Redação Pragmatismo
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Saúde 20/May/2013 às 19:28
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Por que as crianças francesas não têm Déficit de Atenção?

Como é que a epidemia do Déficit de Atenção, que tornou-se firmemente estabelecida em vários países do mundo, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

por Marilyn Wedge, em Psichology Today Tradução: Equilibrando

Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

déficit atenção crianças

Déficit de Atenção em crianças francesas é inferior a 0,5% (Foto: Ilustração)

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

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Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre – que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

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Comentários

  1. helena Postado em 20/May/2013 às 21:15

    excelente texto!! parabéns pela postagem e obrigada!

    • Marilene Lopes Postado em 18/Nov/2013 às 16:34

      Excelente texto!!! Visão diferente que nos leva a refletir o que é melhor para nossos alunos, filhos, netos e amigos. Visão realista que nos leva a questionar se estamos fazendo nosso trabalho ou educando nossos filhos corretamente. Gostei muito e pretendo orientar os pais dos alunos. Parabéns pela postagem!!!

    • Sarah Fernandes G. Mafra Postado em 17/Oct/2014 às 01:25

      Como é bom ver o bom senso sobre o TDAH, sou professora e questiono a forma como nossos alunos são diagnosticados e tratados quando apresentam o TDAH, sem levar em conta as questões emocionais e sociais da criança. E as vezes a própria suspeita de TDAH é a bandeira para que o professor deixe de investir na aprendizagem da criança. Quantos professores conhecem a realidade de seus alunos, quantos investem tempo para tentar compreender o motivo que fomenta o comportamento inadequado e o desinteresse pela aprendizagem dos conteúdos escolares...

    • rosa Postado em 12/Jan/2015 às 19:06

      adorei a materia, porque aqui no brasil e muito triste cada tem mais criancas fazeno o uso da ritalina , mais vezes sem necessidade, talvez a terapia familiar,uma atencao maior da familia isso nao seria necessario

  2. Izabel Cristina Riquetti Postado em 20/May/2013 às 21:35

    Muito boa a matéria, bastante esclarecedora. No Brasil TDAH se tornou epidemia.

    • Lamartine Hollanda Junior Postado em 02/Dec/2013 às 10:39

      Como psiquiatra, com mais de cinquenta anos de prática clínica, professor unviersitário, especialista em psiquiatria, afirmo:TDAH, como distúrbio de base orgânica( neurológica e/ou metabólica) não existe ou, no máximo, existe desta maneira, em uma ou duas crianças e Nova York, uma em Paris, três em Londres, duas em Tumbuktu, quatro em Bodocó, algumas na Sociedade Psiquiátrica dos EUA e um pequeno número em alguns Parlamentos.Isto é mais um rótulo para vender tóxicos chamados, erroneamente, de medicamentos e esconder erros dos sistemas educacionais e das cosmovisões horizontais pre-informáticas dentro das quais muitos pais exercem suas ignorâncias.

      • Salvador Ramos Postado em 29/Dec/2013 às 13:23

        Excelente, Dr. Lamartine. A opinião de um especialista com a sua experiência só confirma que os grandes problemas sociais com os quais o mundo atual convive começam, de fato, dentro de casa, no "exercício de nossa ignorância" (gostei dessa sua expressão!!). Podemos ver, também, do que o poderio econômico da indústria farmaceutica é capaz.

      • Guiga Postado em 15/Jan/2014 às 22:38

        Moro nos EUA e tentaram me forcar a testar meu filho, e me recusei porque nunca conheci uma crianca aqui que tenha sido testada e dado negativo. Juntamente com meu medico de familia (que tambem nao acredita em TDAH) fizemos uma dieta free de tudo: gluten, laticinios, acucar. Algumas vitaminas e muita conversa com meu filho. A fase passou, ele voltou a comer tudo, e nunca mais deu problema na escola. (Ele tinha 4 anos na epoca do problema e a escola jah tinha chama do ateh a policia prah controlar meu filho).

      • Vanessa M. Cahú Postado em 13/Mar/2014 às 13:45

        Olá Doutor, concordo com sua opinião. Crianças são crianças e necessitam de atenção dos Pais e direito de brinca(correr, se mexer, etc). Mesmo tendo um filho com espectro autista com 4 anos, vejo que existe muita gente querendo que a todo custo as crianças se adaptem ao sistema dos adultos. Infelizmente meu filho toma uma medicação desde os 2 anos e meio, o Melleril 25mg, por conta na época de estar muito autoagressivo, até hoje toma a mesma dosagem e eu não quero mexer em nada, na verdade gostaria de retirar a medicação...Tenho certeza que todos os avanços dele são fruto das terapias (fono e TO), de minha dedicação como mãe mesmo e do amadurecimento dele, os remédios eu deixo para outras necessidades quando elas aparecerem (tipo adolescência e outros).

      • Lilian Cristiane Postado em 03/Jul/2014 às 16:01

        Sabe, tenho um filho que, desde muito pequeno (uns três anos de idade) sempre foi muito agitado. Fui chamada na escolinha porque ele não parava quieto para fazer as atividades propostas pra idade dele. Todos os outros sentavam e faziam, ele, ao contrário, sentava, brincava com os lápis de cor ao invés de pintar, pintava um pouco, levantava, subia nos móveis, corria em volta das mesas enfim, não terminava nada do que começava. A professora até me aconselhou a procurar um neuropediatra na época mas achei absurdo e não o fiz. O tempo foi passando e ele entrou na fase escolar, aos 6 anos de idade. Até aí, tudo normal. Ele era muito agitado mas estava se saindo bem pra quem estava apenas começando. Demorou a entender como funcionava a junção das silabas mas quando aprendeu, leu mais rápido do que qualquer um na sala. Até esse momento eu não me importava com o fato dele ser muito agitado apesar das professoras sempre reclamarem disso. Ele nunca foi mal educado, nunca foi brigão, nem em casa, nem na escola, muito pelo contrário, ele é muito educado, um amor de menino. Apesar dessa primeira facilidade dele em aprender, comecei a perceber que ele não conseguia terminar nada que começava. Em tudo precisava de auxílio. Começava o dever de casa e, quando eu me dava por conta, ele já estava fazendo outra coisa bem diferente e nem lembrava mais do dever. Além disso, demorava demais pra copiar as coisas que a professora escrevia no quadro. Era sempre o último a sair porque ficava copiando depois do horário. Cada vez que era ensinada alguma atividade nova, ele nunca aprendia na escola e necessitava do meu auxílio em casa para que compreendesse e pudesse acompanhar a turma. Ele tentava aprender sozinho. Estudava no quarto, lia, relia e não entendia, de jeito nenhum... Chegava a chorar porque se achava um burro... Então, sempre foi assim, até a quarta série do ensino fundamental. Na quinta série, eu estava trabalhando num outro escritório que o ritmo de trabalho era muito intenso e não pude dar atenção a ele e ele teve que estudar sozinho, se virar como podia. Então, ele acabou repetindo de ano. Ele se sentiu péssimo, chorou tanto, dizia que era um fracasso mesmo, que não sabia o que acontecia com ele, que ele estudava dias e noites e quando chegava na prova não lembrava de nada. Disse que era um burro, isso sim! Eu. não preciso dizer né, me senti um lixo de mãe... me senti culpada por não tê-lo ajudado. Eu sempre tentava ensinar de uma forma que ele entendesse cada matéria que ele não tinha entendido. Procurava um momento em que não tinha ninguém em casa, para que ele não se distraísse e pudesse estar o mais concentrado possível já que eu sabia que, por causa da agitação dele e por causa de qualquer barulho em volta, ele saia do foco e já nem sabia mais sobre o que estava lendo ou estudando... Nesse momento, quando ele tinha 12 anos, resolvi procurar ajuda. Fui num neurologista aqui da minha cidade. Ele avaliou meu filho. Fez um monte de perguntas, desde o nascimento até aquele momento e, ainda solicitou um teste cognitivo que confirmou o TDAH. Então, a partir daquele momento, ele está sendo medicado e tem feito acompanhamento com psicóloga. Ele melhorou muito, tanto a alto estima, quanto nos estudos. Ele agora tem 15 anos estuda sozinho. está no primeiro ano, está trabalhando como jovem aprendiz, cursando administração na área industrial e fazendo curso de inglês. Quem diz que não existe esse transtorno, não sabe do que está falando... é muito triste ver seu filho chorar, se sentindo um fracassado por ter estudado dias e dias e, mesmo assim, não conseguir terminar a prova porque não lembrava nada do que tinha estudado... Não desejo a ninguém o que meu filho passou... Só me arrependo de não ter procurado ajuda antes... esperei demais, fui teimosa, achando que poderia ajudá-lo sempre, achando que isso passaria logo...

      • Lidia Postado em 17/Aug/2014 às 23:28

        Concordo com a Lilian, nos duas temos quase a mesma estoria, meu filho tb sofreu, e do adotei a medicação tudo mudou, mas qdo.umas chegou na fase da adolescencia, a medicação começou a fazer mal, começou a deprimido lo, tivemos que parar imediatamente, e ainda começar um tratamento para depressao!, e dificil, Agora ele controla mais tudo, Mas eu sei com certeza que enquanto seus amigos matam um gatinho por dia ele mata um Leão bem gde!, eu gostaria de saber se existe medicacao natural para isto! Não estou falando de dieta nao!,, Já fizemos de tudo,,, Não funcionou!

      • Samuel Postado em 29/Aug/2014 às 02:09

        Com todo o respeito, como colega e neurologista pediátrico, essa é a diferença entre medicina baseada em experiência, com menor confiabilidade, e medicina baseada em evidência. O TDAH não é tão simples de avaliar e existe um contexto clínico e emocional associado, dizer que por que o abordaram não é TDAH não faz sentido. Essa história de que não existe como transtorno, com alterações neurológicas já bem conhecidas, já caiu por terra, nem deveria ser publicado, muito menos poor um especialista. Temos ressonância funcional mostrando a alteração de função, o atraso na mielinização nos portadores de TDAH e mesmo diminuição de espessura cortical em adultos com TDAH que não foram tratados. A comparação esquece a influência genética, que pode muito bem ser menor na França do que nos Estados Unidos ou no Brasil (o que não quer dizer que não seja superdiagnosticado, mas não quer dizer que seja tão diferente das estimativas de prevalência). Existe um estudo que os autores até comentam se essa diferença não se dá pelas ondas de migração, visto que pessoas com TDAH são mais impulsivas e estariam mais propensas a mudar de paises, no caso indo para países de colonização européia recente, por exemplo. Há também uma comparação entre os japoneses que saíram do Japão e os que não saíram com essa conclusão. E pra concluir, quando o TDAH melhora somente com terapia a ponto da pessoa não ter mais sintomas, provavelmente não era TDAH, pode ser um quadro ansioso da infância, que respondem muito melhor a terapia que nos adultos e que pode ser e muitas vezes é confundido com TDAH.

      • Lorenza Feitosa Postado em 05/Sep/2014 às 10:44

        Acredito que o TDAH seja o sintoma e não a causa,infelizmente hoje em dia vivemos intoxicados com alimentos,poluição,medicamentos,etc e é exigido de todas as crianças um nível intelectual mais alto,o que antigamente não acontecia,pois além de brincarem na rua,muitos ao se tornarem adultos acavam virando trabalhadores braçais.O modo de vida moderno e corrido faz com que muitos país acabem ficando sem muita opção e seguem o conselho dos neurologistas,administrando remédios aos filhos, os remédios ajudam quando não se consegue tratar de outra maneira.

      • Henrique Leal Guedes Postado em 21/Sep/2014 às 04:33

        Perfeito. Concordo em gênero , número e grau. Minha ex mulher CISMOU que minha filha tinha TDAH. Mas graças a Deus não houveram danos , pois a Ritalina foi cortada.

      • Érica Postado em 06/Nov/2014 às 07:02

        Concordo plenamente. Sou farmacêutica e diariamente vejo pais comprarem antialérgicos para seus filhos dormirem e simplesmente os deixarem em paz.

      • Viktor D. Salis Postado em 17/Nov/2014 às 10:57

        Uma abordagem séria de um profissional honesto e competente! Sou psicanalista há 44 anos e já tratei dos país destas crianças inúmeras vezes, pois são eles que precisam de tratamento!

      • Marlucvi Peralta Postado em 18/Nov/2014 às 19:33

        Como psiquiatra, com mais de cinquenta anos de prática clínica, professor unviersitário, especialista em psiquiatria, vc deveria ter um tanto de respeito aos profissionais especialistas e cientistas que publicam suas descobertas sobre este é outros distúrbios para poder proporcionar à crianças e adolescentes um pouco de qualidade de vida mesmo que pra isso seja necessário médica-lo! Vc tbem deveria saber que um portador de TDAH não é necessariamente uma criança indisciplinada que precisa fde medicamentos ou educação francesa para se comportar! Quando parar de selecionar seus pacientes talvez se interesse por esses estudos científicos mundiais sobre TDAH para enxerga-los não mais como vítimas fã indústria farmacológica r sim de "profissionais" como vc!

      • Gleice Postado em 22/Nov/2014 às 09:30

        Excelente! Estamos aqui discutindo causas e não o que de fato é o TDAH. Infelizmente a ditadura farmacológica vem fabricando dependentes quimicos, para camuflar problemas sócio culturais.

      • José Postado em 26/Nov/2014 às 13:58

        Lilian Cristiane, sou um jovem de 20 anos, e sei exatamente oq seu filho passou, me identifiquei bastante, eu tbm sou igual a ele, tenho um deficit de atenção terrível, eu sou tão distraído q eu consigo me distrair até com um filme de ação, está lá passando uma cena de explosão por exemplo e quando do nada me pego pensando em outra coisa, quando eu costumo ler alguma coisa eu acabo me distraindo q nem percebo, as vezes penso em algo totalmente aleatório ou simplesmente penso em absolutamente nada, vazio, e msm assim continuo lendo, quando estou pensando ou não, me pego ainda lendo, só q eu não faço ideia do q seria, eu me distraio até msm pra fazer uma prova, leio a questão varias vezes, uma vez atrás da outra sem parar pq não consigo focar e entender e nisso eu sou sempre o ultimo a terminar a prova, pq passo mais tempo do q devia em uma unica questão, só q diferente do seu filho, eu era muuito quieto na escola, muito tímido, conversava pouco, com quase ninguém e em casa eu acabava sendo bagunceiro, sempre aprontando uma, já na escola as professoras me amavam de tão comportado q eu era, oq me ajudava bastante até pq nunca fui um bom aluno, sempre passava arrastado, sempre tirando notas baixas, muuuito baixas, e com meu comportamento acabava ganhando as professoras e isso me ajudava a passar no conselho de classe, graças a Deus nunca repeti de ano, mas cheguei a fazer a alfabetização duas vezes pois acabava sendo mais atrasado do q os outros e era tbm muito ruim na leitura. Me considerava tbm muito burro, e era considerado tbm entre os outros colegas, pra todos eu era o mais "animal" da sala, minha mãe não fazia ideia do q acontecia comigo, não tinha noção de qual atitudes tomar, pensava q isso pudesse ser só uma fase, que com o tempo eu tomasse jeito e passasse a ser mais responsável, pensava ela, coitada, sabe de nada inocente!!! Daí com o passar do tempo, eu fiquei sabendo desse problema(deficit de atenção), acho q pela primeira vez q ouvi foi em um filme:"Percy Jackson e o Ladrão De Raios", foi então q eu comecei a ler sobre e entender o assunto e comecei a me familiarizar com a situação e notei q esse era o meu problema, depois até procurei ajuda, fui em pelo menos em 3 psicólogos e um psicanalista(inclusive o psicanalista disse q eu fui o caso mais misterioso q ele já teve, pois ele não conseguia descobrir nada sobre mim, ele dizia q toda pergunta q ele fazia sobre minha vida, meu pessoal, meus pensamentos, minhas vontades e etc, eu acabava reduzindo a pergunta e transformava a pergunta em nada e não chegava em lugar algum), mas isso foi mais para o problema da timidez especificamente, não obtive resultado e já estava ficando exaustivo, e cansando de pessoas desconhecidas sabendo do meu intimo, então acabei desistindo, mas não isso msm...?? Assim como seu filho, eu acabo desistindo de muita coisa q eu começo, acabo perdendo o interesse muito rápido, enjoo fácil. Em comparação á dez quinze anos atrás melhorei bastante, mas ainda assim eu preciso melhorar muuuitoo!!!!! Bom, é isso! Boa sorte para o seu filho, q ele continue conseguindo mudar esse quadro, e que com fé em Deus um dia eu tbm consiga!! ;)

      • Kenia Postado em 15/Dec/2014 às 00:56

        Com o devido respeito, existem diversas evidencias clinicas da existencia do disturbio. Um profissional da area fazer uma afirmacao dessas é no minimo irresponsável. O proprio texto é irresponsável e pode, no maximo, tecer comentarios sobre como as crianças francesas sao mais educadas que as americanas. E só.

      • Giselda Abreu Postado em 22/Dec/2014 às 15:37

        Muito bem!!! Reflexão construtiva! !!!

      • Elaine Postado em 07/Jan/2015 às 21:25

        Esta é uma informação muito importante. Agradeço como mãe de uma garota pequenina. Eu amo meu país, mas confesso morrer de inveja dos franceses às vezes.

    • Helena Conde Postado em 17/Nov/2014 às 14:30

      Se TDAH tornou-se epidemia no Brasil, eh porque muitos diagnosticos e tratamentos sao feitos de forma irresponsavel, sem basearem-se em evidencias cientificas. Existem metodos confiaveis para se comprovar a real presenca de TDA com ou sem hiperatividade. Os profissionais que fazem tal diagnostico sem respeitarem as normas de conduta requeridas sao os responsaveis pela situacao do sobrediagnostico. Quanto as maravilhas apregoadas no texto da sociedade francesa, posso dizer, apos ter vivido la muito tempo com filhos no inicio da adolescencia e residir na Inglaterra muitos anos seguidos apos o tempo passado na Franca, que as criancas e adolescentes francesas nao sao nada semelhantes ao descrito no texto, pelo menos em Paris, onde vivi. Alias, tendo a experiencia de conviver com adolescentes franceses residentes em Londres no bairro onde moro, posso dizer que sao extremamente desrespeitosos, bem mais do que os ingleses, o que obviamente nao tem nada a ver com o TDAH, mas tem a ver com a suposta conduta equilibrada das criancas e adolescentes francesas como descrito no texto. Um dia, ao recolher as fezes do meu cachorro no Hyde Park, fui cercada por adolescentes franceses que gritavam xingando-me em frances, em franco bullying, dizendo que eu ia recolher as fezes do meu cao para come-las depois, que eu era asquerosa e nojenta. Gritavam isso e riam, quase empurrando-me fisicamente. Eu apenas respondi a eles, em um frances parisiense perfeito que, na Inglaterra, eu era obrigada a recolher as fezes do meu cao sim, porque esta era a lei e que se eu nao o fizesse e fosse apanhada por um guarda, estava sujeita a multa de 80 libras. Eu disse a eles que eu era uma cidada digna e nao uma nojenta, pois eu respeitava a lei e que este nao era o caso deles. O bullying eh tao grave na Franca que minha filha teve uma amiga francesa, de excelente familia, que teve que abandonar a escola devido aos maus tratos constantes. Esta menina foi educada em casa pelos pais e dois mais professores, o que tambem eh permitido dentro das leis francesas. Por que sera? Causas psicossociais eh um termo muito amplo e dificil de precisar e os tratamentos envolvidos para tal diagnostico podem ser tambem muito heterogeneos entre si. Enfim, o fato eh que os pais podem estar caindo no mesmo engodo de um tratamento medicamentoso inadequado. Eh preciso ter cautela e procurar profissionais idoneos e responsaveis ao decidir pelo melhor para o seu filho, sem preconceitos e com a mente aberta, pesando os beneficios e as desvantagens sempre.

  3. Carlos Postado em 20/May/2013 às 21:52

    A ideia de resolver todos os problemas da vida com drogas é assustadora. Ainda mais para crianças, que ainda estão se desenvolvendo física e psicologicamente. E ainda os Estados Unidos fazem de tudo para esconder o fator dieta na conta para proteger as industrias alimentícias e farmaceutícas. É muito fácil que para qualquer comportamento imcomôdo aos pais façam-se medicamentos e vendam aos lotes para sedar as crianças.

    • lari Postado em 22/Sep/2013 às 20:00

      concordo ctg!

    • Alba Postado em 31/Dec/2013 às 00:13

      Carlos, tenho uma filha TDAH, e fiz a opção por não medicar, pois, parecia que ela ficava sem "alma"! Era muito estranho! Muitas vezes me fiz a pergunta se esta atitude estava correta. Hoje tenho muitos problemas com uma adolescente um pouco rebelde, mas, sempre procuramos ajuda de psicólogos.Espero ter feito a melhor opção.

      • rose piveta Postado em 18/Nov/2014 às 07:48

        Meu filho foi diagnósticado com TDAH aos cinco anos... Aos seis comecei a fazer tratamento com ritalina... O que o deixou parecido como VC relata com sua filha... Sem alma... Parei mais isso não o ajudou... Então a medica foi trocando As medicações hj ele toma concerta é a MSM criança ... Não tem alterações de humor e tal... Pra ele o tratamento esta fazendo muito bem

      • Luciano Postado em 22/Nov/2014 às 20:23

        Ela provavelmente é uma metabolizadora lenta e em decorrência disso o medicamento fez sobredosagem. Deveria reduzir a posologia.

  4. Leila Postado em 21/May/2013 às 08:01

    Excelente esclarecimento sobre o assunto.Parabéns!

  5. martha sesana Postado em 21/May/2013 às 08:44

    As pesquisas no Brasil em relação ao TDAH ainda precisam avançar muito!!!Trabalho com algumas crianças que apresentam este problema e o trabalho não tem sido fácil!!!!!!

    • Raquel Postado em 21/May/2013 às 10:44

      Essa matéria é bem interessante! Novo conceito sobre o TDA, q faltava, sem remédios, com atenção dos educadores e principalmente dos pais, há uma revolução na educação de forma positiva. Gostei. Grata por publicar.

  6. José Sales Neto Postado em 21/May/2013 às 10:49

    Crianças que crescem sem sentido de hierarquia tornam-se adultos sem respeito ao próximo e aos limites que regem o convívio social. Essas diferenças são fundamentais para moldar o caráter da pessoa. Crianças que mandam nos pais pensam que podem mandar no mundo, mas o mundo não permite e ai começam os problemas. Pais eduquem seus filhos para o mundo. A televisão, as babás e até mesmo a escola não pode substituir a educação familiar.

    • Eliane Thompson Postado em 20/Jan/2014 às 07:26

      Estou plenamente de acordo com o José Sales. Educar é não cair em contradição ( ora pode, ora não pode - refletir sobre o que fala à criança, ela tem que adquirir confiança em você - jamais mentir ou enganar - falar a verdade em conotação educada - cada segundo existe uma oportunidade para educar - delegar obrigações, pois criança tem que saber que ela é capaz - não dar soluções "mastigadas" para una criança, deixe-a raciocinar, deixe-a achar a solução para os seus percalços, orientando-a superficialmente - dizer "não" é normal, o anormal é a criança ficar sem saber o por quê desse "não". Enfim, se temos regras no senso comum para o comportamento, por que não para a educação de uma criança que está querendo aprender? Educar insere uma diversidade de regrinhas a srem seguidas...

  7. William Antônio Postado em 21/May/2013 às 11:15

    Acho que está havendo uma confusão com TDAH e respeito. Eu tenho TDAH, fui diagnosticado com menos de 10 anos, e respeito meus chefes e minha mãe. Se vocês confundirem TDAH com respeito e comportamento, eu posso ter problemas com relacionamento com outras pessoas. Aliás, já tenho, pois sou revoltado por natureza e discuto mesmo sempre, mas isso não quer dizer que falto respeito, eu considero a capacidade de criticar e discutir qualquer assunto uma das minhas melhores coisas e isso não implica em falta de respeito. Por gentileza, leiam mais sobre o assunto antes de fazer qualquer julgamento.

    • Cris M Postado em 12/Sep/2013 às 10:27

      Você tem , foi diagnosticado, certo! Mas muitas crianças são diagnosticadas sem ter, só por causa do comportamento, na França também tem crianças com TDAH, mas são poucas. Leia direito e depois critique.

      • juarez cunha Postado em 07/Jan/2014 às 10:21

        Tenho tdah, tenho tido nos profissionais que me acompanham, um psiquiatra e um psicólogo, um aporte e suporte para minha qualidade de vida.. infelizmente há muito pré conceito quanto o assunto envolve áreas de medicamento que influencie no comportamento..mas na minha opinião, deveria se estudar e ler mais sobre esse assunto, tdah, antes de ficar supondo sem ter conhecimento.. Tenho tido no medicamento, um ganho em qualidade de vida, e tenho tido muitas mudanças de comportamento e reflexão com o auxílio da psicologia. Penso que há muita especulação e pouca reflexão sobre esse assunto.

      • Luciano Postado em 22/Nov/2014 às 20:26

        TDAH é diferente de Transtorno de Oposição Desafiante.

    • Andreia Postado em 07/Jan/2014 às 23:22

      Concordo com o William. Tenho um filho TDAH devidamente diagnosticado e o medicamento tem sido de grande ajuda na sua vida. Ao contrário do que disseram, a Ritalina não é usada para melhorar o "comportamento" e muito menos para sedar. Respeitar autoridades, ter limites e um comportamento adequado ele aprendeu com exemplo, conversa e correções, quando necessárias. O medicamento o auxilia na concentração durante as aulas e o resultado é uma maior qualidade de vida para ele, o que não seria possível se obter apenas com disciplina e prática de esportes.

  8. Leandro Postado em 21/May/2013 às 11:37

    Agradecia (e confiaria mais na matéria) se os autores deste portal colocassem fontes dos dados apresentados. O jeito que está sendo feito abre espaço para pura especulação.

    • Luis Soares Postado em 22/May/2013 às 01:04

      Leandro, o nome da autora está no fim do texto, com um link para o artigo original escrito em inglês. Informações adicionais sobre a autora constam no link.

  9. Luisa Postado em 21/May/2013 às 11:41

    Um ótimo texto! Realmente, as crianças americanas (pelo que conheci já), tem menos limites. Além disto, realmente os americanos são farmácias ambulantes. O que me preocupa é que os brasileiros estão indo no mesmo caminho, quando na minha época era bem mais parecido com a educação européia (se talvez com um pouco mais de manhas e chamegos).

  10. tania Postado em 21/May/2013 às 13:39

    O texto faz comparação com a forma de encarar as doenças na França e Estados Unidos. E sabemos que as doenças todas começam por atitudes e compostamentos que irão estourar no corpo físico, mais cedo ou mais tarde. Daí o questionamento sobre tratr tudo de fora para dentro, atacando os sintomas e não a causa. E ter comportamento aceitável não quer dizer que a causa do problema não seja de ordem emocional.

  11. sandra Postado em 21/May/2013 às 13:45

    Eu tbm acho que tem alguma confusao, minha filha tem TDA....ela e muito obidiente e comportada....precisa dos remedios para tem concentracao...sou muito rigida com minhas filhas.....Acho que os comentarios nao sabem bem oque estao falando somente quem tem alguem na familia que sabe como e essa doenca.....

    • Marta pinto Postado em 14/Oct/2013 às 11:55

      É preciso viver o problema para poder falar dele com profundidade. Isto é tudo especulação. Ha doenças q atingem mais um povos q outros e por vezes quando é o caso, com taxas de mortalidades diferentes pela mesma causa.... Tudo é mt relativo...so vivendo o problema se pode falar dele.

    • Juliano Postado em 24/Jun/2014 às 00:06

      Déficit de atenção pode ser um zilhão de coisas diferentes, e ter um zilhão de manifestações diferentes. Os remédios geralmente são os aumentadores de dopamina - e isso aumenta a concentração e reduz impulsividade de qualquer pessoa no mundo, a não ser que ela tenha algum outro transtorno mental comórbido. Crianças podem ter somente a falta de atenção (que pode passar despercebida, exceto pelas notas ruins à medida que as séries escolares vão passando), sem a hiperatividade. As com hiperatividade são difíceis demais de lidar, uma criança com hiperatividade de verdade é algo real e que causa situações terríveis. Não é uma criança somente brincalhona. Crianças hiperativas fazem coisas absurdas. E grande parte do tempo, pessoas com TDHA na verdade são bipolares em fases maníacas, o que é difícil de diagnosticar em crianças. O TDHA geralmente é tratado com anticonvulsantes em adultos, inclusive, o que indica uma possível ligação.

      • Luciano Postado em 22/Nov/2014 às 20:30

        Adultos com TDAH também são tratados com metilfenidato. Ha comorbidade entre o TDAH e Transtorno de Humor Bipolar, mas são "coisas" diferentes.

  12. Michele Dias Postado em 21/May/2013 às 14:34

    Gostei imensamente desta matéria. Muito concisa e suscita uma discussão de peso. Mantenho um Blog (Quer saber? Educação Inclusiva é possível sim!) e vou usar as questões levantadas neste texto como contribuição para a formação continuada das educadoras da creche municipal onde trabalho. Parabéns pelo trabalho!

  13. Isabela Postado em 21/May/2013 às 14:41

    Tudo o que todos ja sabiam, mas que ficou claro como agua agora

  14. Marcos Postado em 21/May/2013 às 15:55

    E aqui no Brasil " o poste tá mijando no cachorro" cada vez mais na educação familiar!

  15. Neusa Postado em 22/May/2013 às 07:54

    A minha filha a pouco tempo foi diagnosticada com defict de atenção, por causa desse dísturbio ela ficou dpressiva,portanto precisamos saber bem quais são as consequências desse trantorn.. É um assunto sério e que trz sofrimento para quem tem. Virou uma doença de moda, mas quem realmente tem precisa ser bem avaliado e tratado seguramente.

  16. Denise Postado em 22/May/2013 às 08:55

    Sandra, vc leu e entendeu o texto? Ninguém está negando que existem casos que devem ser tratados com medicamentos (como deve ser o caso de sua filha). O que se questiona é justamente o fato de se considerar sistematicamente todas as crianças com determinado comportamento como se tivessem TDA, sem pensar antes em analisar as causas que podem estar conduzindo ao déficit de atenção e que, talvez, possam ser tratadas de uma maneira menos agressiva, prescindindo das drogas.

    • marcio Postado em 23/Aug/2014 às 11:36

      Exatamente, isso mesmo. O texto não fala que NÃO EXISTE o problema. Tanto é que mesmo na França existem crianças diagnosticadas e tratadas. Mas é apenas 0,5% ou menos, enquanto que nos EUA quase 10% das crianças estão tomando remédios fortíssimos.

  17. Rafael Postado em 22/May/2013 às 10:08

    Excelente texto. É bom dizer que mesmo adultos e adolescentes, vêm fazendo uso indiscriminado dessas drogas para aumentar a concentração nos estudos. Funciona como uma bengala.

  18. Flavia Postado em 22/May/2013 às 10:49

    Muito interessante o texto, só achei não condizente o fato de tratarem das palmadas como uma forma de limites e educação, como se refere a autora. Mesmo com critérios, palmada é uma forma delicada de traduzir "violência"!!!! De resto o texto é sensacional,esse olhar sobre a construção psicossocial dos franceses, é realmente muito importante!!

    • Marcela Postado em 17/Nov/2014 às 12:53

      Concordo plenamente contigo! E também, quando falam sobre deixar a criança de 4 meses chorando durante a noite...

    • marta vaz Postado em 18/Nov/2014 às 08:11

      uma palmada nunca fez mal aninguem...é melhor agora k nao se pode tocar num filho k é logo violencia... entao eu fui violentada em pekena e hoje sofro de uma doença chamada educação

  19. Will Stopinski Postado em 22/May/2013 às 15:39

    Pois é... Não caiam nessa de Déficit de Atenção e hiperatividade! Meus filhos não serão drogados por gostarem de pular e brincar.

    • Ricardo Vargas Postado em 08/Jan/2015 às 17:48

      Pois é. Acho que é mais ou menos isso que os educadores alguns profissionais da psiquiatria de reputação duvidosa e a respectiva indústria farmacêutica que os ampara pretende. É um jeito fácil de solucionar ditas inadequações mas que não implicam dizer sejam um problema, na mair parte das vezes é a manifestação da personalidade da criança que ali está, ou seja, é um de seus bens mais preciosos e que o ajudaram a moldar seu futuro. Isso deixa de ser aprimorado e desenvolvido por "preguiça" e despreparo dos docentes em lidar com o educando. Lamentável. Gostei da forma como se posicionou em relação a seus filhos.

  20. Désirée Postado em 22/May/2013 às 19:48

    O que a autora do texto quer é questionar a necessidade do uso de remédios para controlar a TDAH... Será que a presença de pais mais atuantes, uma estrutura familiar mais sólida não diminuiria os índices deste distúrbio. Meu filho era considerado dispersivo, no início de sus vida escolar, e com a ajuda das professoras, consegui mostrar para ele que, se focasse naquilo que queria e tinha que fazer (temas de estudo) terminaria mais cedo e teria mais tempo para fazer outras atividades de seu interesse. As 5 séries iniciais foram difíceis, pois tive que batalhar junto com ele, mas, depois ele foi tomando consciencia de que tinha mais dificuldade para se concentrar e aprendeu como fazer isso. Só que a educação dele foi a francesa, com limites, ouvindo não quando necessário, muito carinho e atenção, mas quem mandava eram os pais, e ele e as irmãs sabiam. Percebo uma onda de médicos que acham que há remédío para tudo, e os prescevem sem dó, quando muitas vezes a necessidade do paciente é de apenas uma boa conversa e um puxão de orelha!

  21. Telma Pierri Postado em 22/May/2013 às 21:56

    Excelente matéria, parabéns. Precisamos prestar atenção com nossa crianças aqui no Brasil, pois virou moda dizer que o aluno ou seu filho tem TDAH. Gostei muito quando fala da alimentação, pois sou de acordo com aquela máxima: você é o que você come.

  22. Ana Postado em 22/May/2013 às 22:17

    Matéria bem escrita, mas sem agregar aos efeitos negativos que causam aos bebês, as crianças e aos futuros adultos. Os bebês aprendem a "se virarem sozinhos" desde cedo. As francesas trocam fraldas de bebês de poucos meses em cima de pias ou chão de banheiros de aeroportos, restaurantes, enfim, de onde tiverem necessidade da troca. Quando as crianças vão crescendo, brincam entre outras sem a supervisão dos pais. Se cair feio, caiu. Se o outro bater feio, bateu. Hoje vi um exemplo disso no parque: um grupo de seis mães francesas e filhos e amiguinhos de idades entre dois e nove anos. Em torno de 15 crianças. Enquanto elas conversavam sem olharem para as crianças, acontecia de tudo entre eles, inclusive um grande tombo de cima de um playground. A mãe nem se deu conta. A criança (menina) de aproximadamente 04 anos chorou muito. Não chamou por ninguém. Apenas ficou lá, chorando. Os amiguinhos? Nem se manifestaram em solidariedade. Essa menina ficou ali por aproximadamente cinco minutos. Uma eternidade para mim... Foi em função desse choro que fui prestar atenção ao contexto: quem estava lá, onde estavam e pelo som da língua francesa que prevalecia no espaço onde as crianças brincavam. Depois europeu não sabe porque quando ficam idosos os filhos os colocam em asilos sem nenhum tipo de restrição. Os filhos saem de casa cedo, por volta de 16 ou 17 para estudarem fora e se adaptam super bem fora de suas casas. Não dá para chamar de lar uma casa com esse tipo de tratamento, não é mesmo? Um colo faz bem para qualquer ser vivo no mundo, do pequeno ao grande, mesmo adulto. Demonstrar carinho, atenção e afeto também faz parte do desenvolvimento emocional positivo de um ser humano. Elogiar, mostrar participação e atenção, fortalece sim a auto-estima e confiança da criança. Levá-lo a escola e "largá-lo" por lá para poder ir trabalhar ou voltar para casa aos afazeres domésticos, é uma maneira de se livrar da criança para se ter um tempo próprio. Afinal, quem tem empregadas na Europa é milionário. Não estou nem falando na questão do RESPEITO ainda. Veja, essas crianças não sabem nem dizer "bonjour!" de maneira natural. São monossílabos. Acredito que o equilíbrio esteja no EQUILÍBRIO. Nem 8 nem 80.

    • grazielli Postado em 18/Nov/2014 às 00:07

      Parabéns! Super concordo

  23. erica Postado em 23/May/2013 às 00:49

    Impressionante a capacidade de uma pessoa em argumentar e fazer com que as outras acreditem que uma doença é apenas falta de pulso dos pais. Não gosto desse tipo de informação generalista.

    • Marilene Postado em 18/Jan/2015 às 11:14

      Concordo totalmente Erica, as pessoas realmente se deixam influenciar muito fácil por palavras bonitas.

  24. Patricia Postado em 23/May/2013 às 18:58

    Também sou portadora de TDAH. Acredito que haja sim diagnósticos feitos de forma equivocada e em número superior à realidade. Ao mesmo tempo, acho que as pessoas tem que se informar mais. Nunca fui uma pessoa sem limites, cresci dentro de padrões bem rígidos de respeito, cumprimento de obrigações, horários etc. Senti que algumas pessoas dos comentários se equivocaram com relação à alguns pontos do texto. Ouvi uma vez do meu médico que no mundo é um pouco como "A culpa não é sua, mas o problema é seu." Ou seja, temos que aprender a viver dentro das cobranças e padrões, apesar das dificuldades. O que não invalida a utilização de medicamentos. Faço uso e digo que a minha vida mudou. Por favor, não sejam tão radicais para nenhum dos lados. Nem do abuso de medicamentos e nem da inflexibilidade com relação à administração dos mesmos, por achar que cobranças e enquadramentos serão suficientes para que a criança leve uma vida normal, pois isso pode trazer muito sofrimento também.

    • Felipe Postado em 12/Oct/2013 às 14:24

      Muito bem colocado, Patricia. O unico ponto que gostaria de corrigir e' quando voce diz que os diagnosticos sao feitos em numero superior a realidade. No Brasil o TDAH e' SUBDIAGNOSTICADO, ou seja, infelizmente existem muitas criancas e familiares sofrendo com o transtorno que nao tem acesso a um medico e a medicacao adequada.

      • Rubi Postado em 16/Nov/2014 às 09:36

        Concordo! Em especial nas cidades pequenas,de interior,onde não há profissionais corretos e as escolas ou professores não ligam muito em cooperar ajudando ao aluno,dizendo não terem estrutura e nem profissionais suficientes.Sofro com este problema e não tenho como ajudar.Vejo minha filha sofrer e tento amenizar dando suporte afetivo,emocional e ajudando nos deveres,mas isso não tem sido suficientes.Queria muito que os governantes vissem uma necessidade maior e dessem maior atenção em algo que vem crescendo sem a devida resolução .

      • Luciano Postado em 22/Nov/2014 às 20:44

        De acordo. Corrigindo citações anteriores, o TDAH é em cerca de 6 % se forem adotados os critérios americanos também na França, assim como nos EUA e Brasil.

    • Luciano Postado em 22/Nov/2014 às 20:42

      Bem colocado, Patrícia! O melhor é a associação da nutrição com ausência de alergênicos, a chamada dieta de restrição da TDAH, com alimentos com mínimo de agrotóxicos,, omega 3 na dieta e complementação vitaminica (o processo de industrialização inativa vários nutrientes) , a atividade física adequada a idade e o Afeto com proteção e o limite pela orientação firme e branda dos pais.

  25. Jorge Oliveira de Almeida Postado em 24/May/2013 às 11:03

    Não resta a menor dúvida de que os franceses estão certos!

  26. Maria Elisa Molina Zampieri Postado em 24/May/2013 às 16:57

    ´Sou uma pessoa que vem de outras eras. No tempo em que não existiam estes sintomas muito menos estas drogas para "abaixar um pouco o ânimo exarcebado do pequeno". Hoje percebo que o brasileiro gosta muito de seguir o modelo norte americano para muitas coisas, inclusive na forma de conduzir a educação dos filhos ( muitas vezes delegada a cuidadores). Gostaria de salientar o número de crimes praticados pelas crianças e adolescentes dos Est Unidos. É assustador...sem comparação com outros países, inclusive a França.

  27. Adalberto F. de Sousa Postado em 24/May/2013 às 18:28

    Vive la France! Nuca ouvi caso de adolescente francês sair atirando na povo, coisa "normal" nos EUA. O modo americano de educar segue a expressão "make my day" (faça meu dia), me faça feliz, faça minhas vontades. O Brasil tá indo pelo mesmo caminho, criando reizinhos que podem ser contrariado. Acho um absurdo quando escuto um pirralho gritar com os pais que estão "invandido seu espaço". No tempo dos nossos avós isso era motivo pra no mínimo um "cocorote".

  28. nayra Postado em 24/May/2013 às 21:01

    Sim, sim. Mas e quanto ao verdadeiro problema do TDAH, a FALTA DE CONCENTRAÇÃO, como é que se resolve?

  29. Carolina Postado em 25/May/2013 às 19:50

    Li esse texto e fiquei em dúvida em relação a algumas questões. Primeiro, senti que o texto trata especificamente das crianças que têm TDAH e não das que têm TDA. Crianças com transtorno de déficit de atenção não são, exclusivamente, desobedientes. A segunda questão se refere às comprovações neurobiológicas do TDAH. Existem muitos estudos que comprovam que o cérebro das pessoas que têm TDAH possui diferenças quando comprados ao cérebros das pessoas que não possuem o transtorno. E a terceira questão, é coo a autora explicaria o fato de em uma família, em que os pais dão o mesmo tipo de educação para os irmãos, um apresentar TDAH e outro não.

  30. André Moraes - psicólogo Postado em 26/May/2013 às 16:04

    achei uma palhaçada o q ta escrito nesse artigo sobre o tdah na França... se fosse algo social a expressão de um comportamento q gera dificuldades funcionais seria mto maior do q 5-9% como o estimado nos EUA... pois 100% das criancas estão inseridas no social do país q elas vivem, ne? na França eles querem curar tudo com analise ou interpretar mta das coisas a partir de teorias filosóficas (como a filosofia da diferença, q culpa ate o social se fabricar a esquizofrenia)... depois de 10 anos de análise as criancas melhoram... n sabem eles q 85% das criancas n tratadas melhoram com o desenvolvimento que acompanha a maturação cerebral... além disso, mto mais de 10% das famílias tem dificuldade de gestão do comportamento dos filhos... se fosse essa causa, a incidência de tdah seria muito maior de 9%... e o q dizer das criancas com tdah q vem de famílias sem dificuldades maiores? o senso comum tem sempre a tendência de culpar a família por qlqr coisa q acontece com criancas... infelizmente tdah n tem cura, eh atenuada com o desenvolvimento... a medicação auxilia a redução de sintomas e é indicada qdo ha prejuízo real na vida dos portadores... agora, negligenciar os prejuízos para defender teorias e hipóteses, não reconhecendo as dificuldades reais das pessoas É UMA POSTURA DESUMANA E SÁDICA.... Julgar que uma crianca que tenha TDAH não tem limite gera estigma e exclusão social... mtas crincas com TDAH tem limites internalizados de forma mto mais adequada do q mtas pessoas q n tem o diagnostico... lamentável essa elucidação... corante d alimento causa sintomas de TDAH? eu não sei, talvez cause, mas KD A PROVA? onde estão as evidencias? falar eh fácil! agora encontrar fatos que sustentem as evidencias eh bem mais difícil...

    • Vinicius Postado em 13/Sep/2013 às 23:17

      Cara, tem certeza que você é psicologo como se auto intitula? Na terceira linha você diz algo muito ignorante, quer dizer então que toda a população de um país possui os mesmo padrões de comportamento? Que toda a população de um país vive em um mesmo contexto social?

    • Paula Postado em 01/Dec/2013 às 16:40

      Perfeito!

    • Mateus- Caso de TDAH Postado em 04/Feb/2014 às 20:11

      Concordo com sua opiniao Andre sou TDAH ou DDA (isso nao importa). Tive uma Educacao excelente meus pais fizerao de tudo por mim. E nem por isso deixo de ser... O problemas e que chamam todos de TDAH em alguns paises. TDAH eh para que nasce nao para que acha que tem, e vai em quaquer psicólogo.

  31. shirlley gomes Postado em 26/May/2013 às 18:22

    Sou mãe de um filho com TDAH e hiperatividade, e desde bebê ele já apresentava alguns sintomas e tive que lutar muito até vim o diagnostico correto, só quem passa por isso sabe o quanto é difícil e que o tratamento se dar com um conjunto de fatores que envolve acompanhamento médico, psicológico, estrutura familiar, alimentação correta e apoio e a colaboração da escola, que também deve fazer sua parte, afinal ela deve compreender que cada aluno tem seu tempo e modos diferentes de aprendizado. Aprendi, inclusive, com o próprio médico dele que a medicação não é milagrosa, é temporária, e que a criança precisa aos poucos aprender a lidar com a própria dificuldade de concentração. Sei que a forma como criamos nossos filhos interfere, mas não é só isso, aliais, esse tipo de pensamento alimenta o preconceito das pessoas, porque essas acabam enxergando a criança como uma criança sem limites e mal educada e não é assim. Sei porque até hoje sofro ao ver meu filho, muitas vezes, ser discriminado e também de ser jugada erradamente. Impor limites é fundamental a educação de qualquer criança, mas para uma criança com TDAH só isso não basta.

    • Aguinaldo Junior Postado em 16/Oct/2013 às 17:21

      Shirlley, faco minha as suas palavras, com certeza o seu comentário e o melhor e mais realista de todos! Tenho certeza que a maioria das pessoas que comentaram, não tem filhos com TDAH ou HIPERATIVIDADE, e nem passaram um só dia com uma criança com essas características. Não e moleza não!!! Na minha opinião, essa estatística francesa e furada! E essa metodologia que utiliza somente a educação para amenizar o problema de TDAH, e mais furada ainda! Crianças com com esse problema simplesmente não reconhecem e não assimilam comandos, como vão obedecer?? Elas prestam atenção no que você fala e em pouco tempo esquecem e só absorvem coisas que são interessantes para ela! Acordem, não existe um "jeitinho francês" para resolver isso! Da ate vontade de rir. Amigos, meu filho no primeiro ano de vida, já estava nos 220 volts. Aonde foi que eu errei? Não deu tempo pra errar na educação. Elas já nascem assim, e ponto! So nos resta dar muito amor para nossos filhos com TDAH, aguentar os olhares recriminatórios de pessoas que pensam que se tratam de crianças tolas e pais sem pulso firme e principalmente fazer acompanhamento com um bom neuro-pediatra.

      • Luciano Postado em 22/Nov/2014 às 21:08

        Na saúde dificilmente uma consequência vem de causa única e dificilmente uma causa gera consequências únicas. Melhor abordagem sempre ampla nos diversos aspectos da TDAH. No biológico, psicológico,social e espiritual. Ter metas espirituais, pois como há déficit dopaminérgico há dificuldade de gravação da sensação de recompensa e a vida parece sem sentido. Por isso ocorre também maior incidência de dependência química nessas crianças.

      • lele Postado em 08/Jan/2015 às 01:06

        é isto aí! Concordo plenamente, só sabe com é ruim ser TDAH, quem tem o transtorno. ou quem tem um na família!

    • LUCIANO SOARES CARDOSO Postado em 02/Nov/2013 às 14:39

      Trabalho em uma Instituição no bairro Santa Teresa(Porto Alegre-Rs), atendemos varias crianças com este, digo, modelo de comportamento, e cada qual com uma realidade diferente. As mães sofrem bastante, porque ha muita discriminação em relação a esta situação, principalmente das escolas porque elas alegam não ter profissionais disponíveis para atender a criança diagnosticada com transtorno. Tivemos um caso de uma não ser aceita na escola por causa do diagnostico, e onde fica a função social da escola. Nossa Instituição procura trabalhar muito a Ludicidade com estas crianças, porque elas podem não estar prestando atenção para aquela atividade no momento mas estão em outra e nesse momento o olhar do educador Social é importante, eu digo social em sua plenitude que olhe aquela criança como sujeito de direito, e muitos perguntam, como é que fica as outras crianças e eu respondo, não sou escola, eu sou o todo e aquela criança faz parte do todo e merece respeito como tal, a socialização é uma parte fundamental e por isso envolver as crianças juntas, sempre respeitando a individualidade de cada uma é importante.

    • Ana Maria Postado em 31/Dec/2013 às 00:30

      Otima resposta Shirley, tb passo pelo mesmo problema , é dificil!! Tem mta gente q confunde falta de limites c TDHA, e nossos filhos sofrem calados no silêncio da solidão .

    • Zilda Rodrigues Postado em 20/Jan/2014 às 00:41

      Parabéns pelo cuidado que dedica ao seu filho Shirlley Gomes!!!

    • Vera Postado em 21/Jun/2014 às 03:35

      SabeShirley, eu ja estava ficando bastante descontente com os comentarios, mas vc foi perfeita com o seu comentario, pois tambem tenho um filho com TDAH, e e muito, muito sofrimento, tanto para ele quanto para a familia. Gde abraço!

    • Norma Dias Postado em 11/Jan/2015 às 16:25

      Oi Sherlley de todos os comentários a cima me identifiquei mais com o seu. Gostaria de falar mais com você. Tenho uma filha dr dez anos. Meu Facebook é norma dias sou de Valença na Bahia.

  32. Si Postado em 27/May/2013 às 12:09

    Há sem dúvida uma sobre-medicação sobretudo nos EUA. Há muita coisa errada nessa sociedade. Agora, não vamos colocar os franceses em nenhum pedestal. Quem, como eu viveu vários anos nesse país, pode dizer que pouco se pode elogiar da sua maneira de educar, logo de se relacionar, logo de amar. Há muita coisa errada nessa sociedade também ... o problema não é de nacionalidade, O problema é sistémico. Se vocês pensam que deixar chorar uma criança a noite inteira é educar bem, sinto muito pela vossa criança - aprendendo desde o berço o desamparo, o medo, a solidão ... nada de bom se pode aprender com sentimentos tão tristes e feios.

  33. Carolina Postado em 29/May/2013 às 01:57

    Com certeza, cada caso precisa ser cuidadosamente avaliado... que mal há em tratar com terapia não medicamentosa? viram que não são "100%", mas há sim, medicação em uso na França? mas é diferente usar medicamentos em 10% das crianças

  34. Myck Postado em 29/May/2013 às 19:00

    Não concordo nem um pouco com a matéria! Moro na França e o q mais se vê hj em dia aqui é criança/adolescente problemáticos, dependentes quimicos e pais q não cuidam de suas crianças. Consequentemente, o q mais se vê são adolescentes se suicidando, fugindo de casa, maltratando os irmãos!! E tem mais: são individualistas e incapazes de perceber qdo algo está errado! Qdo se dão conta, a merda já está feita.

  35. Jodelio Junior Postado em 03/Jun/2013 às 07:24

    Com certeza a febre são as drogas! Tudo é motivo para se entupir de remédios. É também mais comodo. Há casos e casos. Acredito que há casos onde os remédios precisam ser ministrados para o bem da criança. Porém, vejo que há muito exagero. Aqui no Brasil também virou moda. Muitas crianças são desrespeitosas. Gritam com os pais, fazem o que querem... Comem o que querem e quando querem... Não se impoe limites, tirando das crianças isso que é direito delas para se tornarem adultos equilibrados. Ambientes familiares transtornados criam pessoas transtornadas. Uma criança criada em ambiente calmo tende a se tornar um adulto calmo. Outra coisa, aqui estão tirando dos pais a autoridade e passando para as crianças... Inversão de papeis. Cadê a hierarquia familiar? Uma palmada no bumbum não faz mal quando aplicada na hora certa e com motivo certo. Minha mãe dizia o motivo e me batia. Aprendi que existe na vida a lei da semeadura: voce colhe os frutos daquilo que plantou. Crianças agitadas e estéricas podem ter TDAH ou serem mal-educadas. O que está acontecendo é que estão querendo tratar tudo como se fosse uma coisa só. Dopar a criança não resolve. Dar analgésico não resove quando se está com um prego no pé. Precisa arrancar o prego e tomar a anti-tetânica. Parabéns aos franceses!

    • Zilda Rodrigues Postado em 20/Jan/2014 às 01:03

      Caro Jodelio Junior em partes concordo com vc mas Crianças seguem exemplos pois se vc grita com uma criança ela aprenderá que pode gritar também ,se vc quer ensinar a Criança á ter respeito os primeiros á demonstrar na prática seriam os Pais mas muitas das vezes agente vê um Pai/Mãe estérico(a) gritando com seus filhos para mostrar sua autoridade e não entendem que este comportamento afetará o entendimento deles sobre o que é respeito ,no caso de haver leis onde bater em uma Criança é considerado crime é justamente porque existem pessoas que abusam da autoridade de Pai/Mãe e chegam á machucar seus filhos, então as Crianças devem ser protegidas de Pais e Mães descontroladas que ao seu ver estão só tentando educar, ignorando os princípios básicos de uma educação sadia !!!!!!!!!!!!!!!!!

  36. Rose Postado em 05/Jun/2013 às 17:39

    Também sou mãe de uma criança com TDAH. O diagnóstico surgiu há 2 anos e desde então começou o meu calvário: medicar ou não medicar? SIMPLESMENTE, NÃO É FÁCIL!

  37. Benjamim S. Amorim Postado em 06/Jun/2013 às 13:10

    Muito interessante a discussão sobre a TDAH. Porém nunca é de mais lembrar que o que é bom para os a EUA e França nem sempre é bom para o Brasil. Em meu ponto de vista temos que ficar atentos a cada caso. São culturas completamente diferentes. Muito provavelmente se o problema for tratado nos EUA como é feito na França, num primeiro momento os resultados não seria o mesmo. Isto serve também para o brasil. Como terapeuta, concordo que há um excesso de medicação dos chamados "HIPERATIVOS". Concordo que o fator cultural tem uma influência muito grande. O que muitas vezes acontece é que crianças um pouco mais ativas dão trabalho, se for dado o diagnóstico de TDAH, pode-se medicar para ficar mais comportada, vai dar menos "trabalho", principalmente na escola.

  38. Benjamim S. Amorim Postado em 06/Jun/2013 às 13:15

    Muito interessante a discussão sobre a TDAH. Porém nunca é de mais lembrar que o que é bom para os EUA e França nem sempre é bom para o Brasil. Em meu ponto de vista temos que ficar atentos a cada caso. São culturas completamente diferentes. Muito provavelmente se o problema for tratado nos EUA como é feito na França, num primeiro momento o resultado não seria o mesmo. Isto serve também para o Brasil. Como terapeuta, concordo que há um excesso de medicação dos chamados "HIPERATIVOS". Concordo que o fator cultural tem uma influência muito grande. O que muitas vezes acontece é que crianças um pouco mais ativas dão trabalho, se for dado o diagnóstico de TDAH, pode-se medicar para ficar mais comportada, vai dar menos "trabalho", principalmente na escola.

  39. Valéria Postado em 06/Jun/2013 às 20:11

    Tenho um filho que foi diagnosticado com TDA ele faz uso de medicamentos e desde então apresentou pouca melhora. Eu venho procurando terapias que o ajudem a se controlar e a se concentrar melhor nas aulas. Esta é a parte difícil, não existem, ou existem poucos profissionais comprometidos em descobrir"o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança"; quando este profissional é bem recomendado custa "os olhos da cara". Eu me sinto às vezes perdida. Para os médicos melhor é o remédio, para os terapeutas nem sei. Há um desamparo total em relação à criança com déficit de atenção, principalmente nas escolas particulares.

  40. carmen Célia Andrade Machador Postado em 07/Jun/2013 às 10:02

    trabalho em saúde mental e, gostei muito deste texto.Da certas informações , as quais, transmitirei aos grupos de pais de filhos portadores de TDH.Obrigada.

  41. Celina Valerio Postado em 07/Jun/2013 às 11:45

    Entendo esse texto como um pré-conceito a doença! Todas as doenças neuro-psíquicas tem suas congruentes! Não concordo com nada do que está escrito. Meu filho é portador de TDAH e sempre busquei ser mais rígida com ele, justamente para estabelecer os limites e respeito. Tentei todos esses tratamentos que se referiu - Holopatia, homeopatia, florais (quase todos os tipos), psicoterapia e neurológico. O resultado continuou sempre sendo o mesmo - frustrante! Expulso de 3 escolas com apenas 5 anos de idade. Com a medicação ele continua elétrico, porém menos, hiperativo porém menos, concentrado muito mais, atencioso muito mais! Sugiro que se avalie muito antes de pré-diagnosticar, busque sim alternativas antes para ser "certeiro". Agora, dizer que farmacologicamente é melhor não medicar e tratar "socialmente" é pura burrice! Uma que a própria sociedade não tem paciencia, exclui todos eles do contexto, "expulsam" por serem diferentes... Sugiro que se EDUQUE primeiramente a sociedade! Nos EUA todas as escolas são obrigadas a ter um auxiliar nas salas de aula para dar suporte aos alunos com TDAH (isso é LEI), enquanto aqui no Brasil as coisas são totalmente esculhambadas, mal as escolas conseguem ter um apoio psicológico decente quanto mais docente! As crianças 'sofrem" de aprovação automática nos colégios públicos, os colégios de elite não querem "crianças problemas"... e você ainda acha que existe algum sentido em se tratar "socialmente" uma criança com TDAH!? Poupe-me!

    • Zilda Rodrigues Postado em 20/Jan/2014 às 01:19

      Concordo plenamente com vc Celina Valério mas pra quem tá de fora é muito mais fácil apontar o dedo e te dizer que sua educação está errada ,sua maneira de tratar o défict está errada ,porque só entende o que uma criança sofre por apresentar esta doença quem passa pela mesma dificuldade ,e estas crianças vão continuar neste sofrimento porque os Pais não encontram apoio ,nas escolas não há profissional preparado para lidar com nossos filhos , sobre a aceitação da sociedade então nem se fala ,pois nós Pais e Mães temos a obrigação de ensinar o que significa a palavra Pré-conceito antes mesmo de elas entrarem na escola mas muitas das vezes fechamos os olhos para tudo isso e assim caminha a humanidade !!!!!!

  42. Axe Postado em 07/Jun/2013 às 19:09

    E iremos todos a casa verde de Simão Bacamarte!

  43. Alexandre Postado em 08/Jun/2013 às 13:29

    @Autor(a) do texto : Gostei do texto e achei a abordagem um tanto rasa mas entendo também que este é um site/blog e visa apenas tocar no assunto, trazendo atenção ao mesmo para as pessoas buscarem mais informações e não uma "tese de mestrado/doutorado" com incursões mais detalhadas e reflexões mais profundas. De qualquer forma, parabéns! @"caçadores-de-bruxas" : Não defendo o(a) autor (a) do texto (que acabou falando bastante sobre o modelo francês em detrimento do norte-americano) porém o que esses "filósofos de blogs" estão tentando fazer - desmerecer o autor do texto acusando-o de "preconceituoso" ,doendo-se por seus filhos que tem, SIM, TDAH, etc- não é válido. Em nenhum momento afirmou-se que "não existem crianças com o transtorno", apenas questionou-se sobre a discrepância entre incidência/prevalência da mesma quando comparados dois modelos de abordagem diagnóstica e tratamento : 0,5%(Fr) quando confrontados com os 5%~9%(E.U.A) é muita diferença MESMO. Esses dados deveriam nos levar a pensar mais sobre os métodos de avaliação e tratamento e não sair "armados até os dentes" para defender os 'nossos' só porque o que foi escrito vai contra ao nosso pensamento/convívio. Além disso, algumas respostas abordaram um aspecto interessante : as realidades entre Fr, E.U.A e BRASIL , são realmente diferentes(principalmente a triste realidade tupiniquim). Infelizmente, aqui no Br, não conseguimos visualizar um modelo de atenção "psicossocial" - devido a nossa realidade- mas isso não significa que ela não exista. Não podemos ser míopes em relação aos assuntos só porque foge daquilo que conhecemos. Ainda assim, isso já se encaixa em OUTRO tópico que não o do texto... Independente de tudo, salvo raras exceções, o que vi foi o que tenho visto ultimamente : pouca discussão sobre o ponto principal e muita sobre "experiências pessoais", onde cada um quer apenas que sua própria opinião prevaleça.

  44. maria costa Postado em 10/Jun/2013 às 15:29

    Parabéns pelo texto, bastante esclarecedor.

  45. Chico Postado em 10/Jun/2013 às 16:19

    Os pais com filhos com TDAH deveriam procurar terapia para eles mesmos. Talvez o problema não esteja na criança. Aliás, talvez isso nem seja problema. A escola ainda vive o século XIX em pleno século XXI. Para uma criança, esse descompasso é brutal. Torná-la um robô não melhora as coisas. Não existe uma solução em frascos. Os pais deveriam educar seus filhos no instinto, como se fazia antigamente, e deixar que a criança evolua no seu ritmo, rebelde ou não, desatenta ou não, sem essa pressa de torná-la um soldado do mercado. Talvez ela tenha perfil para gênio, artista, inventor. A escola não é mais capaz de prender a atenção do cérebro hiperativo, hiperestimulado da criança moderna.

    • Geraldo Postado em 28/Dec/2013 às 12:20

      Chico, concordo plenamente com a analise que você faz. as crianças nascem diferentes umas das outras e a sociedade moderna quer transformá-las em robôs. Se não fosse as crianças hiperativas no passado, ainda estaríamos acreditando que o mundo é quadrado, não teríamos descoberto ou inventado tantas coisas importantíssimas como a eletricidade, lei da gravidade, o avião, teoria da evolução etc. assim como no passado os grandes descobridores e inventores romperam os padrões de comportamento para realizarem tantas coisas importantes. Nos no presente devemos seguir o mesmo caminho para não sermos transformados em um exercito de zumbis com o mesmo padrão de comportamento. Viva as diferenças, que venham escolas e educadores preparados para lidar com elas. Chega de drogas atrofiadoras de cérebros.

    • taty Postado em 24/Jan/2015 às 23:50

      sou mãe e se VC passasse pelo q nós passamos não iria falar isso, ver seu filho de 10 anos não conseguir ler e escrever pelo TDAH nos mata aos poucos

  46. Fabiana Postado em 10/Jun/2013 às 16:38

    Como copiamos tudo o que é americano....copiamos isso...como professora vejo que os alunos de hoje ou tem TDHA ou são Dislexos...uma geração toda destruída por essa banalização....

  47. Fernando Lima Postado em 11/Jun/2013 às 17:18

    Geralmente esse problema vem da origem. Isso acontece principalmente em crianças que não tem estabilidade familiar. O piscossocial afeta na formação da opinião da criança. A falta dos membros mais afetivos da criança como o pai e ou mãe, deixam a criança sequelada e confusa. Por quê aquele ou aquela pessoa com quem eu tinha tanta admiração e afinidade não está ao alcance das minhas vistas? Isto é percebido desde o berço.

  48. Christian Pegoraro Postado em 11/Jun/2013 às 18:03

    OK, e quando a criança tem regras bem estabelecidas como as Francesas, os Pais tem voz uníssona, ou seja uma unidade no discurso dos mesmos e mesmo assim temos na criança os comportamentos compatíveis com TDAH? (Enquadra-se no 0,5% ?)

  49. Fátima Nucci Postado em 13/Jun/2013 às 15:20

    Acharam a fórmula mágica ???? Deixem seus bebes chorando a noite toda, a cólica não existe é só uma questão comportamental, simples assim... Os descendentes do Tio Sam são bons mesmo, educados para serem os melhores em tudo que fazem. Nós brasileiros temos uma imensa riqueza de valores, e não vamos jogar tudo no lixo só porque um estudioso da matéria considera o mecanismo francês mais adequado. A questão medicamentosa realmente é preocupante, existem muitos exageros. A medicação para TDAH ou DDA (Ritalina), tem a duração de 4 horas e é eliminada pela urina, cabe perguntar, quais os benefícios para o portador da Síndrome? Pergunte para os pais como percebem seus filhos antes e depois da medicação? Melhorou seu desempenho escolar? Deixou de ser o coitadinho que não entende a matéria explicada na sala de aula, tendo sempre um desempenho à baixo da média? O modelo educacional brasileiro é conteudista, e este pull de informações um dia lhes será cobrado. Melhor !!! Pergunte para a criança como ela se sente? A síndrome é assunto extremamente intrínseco, falando do TDAH puro, ou seja, sem comorbidades, com comorbidades aí fica pior. Quando diagnosticamos uma criança com a síndrome, um dos pais começa a perceber o fruto de suas dificuldades na infância, normalmente, um deles é portador. Onde está a questão comportamental ? Realmente ela existe, é verdade, como existe em todos os momentos de nossas vidas. Sou psicóloga e artista plástica, formada a 33 anos, trabalho com dependentes químicos, muitos portadores da síndrome. Tenho dois filhos, o mais velho(20 a.) portador de TDAH(sem comorbidades), tratado com medicamentos e psicologicamente, abandonou o uso de medicamentos no ensino médio, quando aprendeu a driblar suas dificuldades, passou em segundo lugar para duas universidades e está no meio do curso, já tendo trabalhos publicados. Meu segundo filho(11a.) é DDA(sem comorbidades), também fazendo uso dos mesmos mecanismos clínicos, passa por média e não tem sua auto-estima prejudicada. Se fosse diabético usaria insulina, é DDA usa Ritalina quando se faz necessário. Meus filhos não são perfeitos, mas sempre foram elogiados pela educação e cordialidade. Me descobri TDAH, quando da investigação do meu primeiro filho, e se fosse diagnostica na infância teria me polpado muito trabalho, canalizando minhas energias de forma mais eficaz. Sou uma mãe brasileira, em minhas veias corre sangue português e italiano, ambas nacionalidades com um inegável interesse pelo bem estar da família. Tivemos a sorte do diagnóstico ser feito pela equipe do Dr.Rodhe (H.C./POA-RS), autoridade no assunto, não engoli tudo que me diziam, buscava, pesquisava, perguntava, para estar o mais informada possível. Espero ter ajudado.

  50. Cintya Postado em 17/Jun/2013 às 17:49

    Pessoal... Oh...Pessoal...!>> Vamos combinar... TODOS AQUI... Que fizeram seus Relatos até esse minuto, São Indivíduos que: CONVIVEM (No Meu Lar), ou já CONVIVERAM com esse DILEMA COMPORTAMENTAL, seja ele; >TDA ou TDAHPais, Mães, Irmãos(ãs), Avôs(ós), Tios(as), Primos(as), Namorados(as), Parceiros(as), Professores(as) e Médicos(as). E se acaso, tenha deixado alguém para trás, minhas desculpas; mas a CADA UM que se manifestou(a), dentro deste "ASSUNTO IMPORTANTISSIMO", em tempos de um dos sintomas do “MAL do SÉCULO” em nosso País(BR), ou em qualquer outro. >>>É pertinente que possamos demonstrar HUMILDADE, em reconhecer Nossos Próprios Erros enquanto Adultos, e nos dar a condição de SENSIBILIDADE, em lidar com esse “Assunto Delicado”, dentro e fora de qualquer Meio. Devemos buscar AJUDA SIM...! >Seja ELA(ajuda), com Tratamento Familiar(Amor, Fé, Atenção, Carinho, Brincadeiras, Jogos, Piqueniques, Reuniões Familiares, e Vida Social com os Amigos(as), etc.), ou Acompanhamento Escolar(Esportes, e Vida Social), ou até, Acompanhamento Médico, seja Psicológico ou qualquer nível que seja necessário, isso inclui até o Medicamentoso. >>>MAS QUE SEJA CONTROLADO E COM MUITA CAUTELA.<<>> PASSOAL... OH PESSOAL...>>>VAMOS FALAR A MESMA LINGUA DENTRO DE NOSSOS LARES<> BUSQUEM A VOSSA PRÓPRIA IDENTIDADE FAMILIAR, E SE NESCESSÁRIO, REGATEM ESSA IDENTIDADE FAMILIAR...>>ASSIM, VOCÊS (NÓS) VÃO (PODEREMOS) SENTIR TAMBÉM, UMA GRANDE MELHORA NO COMPORTAMENTO E NO CONVÍVIO DIÁRIO JUNTO DE SUAS CRIANÇAS QUE ESTÃO CRESCENDO...!>>> >>>Sei E Sabemos que “Podemos” gerenciar uma “Sociedade” mais “FELIZ” e “Amigável”, olhem ao lado e VEJAM; QUE NÓS SEMPRE ESTAMOS BUSCANDO “SERMOS PESSOAS MELHORES”, ENTÃO CUIDEM-SE UNS DOS OUTROS...E CUIDADO COM AS PALAVRAS>>> ELAS TEM PODER E FORÇA, MUITAS VEZES CONTRA SI (nós) MESMOS.<<>>(E se Minha Experiência pode ser consolo pra alguém: >Acaso e com antecedência, um mês antes do período probatório em que o médico "Neuropediatra" solicitou acompanhamento psicológico, sem ao menos conhecer o Histórico Médico, Familiar, Escolar e Pessoal do Meu Menino; e se EU soubesse que deveria ter filmado rapidamente um surto de desequilíbrio emocional, do Meu Filho de 11 anos em casa, e dessa forma FARIA o Médico ACREDITAR na necessidade do uso de medicamento, para CONTROLE e BEM ESTAR do Menino;>>> MEU FILHO, hoje não teria uma cicatriz no braço, ou pior que tivesse ocorrido, por conta da DESCRENÇA do Médico, o qual estava nos acompanhando. HOJE, Podemos Conviver Melhor e Meu Filho esta Crescendo, MAIS CONFIANTE EM SI MESMO. Mas, o contexto deve ser o mesmo em todo caminho percorrido pelo BEM ESTAR DO INIDVIDUO, seja criança ou adulto.) >>>Contudo, CRIEMOS FILHOS e CIDADÃOS MAIS RESILIENTES, POR UMA SOCIEDADE MAIS HUMANA E FELIZ...!<<<

  51. Gelda Gonçalves Postado em 10/Jul/2013 às 08:29

    PARABÉNS! Texto extremamente importante e esclarecedor sobre as possíveis causas do TDAH, um transtorno que causa outro quando pensamos no diagnóstico e tratamento invasivos e falhos que a medicina tem dispensado às crianças sem olhar pras suas necessidades emocionais. O remédio pode curar o corpo, mas não cura a dor da alma!

  52. Niedja Postado em 10/Jul/2013 às 08:54

    Niedja Fantastico artigo, muito esclarecedor, esse artigo corrobora um documentario feito pela BBC. Nele, Louis conviveu com criancas portadoras de TDAH. Ele questionou, psiquiatras e os proprios pais sobre o uso indiscriminado e as vezes ineficiente da medicacao. Interessante notar como ele pontuou a possibilidade de criancas tidas como "portadoras" precisarem simplesmente conhecer limites.

  53. Erika Postado em 10/Jul/2013 às 23:13

    eu e meu marido somos descendentes de europeus. Nossa filha tem problemas de aprendizagem e o déficit de atenção está também presente. A diferença é que ela se trata e melhora a cada dia tomando cápsulas de ômega 3 e também de pycnogenol (antioxidante cerebral fitoterápico extraído da casca do pinheiro francês). Duvido que algum dos pais que informam nos comentários aqui desta página que possuem filhos com problemas de atenção tenham recebido de seus médicos brasileiros orientação sobre tratamentos como o que minha filha usa... achar um médico aqui na cidade que trabalhe saúde mental infantil com linha europeia é muito difícil... e não precisa dizer que praticamente todas as pesquisas médicas envolvendo pycnogenol e ômega 3 e nutrição cerebral são desenvolvidas por institutos/pesquisadores/hospitais europeus... no caso da América Latina vira território para a comercialização dos medicamentos tarja preta desenvolvidos pelos grandes laboratórios... nada contra a utilização nos casos em que há necessidade... mas, vale a pena pensar por que as alternativas cabíveis em casos mais leves não são divulgadas e oferecidas às famílias das crianças brasileiras?

  54. Tom Postado em 16/Jul/2013 às 11:11

    O próprio Leon Eisenberg, chamado "pai" do TDA, se refere ao transtorno como uma doença fictícia. Vejam no link Hhttp://www.worldpublicunion.org/2013-03-27-NEWS-inventor-of-adhd-says-adhd-is-a-fictitious-disease.html A medicalização do espaço educacional é política de controle social. TDAH, ou qualquer outra doença fictícia, é nada mais do que uma justificativa para isso. Aos que defendem a administração de drogas para tratar doenças inexistentes, principalmente em crianças, pelo menos assumam que se trata de um ato político, e não humano. Não se trata de bem-estar da criança, se trata de induzir um enquadramento do indivíduo em um padrão social: o problema comportamental infantil, hoje, é do departamento médico, neurológico e psiquiátrico. O diagnóstico de transtornos dessa natureza, em crianças, já se tornou padrão nas escolas brasileiras sendo realizado de forma burocrática, e sem o cuidado necessário. Problema comportamental? Vai direto pra neurologia! Então, mais do que um problema da relação médico-paciente, o TDAH e seus tratamentos, são um problema de ordem política, intitucional.

  55. Michel Souza Postado em 17/Jul/2013 às 07:48

    Parabéns pelo texto, excelente e esclarecedor...

  56. Rosana Bastiaens Postado em 17/Jul/2013 às 11:23

    No Brasil virou desculpa nos conselhos de classe pros alunos com média baixa.

    • Emi Jéssica Postado em 15/Nov/2014 às 02:04

      Não é bem assim Rosana, não generalize.

  57. joice Postado em 17/Jul/2013 às 22:07

    sim amei o texto,mas na minha familia sou bem rigida quanto a orarios e lazer e sempre dise nao aos meus filhos e minha menina tem essa doença e vai ter q tomar ritalina ,mas a reportagem foi boa valeu!

  58. Mauro Moura Mohan Postado em 19/Jul/2013 às 16:17

    Simples e lindo!!!

  59. Aline Postado em 20/Jul/2013 às 21:21

    Muito boa realmente. Trabalhei com esse público e tenho certeza que se há um acompanhamento sistematizado e direcionado a criança ou adolescente realmente tem ganhos surpreendentes, mas quando isso não acontece é bem diferente.O que acontece é que nossos modelos de educação e família são bem diferenciados.Falando do Brasil. Regras e Limites é o ponto chave para se trabalhar com esses, porém não descarto a idéia que há um transtorno e que em alguns casos é necessário o uso de farmacolíticos. E nossa formação atual não acompanha essa necessidade dentre outras.

  60. PATRICIA GOLONI LOLO Postado em 21/Jul/2013 às 20:33

    Só quem não tem um filho com TDAH pode concordar com a matéria apresentada. De fora, da sua arquibancada, é bem fácil dar palpite na educação do filho dos outros. Celina Valerio, concordo plenamente com vc e também peço, poupem-me!! Chico, que teve a infelidcidade de escrever "Os pais com filhos com TDAH deveriam procurar terapia para eles mesmos.", vc não tem a menor noção do que está falando. Não critique ou dê palpite em algo que vc, certamente, desconhece.

  61. Luiz Henrique de Araújo Postado em 22/Jul/2013 às 20:12

    Muito inspirador o texto, me fez pensar em como se daria isso no Brasil, já que tendemos mais para a cultura Americana. Minha dúvida é, até que ponto a função paterna opera com essa eficácia nos dias de hoje? Parabéns!

  62. cintia Postado em 09/Aug/2013 às 14:35

    Só lembrando: ritalina nào é uma "camisa de força"para crianças muito ativas. Pelo contrario, ela é "droga dos concurseiros"pq permite ficar ligado na tomada - se vc não tem TDA/H. O diagnostico do TDA/H é recente e as tecnicas utilizadas também são recentes; muitas vezes, o diagnostico é somente clínico. Pois muito bem. Eu era criança quando as maquinas de Raio-X se popularizaram. Eram muito menos precisas que são hoje em dia. Ninguém em sã consciencia se recusaria a fazer um Raio-X depois de uma fratura. Eu era adolescente quando o ultrassom começou a ser utilizado. As máquinas eram toscas. Ninguém em sã consiencia se recusaria a fazer uma ultrassonografia de coração se a ascultação indicasse problemas. Mas diagnosticar problema do pescoço pra cima é tabú. É mais fácil culpar a familia (leia-se, a mãe) e estigmatizar a criança. Também é facil pregar a não medicação - pimenta no olho dos outros é refresco. Alguma dessas pessoas que deblatram contra a medicação em casos de TDA/H recomendaria a pais de uma criança com epilepsia a não utilizar medicação? Pois é... quando não há dano físico, não há problema. Criancas com TDA/H sem diagnostico e acompanhamento tem 3 vezes mais chance que a população nao acometida de se envolver com drogas, e essa estatistica cai para niveis bem menores quando a criança tem acompnahamento, e se for o caso, medicação, o quanto mais precocemente melhor. Por outro lado, nossas escolas não estão preparadas para receber os diferentes. E sim, ainda estão no sec. XIX. Uma escola mais desafiadora colocaria o problema numa outra perspectiva, mas não resolveria, assim como uma escola com calefação não curaria uma criança com pneumonia. Pais de crianças com TDA/H deveriam ter acompanhamento? Claro que sim - um filho com TDA/H é uma experiencia desafiadora (pode ser também criativa, energizante, mas é exaustiva...). E como o problema é genético, provavelmente um, ou os 2, pais terão TDA/H. Acho q a parte mais social do problema tem que ser encarada - mas só ela não resolve. TDA/H não é uma escolha, um modo de vida, falta de limites, um modismo. É um transtorno que causa muito sofrimento.

    • SEFAS Postado em 24/Oct/2013 às 12:23

      Assino por baixo! Só fala com ligeireza do diagnóstico quem não tem nem nunca viveu de perto com uma criança com TDAH!

  63. Pablo Postado em 14/Aug/2013 às 17:33

    Uma dica que pode ser legal, vejam um vídeo do Ken Robinson "Changing Paradigms" no youtube.

  64. Mara Postado em 26/Aug/2013 às 19:54

    Tenho 42 anos e percebi que tinho TDA quando meu filho, também TDA, começou e ter problemas na escola e fomos investigar. As vezes tomo ritalina e é uma maravilha, mas não dou para o meu filho pq não sei o os efeitos colaterais do uso prolongado. Me culpo mas não tenho coragem de dar. O livro em questão não trata do limite com relação à educação (bem educado/mal educado) e sim como educação p a vida, técnica para inibir a ansiedade e lidar tranquilamente com frustrações. Como venho de uma família com TDA gostaria muito q meus "educadores" tivessem tido acesso a esse tipo de opinião. Pais vale tentar.

  65. michaely Postado em 04/Sep/2013 às 12:07

    Parabéns pelo texto. Acredito que as "descobertas ou soluções" são encontradas quando olhamos para os problemas com outros olhos, não nos fechamos para o que é novo. Acho que temos que mudar nossas atitudes para apoiarmos as crianças, nem que para isso tenhamos que abrir nossas mentes para "o novo". O que é colocado pra gente no texto é uma alternativa de tratamento e não uma verdade imutável.

  66. Terezinha Zaranza Postado em 05/Sep/2013 às 20:07

    Excelente matéria,esclarecedora e faz pensar como seria bom se esse mesmo olhar FRANCÊS pudesse ser copiado por todos os paises.Quanta criança poderia ser beneficiada.

  67. Paulo Mercer Postado em 06/Sep/2013 às 11:16

    Muito interessante a matéria, com fundamentação válida e digna de avaliação. Como médico, e observador do comportamento humano, também considero inúmeras as variáveis extremamente importantes ao se "catalogar" uma criança com déficit de atenção, e vejo em bom número dos casos assim tratados, problemas muito maior na sua formação familiar. É preciso SIM avaliar SEMPRE o modo de vida de seus pais , o núcleo familiar e os parâmetros que regulam a formação dessas crianças no dia-a-dia , com o grau de liberdade e as extravagâncias que hoje se impõe num modo de vida atual que beneficia muito mais o TER do que o SER, e coloca essa "pessoazinha" em formação à um ritmo de vida competitivo e cruel , levando-a para um caminho de angústia, ansiedade e menos valia que resulta ao final, em bom número das vezes, em um indivíduo inseguro e infeliz! Muito correta a visão do grupo psiquiátrico francês! Gostei!

  68. Jussara dos Santos Postado em 29/Sep/2013 às 14:16

    Excelente texto sobre TDHA. Esclarecedor e reflexivo. Valeu!!!

  69. Maíra Castanheiro Postado em 03/Oct/2013 às 21:02

    ão gostei do texto não porque pra mim parte de um princípio básico: quem fala neste texto fala com voz/visão de colonizador. porque precisamos de referência dos eternos países imperialistas - nesta caso a sempre França. E na comparação entre França e Estados Unidos, dois países imperialistas, ganha França, bom tá aí, o modelo de sociedade é frança, os franceses sabem educar seus filhos. nada mais colonizador. Acho q o texto é coerente qndo trata do tema TDHA, nos primeiros parágrafos, qndo a autora ao comparar como ambos os países lidam com o TDHA, a autora sinaliza a importância de levarmos em consideração os fatores psicológicos, sociais, o ambiente familiar, a alimentação, a rotina, enfim, perceber a criança de forma holística. Mas enfim, em mtos países na europa, é comum deixar a criança chorar a noite toda pra ela aprender a dormir. Pra mim é um estresse desnecessário para o bebê, porque neste momento em que ele está chorando - é desespero, estresse, sofrimento, pra que isso, eu não sei, sei que vida não é um mar de rosas e que todos nós vamos sofrer, mas acredito que há outras formas de nós aprendermos sobre sofrimento, portanto, n concordo com esta educação de deixar filho chorando, muito menos em dar palmadas. Pra muita gente é muito difícil perceber q n precisa de palmada, q basta paciência e mto diálogo, pois a palmada é tão aceita,tão enraizada, tão "normal" que pra muita gente um tapinha não dói. Eu acho o fim da picada você ter que resolver qualquer situação com violência, com uma palmadinha que seja. Enfim, não concordo mesmo, e não radicalismo não, é uma palmadinha ali na criança q tá fzndo birra e/ou não obedece, o q se aprende com isso? olha se eu me estressar mto, se vc não obedecer, uma palmadinha vai por um fim nisso. se aprende a obedecer sob repressão, se aprende q vc pode usar violência contra algm mais fraco q vc qndo vc se sentir mto irritado. E estes são aprendizados de páises imperialistas, colonizadores, machistas. Isto é uma educação escolarizada, no seu pior sentido, o sofrimento, a violência, enfim, os castigos, prêmios, chatagens, são instrumentos de uma educação escolarizada e imperialista, a base de repressão. qnto a alimentação, nos intervalos das refeições dou água, peito e fruta pra minha filha, no mais ela segue as refeições da casa. enfim, não acredito q exista um modelo de educar os filhos. em lugar nenhum. existe a maternidade ideal, mas nós vivemos o real, um real q é imposto q brigamos contra, vamos pelas brechas, pagamos alguns impostos, e vamos nos driblando dentro de um sistema. enfim, no início até pensei q o texto poderia ser bom, mas no final pra mim foi mais um texto com uma visão de colonizador, moralista.

    • Irani Postado em 27/Dec/2013 às 20:28

      Boa ideia ler o livro de Pamela Drucker. Não há visão moralista Há simples relato de experiência.

    • glauder Postado em 22/Dec/2014 às 12:56

      hein?! porque vc vem falar de ideologia politica em um texto sobre tratamento mental??? que importa quem colonizou quem aqui??? vc sim é doente! não vá enfiar santos no rabo em marcha feminista também viu...

  70. Felipe Postado em 12/Oct/2013 às 14:21

    Se fosse uma fonte séria eu até entraria na discussão, mas esse site é só um amontoado de baboseiras "esquerdistas", ditas geralmente por quem não tem nenhum conhecimento do assunto que está falando. Patologização do indivíduo, medicalização da vida mimimimi. Provavelmente o autor não conhece nenhuma criança com TDAH. O TDAH no Brasil e' SUBdiagnosticado! quem dera todas as criancas com o transtorno pudessem ter acesso a um psiquiatra e ao metilfenidato. Se e' pra debater, vamos nos basear em textos com maior conteudo cientifico e menor conteudo ideologico. Abs

  71. Kaell Postado em 15/Oct/2013 às 11:11

    Podem me taxar de reacionário ou atrasado mas as familias brasileiras que antes eram muito parecidas com as francesas(segundo o que o texto diz) estão enveredando pelo caminho das familias americanas, muitas vezes não criando limites. Concordo com alguns comentários que eu li aqui, afinal temos de ter o discernimento de que a doença pode sim ter causas físicas e não somente sociais ou afins. Texto bom, abre um outro espaço para a discussão

  72. maria Postado em 15/Oct/2013 às 15:30

    Não costumo participar destes fóruns, mas custa-me não deixar a minha opinião. Sou mãe de um menino com défice de atenção. Considero-me uma pessoa instruída e informada. Durante dois anos recusei-me a perceber e a sequer acreditar que o meu filho tivesse TDAH. Sonhamos sempre com a perfeição, não é verdade. Durante esses mesmo dois anos, o meu filho foi acompanhado por uma psicóloga que seguia a tal corrente francesa de que fala o texto. E sabem que mais o meu filho foi tendo problemas cada vez mais graves na escola... Deixei de trabalhar para o acompanhar de perto crente que a minha presença iria mudar, mas nada. Até que encontrei uma pediatra de desenvolvimento lhe fez o diagnóstico. e ao contrário do que agora se apregoa, nenhuma pai toma a decisão de medicar o filho de ânimo leve. Só nós sabemos as reflexões que fizémos, as lágrimas, e as insónias. Aprender a não julgar foi uma coisa que aprendi neste meu percurso... e o meu filho voltou a sorrir...

    • glauder Postado em 22/Dec/2014 às 13:22

      qual o tipo de alimentação que vc deu pro seu filho desde o nascimento?! é fácil ter "resposta mágica" pra resolver seus problemas, agora se alguém te dissesse que o fluoreto dental causa demência a longo prazo vc provavelmente riria dessa pessoa. vá em frente e dê drogas pro seu filho pro resto da vida dele, já não falo mais nada...

  73. cris Postado em 15/Oct/2013 às 17:08

    eu sou mae de um adolescente com TDA e fui contra a medicação, regras muitas regras de facto foi e tem sido o meu modo de ajudar o meu filho, a solução que me deram aquando do diagnostico foi medicação eu rejeitei e pensei para comigo «filho robot não quero, e filho mal educado ao abrigo de um diagnostico também não» por isso fui e sou bastante rígida na sua educação

  74. Siby Postado em 16/Oct/2013 às 09:15

    A Inglaterra esta no mesmo caminho que o Estados Unidos quanto ao tratamento deste diagnostico, infelizmente! Pelos fatos apresentados em artigos e estudos, a Franca esta fazendo o que e certo para isto. Aqui na Inglaterra, parece que tratar com medicamentos e mais facil, mais barato e para alguns familiares de baixa renda e lucro, pois recebem bastante beneficios em dinheiro para cuidarem de seus filhos com este problema! Coitadas das criancas, neste caso, eles e que irao sofrer as consequencias dos 'side-effects' desta medicacao mais tarde em suas vidas!! Triste! E viva la France!!

  75. Lorien Postado em 18/Oct/2013 às 07:38

    Até o quarto parágrafo, concordo perfeitamente. Mas deixar bebê de quatro meses chorando a noite inteira não ajuda o bebê, nem os pais. Bebês pequenos precisam de colo, peito e apego. Não é conveniente nem para as crianças, nem para os pais. Deixar chorando (que, aliás, também é uma prática altamente recomendada nos Estados Unidos, mas que não é utilizada em diversos países da Ásia e da África) aumenta a ansiedade, o medo da separação, A insegurança perante esse mundo, que, para um bebê tão pequeno e com tão poucas possibilidades de explorar é realmente muito difícil de entender. Aos quatro meses ele ainda não entende completamente que o que está fora do campo sensorial deles existe ainda assim - eles começam a perceber isso por volta dos seis meses. É crueldade com um ser que passou 9 meses (ou 8, porque os cesaristas brasileiros estão tirando os nenéns muito cedo) na barriga, ouvindo a voz e sentindo os movimentos da mãe, que com quatro meses de vida extrauterina já esteja preparado para uma rotina que, na verdade, é a do mercado de trabalho - o neném precisa dormir à noite toda porque os pais precisam trabalhar. O que fica no profundo do psicológico de um ser humano tratado assim não é o aprendizado da "disciplina e limites". É que as pessoas não o escutam, que o mundo é solitário e assustador, que quando você mais precisar aquelas pessoas com as quais você mais contava vão te virar as costas e continuar dormindo. Os valores familiares precisam ser pensados muito acima da medicalização? Com certeza! Mas isso começa com o modo como tratamos nossos bebês e crianças. Dizer não é importante? Com certeza! Para o que/quando a criança tiver maturidade física e estruturas psicológicas na "zona de desenvolvimento proximal" (como diria Vygotsky) para compreender o que está acontecendo. O melhor jeito de criar um bebê pequeno é com atenção e amamentação exclusiva e em livre demanda. Ele terá muito tempo para disciplinar seu organismo, e muitos modos de não comer besteira fora de horário quando estiver maduro o suficiente para tal.

    • Irani Postado em 27/Dec/2013 às 20:32

      Você realmente acredita que uma criança se auto educa? A formação de hábitos e atitudes inicia desde bebê.

  76. Margarida Marques Postado em 23/Oct/2013 às 08:04

    É engraçado todos os elogios à educação das crianças na França, especialmente à forma como os pais protegem as crianças.. excepto que conheço uma rapariga nascida em França, que foi abandonada pela própria mãe por várias vezes durante a sua vida. E se eu mostrar este exemplo de bem querer por parte de uma mãe francesa? É uma ironia dizerem tão bem dos pais franceses e depois sabermos que há pais franceses que abandonam os filhos com uma facilidade.

  77. LAURA SOBREIRA Postado em 23/Oct/2013 às 15:45

    MUITO INTERESSANTE ANALISAR A FORMA DIFERENCIADA PARA ANALISE DESTE TEMA, VINDA DE SUJEITOS IMEDIATAMENTE ENVOLVIDOS OU DE ESPECIALISTAS E EDUCADORES... CONCLUSÃO: NENHUMA DISCUSSÃO ESCAPA Á SUBJECTIVIDADE APAIXONADA... MAS É PENA!

  78. SEFAS Postado em 24/Oct/2013 às 12:20

    Falta saber se a estratégia francesa tem melhores resultados a longo prazo ou não! Essa parte foi omitida ou será ainda desconhecida? Também não é explícito na reportagem a distinção entre TDAH e TDA, que constitui uma boa parte das crianças tratadas com fármacos mas que não possuem hiperactividade.

  79. Amanda Postado em 01/Nov/2013 às 23:04

    Bem legal o artigo, eu li o livro, só gostaria de comentar que os pais franceses não deixam os bbs chorando indiscriminadamente. Eles não são ansiosos como os pais americanos, então qdo os bbs choram à noite primeiro observam-nos antes de pegá-los pra ver o q está acontecendo, podem estar sonhando por exemplo, e pegá-los os acordaria interrompendo seus ciclos do sono. Abraço

  80. Rita de Cassia Celestino Postado em 03/Nov/2013 às 15:07

    Concordo plenamente. Aqui como os pais são comodista é mais fácil medicar a pobre criança do que educa-la.

  81. Marco Sparano Postado em 08/Nov/2013 às 21:52

    belo texto, parabéns. No Brasil, o livro da Pamela druckerman foi traduzido como " crianças francesas não fazem birra" a é imperdível.

  82. marlene stropper Postado em 14/Nov/2013 às 00:15

    gente fala sério!!! eu quase pirei criando meu filho terrivelmente com tdah e não sabia que era essa doença, me culpei por tratar ele severamente, dizendo sempre não, e nada mudava cada vez piorava, ele brigava por qualquer coisinha, gritava comigo, não fazia os deveres, foi terrível pois ele sempre estudou em colégio particular, os professores só sofriam, mas não tinham a capacidade também de ver que era doença, sei que foi uma luta que só!!!! hoje quero parar de me culpar, mas não consigo, pois eu deixava ele com empregada e ia trabalhar, talvez eu nao tive tempo o suficiente pra ele, pra eu sentar no chão e brincar um pouco, escutar, contar histórias, sei que com minhas experiências hoje eu agiria diferente, e não teria este problemão que ja duram 24 anos. por favor se alguém souber de algum terapeuta bom familiar me indiquem.

  83. Eneida Melo Postado em 30/Nov/2013 às 21:32

    Nem 8 nem 80. Não precisa fazer todas as vontades, nem precisa deixar chorando no berço. Precisa de limites sim, mas de palmada não.

  84. Paulo RDF Postado em 02/Dec/2013 às 14:57

    Quantas vezes vemos crianças chorando e pulando na frente dos pais nos Shoppings e eles não sabem que existem, talvez a Babá saiba alguma coisa. Parece-nos que os pais tem mais D.A. que os próprios filhos. A alimentação de todos também precisa ser verificada.

  85. Augusto Postado em 03/Dec/2013 às 14:22

    Não é só o TDAH que é tratado erroneamente como algo biológico. TOC, depressão entre outros transtornos são vistos por muitos psiquiatras (principalmente no Brasil) como algum tipo de "disfunção na quantidade de Serotonina no cérebro". Não é atoa que os medicamentos mais receitados no país são serotoninérgicos. Engraçado que quando comecei a tratar TOC e Síndrome de Tourrette num psiquiatra não vi em 1 anos praticamente sequer uma melhora. Tudo só foi realmente melhorar quando fui fazer terapia. Hoje não faço mais terapia, mas é praticamente impossível retirar as drogas que me receitaram há 10 anos porque meu cérebro está "viciado".

  86. Igor Vieira Postado em 14/Dec/2013 às 14:01

    Penso que seja preciso separar as coisas. o TDAH é um dos distúrbios neurobiológicos mais estudados no mundo inteiro, traz consideráveis disfunções bioquímicas no que tange a neurotransmissão de substâncias responsáveis pela inibição, auto controle e por consequência a concentração (dopamina, noradrenalina, etc...). Do ponto de vista anatômico, portadores de TDAH possuem determinadas regiões do cérebro, minimamente reduzidas. Separar o que é cultura do que é ciência é o mais importante aqui. Do comportamento dos franceses e o ter ou não TDAH (pois se são comportados, ótimo. Todavia, o TDAH não se resume somente ao comportamento. Essas crianças tendem a inércia? desinteresse? são impulsivas? Considero-me o suficiente comportado a ponto de, no mais das vezes conter minha impulsividade. Isso não era possivel, hoje é, os franceses aprendem cedo..) até mesmo separar o que é certo, da falta de informação, mera crítica e conspiração doentia. É impressionante a tendencia de se negar qualquer tipo de patologia que venha do cérebro (deve ser ele autônomo ao resto do corpo...), como se eles apenas existissem em maior grau. Esquizofrenia, Alzheimer, pessoas batendo a cabeça na parede... Estes sim possuem algo e não menos preconceito. Mais fácil assumir uma cirrose do que uma bipolaridade, transtorno obsessivo compulsivo, TDAH... É possivel que a cultura de um lugar possa reduzir consideravelmente a aparencia de TDAH (levando-se em conta que ele é variável e apresentável de inúmeras formas. Todavia, ele é um disturbio de ordem predominantemente genética, e não cultural. O TDAH é uma epidemia, pois vivemos numa era de rápida informação, onde o nível de absorção de conteúdo e formação pessoal é consideravelmente alto, em face de outras décadas onde se mandava uma carta escrita a mão e se esperava um mês uma resposta. Há que se pensar que pessoas com TDAH em tempos remotos, talvez não tivessem que se preocupar em ser o melhor no que fazem, não tenham engolido uma ideologia de mercado tão competitiva como hodiernamente. Há, aqui uma seleção capitalista de pessoas capazes e "não capazes", conforme a sua produtividade. Aqui, os TDA's "dançam".

  87. Fátima Couto Postado em 19/Dec/2013 às 18:39

    Pois é! Tantos comentários e tantos casos. A incompreensão é que é a chave da questão. É possível que os professores de lá, por exemplo, estejam realmente preparados para lidar com esse tipo de situação. Aqui tudo é no improviso. Há algum tempo atrás, falei com um professor que ela tinha déficit de atenção e que se distraía com qualquer coisa., Pedi-lhe que prestasse atenção e que a chamasse quando notasse essa distração. Ele ao caminhar pela sala, dava um tapa na mesa dela e saía andando. Era assim que ele atraía a sua atenção.A menina gelava. Um dia perguntei como ela estava:" "Ela é muito malandra, não quer nada com estudo." Realmente, como ela poderia querer alguma coisa? Como ela poderia reagir satisfatoriamente a esses estímulos???

    • Maria Alice Postado em 30/Dec/2013 às 08:51

      Coitado do profissional em ensinar, que concorre hoje com todas as mídias interativas, coloridas e atraentes... Precisamos sim, enquanto educadores a aprender mais "o como" motivar e interagir para uma aprendizagem significativa... Mas agir como nação se ainda não se tem nem o padrão de "o que ensinar"? Acredito em educação integral do ser humano, mais que apenas focar nas demandas da sociedade moderna!

  88. Isolda Postado em 31/Dec/2013 às 16:21

    Eu vou fazer uma releitura disso! Eu tenho 47 anos. Na minha infância a gente gastava energia subindo em árvore, correndo, jogando queimada, enfim, praticando exercícios físicos em atividades extremamente lúdicas. E tinha obediencia: agora é hora disso, hora daquilo.... A condição mudou muito e hoje as crianças não tem como extravasar a energia ludicamente. Então colocam elas em atividades que elas não gostam (aula de natação, aula disso, daquilo...) ou na frente e um computador ou televisão e querem que elas correspondem a expectativas que não são delas! Por que que criança as quais os pais dedicam finais de semana em passeios que as crianças escolhem não vão parar em pediatras e psicólogos? Ai a indústria farmacêutica desenvolve uma droga que aboba as crianças, fazendo-as politicamente corretas. E os pais, também oprimidos pelo sistema deixam que o sistema comande a vida de todos. A escola é uma fonte de deseducação pelo curriculum imposto pelo mesmo sistema e vão se perpetuando as condições de se fazer todos virarem uma massa manipulável! Antídoto: trate criança como criança! não cobrem atitudes maduras de criança. Repensem o comportamento de toda a famíla. gente feliz não aceita qualquer imposição! E recomendo por experiência: seu filho tá inquieto? Consulte um homeopata e estejam preparados para se verem antes de culparem a criança: ela não é nada mais que reflexo de um lar desordenado! E tenho dito!

  89. Ruth. Postado em 02/Jan/2014 às 20:26

    Muito bom o texto. Já recebi crianças com este diagnóstico, e incluindo os pais na terapia, um trabalho de psicoeducação foi realizado e assim perceberam que com limites e regras bem aplicados o diagnóstico se foi junto com a medicação. O Trastorno existe, porém é necessário um olhar mais apurado no contexto familiar e social onde esta criança esta inserida.

  90. Mariléa Ferreira Postado em 06/Jan/2014 às 17:49

    Gostaria de participar de grupos de estudos com vcs,caso exista ou criarmos um para um assunto tão importante para nós educadores.E a edducação frrancesa tem o que falta em nossa:A clareza da hierarquia no núcleo familiar e o que percebo são crianças que desconhecem esse ponto na família e famílias totalmente disfuncionais.Grata pelas inforamações!!!!

  91. Gabriela Postado em 09/Jan/2014 às 23:36

    Apoio a maneira dos franceses perceberem que o déficit de atenção não é meramente biológico. O mundo de hoje leva a todos nós, crianças, adultos e jovens, sermos "desatentos", agitados. Estamos nos comportando de acordo com a cultura, que nos exige cada vez mais e mais cedo, a fazermos mil coisas ao mesmo tempo. Acordamos mais cedo e dormimos mais tarde para dar conta do recado e, ainda assim, as vinte e quatro horas não são suficientes. Cada pessoa lida com isso de um modo diferente, mas não tem como fugir: todos nós temos, em algum grau, "déficit de atenção", TDAH, ou como quiserem diagnosticar. Para outras pessoas, é claro, o medicamento é bem vindo.

  92. Sandra Reis Postado em 15/Jan/2014 às 07:55

    De facto é assustador tratar todos os problemas com medicação quando existem alternativas bem mais eficazes.

  93. Ana Laura Postado em 17/Jan/2014 às 07:47

    Eu li o livro da Pamela. Os Franceses não deixam os bebês chorando a noite toda, eles apenas esperam um pouco e observam o bebê antes de pegá-los. Isso ajuda a interpretar melhor o motivo do choro. Esse texto não diz que não existe TDA na França, existe sim. Está apenas indicando o perigo da má interpretação do médico, que pode diagnosticar a doença erroneamente, confundindo a frustração com TDA, como parece acontecer nos EUA.

  94. Rkkurz Postado em 16/Mar/2014 às 11:22

    No Brasil filhos de pessoas ricas não tem nada de educação. A Palavra não NUNCA É USADA !!!

  95. Bruno Postado em 24/May/2014 às 10:37

    Fantástico. Realmente percebo isto com relação a sobrinhos que tenho na França versus as crianças inclusive brasileiras. O nosso modelo de ensino é muitas vezes inspirados no "american dream" e creio que o modelo francês traria grandes frutos se aplicado corretamente aqui em nossas crianças. A palavra chave esta realmente no COMPORTAMENTO dos pais e suas crianças!

  96. Maíra Postado em 09/Aug/2014 às 14:13

    O texto tem um fundo lógico e uma reflexão interessante. Parece irracional analisar uma condição psicológica- comportamental maioritariamente como sendo de natureza neurológica. De fato a forma como a sociedade e os profissionais lidam com o problema demonstra que estamos exagerando e sendo preguiçosos nesse diagnóstico. No entanto ficou, para mim, claramente forçada e sem base a reflexão sobre a FORMA como os pais franceses "educam" seus bebês, e como isso parece benéfico para esse cenário do Trabalho, especialmente sobre a técnica do "cry it out", ou "deixar chorar", que aliás é uma febre nos EUA, caso não saiba. Recomendo que busque mais informações sobre o desenvolvimento emocional dos bebês e educação positiva, pois estabelecer limites, que é importante, nada tem a ver com deixar um bebê de 4 meses chorar, justamente num período onde a segurança e o acolhimento é tudo que o bebê precisa e entende nessa época da vida. Há vários estudos que mostram o malefícios dessa negligência para a construção emocional do indivíduo. Um abraço.

  97. Dana Postado em 14/Aug/2014 às 06:23

    Discordo que a educação francesa, como descrita, seja melhor. Agora eu pergunto: em termos de realizações (prêmios internacionalmente reconhecidos em todas as áreas - de olimpíadas, a nobel) quem tem melhor desempenho? Franceses? Acho que não. É evidentemente mais difícil criar crianças respeitando-as como seres humanos iguais e não inferiores em hierarquia, mas no longo prazo tem valido a pena. Características como liderança, auto-motivação e persistência deveriam ser incentivadas, não combatidas nas crianças (recomendo que assistam o documentário "The Lottery of Birth"). Deixar crianças de 4 meses chorando? Crueldade. Elas eventualmente param de chorar porque sabem que não vão receber o conforto que merecem de seus pais, se sentem inseguras e desprotegidas, os níveis de cortisol (hormônio do stress) nesses bebês continuam altos, mesmo depois que elas desistem de chorar (existem estudos mostrando isso. Recomendo a leitura: http://www.psychologytoday.com/print/81755). Palmada? As crianças aprendem com o exemplo. Se os pais, que deveriam ensinar mostrando causa e consequência, buscam atalhos ou perdem a paciência e partem pra violência, é isso que eles estão ensinando pros seus filhos: violência é aceitável quando o outro discorda de suas opiniões. Não quer comer? Fica com fome. Bateu na mamãe? A mamãe está triste, isso não se faz. Jogou o brinquedo no chão? Perdeu o direito de brincar com o brinquedo. É mais difícil do que bater? Talvez, mas mais efetivo.

  98. Adriana Postado em 22/Aug/2014 às 11:41

    Não podemos generalizar, concordo que muitos casos são diagnosticados como TDH e é falta de educaçao. Mas muitos também sao realmente TDH e só quem passa pelo problema sabe como é dificil o seu dia dia em um mundo tão competitivo. Principalmente se você não pode tomar a Ritalina por exemplo , que é o caso da minha filha que tem um tumor e faz tratamento. As frustações são muito grandes e o sentimento de inferioridade. Deveria se ter outras alternativas de tratamentos naturais, para casos como ao da minha filha e outros.

  99. Gustavo Braga Postado em 28/Aug/2014 às 18:04

    Sinceramente ... se comparar uma sociedade com a outra não há discussão. Agora entendo perfeitamente porque a sociedade francesa adulta é cheia de complexos ...

  100. helio tadeu guimaraes Postado em 15/Sep/2014 às 14:09

    Absurdo! Como ainda há muito desconhecimento sobre um distúrbio neurobiológico com centenas ou já até já atingindo a casa de milhares de estudos científicos sérios, de profissionais de saúde mental (neurocientistas, psiquiatras, etc, com novos estudos de imagens do cérebro, comprovando o TDAH e ainda hoje, pessoas que deveriam se informar mais e aprender sobre o distúrbio, vir negar o transtorno. Sobre possíveis efeitos colaterais, quando necessário o uso de medicação, é igual a qualquer outro medicamento. Os estudos feitos mostram a segurança do uso. Até um simples uso de paracetamol para uma pessoa com uma queixa de dor de cabeça, há a possibilidade de efeitos colaterais. Retarda o crescimento (não), vicia (não - uso somente em período escolar na dosagem adequada, etc., etc.). Não entendo a falta de procura de conhecimento sobre TDAH, falo de estudos científicos sérios, realizados mundialmente, e comprovação mundial, mesmo percentual, inclusive na França, independente de ser na França (onde também se tem associações sérias para fornecer o conhecimento sobre TDAH) ou nos Estado Unidos. Há vários tipos e geralmente comorbidades em crianças portadoras de TDAH. A avaliação correta é necessária e os aspectos sociológicos que podem prejudicar também, mas NEGAR É UM ABSURDO E TOTAL FALTA DE CONHECIMENTO DO ASSUNTO. Vejam um pouco o Site da ABDA (associação brasileira de deficit de atenção), entre outros sites, para começar a ter um pouco de conhecimento. (Na França também tem associação semelhante). Já fui diagnosticado de forma errada, falando de outras doenças, várias vezes. Já me receitaram DIAZEPAM, QUANDO ESTAVA COM PNEUMONIA, só por que não concordava com o médico não prescrever exame para comprovar a pneumonia. Já fui examinado por cardiologista, que sem, sequer viu a minha pressão, ou fazer a escuta dos batimentos cardíacos após ter efeitos colaterais de anti-inflamatórios provocando pressão alta, e alterações em exames (DOPPLER). Ainda bem que o primeiro cardiologista, mandou suspender logo o uso do medicamento. CONHECIMENTO É TUDO. A FALTA DE CONHECIMENTO ALIADA A OUTROS INTERESSES, OU A OPINIÕES PESSOAIS SEM BASE CIENTÍFICA É MUITO PREJUDICIAL A SAÚDE DE TODOS..

  101. helio tadeu guimaraes Postado em 15/Sep/2014 às 14:19

    Somente, para complementar comentário anterior, par aqueles que negam por falta de conhecimento, pesquisem informações dos profissionais especialistas. conforme mencionei, indiretamente, a matéria começa de forma equivocada. O TDAH, é mundial, não apenas Estados Unidos , França ou Brasil, e outros equívocos, como baseada em qual estudo científico ?? de quem ??. Agora, porque ninguém critica o uso da melatonina (hormônio do sono), liberada na maioria dos países, comprada facilmente, por quem viaja e faz uso para regularizar o relógio natural do corpo humano ao fuso horário do local aonde a pessoa foi viajar?? Todo mundo usa!. Agora no Brasil é proibido. (tem que vender tarja preta, QUE VICIA), e , também medicamentos usados lá fora e proibidos aqui, mas quem tem condições de "importar" usa para a melhoria da sua saúde ??

  102. Bia Silva Postado em 21/Oct/2014 às 16:48

    Acho que TDH não e o único problema da criança brasileira, o assunto é muito complexo. Ha varias razoes para uma criança no Brasil não conseguir presta a atenção na aula ou em qualquer outra coisa.

  103. Ângela Postado em 12/Nov/2014 às 19:07

    não concordo que a educação francesa seja a melhor.. ensinam os miúdos a serem egoístas isso sim e pior que isso os pais põem todos os seus próprios interesses em 1º, 2º e 3º lugar e só depois vem os interesses das crianças... falo por experiência própria, sou au pair e tomo conta de 2 meninos franceses e todas as outras aupairs que encontro tem a mesmíssima opinião que eu em relação à educação francesa. A maior parte das crianças são carentes pois é rara a vez que o pai ou a mae lhes demonstram carinho,etc, etc.

  104. Mônica Postado em 14/Nov/2014 às 15:03

    Matéria excelente! Estou compartilhando

  105. Thiago Postado em 15/Nov/2014 às 12:18

    TDAH existe na França tanto quanto em qualquer outro lugar do mundo. Aqui um estudo de prevalência do trantorno: http://jad.sagepub.com/content/15/6/516.full.pdf+html , mostrando prevlência de 3,5 a 5,6% nas crianças.

  106. grazieli Postado em 15/Nov/2014 às 12:30

    o meu filho foi dionosticado com tdah esta tomando medicamento gostari d saber mais sobre o assunto ...

  107. Cláudia Postado em 17/Nov/2014 às 09:14

    Gostaria de saber se o uso da Ritalina resolve, a longo prazo, o problema de concentração e raciocínio. Aqueles que a tomaram na infância, ao chegarem na adolescência, interromperam o tratamento e tiveram "sucesso" em suas atividades intelectuais ou, ao contrário, ainda precisam desse medicamento.

  108. Bruno Postado em 17/Nov/2014 às 10:49

    Texto lamentável! Cheguei aos 29 anos destroçado por uma sequência infindável de fracassos em termos profissionais e pessoais devido ao TDAH. No meu caso, por causa de um elevado QI, a hiperatividade e o déficit de atenção não foram tão prejudiciais às minhas notas na escola, mas sempre fui fortemente repreendido pelo comportamento. E justamente por não haver problemas com notas, passei a vida sendo taxado de mal educado, sem noção, emocionalmente instável etc. Durante os anos, minha carreira afundou repetidas vezes, pois sempre era contratado, sempre era um dos mais produtivos e, ainda sim, acabava demitido por não conseguir manter um "comportamento adequado" ao mundo corporativo. Fui, por muitas vezes, execrado publicamente nessas empresas que passei. Os anos seguiam e eu era incapaz de perceber o que me acontecia. Até meu casamento afundou... Pensava em coisas como: para que eu sirvo???; não sou capaz de viver em sociedade!!!; sou incapaz de viver sem me destruir com atitudes impensadas!!! Passei por vários psiquiatras e psicólogos, até que, aos 30 anos, uma psicóloga levantou a suspeita do TDAH e me encaminhou para uma psiquiatra. Foi quando comecei a usar a Ritalina. Sou profundamente grato pela existência desse medicamento e pelo diagnóstico que tive. Hoje, consigo pensar antes de falar ou agir. Consigo sentar-me em uma reunião e nela ficar até o fim. Começo e termino coisas!!!! Agora meus sonhos profissionais se realizam, sou capaz de ter um relacionamento saudável! E sim, me trato com uma psicóloga há anos, por isso posso dizer, o TDAH é físico, é biológico! Tentei ficar sem os medicamentos e, por mais que eu tivesse consciência da minha condição e tentasse controlá-la (seja por meio de exercícios, psicoterapia, medicina alternativa, yoga e meditação), não era possível fazê-lo sem o medicamento! Aos que leram este texto, saibam que há muitos outros como eu que dependem da Ritalina para ter um mínimo de qualidade de vida!!!

  109. Rafael Vanat Postado em 20/Nov/2014 às 19:40

    Gostei do artigo, muito interessante e pertinente, visto que no Brasil parece que muitos médicos tendem a seguir esse padrão americano. Interessante avaliar a situação com outro ponto de vista.

  110. silvia Postado em 24/Nov/2014 às 12:33

    Sabe por que não tem crianças com DDA na França? Porque todo o sistema é de orientação psicanalítica. E por conta disso, todo o tipo de transtorno, assim como o autismo é completamente mal diagnosticado e mal tratado na França. É um desastre! Para te dar uma ideia: há 17 vezes mais estudantes autistas nas universidades do Reino Unido que na França. A taxa de inclusão escolar de crianças autistas na França é de 20%, versus 60% de outros países desenvolvidos. Esse artigo é completamente equivocado! " E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França." Os pais franceses são os mais carrascos que eu já conheci, mas esse é outro tema, Déficit de atenção não tem nada a ver com educação! É um problema neurológico e é absurdo culpar a educação dada pelos pais a incidência do transtorno! Os franceses psicanalistas também culpam a mãe pelo autismo de seus filhos... Não há nada mais atrasado e desligado da evolução da ciência do que o tratamento de questões como autismo e DDA como a França!

    • Marlene Postado em 17/Dec/2014 às 16:08

      Minha querida descordo com tudo que voc escreveu.... tem haver com limites sim educação sim, e atenção maior dos pais e professores a essa nova geração, não estou falando em palmadas e pais carrascos... estou falando de falar com a criança com clareza respeito e humildade... ao invés de diagnosticar como doentes... há pelo amor de Deus.... como disse Deus a sabedoria dos homens é loucura diante dos meus olhos.

  111. Sertão Postado em 24/Nov/2014 às 17:56

    Esses franceses ... quando é que vão entender a força do dinheiro acima de tudo? Será que eles não percebem que socar medicamentos é muito mais produtivo e economicamente vantajoso do que ficar fazendo atendimento psico-social?

  112. Rita Cytryn Postado em 04/Dec/2014 às 12:33

    TDAH existe sim, isso é um fato, mas temos também uma sociedade totalmente enferma, que cria falsos resultados, bem como há necessidade de medidas psicoeducativas antes de tudo.

  113. Mariana Postado em 05/Dec/2014 às 11:16

    Concordo com alguns comentários e relatos aqui sobre o fato de que o TDAH existe. Tenho uma filha diagnosticada e que é medicada com Ritalina. Várias vezes tentamos tirar a medicação e as consequências na escola foram devastadoras, algumas vezes conseguimos "salvar o ano escolar" com a volta da medicação diária. Sempre administramos apenas no período escolar, pela manhã e,apenas em fases de muito estudo demos mais de uma vez ao dia. Tivemos claras evidências de que o TDAH é real e que a Ritalina ajuda em muito na vida escolar destas crianças. Fora do período escolar não administramos o remédio e nossa filha desenvolveu muito bem a sua personalidade, sem traumas ou sequelas. Existe uma confusão sobre o diagnóstico do TDAH e administração da Ritalina. Porém os pais que de fato têm um filho diagnosticado sabem a dificuldade que ele sofre na escola para se concentrar, organizar e exercer todas as tarefas, e na hora da prova não tirar nota abaixo da médio por um erro básico de cálculo do tipo 2+2=5 , causado por falta de atenção, depois de resolver uma equação matemática de 10 linhas com perfeição.

  114. Ana Williams Postado em 14/Dec/2014 às 18:01

    O texto tem uma linha educacional muito boa: SIM, PAIS façam-se presentes na vida de seu filho! Orientem-no! Sejam firmes! Sejam consistentes para que ele tenha um bom comportamento. Sejam amorosos e firmes, transmitam segurança ao dizer NÃO e digam sempre a verdade. Ajam com honestidade, ajudem-no a dar valor `as pessoas e ao mundo em geral. Mostrem que sempre teremos lutas, mas podemos vencê-las! Ajudem-no a confiarem em si, dando provas de que é importante ter fé, esperança e amor. Essas são pequenas 'leis de 'parenting'...Isso e' importante para todo pai seguir. Excelente, o texto incentiva a isso. No entanto, falha ao quase não 'crer' no Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade, que não é necessariamente relacionado `a presença efetiva dos pais ou não na vida dos filhos. Sim, a presença do pai EFETIVO facilita o comportamento do filho. Mas e' importante ressaltar que sim, O TDAH (com ou sem H) EXISTE, e' biológico e pode piorar em um ambiente mal estruturado. Seu filho (ou você adulto) que tem esse transtorno só poderá viver "bem", focado no seu trabalho, concentrado nos deveres escolares, se for medicado. O filho que tem TDA(H) com pais que não lhe dão uma estrutura fixa, não consegue progredir... Realmente as duas coisas têm que vir juntas. O mundo do filho parece uma confusão, eles não conseguem terminar uma tarefa, porque se distraem facilmente. TV e games têm que ser minimizados, pois distraem ainda mais a criança. No mundo deles, tudo e' prioridade... e nada vai pra frente. E a firmeza, a presença e a dedicação de um pai ajudam, mas não são suficientes para que seu filho consiga ser mais organizado e prestar mais atenção no que faz. Medicação faz falta para ajudá-lo a se orientar, a ficar menos ansioso e a acreditar mais em si. Eu sei porque tanto meu filho, como meu marido têm TDA. Estruturação em casa é fundamental. Mas a medicação auxilia muito. Famílias que não têm diagnóstico de TDA (o filho geralmente e' focado na escola, o problema de atenção e concentração não é crônico) e seu filho é muito irriquieto, reveja como o trata. Limites são importantes. Demanda tempo, exige sua presença, sua atuação.

  115. alan Postado em 19/Dec/2014 às 15:18

    a industria famaceutica,atraves de clinicas medicas psiquiatricas arruando persuadindo maes e pais a evenenarem os filhos .desculpa o palavrao mas e muita idiotice .

  116. Oliveira Postado em 28/Dec/2014 às 03:45

    Psiquiatria é a área médica daqueles que fracassaram na medicina. O cara não dá pra nada na medicina, então ele vai ser psiquiatra. Sempre foi assim. Freud sempre foi considerado uma piada. A partir do momento que eles conseguiram passar um verniz pretensamente científico nas mentiras deles, no DSM, conseguiram ter credibilidade. Mas nada do que um psiquiatra fala tem fundamentação científica.

  117. sleiman v m n Postado em 27/Jan/2015 às 18:04

    Já era... Já fomos, há muito tempo, norteamericanizados... E cultura, como todos sabem, embora moldável, qualquer cisco de alteração demora anos e anos...

  118. Bruno Postado em 28/Jan/2015 às 16:50

    Muito bom, quando tiver um filho também vou controlar os horários de refeição e deixar o bebê chorar se não dormir de noite, isso gera a auto disciplina que será usada em toda a vida do ser em questão. Os franceses estão de parabéns não podemos criar crianças mimadas.

  119. FERNANDA Postado em 28/Jan/2015 às 21:25

    Ao meu ver a maior diferença entre os Estados Unidos e a França é a falta de ética dos profissionais americanos, ou seja, a venda dos mesmos para grandes indústrias farmacêuticas. Resultado disso, é a grande quantidade de criança diagnosticada com o TDAH e a forma, ou falta, de tratamento com drogas pesadas, que trazem riscos para a saúde física e mental.

  120. Lili Angelika Postado em 29/Apr/2015 às 13:47

    A mais droga do futuro já esta sendo usada, tira em parte a responsabilidade emocional da família, principalmente dos pais. E aí penso será que já resolveria muitos problemas? Sim ou não? complexo demais, quando não queremos ver a realidade e sermos mais humildes em relação a nossa própria educação em relação aos dos nosso filhos..Tudo vem de casa da ambiência familiar, e pai e mãe devem sim ao menos tentar trazer qualidade de vida aos pequenos. Pelo que tenho visto e lido este "deficit de atenção" deveria ter outro nome, sem culpas e sem cobranças, desiquilíbrio familiar.Apenas na esperança de melhorar a cada dia.

  121. Samuel Alencar Postado em 18/Jul/2015 às 04:55

    Deduzo que interajo com algumas pessoas portadoras do TDAH. Inclusive, farei um checkup concernente à minha pessoa também.