Luis Soares
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Direita 20/Jun/2013 às 14:50
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Movimento Passe Livre revela preocupação com infiltrados e oportunistas

Integrantes do Movimento Passe Livre falam em infiltrados, revelam preocupação com manipulações de pauta e expõem próximos passos

Luiz Carlos Azenha, Viomundo

Fomos convidados para um encontro com integrantes e apoiadores do Movimento Passe Livre (MPL), que nas últimas duas semanas protagonizaram um episódio histórico: levaram o povo de volta às ruas para reivindicar. Desde crianças a pessoas da terceira idade. Foram vítimas de repressão só comparável àquela empregada pela Polícia Militar paulista na desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos.

No meio da conversa, a notícia: o governador Alckmin e o prefeito Haddad anunciaram a redução das tarifas conforme o reivindicado pelo movimento.

Houve celebração.

Dentre os convidados, os blogueiros Rodrigo Vianna, Altamiro Borges, Leonardo Sakamoto e este que lhes escreve, o empresário de mídia Joaquim Palhares, o ativista Sergio Amadeu e a jornalista Maria Inês Nassif.

O objetivo era, basicamente, dizer que “sim, somos de esquerda e temos uma pauta de esquerda”. Ou: “Não, não seremos manipulados pela pauta da direita”.

O professor de História Lucas Oliveira, o Legume, falou em nome do MPL. Ele e ativistas ligadas ao movimento descreveram a unidade que conseguiram forjar com integrantes de partidos de esquerda nos últimos dias — PSOL, PSTU e PCO, entre outros — além de militantes do PT e de um grande número de movimentos sociais, dentre os quais o MST, a UJS (do PCdoB) e a UNE.

Sim, sim, estavam todos extremamente preocupados com a possibilidade de infiltração e manipulação da pauta do movimento por grupos de direita, que buscam se apropriar das manifestações para atacar o governo federal.

Negaram que os anarquistas estavam na origem da tentativa de retirar as bandeiras de partidos do movimento, dizendo que a iniciativa era de “caras-pintadas” recém-chegados.

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Lembraram que era impossível controlar as multidões que se juntaram às manifestações — segundo uma pesquisa do Datafolha, a grande maioria saiu às ruas pela primeira vez.

Confirmaram o ato desta quinta-feira, comemorativo, na avenida Paulista.

Para as próximas mobilizações, pretendem reforçar os coletivos de segurança, comunicação e primeiros socorros.

O ativista digital Sergio Amadeu exibiu um gráfico mostrando que nos últimos dias o MPL tinha perdido protagonismo nas redes sociais relativamente a grupos de direita, que passaram a ter maior poder de mobilização de seguidores com seu perfil ideológico — o que talvez explique a aflição de muitos apoiadores do Passe Livre.

A próxima mobilização talvez tenha relação com a PEC 90, de autoria da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que torna o transporte um direito social. Além disso, trabalhando com o vereador petista Nabil Bonduki, o MPL pode tentar aprovar o passe livre na Câmara Municipal de São Paulo.

Todos estavam certos da presença de provocadores e agentes infiltrados durante as manifestações. Alguns, provavelmente da Polícia Militar, encarregados da coleta de imagens e informações. Outros, de grupos de extrema-direita, empenhados em promover vandalismo atribuído posteriormente ao MPL.

Numa avaliação coletiva, os blogueiros presentes concordaram que o prefeito Fernando Haddad foi o grande perdedor no processo — poderia, por exemplo, ter anunciado sua disposição de reduzir as tarifas depois de ouvir opiniões do Conselho da Cidade, que praticamente endossou a pauta do MPL.

O papel desempenhado por Haddad — que foi ao Palácio dos Bandeirantes para acompanhar o anúncio, falando depois do governador Geraldo Alckmin — também causou estranheza. Como a redução das tarifas foi anunciada quase ao mesmo tempo no Rio de Janeiro, especulou-se sobre um acordo de governantes para aliviar o establishment da pressão das ruas.

A celebração foi grande, tendo em vista que o MPL tem um núcleo duro bastante reduzido de militantes, com idade média calculada no chute em 23 anos de idade. Ainda assim, conseguiu a maior vitória desta geração de jovens militantes nas lutas sociais.

movimento passe livre MPL

Sergio Amadeu expõe o gráfico demonstrando a perda de protagonismo do MPL nas redes sociais, relativamente a outros grupos — alguns dos quais de direita. (Foto: Viomundo)

Nota do MPL:

A cidade não esquecerá o que viveu nas últimas semanas. Aprendemos que só a luta dos de baixo pode derrotar os interesses impostos de cima. A intransigência dos governantes teve de ceder às ruas tomadas, às barricadas e à revolta da população.

Não foi o Movimento Passe Livre, nem nenhuma outra organização, que barrou o aumento. Foi o povo.

O povo constrói e faz a cidade funcionar a cada dia. Mas não tem direito de usufruir dela, porque o transporte custa caro. A derrubada do aumento é um passo importante para a retomada e a transformação dessa cidade pelos de baixo.

A caminhada do Movimento Passe Livre, que não começa nem termina hoje, continua rumo a um transporte público sem tarifa, onde as decisões são tomadas pelos usuários e não pelos políticos e pelos empresários. Se antes eles diziam que baixar a passagem era impossível, a revolta do povo provou que não é. Se agora eles dizem que a tarifa zero é impossível, nossa luta provará que eles estão errados.

Por uma vida sem catracas!

Movimento Passe Livre São Paulo

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Comentários

  1. Fernando Strongren Postado em 20/Jun/2013 às 15:24

    Classificaria como irônico a propagando do Sem Parar no fim da matéria. Culpa do Anúncios Google, não da página.

  2. Vinicius Postado em 20/Jun/2013 às 15:30

    Sinceramente, posso dizer com certeza que a maior parte do povo que participou e participa das manifestações não o fazem pura e simplesmente pela redução de tarifas. Sei que esse é o objetivo do MPL, mas não resume em nada as motivações de tantas manifestações. Aumento de R$ 0,20 na cidade de São Paulo e rio de Janeiro não levariam centenas de milhares às ruas de todo o país. Vejam bem: de TODO O PAÍS. A frase mais circulada pelas redes sociais nas últimas semanas, deve fazer o seu sentido AGORA, neste momento, em que o governo dá aos cães o osso para que parem de latir. NÃO, NÃO SÃO APENAS R$ 0,20. A luta não deve parar, nem que o transporte público torne-se gratuito, pois, de longe, esse não faz parte do rol das maiores prioridades da população brasileira.

  3. CRISTINA FLORA Postado em 20/Jun/2013 às 15:50

    AGRADECEMOS A ESSES OUSADOS JOVENS. Ressignificaram a nossa esperança e cidadania. A LUTA CONTINUA ,AGORA,PELA REFORMA POLITICA. A MUDANÇA TEM QUE SER ESTRUTURAL

  4. Maria da Glória Postado em 20/Jun/2013 às 15:58

    A prioridade de cada região deve ser amplamente discutido dentro da sua própria região, não estou gostando de grupos que estão apresentando uma pauta de prioridades para continuidade do movimento. Discutiram com quem? Não acredito em unanimidade desta forma.

  5. Natalia Postado em 20/Jun/2013 às 16:00

    Pec 90 diz respeito a outro assunto, o de considerar penalmente imputáveis os maiores de 13 anos..

  6. Bruno Laze Postado em 20/Jun/2013 às 16:03

    Eu diria que a maioria dos manifestantes é anarquista: antipartido e a favor da democracia direta, digital e cidadã. O MPL não deveria aproveitar a onda para se dizer representante dessa massa...

  7. Manulba Postado em 20/Jun/2013 às 16:11

    Eu acho (e só acho mesmo), que o MPL cumpriu seu papel muito bem. Esse movimento tem uma pauta bem definida, objetiva e concisa, não por isso menos importante que todas as demais que vêm sendo levantadas por outros grupos. A questão do transporte urbano é de importância ímpar para TODOS os habitantes dos grandes centros, para aqueles que dependem do transporte público e para os que não dependem também. Talvez a maior conquista desse movimento, além da revogação do aumento das tarifas, claro, tenha sido inflamar a 'alma' dos brasileiros. Em meio a tamanha descrença, minha geração talvez tenha percebido a importância do refletir e agir políticos (espero sinceramente que isso tenha acontecido). Que outros 'movimentos' se formem, com novos líderes, novas pautas e pleitos, chega de letargia e inércia.

  8. XAD Postado em 20/Jun/2013 às 21:53

    Fascistas, Fascistas! Não passarão!!! Acabo de voltar da passeata na Av. Paulista, convocada pela direção nacional do PT. Éramos não mais de 200 militantes. Quando cheguei à concentração, na Av. Angélica, vi que talvez não conseguíssemos caminhar nem 100 metros… O ódio dos que estavam na Paulista e que ocupam as ruas há dias era total. Mas esse ódio não era direcionado apenas ao PT. Era contra qualquer bandeira, qualquer movimento social organizado. A CUT estava presente. O Movimento Passe Livre. E a UNE também. Durante a passeata, várias bandeiras foram atacadas, rasgadas e queimadas sob gritos de “Fora PT, vai tomar no cu!”, “o povo acordou”, “oportunistas” e, last but not least, “mensaleiros”!!! Desde o início, foi necessário formar um cordão humano para “proteger” o final da passeata. Às vezes, formava-se um cordão também na lateral. Os ataques acompanharam toda a passeata. Fomos vaiados na maior parte do tempo. O silêncio só veio quando cantamos um trecho do hino nacional. Também gritávamos: “Sem violência”, “Democracia”, “Vem pra rua, vem contra a tarifa”, “olha que loucura, contra partido, parece ditadura” e “R$ 3 não dá, contra a tarifa, é passe livre já”. Durante o trajeto, tentaram invadir a passeata, ameaçaram, provocaram, partindo para a agressão, xingando o tempo todo. Foi tenso. Deu um medo danado. Um dos gritos que se expandia com muita facilidade, espalhando-se pela Paulista, era: “O povo unido não precisa de partido”. Enquanto gritavam, as pessoas, que ocupavam as laterais da avenida, colocavam os braços para cima, em gesto típico do nazismo/fascismo. Seguimos até o Masp. Não sei nem dizer como conseguimos. Nessa hora, os gritos de “abaixa a bandeira” tornaram-se cada vez mais fortes. E os ataques também. Chutes e ameaças, de um grupo de “carecas” e fortões, que seguiu a passeata durante todo o trajeto, tornavam a cena totalmente assustadora. Na altura da estação Trianon-Masp fomos cercados. A passeata tornou-se, praticamente, um cordão humano, de um lado e de outro. Começaram a jogar rojões em cima da gente e bolas de papel com fogo. Nessa hora, correram avisos para que a gente guardasse as bandeiras. Eu, por exemplo, estava empunhando uma bandeira da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (acho que era isso) e desfilei o tempo todo enrolada numa bandeira do PT. Alguém pegou a bandeira da UEE e outro me avisou para tirar a bandeira do PT e guardar na mochila (para evitar linchamento e coisas do tipo, caso a passeata se dispersasse). Para vocês terem uma ideia, eu estava compondo o segundo cordão no fim da passeata. Não foi nada fácil. Nesse momento surgiu o grito: “Fascistas, Fascistas, Não Passarão!!”. O grito foi entoado em uníssono, com muita força. Embora o momento não fosse propício, cheguei a rir quando uma moça, que estava atrás de mim, soltou: “gente, não adianta gritar isso, eles não sabem o que é, vão achar que é só provocação e, ao que parece, somos minoria!!”. E éramos. Depois de alguns minutos, abaixamos as bandeiras, a passeata foi invadida. Dispersamos. Voltei para casa, com a bandeira na mochila, pensando. Pensando muito. Lembrei do Allende.

  9. mlyra Postado em 21/Jun/2013 às 01:05

    Há um crescente movimento Nacionalista que brada o hino e carrega bandeiras, tal qual ocorrido meados de Março de 64 (Marcha para a família com Deus) que desembocou em uma ditadura. A grande maioria dos que frequentaram o ato de hoje (Quarta-feira) foram anti-Esquerdistas, classe média com gritos odiosos ao PT, elogios ao Joaquim barbosa e caras pintadas. O Anti-partidarismo também se mostrou com uma força nova, sendo banidas as bandeiras de partidos, o que culminou em confronto e agressões na paulista, contra manifestantes do PSTU, PCO e PT. Lembremos que anti-partidarismo é diferente de Apartidarismo, e que, novamente, a última vez que tivemos estes movimentos foi durante um regime ditatorial (mais diretamente no AI-2). A manifestação tem tomado um rumo absurdo de impeachment criminoso nada democrático, extremista, fascista. Para tirar o PT são necessárias articulações políticas, por meio de voto respeitando-se o sufrágio universal. Tirar o PT? Claro, sem problemas, apoio até. Mas a intenção não é trocar por algo melhor, mas respingar no militarismo ou retornar ao PSDB, e sabemos bem. Atentos, por favor, vamos manter a democracia!

  10. Julio Postado em 21/Jun/2013 às 05:36

    O que eu presenciei nas ruas não foi nem de longe uma manifestação só pelos R$ 0,20 da tarifa. Enquanto milhares saíram as ruas NÃO SÓ pelos R$ 0,20, vocês enfatizam que tudo isso foi sim pelos R$ 0,20 e pelo sonho maior que é a tarifa zero. É compreensível que a briga do MPL seja pelo transporte público gratuito, entretanto após conquistar o congelamento da tarifa momentaneamente a lista de prioridades do povo se redefiniu automáticamente, não sendo mais a tarifa uma prioridade. Será mesmo que se amanhã conquistássemos a tarifa zero no Brasil inteiro, isso resolveria os problemas que temos hoje? É óbvio que isso não resolveria as exigências que o povo fez, faz e continuará fazendo nas ruas de todo Brasil com seus cartazes e gritos de ordem contra corrupção, saúde, qualidade de vida, educação, transporte, reformas. Pelo visto o MPL deu o primeiro passo, mas em um futuro próximo se deslocará dos bastidores para a platéia.

  11. ANTONIO Postado em 21/Jun/2013 às 11:20

    A DIREITA , E A REDE GOLPE ASSISTIRAM DE CAMAROTE O QUE PARA ELES FOI O MAXIMO E TENTARÃO USAR OS DESFORMADOS , AQUELES QUE SÓ USA A TV PARA VER NOVELA E ASSISTIR FUTEBOL PARA DESQUALIFICAR UM GOVERNO QUE NUNCA TIVEMOS A MAIS DE 50 ANOS NO BRASIL , A ECONOMIA ESTÁ SÓLIDA , QUEM TEM UM MINIMO DE CONHECIMENTO POLITICO SABE QUEM SÃO OS RESPONSÁVEIS PELO VANDALISMO .

  12. Marcos Alves Postado em 21/Jun/2013 às 11:53

    Prezados Senhores do MPL, Gostaria de expressar o meu apoio aos protestos e pela iniciativa em liderar as manifestações em todo Brasil, no entanto, permitam-me fazer as seguintes observaçôes: 1) Após chamar a atenção das autoridades para causas, como transporte, saúde, educação, ética na política, gastos públicos e etc, se torna necessário o quanto antes, estabelecer um novo foco para o movimento, ou seja, cabe às lideranças iniciarem um diálogo concreto com as autoridades colocando toda a pauta de reivindicações, com prazos, termos de conduta, acordos etc, mas de forma "negociada", ou seja vamos chamar o governo Federal, Estadual e Municipal e dizer-lhes "senhores temos tais, tais reivindicações e vamos dar um prazo de tantos dias para que nos seja respondido de forma concreta, caso contrário, voltaremos com as manifestações de rua imediatamente" Pois agindo assim continuaremos a exercer a pressão sobre as autoridades e ao mesmo tempo manteremos o apoio popular, pois devido à conduta de poucos "baderneiros que depedram e saqueam" podemos correr o risco de perder o apoio da população. Vamos agir com inteligência e pensar em soluções concretas para o futuro do Brasil, pois não queremos que nosso pais seja uma nova Síria, Coréia do Norte, Venezuela, Etc. Agradeço pelo oportunidade e coloco-me a disposição. Marcos Alves [email protected]

  13. jose Carlos Postado em 21/Jun/2013 às 12:02

    Falou Vinicius, O que não entendo é o conceito de baderneiros e vândalos que a imprensa classifica os mais revoltados. Será que os mensaleiros são vândalos...Usam um conceito de justiça para os pobres e para os politicos, trambiqueiros de colarinho branco, corruptos outro senso de justiça e de conceito. Quando senadores falam do senado e camara federal como a casa do povo, sinceramente não acredito, NEM confio em politico. Meu voto é NULO.

  14. Heber Cristiam Bobi Fernandes Postado em 21/Jun/2013 às 14:01

    Quando a Globo cansa, Autoridade tem que dar explicação sobre a lambança Quando a Globo cansa, bandeira vermelha não balança Quando a Globo cansa, playboy é liberado, estudante paga fiança Quando a Globo cansa, reivindica as ruas para carros e festança Quando a Globo cansa, a Policia dança Quando a Globo cansa, tira o Big Mac das boquinhas das crianças Quando a Globo cansa, não existe Movimento por Mudança Quando a Globo cansa, te devolve novamente o Futebol como esperança

  15. Darwin Ferraretto Postado em 21/Jun/2013 às 14:20

    APOIO A PRESIDENTA DILMA CONTRA A TENTATIVA DE GOLPE http://www.avaaz.org/po/petition/EU_APOIO_A_PRESIDENTE_DILMA_CONTRA_A_TENTATIVA_DE_GOLPE_DE_SETORES_DA_ELITE_BURGUESA_DO_BRASIL/?fFjJWeb&pv=143

  16. Anderson Postado em 21/Jun/2013 às 15:38

    Falou tudo, Marcos Alves foi perfeito nos comentários sobre as pautas, uma chance como essa não deve ser desperdiçada.

  17. marcolandio gurgel praxedes Postado em 22/Jun/2013 às 09:48

    aigreja punk do fim de semana apoia o passe livre.......ate atarifa zero........

  18. Sereno Postado em 23/Jun/2013 às 09:35

    Filinhos,almofadinhas,irresponsaveis,despreparados,frouxos.Leiam sobre o Brasil e pensem muito bem o que voces provocaram,leiam sobre democracia,sobre o que foi a ditadura e o golpe midio-militar.Voces do MPL,bundas quadradas de tanto ficar na internet e não explorar os assuntos descrito pelos blogueiros sujos,esses vos diriam o que a midia faz com otarios despreparados.Agora vamos trabalhar pra salvar o Brasil,pra que a corrupção seja varrida dos tres poderes.E fiscalizar e promover um planejamento economico voltado a o crescimento,pois dai sim poderemos pensar em passe livre.Sem economia forte e saudavel não ha como seguir em frente.Democracia se faz com partidos politicos,apartidarios é ditadura.Ajudemos o governo a seguir em frente com estabilidade e reconhcimento do que de bom esta sendo feito,por que eu sei o que de bom existe,então preservemos isso.Acordem MPL pois o Brasil é um pais que precisa continuar caminhando com seriedade.Sejam corajosos,assumam o que voces fizeram.

  19. Barillo Postado em 24/Jun/2013 às 04:41

    Os direitistas falam mal dos esquerdistas e vocês fazem o mesmo. Ôh povo burro que só olha pro seu umbigo,os dois lados estão sempre fazendo a mesma coisa. Se atacando e usando as mesmas acusações e especulações estúpidas. Oque aconteceu foi o seguinte,o MPL promoveu o protesto(parabéns)e com a repressão da PM,pessoas começaram a participar e apoiar. O problema é que as redes sociais estavam acompanhando as manifestações.Principalmente páginas do facebook com mais de 1 milhão de seguidores... E foram justamente essas páginas que deram um BOOM nos protestos,eu diria que os protestos foram deles. Não foi o MPL. Não foi o PSOL e muito menos o PSTU. Foram páginas nas rede sociais que chamaram as pessoas para os protestos(pessoas que já estavam fartas de tanta corrupção e que já vinham acompanhando a política há bastante tempo. Mas aí,juntou muita gente apolítica,apartidária e anti-partidária revoltada com os partidos,e deu no que deu. Os partidos foram repelidos. Agora vocês vem com esse papo de "Golpe da direita",sendo que a direita provavelmente nem compareceu aos protestos. Agora.... Não eram vocês que zoavam o "Golpe Comunista de 2014"? Agora caíram na pegadinha do "Golpe Militar". O mundo dá voltas,né?Zé povinho! AHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAAHHA!

  20. Isaac Postado em 24/Jun/2013 às 05:49

    Eu revelo minha preocupação com esse movimento estar sendo corrompido, comprado.

  21. Maria Libia Postado em 29/Jun/2013 às 10:33

    Não duvido que este M.. esteja vendido. Se eu fosse parente das pessoas que morreram porque foram chamadas a participar, entraria na justiça e, além de ser resarcida, queria um julgamento público para os criminosos do M>>, que não conhecem o Brasil, não sabem a sua história, não sabe que vivemos muitos anos embaixo de botas, como por ex. Presidentes café-com-leite, ditaduras, etc. Se conhecessem a história do Brasil, deveriam saber que São Paulo e os estados sulinos, sempre quiseram separar-se do Brasil, criando um novo país. Um dos motivos do preconceito contra nordestinos/nortistas, haja visto a opinião de Alexandre herchcowwick, judeu, que no seu blog culpou os nordestinos pela situação do Brasil. SE EU FALASSE A MESMA COISA, MAS A RESPEITO DOS JUDEUS, SERIA IMEDIATAMENTE PRESA E ACUSADA DE ANTI-SEMITISMO. É por isso que o Brasil deve mudar, para que os brasileiros percam o complexo de vira-lata.

  22. Carlos Postado em 29/Jun/2013 às 20:17

    Sereno, não foi o MPL. Eles tinham o movimento deles, mas não mobilizaram este infindável número de manifestantes de primeira viagem sem pauta definida e sem visão política alguma. Eles não trouxeram esta ideia de apartidarismo(antipartidarismo) e nem esta pauta genérica de acabar com a corrupção. E o que pensam em fazer contra a corrupção? Com esta chamada dá para mobilizar muita gente desinformada: "Você é a favor da corrupção? Não? Então você é a favor da [qualquer placebo ou legislação que queira que seja aprovada]!". É o mesmo de perguntar se é a favor da melhora na saúde e dizer que deve-se defender a vinda de médicos estrangeiros. Ou se é contra a violência praticada por um menor e dizer que tem que ser a favor da redução da maioridade penal. Pode-se pegar qualquer pauta genérica que todos vão concordar e forçar que todos concordem com uma solução que pode não ser solução. Não sei quem é ou quem são os culpado pelo que você cita, Sereno. Mas sei que há.