Redação Pragmatismo
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Academia 03/Jun/2013 às 18:14
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"Deus não morreu, ele se tornou dinheiro"

“Deus não morreu. Ele tornou-se Dinheiro”. Confira abaixo a excelente entrevista com Giorgio Agamben, um dos principais intelectuais de sua geração

“O capitalismo é uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro”, afirma Giorgio Agamben, em entrevista concedida a Peppe Salvà.

Giorgio Agamben é um dos maiores filósofos vivos. Amigo de Pasolini e de Heidegger, foi definido pelo Times e pelo Le Monde como uma das dez mais importantes cabeças pensantes do mundo. Pelo segundo ano consecutivo ele transcorreu um longo período de férias em Scicli, na Sicília, Itália, onde concedeu a entrevista.

Segundo ele, “a nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governabilidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas”. Assim, “a tarefa que nos espera consiste em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”, afima Agamben.

A tradução é de Selvino J. Assmann, professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC [e tradutor de três das quatro obras de Agamben publicadas pela Boitempo].

“Crise” e “economia” atualmente não são usadas como conceitos, mas como palavras de ordem, que servem para impor e para fazer com que se aceitem medidas e restrições que as pessoas não têm motivo algum para aceitar. “Crise” hoje em dia significa simplesmente “você deve obedecer!”. Creio que seja evidente para todos que a chamada “crise” já dura decênios e nada mais é senão o modo normal como funciona o capitalismo em nosso tempo. E se trata de um funcionamento que nada tem de racional.

Para entendermos o que está acontecendo, é preciso tomar ao pé da letra a ideia de Walter Benjamin, segundo o qual o capitalismo é, realmente, uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro. Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro. O Banco – com os seus cinzentos funcionários e especialistas – assumiu o lugar da Igreja e dos seus padres e, governando o crédito (até mesmo o crédito dos Estados, que docilmente abdicaram de sua soberania), manipula e gere a fé – a escassa, incerta confiança – que o nosso tempo ainda traz consigo. Além disso, o fato de o capitalismo ser hoje uma religião, nada o mostra melhor do que o titulo de um grande jornal nacional (italiano) de alguns dias atrás: “salvar o euro a qualquer preço”. Isso mesmo, “salvar” é um termo religioso, mas o que significa “a qualquer preço”? Até ao preço de “sacrificar” vidas humanas? Só numa perspectiva religiosa (ou melhor, pseudo-religiosa) podem ser feitas afirmações tão evidentemente absurdas e desumanas.

A crise econômica que ameaça levar consigo parte dos Estados europeus pode ser vista como condição de crise de toda a modernidade?

A crise atravessada pela Europa não é apenas um problema econômico, como se gostaria que fosse vista, mas é antes de mais nada uma crise da relação com o passado. O conhecimento do passado é o único caminho de acesso ao presente. É procurando compreender o presente que os seres humanos – pelo menos nós, europeus – são obrigados a interrogar o passado. Eu disse “nós, europeus”, pois me parece que, se admitirmos que a palavra “Europa” tenha um sentido, ele, como hoje aparece como evidente, não pode ser nem político, nem religioso e menos ainda econômico, mas talvez consista nisso, no fato de que o homem europeu – à diferença, por exemplo, dos asiáticos e dos americanos, para quem a história e o passado têm um significado completamente diferente – pode ter acesso à sua verdade unicamente através de um confronto com o passado, unicamente fazendo as contas com a sua história.

O passado não é, pois, apenas um patrimônio de bens e de tradições, de memórias e de saberes, mas também e sobretudo um componente antropológico essencial do homem europeu, que só pode ter acesso ao presente olhando, de cada vez, para o que ele foi. Daí nasce a relação especial que os países europeus (a Itália, ou melhor, a Sicília, sob este ponto de vista é exemplar) têm com relação às suas cidades, às suas obras de arte, à sua paisagem: não se trata de conservar bens mais ou menos preciosos, entretanto exteriores e disponíveis; trata-se, isso sim, da própria realidade da Europa, da sua indisponível sobrevivência. Neste sentido, ao destruírem, com o cimento, com as autopistas e a Alta Velocidade, a paisagem italiana, os especuladores não nos privam apenas de um bem, mas destroem a nossa própria identidade. A própria expressão “bens culturais” é enganadora, pois sugere que se trata de bens entre outros bens, que podem ser desfrutados economicamente e talvez vendidos, como se fosse possível liquidar e por à venda a própria identidade.

Giorgio Agamben

Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. É um dos principais intelectuais de sua geração, autor de muitos livros e responsável pela edição italiana das obras de Walter Benjamin (Foto: Arquivo)

Há muitos anos, um filósofo que também era um alto funcionário da Europa nascente, Alexandre Kojève, afirmava que o homo sapiens havia chegado ao fim de sua história e já não tinha nada diante de si a não ser duas possibilidades: o acesso a uma animalidade pós-histórica (encarnado pela american way of life) ou o esnobismo (encarnado pelos japoneses, que continuavam a celebrar as suas cerimônias do chá, esvaziadas, porém, de qualquer significado histórico). Entre uma América do Norte integralmente re-animalizada e um Japão que só se mantém humano ao preço de renunciar a todo conteúdo histórico, a Europa poderia oferecer a alternativa de uma cultura que continua sendo humana e vital, mesmo depois do fim da história, porque é capaz de confrontar-se com a sua própria história na sua totalidade e capaz de alcançar, a partir deste confronto, uma nova vida.

A sua obra mais conhecida, Homo Sacer, pergunta pela relação entre poder político e vida nua, e evidencia as dificuldades presentes nos dois termos. Qual é o ponto de mediação possível entre os dois pólos?

Minhas investigações mostraram que o poder soberano se fundamenta, desde a sua origem, na separação entre vida nua (a vida biológica, que, na Grécia, encontrava seu lugar na casa) e vida politicamente qualificada (que tinha seu lugar na cidade). A vida nua foi excluída da política e, ao mesmo tempo, foi incluída e capturada através da sua exclusão. Neste sentido, a vida nua é o fundamento negativo do poder. Tal separação atinge sua forma extrema na biopolítica moderna, na qual o cuidado e a decisão sobre a vida nua se tornam aquilo que está em jogo na política.

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O que aconteceu nos estados totalitários do século XX reside no fato de que é o poder (também na forma da ciência) que decide, em última análise, sobre o que é uma vida humana e sobre o que ela não é. Contra isso, se trata de pensar numa política das formas de vida, a saber, de uma vida que nunca seja separável da sua forma, que jamais seja vida nua.

O mal-estar, para usar um eufemismo, com que o ser humano comum se põe frente ao mundo da política tem a ver especificamente com a condição italiana ou é de algum modo inevitável?

Acredito que atualmente estamos frente a um fenômeno novo que vai além do desencanto e da desconfiança recíproca entre os cidadãos e o poder e tem a ver com o planeta inteiro. O que está acontecendo é uma transformação radical das categorias com que estávamos acostumados a pensar a política. A nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governamentalidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas. E que este modelo seja, do ponto de vista do poder, mais econômico e funcional é provado pelo fato de que foi adotado também por aqueles regimes que até poucos anos atrás eram ditaduras. É mais simples manipular a opinião das pessoas através da mídia e da televisão do que dever impor em cada oportunidade as próprias decisões com a violência. As formas da política por nós conhecidas – o Estado nacional, a soberania, a participação democrática, os partidos políticos, o direito internacional – já chegaram ao fim da sua história. Elas continuam vivas como formas vazias, mas a política tem hoje a forma de uma “economia”, a saber, de um governo das coisas e dos seres humanos. A tarefa que nos espera consiste, portanto, em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”.

O estado de exceção, que o senhor vinculou ao conceito de soberania, hoje em dia parece assumir o caráter de normalidade, mas os cidadãos ficam perdidos perante a incerteza na qual vivem cotidianamente. É possível atenuar esta sensação?

Vivemos há decênios num estado de exceção que se tornou regra, exatamente assim como acontece na economia em que a crise se tornou a condição normal. O estado de exceção – que deveria sempre ser limitado no tempo – é, pelo contrário, o modelo normal de governo, e isso precisamente nos estados que se dizem democráticos. Poucos sabem que as normas introduzidas, em matéria de segurança, depois do 11 de setembro (na Itália já se havia começado a partir dos anos de chumbo) são piores do que aquelas que vigoravam sob o fascismo. E os crimes contra a humanidade cometidos durante o nazismo foram possibilitados exatamente pelo fato de Hitler, logo depois que assumiu o poder, ter proclamado um estado de exceção que nunca foi revogado. E certamente ele não dispunha das possibilidades de controle (dados biométricos, videocâmeras, celulares, cartões de crédito) próprias dos estados contemporâneos. Poder-se-ia afirmar hoje que o Estado considera todo cidadão um terrorista virtual. Isso não pode senão piorar e tornar impossível aquela participação na política que deveria definir a democracia. Uma cidade cujas praças e cujas estradas são controladas por videocâmeras não é mais um lugar público: é uma prisão.

A grande autoridade que muitos atribuem a estudiosos que, como o senhor, investigam a natureza do poder político poderá trazer-nos esperanças de que, dizendo-o de forma banal, o futuro será melhor do que o presente?

Otimismo e pessimismo não são categorias úteis para pensar. Como escrevia Marx em carta a Ruge: “a situação desesperada da época em que vivo me enche de esperança”.

Podemos fazer-lhe uma pergunta sobre a aula que o senhor deu em Scicli? Houve quem lesse a conclusão que se refere a Piero Guccione como se fosse uma homenagem devida a uma amizade enraizada no tempo, enquanto outros viram nela uma indicação de como sair do xeque-mate no qual a arte contemporânea está envolvida.

Trata-se de uma homenagem a Piero Guccione e a Scicli, pequena cidade em que moram alguns dos mais importantes pintores vivos. A situação da arte hoje em dia é talvez o lugar exemplar para compreendermos a crise na relação com o passado, de que acabamos de falar. O único lugar em que o passado pode viver é o presente, e se o presente não sente mais o próprio passado como vivo, o museu e a arte, que daquele passado é a figura eminente, se tornam lugares problemáticos. Em uma sociedade que já não sabe o que fazer do seu passado, a arte se encontra premida entre a Cila do museu e a Caribdis da mercantilização. E muitas vezes, como acontece nos templos do absurdo que são os museus de arte contemporânea, as duas coisas coincidem.

Duchamp talvez tenha sido o primeiro a dar-se conta do beco sem saída em que a arte se meteu. O que faz Duchamp quando inventa o ready-made? Ele toma um objeto de uso qualquer, por exemplo, um vaso sanitário, e, introduzindo-o num museu, o força a apresentar-se como obra de arte. Naturalmente – a não ser o breve instante que dura o efeito do estranhamento e da surpresa – na realidade nada alcança aqui a presença: nem a obra, pois se trata de um objeto de uso qualquer, produzido industrialmente, nem a operação artística, porque não há de forma alguma uma poiesis, produção – e nem sequer o artista, porque aquele que assina com um irônico nome falso o vaso sanitário não age como artista, mas, se muito, como filósofo ou crítico, ou, conforme gostava de dizer Duchamp, como “alguém que respira”, um simples ser vivo.

Em todo caso, certamente ele não queria produzir uma obra de arte, mas desobstruir o caminhar da arte, fechada entre o museu e a mercantilização. Vocês sabem: o que de fato aconteceu é que um conluio, infelizmente ainda ativo, de hábeis especuladores e de “vivos” transformou o ready-made em obra de arte. E a chamada arte contemporânea nada mais faz do que repetir o gesto de Duchamp, enchendo com não-obras e performances em museus, que são meros organismos do mercado, destinados a acelerar a circulação de mercadorias, que, assim como o dinheiro, já alcançaram o estado de liquidez e querem ainda valer como obras. Esta é a contradição da arte contemporânea: abolir a obra e ao mesmo tempo estipular seu preço.

Sobre o autor

Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. É um dos principais intelectuais de sua geração, autor de muitos livros e responsável pela edição italiana das obras de Walter Benjamin. Deu cursos em várias universidades europeias e norte-americanas, recusando-se a prosseguir lecionando na New York University em protesto à política de segurança dos Estados Unidos. Foi diretor de programa no Collège International de Philosophie de Paris. Mais recentemente ministrou aulas de Iconologia no Istituto Universitario di Architettura di Venezia (Iuav), afastando-se da carreira docente no final de 2009. Sua obra, influenciada por Michel Foucault e Hannah Arendt, centra-se nas relações entre filosofia, literatura, poesia e, fundamentalmente, política. Entre seus principais livros destacam-se Homo sacer (2005), Estado de exceção (2005), Profanações (2007), O que resta de Auschwitz (2008) e O reino e a glória (2011), os quatro últimos publicados no Brasil pela Boitempo Editorial.

Instituto Humanitas Unisinos

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Comentários

  1. Victor Rezende Postado em 03/Jun/2013 às 18:29

    O capitalismo faz sucesso por causa de um simples motivo: apela pelo voluntarismo. Você só estará dentro desse sistema por espontânea vontade, caso contrário, pode montar uma cabana e ir para a floresta. Mas ainda assim, darei uma olhada no que o sujeito tem a dizer, parece interessante.

    • John Postado em 13/Aug/2014 às 21:51

      Voluntarismo? Não há nada de voluntário na história do capitalismo. Começa com a ascensão da burguesia na Europa pós-feudal e inicia sua expansão com a invasão de territórios por Portugal e Espanha sob alegação de catequização; passa para o colonialismo principalmente anglo-francês com ideias de modernidade e progresso; e chega aos moldes neoliberais dos Estados Unidos, com a dita globalização. Não é nem nunca foi uma questão de escolha. Até mesmo porque é extremamente arrogante ordenar que as pessoas devam se abster de participar de discussões sobre os rumos das suas comunidades e simplesmente 'irem embora' por não concordarem com o pensamento hegemônico. Além disso, se você 'montar uma cabana e ir para a floresta', logo, logo chegará uma madeireira ou um grande latifúndio para te expulsar da terra, inclusive sob proteção de leis escritas para tal, a fim de transformar a floresta que cerca você em tábuas ou em soja — tábuas que você não conseguirá comprar na cidade para a qual você terá que se mudar, mas onde não terá trabalho (afinal que qualificação tem você que morava numa floresta?); soja cuja cor você nem verá porque vai ser exportada para fazer ração em algum outro país.

  2. Mário Joaquino Postado em 03/Jun/2013 às 19:00

    O capitalismo é como se fosse uma onda que nasceu diante dos banhistas que sabem surfar. Estes, por serem mais espertos, se aproveitaram da própria inteligência e se puseram a frente dos banhistas que mal sabiam nadar. Usufruir daquilo que tem está ao seu alcance, é fácil, porém injusto. Queremos ver o povo lutar para alcançar os seus objetivos. Os surfistas também começam na areia, mas logo estão nas ondas. E o povo que não tem condições de pagar uma aulinha de surf na escola do seu Mendonça? Isso é um desrespeito à sociedade que tem escassez ao assunto que liga o capitalismo.

  3. Otávio Mendes Postado em 03/Jun/2013 às 22:05

    Ótima matéria. Parabéns à galera do Pragmatismo Político. Trata-se de uma radiografia clara e objetiva que demonstra o câncer de nossa sociedade: o capitalismo. Infelizmente não sou tão otimista quanto Marx e não estou tão cheio de esperança.

  4. Carlos Postado em 03/Jun/2013 às 23:00

    Victor, que belo voluntarismo este, né? Ou eu aceito as regras do sistema ou abdico toda a minha vida para viver numa cabana no meio de uma floresta. Não me lembro de nenhum conhecido meu ter feito esta escolha, já nascemos neste sistema com estas regras e não tem como contestar alguma linha deste contrato. Somos doutrinados deste a infância nesta religião e nos é difícil pensar por outro paradigma. Este sistema não funciona por voluntariedade. Mas pela escravidão em busca do dinheiro. Precisamos de dinheiro, ou pelo menos é isto que nós somos forçados a acreditar, e para isto somos capazes de qualquer coisa, ou pelo menos nos doutrinam que devemos fazer qualquer sacrifício por ele.

    • Zemauro Postado em 24/Feb/2015 às 18:06

      Somos uma virgula cara pálida, fale por você!

  5. RenatoP Postado em 04/Jun/2013 às 01:28

    “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.” -Lênin

  6. Henrique Postado em 04/Jun/2013 às 07:37

    Victor, muito interessante o seu comentário e como disse o Carlos, que lindo voluntarismo esse. Mas voce esqueceu de um dos pontos da entrevista acima: quais florestas? Para se manter uma economia capitalista, eve haver crescimentos economico, um crescimento vago e sem propósito, um crescimento que serve apenas para evitar uma crise, e que necessita de energia, commodites, etc. Entao eu lhe pergunto, qual floresta? A Amazonia nao estará mais aqui em pouco tempo, já que a legislacao atual apenas protege 40% da área nativa total, e o IBAMA nao consegue controlar os latifundiários, madereiros e carvoeiros ilegais dessas terras, como é o caso de reservas indígenas que estao sendo dizimadas. Pequenos camponeses e ambientalistas sao mortos por essa máquina corrupta que apenas pensa em lucro, como foi o caso dos ambientalistas Zé Claudio Ribeiro e sua esposa Maria. Isso sem falar nas grandes obras do governo de alagar grandes partes da AMAzonia (incluindo grandes partes desses 40% defendidos pela constituicao) para construcoes de hidrelétricas, ja que o Brasil necessitará de uma grande matrix energética com esse crescimento economico. Somos escravos desse crescimento, nao há fuga, nao há outra alternativa ao Capitalismo. Ou somos subjulgados por ele, ou padecemos. Esse sistema opressor deve terminar.

  7. Vander Postado em 04/Jun/2013 às 10:44

    Muito xororo. Ainda esse discurso contra o capitalismo. Ta na hora do pessoal "pensante" pegar em uma enchada e começar a trabalhar.

  8. Gustavo Avelar Molina Postado em 04/Jun/2013 às 13:04

    Vander, qual o significado do seu comentário? Qual é a intenção dele? Eu realmente gostaria de compreender, por isso estou perguntando. É tão simples criticar pessoas que discordam de sua ideologia tachando-as de pseudointelectuais e vagabundas, sem qualquer fundamento lógico-racional, apenas para tentar justificar aquilo que se defende.

  9. Daniel Postado em 04/Jun/2013 às 14:35

    So mesmo uma sociedade tosca como a nossa pra aceitar um sistema q e auto-destrutivo e q destroi a vida de tanta gente como o capitalismo. Muito melhores sociedades como as indigenas, em q e inconcebivel q alguem passe fome enquanto o outro tem comida, q chegam a ir nas cidades e adotar criancas de rua, enquanto os brancos "civilizados" as ignoram. Pena q o capitalismo esta destruindo essas culturas tbm.

  10. Vander Postado em 04/Jun/2013 às 14:39

    Meu ponto é que sempre aparece um socialista caviar para se criticar o Capitalismo, mas o fato é que não existiu até hoje um sistema melhor. Claro que tem falhas, mas dentre todos que já foram criados até hoje é o que mais tem chances de propiciar bem estar para todos. Gostaria de saber se estes intelectuais estão dispostos a sair da vida confortavel que o capitalismo proporciona a eles. Quem sabe eles, ao invês de vender seus livros e cobrar pelas suas palestras, não as dê de graça. Tudo em nome dos camaradas.

  11. Paulo Postado em 04/Jun/2013 às 16:21

    Não estou me opondo ao texto e não pretendo me opor aos comentários acima, apenas desejo expor meu ponto de vista. No meu entender, não há como não viver o capitalismo pois estamos inseridos nele. Tudo é mercadoria, tudo! Mas é possível ser crítico quanto a qualquer mercadoria que o capitalismo nos oferece. Vander, vender livros ou cobrar por palestras são coisas louváveis, desde que sejam de grande valor esclarecedor e que acrescentem visão de mundo às pessoas.

  12. Vander Postado em 04/Jun/2013 às 17:00

    Daniel, você é livre pra se mudar pra uma tribo indigena, ou então ir pro Norte do Canada e morar junto com os Inuítes.

  13. demetrio prota Postado em 04/Jun/2013 às 17:03

    Então...que rolo né?. O capitalismo esta morto?. Não entendi o que quer dizer :-Deus virou dinheiro? se poderia dizer que o dinheiro vale mais que as pessoas?. Poderiamos dizer que o capitalismo é uma escusa dos paises capitalizados e de seus negócios sujos, das industrias armamentistas,por exemplo, para seguir a máquina inventora de poder e pobreza!! A vida segue e seguirá sendo a arte mais complexa e evolutiva, mesmo que muitos apostam pelo contrário!!

  14. Dinio Postado em 04/Jun/2013 às 22:58

    Assisti uma Mara boçal da Grobu que se diz economista falar que -" não acredita em dinheiro fácil"; Será que ela nunca viu o doc "vamos fazer dinheiro". Ora amigos , toda crise é criada, assim como toda guerra é produzida e preparada como um filme; O que interessa é lucrar, independente de quem possa se ferrar. Ou alguem acredita que encher o bucho de uma criança de refri é saudável?

  15. Victor Postado em 04/Jun/2013 às 23:48

    Só eu não consegui entender o que esse cara fala?!

  16. Roberto Postado em 05/Jun/2013 às 11:52

    Vander, quanta ignorância. Socialista/Comunista, deve fazer voto de pobreza seu burro? Saiba que, o sinal de internet que possibilita você postar estas asneiras infantis, argumentos típicos de alguém que NUNCA leu um único livro se quer à respeito da ideologia marxista, vem de um Satélite, invenção SOVIÉTICA, Comunista, ok? Então não diga que os "intelectuais" não sairiam de duas viras confortáveis, que o capitalismo proporcina. (QUE PIADA). Pois isto não é impossível de se ter em um regime socialista. Não me venha com exemplos de Cuba ou Coréia do Norte, pois estes países são ignorados pelo ditos "desenvolvido" porque simplesmente não há interesse para eles, não há lucro. Pois se quisessem, já teriam invadido estes dois, alegando "armas de destruição em massa", faz tempo.

  17. Joao Bach Postado em 05/Jun/2013 às 19:00

    O problema não é o comunismo nem o capitalismo e sim o mau uso que se pode fazer deles. No caso do capitalismo ele nos transformou em seres condicionados a buscar sempre mais; a ter que trabalhar sempre mais para se conseguir cada vez menos. Por isso o caráter de escravidão ( inconsciente) pois agimos e pensamos subjacentes ao signo do dinheiro e em nosso automatismo funcionamos como entes coisificados e não como pessoas autônomas.

  18. Vander Postado em 05/Jun/2013 às 22:20

    Roberto, além de não saber escrever, você demonstra uma grande ignorância sobre os "feitos" soviéticos. A ideia de satélites artificiais vem desde Isaac Newton. Não foi uma invenção soviética seu ignorante. Não vou utilizar Cuba e Coreia do Norte como exemplos da merda que eram os países comunistas, podemos falar da Ucrânia, onde milhões morreram de fome. Podemos também falar da Alemanha Oriental onde foi necessária a construção de um muro que atravessava o país. Vamos falar da China que teve que aderir ao capitalismo para tentar dar qualidade de vida pra sua população??? Melhor, vou deixar você me citar exemplo onde o comunismo distribuiu riqueza e não pobreza. Acorda do seu país de Alice no país das maravilhas.

    • Denisbaldo Postado em 21/Nov/2014 às 19:39

      China capitalista!?!?! Oi!?!?! Pra você produzir e exportar é ser capitalista. E ainda quer dar aula pra alguém aqui...

  19. Leo Postado em 10/Jun/2013 às 19:41

    Isaac Newton pode muito bem ter pensado na possibilidade de lançar um objeto ao redor do planeta. Mas não tem como negar que a ideia de satélite artificial tal como a que temos hoje é soviética. Não podemos comparar teorias de pedras em orbitas com satélites de comunicação. No mais não vejo como o socialismo pode ter trazido a ruína desses países. O que tivemos foram governos que não souberam gerenciar seus países e ditadores que extorquiram seus povos. Já Cuba segue funcionando bem, mas sua população quer poder fazer o próprio governo, tirar os ditadores e ter uma democracia. Aqui temos uma pseudodemocracia, um país que não funciona socialmente mas ninguém liga.

  20. Diego Postado em 12/Jun/2013 às 09:55

    0,5% da população que são donos de mais de 50% das riquezas apoiam o pensamento do Vander. Qualquer tentativa de desconstrução dessa realidade será mais combatida que todas as doenças já catalogadas juntas!

  21. Müller Postado em 15/Jun/2013 às 00:54

    Esses reacionários ficam discutindo o binômio capitalismo/socialismo. ISSO É INÚTIL, pois são apenas conceitos, conceitos criados e pensados por um ou alguns indivíduos, mas não representa necessariamente o que as pessoas querem ou precisam, deve haver constante debate e questionamento. Se existem muitas pessoas insatisfeitas com o atual sistema é porque alguma coisa errada nele está. Não adianta ficar discutindo -ah, isso é socialismo, aquilo é capitalismo...ISSO É EXTREMAMENTE INÚTIL, não é nomeando algo que se acha correto que o fará correto para a sociedade. Por isso é importante deixar que as pessoas digam o que elas precisam! É óbvio que há algumas coisas que funcionaram no sistema atual, mas a custo de muitas outras barbaridades, pois é evidente o horror que é causado em nome do capital. Ademais, o sistema estimula cada vez mais isso. É claro que os indivíduos humanos como animais disputam por recursos, mas o sistema atual estimula uma disputa desnecessária a troco de coisas desnecessárias. A DISCUSSÃO NÃO É SOBRE MODELOS QUE NÃO DERA CERTO, MAS SOBRE O QUE ESTÁ EXTREMAMENTE ERRADO HOJE, AGORA, NO PRESENTE! q saco...

  22. Barillo Postado em 28/Jun/2013 às 01:15

    Diego "0,5% da população que são donos de mais de 50% das riquezas apoiam o pensamento do Vander. Qualquer tentativa de desconstrução dessa realidade será mais combatida que todas as doenças já catalogadas juntas"! E os assassinos das mais de 100 milhões de pessoas mortas pelo Comunismo te apoiam e se alegram de ver você defendendo-os,rs. Muller "A DISCUSSÃO NÃO É SOBRE MODELOS QUE NÃO DERA CERTO, MAS SOBRE O QUE ESTÁ EXTREMAMENTE ERRADO HOJE, AGORA, NO PRESENTE! q saco"… Então crie um modelo correto,ora bolas... O problema é que sempre que alguém critica o Capitalismo,exalta o Socialismo(ou tem essa ideia na mente). O Socialismo já se mostrou mais incompetente do que Feudalismo e Capitalismo juntos. É a única ideologia que na prática não durou um século,(com uma exceção que já vai cair). Única ideologia que prometeu o paraíso e matou de fome... Oras,sem Capitalismo,oque iremos por no lugar(nem pense na ideologia descrita acima)?

  23. Valdeir Vieira Postado em 02/Jul/2013 às 10:56

    Discordo da idéia de Agamben, ao afirmar que o capitalismo é uma "religião". No capitalismo não existem adeptos, existem indivíduos que se adequam. À propósito, não conheço um político dito socialista, que não desfrute dos proventos do capitalismo. http://www.valdeirvieira.com/empreendimentos

  24. Rich Postado em 06/Aug/2013 às 20:30

    “Deus não morreu, jamais morrerá! Deus, não é contra o dinheiro não, ... Na bíblia está escrito: ... "dai pois a césar o que é de césar, a Deus o que é de Deus" Giorgio Agamben, esqueceu de explicar essa verdade.

    • Marines Postado em 17/Nov/2014 às 01:00

      Desculpe-me mas acho que você não entendeu o texto. Leia novamente.

    • Jeremias Postado em 03/Feb/2015 às 02:54

      Não sabe nem interpretar a Bíblia sistematicamente.. Seguidor de Edir Macedo é melhor ficar calado do q ficar falando merda..

    • Zemauro Postado em 24/Feb/2015 às 18:25

      Isso é reativo meu caro, pra mim ele nunca existiu, o que o nobre Agambem fez foi uma analogia muito propria das coisas, e Marx tinha razão, Religião é o opio do povo!!!

  25. Marcos Postado em 13/Aug/2013 às 21:32

    Discordo para variar, o capitalismo sempre "existiu" é nada mais que um aperfeiçoamento do livre mercado sendo isso devido a evolução do conhecimento humanos e da tecnologia é APENAS ISSO, não tem como lutar contra isso por isso a esquerda sempre vai perder, querer construir um mundo onde todos são igual alem de injusto é impossível, a humanidade só vai de fato ser livre com o advento da tecnocracia mas isso é futuro.

  26. Inomeável Postado em 02/Sep/2013 às 07:49

    Estes comentários são tão ridículos que torna-se bem percetível a alhada onde nos metemos... então são estes os leitores de Agamben?

    • jeremias Postado em 03/Feb/2015 às 03:00

      Melhor seria vc aprender conjugar os verbos q ficar escrevendo asneira "Inomeável" kkk

  27. weberlon Postado em 08/Jan/2015 às 01:21

    Acho que a questão central aqui é o papel do estado diante de tudo isso. Nao é possível hoje viver fora do capitalismo ele está impregnado e arraigado em nossas vidas de tal modo que se nos afastássemos como para um local inospito (ou fossemos pra Cuba), acabariamos levando ao modo capitalista conosco. Assim, cabe ao estado estabelecer os limites, porém este mesmo estado é que esta a serviço do capital, se aproximando,cuidando e nutrindo quando estão frágeis (o grande capital) tal qual uma grande mãe, e permitindo e apoiando tudo o momento em que estão estabelecidos. Obs: Por que os autores liberais não são considerados anacrônico? Tal como Marx, por acaso não se tratam de extremos do espectro politico? Mas se auto intitular liberal é mais chique do que marxista...

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