Luis Soares
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Geral 24/May/2013 às 17:32
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Comentários

Julian Assange, o inimigo nº1 do país que inventou o sexo livre

Como o país que inventou o sexo livre se transformou no carrasco de Julian Assange? Um dos maiores inovadores do jornalismo na história só poderia ser catalogado como estuprador num país em que ter pênis virou um pecado

Paulo Nogueira, em seu blog

Quer entender o que está acontecendo com Julian Assange, um dos maiores inovadores do jornalismo em toda a história, um titã da transparência e do combate a governos e corporações corruptas?

suecas-livro-assange

Livro: Uma Breve História do Sexo Sueco — como a nação que nos deu o amor livre redefiniu o estupro e declarou guerra a Julian Assange.

Leia Uma Breve História do Sexo Sueco — como a nação que nos deu o amor livre redefiniu o estupro e declarou guerra a Julian Assange. O autor é Oscar Swartz, um guru sueco de TI de 53 anos e um libertário em todas as esferas, da política ao sexo.

Torço para que alguma editora brasileira já esteja traduzindo. Meu exemplar comprei na Amazon, e comecei a ler depois de um simples clique para comprar e baixar o livro.

Swartz facilitou ao máximo nossa vida. Fez uma linha do tempo. Seu relato vai dos anos dourados do sexo na Suécia àquilo em que ela se transformou hoje – um inferno para os homens.

A primeira parte é conhecida. A Suécia era uma referência de liberdade sexual nos anos 1950 e 1960. Vigoravam lá idéias muito à frente do tempo, como o “erotismo samaritano”. Isso significava o seguinte: proporcionar sexo a pessoas desfavorecidas. Por exemplo, deformadas, ou com problemas neurológicos sérios. O Estado manteria bordéis para atender as necessidades sexuais dos impossibilitados de conquistar mulheres pelas vias normais.

Os suecos viam o sexo com extraordinária naturalidade. Swartz cita um filme que marcou época, A Linguagem do Corpo, de 50 anos atrás. Comprei. Impressionante. Estudiosos sérios discutem a melhor maneira de homens e mulheres terem uma vida sexual boa com imagens explícitas. Há uma aula sobre a fisiologia da masturbação feminina ilustrada com uma mulher se acariciando. E há recomendações ainda hoje atuais sobre o que o casal não deve fazer – intolerância um diante do outro etc etc.

Leia também

Essa era a Suécia, um paraíso do sexo libertador.

Até que, nos anos 1970, florescesse lá um feminismo predador em que o homem acabaria se transformando no lixo da humanidade. A influência veio dos Estados Unidos. Particularmente, de uma feminista chamada Valerie Solanas, autora do Manifesto Scum, um clássico anti-homens. (Valerie se notabilizaria não apenas pelo manifesto como pela tentativa de matar Warhol porque ele perdeu os originais de uma peça que ela lhe passou.)

A diatribe de Valerie conquistou mulheres influentes na Suécia, e foi então que o pesadelo começou. (A principal acusadora de Assange, Anne Ardin, é uma devota de Valerie.)

suecas assange

As outrora libertárias suecas adotaram um feminismo radical em que o pênis é um inimigo

As feministas suecas foram ganhando posições importantes na mídia, na política e na justiça, e os homens foram sendo reduzidos à condição de bandidos sexuais até que provem o contrário, se conseguirem.

O conceito de estupro passou a ser mais e mais esticado. Num certo momento, uma discussão forte se iniciou sobre o “sexo por insistência”. Suponhamos que você insista com uma amiga para que ela durma com você. Ela topa, afinal. Depois, se arrependida, ela poderia acusar você de estupro. O tema ainda está em aberto.

Swartz conta o caso de um rapaz de 18 anos cuja namorada ficava na casa dele com frequência. Os dois faziam sexo praticamente o tempo todo. Um dia, ela estava dormindo na casa dele, e no meio da noite ele a acariciou. Quando o garoto rompeu com a namorada, ela o processou por estupro por conta da noite em que ele procurou sexo na madrugada. Resultado: um ano de cadeia para ele.

Assange errou quando fez sexo na Suécia sem conhecer os riscos enormes de retaliação caso as mulheres se sintam contrariadas ou rejeitadas. Mas acertou ao recusar a ir para lá, porque o que o esperava era uma condenação antecipada. A mídia local já vinha fazendo uma campanha intensa contra ele. (E continua.) Na polícia e na justiça, herdeiras de Valerie fatalmente o justiçariam. As chances de elas encaminharem alegremente Assange para os Estados Unidos seriam enormes.

Swartz fez um trabalho notável.

Assange só poderia ser catalogado como estuprador num país em que ter pênis é um pecado.

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Comentários

  1. Vivian Malaman Postado em 24/May/2013 às 19:37

    Está certinho. País maravilhoso, sonho em um dia conhecer esse país.

  2. Mariana. Postado em 24/May/2013 às 19:42

    Ótimo texto, mas há uma falha absurda: feminismo quer a igualdade entre os gêneros. Já o FEMISMO, onde a Valerie Solanas se enquadra, prega a supremacia feminina. Falharam feio e espero retratação.

  3. samuel Postado em 24/May/2013 às 19:46

    certo aonde?

  4. amandita Postado em 24/May/2013 às 20:01

    nossa, que feminismo malvado, quer castrar todos os homens. Ain gente, vamo parar com essa misandria E O DIREITO DOS HOMENS ONDE FICA? :(((((((((((((((((((((((( é muita choradeira pra um texto só

  5. Marks Postado em 24/May/2013 às 20:15

    Está certinho por quê, Vivian? Isso não é feminismo, o termo "feminismo" está errado, isso é misandria!

  6. Raisa Leão. Postado em 24/May/2013 às 20:25

    Por um lado pode ser desculpa para o encarcerarem (que governo não quer?), e por outro as condições que norteiam o fato pode ser considerado estupro mesmo por lá. As leis variam de país pra país. Tem uma lista um tanto grande nos quais ter uma vagina é pecado.

  7. Gildemberg Postado em 24/May/2013 às 20:32

    Pelo texto o único erro está nas mulheres não se responsabilizarem por seus atos e ficarem colocando a culpa nos homens, como no caso do amigo insistir para fazerem sexo.

  8. Mariana Postado em 24/May/2013 às 20:32

    Este livro me parece um despropósito. Moro na Suécia e, honestamente, não sei onde estão os homens transformados no lixo da sociedade. Assim como no Brasil, eles ainda ocupam -em maioria- os cargos mais importantes. Existem, claro, assim como no Brasil, mulheres no poder mas que, também, ao deslizarem, escutam "tinha que ser mulher". A diferença é que o preconceito aqui é mais velado, além de haver uma certa equiparação salarial. Mas tenho absoluta certeza que essa ainda é uma sociedade onde o homem tem mais status e poder. Ao ler seu texto, me pareceu que as mulheres assumiram todo o poder e que deslocaram os homens aos cargos de menor status. Não está dito, mas me deu essa impressão. Isso está longe de ser verdade. Ter um pênis nessa vida, meu caro, em qualquer país que eu tenha ouvido falar, vale mais que uma vagina! A Suécia não é exceção. Além disso, bom, é verdade que o feminismo passou aqui e deixou suas marcas. Uma delas, meu caro, é que as mulheres tentam agradar menos aos padrões estéticos convencionais. Essa foto ai das duas gostosas representa mais a brasileira -cada mais siliconada e plastificada- que a sueca que eu vejo todos os dias: sem maquiagem, vestida de modo simples, sem a unha feita, sem depilação na praia. Desculpe, mas os exemplos da foto foram infelizes, porque MUITO pouco representativos. Essas suecas ai são as que aparecem nas propagandas de cerveja, NÃO da Suécia, mas do Brasil. Sobre o estupro. Bom, aqui é um dos países com maior índice de estupros do mundo. Por quê? Simples: aqui é onde a mulher fica menos quieta e mais procura a polícia para a denúncia, o que faz os índices de estupro subirem. Eu diria: Assange poderia mais facilmente ser condenado em um país onde a mulher denuncia mesmo o estupro.

  9. Luis Paulo Postado em 24/May/2013 às 20:45

    Existe uma extensa literatura sobre a liberdade sexual na Suécia e literatura acadêmica. A educação sexual para jovens é um exemplo por lá, existe a distribuição de preservativos para adolescentes, as relações sexuais antes do casamento são encaradas com naturalidade, etc. Acredito que deveria ler alguns livros mais indicados sobre o tema, sem associação com o Sr° Assange, para ter melhores definições sobre o assunto. Caso tenha interesse posso indicar em outro comentário.

  10. Leticia Postado em 24/May/2013 às 21:00

    se é anti-homens não é feminismo

  11. Magali Postado em 24/May/2013 às 21:12

    E depois de todo este feminismo...como é q ele ía parar no USA ? .... Será que alguem pagou p esse escritor escrever esse livro justificando a Suécia e ao mesmo tempo atirando a culpa nestas mulheres loucas?

  12. Danilo Postado em 24/May/2013 às 22:22

    Isso é uma lei terrível, está dando a faca e o queijo ao acusador, não há como o réu se defender. Se a pessoa pode fazer sexo consensual e no outro dia se arrepender e acusar o parceiro de estupro ganha ?, pensem bem, com uma lei tão absurda como essa simplesmente se pode acusar qualquer um de estupro independente de jamais ter feito sexo com o acusado!

  13. Danilo Postado em 24/May/2013 às 22:28

    A necessária crítica ao vergonhoso (pré-)julgamento do Assange, cujo objetivo é que ele deixe de denunciar a corrupcao mundial, nao pode, no entanto, dar vazao a anti-feminismo de nenhum tipo. Duvido muito que em um país onde a violencia contra as mulheres é ampla, a sexualidade fosse um pararíso como voce quer nos fazer acreditar. Temos de estar muito atentos para que no novo momento de lutas sociais nos quais entramos nao passemos a hostilizar as lutas das mulheres (e das feministas), uma vez que será absolutamente necessário o fortalecimento dos laços comunitários em um futuro próximo, e as mulheras foram, dentro deste individualismo impulsado pelo capitalismo, as que melhor souberam preservar esse laços.

  14. Renato Postado em 24/May/2013 às 22:34

    Bem feito! Daqui a pouco veremos os muçulmanos lembrando as suecas do verdadeiro significado de estupro.

  15. Patrícia Postado em 24/May/2013 às 22:36

    Minhas dúvidas sobre a seriedade desse texto começou quando vi o nome de Valerie Solanas e o Scum Manisfeto. Quem sabe o quem ela é, sabe muito bem que ela nunca foi levada a sério como feminista, mas sim como roteirista. A realidade é que a Suécia ainda não conseguiu reduzir o número de violência contra a mulher. Bastante parcial.

  16. Fábia Postado em 24/May/2013 às 23:50

    como se os homens fossem as vítimas da história!! tá certíssima a legislação da suécia

  17. Marcia Postado em 25/May/2013 às 00:48

    você quis dizer "femista" e não "feminista" né? acho bom uma correção

  18. José Postado em 25/May/2013 às 01:29

    É sério que quem escreveu esse texto não desconfiou em nenhum momento que estava sendo bizarramente machista? Uma pessoa consegue escrever coisas como "...num país em que ter pênis virou um pecado" ou "Até que, nos anos 1970, florescesse lá um feminismo predador em que o homem acabaria se transformando no lixo da humanidade." sem que soe um alarme do tipo "Pera lá! Estou repetindo o lixo misógino usado contra as feministas típico da direita mais reacionário". Muito decepcionante.

  19. joao Postado em 25/May/2013 às 02:07

    que chorume é esse? que texto misógino e delirante é esse? eu to completamente chocado que isso tenha sido publicado nesse site

  20. Lucas Santos Postado em 25/May/2013 às 02:12

    Texto estranho, ainda mais para a linha de tipo de textos que o Pragmatismo Político vem publicando...

  21. Dafne Postado em 25/May/2013 às 07:45

    Texto absurdamente tendencioso, quase mentiroso. Todo mundo sabe que a realidade é exatamente o contrário,no mundo todo as vitimas de estupro são sempre tratadas como "supostas vitimas de estupro". Ainda hoje muitas vezes tem dificuldade pra prestar queixa, são discriminadas, culpadas e humilhadas. Só no Brasil uma mulher é estuprada a cada 12 segundos, e mesmo assim sempre que se tenda discutir o assunto, reivindicar leis e punições mais duras, vem alguém deturpar a realidade e pedir leis mais brandas, e claro jogar a culpa nas feministas, afinal as mulheres são sempre as culpadas.

  22. carlos Postado em 25/May/2013 às 08:17

    Me espantaria se a autoria desse texto fosse de uma mulher. Mas de "UM" homem, nada de novo. As realidades sao instrumentalizadas nesse artigo: uma coisa é o caso Assange e outra bem diferente é a mobilizacao de algumas mulheres contra a cultura e a pratica do estupro. O fato dele ser culpado ou nao, nada tem a ver com a penalizacao do estupro. O que voce trata como "arrependimento" da garota é muito mais nuançado do que essa caricatura que fez da situaçao. Trata-se do famoso e tao esquecido consentimento. Existem varios casos em que mulheres sao estupradas pelos seus namorados e maridos. Gostaria que a materia fosse menos tendenciosa e buscasse os numeros e casos para falar disso, qo inves de querer somente promover um livre totalmente questionavel. Engraçado, o proprio Assinge fala de conspiraçao contra o Wikileaks, mas em nenhum momento fala de conspiraçao de mulheres suecas, terra onde ter "penis é um pecado". Escandaloso como alguem pode produzir um artigo tao cheio de desvios e desinformaçao. O resultado disse é a condenaçao de outras lutas. Oscar Swartz é um oportunista e mentiroso. A julgar pelos capitulos "the war on sex" "the war on man", podemos ver a seriedade da sua pesquisa. Parece titulo de filme americano, desses que adoram se masturbar com a ideia do pais (penis?) atacado por estrangeiros. Se Swartz e seus seguidores querem temer esse tipo de movimento de mulheres, acredito que eles deveriam mesmo é ficar apavorados, pois essa discussao nao é regional. Nao, ter penis, nao é pecado, mais a forma como le é utilizado pode constituir bem um crime.

  23. carlos Postado em 25/May/2013 às 08:17

    "mas a forma"

  24. carlos Postado em 25/May/2013 às 08:27

    Isso so prova que basicamente o feminisme é uma luta de mulheres e que os homens se comportam, as vezes, como classes - classe de genero. O expansao do feminismo contemporaneo vai dar um no na cabeça de todos, obrigando todos os homens a pensarem as suas posiçoes de privilegio.

  25. carlos Postado em 25/May/2013 às 08:39

    O que dizer sobre o amalgama feito por Renato entre estupro e mulsumanos? Racismo, ignorancia ou uma mistura dos dois?

  26. Guru Postado em 25/May/2013 às 09:32

    a onda é frenética e a realidade é bem perto do texto escrito. Moro na Suécia desde os 19 anos e as minas aqui sempre andam apavoradas nas ruas e olham pra gente com aquela cara acusadora!! Isto acontece sempre qdo vai escurendo...constantemente!!!! Ao final é uma tristeza ver as minas andarem assim tão apavoradas, mas tb é erradíssimo no nível individua lo olhar acusativo delas. Um dilema, e assim como no Brasil divertiamo-nos com cerveja, samba e futebol, na Suécia, a diversão e o racismo, bebidas alcólicas e a guerra dos sexos!! Até hoje ano 2013 assim o é!!!

  27. Luciana Postado em 25/May/2013 às 11:03

    Infeliz o texto, pelos motivos que o Carlos ja colocou tao bem. Alegria de ver comentarios como do Carlos e saber que ha homens que conseguem enxergar a opressao feminina, assim como brancosque enxergam o racismo, etc.

  28. Renato Postado em 25/May/2013 às 12:49

    Carlos, você só pode ser um mentiroso, cínico ou um hipócrita. Ou uma mistura dos três. Você se esquece - ou propositalmente omite - o fato de que consentimento é algo extremamente subjetivo. Como alguém faz algo consentido e se arrepende depois? Como fechar os olhos diante da banalização de algo tão sério como o estupro? Outra coisa: desde quando religião e raça são a mesma coisa? Ah, eu ia esquecendo: os muçulmanos não têm cultura do estupro, né?

  29. Leila Postado em 25/May/2013 às 15:24

    Que coisa mais maluca este texto, ainda bem que a maioria dos comentaristas se deu conta do absurdo e obrigada à moça que vive na Suécia e veio esclarecer. É preciso defender o Assange caso ele esteja sendo vítima de um complô mas invencionices não vão ajudar em nada além do desrespeito com as mulheres da Suécia (das mulheres em geral) e com a causa feminista. Acho que deveriam publicar uma retratação.

  30. Renan Duarte Postado em 25/May/2013 às 16:41

    "Os muçulmanos não tem cultura do estupro, né?" - Tem sim. Tanto quanto os católicos, budistas, brasileiros e noruegueses. Dizer que "os muçulmanos" fazem algo é de uma preguiça intelectual risível. O comportamento de alguém não se define por sua religião. E amg, consentivo não é subjetivo. Se você não sabe identificar se seu/sua parceir@ sexual está consentindo, você não está pronto pra ter relações desse tipo. Aliás, preguiça intelectual que segue perfeitamente a linha editorial desse artigo razíssimo. Só vim ler os comentários porque imaginei que aqui haveria alguém iluminado contestando as babaquices do autor. Carlos restaurou minha fé na humanidade.

  31. carlos Postado em 25/May/2013 às 17:40

    Sim, retrataçao

  32. carlos Postado em 25/May/2013 às 18:01

    Desculpem pelos musulmanos e nao os muçulmanos. O brasil é o unico pais de lingua latina que grafa com ç. Enfim, quem tiver duvidas sobre a relaçao entre racismo e religiao, basta acompanhar a polemica em torno do islamismo na Europa. Vivo na frança ha quase tres anos, e aqui todos os jornais falam de islamofobia e também de racismo para denunciar os abusos contra os povos de religiao muçulmana. Ignorancia pode ser sinonimo de desconhecimento e nao de burrice, isso para os que nao tem medo de assumir que nao sabem do que estao falando, claro. Nao, longe de mim de justificar as praticas abusivas de uma cultura...mas longe de mim de estigmatizar aquilo que esta longe...que se conhece à distancia...Renato perco meu tempo respondendo a tua mensagem, mas analise o sentido do que voce quis dizer. Vocë esta contra quem afinal, as mulheres suecas ou os muçulmanos? Tudo isso para tomar partido do Assinge? Pouco!

  33. Thiago Teixeira Postado em 25/May/2013 às 19:12

    E se for ao contrário? Se uma mulher chega e resolve levar o cara pra cama na marra com aqueles papinhos: "Nossa, pensei que você fosse homem ..."; "Seus amigos ficarão sabendo que você é um brocha"; "Vou ligar para sua mulher e contar que estamos tendo um caso"; "Você é capado?" .... e por ai vai. No Brasil a delegacia do Homem teria que ter três turnos para recepcionar os "molestados" sexulamente. Agora no caso de insistência por ameça ou chantagem de demissão do emprego, pode ser sim um caso de estupro.

  34. Renato Postado em 26/May/2013 às 03:21

    Eu sempre admirei o modo com que os suecos tratavam a sexualidade. Sempre ouvi boatos de que aquelas mulheres lindas podiam "pular" em cima de um homem do mesmo modo que os homens, historicamente mais assertivos em relação à aproximação sexual, o fazem. Porém, os relatos que tenho lido das mais variadas fontes, mostram uma inversão curiosa - talvez perversa - do modo como a liberdade sexual atingiu os homens suecos: ao invés de libertar a sexualidade feminina, o novo "modelo cultural" de sexualidade levou à repressão autoritária da sexualidade masculina, de um modo tão ruim como a aintiga repressão à sexualidade feminina. Parece que o homem sueco sofre tanto como uma mulher dos tempos do patriarcado; No caso da mulher antiga, a palavra de orderm era o NÂO, pois era sujo, feio e era pecado. Para o homem, é o NÂO: é violento, agressivo, grotesto e opressor. Esta é minha crítica em relação ao feminismo sueco: tornou-se tão ruim como o antigo patriarcado opressor. Quanto ao Assange, creio que se trata de mais um episódio infeliz: ele foi preso por ter feito sexo desprotegido, e isto, na lei sueca, é considerado estupro. Ora, como não se indignar perante à banalização de algo tão grave? Quanto aos muçulmanos, não creio que eles sejam tão melhores ou piores que os cristãos. Sinceramente, são tudo "farinha do mesmo saco", como dizem por aí. No entanto, é amplamente difundido o fato de que as culturas islâmicas, em geral, são consideravelmente mais culturas de estupro que as culturas ocidentais. Na Suécia, há muitos relatos de mulheres estupradas (de verdade) por gangues de imigrantes, enquanto se difunde, entre os suecos, o casamento com mulheres estrangeiras, taiwanesas e russas são as preferidas. Estes artigos não são minha fonte principal de conhecimento, mas exemplificam a minha posição: Exagero na classificação de estupro: http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/entenda-por-que-a-suecia-tem-a-maior-taxa-de-estupro-da-europa,2c19ddb6650ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html Esse é meio islamofóbico, mas é interessante http://www.baguete.com.br/colunistas/colunas/31/janer-cristaldo/11/08/2010/muculmanos-usam-o-penis-como-arma-na-escandinavia Há classificações sofisticadas, mas ainda muito rigorosas. Pobre Assange. http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/suecia-uma-postura-audaciosa-contra-a-agressao-sexual http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/amplo-debate-faz-suecia-ter-alta-taxa-de-denuncia-de-estupro-diz-feminista.html

  35. lucia Postado em 26/May/2013 às 15:52

    post lamentável num portal como este, backlash anti-feminista da pior especie. Esperava mais dos editores do site.

  36. Marina Postado em 26/May/2013 às 18:18

    "Ter pênis virou um pecado"... Ah, vá. Artiguinho simplista e inútil, só confunde o que tantas mulheres tentam simplificar. E tem quem compre esse papinho.

  37. Kk Postado em 26/May/2013 às 21:31

    A questão haver sempre um grupo dentro de movimentos ideológicos que usa a posição que o ideal cria para se aproveitarem das brechas que eles criam. O feminismo é necessário, a misandria não e isso é óbvio se qualquer país almeja igualdade entre os gêneros. O que o livro pode ou deveria ( não sei, não li ) apresentar além de um ataque ao feminismo mais extremo ( femismo ) é como o pretexto do sexo foi usado para manobrar um golpe contra o Julian Assange. Não sei se ele realmente quis estuprar a prostituta ( era mesmo prostituta ? ou uma das ferramentas de políticos acusados nas exposições do Wikileaks ? ), mas usou-se isto somado a este ramo do feminismo mais voraz e agressivo para criar um grande circo que para outros cidadãos talvez não fosse criado. O texto peca em errar o alvo e dar muito mais ênfase em criticar algo que se passa por feminismo e não é e certamente deveria revoltar qualquer um que procure por igualdade. Em humilde pergunta, resume-se: A intenção do texto é mostrar manobras criminosas e arbitrárias de políticos já criminosos ou atacar o feminismo e suas vertentes mais radicais ?

  38. Renato Postado em 26/May/2013 às 22:29

    eu devo ter postado algo que a moderação não gostou. quem mandou usar link da veja como argumento?

  39. Renato Postado em 26/May/2013 às 22:30

    Eu sempre admirei o modo com que os suecos tratavam a sexualidade. Sempre ouvi boatos de que aquelas mulheres lindas podiam “pular” em cima de um homem do mesmo modo que os homens, historicamente mais assertivos em relação à aproximação sexual, o fazem. Porém, os relatos que tenho lido das mais variadas fontes, mostram uma inversão curiosa – talvez perversa – do modo como a liberdade sexual atingiu os homens suecos: ao invés de libertar a sexualidade feminina, o novo “modelo cultural” de sexualidade levou à repressão autoritária da sexualidade masculina, de um modo tão ruim como a aintiga repressão à sexualidade feminina. Parece que o homem sueco sofre tanto como uma mulher dos tempos do patriarcado; No caso da mulher antiga, a palavra de orderm era o NÂO, pois era sujo, feio e era pecado. Para o homem, é o NÂO: é violento, agressivo, grotesto e opressor. Esta é minha crítica em relação ao feminismo sueco: tornou-se tão ruim como o antigo patriarcado opressor. Quanto ao Assange, creio que se trata de mais um episódio infeliz: ele foi preso por ter feito sexo desprotegido, e isto, na lei sueca, é considerado estupro. Ora, como não se indignar perante à banalização de algo tão grave? Quanto aos muçulmanos, não creio que eles sejam tão melhores ou piores que os cristãos. Sinceramente, são tudo “farinha do mesmo saco”, como dizem por aí. No entanto, é amplamente difundido o fato de que as culturas islâmicas, em geral, são consideravelmente mais culturas de estupro que as culturas ocidentais. Na Suécia, há muitos relatos de mulheres estupradas (de verdade) por gangues de imigrantes, enquanto se difunde, entre os suecos, o casamento com mulheres estrangeiras, taiwanesas e russas são as preferidas.

  40. Renato Postado em 26/May/2013 às 22:30

    tailandesas *

  41. Mr. Rover Postado em 27/May/2013 às 00:07

    Thiago Teixeira merece resposta ou foi ironia?

  42. Danilo Postado em 12/Jun/2013 às 14:39

    Todo excesso, de toda lei, é condenável, não conheça a lei sueca para falar. O que critico nesse artigo é seu maniqueísmo, na Suécia a violência sexual e física contra as mulheres é muito alta, consulte os escritos de Stieg Larsson. Também sei que há por lá uma compreensao da sexualidade muito aberta. Mas o que chamo de abertura sexual usualmente convive com violência contra as mulheres (veja os escritos do Welzer-Lang sobre os clubes de swing, ou as discussoes na Rússia comunista sobre o divórcio). Entao, é necessário pensar a violência contra as mulheres e criar leis, as feministas as propoe e, conheço bem o feminismo, também sao muito críticas ao exceso das leis. A questao é debater isso com as feministas e nao dizer que elas sao anti-pênis, que é um estereotipo machista. E outra coisa absolutamente fundamental é saber que o Assange está preso nao por essa lei, menos por conta das feministas. É por conta dos capitalistas, ou é casual que Anne Ardin pertença a um grupo que receba apoio da CIA?