Luis Soares
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Mercado 11/Jun/2013 às 20:22
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Bicicleta vendida no Brasil é a mais cara do mundo

Bicicletas vendidas no Brasil são as mais caras do mundo. Preços elevados caminham na contramão dos incentivos ao uso das bikes nas cidades brasileiras

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Pedalar ainda custa caro no Brasil. (Imagem: Arquivo)

As bicicletas vendidas no Brasil são as mais caras do mundo, devido à carga tributária, que responde por 40% do valor final do produto no mercado. Os dados foram apurados pela Abradibi (Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios), que vê os altos preços na contramão dos incentivos ao uso das bikes nas cidades brasileiras.

De acordo com os dados levantados pela Abradibi, a carga tributária desestimula o uso das bicicletas como meio de transporte e ainda dificultam a comercialização do produto no Brasil. “A bicicleta brasileira é a mais cara do mundo”, afirmou Tarciano Araújo, presidente da Abradibi, ao portal Bem Paraná. Enquanto isso, países como EUA e Colômbia não cobram impostos sobre a venda de bicicletas.

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“Precisamos ter um preço mais acessível para os trabalhadores e estudantes. A redução do valor das bicicletas é uma das condições fundamentais para permitir o uso do veículo voltado à locomoção para o trabalho e para a escola”, declarou o presidente da entidade setorial.

Além dos impostos alarmantes, o aumento dos ciclistas nos grandes centros urbanos ainda não estimulou totalmente a indústria das bicicletas no Brasil, formada por poucas montadoras e distribuidoras. Fora isso, a produção nacional destes veículos depende de peças fabricadas fora do país – o que aumenta o preço.

LEIA TAMBÉM: POR QUE O BRASIL TEM O CARRO MAIS CARO DO MUNDO?

A média atual de produção brasileira é de sete milhões de bicicletas por ano. Entretanto, a indústria tem capacidade de produção 50% maior. A Abradibi também estima que o mercado potencial do país gire entre nove e dez milhões de unidades por ano. “Com uma política competitiva de tributos, poderíamos até nos posicionar como polo exportador de bicicletas”, sugere o presidente da entidade setorial.

CicloVivo

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Comentários

  1. HELIO BELTRANIO Postado em 11/Jun/2013 às 21:07

    O transporte público é uma merda; Num País que não existem ferrovias; As estradas um lixo, quando não são caras; Passagens aéreas domésticas são as mais caras do mundo; Carros, armas nas mãos da ignorância; E a bicicleta que poderia ser a solução mais saudável e econômica, é a mais cara vendida no mundo. Dar pra entender qual é a do BRASIL? Somos todos um bando de otários, isso sim.

  2. Inapaz Postado em 11/Jun/2013 às 21:42

    Sempre que se menciona o custo de um produto no Brasil é feita referencia ao impacto dos impostos no seu preço final ao consumidor. Concordo com o fato de que nossa tributação é alta, mas cada vez que o governo desonera um produto - seja ele qual for, mesmo sendo componente da cesta básica - dificilmente tal desoneração chega ao bolso do comprador final. A conclusão a que chego é simples: temos impostos altos, sim, mas temos, igualmente, empresários extremamente apegados ao lucro fácil, e que não perdem nenhuma oportunidade de embolsarem mais algum. Reclamam dos impostos, mas se calam quando se trata de repassar ao consumidor os subsídios e isenções que recebem.

  3. Diego Santos Postado em 12/Jun/2013 às 10:39

    Inapaz, perfeito teu comentário. Exatamente o que eu penso. Abraço.

  4. Bruno Moreira Lima Postado em 14/Jun/2013 às 15:39

    O amigo acima, Inapaz, está coberto de razão. As empresas que atuam no Brasil, que na sua maioria nem brasileiras são, ou, se brasileiras, não possuem as patentes estrangeiras que usam, só se preocupam com uma coisa: lucro usurário e fácil... Pouquíssimos são os "empresários" brasileiros que investem em pesquisa e real desenvolvimento de produtos. Os poucos que o fazem, vivem a duras penas, porque concorrem com costas quentes de multinacionais e não recebem a devida atenção do governo e de empresas oficiais de fomento, como o ridículo BNDES. Estes só estão preocupados com a "macroeconomia" das multinacionais. Assim, a criatividade é trocada por malandros aluguéis de descobertas alheias e, no fim, não passa, a pífia indústria brasileira, de um propagador de vendas e serviços. Em resumo, o segundo setor não existe no Brasil... E isto, pensem meus amigos, não é gratuito...