Luis Soares
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Educação 11/May/2013 às 16:33
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Ausência de cotas na USP é moralmente indefensável

A USP estimula a iniquidade. A falta de cotas raciais na principal universidade brasileira é moralmente indefensável

Paulo Nogueira, em seu blog

estudantes usp brancos cotas

Não há calouros negros na USP (Foto: Ilustração)

Estou aqui de queixo caído.

Não.

Me lembrei de que, segundo os grandes filósofos, perplexidade é atributo dos tolos. “Não se espante com nada”, escreveu Sêneca. “Porque tudo se repete o tempo todo.”

Coloquemos assim.

Me chamou a atenção, negativamente, a notícia que li hoje na Folha. As três faculdades mais concorridas da USP não têm sequer um calouro negro.

Vou repetir: nem um. Zero.

Estamos em 2013. Em que ano está a USP?

Não existem cotas raciais lá, em nome de uma distorção criminosa e cínica da palavra meritocracia.

Mérito estaria na obtenção das notas necessárias para entrar na USP, pura e simplesmente.

Ora, ora, ora.

Que mérito existe nisso tão intransponível assim quando você estuda em escolas caras e concorre com alunos que enfrentaram o ensino público e jamais tiveram dinheiro para comprar livros, recorrer a professores particulares, fazer cursinhos e trocar de computador regularmente?

Leia também

O sistema da USP, na verdade, perpetua a iniquidade.

É a negação da meritocracia.

Vejo que o novo reitor tem falado a favor de cotas raciais, mas sem poder de influência. Vejo que o governador Alckmin também já manifestou apoio, igualmente sem influência.

Há uma força inercial terrível que congela as coisas na USP e impede a modernização do pensamento.

Quero ver quem está por trás da negação da meritocracia, e pesquiso.

Claro.

Vou dar em Demetrio Magnolli, uma das cabelas mais reacionárias do país – e por isso mesmo uma personagem com presença frequente na mídia brasileira.

Magnolli dá, sobretudo à mídia das Organizações Globo, um pretenso verniz acadêmico a teses primitivas que significam, essencialmente, a manutenção de privilégios.

É uma daquelas pessoas que, estivéssemos na década de 1780, estariam se batendo por Versalhes, e que seriam tomadas de estupor reprobatório quando caísse a Bastilha.

Nada, a não ser o conservadorismo petrificado, justifica que seja mantido na USP um sistema que beneficia minúscula uma fração da sociedade já suficientemente privilegiada.

É um tapa na cara de todos nós a ausência de um só calouro negro nas três faculdades mais concorridas da USP.

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 11/May/2013 às 19:20

    É estranho, vivi um ambiente Universitário quando minha mãe trabalhava na Unicamp de 86 a 98. Tinha bastante negros na faculdade, muitos também de intercâmbios de países africanos e da América central. Estudei de 2000 a 2005 lá, já inexistiam alunos de intercambio e uma raridade de negros. Quando entravam, se tornavam brancos por direito. Estive no campus em 2012 e assustei, parecia a gravação do Barrados no Baile. Só gente rica, descolada, alto astral, uma constelação de arianos e orientais. Agora a pergunta que não se cala, porque a escassez de negros nos vestibulares? Seria apenas problema social ou lavagem cerebral da mídia que negro deve ou ser artista ou jogador de futebol?

  2. Anon Postado em 11/May/2013 às 19:35

    Concordo, mas dar cotas somente para negros (ou qualquer outra "minoria" étnica) não vai resolver nada, isso só serve como propaganda pra melhorar a imagem da universidade. As cotas devem ser destinadas a quem veio de escolas públicas ou tem baixa renda, independente de cor ou etnia.

  3. Henrique Tavares Postado em 11/May/2013 às 20:04

    Cota para negros? Qual o argumento pra isso? O autor do texto começou falando que isso era inadmissível, pois nenhum negro havia entre os calouros e depois adentrou, como argumentação, contra a "meritocracia", que não há concorrência leal entre um estudante de escola pública contra um de escola privada. Ué, não há negros em escolas privadas? Também não há brancos em escolas públicas? Concordo que deva existir uma cota para quem é de escola pública, mas nada a ver ter para negros. Não há razoabilidade nisto.

  4. Aster Postado em 11/May/2013 às 22:37

    Sim, Anon, até porque seria igualitar negro=pobre. Isso em si é racismo, mesmo que uma parcela tristemente grande dos negros ainda estão em um momento de baixa renda (falo momento pois tenho fé que um dia essa coisa mude e cor da pele não possa ser sinônimo de renda).

  5. Francielle Lima Postado em 11/May/2013 às 23:37

    Eu sou contra cotas raciais, isso é uma forma de preconceito justificado por lei. Querem dar mais abertura para a entrada na faculdade? Abram mais vagas para ensino público.

  6. ronaldo Postado em 11/May/2013 às 23:50

    De qual forma, então o autor defenderia a inclusão racial ? A proposta do infeliz texto almeja a inclusão de cotas para negros, deixando de lado a meritocracia e adotando o critério de ingresso: aparência física. Uau, que ideia genial isso de resolver segregação com segregação, atuação na conseuqneica e não na causa. Não seria melhor usar cotas na escola para que o muleque cresça com negros desde o começo. Vestibular só perpetua o racismo. Só mesmo as nossas egrégias revistas esquerdistas para tal proposta absurda de transformar universidades piores do que já estão.

  7. Isaac Postado em 11/May/2013 às 23:58

    Meritocracia num sistema desigual de disputa? cinismo e hipocrisia em prol da eterna segregação racial e social.

  8. Guilherme Postado em 12/May/2013 às 00:12

    Acredito que a criação de cotas para negros ou qualquer outra raça acaba por desqualificar tais etnias. Está dizendo que devido a sua cor vc é incapaz de ingressar na faculdade por mérito próprio. Precisa de uma ''ajudinha''. Se não foi possível que o aluno comprasse livros, recorresse a professores particulares, fizesse cursinhos e trocasse de computador regularmente, não foi devido a sua cor, mas pela sua situação financeira - e isso sim devemos priorizar, seja ele branco, negro, índio, pardo, amarelo, etc. Sou contra as cotas raciais. E acho válidas as cotas para alunos de escolas públicas, porém com algumas ressalvas: seria uma solução a curto prazo, já que isso não melhoraria em nada a situação do ensino público, além de tirar as vagas para alunos melhores qualificados. Afinal, é disso que o vestibular se trata: qualificação.

  9. Alex Postado em 12/May/2013 às 11:36

    Sou professor da Usp e realmente basta dar uma olhada em nossas salas de aula para ver que há poucos negros. Entretanto a solução não é a cota racial, mas sim uma cota social, que reserva parte das vagas para os alunos vindos de escolas publicas. Creio que devemos fechar trincheiras contra essa idéia completamente equivocada de cotas raciais, que apenas servirá para institucionalizar o preconceito.

  10. Vinicius Postado em 12/May/2013 às 12:45

    Cotas é tapar o sol com a peneira, igual ao Prouni. É pura e simplesmente dar vagas para alguém e rotular o feito como popularização da educação superior. Isso é um dos principais fatores da desmoralização do ensino superior no país. Quer ver alunos de escolas públicas abarrotando instituições públicas de ensino superior? Invista no ensino fundamental e médio. É um investimento de longo prazo, que começa a demonstrar seus efeitos em aproximadamente uma década, mas é um investimento concreto. é isso que o Japão e a Coréia do Sul fizeram após a 2ª Guerra Mundial! Acorda Brasil! Cotas e Prouni é sensacionalismo!

  11. Marcelo Hahn Postado em 12/May/2013 às 13:45

    Eu sou professor de ensino médio formado em física. Durante todos os meus anos de curso eu dei aula voluntária e gratuitamente nos cursos pré vestibulares populares gratuitos que a comunidade da UFF apresenta a comunidade em espaços cedidos pela universidade. Suas alegações é que são tapas na nossa cara. Vá e dê aos carentes, de qualquer raça, cor ou origem, a mesma dedicação que todos nós alunos de licenciatura demos e depois nos venha empurrar tais falácias hipócritas.

  12. Lila Postado em 12/May/2013 às 14:38

    Sabe o que é a negação da meritocracia???? Achar que um negro só passa universidade se for por caridade. Façam-me o favor! Acho justo, muito justo, não haver cotas! É igualdade pra todo mundo!

  13. Thiago Pereira Tose Postado em 12/May/2013 às 14:44

    Cota pra negro nada. Cobrar do governo um ensino publico melhor ninguém quer, né? Muito mais fácil tapar o sol com a peneira. Agora veja quantos negros se favorecem dessa cota e quantos se formam

  14. Gustavo Postado em 12/May/2013 às 14:47

    Um bom livro que explica tudo isso chama-se "A Revolta de Atlas".

  15. Roberto Postado em 12/May/2013 às 15:02

    Mesmo mudando o atual sistema para cotas sociais, vaga para advindos de escola pública, ainda assim, o preconceito estaria escancarado, os negros ainda seriam minoria. Lembrando que as cotas já atingem a população de baixa renda, imbecis reacionários, criados a leite com pera. Vocês são a vergonha do país, futuros médicos, advogados, enfermeiros, engenheiros, arquitetos e etc. Que vergonha desta geração abastada, apática e sem ideais. Nojo, puro e simples desses jovens. Ainda bem que criei meus filhos para serem decentes, sem preconceitos e procurar sempre ajudar o próximo. E qualquer tola aproximação com jovens que compartilham dos mesmos ideias destes acima, como diziam "Corto o mal pela raíz."

  16. Mary Postado em 12/May/2013 às 15:12

    Nota-se que a maioria das pessoas não buscam informações ao emitirem suas opiniões neste site. As ações afirmativas, conhecidas como cotas, propõem uma medida emergencial para o ingresso de alunos oriundos de escolas públicas, cuja maior porcentagem é de alunos negros e pardos. Existem alunos brancos em escolas públicas, mas o número é baixo comparado ao de alunos negros e pardos. Além disso, sabemos que existe o racismo, que fecha diversas portas para o mercado de trabalho, como por exemplo, dois alunos de escola públicas, em que um é negro e o outro é branco. Qual dos dois tará mais chances de ingressar no mercado de trabalho? Resposta: o branco. Pois existe algo chamado racismo, que não avalia o sujeito simplesmente pelo mérito ou competencia profissional mas, também, pela cor de sua pele. É claro que o ensino público deve melhorar, para que todos possam ingressar no ensino superior em pé de igualdade, mas vamos ser realistas: uma mudança no ensino básico, fundamental e médio de um país não muda do dia para noite. O que muitos querem é chegar para o aluno negro e pobre e falar: "Olha, amigo. Não vai dar para você ingressar no ensino superior público, pois a educação básica que você recebeu não é suficiente. Vamos esperar até o ensino público brasileiro ficar melhor e da mesma qualidade do ensino particular. Ok? Quando melhorar,daí você volta e faz o vestibular. Tchauzinho, pode sentar alí no banco de espera por uns... 50 anos! Quem sabe daqui esse tempo a educação brasileira fique melhor". Repito: as ações afirmativas são medidas EMRGENCIAIS para abarcar estes alunos que não podem esperar o ensino ficar "bom e de qualidade". Vai chegar um dia que tais ações afirmativas não serão mais necessárias, mas algo deve ser feito, e neste momento, as cotas representam um grande avanço para um país que foi um dos ultimos a abolir a escravidão.

  17. Tatiane Postado em 12/May/2013 às 15:29

    Este assunto é de uma hipocrisia que não tem fim, também não concordo em dar cotas por etnia, mas é cabível que exista cotas sociais. Uma vez que isso resolveria a curto prazo, de forma que a longo prazo é inevitável que o nível da faculdade estaria comprometido, isso já ouvi inumeras vezez de pessoas que estudam e lecionam na USP. Ora, o que fazer então. É justo um aluno, como eu, que não teve oportunidade de fazer cursinhos, de estudar em escola particular, de não ter feito aulas de inglês e de ter que trabalhar para ajudar em casa não ter a oportunidade de concorrer de igual para igual com alunos que tiveram todas essas oportunidades? Claro que não. Não estou entrando no merito de que esses alunos não mereçam ou que é errado entrarem na USP por terem tido mais preparo. Não é essa a questão, o fato é que aluno que vem de escola pública não tem a mesma oportunidade que um aluno com todos esses preparos já citados. Ótimo para eles, e nem é um problema deles, é um problema desse péssimo governo que não faz nada para mudar a educação no pais. O problema não é ter ou não ter cotas, o problema é não ter educação. Professores mal remunerados, educação sucateada, entre outros fatores. Eu bem sei o que é o estudo público, mas felizmente consegui, com muito esforço, entrar numa boa faculdade. Mas repito, tive muita dificuldade por conta da base fraca que tive. O que deve ser feito é uma reforma da educação, tem que mudar, do jeito que tá não dá para continuar. Esses dias os professores do estado estavam em greve, a minha irma estuda em escola publica do estado e foi para a escola, lá estavam todos os professores sentadinhos em suas salas no horario de aula, mas acham que eles deram aula? Não, sabe o que uma professora disse para a minha irma? Perguntou a ela o que ela estava fazendo na escola. Agora eu me pergunto, se esta em greve pq esses lixos de professores estavam fazendo lá, sem fazer nada? Ou tá de greve e sai para rua lutar para ter aumento, ou ta na escola e tem que dar aula SIM. Tem muito professor que só reclama, mas nem o básico faz, que é dar uma boa aula, nem 50% de todo conteudo programatico é dado em aula a longo do ano. Esse tipo de professor NÃO merece ter aumento salarial, nem deverei ser professor. Hoje muita gente quer ser professor para ser funcionário público, ter 2 ferias ao ano, estabilidade e etc. E depois reclama das péssimas condições, ah por favor né. Se esses professores fizessem o seu serviço direito mereciam aumento e todas as regalias. Claro que isso não pe regra, ainda, mesmo que poucos, existem bons professores, e esses sim merecem reconhecimento. Deveria de existir um metodo de avaliação de professores, onde só os bons ganhariam aumento e os ruins teriam que passar por um processo de reciclagem. Eles são a porta de entrada para o futuro e essa porta tá quebrada. É revoltante.

  18. Fernando Postado em 12/May/2013 às 15:42

    mary explicou tudo o intuito das cotas, grandes palavras, fiz universidade publica e dou aula hoje na rede publica de ensino, e é impressionante a disparidade de quantidade de pessoas negras e pardas na escola publica, chega a ser 40 a 50 por cento das salas de aulas e dou aula pra nove salas diferentes e 3 escolas diferentes, no ensino medio e fundamental, e na universidade não deve ser 10 por cento das salas, em alguns cursos nem isso, a exclusao do negro foi enorme, a escravidao foi a muito pouco tempo e o preconceito é muito forte na sociedade, uma sociedade que jogou os negros na sarjeta e até hoje tentam se inserir na sociedade, e não tem como esperar que um país aonde a 3 dias os professores que estavam parados lutando por seus direitos e uma melhor educação estavam apanhando e sem nem um apoio da sociedade, sendo até taxados de vagabundos, não tem como esperar que um país assim a educação va melhorar e por isso mesmo a importancia das cotas para negros, pobres e qualquer população excluida, aqueles que n~çao entendem isso, só estarão dando forças para universidades elitistas, segregadoras e excludentes

  19. Paolo Postado em 12/May/2013 às 15:49

    Juro que reli o texto duas vezes e nao consegui achar nexo nas frases com o titulo da materia. Sou ingressante da USP (2 vez), estudante de escola publica a vida toda. Para ingressar na minha primeira graduação fiz dois anos de cursinho para então conseguir a almejada vaga. Se foi justo, claro que sim! Não existe premio sem esforço, cotas seja para egressos de escolas publicas quanto para negros, é a forma mais indigna de conseguir uma vaga. Nunca fui adepto de cotas, cada um tem que fazer por merecer. Nunca de o peixe as pessoas ensine a pesca.....

  20. Mery Postado em 12/May/2013 às 15:59

    Sou a favor das cotas raciais em Universidades Públicas, e acredito que o argumento histórico seja válido. É uma questão de reparação? Com certeza! Os negros a abolição, não tinham onde morar, não tinham direito de estudar e mal podiam trabalhar. Nesse mesmo momento, os brancos vinham de desenvolvendo, estudando, adquirindo terras e bens materiais. Não gosto de separar o ser humano em negros/brancos, pois a meu ver somos todos da mesma raça, a humana. Mas o fato de não termos quantidades significativas de negros em profissões que exigem diploma me incomoda, e muito. E ele não são menos capazes que os brancos. As cotas não vão resolver toda essa questão histórica, mas se um negro que hoje entra na faculdade, no curso de medicina, se forma, trabalha, tem seus filhos, que futuramente não precisarão de cotas, pois terão boas oportunidades. A isso que me refiro, claro que cotas sociais também são necessárias, pois quem vem de escola pública e não tem acesso a boas escolas, também é merecedor. É errado falar de mérito quando nem todos tem as mesmas oportunidades.

  21. Leonardo Ribeiro Postado em 12/May/2013 às 16:21

    Olha só que falso argumento: Escola cara = escola melhor vs Escola pública - escola ruim. Eu sou educador, trabalhei 10 anos em escolas públicas e digo por experiência própria: existem estudantes brilhantes na escola pública e medíocres na escola privada. Não há distinção étnica na capacidade intelectual do ser humano.Pelo menos eu nunca consegui distinguir isso empírica e cientificamente. Convém estabelecer quota social nas universidades. Dessa forma a maioria dos afro-descendentes que está incluída nas classes C e D teria a justa oportunidade de ingressar na USP sem recorrer à etnia como critério(mesmo porque negro não é coitadinho... façam-me o favor!). A desgraça histórica desse país é a desigualdade social.

  22. Ayany Postado em 12/May/2013 às 16:48

    Vejo que muitos aqui não conhecem a nova lei, as cotas não são só para negros, são para negros, índios e alunos de escolas públicas (seja qual for a cor). Logo, a política de cotas é social. Sejam sensatos, meritocracia só faz sentido quando todos saem de pontos iguais. Evidente que a educação brasileira precisa de caminhar muito, valorização da escola pública, do professor, uma mudança de mentalidade do povo. Bem está longe de ocorrer, a caminhada é lenta neste país onde as chances de quem tem e pode cresce cada vez mais, de quem tem e não pode cresce lentamente. O que faremos enquanto isto? Esquecer? Qual será futuro do jovem negro e pardo do Brasil? Que chances reais ele tem? Sobre dizer que cotas é uma forma de preconceito, digo que dizer isto que é uma forma de preconceito, visto que existência da política de cotas é por motivos sociais (racismo, segregação econômica e etc). Esta política está sendo constantemente estudada e monitorada pelas próprias universidade que avaliam a qualidade do aluno, sabemos que lá os cotistas são tratados como iguais, e se não são, lamento, isto não é uma deficiência do cotista, mas daquele que o chama de "coitado", ou fraco, ou lhe olha torto, ou lhe julga mal.

  23. Ayany Postado em 12/May/2013 às 16:51

    **digo: de quem não tem e nem pode cresce lentamente.

  24. Ayany Postado em 12/May/2013 às 17:01

    *** universidades

  25. RODRIGO Postado em 12/May/2013 às 17:30

    Sábias palavras da Mary, política de cotas é uma política afirmativa, emergencial que visa lutar contra o preconceito que ainda EXISTE na sociedade. A forma de se combater é permitindo, dessa forma, que cidadãos negros participem em setores de dominância branca. Nos EUA acontece isso, e eles tratam isso de uma forma natural. Todo o filme hollywoodiano tem pelomenos um negro. Sistema de cotas não tem nada a ver com política de esquerda ou de direta. Tem a ver com justiça.

  26. Lee Postado em 12/May/2013 às 18:38

    Um colega meu batizou carinhosamente a USP de Universidade Sem Preto.

  27. Rodrigo Postado em 12/May/2013 às 19:46

    A base, que é a escola pública, ninguém fala. O desmando dos alunos e falta de autoridade dos professores ninguém fala também. Antigamente, cerca de 20 anos, a escola pública era a boa e a particular com a fama de 'papai pagou passou'.Na aula era um total silêncio, só o professor falava. Aí vieram estes pseudo movimentos sociais, os mesmos que querem as cotas, e acabaram com o ensino básico para 'não traumatizar' os alunos. Não há cobrança, os alunos fazem o que querem, menos estudar. Agora querem a mesma decadência nas poucas instituições e cursos que ainda prestam. Gostaria de ver este 'pragmatismo político' ser de fato pragmático, e cobrar ações na base. Universidade é sinônimo de status, por isso essa briga. A base não interessa.

  28. vander Postado em 13/May/2013 às 00:48

    A USP é uma ilha de sobriedade nesse absurdo de politica de cotas que tenta sim tapar o sol com a peneira. Não existe esse papo de medida emergencial. depois de implantada essa politica NUNCA vai deixar de existir pelo simples fato de que é uma medida simplesmente eleitoreira.

  29. Vinicius Postado em 13/May/2013 às 08:11

    Muito bonitos os argumentos a favor das cotas raciais e sociais, mas ainda não resolve o problema. O problema não é a cor e nem a condição social. O problema é o baixo nível da educação pública brasileira! É lamentável! É óbvio que a maior parte dos alunos de universidades públicas, sejam estaduais ou federais, provem de escolar particulares, afinal, são essas escolas que tem ensino de qualidade! E não digo isso com exaltação, mas sim com lamentação! Há uma discrepância absurda entre a qualidade de ensino das escolas públicas e particulares. Agora, dizer-me "reservar" vagas de universidades públicas para quem não tem ensino de qualidade ou, pura e simplesmente, porque o cidadão não é branco, é de uma hipocrisia tremenda! Inaceitável! É, além de manter um problema sistemático, como o ensino público no país, condenar o ensino superior à falta de credibilidade!

  30. Rodrigo Teixeira Postado em 13/May/2013 às 10:00

    O papel da universidade não é promover igualdade social e sim promover pesquisa de ponta e produzir tecnologia e conhecimento de fronteira em todas as áreas de conhecimento em que ela atua. Para isso, é importantíssimo que um conceito chamado "meritocracia" seja praticado. É uma pena que esse conceito tão bonito seja tão desprezado pela esquerda ! Mas vamos lá ! Supondo que seja sim o papel da universidade, servir de máquina social do estado. Não é um pouco de inocência acreditar que simplesmente ocupar o espaço da universidade com negros de maneira forçada vai resolver o problema do racismo, num ambiente como a USP, onde a maioria dos estudantes (ricos e que receberam uma educação de qualidade) viveram em espaços segregados a vida toda !? Se o principal argumento para defesa das cotas raciais é "naturalizar" a presença do negro em espaços historicamente de predominância branca, então porque não instalar essas cotas no ensino fundamental em cada colégio de elite da capital ? Não é de se esperar que se as crianças conviverem desde cedo com essa mistura, o objetivo não seja alcançado de maneira muito mais rápida e efetiva ? Porque não instalar cotas em cada clube de elite do país ? Como Jokey Clubes e afins ? Talvez seja mais fácil por na conta da USP, a incompetência do Estado em gerenciar seus recursos para promover um ensino de qualidade.

  31. Fagner Postado em 13/May/2013 às 11:51

    É triste ler os comentários racistas e mesquinhos desta burguesia que sente-se ameaçada. Estão querendo mexer no teu queijo é?? Sou a favor das cotas como medida EMERGENCIAL !

  32. Tatiane Postado em 13/May/2013 às 12:05

    Meritocracia, é para rir, certo? Para mim existiria mérito se todos estivessem no mesmo nível educacional. Tem muito mais mérito aquele que se lascou para pagar um cursinho sozinho, que estudou em escola pública, teve uma base educacional tosca e ainda assim conseguiu passar em uma pública. Agora, pow, se o cara fez escola particular, cursinho, inglês, e etc,ele tem o dever de passar, isso não é mérito, é dar valor a tudo que teve até então e fazer valer a pena o investimento dos pais.

  33. Vander Postado em 13/May/2013 às 13:45

    A culpa é da universidade ou do ensino publico ridiculo? E como fica a pessoa que é branca, parda, amarela e pobre?? Esses que se lasquem não é mesmo? Ao invês de resolver o problema na fonte brasileiro tem mania de tentar resolver a consequencia e não a causa. E essa historia que é em caracter emergencial é PAPO FURADO.

  34. Gabriela Postado em 13/May/2013 às 15:40

    Meu problema é unicamente o seguinte: se fosse só emergenciais td bem mas o ensino básico ta piorando, piorando em vez d melhorar. Muito investimento tem se feito no superior mas no básico não to vendo programa nenhum do governo. Os dados mostram q somos um dos piores países no mundo em educação básica. O aluno aprende em média 30% do q deveria saber em escolas públicas. E ai?O emergencial vai durar a vida toda p variar. E o q creio é q sim o público superior vai baixar sim e felizes das Faculdades Particulares q sim vao ficar melhores q as públicas e voltamos ao sistema atual com relação aos ensino básico: Alunos pobres nas pública com ensino abaixo da média e os ricos em escolas boas particulares. Aos q tao aí bradando o absurdo d n ter cotas pq tb n bradam com o mesmo furor o absurdo do nosso ensino básico?

  35. claudio Postado em 13/May/2013 às 16:42

    Lendo alguns comentários é de ficar triste com a ignorância histórica de [email protected] [email protected] que se quer conhecem sua própria história ou são tão racistas que ignoram - á a propósito... Porém nem tudo esta perdido, muita pessoas tem problematizado com conteúdo as Politicas Afirmativas... Uma das coisas mais importantes das “cotas raciais” a meu ver, foi ver os racistas saírem do armário, e, os quem tem um entendimento construtivo fazer deste instrumento um exercício de cidadania e de intervenção social que terá seu resultado daqui aos 120 anos no mínimo.

  36. vander Postado em 14/May/2013 às 01:29

    Claudio, O correto é "sequer"e não "se quer". Por favor volte pro ensino fundamental. E esse discurso de "é contra politica afirmativa então é racista" é tão idiota que parece argumento de adolecente.

  37. Everton Postado em 14/May/2013 às 10:28

    Cota racial é apenas um paleativo. Esses programas servem apenas para "apagar incêncios" sociais e para entidades e governos ficarem massacrando números e não resolverem, de fato os problemas. Querem um resultado real? Querem igualdade nas universidades? Então por que insistem em progressão continuada e na péssima qualidade do ensino público? Por que não igualar o currículo das públicas aos das particulares? Por que esse separatismo? Não é a cor que te torna mais ou menos preparado para a vida acadêmica, mas sim toda a base e conhecimento que vem desde o ensino fundamental.

  38. Everton Postado em 14/May/2013 às 10:32

    E só esqueci de mencionar outra coisa: sou negro, classe C e estudei em escola pública.

  39. Mario Jordão Postado em 14/May/2013 às 10:42

    Sou totalmente a favor das cotas SOCIAIS e totalmente contra cotas RACIAIS. Haverá naturalmente maior acesso de negros à medida em que a barreira social for removida. Aliás, em SP (sou carioca) há um imenso contingente de pobres de origem nordestina, que certamente é digno de ações afirmativas. Merecem menos apoio porque sua pele é mais clara? A PM, tanto no RJ como em SP, tem um monte de negros e é tremendamente racista. Cota racial é coisa de estadunidense. A solução brasileira será diferente.

  40. Rodrigo Postado em 14/May/2013 às 12:50

    Estudei minha vida toda em escolas públicas e além disso venho de uma família humilde, porém nunca usei nada disso como desculpa para não estudar. Nunca pude frequentar cursinhos preparatórios pré-vestibular, mas hoje curso o quarto ano de Medicina na USP graças aos meus esforços. Acho ridículo alguém falar em cotas para negros, pois com exceção da cor da pele, não vejo diferença entre minhas origens e a dos negros ditos desfavorecidos. Ninguém é definido por suas origens, mas sim por quem escolhe ser.

  41. Simone Pereira Gonçaalves Postado em 14/May/2013 às 13:57

    Sou neta de negro e estudei a vida inteira em escola publica e fiz USP. Foi me enfiando dentro da biblioteca da escola ( que nunca era usada) que consegui isso. ESTUDANDO. Quer da cota.. da cota para pobre.. no geral. Conheço negros ricos e conheço brancos pobres. Acho que o autor do artigo devia repensar o tema, porque ele está completamente equivocado.

  42. Fábio Silva Postado em 19/May/2013 às 22:54

    Vocês se sentem diminuídos, ofendidos, injustiçados, "feito besta", porque outro ser humano vai ter acesso à universidade? O problema é que ele vai entrar por causa da cor e não por mérito? A vaga já está reservada, então? Ele vai concorrer só contra a caneta? Vocês já pararam pra pensar que por causa de um sofisma vocês estão colocando um entrave à uma oportunidade para melhorar a qualidade de vida de um ser humano? Vocês vão morrer se alguém entrar por cota racial na universidade? Eles vão tomar a vaga de vocês? Como se vocês não estivessem tomando a vaga deles! Façam-me o favor! Parece aquela história do ônibus: cara é assaltado, mas não quer se foder sozinho; então ele aponta pro ladrão onde a mulher jogou a bolsa. Por que vocês não param com esse pseudo intelectualismo e passam a pensar no problema sob uma perspectiva mais humana: a de que vocês estão tirando a oportunidade de uma pessoa ter uma qualidade de vida melhor. VOCÊS NÃO ENTENDEM DE POLÍTICAS SOCIAIS. VOCÊS SÓ USAM A INTERNET. Favor, voltem pra novela.

  43. PATRICIA Postado em 03/Jun/2013 às 17:01

    CONCORDO COM VOCÊ FABIO SILVA!PORQUE NÃO INVESTEM NAS ESCOLAS PÚBLICAS?SE O ENSINO PÚBLICO SE EQUIPARAR COM O PRIVADO NÃO HAVERÁ NECESSIDADE DE SEPARAÇÃO ENTRE POBRES E RICOS,PORQUE COTAS PELA COR?????FRANCAMENTE....ME RECUSO A DISCUTIR SOBRE ISSO.RIDÍCULO!É ATRAVÉS DO MÉRITO DE CADA UM SIM!

  44. Rodrigo Teixeira Postado em 03/Jun/2013 às 22:55

    De novo vem o Socialista de caviar, salvador do proletariado falar em perspectiva humana ! Não vejo nada de humano que o estado enquadre e separe oficialmente em grupos humanos em termos de raça como se fossemos cachorros ou cavalos. Foi justamente assim que começaram todos os genocídios. Raça é um mito ! Política de minorias é uma agenda política ! Você acha realmente que vai salvar a vida de alguém mandando ela pra universidade ? Me poupe ! O racismo existe na sociedade brasileira ? Sem dúvida ! Quer uma ótima receita para piorar isso ? Separar as pessoas em raças diferentes com direitos diferentes ! Universidade não é lugar pra se fazer caridade, é pra se fazer pesquisa ! A única justificativa que chega perto de fazer algum sentido para as cotas racias é a de familiarizar a presença do negro em ambientes que são (historicamente) predominantemente brancos. Ok, então porque não oferecer cotas no ensino fundamental nas melhores escolas particulares de cada estado ? Sem dúvida sairia mais barato para o país e o efeito muito maior... Cotas, são o ode a mediocridade...

  45. Igor Postado em 06/Jun/2013 às 00:11

    O que falta no Brasil é acabar com essa falacia de cotas e começar a se investir em educação de base... Lutemos por uma educação publica de base com qualidade e acabemos com essas medidas populistas que só fazem enganar o povão...

  46. COTISTA COM ORGULHO Postado em 29/Jun/2013 às 20:30

    Em primeiro lugar: as Universidade públicas, assim como as escolas públicas, são para quem não pode pagar uma particular. Por que os ricos, sejam eles brancos ou de qualquer outra etnia, colocam os filhos desde os 3 anos estudando em escolas bilíngues que custam acima de R$4.000 e lá eles continuam até terminar o ensino médio e quando os mesmos filhos de escolas caríssimas e que falam outros idiomas, fazem intercâmbio e o principal: têm dinheiro para pagar uma boa universidade particular “matam" ou “morrem” por vagas nas públicas?? SIMPLESMENTE porque as Universidades públicas, ao contrário da maioria das escolas, são consideradas melhores. Essa é a verdade. Se as particulares fossem consideradas melhores, já estariam os classe média ou alta estudando somente nelas, e os pobres estariam lá na pública. Ou seja, se é bom é privilégio de quem tem grana e se é ruim, TEM que ser dos pobres. Eu concordo com as cotas raciais e sociais sim. Na minha época de vestibular, fiz provas somente para 2 universidades públicas, uma por cota e uma sem cota, passei nas DUAS, sendo que na que não optei por cotas, era um curso muito mais elitizado e disputado, Direito. Eu estudei somente em escolas particulares, não eram bilíngues, eram escolas particulares para POBRES, escolas de periferia, não eram consideradas as melhores, mas eu sempre fui uma das poucas pessoas negras das salas de aula, minha mãe tinha 2 empregos e trabalhava mais de 60 horas por semana para manter as mensalidade em dia, meus pais abriram mão do conforto e de comer melhor, para dar uma boa educação aos filhos. Quando no ensino médio fui para a escola considerada a melhor da minha cidade, cidade considerada pobre, fiz uma prova e consegui bolsa de 50% nas mensalidades, na minha turma de 2º ano eu era a única estudante negra entre 45 alunos e na minha turma de 3º ano éramos 2 meninas negras numa turma de 150 alunos, a sala era como um auditório. Na parte da manhã era terceiro ano normal e à tarde preparatório para o vestibular. Estudávamos, NA ESCOLA, durante quase 10h por dia. A maioria dos meus colegas de turma era descendente de europeus e cada um com um sobrenome mais difícil que o outro. Posso afirmar que mais de 60% já tinha inglês e/ou espanhol fluentes. Não sejam cegos, queridos, leiam mais sobre o assunto, para entrar por cotas não basta ser negro, tem que ser POBRE, tem que COMPROVAR. Eu não achei que precisasse, até fui convencida por um dos meus professores do ensino médio de um modo bem ofensivo de que eu não precisava de cotas, pois não sou inferior a ninguém e aquela ladainha de sempre. Mas, quando eu sofri discriminação ( ocorreu durante toda a minha vida escolar e na faculdade, dos apelidos altamente ofensivos devido a minha cor e cabelo, coisas horríveis mesmo, mas não vou contar ou virão os ‘mimizeiros’ dizendo que eu estou me fazendo de coitada), quando eu tive depressão por isso, tinha vergonha de mim, perdi a concentração nas aulas, NENHUM professor tão “preocupado com a minha auto estima” me procurou para dizer que eu não era inferior a ninguém. Daí tive a BRILHANTE ideia de conhecer o projeto de políticas afirmativas, li e optei por COTAS com orgulho. EU tive uma bolsa auxilio em alguns períodos que me ajudou muito na alimentação, passagem, cópias e livros. Somente de passagem para a universidade eu gastava mais de R$400,00 – mês. Eu pegava 6 conduções para ir e voltar todos os dias e demorava no mínimo 4 horas no trajeto. Sofri muito preconceito, NÃO POR ter entrado por cotas e sim por que as pessoas realmente achavam um absurdo eu ser negra, andar arrumada, ser esforçada, não ficar sambando nem fazendo “graça” e não abaixar a cabeça pra ninguém. Só quem passa, sabe, mas as pessoas realmente acham que os negros não podem estar em determinados lugares considerados melhores e as universidades públicas são um exemplo disso. Eu estudei Letras – Português*italiano e ouvi de uma professora italiana já no sexto período, no primeiro dia de aula, ela não me conhecia e me pediu para ficar na sala após a saída dos outros alunos, que eu NÃO TINHA CAPACIDADE para aprender a língua italiana, JÁ QUE EU NÃO SOU DESCENDENTE. A mesma disse que eu deveria ir aprender o espanhol, pois era mais fácil e tinha mais a ver comigo, talvez inglês e bla bla bla. Me “orientou” a mudar de curso e tudo, pois eu caso eu fosse para a Itália, eu não seria bem tratada, eles são racistas, e enfatizou que entendia a minha DIFICULDADE DE APRENDER. Peraí, como ela mediu o meu grau de dificuldade?? somente com olhar?? Ela não deu prova, exercício, não fez perguntas para ninguém, somente ela falou durante toda a aula. Eu não abaixei a cabeça e falei que poderia fazer espanhol, mas depois de me formar em italiano. Pedi licença e sai da sala. Sai de lá tão atordoada e chorando, que atravessei a rua sem olhar e quase fui atropelada, o motorista até pensou que eu tivesse drogada. Enfim, morri de raiva, mas não desisti, MINHA FAMÍLIA muito estruturada não permitiu. Hoje, seis anos após ouvir isso dela, além de ser professora de português e italiano, falo inglês, espanhol e estudo francês sozinha. Sou especializada em Língua Portuguesa e cursando outra graduação, dessa vez particular, me formarei daqui a 2 anos. Fui aprovada em mais de 10 concursos públicos, aliás eu nunca fiquei reprovada em nenhum. Já fui à Itália algumas vezes e já estudei lá e já fui a outros 5 países da Europa, já visitei mais de 40 cidades lá e fui também a Argentina. Nunca passei no exterior por discriminações maiores do que eu já passei e ainda PASSO aqui no Brasil. Eu sei, queridos, EU SOU UMA EXCEÇÃO por TER conseguindo passar por tudo isso, grande parte não consegue, não por falta de inteligência ou esforço e sim POR SER MUITO TRISTE SER HUMILHADO TODOS OS DIAS. Você ser julgado, inferiorizado somente por sua cor de pele é terrível. E não venham com essa de o preconceito é social não. Agora, com certa condição financeira, carro, viagens, idas a restaurantes mais caros e etc, eu sofro mais preconceito ainda. Por que muita gente não se conforma em comer em um restaurante no qual estão pessoas negras. Já cansei de ouvir: você vai para Europa pq tem namorado lá? Não “arrumou” ninguém?? Você é dançarina, vai viajar a trabalho:? Quem te deu esse carro? E fora os “elogios”: você é negra, mas é inteligente. Você é negra, mas é bonita. Nossa, você nem parece negra e muitos outros. Os “FREUDS” comentaram aí dizendo que sempre estudaram em escolas públicas e conseguiram passar nas Universidades públicas, parabéns, vocês são FODAS. Mas, infelizmente, são EXCEÇÕES. Não se comparem com os outros, você não sabem o sofrimentos dos outros e a diferença que dá ter uma família humilde, mas estruturada. É muito difícil lutar contra o mundo sozinho. NUNCA desmereça a luta dos outros. UNIVERSIDADES PÚBLICAS SÃO PARA OS POBRES. Parem de assistir globo e procurem outras fontes de informação. Respeitem os direitos dos outros. E esqueçam da barbaridade que foi a escravidão e de que para MUITOS ela ainda não acabou, e lugar de negro é varrendo rua, limpando chão e banheiro, carregando caixotes, sambando para gringo ver. Nunca na Universidade pública. Assim está bom para a maioria. Quero ver se preocupar com a entrada de estudantes negros nas Universidades privadas. Sabem por que não se preocupam? Pq a classe média e alta estuda nas públicas, que são consideradas melhores. Os negros e/ou pobres podem até se formar na particular, mas na mente da elite, continuarão sendo inferiores a ela. RACIOCINEM E DEIXEM DE HIPOCRISIA. O RACISMO NO BRASIL É MAIS QUE GRITANTE. E NÃO CULPEM AS PESSOAS NEGRAS POR ISSO. LEIAM como o racismo é tratado na ALEMANHA, um país BRANCO e vejam como é tratado no Brasil, um país mestiço.

  47. COTISTA COM ORGULHO Postado em 29/Jun/2013 às 20:43

    OBS: Ninguém é aprovado no vestibular por ser negro ou pobre, é aprovado por ser CAPAZ. Os alunos que optam por cotas também fazem prova de vestibular e tem resultados de bom à excelente. Eles têm uma "ajuda" MÍNIMA para entrar, mas para sair COM O DIPLOMA, são eles e DEUS na luta. Procurem se informar sobre o desempenho dos alunos cotistas...É ÓTIMO!

  48. Murilo Postado em 24/Jul/2013 às 04:16

    Rodrigo Teixeira, deixa de ser asno: empresa privada é empresa privada, instituição pública é instituição pública.

  49. andre luis freitas Postado em 31/Jul/2013 às 03:04

    Sou negro e contra as cotas raciais...sou a favor de no minimo 50% das vagas destinados a alunos de escolas publicas...nao importa sua raca.