Luis Soares
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Religião 13/Apr/2013 às 14:21
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"A religião na política fere o estado laico e não nos representa"

A religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública – do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício

Por Marcelo Semer, em seu blog

No afã de defender Marco Feliciano das críticas recebidas por amplos setores da sociedade, o blogueiro de Veja, Reinaldo Azevedo, disse que era puro preconceito o fato de ele ser constantemente chamado de pastor.

Infelizmente não é.

Pastor Marco Feliciano é o nome regimental do deputado, como está inscrito na Câmara e com o qual disputou as últimas eleições.

religião política

“Se as leis de um Estado devem valer ao conjunto de seus cidadãos, as religiosas só alcançam aqueles que se entregam a fé. A catequese imposta, mesmo que por vias indiretas, como a de impingir a todos a crença de apenas alguns, é própria de estados teológicos” (Foto: Reprodução)

Há vários casos de candidatos que acrescentam a sua profissão como forma de maior identificação com o eleitorado, como o Professor Luizinho ou ainda a Juíza Denise Frossard.

Marco Feliciano não está na mesma situação –sua evocação é um claro chamado para o ingresso da religião na política, que arrepia a quem quer que ainda guarde a esperança de manter intacta a noção de estado laico.

A religião pode até ser um veículo para a celebração do bem comum, mas seu espaço é nitidamente diverso.

Na democracia, o bem comum é uma construção coletiva e, por natureza, includente. Quanto mais pessoas fazem parte da decisão, mais ela se legitima.

A religião é, por si só, excludente, e seus dogmas sobre o bem e o mal não estão sob escrutínio popular.

Suas ‘verdades absolutas’ não fazem parte do ambiente de negociação, próprio da atividade política. Esta busca, ainda, se amoldar à vontade social e não apenas forjá-la, como regras rígidas de um credo.

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A definição da moral e a punição a quem dela se desvia, que pode ser até inerente ao religioso, quando consagrado à virtude, não tem espaço na vida republicana. Regrar os demais por uma concepção própria de vida não passa de um abuso de direito.

A religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública – do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício.

Se as leis de um Estado devem valer ao conjunto de seus cidadãos, as religiosas só alcançam aqueles que se entregam a fé. A catequese imposta, mesmo que por vias indiretas, como a de impingir a todos a crença de apenas alguns, é própria de estados teológicos.

Alimentado, todavia, por interesses partidários, dos mais variados matizes e ideologias, lobbies religiosos estão ganhando trânsito no governo e também na oposição, seduzidos uns e outros pelo volume de potenciais eleitores e pela enorme penetração nos meios de comunicação de massa.

O futuro nos espera, assim, em uma esquina sombria.

O caso Feliciano pode ser maior do que a questão religiosa, mas resumi-lo ao folclore de suas desastradas declarações, desprezando os riscos desta vinculação, seria uma tremenda imprudência.

É certo que o episódio vem desgastando os partidos, que relegaram a comissão de direitos humanos a um terceiro escalão.

Mas, ao mesmo tempo, também revelou uma sociedade mais madura, tolerante e engajada. Que reagiu às vezes com ira, às vezes com graça, mas quase uníssona em um daqueles momentos de defesa da liberdade que costumam deixar marcas.

No cálculo eleitoral, no entanto, analistas já preveem que o deputado deve ter mais votos no próximo pleito, e que todo esse desgaste, enfim, terá valido a pena para ele.

Pode ser até o mesmo cálculo que outros tantos famosos, como personagens do escândalo, colunistas do insulto ou humoristas da ofensa, costumam fazer quando investem pesado em uma grande polêmica.

Afinal de contas, já faz tempo que aquela regra cínica da política “falem mal, mas falem de mim”, foi transformada na máxima das celebridades em busca de atenção: “falo mal para que falem de mim”.

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Comentários

  1. Victor Postado em 13/Apr/2013 às 20:37

    Exatamente! Nada de reforçar preconceito contra evangélicos quando usamos "pastor" ao fazermos referência ao referido parlamentar. Afinal, além de ser o nome regimental (ESCOLHIDO POR ELE), isso é na verdade um COMPLEXO DE VIRA-LATAS que os próprios pastores e seus seguidores/defensores têm. E enquanto o brasileiro vê aquela que deveria ser verdadeiramente e NA PRÁTICA, a CASA DO POVO - o que implicaria na CASA DA PLURALIDADE -, no maior símbolo da instauração de uma TEOCRACIA no "nosso" país, nossos hermanos del sur (Argentina, Uruguay e Chile) nos dão um BANHO DE BONS EXEMPLOS, de democracia, civilidade e secularismo. O Brasil tem preferido tomar o IRÃ e seus coleguinhas EXPLOSIVOS do Oriente-Médio, Asia e África Islâmica como modelos. Nessas horas, eu apenas REFORÇO uma decisão já tomada há uns 2 anos. A de ir embora para o Canadá, um país que apesar de ser DEMOCRÁTICO e ostentar várias excelentes colocações no que se refere a índices que medem a qualidade de vida, de ensino e DE SEGURANÇA, o Brasil mantém poucas relações POLÍTICAS com essa nação. Relações que se limitam talvez, apenas, a MANDAR ESTUDANTES para as universidades de lá.

  2. Betina Postado em 14/Apr/2013 às 01:05

    Sou espírita, e acredito em Deus. Dito isto, completo: Estado laico? SIM!!! Religião e política são duas coisas diferentes. Não se mistura esse tipo de coisa. Alguém já ouviu falar de Idade Média? Inquisição? Eu com certeza não quero um retrocesso tão imenso.

  3. Marcelo Pereira Postado em 14/Apr/2013 às 07:32

    Caro Marcelo" fico feliz de ler seu blog. Sobre o blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, tentei seguidas vezes publicar minha - polida - opiniao em seu blog sobre o video do antropologo Marcelo Pereira (nao eu mesmo, mas um outro) no qual Reinaildo defende Marco Feliciano e acusa Marcelo de ser uma farsa. Fique estarrecido ao perceber o controle que certos veiculos exercem num espaco que deveria ser aberto para a discussao, e simplesmente ignoram comentarios que nao estao de acordo com o autor. Visite o blog do autor e repare que em todos os artigos sobre o Marco Feliciano nao ha comentarios contrarios. Isso eh manipulacao. Tendo dito isso, concordo inteiramente contigo. Devemos ter atencao ao jogo politico e a maneira como nossos politicos profissionais estao loteando o poder. Infelizmente, penso que ainda nao atingimos um nivel de conscientizacao e mobIlizacao social que permite que reajamos de maneira eficaz as barbaridades cometidas na nossa politica, em todos os niveis institucionais. Mas devemos continuar lutando.

  4. luiggi Postado em 14/Apr/2013 às 10:29

    Estado laico no Brasil? Só se for na teoria. Por que todas as religiões tem isenção de impostos neste país? Nem na Itália, onde o lobby católico é fortíssimo isto acontece, lá a igreja católica romana paga impostos. No Brasil todas essas seitas são isentas. A resposta é simples: manter esse rebanho humano sob as asas assistencialistas do Estado assegura a quem estiver no poder alguns milhões de votos, seja lá que partido esteja no poder. É vergonhoso ver no que Dilma se transformou nestes 3 anos em relação aos religiosos. Chamada de bruxa aborteira, enviada do demônio, terrorista, satanista, lésbica, etc. durante a campanha eleitoral de 2010 por integrantes destes templos da maracutaia e até mesmo por setores da igreja católica, hoje, depois de eleita, rasga o contrato de laicidade do governo ao render-se ao lobby crentelhocrata que negocia toda e qualquer votação de temas de interesse nacional em troca de mais espaço dentro deste governo e aproveitando-se da ocasião, fazem passar leis que aumentam a influência da religião dentro do Estado e achacam com os direitos das minorias. E o povão delira porque a um povo que falta educação e cultura, sobram crendices e esperança em um futuro que nunca chegará.

  5. Rogerio Postado em 14/Apr/2013 às 11:20

    É preconceito sim a forma e o tom em que o chamam de pastor. Basta prestar atenção de modo isento para perceber. O estado sendo laico não é estado ateu ou antirreligioso. Querem impedir pastores de se candidatar? Ou limitar seu poder perante outros políticos? Proibir partidos com a palavra CRISTÃO em sua sigla. Pareço exagerar, mas é essa a impressão que da. Existem políticos pastores porque tem eleitores evangélicos que votam neles. O estado pode ser laico mas o eleitorado não. O que fazer então? Os evangélicos aceitem os direitos dos outros e os outros aceitem o direito dos evangélicos discordarem sobre certos assuntos.

  6. Bertone Postado em 14/Apr/2013 às 12:22

    O problema não é o fato de evangélicos estarem no Congresso, mas o fato de que essa bancada existe para fazer lobby a favor dos interesses das corporações evangélicas e inserir princípios religiosos na legislação, solapando a frágil laicidade do Estado brasileiro. htt://bertonesousa.wordpress.com

  7. Antonio Postado em 14/Apr/2013 às 15:03

    Qualquer religioso tem o direito de participar da política desde de que não leve sua religião p/a política, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, cada macaco no seu galho.

  8. Rodrigo Teixeira Postado em 15/Apr/2013 às 09:39

    A luta pelos direitos civis dos homossexuais (que é importantíssima e representaria uma evolução moral da nossa sociedade) está sendo conduzido de maneira errada e por pessoas inescrupulosas, que usam os adeptos do politicamente correto para fazer mais barulho do que protesto consciente. Ao invés, de aceitarem o duelo ideológico com parcimônia e astúcia ( campo de batalha onde os evangélicos não se sustentam, pois a únicos argumento que tem ao seu lado, vem de dogmas religiosos) , partem para ataques pessoais e para o achincalhamento pessoal. São burros e não percebem que o efeito é justamento contrário ao esperado. Quando o Feliciano aparece e fala uma bobagem em público, ao invés de dialogar com o grande público explicando o tamanho da bobagem que ele disse ( não , infelizmente ainda não é óbvio para todo mundo que Aids é uma doença exclusivamente homossexual), os ativistas gays se juntando aos esquerdolóides se ocuparam de tentar denegrir a imagem do pastor e como de costume tentaram insinuar que seu adversário é também gay. O resultado já era de se esperar: Até mesmo os evangélicos moderados (que nunca viram os televangelistas e neopentecostais com bons olhos) começaram a ficar preocupados com a propaganda anti igreja evangélica e começaram a encarar a ideia de bancada evangélica no congresso (que antes abominavam) como um mal necessário. Eu sou ateu, mas cresci numa família repleta de evangélicos e estou vendo esse fenômeno de perto. Marcos Feliciano ocupando um cargo político da importância de um deputado é uma piada de mau gosto. Mas devo admitir que demonstrou astúcia numa declaração recente, que me arrancou uma risada. "Se eu não sou legítimo para cadeira que ocupo, imagina então o Genoíno e o João Paulo Cunha ! Se eles renunciarem, eu renuncio com prazer !" Genial ou não ?

  9. Rodrigo Teixeira Postado em 15/Apr/2013 às 09:41

    *apenas corrigindo : Aids NÃO é uma doença exclusivamente homossexual.

  10. Rudi Postado em 15/Apr/2013 às 11:30

    Não sou evangélico, mas o caso do energúmeno deputado Marco Feliciano, de quem não sou eleitor, e muito menos simpatizante, e que vem ocupando grande espaço mídia, me leva a fazer alguns questionamentos. Não vivemos em um país democrático? A democracia não permite opiniões divergentes? Exprimir suas opiniões significa o mesmo que agir com base nelas? Exemplifico: Ser a favor da pena de morte significa que vamos sair matando as pessoas? Cercear as pessoas de expressarem suas opiniões não é uma forma de censura? Volto a dizer, não tenho a menor simpatia pelo energúmeno, ou qualquer outro fanático, seja de que religião for. Acho que qualquer fanatismo é ruim e nos torna perigosos. Mas não terá ele o direito de exprimir suas opiniões? Opiniões divergentes são importantes para que mudemos as cosias. Se não nos fosse permitido isso, teríamos escravidão até os dias de hoje. Logo, ele tem o direito de ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ser contra o aborto, e sei lá mais que outras opiniões tem esse desvairado, mesmo que o Brasil inteiro seja a favor. Outra coisa que devemos ter em mente, é que ele está lá de direito. Ele atendeu a todos os requisitos exigidos por lei para estar onde está. A ideia que ele defende hoje é a que ele defendeu para ser eleito, e o foi. Está ocupando a cadeira de presidente da comissão cumprindo o regimento interno da Câmara, com o apoio de outros políticos. Esta é a tal democracia. Enquanto não houver uma mudança profunda nas regras da política brasileira, isto continuará acontecendo. E aí corremos o risco de vermos e sentirmos na própria carne, a imposição de leis que vão contra a vontade da maioria dos brasileiros. Existem hoje 4 figuras políticas que estão em destaque na política brasileira, pelo menos no que se refere a vontade contrária da opinião pública, o Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos, os deputados João Paulo Cunha e o José Genoíno na Comissão de Constituição e Justiça e o Renan Calheiros. Legalmente eles estão ocupando um lugar que lhes é de direito e nada pode tirá-los de lá. Nem mesmo a vontade da maioria do povo brasileiro. Então o que nos resta é lutarmos para que haja uma profunda reforma política neste país.

  11. Amanda Postado em 15/Apr/2013 às 12:20

    Claro, agora deveriam mudar a Constituição, não acha? Colocar que qualquer um pode ser político, menos se tiver religião. O político não pode mais ter opinião, nem crença. Palhaçada, e a democracia, cadê? EU, hein!

  12. Henrique Postado em 15/Apr/2013 às 12:34

    A TALEBANIZAÇÃO DO BRASIL - “Deus nos livre de um Brasil evangélico”, diz o religioso Ricardo Gondim, crítico dos movimentos neopentecostais. Líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”. Entrevista à Carta Capital/abr/2013: “CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.”

  13. Rosane Postado em 15/Apr/2013 às 21:41

    Já pensaram na possibilidade de o Estado assumir uma religião? Isso não interessaria a nenhuma religião, e nem elas mesmas pretendem isso. O laicismo, portanto, é interessante para todas as profissões de fé, que podem auxiliar, e auxiliam efetivamente, o Estado na formação das cidadãos e em diversas iniciativas sociais. Acontece que a pretexto de o Estado ser laico querem excluir os religiosos, compreendidos aí também os fundamentalistas religiosos, das discussões políticas, como se fosse possível descartar esse componente, que é até cultural, do arcabouço jurídico do país. Gostemos ou não, em todo ou em parte, o pastor representa a população brasileira. Se fosse possível "pinçar" as ideologias adequadas aos nossos políticos, aí, sim, a democracia estaria sendo comprometida. Talvez não pudessem se candidatar os palhaços, atores, jogadores... E nem mesmo o Jean Wyllys, conhecido nacionalmente pelo programa televisivo Big Brother... Democraticamente, portanto, as diferenças devem ser resolvidas. Essa discussão, a propósito, está tão dominada pelo policamente correto, que tem gente que acha que foi calculada a escolha, no mesmo dia, de dois membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania condenados pelo STF.

  14. Bruce Postado em 17/Apr/2013 às 22:19

    No afã de defender Feliciano, esse Reinaldo Azevedo fala quase tanta merda quanto o próprio pastor. Falta total de isenção, uma vergonha para o jornalismo.

  15. Vinícius Postado em 18/Apr/2013 às 04:58

    Marcelo Semer, a religião é uma idéia como qualquer outra. Ninguém deve ser retirado da vida pública, ou perder qualquer direito político, por acreditar numa idéia. O Estado Laico não existe como um filtro de que idéias podem ou não influenciar a vida pública. O Estado é laico tão somente para que nenhum grupo use o Estado contra seus adversários no fé, como, por exemplo, o Império proibia cultos públicos de todas as religiões fora o Catolicismo. O Estado é laico para que o sectarismo, como o sectarismo do seu artigo, não tenha armas oficiais. Você é livre para defender que a religião é nociva para a sociedade; mas tentar banir os religiosos, de uma forma ou de outra, da democracia é golpe.

  16. Luc Postado em 19/Apr/2013 às 15:36

    Vejam o perigo de uma teocracia! Com esses religiosos LUNÁTICOS ficaremos atados. Sim ficaremos. Digam adeus a cultura, ao futebol, ao samba, ao carnaval, adeus à música não gospel, adeus ao direito de não ser cristão.... Pois para eles ninguem pode discordar com a bíblia. Adeus cultura indígena mais ainda depois de 500 anos tendo sua cultura destruída e ainda enfiando o cristianismo guela abaixo deles. É o que eles querem, que vivamos como eles querem.

  17. Diogo Postado em 23/Apr/2013 às 18:25

    O Estado é laico, mas os parlamentares não são. Já temos leis com influência Cristã (a própria CF), bem como leis influenciadas pelo socialismo e outras pelo liberalismos. Nem todos compactuamos ideologicamente com essas vertentes, mas as leis com essas influências se aplicam a todos. O resultado da leis é a síntese do antagonismo dos parlamentares. Simples assim. Se tem parlamentar contra a adoção por casais homossexuais, outros são favoráveis, e desse embate vai sair um resultado que provavelmente ninguém vai levar tudo o que quer. Isso é DEMOCRACIA!!!

  18. Diego Postado em 26/Apr/2013 às 16:28

    Desculpe a palavra mais isso e a maior besteira que já li... Vivemos em uma sociedade Laica e por essa mesma razão que temos deputados católicos, espiritas, homossexuais, ateus e etc.... Agora me explique a razão de seu preconceito em um deputado evangélico? Se ele coloca pastor para se representar não vejo qualquer contravenção ao estado laico, o mesmo se alguém dizer bispo fulano de tal, padre fulano de tal, kardecista fulano de tal...quer mais laico que isso.. me poupe do seu pragmatismo preconceituoso.

  19. Pablo Postado em 26/Apr/2013 às 22:28

    Politica e religião jamais deve andar juntas, graças a isso olha o caos que ta, pois todos tem o direito de participar do poder de um pais, desde que não leva seus pensamentos egoístas juntos e pense no povo e não em si próprio como ele faz, ele não é Deus pra salvar alguém ele estudou pra passar a palavra de Deus, ai fica a critério da pessoa aceitar ou não o que ele esta dizendo, pois ninguém é obrigado a nada a qual não o interessa , alias, falam tanto de ditadura gay, mais o que ele esta tentando fazer é por uma ditadura religiosa que envolve só o interesse de sua religião e consegui poderes financeiros, pois até onde sei, Jesus era humilde e pobre e o que ele tinha de riqueza era seu conhecimento para passar ao seus irmãos, por mim ele não estaria no poder da CDH a muito tempo.

  20. Gustavo Postado em 19/Jul/2013 às 22:18

    O Estado é laico (Leigo ou não clerical), e não laicista, ou seja, não tem uma religião oficial e tolera tooas as formas de expressão religiosa. Reduzir a expressão religiosa ao âmbito privado (ao gueto) é discriminatório, 'segregatório' e antidemocrático. Da democracia, aliás, infere-se que todas as vozes e pensamentos sejam ouvidos.

  21. Jorge Ronaldo Postado em 21/Aug/2014 às 19:23

    Amados...explicar o que "traduzem inexplicável": é que o Estado laico e democrático é conscientizar que: O poder que emana do povo, este é o poder de Deus. A o que, o que se espera do "individuo(a)" que recebe tal poder (independente de sua visão gnóstica, e ou doutrina teocrática, místico religiosa): exerça este poder em favor de todos, com caráter e dignidade. Entretanto; Isso é fato, "as aparências enganam"... esta é a essência: pergunto eu, um leigo... quem é do bem?... e quem é do mal? entre os "críticos" de plantão, e ou candidatos(as) ao poder. "Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano". Salmos 32:2