Luis Soares
Colunista
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Homofobia 09/May/2013 às 17:17
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Votação de 'cura gay' é cancelada após protestos

Feliciano negou que a discussão sobre a chamada “cura gay” seja uma provocação aos homossexuais. O Conselho Federal de Psicologia e o governo reagiram à decisão do pastor de colocar o “projeto de cura gay” em votação

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), decidiu cancelar a reunião marcada para quarta-feira (8) que votaria projeto que permite psicólogos promoverem tratamento com o fim de curar a homossexualidade.

O deputado atendeu a um pedido do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Os dois se reuniram na noite desta terça (7). A justificativa oficial é que a Casa deve passar por um dia tumultuado, e diante dos protestos enfrentados por Feliciano há riscos de segurança para os parlamentares.

Protestos

Mais cedo, ativistas promoveram em frente ao Congresso um novo protesto pela saída de Feliciano. Um “sósia” do deputado circulou pelo gramado ao lado de placas que indicavam 10 motivos para que não permaneça no comando da comissão.

feliciano mascarado cura gay

Em protesto contra Feliciano, “mascarado” carrega placas que indicam os motivos para a saída do pastor (Foto: André Borges/Folhapress)

Eles pediram ao PSC que retire apoio ao deputado, mas a cúpula do partido permanece dando sustentação ao pastor.

‘Cura gay’

A assessoria do deputado informou que a pauta apenas foi transferida para a próxima quarta-feira (15). Antes do adiamento, Feliciano conversou com jornalistas e garantiu que a pauta estava confirmada porque não poderia engavetar projetos.

Ele já falou em colocar também em votação outra proposta lançada por movimentos ligados a comunidade gay que prevê uma consulta à sociedade sobre o casamento homoafetivo.

A comissão é dominada por parlamentares ligados a segmentos religiosos, especialmente evangélicos. Feliciano negou que a discussão sobre a chamada “cura gay” seja uma provocação aos ativistas, que há mais de dois meses o acusam de racismo e homofobia e cobram sua saída do posto.

Conselho Federal de Psicologia

O Conselho Federal de Psicologia e o governo reagiram na quinta-feira (2) à decisão de Feliciano de colocar o chamado “projeto de cura gay” em votação.

Leia também

O Projeto de Decreto Legislativo 234/11, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), anula parte do artigo 3º e todo o artigo 4º de uma resolução interna do Conselho de Psicologia de 1999. Esses trechos da resolução condenam a atuação de psicólogos na tentativa de “curar” homossexuais.

Os trechos da resolução aos quais se referem o projeto afirmam que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade” e “não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.

O projeto de Campos diz que a resolução do conselho de psicologia, “ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, por intermédio do questionado ato normativo, extrapolou o seu poder regulamentar”.

O conselho questiona o argumento de Campos ao dizer que os trechos da resolução qualificam a atuação do profissional e coíbem o surgimento das “terapias de reversão”, que propõem a cura da homossexualidade.

“Essa resolução é um marco e representa um obstáculo concreto ao avanço das terapias de reversão”, disse a vice-presidente do conselho, Clara Goldman, para quem o tratamento “carece de justificativa científica e é eticamente inaceitável”.

“Existem grupos que dizem que a orientação sexual pode ser revertida. Mas funcionam ao arrepio da resolução. No momento em que a resolução cair, não haverá mais obstáculos éticos e técnicos para o avanço dessas terapias e propostas de cura da homossexualidade.”

Geledés, com FolhaPress e Estadão

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Comentários

  1. Alex Postado em 09/May/2013 às 18:13

    Crentalha morfética do djábo

  2. beth zhalouth Postado em 09/May/2013 às 18:30

    porque tanto ódio, feliciano, deixe os outros serem felizes...

  3. marco A James Postado em 09/May/2013 às 18:31

    ele quer é aparecer na midia, ficar conhecido pelas polemicas levantadas por ele. Quer ser lembrado daqui uma década que foi o deputado que foi para uma comissão representar realmente uma minoria, a minoria dos charlatões evangélicos.

  4. Lee Postado em 09/May/2013 às 20:12

    Poderia discorrer verborragicamente sobre a notícia, mas vou definir minhas opiniões sobre os fatos em apenas uma palavra: Lamentável.

  5. André Postado em 09/May/2013 às 20:19

    Ola pessoal do Pragmatismo Político. O que vocês acham de colocar nesse site uma entrevista com um Psicólogo sério, um verdadeiro representante da classe, para dar o seu parecer? Eu ficaria muito satisfeito e aposto que seria bastante esclarecedor pra muita gente. E ai? posso aguardar?

  6. mercúrio Postado em 10/May/2013 às 10:02

    apoio sua sugestão André, precisamos de pessoas sérias falando com propriedade sobre o assunto. Precisamos de representantes centrados e bem resolvidos e informados. Chega de pessoas mal resolvidas encabeçando propostas que não lhe dizem respeito. A causa gay está fora dos planos dessas igrejas evangélicas.