o PSDB (não foi, mas criaram coisas parecidas. Lula, quando o Fome Zero não decolou, reempacotou os benefícios criados pelos tucanos, engordou um tanto o bolo, e marketou magistralmente). Minha sugestão é que os governos estaduais e municipais da oposição criem seus próprios bolsa isso e bolsa aquilo. Que bom se os políticos disputarem nosso voto nos dando dinheiro, em vez de tirar…

O questionamento do Bolsa Família mais furado de todos é o moral: é justo uma pessoa receber dinheiro, sem ter trabalhado por isso? Nem merece resposta. A questão não é de justiça, é de isonomia. Os mais ricos já recebem bastante dinheiro sem trabalhar. Embolsam rendimentos de suas aplicações financeiras, aluguel de imóveis e tal. Acionistas de empresas recebem dinheiro sem trabalhar: os lucros. E herdeiros recebem dinheiro sem trabalhar, às vezes sem nunca ter trabalhado de verdade. Muitas crianças brasileiras felizardas já têm seus futuros assegurados, graças ao que construíram seus pais ou avós. Nunca precisarão pegar no batente (e mesmo assim, como sabemos, muita gente abonada continua trabalhando, porque assim se sente realizada, produtiva, estimulada, ganha mais dinheiro ainda etc. Dinheiro é 100%, mas não é tudo…).

Na próxima vez que a campanha contra o Bolsa Família mostrar sua cara feia, ajude a cravar uma estaca em seu coração. O Bolsa Família não é nenhuma maravilha, mas é infinitamente melhor que nada. Tem que ser aplaudido, imitado, diversificado e expandido para pessoas que não têm família. Tem que ter o seu valor aumentado, bastante e rápido. Contra fatos, e vidas salvas, não há argumentos.

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Comentários

  1. Jean Postado em 11/Jun/2013 às 22:52

    Parabéns pelo texto, gostei muito. E a última linha diz tudo.

    • eu daqui Postado em 05/Aug/2014 às 13:07

      Não diz tudo. Faltou falar dos votos salvos.

  2. CLAUDIO FERREIRA TEREZO Postado em 11/Jun/2013 às 22:52

    O ASSISTENCIALISMO É PRATICA CORRIQUEIRA EM VÁRIOS LUGARES E ÉPOCAS DISTINTAS. PRA QUEM RECEBE ÓTIMO, PRA QUE PAGA TAMBÉM...ENTÃO POR QUE SE RECLAMA? QUEM RECLAMA? O BOLSA FAMÍLIA DEVERIA SER REPENSADO, PRINCIPALMENTE EM CENTROS URBANOS. HOJE A ÚNICA DEVOLUTIVA DOS BENEFICIÁRIOS É MANTER OS FILHOS NA ESCOLA. PONTO. NÃO EXISTE UMA CONTRA-PARTIDA, UMA VOLTA DE ALGO POSITIVO À SOCIEDADE.UMA SOCIEDADE QUE SE DEGRADA E SE VENDE POR MIGALHAS, COMO FORA FEITO COM OS ÍNDIOS BRASILEIROS QUANDO DA REMOTA PASSAGEM DO DESCOBRIMENTO...BUGIGANGAS, ESPELHINHOS...MIGALHAS... SOU GEÓGRAFO, PROFESSOR EM ESCOLA PÚBLICA DE PERIFERIA E A VISÃO QUE TENHO É TENEBROSA, A PROLIFERAÇÃO DA MEDIOCRIDADE PROPOSTA POR DINHEIRO GRATUITO PRA POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA COMO SE ISSO FOSSE A SOLUÇÃO PROS PROBLEMAS QUE AFETAM A SOCIEDADE. O PROBLEMA É MAIOR. O ASSISTENCIALISMO PROVOCA ALIENAÇÃO E ACOMODAÇÃO NAS CAMADAS AIS BAIXAS DA SOCIEDADE. ISSO É CLARO, PORÉM, DIFÍCIL DE SE VER...PRINCIPALMENTE QUANDO A ANÁLISE VEM DE FORA...MAS FORA MESMO...DISCUTIR O FENÔMENO NUM ESCRITÓRIO COMA R CONDICIONADO É FÁCIL...E ISSO VEM SENDO FEITO A MUITO TEMPO, PELOS MESMOS PSEUDO-INTELECTUAIS DESSE PAÍS, OU ARREMEDO DE PAÍS...UM LUGAR SEM IDENTIDADE....ALGO QUE NÃO SE PARECE NEM DE LONGE COM UMA NAÇÃO...OU UMA SIMPLES SOCIEDADE.

    • carlos Postado em 01/Dec/2015 às 09:51

      tanta propina por ai e vc preocupado se o povo ta se vendendo se liga o acorda pra vida,o povo nao tem da onde tirar nao tem emprego nao tem remedio creche nem hositais pelo menos um dinheirinho pra poder comprar um remedio é o minimo q o governo pode fazer pelo povo uma barriga bem alimentada nunca acredita q a outra esta vazia

  3. Cezar Postado em 11/Jun/2013 às 22:55

    Vá se enxergar PT do caramba.... Se o Brasil não tivesse os impostos abusivos, ninguém falaria, mas infelizmente acabam tirando de um lado para dar para o outro... ok, em partes sou a favor do Bolsa Familia, mas não dessa forma tão imbecil... desde que esse seja um beneficio provisório até que arrumem um emprego, mas do jeito que está.... a Maioria desse povo que recebe, são uns verdadeiros VAGABUNDOS, eu disse a MAIORIA (não são todos). Vou dar apenas um Exemplo: diariamente converso com transportadores e quando estão com o seus caminhões que existe uma taxa de pobreza maior, quando o motorista em grupo de pessoas pergunta quem ajudaria a descarregar/carregar o caminhão, geralmente ningúem se pronuncia. Afinal, muito melhor ser tratado por quem trabalha do que ganhar o pão com o próprio suor.

    • Luciana Postado em 13/May/2014 às 23:25

      Porque você não larga o seu trabalho e vai viver de bolsa família então? Não é uma maravilha viver sem ter que trabalhar? Vai lá! Entra na fila! Eu ainda tenho noção de que a minha vida é muito melhor que a deles, por muitas razões, mas se você acha que eles estão se dando melhor que você, vai lá, passa sua vaga pra frente que não falta gente pra ocupar.

      • eu daqui Postado em 05/Aug/2014 às 13:08

        pro psicopata viver sem fazer nenhum esforço é melhor sim.

    • Luciana Postado em 13/May/2014 às 23:27

      Parabéns pelo texto!

  4. Ricardo Postado em 11/Jun/2013 às 23:05

    Excelente texto.

    • eu daqui Postado em 05/Aug/2014 às 13:09

      Excelente e, como todo texto, teórico.

  5. Mauro Postado em 11/Jun/2013 às 23:14

    Concordo com a análise da socióloga e professora da Unicamp, Walquiria Leão Rego, de que o programa Bolsa Família mudou um pouco a situação da vida das pessoas nos lugares mais pobres do país e que o tradicional coronelismo perde força e a arraigada cultura da resignação está sendo abalada, enfim, que o efeito do programa pode contribuir enfraquecer o coronelismo e romper cultura da resignação. Com a regularidade da renda, o programa pode causar impacto nas relações familiares, uma segurança maior e respeitabilidade. E também causar um impacto econômico e comercial. Não resolve o problema da miséria. Mas, como ela diz, "é o início de uma democratização real, da democratização da democracia brasileira". Tem que ser mesmo uma política de Estado, que nenhum governo possa dizer que não tem mais recurso. É um programa barato, que custa apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O programa pode diminuir o poder o coronelismo, enfraquecê-lo, porque o dinheiro vem no nome de cada pessoa, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém. O programa é o inicio da superação da cultura de resignação, porque as pessoas entendem que a vida pode ser diferente, não é uma repetição. A renda regular é uma coisa nova. O programa, portanto, é necessário, mas é paliativo e deveria ser temporário. Além do programa, é necessário um conjunto de políticas articuladas para formar cidadãos. A elite brasileira sempre submeteu o Estado a seu serviço, e por isso não pode haver distribuição de renda. O capitalismo e os seus defensores em diversos espaços de poder defende seus privilégios na sociedade, buscando impor seus interesses. E o atual governo difere dos setores neoliberais apenas na forma de como administrar o capitalismo. A classe dominante e seus prepostos mantêm a dominação através dos "recursos materiais" sob o seu comando, especialmente o aparelho de estado, e suas empresas produtivas, financeiras e comerciais, bem como através da manipulação da consciência popular através ideólogos, jornalistas, acadêmicos e publicitários que fabricam os argumentos e a linguagem para enquadrar as questões do dia. Mas não podemos deixar obscurecidos as verdadeiras relações sociais de exploração brutal, o papel central das classes dominantes na reversão de ganhos sociais e as ligações profundas entre a classe capitalista e o estado. Mesmo quando formulam suas críticas e denúncias, os críticos do capitalismo utilizam a linguagem e os conceitos dos seus apologistas, e ao combinar alguns dos conceitos básicos do capitalismo com a crítica aguda, cria ilusões acerca da possibilidade de reformar "o mercado" para servir objetivos populares. Isto faz com que falhe a identificação das ideias principais das forças sociais que devem ser expulsas dos comandos do Estado e a necessidade de desmantelar o domínio da classe capitalista. Observando, atônito, as lições desaprendidas na Europa e nos Estados Unidos, chama a atenção que toda a estrutura do pensamento neoliberal seja uma fraude. As demandas da classe capitalista se vestiram de teoria econômica sofisticada e foram aplicadas independentemente de seu resultado. A premissa básica do neoliberalismo - que "mercados livres" conduzem a melhor crescimento, mais prosperidade e mesmo mais igualdade - sempre foi falsa. Mas não há qualquer exemplo de um país que se tenha desenvolvido seguindo os dogmas neoliberais da privatização, liberalização e cortes orçamentais. Ao invés disso os países tradicionalmente têm utilizado uma combinação de subsídios, tarifas e investimento financiado por dívida para impulsionar indústrias e aproveitar sua vantagem comparativa para a produção de mercadorias mais avançadas. O atual governo foi eleito para impedir o neoliberalismo e as privatizações dos governos anteriores. No entanto, o capital não respeita a democracia nem depende de resultados eleitorais, e age permanentemente em todos os campos para garantir seus interesses, independente dos partidos vencedores. O governo manteve todos os compromissos com os banqueiros e apenas mitigou o neoliberalismo com políticas compensatórias. As privatizações continuam: está privatizando cada porto e aeroporto. A privatização das rodovias foi aprofundada. O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a principal iniciativa do governo, é um imenso conjunto de obras voltadas para alavancar o crescimento capitalista e não o desenvolvimento social. Está privatizando os serviços públicos. Está usando a Central Única dos Trabalhadores (CUT) que foi uma central combativa nos governos anteriores e hoje em dia tem sido cooptada pelo governo -, com um projeto de "flexibilização", para pior, dos direitos trabalhistas. A bancada ruralista, depois de impor ao governo a mudança do Código Florestal, para permitir que o capital avance sobre os recursos naturais do país, agora faz uma ofensiva contra os povos indígenas e quilombolas, porque o agronegócio pretende explorar as riquezas dessas reservas, que são de uso coletivo das comunidades tradicionais. Mudanças no Código de Mineração também estão em discussão para dar mais liberdade para os capitalistas internacionais se apoderarem de nossas riquezas minerais. O governo atual ainda acelerou os planos de privatização das reservas de petróleo descobertas pela Petrobrás, com a promoção do leilão do petróleo. O discurso oficial é que esses leilões são realizados para que as empresas invistam em pesquisa e corram o risco de não encontrar o volume de petróleo esperado. No entanto, esses estudos já foram feitos pela Petrobrás. As empresas entrarão com o custo de produção de extraí-lo e pagarão ao governo apenas 10% de royalties. Depois, carregarão seus navios, sem pagar nada de impostos, pois a Lei Kandir isenta exportações de matérias-primas (soja, minério de ferro e petróleo). Assim, venderão o petróleo bruto no mercado internacional. Essa dilapidação das riquezas do país, afronta a soberania nacional e demonstra claramente quais são os interesses que dominam o atual governo. Esses leilões do petróleo, não é exceção e sim regra na política traçada e posta em execução pelo Governo Federal e sua base de sustentação, em sua forma de se relacionar com a crise do capitalismo: a de exercer o maior processo de privatizações na história do Brasil, em salvaguarda ao capital privado nacional ou estrangeiro. É uma estratégia da qual fazem parte as chamadas "privatizações brancas", como colocar os recursos financeiros e humanos de empresas estatais como o BNDES, a Petrobrás, a Caixa e o Banco do Brasil a serviço de entidades privadas, ou em benefício explícito a grupos econômicos como o controlado por especuladores; seja através da privatização como ocorre em todo o setor de infraestrutura (portos, aeroportos, estradas) quanto de telecomunicações (através da desoneração de R$ 6 mil milhões em impostos, para garantia de que as operadoras consigam fazer os investimentos previstos em contratos com o Estado). Ainda é privatizada a previdência pública - a aposentadoria dos trabalhadores - através de mais desonerações, e o quadro tende a piorar com a retirada de direitos trabalhistas através do chamado Acordo Coletivo Especial (ACE), que conta com a aprovação das cúpulas do sindicalismo atrelado ao governo.

  6. Bruno Vieira Postado em 11/Jun/2013 às 23:18

    "Que bom se os políticos disputarem nosso voto nos dando dinheiro, em vez de tirar…" Reflete bem quem defende o bolsa-família que nós temos. Não quero e acho que ninguém deve querer dinheiro do governo nem de ninguém, apenas do meu suor. O bolsa família traz equidade, mas deve ser sustentada imediatamente com condições do indivíduo pagar suas contas e impor objetivos para ele até que possa repassar seu auxílio para outro. A conclusão é bem simples: NÃO ADIANTA DAR O PEIXE NA BOCA DO INDIVÍDUO, DÊ A VARA. E O ENSINE A PESCAR! Se ele não tem forças nem para segurar a vara, tudo bem, o bolsa família e essencial, até que restabeleça suas energias e força de vontade.

    • Víctor Marcelino Postado em 22/May/2014 às 22:34

      Concordo e apoio! Taí uma análise sensata e lúcida.

    • Wellington Postado em 29/Sep/2015 às 23:38

      Concordo e apoio.O bolsa família não foi a solução, foi apenas um alívio para aqueles que viviam na beira da extrema pobreza.Isso acabou tornando muitos brasileiros que participam do programa reféns dessa política.

  7. Wesley Ferreira Postado em 11/Jun/2013 às 23:18

    Dia desses tive que rebater argumentos ignorantes acerca do bolsa-família. Ótima matéria.

  8. Eva Lira Postado em 11/Jun/2013 às 23:32

    Estão de parabéns, como sempre! :D

  9. Angela Postado em 11/Jun/2013 às 23:49

    INCRÍVEL, MAGISTRAL, COM EMBASAMENTO TEÓRICO E INVESTIGATIVO, ESSE TEXTO É PERFEITO!!!!!!!!!!

  10. Fabio Postado em 12/Jun/2013 às 00:16

    Ótimo texto!!!

  11. Adriana Postado em 12/Jun/2013 às 00:29

    Muito boa essa matéria, bem esclarecedora. Parabéns.

  12. sergio Postado em 12/Jun/2013 às 00:45

    caramba, ainda não consegui ler uma unica matéria q. não esteja alinhada ao petismo, nesta página "Pragmatismo político". deveria chamar-se "teleguiado petista"

  13. Elena Augusta. Postado em 12/Jun/2013 às 01:12

    Excelente texto. Parabéns!

  14. Gustavo Postado em 12/Jun/2013 às 02:24

    Excelentíssimo texto, como eu não via há muito tempo. Dificilmente comento textos ou notícias, mas este aqui fiz questão. Parabéns pelos esclarecimentos. ;)

  15. Hiram Jorege Postado em 12/Jun/2013 às 07:31

    O problema do Brasil é a ignorância dos alienados e a soberba da classe mérdia, que pensa que é rica.

    • eu daqui Postado em 05/Aug/2014 às 13:10

      Quem precisa pensar ser rico é a classe baixa que tem problema de autoimagem.

    • Wellington Postado em 29/Sep/2015 às 23:40

      E essa é a luta que rachou o país no meio:alienados de um lado VERSUS coxinhas e semicoxinhas do outro.A maioria do bolo é preenchida pelos alienados

  16. Sérgio Postado em 12/Jun/2013 às 08:41

    É plausível e também hipócrita a atitude do governo em doar um certo valor as pessoas mais "POBRES" (Questões Financeiras) do seu país, pois é um objetivo do programa, doar dinheiro a quem tem dificuldades de se sustentar financeiramente em um país onde a carga tributária é a "MAIOR" do mundo. Agora, pensamos bem, o governo não deve dá o peixe ao pescador, ele que pegue a vara e vá pescar e essa vara deve ser dada pelo governo,isso é o mais correto a se fazer. O governo pode até ajudar, mas deveria ser temporariamente até o indivíduo conseguir caminhar com as próprias pernas, me perdoem aos que defendem esse programa, mas sinceramente, um programa em um país como o nosso é um verdadeiro alimentador de votos e também não há uma distribuição correta do rendimento, nem sempre são os merecidos que recebem esse valor. O nosso país precisa sim, aprender a controlar suas atividades sociais, intensificá-las, mas com um grande policiamento sobre elas. Assim garantirá a sua distribuição correta.

  17. Jorge Postado em 12/Jun/2013 às 09:08

    Quantos DESGRAÇADOS contrários a benefícios escrevem aqui. Proponho que todos aqueles que são contrários sejam sumariamente deletados, pois envergonham as pessoas do bem. Ontem visitei o bazar da Pastoral da Criança, e lá estava uma mãe desamparada com seus 4(quatro) filhos, solicitando ajuda para alimentá-los. Minha felicidade é que já recebe o bolsa família. Mas mesmo assim, foi encaminhada para a pastoral que trata deste tipo de ajuda. Os DESGRAÇADOS que aqui escrevem irão todos para o inferno, pois aqui já receberam seus consolos. MALDITOS, envergonham a espécie humana pelo simples fato de terem prazer que outros passem fome.

    • Elcinho Postado em 03/Jul/2014 às 12:36

      A sua reação é de um Ditador de Esquerda que tem a mesma visão anti-democrática do governo que esta no poder. Lamento pela sua opinião e revolta, mas tudo que envolve política tem outros objetivos, que não são somente o de beneficiar a população. Fique bem com as suas maldições e praguejamentos descontrolados. E repense a sua condição racional e emocional antes de dissertar sobre algum assunto em público ou virtualmente.

    • eu daqui Postado em 05/Aug/2014 às 13:11

      Vou pro inferno mesmo. Pro céu dos parasitas e fracassados é que não vou.

  18. Rodrigo Teixeira Postado em 12/Jun/2013 às 09:14

    Bolsa Família, segundo Lula em 2009 x 2000 http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvddq8

  19. Darlan Postado em 12/Jun/2013 às 09:18

    O irritante, nisso tudo, é que os "críticos" ao bolsa-família (que de críticos nada tem) são surdos a qualquer tipo de argumentação. Mesmo quando os colocamos na parede com o PROUNI, que vários deles usam ou defendem, eles dizem que são coisas diferentes. E realmente são, o bolsa-família é um benefício que a baixa classe média não recebe.

  20. Vinicius Postado em 12/Jun/2013 às 10:03

    Prouni: atestado de incompetência do Estado, ao admitir que seu sistema de ensino básico é ineficiente e que o acesso ao ensino superior público é voltado apenas àqueles que tem bom ensino, ou seja, frequentadores de escolas básicas particulares. Bolsa família: dá o peixe e não ensina a pescar. Seria uma política eficiente se viesse acompanhada de cursos profissionalizantes. Não é o que acontece. Ou seja: tapa-se o sol com a peneira e ilude-se com resultados pífios.

  21. hugo Postado em 12/Jun/2013 às 10:20

    Pior é ler ignorâncias de que "O governo tem que dar a vara e não o peixe", primeiramente, o Bolsa Família é, como diz no próprio texto que os críticos analfabetos não leram, uma atitude emergencial. Me diz como vocês, ó grandes gênios, querem empregar TODO mundo do país amanhã e cortar o Bolsa Família? Infelizmente, essa é uma utopia, em lugares como o Vale do Jequitinhonha o único emprego que conseguirão será em períodos de colheita em fazendas de grandes latifundiários exploradores pagando, como o próprio texto diz (me espanta o pessoal que não leu, só sabe falar que quem defende é petista, santa ignorância), cerca de 20, 30 reais por semana. Como alguém que não consegue nem comprar o que comer vai conseguir arranjar um emprego que pague o necessário para sua sobrevivência? Faz assim, vai numa fábrica e vê se eles preferem o magricelo passando fome ou alguém melhor vestido e nutrido. Além de que achar que a maioria se contenta só com o Bolsa Família e se acomoda, é falta de informação. Dados recentes, bem recentes, você coloca no google e acha, mostram que 12% dos quase 13 milhões de pessoas que recebem o auxílio, declararam voluntariamente que passaram o limite de R$140 por pessoa e que não precisavam mais do auxílio. São quase 1,3 milhões de brasileiros que, compulsoriamente, abriram mão do Bolsa Família após terem melhorado de condições. Vão vir os idiotas falando, "mas nossa, só 12%", é, não vai ser de um dia pro outro que todo mundo vai melhorar na vida, muitos nunca conseguirão, mas se a cada 5 anos, 1,3 milhões conseguirem, já é alguma coisa. Então saiam do mundinho de vocês, parem de achar que quem defende o Bolsa Família é petista e tentem enxergar o que está na sua frente e ver as necessidades de quem tem que viver com R$140 por mês.

    • Elcinho Postado em 03/Jul/2014 às 12:39

      Você esta coberto de razão, mas pensar que um programa renda mínima, seja ele qual for, vai resolver os problemas sociais deste pais é não enxergar o futuro disso tudo.

  22. Marco Garcia Postado em 12/Jun/2013 às 10:21

    Acredito que a análise do Mauro (em 11 de junho de 2013) é um bom complemento ao texto inicial, embora a menção ao desprezo à educação por este governo, não tenha sido salientada. O bolsa família, sem plano de recuperação social da população, é esmola.

  23. luiz carlo ubaldo gonçalves Postado em 12/Jun/2013 às 10:28

    Esses desgraçados contrario ao bolsa familia nunca souberam o que é passar fome ou qualquer outro tipo de necessidade na vida, se julgam donos do Brasil e acham que politica pública é coisa que só pode atender as necessidades deles em momentos de quebradeira, por isso defendem o estado mínimo, sem saude, educação, segurança, emprego e etc.. essa gente vem ferrando com o povo a mais de 500 anos e agora que resolvemos reagir, eles contra atacam nos chamando de vagabundos, que não trabalhamos, porque temos uma bolsa de 60 reais, doua eles mil vezes esse valor para que vivam como vivem hoje e estarão fadados a fome e a miséria, ai vão implorar para receberem aquilo que eles chamam de bolsa miseria, bolsa vagabundagem, elite burguesa de merda!

    • Elcinho Postado em 03/Jul/2014 às 12:44

      Pelo jeito a sua vida deve ser bem difícil... De estrutura a um povo, de instrução a um povo, de saúde a um povo, e saberás que uma nação não se faz com esmolas...

  24. Diego Postado em 12/Jun/2013 às 10:52

    Como assim os mais ricos ganham dinheiro sem trabalhar? Por acaso aluguéis, por exemplo, são provenientes de apartamentos comprados com subsídio do governo? O tanto que se trabalha para uma vida digna? Estou numa faixa salaria que me permite viver com pouco conforto, mas graças às 40 horas de trabalho em sala de aula numa universidade particular. Não sou contra o bolsa família ou qualquer outro do gênero, apenas vejo que as coisas não foram bem retratadas. Engraçado que quando falam de pobre botam tudo no mesmo bolo, e quando falam de rico o fazem o mesmo. Como assim?? Quem trabalha (e muito) para ganhar seus 5 ou 6 mil por mês entra no mesmo bolo dos que ganham com suas ações e coisas parecidas? Não parece nada lógico. E por aí vai. Mais cuidado e informação ao expressar opinião. Os dados do bolsa família são fatos, não opiniões.

    • Elcinho Postado em 03/Jul/2014 às 12:45

      Uma resposta limpa e imparcial, sem acusar e sem apoiar. Apenas uma constatação dos fatos. Tiraste as palavras da minha boca.

  25. leo Postado em 12/Jun/2013 às 11:14

    O lance não é que sou contra o Bolsa Família, mas sim contra a forma como é administrado isso... não existe um controle sério, simplesmente é usado como escudo por partidos políticos.

  26. João Paulo Ferreira de Assis Postado em 12/Jun/2013 às 11:21

    Os beneficiários do Bolsa Família trabalham muito mais do que qualquer pessoa que fica criticando. Muitos precisam buscar água em grandes distâncias, e em condições adversas, descendo morro com a lata de 20 litros vazia e subindo de volta com a lata cheia. Esses críticos não precisam fazer esse esforço porque basta abrir a torneira e a água aí está. Depois é uma estupidez achar que muitos abdicam de trabalhar por causa de umas migalhas pouco excedem os 100 reais.

  27. Jones Postado em 12/Jun/2013 às 11:50

    Os ricos já ganharam muito sem trabalhar??? Só se forem políticos!!!

  28. Derisvaldo Santana Postado em 12/Jun/2013 às 12:13

    Há os que argumentam que o bolsa família cria "vagabundos" usando exemplos de empresários que buscaram mão de obra e não encontraram. Oras. Me pergunto: estes empresários experimentaram aumentar o salário? Um indivíduo faminto aceitaria carregar pedras por qualquer mixaria. Um alimentado imporia algumas condições. E o melhor argumento do empresário é o salário. Basta aumentar o valor do mesmo até que apareça interessados. O Bolsa Família, portanto, mesmo supostamente incentivando a "vagabundagem", está beneficiando os mais pobres ao forçar os salários para cima ao mesmo tempo que reduz a desigualdade ao reduzir o excesso de lucro apropriado pelo empresário.

  29. Luiza Postado em 12/Jun/2013 às 12:15

    Achei bem escrito o texto, mas tendencioso em uma questão: a participação das mulheres alvo do Bolsa família na questão relativa à taxa de fecundidade, talvez a inclusão dos dados COMPLETOS nos revelasse que: Embora a média tenha diminuído entre as mulheres sem instrução e com ensino fundamental incompleto, de 3,43 filhos (2000) para 3 (2010), ainda é maior se comparada ao índice de mulheres com ensino superior completo, de 1,14 filho. A maior taxa de fecundidade entre mulheres sem instrução e com ensino fundamental incompleto foi observada na região Norte (3,67). A menor taxa é para as mulheres com ensino superior completo, na região Sudeste (1,10).

  30. Thiago Leme Postado em 12/Jun/2013 às 13:10

    O programa é muito bom desde que alcance quem realmente precisa, existem várias pessoas recebendo bolsa família com renda maior que a estipulada para participação do programa, até defuntos tem recebido bolsa família, então para que o programa atinja quem realmente precisa, a fiscalização do mesmo tem que ser feita de maneira mais eficiente e séria.

  31. Gilson Postado em 12/Jun/2013 às 13:22

    Até hoje nunca encontrei pessoas contra o bolsa família, só encontrei pessoas contra a forma que o programa é administrado pelo governo

  32. Urbano Postado em 12/Jun/2013 às 13:35

    Se a forma é mal feita: ok, que critiquemos como ela é feita e não que isso seja motivo pra extinção dela. Se forem tirar privilégios que tirem antes de RICOs , não de pessoas que precisam. Aos que acham que é uma bufunfa; que sobrevivam exclusivamente com o salário do bolsa-família.

  33. Marcelo F Andrade Postado em 12/Jun/2013 às 13:42

    O Bolsa Família é sim uma ferramenta importante na redução da desigualdade social, mas não é um fim em si mesmo. Concordo com o senador Cristóvam Buarque que, se o Bolsa Família ainda existir daqui a vinte anos, será uma prova de que ele falhou terrivelmente. Festejar que os políticos buscam nossos votos nos dados dinheiro, refere-se a "nós" quem? Quantos que estão comentando aqui recebem Bolsa Família? Aliás, quantos daqui recebem qualquer assistencialismo do governo? Não sei. Mas particularmente todas as benesses sociais de que usufruo são fruto de meu trabalho e meu suor. O governo, a propósito, mais me atrapalha com a exorbitante carga tributária que tão pouquíssimos serviços me devolve em troca. Também me parece particularmente errado comparar investidores a beneficiários do Bolsa Família por ambos (supostamente) receberem sem trabalhar. Investe-se no país por acreditar, por ser otimista, por crer que as coisas podem melhorar e todos podemos prosperar conjuntamente. É apoiar as empresas que geram empregos. Investir é acreditar e fazer algo pelo país. Se na Inglaterra há tantos benefícios, nada mais é porque as pessoas trabalharam a vida toda por aquilo. Não há privilégios. Quisera que assim o fosse no Brasil também. Será que realmente os 24 bilhões de reais por ano destinados ao Bolsa Família não seriam muito mais bem empregados se tivéssemos uma carga tributária e uma inflação baixas a ponto de tornar o preço dos alimentos acessíveis mesmo às camadas mais baixas de renda? Não seriam mais bem empregados em prol da saúde das próprias pessoas se não fosse empregado para solucionar de vez os graves problemas de saneamento básico nas regiões mais carentes? Ou se houvesse investimentos de mesma magnitude para boa remuneração de médicos e aparelhamento de hospitais? Com que moral as pessoas que apenas comodamente recebem dinheiro do Bolsa Família podem reclamar dos vários privilégios que nossos deputados promovem a si próprios?

  34. Tanara Dariva Beux Postado em 12/Jun/2013 às 13:49

    Texto muito bem escrito e esclarecedor. Antigamente tinha uma opinião errônea sobre o programa, mas conforme fui amadurecendo percebi que ele era realmente necessário, hoje enxergo as coisas com um diferente ponto de vista. Seu texto me ajudou a ver que a minha percepção está correta!

  35. Any Postado em 12/Jun/2013 às 13:57

    Pena que não é sempre que isso acontece, hoje em dia o pai prefere investir em um tênis caro e de marca para o filho, mas se o filho pedir um livro que custa R$ 120,00 acha um absurdo e não compra.....

  36. Alexandre Postado em 12/Jun/2013 às 14:07

    Existe muita gente medindo os outros com a própria régua, o ódio de alguns é que tem miserável preferindo o bolsa familía do que ser escravo dessa gente mediocre.

  37. Sérgio Postado em 12/Jun/2013 às 14:27

    Fico triste em ver que tem indivíduos que chamam os outros de analfabetos sem ao menos os conhecerem, com que direito vêm a insultar as opiniões dos outros, aqui é um lugar aberto a opiniões, fica claro e evidente que todos aqui tem o direito de se expressar, pois usam do poder democrático. Parabéns ao criador desse site, por dá o direito de cada um falar o que pensa e sinto muito por seu site ser utilizado por pessoas que se acham no direito de insultar a quem bem entender, não pensa na moralidade e bons costumes que o verdadeiro ser humano deva ter. Lastimoso, mas é isso mesmo, não me surpreende esse tipo de atitude perpetuada por certos tipos de pessoas. Fica aqui minha indignação.

  38. Nicolau Seidel Postado em 12/Jun/2013 às 15:16

    Porque os governos não dão educação, saúde, moradia, salário justos?... Inventam estatísticas mal intencionadas (ONU, revistas, jornais, TV, etc.)... Sou nascido e criado no interior, hoje moro na capital do ES - Vitória. Amigos meu se queixam que não se acha mão de obra mais no interior do ES pois preferem a bolsa família que o trabalho! Amigos muito pobres que começaram como mão de obra em fazendas, meieiros, compraram uma pequena terrinha (agricultura de subsistência), hoje tem uma boa propriedade produtiva: lavoura de café, banana, pecuária, agronegócio, fruticultura. Histórias por mim vividas e vistas de muitos fazendeiros do meu estado (ES - Brasil). Tenho esses exemplos: pessoas pobres que com trabalho se fizeram dignamente - não estatísticas de jornais Ingleses, etc.! Governo tem que dar escola, saúde, dignidade - E a fábula de riqueza que esse governo arrecada - IR, INSS e tantos outros?... Com certeza essa fábula de dinheiro tem condições de acabar com a mortalidade infantil e dar dignidade as pessoas. Ao invés disso dão esmola (bolsa família) - fácil, né! OBS.: Não sou Petista, político ou de qualquer outro partido!

  39. J Postado em 12/Jun/2013 às 15:49

    Eu normalmente não leio comentários, mas quando leio encontro gente que não sem como vive. Digo isso porque em fisiologia aprendi que o cérebro era essencial a vida...

  40. Antonio W. da Silva Postado em 12/Jun/2013 às 16:07

    Não vale nem a pena comentar o conteúdo de um texto desses. Quando, na frase inicial, o texto diz que quem discorda é mal-intencionado ou está mal-informado, ele já diz ao que veio. Dentro do mais adequado preceito nazista, preconiza que "a opinião diferente é errada e pronto!". Não se pode imaginar que alguns estudos científicos sejam o "cala-boca" que o texto tenta sugerir. Opinião está relacionada a valores, visão de mundo, e muito pouco - ou nada - à ciência. Não sou contra o Bolsa-Família. Mas sou contra, e muito, à iniciativa de calar os que discordam. Apresente-se, sim, argumentos. Mas deixemos cada um decidir com sua própria cabeça, sem rotulá-los antecipadamente disso ou daquilo se pensarem diferente ou discordarem das "verdades" postas.

  41. Vanderlei Morais Postado em 12/Jun/2013 às 16:10

    Concordo em partes, pois bolsa família em regiões com crescimento 0 por motivo de e forca da natureza, e louvável embora nos EUA no deserto em Las Vegas, com isenção de impostos e incentivos do governo viabilizou a região mesmo nao tendo praias. Bolsa familia em região do Brasil com crescimento d 13% ao ano este beneficio atrapalha a atividade econômica destas regiões.

  42. Dilma Serrano Postado em 12/Jun/2013 às 16:18

    O coronelismo só mudou de mãos, não adianta dar o peixe, sem dar a vara e ensinar a pescar, isso são medidas claramente populistas e não vão acabar com a miséria . A única coisa que pode ajudar a acabar com a miséria e não é a curto prazo é a educação e nisso estamos cada vez pior Acho muita graça comparar Brasil com Inglaterra , Estados Unidos , Noruega etc, realmente não tem termo de comparação.

  43. Gabriel Postado em 12/Jun/2013 às 17:10

    Eu vejo alguns comentários e me apavoro. Exigir que "se ensine a pescar o peixe"? É isso ai, realmente vivemos numa situação de pleno emprego, eu havia me esquecido. Só não trabalha quem não quer, além de todos os postos de trabalho serem dignos, formais, pagarem bem. Será que esses imbecis já trabalharam na vida? Me pergunto se é por maldade ou pura estupidez.

  44. Luis Postado em 12/Jun/2013 às 17:21

    Acho bem interessante prestarem esclarecimentos sobre o bolsa família, já que o mesmo não aconteceu com suposto "bolsa estupro".

  45. Müller Postado em 12/Jun/2013 às 19:17

    Parabéns ao site por contrapor a maioria da mídia barata escrava dos empresários com seu ataque desmedido em cima do bolsa-família. Quem é da área sabe muito bem que a política do bolsa-família é uma política paliativa e transitória e que tem funções redistributivas, o governo não pretende deixar essa política ad aeternum, pelo menos não é essa a ideia da esquerda. Esses direitistas burros ficam repetindo mentiras que o PIG caga ao dizer que a esquerda quer criar pessoas que não querem trabalhar, babacas, quem é que vai parar de trabalhar com aquele valor do bolsa-família?!!!!! Aquilo é só para atenuar a extrema miséria nesse país causada pela concentração de renda que é causada por indivíduos mesquinhos como esses direitistas. E outra, basta ver a quantidade de empregos criados nesse país nos governos mais à esquerda. O que falta agora é investir mais em educação, deste modo existirão cada vez menos indivíduos alienados e burros que não têm pensamento crítico e ficam copiando argumentos lidos na veja, folha de sao paulo, estadao, o globo, etc. Nem sequer estudam ciência política, economia, sociologia, gestão pública, administração e contabilidade, direito, história, etc e ficam atacando uma política levianamente. Eu até respeito quem tenha suas preferências acadêmicas e ideológicas pelo neoliberalismo e afins,é um ponto de vista, mas só que uma crítica se faz com argumentos verdadeiros e coerentes embasados em raciocínios complexos e profundos, não essa difamação de partidários direitistas iletrados...

  46. Adilson Silveira Duarte Postado em 12/Jun/2013 às 19:27

    Belo e oportuno artigo do André Forastieri. Sugiro também que todos leiam o artigo da Dra Fátima Oliveira publicado no jornal O TEMPO de ontem, republicado em vários blogs. Aqui mesmo, em alguns comentários, vi não somente uma questão de opinião, mas sim de ódio. É uma lástima!

  47. Lara Postado em 12/Jun/2013 às 19:40

    Não sou contra o bolsa família, mas sou contra o formato do programa e sua perpetuação. Deveria distinguir entre bolsa rural e urbana, bolsa rural além das famílias receberem o dinheiro deveriam receber: sementes e ajuda técnica. Bolsa urbana os beneficiários deveriam participar de cursos para qualificação ou prestar serviços em hospitais, escolas etc.

  48. Larissa Postado em 12/Jun/2013 às 19:44

    Reportagem altamente tendenciosa e falaciosa

  49. Fernando Postado em 12/Jun/2013 às 19:45

    Primeiramente, parabéns pelo texto. Concordo com a maiorias das colocações feitas. Apenas a parte em que você cita a taxa de fertilidade no Brasil não me pareceu um bom contra-argumento. A população de interesse consiste das famílias (nesse caso as mulheres) que recebem o Bolsa Família. Portanto, dar a taxa de fertilidade no Brasil, não é (a princípio) significativo perante a realidade da população de interesse.

  50. Cássio Postado em 12/Jun/2013 às 23:32

    Me preocupa é o brasileiro estar mais preocupado em saber se o dinheiro do bolsa familia, auxilio reclusão e similares são justos antes de querer discutir por exemplo os milhares de benefícios que os parlamentares, juizes, desembargadores, vereadores, promotores e pessoas influentes tem. Ninguém discute por exemplo se a prefeitura tem o direito de vender praias, ilhas e regiões da cidade como condominios fechados inviabilizando o direito da constituição de ir e vir. OS famosos pedágios, a precariedade do transporte público, a não utilização de outros meios de transporte parecem não preocupar os que tem condições de ter seu próprio carro. O que parece ser o problema da sociedade pra eles é uma pessoa que mal consegue sobreviver ganhar uma bolsa de valor totalmente baixo. Vai entender...

  51. Carlos Postado em 12/Jun/2013 às 23:43

    Bolsa Família, segundo Lula em 2009 x 2000 http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvddq8 Quando existia o bolsa leite do governo militar era a mesma coisa, dão comida para o povo miserável, ou para alguns pobres para que fiquem calados e aceitem ao governo que os alimenta, isso não significa que melhora nada, apenas mantem as coisas nos lugares para que o povo acomodado como sempre aceite aos governantes da direita ou da esquerda, pura forma de "coronealismo" moderno, dizer que isso não é neoliberalismo é pura alienação, não se deve dar o peixe mas a vara para pescar!

  52. Isabelle Postado em 12/Jun/2013 às 23:43

    Ótimo texto, com bons argumentos e fatos. Lendo os comentários dos que não concordam,confesso que continuo com um pouco de dúvida sobre apoiar ou não o Bolsa Família pois há prós e contras. Mas creio que está mais ajudando (pelo menos agora), e sem ele creio que a situação estaria pior. O problema é o resultado disso com o tempo...essa é minha maior questão. Daqui a 10 anos direi com certeza minha opinião à favor ou contra o Bolsa Família. Pois agora está funcionando, contra fato não há argumentos. O problema está em ser uma medida paliativa que pode ocasionar algumas consequências no futuro!

  53. Miguel MAtos Postado em 13/Jun/2013 às 04:07

    Parece que algumas pessoas não entenderam o que o autor quis dizer com a frase "Que bom se os políticos disputarem nosso voto nos dando dinheiro, em vez de tirar…" Isso não tem nada a ver com compra/venda de voto, mas sim com a aplicação dos nossos impostos em nosso benefício e não em benefício próprio dos políticos.

  54. Miguel MAtos Postado em 13/Jun/2013 às 04:12

    Antonio W. da Silva, em 12 de junho de 2013 às 16:07: Mais argumentos? Acho que tu não leste o texto. Que tal TU apresentares argumentos contra o programa? Mas não vale só opinião. FATOS, por favor, FATOS.

  55. Giselle, Postado em 13/Jun/2013 às 04:54

    Uma boa Politica Social näo tem nada a ver com o fato do Estado ser capitalista, socialista, liberal, democrático ou até ser uma ditadura. Ela existe ou näo e o seus resultados säo visíveis, tanto os resultados positivos como os negativos, e nessa direcäo que se deve pensar, temos muitos exemplos concretos no mundo, mas qual será o melhor para nosso pais, isso nós teremos que decidir, e talvez reinventar, nada facil. Posso dizer que, o que eu vi nos cafundós das cidades do norte do pais, nos baixos IDHs o bolsa familia teve um impacto imenso, nesses lugaes o dinheiro quase näo existia, e agora ele circula, mas onde isso vai parar, näo tenho resposta, näo vejo sustentabilidade futura nessas cidades, nenhuma. O problemao do nosso pais está só comecando e o bolsa família é uma acao importantíssima que socorre o hoje, mas está longe de resolver o amanhä. Excelente texto, obrigada

  56. sofia Postado em 13/Jun/2013 às 08:29

    Bolsa empresario, bolsa politico, bolsa midia , bolsa politico e poutras ajudas dadas a ricos ninguém critica, ou quando criticam a critica nunca é feita de forma tão virumenta como quando ela é dada aos mais pobres. Para estas pessoas pobre tem que é que morrer porque é culpa deles qe estao nesta situação, se esquecem do passado de exploração na qual este pais foi construido.

  57. João Luiz Postado em 13/Jun/2013 às 08:45

    O texto realmente é bom, entretanto ele ficou comprometido no penúltimo parágrafo. Todos temos que trabalhar, indiferente de sermos ricos ou pobres. A única diferença é o que o rico trabalha, e o que o pobre trabalha. São em áreas diferentes, problemas diferentes e trabalhos diferentes. Mas realmente o bolsa família ajuda sim as famílias que necessitam, entretanto por que o mesmo programa não auxilia financeiramente na educação de jovens? Na educação de adultos? na especialização dessa mão-de-obra? O Bolsa família poderia ser sim muito melhor do que é.

  58. Marisa Postado em 13/Jun/2013 às 09:09

    Bom, já que temos que nos INFORMAR, vale lembrar que o beneficio que é aplicado na Ingleterra é com retorno, a pessoa deve prestar serviços "públicos/comunidade" limpar escolas, varrer ruas etc, sendo assim forçando a pessoa arrumar algo melhor pra ela mesma! É pagamos TANTOS tributos, e não temos boa saúde, educação! Bolsa familia do jeito que é aplicado é de péssima qualidade, e só atrapalha a classe média, pois trabalham para manter tantas outras familias, sem falar que MUITOS recebem sem necessidade! E ai? E eu que pago meus impostos? Como fico? Porque saúde, educação, segurança ... o que for está uma calamidade! Tiram o direito de tantas outras pessoas ! Bom tenho um nível financeiro de classe média baixa e sei muito bem como é dificil de se ter alguma neste pais.. Até mesmo porque a carga tributária é infinitamente maior do que de vários paises "bons". Ninguém deve ser "acomodado" tratado com penalidade ou coitadinho!

  59. Antonio W. da Silva Postado em 13/Jun/2013 às 10:07

    Miguel Matos, li, sim, o texto. Mas creio que você não entendeu o meu comentário. Deixei claro que não sou contra o Programa. Portanto, não cabe a mim apresentar argumentos contrários ao mesmo, apesar de reconhecer que eles existem, como também existem inúmeros argumentos a favor. O que eu disse foi que sou contra a forma como o autor se dirige às pessoas que são contra o Programa. Pelo fato de ser contra, por motivos ideológicos ou de outra natureza, ninguém deve ser chamado, de antemão, de mal-informado e muito menos de mal-intencionado. Creio que a liberdade de expressão - que o autor tem a seu favor - não pode sufocar ou liquidar a liberdade de opinião, que todos nós temos, incluindo, evidentemente, quem é contra o Programa. Este é o fato! Deixei claro no meu post que não iria discutir o conteúdo da mensagem, mas a forma como ela é resumida em seu título.

  60. Alves Postado em 13/Jun/2013 às 10:54

    Será que toda a opinião contrária é mal intencionada ou descabida de crédito. Tenho que ter a mesma opinião para não ser taxado de mal intencionado! Opinião ditatorial!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Iniciar um comentário desta forma é possuir viseiras antigas, muito antigas! Jeronimo

  61. Gunnar Postado em 13/Jun/2013 às 12:32

    CORRIGINDO: É certo roubar? No meu entendimento, não. Portanto, o dinheiro que o estado usa (seja lá para que for: bolsa família, saúde, salário de deputado, credito do BNDES, ajuda a empresas) é um dinheiro sujo, ilegítimo, um dinheiro que ele só possui pois se aproveita do monopolio da força e das armas para saquear a propriedade alheia. O problema nao é o que se faz com o fruto de um roubo. É o roubo em si. Claro, isso para quem considera o roubo eticamente condenável. Quem pensa diferente, ou seja, concorda com a extorsão pela força, minha linha de raciocínio nada significa.

  62. Sérgio Postado em 13/Jun/2013 às 15:11

    o senhor Gabriel, em 12 de junho de 2013 às 17:10 disse: Eu vejo alguns comentários e me apavoro. Exigir que “se ensine a pescar o peixe”? É isso ai, realmente vivemos numa situação de pleno emprego, eu havia me esquecido. Só não trabalha quem não quer, além de todos os postos de trabalho serem dignos, formais, pagarem bem. Será que esses imbecis já trabalharam na vida? Me pergunto se é por maldade ou pura estupidez. Meu nobre Gabril seu comentário me atingiu em cheio, já que a citação que você usou como exemplo foi minha. Quero deixar claro que eu trabalho e trabalhei desde pequeno, cheguei até a vender picolé no meio da rua e não digo que é vergonhoso e sim de se orgulhar, pois eu tinha e tenho vontade própria de ir trabalhar, ia buscar melhoras pra minha vida como todo trabalhador, deixo claro que não sou imbecil, sou formado em Contabilidade, tenho minhas visões sociais e tenho uma visão crítica e peço que a respeite, pois em nenhum momento ataquei alguém em meus comentários. Peço democracia nos comentários e respeito mútuo. Infelizmente você não teve para comigo. Será que o imbecil sou eu????

  63. Leandro Postado em 13/Jun/2013 às 15:24

    Esse texto é muito equivocado, rsrs! Os argumentos dele são muito rasos, a começar pelo título arrogante, que não admite a possibilidade de um argumento válido, racional, contrário à bolsa família. Esse desrespeito a priori ao argumento do outro já no título do texto me dá a impressão de uma intenção de fazer sensacionalismo que me inspira desconfiança do que está por vir, mas na expectativa de que houvesse alguma coisa pra aprender com o texto do cara. Infelizmente, me decepcionei e explico porquê refletindo sobre os argumentos dele: 1) "É tão impossível (acabar com o bolsa família) quanto acabar com o salário mínimo, o Natal, o nascer do sol" Por quê? Nesse mesmo texto tem uma frase assim: “(O Bolsa Família) Não é uma solução permanente. É uma operação de emergência, necessária hoje e todo dia. ”. Aliás, tem uma contradição grande aqui, porque se a bolsa não é uma ação permanente, como pode ser necessária todo dia? 2) "A quem interessa (o fim do bolsa família)? Aos que têm outros destinos para o dinheiro dos nossos impostos." O que será que o autor entende por destino? Destino seria o beneficiário? Se for, o argumento está errado. Há quem queira o fim do bolsa família porque acredita que existam outras formas mais eficientes do estado atender ao mesmo público. 3) "Recentemente, a correria por conta dos boatos sobre o fim do Bolsa Família ressuscitou os zumbis de sempre. (...) Não tenha dúvida: na próxima oportunidade que pintar, os mesmos de sempre voltarão a atiçar com desinformação os mesmos preconceitos. É bom estar preparado para retrucar." O desespero das pessoas ante a possibilidade do fim do BF não é um zumbi: é um fato novo que confirma uma suspeita velha. Esse desespero das pessoas é alarmante porque denota que o BF pode não as estar ajudando a se tornarem mais capazes e autônomas, mas dependentes, vulneráveis ao suposto *benfeitor* da bolsa. E outro problema é que a BF, está se convertendo de uma assistência em um direito. Sabe aquela história do cara a quem se ajuda umas vezes porque ele tá numa pior e que avança pra cima de ti se um dia você não puder ajudar? Então... Se vamos legitimar a depredação de uma agência bancária pelo *direito* à bolsa, temos que legitimar esse cara acima, o pivete que nos aborda na rua e diz “perdeu preibói” e o ladrão de carro nosso de cada dia, porque eles também precisam da grana e do que ela representa. Legitimar que as pessoas depredem uma agência bancária sob o pretexto de que eles têm direito à BF é legitimar violação de propriedade e o uso da força. Agora veja bem: não estou dizendo que os beneficiários do BF são bandidos. Para ficar bem claro, estou dizendo que invadir e depredar uma agência bancária sob o pretexto de ter direito ao BF é um crime e que legitimar isso seria uma irresponsabilidade. O que importa nessa discussão sobre o BF não é ter argumentos na manga pra “retrucar” como diz o autor do texto: é preciso avaliar se o programa atende ao que se propõe, se e quais são seus efeitos colaterais, e se não tem outras alternativas mais eficazes (a curto, médio e longo prazo) para o estado prestar o mesmo serviço à sociedade. 4) "A revista britânica Lancet publicou semana passada estudo que relaciona de forma conclusiva o Bolsa Família com a queda da mortalidade infantil. (...) O Bolsa Família, portanto, salva vidas." Aqui novamente o autor não vê além da ponta do nariz. O que salva as vidas das crianças não é a BF: são a alimentação mais saudável e a assistência médica. Existem várias políticas possíveis para reduzir a mortalidade infantil. A transferência de renda é uma delas, mas não é a única e provavelmente não é a mais eficiente. A gente fica contente pelas crianças que foram salvas, claro, mas o que dizer sobre as que poderiam ter sido salvas e não foram? Investir na redução da mortalidade infantil é dever da sociedade, mas é importante direcionar nossos esforços para salvar o máximo de crianças possível com os recursos que a gente tem. Em se tratando de crianças morrendo de fome, a gente não pode ter preguiça de discutir política, não pode se dar ao luxo de achar que já faz demais porque dá uma grana pros pobres e não pode fechar os olhos para a possibilidade de que o governo esteja mais preocupado com a reeleição do que com a eficiência dos seus programas sociais. 5) "A importância do Bolsa Família para essas famílias pobres ficou assustadoramente explícita nas reportagens de TV sobre o corre-corre. Pareciam cenas de refugiados na África, se batendo por um galão de água, um saco de ração. Por que nossos compatriotas ficaram tão desesperados com a possibilidade de ficar sem o Bolsa Família? Porque eles não recebem um monte de outros benefícios simultaneamente." Cara, esse argumento é tão absurdo que eu não sei direito como comentar... Como se pode justificar o desespero das pessoas pobres com a falta de mais bolsas? Como esse autor acha que o mundo funciona? De onde ele acha que vem o dinheiro que paga as bolsas? Porque ele acha que a solução para os nossos problemas é pagar bolsa pra todo mundo? Eu tenho um palpite. Esse cara nunca parou para pensar em como é produzida a riqueza que o governo distribui na forma de bolsa. Será que ele já parou pra pensar no que aconteceria se todos os cidadãos do país se dessem ao direito de viver de bolsa? Eu respondo: não aconteceria nada, absolutamente nada. 6) "Por isso tudo (conjunto das bolsas assistenciais oferecidas pelo governo inglês), os ingleses são mais saudáveis e educados que os brasileiros, vivem mais e melhor que nós, em um país sem violência. Lá, os impostos são aplicados em benefícios que garantem uma vida mais saudável e segura." Esse autor não respeita a lógica e por isso se ilude fácil com as próprias frases de efeito. Não é mais educado quem recebe mais bolsas: é mais educado quem recebe uma educação melhor. Não é mais saudável quem recebe mais bolsas: é mais saudável quem se alimenta melhor e tem melhor assistência médica. Talvez ele tenha razão sobre que na Inglaterra os impostos sejam melhor aplicados, mas de quem é a responsabilidade de cobrar do governo uma aplicação mais eficiente dos recursos que a iniciativa privada produz com o seu trabalho senão nossa? 7) "O PT explora politicamente o Bolsa Família? Claro, é isso que governos fazem, e oposição idem." Por quê o PT entrou na argumentação? Qual o sentido em justificar as faltas do governo atual com as faltas de outros governos? Seria banalizar a falta de ética e de propósito? O BF e outras políticas de transferência de renda são sempre a mesma coisa, independente do partido que estiver no governo. O papel do cidadão é fiscalizar e criticar a atuação do governo. Na minha opinião é imoral defender e elogiar a priori qualquer governo. Para elogiar e defender os representantes políticos e seus interesses já são muito bem pagas as agências de publicidade e os escritórios de advocacia mais caros do mundo. O autor não deveria desperdiçar o seu latim de graça. 8) "Minha sugestão é que os governos estaduais e municipais da oposição criem seus próprios bolsa isso e bolsa aquilo. Que bom se os políticos disputarem nosso voto nos dando dinheiro, em vez de tirar…" Como o autor pode achar bom “os políticos disputarem nosso voto nos dando dinheiro”? Será que o autor não percebe que o governo não produz nada, não possui nada e portanto não pode dar nada para ninguém! Quem produz, possui e distribui recursos na forma de um estado é a sociedade. Se o governo usa o dinheiro público para criar uma cultura de dependência em vez de uma cultura de autonomia em prol de um projeto de permanência no poder, então ele não está dando dinheiro – ele está tirando. Pode parecer engenhoso para uma criança, mas para qualquer pessoa minimamente capaz de interpretar a realidade, é fácil concluir que isso é um esquema de roubo. 9) "O questionamento do Bolsa Família mais furado de todos é o moral: é justo uma pessoa receber dinheiro, sem ter trabalhado por isso? Nem merece resposta. A questão não é de justiça, é de isonomia." Eu acho muito relevante SIM esclarecer se uma pessoa tem direito ao produto do trabalho do outro, uai! Isonomia é uma questão de justiça. Isonomia não significa igualdade de recursos, mas sim igualdade de deveres e de direitos. 10) "Os mais ricos já recebem bastante dinheiro sem trabalhar. Embolsam rendimentos de suas aplicações financeiras, aluguel de imóveis e tal. Acionistas de empresas recebem dinheiro sem trabalhar: os lucros." Esse autor só pode ser um moleque... Como ele acha que as pessoas ficam ricas? De onde ele acha que vêm os rendimentos das aplicações financeiras? Como ele acha que uma pessoa passa da vontade de fazer um prédio ao direito de receber aluguel? Por que ele acha que as empresas repassam lucros aos acionistas? Esse autor só pode ter doze anos de idade se não percebe que o caminho mais provável pra ficar rico é trabalhar muito mais do que a média ou realizar algo que tenha um grande valor para a sociedade; que quem aplica dinheiro está emprestando dinheiro e que seu rendimento vem dos juros pagos por quem tomou o dinheiro emprestado; que antes de cobrar aluguel de um imóvel o sujeito tem que “fazer acontecer” o prédio e que isso dá muito trabalho; e que os acionistas só participam do lucro das empresas porque tem peito de investir grana nos projetos delas... Não tem mágica e nem o dedo de Deus na cabeça do sujeito que fica rico ou que nasce rico: existe o trabalho e existem contratos entre as pessoas, cada uma com seus interesses particulares. Pra quem coloca a grana em primeiro lugar na vida, tem mil maneiras de ganhar dinheiro, mas cada pessoa tem direito de fazer suas escolhas e responsabilidade sobre elas. 12) "E herdeiros recebem dinheiro sem trabalhar, às vezes sem nunca ter trabalhado de verdade. Muitas crianças brasileiras felizardas já têm seus futuros assegurados, graças ao que construíram seus pais ou avós. Nunca precisarão pegar no batente" Essa foi pra acabar com o resto da paciência. Será que o senhor autor ao receber a remuneração pelo seu trabalho (se é que ele trabalha) paga o aluguel, o supermercado, a internet, a água e a luz (se é que ele paga) e doa o "excedente" para os menos favorecidos? Será que essa se essa criatura e todos os pseudo marxistas/comunistas da paróquia tiverem filhos, eles estarão dispostos a renegar o capitalismo com tanta veemência quanto criticam o sistema, e doar sua propriedade, o fruto do seu trabalho de uma vida, para o estado ou para uma ONG em vez de repassar para a família? No dia em que as pessoas que criticam o capitalismo – que em toda sua imperfeição é a melhor solução que a humanidade conseguiu desenvolver até agora para amenizar a diferença de potencial entre os seres humanos – deixarem de acumular e de esbanjar com supérfluos para dedicar o excedente de sua produção aos pobres, aí, quem sabe, eu deixo de achar que o discurso deles é irresponsável e hipócrita e começo a simpatizar. Quem sabe, até eu deixo de esquentar a cabeça com trabalho pra me dedicar a receber bolsa e "ajuda".

  64. James Postado em 13/Jun/2013 às 17:52

    O argumento dos programas sociais ingleses é a maior besteira que já li. Eesida na Inglaterra e veja que facilidade para ser um beneficiado pelos programas sociais. E outra: nem na Russia, ou na Sibéria, se gasta 500 libras/mês com aquecimento, por pior que seja o inverno. Além de tendenciosa, a matéria é mentirosa.

  65. Matheus Postado em 14/Jun/2013 às 11:57

    Sobre o Bolsa Família e as demais formas de assistencialismo do Estado, tenho a seguinte opinião: O Estado não só pode, como deve fornecer além de tudo o bem estar social, inclusive com o bom e velho mercado liberal (veja, não neoliberal!), como é o que acontece com os países aonde se concentra as melhores qualidade de vida (Escandinávia), aonde o Estado é de livre mercado, mas também participa e até tem várias empresas estatais. Também vemos que outro exemplo que esses países nos dão são os de assistências a população, que de forma coesa acontece de maneira séria e regrada, veja, eu disse regrada. Por isso, sou a favor de programas sociais e assistencialistas, desde que a cada dia melhore sua regra e sua fiscalização. O Brasil faz bem em manter esses programas, mas faz um extremo mal em não regrar e fiscalizar, e é por isso que vemos indivíduos recebendo aposentadoria por invalidez quando não precisam nem de um atestado de dois dias, e senhoras que não conseguem lavar nem mais as próprias roupas tendo que trabalhar para poder ajudar no sustento de sua família. Agora, sinceramente, o que mais me incomoda nessa matéria é o seu próprio enunciado, "Quem é contra o Bolsa Família ou é mal informado, ou mal intencionado". Esse tipo de argumentação autoritária é que me decepciona, ou seja, argumentação digna de mau-caratismo que tenta de toda forma cercear o debate, dizendo que quem quer que seja, tendo a melhor argumentação possível contra o Bolsa Família, é mal informado ou mal intencionado. Assim, o debate só se da entre pessoas que concordam com o ponto de vista enunciado. Mas isso é um debate para outro momento, quando formos tratar de pessoas mau-caráter, que fazem a cada dia que passa valer mais a sua ditadura de opinião!

  66. Carlos Postado em 09/Jul/2013 às 11:19

    Penso que o que leva à repercussão do programa em questão não seja sua assistência e sim a permanência. Numa cultura como a nossa (generalizando) a insistência em ações nesse âmbito desprovida de intervenções em outros seguimentos de equivalente relevância (sem jamais, aqui, ter a intenção de minimizar o desespero engendrado pela fome) nos remete à situações como aquelas em que um "certo alguém" nos pede ajuda; damos ajuda... damos ajuda... damos ajuda... e... damos ajuda... e... - SERÁ QUE ESSE "CERTO ALGUÉM" VIRIA A NOS CONTRARIAR?! Afinal... continuaríamos a dar ajuda... Não sei... mas, em alguns momentos, lembra "de looooonge" uma relação de dependência... A questão é muito menos a "ferramenta" e mais o uso que fazem dela!

  67. Danilo Lima Postado em 05/Aug/2013 às 17:55

    Suas últimas linhas traduzem a essência do Bolsa Família. "O Bolsa Família não é nenhuma maravilha, mas é infinitamente melhor que nada. " Eis um artigo fundado em argumentos totalmente distorcidos, à exemplo deste: "a fertilidade da mulher brasileira caiu de X para 1,8. Portanto, o bolsa família tem reduzido a natalidade." Então o bolsa família é destinado a todas as mulheres brasileiros, tanto aquelas que recebem o benefício como as que não o recebem? Faz-me-rir!!!! Beira o ridículo este argumento. Primeiro por que é lógico que a mulher das classes média/alta se conscientizaram mais quanto aos custos de uma gravidez. Não à toa aquelas de classe média que antigamente tinham 6-12(15) filhos, hoje mantém uma média de 1, 2. As classes mais inferiores (e aí, entra um problema sistêmico, em que temos que trazer à baila a educação) possuem mulheres desprovidas de conhecimento quanto as formas de prevenção, aos custos e riscos de manter inúmeros filhos num mundo tão injusto. Infelizmente esta é a dura realidade. Partindo disto, a patuléia ainda continuam fazendo muitos filhos. Talvez não 10-15, mas com um número ainda elevado. Portanto, querer omitir dados cruciais generalizando outros para toda uma classe é mais do que absurdo, odioso: é tirânico, anti-democrático e suspeito. Nem tecerei mais comentários sobre esse ponto de vista medíocre, sustentado por uma política conservadora mesquinha, ridícula, que ao longo dos últimos 10-12 anos mostrou como se manteve o comando da Nação (mensalão é apenas a ponta do iceberg)! Sem mais.

  68. Felipe Postado em 02/Jun/2014 às 17:38

    O Bolsa Família é algo necessário no Brasil. Com certeza existe muita coisa errada, existem pessoas que não precisavam do benefício e recebem e existem aqueles que precisam e não recebem. Porém são problemas pontuais e não se deve sacrificar o programa todo por conta disso. Uma coisa interessante desse programa é que ele trouxe a tona o preconceito, a demagogia, o relincho da classe média brasileira.

  69. sadadfs Postado em 03/Jul/2014 às 13:15

    Em vez de ficarem distribuindo esmola e comprando votos, porque não arrumam as regiões pobres do país? Tenho certeza que com todo o dinheiro gasto nesses mais de 10 anos de assistencialismo populista barato, daria para fazer milhões de poços artesianos no nordeste, revitalizando inclusive a industria agropecuária do local, ou então levar saneamento básico para o nordeste ou para as favelas dos grandes centros urbanos, caralho, com o dinheiro gasto com esse voto de cabresto disfarçado de amor aos pobres talvez desse até para fazer tudo de uma vez...

  70. Giuliana Postado em 17/Jul/2014 às 09:05

    Pergunto...O que farão agora os que são contra o Bolsa Familia! Já que o Sr. Aecio Neves já afirmou que pretende manter o Programa durante seu mandato...Será que é apenas uma forma de agradar a "massa" que "só vota "no PT por receber o beneficio? Será? Façam me o favor e parem de olhar para o nosso País com os olhos da desigualdade, e para si mesmos...Nem todos tiveram as condições que eu tive, ou que cada um de vocês tiveram, dos mais afortunados aos mais esforçados...Olhar para o próximo com compaixão, COM AMOR, com humanidade...

  71. Daniel Postado em 11/Aug/2014 às 03:48

    O programa tem muitas falhas,e muitas coisas eficazes. O ponto é que deveria se dar uma educação aos beneficiarios, sobre como utilizar isso, pois não é raro ver muitos gastando a migalha em coisas supérfluas do tipo um sapato de uma marca famosa, compre um sapato qualquer que seja confortavel e que dure bastante, nao tem motivo pra comprar uma calça de 300 reais, se uma de 100 ou menos tem a mesma função. E lembrar que não é nenhuma obrigação do governo dar ou aumentar a bolsa, e que seja dada a quem realmente precisa.

  72. Morgana Luna Postado em 18/Aug/2014 às 20:42

    Sou professora da rede pública e o que me deixa mais irritada com este Bolsa família é o fato de exigir apenas que o aluno esteja na escola. Esse foi o maior erro. Deveria ter direito o aluno que realmente não falta ás aulas mas que tenha um bom desempenho escolar. Tem muitos alunos que vão para escola apenas para não receber uma falta e garantir o benefício no final do mês, mas estudar e cumprir com seus deveres de estudante como por exemplo: prestar atenção na aula, realizar as atividades de classe e de casa, respeitar o professor. Mas isto não acontece. Os pais simplesmente jogam os filhos na escola e não procuram saber como está o seu desempenho, não há um acompanhamento por parte de certos pais. Esses alunos vão para sala de aula só para perturbar, causar desordem na sala de aula. Não têm nenhum interesse em aprender e nós professores temos que aguentar esse tipo de aluno e fazer de tudo para não contaminar os que querem realmente aprender. E agora para piorar a situação com o novo sistema de ensino o PNAIC o aluno só pode ser retido no 3º e 5º anos. Estou com uma turma com 30 alunos onde 14 não sabe ler. Desses 14 apenas 6 apresentam problemas pisiquicos que afetam a aprendizagem o restante não aprendem porque simplesmente não querem, tem um péssimo comportamento. Infelizmente o governo está preocupado com quantidade e não qualidade no ensino. Por isso que nossa Educação é de péssima qualidade e boa parte do povo brasileiro são alienados.

  73. Fabrício Postado em 09/Sep/2014 às 18:36

    Recebem quanto do governo pra isso?

  74. eu daqui Postado em 05/Aug/2014 às 13:14

    Sou as duas coisas. Vou morrer contra essa reedição do voto de cabresto.