Luis Soares
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Rede Globo 27/Jun/2013 às 19:46
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Protesto na sede da Globo está marcado para o dia 03/07

Movimentos de comunicação marcam ato na sede da Rede Globo em São Paulo. Protesto deve ser realizado na próxima quarta-feira (3). Plenária realizada ontem debateu agenda unificada. Ideia é aproveitar efervescência política para pautar democratização da mídia

Movimentos que defendem a democratização dos meios de comunicação realizaram na noite de ontem (25) uma plenária no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, para traçar uma estratégia de atuação. A ideia é aproveitar o ambiente de efervescência política para pautar o assunto. Concretamente cerca de 100 participantes decidiram realizar uma manifestação diante da sede da Rede Globo na cidade, na próxima quarta-feira (3).

A insatisfação popular em relação à mídia foi marcante nas recentes manifestações populares em São Paulo. Jornalistas de vários veículos de comunicação, em especial da Globo, foram hostilizados durante os protestos. No caso mais grave, um carro da rede Record, adaptado para ser usado como estúdio, foi incendiado.

protesto globo são paulo

Manifestantes marcam protesto em frente a sede da Globo em São Paulo (Foto: cc/mídia ninja)

Na plenária de ontem, o professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo, Pablo Ortellado, avaliou que os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a revista Veja e a própria Globo, por meio de editoriais, incentivaram o uso da violência para reprimir os manifestantes. Mas em seguida passaram a colaborar para dispersar a pauta de reivindicações que originaram a onda de protestos, ao incentivar a adoção de bandeiras exteriores à proposta do MPL – até então restrita à revogação do aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô de R$ 3 para R$ 3,20.

Os movimentos sociais, no entanto, ainda buscam uma agenda de pautas concretas para atender a diversas demandas, que incluem a democratização das concessões públicas de rádio e TV, liberdade de expressão e acesso irrestrito à internet.

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“Devíamos beber da experiência do MPL (Movimento Passe Livre) aqui em São Paulo, que além de ter uma meta geral, o passe livre, conseguiu mover a conjuntura claramente R$ 0,20 para a esquerda”, exemplificou Pedro Ekman, coordenador do Coletivo Intervozes. “A gente tem que achar os 20 centavos da comunicação. Achar uma pauta concreta que obrigue o governo federal a tomar uma decisão à esquerda e não mais uma decisão de conciliação com o poder midiático que sempre moveu o poder nesse país”, defendeu.

“A questão é urgente. Todos os avanços democráticos estão sendo brecadas pelo poder da mídia, que tem feito todos os esforços para impedir as reformas progressistas e para impor uma agenda conservadora, de retrocesso e perda de direitos”, afirmou Igor Felipe, da coordenação de comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A avaliação é que apesar de outras conquistas sociais, não houve avanços na questão da democratização da mídia. “Nós temos dez anos de um processo que resolveu não enfrentar essa pauta. Nós temos um ministro que é advogado das empresas de comunicação do ponto de vista do enfrentamento do debate público”, disse Ekman, referindo-se a Paulo Bernardo, da Comunicação.

Bernardo é criticado por ter, entre outras coisas, se posicionado contra mecanismos de controle social da mídia. “Eu não tenho dúvida que tudo isso passa pela saída dele. Fora, Paulo Bernardo!”, enfatizou Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e coordenador do programa Praças Digitais da prefeitura de São Paulo.

Amadeu acusa o ministro de estar “fazendo o jogo das operadoras que querem controlar a Internet” e trabalhar para impedir a aprovação do atual texto do Marco Civil do setor. “Temos uma tarefa. Lutar sim, para junto dessa linha da reforma política colocar a democratização”, afirmou.

A secretária de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, enfatizou a importância da campanha de coleta de assinaturas para a proposta de iniciativa popular de uma nova lei geral de comunicação.

O projeto trata da regulamentação da radiodifusão e pretende garantir mais pluralidade nos conteúdos, transparência nos processos de concessão e evitar os monopólios. “Vamos levá-lo para as ruas e recolher 1,6 milhão de assinaturas. Esse projeto não vem de quem tem de fazer – o governo brasileiro e o Congresso –, mas virá da mão do povo”, disse.

Gisele Brito, Rede Brasil Atual

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Comentários

  1. Yuri Holanda Postado em 27/Jun/2013 às 20:18

    Na manifestação de hoje em Fortaleza, palco do jogo Itália e Espanha, os manifestantes incendiaram o carro da Tv Diário do Nordeste, que é a retransmissora da Rede Globo, e depredaram o carro de outra emissora, Jangadeiro ou SBT.

  2. Lucas Sousa Postado em 27/Jun/2013 às 20:41

    Já existe algum evento no facebook? Gostaria muito de participar.

  3. Anon Postado em 27/Jun/2013 às 23:51

    Muito bom espero que esse protesto ganhe a devida atenção, alienar pessoas não pode ser algo aceitável. Gostaria de assinar a petição popular quando estiver disponível, como faço pra saber?

  4. Irlan Rodriguez Postado em 28/Jun/2013 às 01:11

    A TV Diário não é a retransmissora da Rede Globo. Essa função cabe a TV Verdes Mares. Ambas as emissoras pertencem ao mesmo grupo empresarial ( família ).

  5. Pedro Postado em 28/Jun/2013 às 05:27

    Assim que se faz um protesto!. Garanto que os coxinhas na hora que souberem que o movimento tem causa, e que a causa invoca conhecimento sobre o assunto, vão preferir continuar no sofá assistindo o Fantástico.

  6. Carlos Postado em 28/Jun/2013 às 20:29

    Tomara que ito não seja orquestrado para acabar com as suspeitas para cima da Globo.

  7. Marcos Postado em 06/Jul/2013 às 16:58

    Maldita esquerda, se utilizando dos protestos para sua agenda.