Redação Pragmatismo
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Ditadura Militar 10/May/2013 às 18:16
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"Brilhante Ustra era senhor da vida e da morte"

Ex-agente do DOI-Codi afirma que Ustra era “senhor da vida e da morte”. Marival Chagas disse à Comissão Nacional da Verdade que corpos eram exibidos como troféus

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Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (Foto: Agência Brasil)

O ex-sargento Marival Chagas, ex-servidor do DOI-Codi de São Paulo, afirmou nesta sexta-feira durante depoimento à Comissão Nacional da Verdade que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, então capitão, comandava as torturas na repressão e era conhecido como “senhor da vida e da morte” nos porões da ditadura. Ainda segundo Marival, Ustra ordenava que os cadáveres de militantes mortos fosse exibidos como troféus a agentes da repressão dentro do DOI-Codi.

“Um capitão (Ustra) era naquela ocasião senhor da vida e da morte. Não tenho dúvida que ele torturava, porque ele circulava por pela área de interrogatório, especialmente quando tinham presos importantes sendo interrogados. Vi ele lá, por exemplo, na antessala do interrogatório, aguardando o momento de serem chamados o Wladimir Herzog e Paulo Markun”, disse Marival no depoimento, que ocorre na sede da Comissão Nacional da Verdade, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Marival Chagas trabalhou na análise de documentos do DOI-Codi, entre 1973 e 1974, onde fez cursos nos quais aprendeu técnicas de tortura como o pau de arara. O ex-sargento contou ainda que saiu do Exército porque não aguentou conviver com as cenas de atrocidades e negou que tivesse participado de qualquer episódio de tortura.

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“(Os corpos) eram exibidos como troféu, ainda com sangue jorrando. Esse casal foi trazido para o DOI-Codi depois de morto e exposto a visitação interna. Eu vi o casal morto e vi perfurações a bala bem direcionadas na cabeça, nos ouvidos”, relatou Marival, citando o casal de militantes Antonio Carlos Bicalho Lana e Sônia Maria Moraes Angel Jones. O episódio teria ocorrido, segundo o ex-agente, no final de 1973, em um centro de tortura localizado na Serra do Mar.

O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi o comandante do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna do 2º Exército em São Paulo (DOI-Codi/SP) entre 1970 e 1974. Ele também é aguardado para prestar depoimento hoje, mas deve permanecer calado após obter na Justiça um habeas corpus que lhe garante o direito de ficar em silêncio e não se incriminar. A liminar também determinou que seja garantida sua integridade física durante o depoimento e, por isso, a Polícia Federal montou esquema de segurança especial no local.

Segundo o advogado Paulo Alves de Sousa, que representa Ustra, o coronel deverá apenas entregar uma petição e um exemplar de seu livro “Verdade Sufocada”, no qual descreve sua atuação durante a ditadura.

Agência Brasil

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Comentários

  1. Altair Ahad Postado em 11/May/2013 às 01:43

    esse coronel estaria preso no Chile e na Argentina…. Aqui não poderia ser diferente. Esse Coronel Terrorista e Torturador!!!

  2. Oscar Postado em 11/May/2013 às 01:49

    Meu Deus! Está tudo escancarado lá no livro "Memórias de uma guerra suja", em que o assassino-confesso cláudio guerra narra friamente como matou covardemente mais de 100 pessoas! Esse livro deveria ser lido por todos os brasileiros. O (falso)brilhante ustra está lá também. O facínora guerra conta que passou alguns anos preso, não por causa dos assassinatos, mas por tráfico de armas (!!!). Quando ele recentemente foi procurar sua ficha na polícia, ela estava limpa! Na cadeia ele "encontrou" Jesus e agora é pastor evangélico em Vitória/Espírito Santo! Quer dizer que é simples assim? O canalha pinta e borda, encontra Jesus e vira pastor? É demais! Estou lendo o livro e não consigo chegar ao final, pois de tão embasbacado, tenho que reler algumas partes, para poder acreditar como um sujeito pode ser tão cara-de-pau, narrar tantas atrocidades e ficar tudo por isso mesmo?!?! Inacreditável!

  3. Oscar Postado em 11/May/2013 às 01:53

    Aqui vai uma informação sobre o livro, não deixem de ver! http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3rias_de_uma_Guerra_Suja

  4. Evandro Postado em 11/May/2013 às 11:55

    O que há de brilhante neste Ustra? Só se for o sangue que ainda escorre de suas mãos.

  5. herivelto canales Postado em 11/May/2013 às 16:23

    Um verdadeiro psicopata.

    • Yasmin Postado em 02/Sep/2013 às 20:47

      Um desumano.

  6. Gustavo Postado em 10/Aug/2013 às 19:55

    N a verdade sou filho de um capitão do exercito e entendemos que militar não é policial para andar com algemas nas mãos como alguns fizeram, prendendo , torturando e matando estudantes e civis desarmados, esse tipo de conduta mancha os principios de honra e dignidade militar, não demonstra a minima coragem de homem para assumir suas responsabilidades pessoais, querendo jogar a culpa em cima do corpo de oficiais e do exercito brasileiro, alegando que cumpria ordens, militar é para lutar na guerra , de brilhante o senhor somente tem o nome, pois é uma vergonha