Luis Soares
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Saúde 28/May/2013 às 18:17
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Menina de 9 anos enfrenta CEO do McDonald's

Menina de 9 anos coloca CEO global do McDonald’s na parede. Questionamentos sobre cardápio voltam à baila em um momento em que a rede de fast food precisa associar suas ofertas a um conceito mais saudável

O CEO global do McDonald’s, Dan Thompson, foi questionado sobre a falta de nutrientes no cardápio da rede e acabou enfrentando uma saia justa no encontro anual de investidores da companhia, nos Estados Unidos.

Quem o colocou na parede foi Hannah Robertson, uma criança de nove anos. Levada ao evento pela mãe Kia, ativista da nutrição infantil saudável, Hannah não titubeou ao ganhar a palavra, como apontou o USA Today.

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Criança de 9 anos questiona CEO do McDonald’s sobre cardápio da rede

“Existem coisas na vida que não são justas, como quando seu bichinho de estimação morre”, disse. “Não acho justo que grandes companhias tentem induzir as crianças a comer alimentos. Não é justo que tantas crianças da minha idade estejam ficando doentes”, afirmou, fazendo referência às campanhas de marketing do McDonald’s voltadas para o público infantil.

Hannah continuou: “Senhor Thompson, você não quer que as crianças sejam saudáveis para viverem uma vida longa e saudável?“.

Há menos de um ano no cargo, o executivo respondeu que a companhia não vendia “junk food”, acrescentando que seus filhos também comiam na rede. Além de afirmar que assim como outros pais, ele também supervisionava a alimentação dos pequenos, incluindo frutas e vegetais na dieta da família, Thompson pontuou que o próprio McDonald’s ofertava esses alimentos em seu menu.

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Thompson terminou o discurso agradecendo a Hannah pela pergunta.

Menos hamburguer no prato

O episódio expõe um dos embates enfrentados pela empresa para crescer nos dias de hoje: a crescente resistência da chamada geração Millenium às redes de fast food e seus lanches calóricos.

Recentemente, a rede passou a oferecer wraps de frango e smoothies de frutas como forma de conferir uma cara mais saudável ao cardápio. Antes disso, o McDonald’s já havia incorporado frutas como opção para o McLanche Feliz, bem como saladas no lugar das tradicionais batatas fritas como acompanhamento.

No primeiro trimestre do ano, a rede viu as vendas globais caírem 1%, com o lucro operacional ficando estacionado em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 1,9 bilhões de dólares ganhos no período.

A conta não leva em consideração as receitas obtidas pelo McDonald’s na América Latina e Caribe. A Arcos Dourados é a maior operadora da rede nesses locais – mas também não registrou um bom resultado no balanço de janeiro a março.

Apesar de a receita ter aumentado 6,6%, para 976,9 milhões de dólares, a última linha do balanço veio no vermelho em 6,6 milhões de dólares, contra resultado positivo de 25,4 milhões de dólares obtido em 2012. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pelo “menor resultado operacional e custos não-operacionais mais elevados relacionados com a desvalorização oficial na Venezuela”.

Revista Exame

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Comentários

  1. Victor Rezende Postado em 28/May/2013 às 19:34

    Vou simplificar a história para todos vocês: quem quiser ir para o McDonalds, vá, quem não quiser, não vá. Faz mal, sim, comida de fast-food não é a melhor opção para quem está de dieta, só que não deve ser pior que maconha (coisa certamente muito pior que gordura). Se o McDonalds chegar e quiser vender um copo de 100 litros de refri, ela tem o direito, assim como o consumidor tem o direito de consumir uma asneira dessas...

  2. Walter Postado em 29/May/2013 às 01:33

    Desde que o cliente não seja uma criança indefesa aos apelos da propaganda e do marketing sem freios como no caso do Brasil.

  3. Ana Postado em 29/May/2013 às 10:29

    Concordo em parte com você Victor, podemos escolher se comemos ou não no McDonalds. Mas não podemos negar que a propaganda direcionada diretamente a crianças e o condicionamento de se comer um Mc Lanche Feliz para ganhar um brinquedo influencia demais os pequenos, que ainda não conseguem discernir o que é saudável ou não, a escolherem esse tipo de alimento, quando saem com os pais para comerem fora. Sim, cabe aos pais deixarem ou não, mas sabemos que a educação dos filhos não é tão preto no branco e que é muito dificil competir com tanta propaganda. Nesse ponto as grandes multinacionais tem responsabilidade sim em o que oferecem. Assista o documentário "Criança, a alma do negócio", muito interessante, para não dizer assustador.

  4. ranier Postado em 29/May/2013 às 11:14

    sobre maconha: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/maconha_pode_tanto_matar_quanto_salvar_neuronios.html

  5. Dinio Postado em 29/May/2013 às 13:19

    Os adultos que se f...cada um tem o direito de se f...o quanto quiser. Se quiser encher os tubos de graxa e gás com açúcar, que o faça. A questão posta é a covardia com as crianças! Elas é que são bombardeadas por uma mídia criminosa! Recomendo lerem "NO LOGO - O PODER DAS MARCAS - NAOMI KLEIN" para entenderem a complexidade da questão.

  6. Val Postado em 29/May/2013 às 13:40

    como seria bom se fosse realmente tão simples como disse o Victor Rezende.. mas infelizmente a mídia tem muito poder, principalmente em relação as crianças..

  7. Nicholls Postado em 29/May/2013 às 15:24

    Creio que o Victor Rezende deveria se informar mais a respeito da maconha. Ultimamente estamos sendo bombardeados com informações à respeito da erva. Do auxílio da mesma em relação a "cura" (não gosto desse termo, mas ajuda no tratamento) do câncer, formas de usar a erva como tempero para o preparo de refeições, etc. Enfim, não ficarei falando sobre, até porque a matéria nada tem com isso. Mas informação nunca é demais. E sobre a matéria, achei bonito o que a mocinha fez. Os pais influenciam muito no hábito alimentar de uma criança, claro, mas às vezes é difícil competir com tanta informação "feliz", com tantos brindes, tantas coisas que, no olhar de uma criança, é inofensivo à saúde. Fast-food nunca é uma boa opção, mas cardápios mais acessíveis, mais coloridos e propagandas menos apelativas, já seriam um bom começo.

  8. Victor Rezende Postado em 29/May/2013 às 19:08

    Gente, a maconha faz mal sim! Isso não é uma questão qualitativa, mas quantitativa, ou seja, a questão não é se a maconha faz mal (pois faz), a questão é, na verdade, se a maconha faz tanto mal quanto é dito. Logico que maconha é pior que gordura. RIDICULA REPORTAGEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  9. gus Postado em 05/Jun/2013 às 21:52

    quem foi o imbecil que comparou fast food com maconha?!

  10. Érico Postado em 12/Jun/2013 às 00:24

    Ignorem. Provavelmente o Victor Rezende "tá tirando onda" para "causar" polêmica. Bem provável que ele nem pense assim.

  11. Joane Farias Nogueira Postado em 23/Jul/2013 às 23:17

    Victor Rezende, queria que as coisas fossem mais simples do que parecem. Vc tem razão, vai ao Mc quem quer, mas não é bem assim. As empresas trabalham para ofertar produtos ao consumidor. Não é o consumidor quem deve se adaptar à empresa, mas o contrário. Do ponto de vista do administrador, esse tipo de questionamento pode até mesmo ser bom, mas se vc fosse administrador do Mc , com certeza, teria ido à falência por ainda tratar o consumidor como alguém para quem vc presta um favor. Mas não é assim que funciona. Os EUA são um país com um número muito grande de obesos. Eles tem por tradição o McDonalds. Isso causa enormes gastos com saúde e perdas de vidas. Muitas pessoas só tem isso como opção ou realmente acreditam que nenhum mal fará a eles consumirem tanta bobagem. Pelo seu argumento, não deveríamos nem mesmo ter programas de incentivo a uma vida saudável, não deveríamos ter controle sobre remédios.As pessoas ainda funcionam como se fossem crianças. Se oferecer gordura, vão aceitar gordura. Se oferecer fruta, vão aceitar fruta. Muita coisa deveria ser largada ao léu, porque consome e faz quem quer. É muita ingenuidade pensar assim.O controle existe por uma razão. Esse CEO perdeu uma chance de elevar o conceito da marca perante as pessoas, mas assumiu a mesma postura defensiva que vc assumiu.