Luis Soares
Colunista
Compartilhar
Mercado 04/Jun/2013 às 14:37
6
Comentários

Ex-executivo da microsoft pretende investir em lojas de maconha

Ex-executivo da Microsoft quer criar rede de lojas de maconha. Empresário observou que o mercado legal da maconha é enorme e chegou à conclusão de que é possível explorar o potencial comercial do negócio

O empresário James Shively, ex-executivo da Microsoft, observou que o mercado legal da maconha nos Estados Unidos é enorme e chegou à conclusão de que é possível explorar o potencial comercial do negócio. Shively planeja criar a primeira marca de cannabis e ser o líder na distribuição legal da droga no país. A ideia é abrir uma rede para vender maconha em moldes semelhantes aos da cadeia Starbucks, que domina o mercado americano de cafeterias.

maconha negócio legal investir

Projeto prevê um capital inicial de US$ 10 milhões para rede de lojas de maconha

O uso, a venda, e a posse da maconha são ilegais nos Estados Unidos em nível federal. Mas os Estados de Washington e Colorado já aprovaram em referendo o uso recreativo da droga, e outros 18 Estados permitem o consumo com fins medicinais.

Em uma coletiva de imprensa em Seattle, na semana passada, Shively declarou que quer importar cannabis legalmente do México para uso medicinal e recreativo.

O empresário apresentou seu plano ao lado do ex-presidente mexicano Vicente Fox, que, após deixar o cargo em 2006, defendeu publicamente a descriminalização das drogas. Fox disse que apoia o projeto de Shively.

– A iniciativa é bem-vinda no México porque o custo da guerra contra o tráfico no país é insustentável – afirmou o ex-presidente do país.

Leia também

– Planejamos criar uma rede nacional e internacional de venda de cannabis – disse Shively, que pretende dar à empresa o nome de Diego Pellicer, em homenagem ao seu bisavô, que foi produtor de cânhamo – nome dado a fibra que se obtém da planta de cannabis.

Investimento milionário

Por enquanto, o empresário americano de 45 anos apresentou um projeto a investidores que prevê um capital inicial de US$ 10 milhões, mas seus planos são mais ambiciosos.

– O tamanho estimado do mercado americano, uma vez que tudo estiver legalizado e regulamentado, avaliamos que será de cerca de US$ 200 bilhões, e o do mercado global ficaria acima de meio trilhão de dólares – afirmou Shively.

Para o ex-gerente de estratégia comparativa da Microsoft, a venda da maconha “é um mercado gigantesco em busca de uma marca”. “Ficaremos felizes se chegarmos a 40% do total das vendas mundiais”, acrescentou.

Shively admite que seus planos, no momento, são ilegais, mas diz que começará seu negócio em Seattle, comprando distribuidores de maconha medicinal de três Estados que já legalizaram esse tipo de uso – Califórnia, Washington e Colorado.

Um dos planos de Shively é que sua empresa encomende um estudo sobre o uso de óleo de cannabis no tratamento de câncer e de outras doenças.

Mas os opositores do projeto insistem que os danos à saúde causados pelo uso da maconha superam os benefícios que sua comercialização pode trazer em tempos de dificuldades econômicas.

Apesar das críticas, o ex-executivo da Microsoft diz que estamos vivendo um “momento único na história”, que ele descreve como “a queda do Muro de Berlim da proibição da cannabis”.

BBC

Recomendados para você

Comentários

  1. Tiago Estevão Postado em 04/Jun/2013 às 15:27

    A ideia do cara é até bacana. Só não pode monopolizar a cannabis. E outra coisa que é importante é ter um controle de qualidade em cima dessa cannabis que vai ser importada do México, já que além do uso recreativo vai ser utilizada para fins medicinais. Sabemos muito bem que esses grandes empresários visam apenas o lucro, e pra alcançar esse lucro na maioria das vezes utilizam o mkt e não a qualidade dos produtos, um exemplo disso é as grandes redes de fast-food.

  2. Pedro Gontijo Postado em 04/Jun/2013 às 16:11

    Tomara dar certo esse negócio!

  3. Anon Postado em 04/Jun/2013 às 17:43

    Em outras palavras, ele quer monopolizar a venda, e isso nunca é bom.

  4. Mariz Postado em 04/Jun/2013 às 18:18

    Olha a merda. É preciso uma reflexão muito maior ao discutir a legalização e comercialização da cannábis. É preciso proteger essa política de legalização das mãos do corporativismo. Pessoas morrem por conta da proibição, e tantas outras morrem por conta da exploração do comércio, logo, não adianta transformar a legalização em um negócio que vise o lucro, pois daí outras tantas problemáticas surgirão, como, por exemplo, a qualidade da planta usada em tratamento medicinal. Estudos e políticas sérias vêm sendo desenvolvidas ao longo do tempo, mas há o grande perigo de os homens dos negócios colocarem tudo a perder, visando apenas o quanto podem lucrar com isso.

  5. Mr. Rover Postado em 04/Jun/2013 às 19:54

    Anon... cannabis sendo legalizado e distribuído por meio privado parece ser de ''monopólio'', mas não se esqueça que é uma simples planta, e se for legal, você pode plantar ! Claro que empresários querem lucrar com isso gente, mas é idiotice achar que irão moldar um comércio onde só eles podem vender. Se existe a legalização, se pode plantar, não tem como discordar disso. Calma calma calma galera, isso só tende a melhorar...