Luis Soares
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Racismo não 17/Apr/2013 às 13:38
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Racismo na loja Le Biscuit: não há mal entendido

Racismo não é “mal entendido”, é crime: O que o ‘caso Le Biscuit’ tem a nos ensinar? Irmãs foram vitimas de preconceito racial quando olhavam as prateleiras de artigos da loja LE BISCUIT. Áurea e Dulce foram acusadas de roubo.

Racismo não é “mal entendido”, é crime! Antes mesmo de sair uma ‘nota oficial’ da Le Biscuit, possivelmente justificando o injustificável, praxe comum em casos de acusação de racismo, é preciso que se antecipe a exclamação inicial. Racismo é crime, inafiançável, não é mal entendido.

O caso das irmãs Áurea e Dulce Santos – uma delas, ironicamente, com o nome da lei que “aboliu” a escravatura no Brasil, que afirmam ter sofrido preconceito racial dentro da loja Le Biscuit de Camaçari, por uma funcionária do estabelecimento, é revelador deste quadro que muitos negam, dizem que é “histeria” de “militantes desocupados”: ainda há racismo no país. Testemunhas relatam que as irmãs foram abordadas por uma funcionária da Le Biscuit, que solicitou que as duas a seguissem até um departamento da loja e abrissem a bolsa.

Ofendidas, as duas se encaminharam até a porta central da loja e retiraram todos os pertences que continham dentro da bolsa. Ao retirarem tudo, foi constatado por todos os presentes que não havia acontecido roubo algum.

É comum presenciarmos relatos como este. O cidadão ou cidadã é negro, está dentro de um determinado estabelecimento, alguém desconfia e logo o tal é interpelado, de forma discriminatória, como se a cor da pele fosse um “atestado de culpa”. Se deram mal com as irmãs Santos.

racismo loja le biscuit

Caso Le Biscuit: Racismo é crime, inafiançável, não é mal entendido (Foto: Divulgação)

Muitos destes cidadãos brasileiros, maioria populacional segundo o IBGE – os negros correspondem a mais da metade da nação -, ficam reféns desta prática comum, de serem acusados de “roubo”, violados dos seus direitos constitucionais de defesa, conduzidos à “departamentos da loja” para serem revistados e se calam.

As irmãs Santos não, escancararam o crime que sofriam, chamaram a atenção e devem ter constrangido a tal funcionária que, certamente, não tomara aquela decisão só.

A polícia foi chamada – outro fato importante, que merece ser seguido todas as vezes que alguém se sentir vítima de racismo. Insisto, ele é crime! Quem incriminava injustamente, foi incriminado, desnudado.

Tem que ser assim, o preconceito precisa ser denunciado, revelado, pois ele mostra a face de uma sociedade que posa de ‘igualitária’, mas que esconde sua torpe herança do período colonial e pós-colonial.

A ‘Casa Grande’ sucumbiu ante a ‘Senzala’. Como se as irmãs Santos tivessem personificado o heróico Zumbi dos Palmares naquele momento.

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Vão ter que dar explicações na Comissão da Promoção da Igualdade Racial e Políticas Públicas para as Mulheres (COPROME), da Câmara Municipal – aqui cabe, em primeiro ato, um elogio à célere ação do vereador José Marcelino (PT); e em segundo, a observação de que o nobre vereador precisa acompanhar melhor os veículos de comunicação locais. Que publicaram sim (pelo menos três deles) o evento imediatamente à sua ocorrência -. A rapidez na apuração dos fatos é outra questão de relevância no combate ao racismo, por parte dos órgãos competentes.

Certamente deverão, os protagonistas do ato, ter que se acertarem com a Justiça também, já que as irmãs foram orientadas a darem entrada em processo contra o estabelecimento comercial.

E antes que algum defensor enrustido do racismo se apresse em dizer “ah, mas os negros são preconceituosos também”, me antecipo em reafirmar que todos, negros, brancos, índios e ‘derivados’, fazemos parte de uma sociedade excludente, racista, preconceituosa, que nossa educação foi e é forjada seguindo este molde, ranço macabro do período escravista vivido no país.

Claro que isto não justifica sairmos cometendo atos racistas a torto e a direito. Não. Pelo contrário, a herança do preconceito racial, que paira no Brasil, deve ser vista com constrangimento, para fomentar o desejo individual e também coletivo de combatê-lo.

Como a Justiça deve ser justa – com o perdão do trocadinho infame -, a Le Biscuit tem o direito de se defender. Mas, sobretudo, como toda instituição que se preze – e acredito este ser o caso -, tem o dever de combater quaisquer práticas que afrontem a dignidade e o direito de qualquer cidadão ou cidadã, ainda mais se estes são seus clientes.

Que este episódio sirva de lição e alerta. Lição de quê a pele preta não é sinônimo de banditismo, que o racismo não é mal-entendido, que o povo negro, igual cidadão, deve ser respeitado. E de alerta também, para que outras irmãs ou irmãos ‘Santos’, ‘Silva’, etc., botem sempre a “boca no trombone”, escancarem sempre que qualquer tentativa de preconceito racial venha lhes vitimar.

Geledés

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Comentários

  1. Romero Postado em 17/Apr/2013 às 14:59

    Li e não sei o que aconteceu! Alguém pode me dizer?

    • Gustavo S Postado em 17/Apr/2013 às 15:11

      Romero, as irmãs Áurea e Dulce foram acusadas por funcionários de roubar produtos da loja Le Biscuit. A segurança foi acionada, ambas foram apreendidas e tiveram de passar por rigoroso processo de revista. Todos os pertences de suas bolsas foram retirados e nenhum produto roubado foi encontrado.

      • Paulo Almeida Postado em 17/Apr/2013 às 15:12

        Se fosse eu, botaria uma dinamite na loja e gritaria: Corre putada!

  2. A.V. Postado em 17/Apr/2013 às 15:36

    Só alguém totalmente fora da realidade pra dizer que não existe racismo no Brasil. ps: Li e tb não tinha entendido o que aconteceu.

  3. Marcus Postado em 17/Apr/2013 às 16:02

    Mas o que isto tem a ver com a cor delas? Por acaso não suspeitam e fazem o mesmo com pessoas de outra cor de pele? Em algum momento foi mencionado a cor ou a raça delas como motivo da suspeita? Se não, não tem racismo no acontecido, e sim nesta matéria.

    • Raphael Rodrigues Postado em 17/Apr/2013 às 16:45

      Matéria excelente. Este tipo de evento não é novo no país. Somos todos os dias tentados a levar a crer que este país é exclusivamente de descendência européia. É só ligarmos a TV que veremos propagandas com um número ínfimo a quase inexistente de pessoas de origem negra. Isso incute nas pessoas um comportamento programado de aceitação e conformismo, como uma espécie de padrão que segue de geração em geração. Pode se ver também casos semelhantes com a opinião de alguns atores e funcionários famosos de programas de TV onde é possível ver comportamentos deste tipo. Este problema no Brasil só será resolvido quando houver algum programa do Governo de maximização de atitude contrária a este tipo de pré-conceito. O Brasil é um país de muitas etnias, não só os descendentes de europeus fazem parte dele.

  4. marco A James Postado em 17/Apr/2013 às 16:18

    Ja trabalhei no comercio e sei bem como agem essas quadrilhas, elas pegam algo e repassam a outra pessoa. Então fazer cena é muito fácil, mas tem que ser visto com muito cuidado, pq hj neste pais tudo rende processo. Se bem que se elas forem reclamar pra Comissão de Direitos Humanos, acho que será pior.

  5. Rafael Bessa Postado em 17/Apr/2013 às 18:12

    Só uma correção: não existe "Racismo ao contrário". Negro não são racistas. Assista: https://vimeo.com/17703365

  6. Mongol Postado em 17/Apr/2013 às 18:21

    "Por acaso não suspeitam e fazem o mesmo com pessoas de outra cor de pele?" sim. na china, coréia do norte, quem sabe...

  7. Marg Postado em 17/Apr/2013 às 19:45

    Basta olharmos em nosso espaço, cidades, pelo menos na minha, que vemos claramente que ainda há essa deprimente segregação racial em nossa sociedade....

  8. Luciano Lopes Postado em 18/Apr/2013 às 10:28

    Racismo na matéria? Li e nao entendi? Calem a boca.

  9. Aline Melo Postado em 18/Apr/2013 às 10:39

    Sr Marcos, gostaria muito de saber em que país o senhor vive. Certas coisas estão implícitas.

  10. Ricardo Machado Jorge Postado em 18/Apr/2013 às 11:19

    Esse texto fala uma verdade enorme e já vivi algo parecido em São Paulo. A minha família tem origem em Angola, pois o meus avôs durante a segunda guerra mundial saíram de Portugal rumo a África para conseguir a vida que não tinham na metrópole, enfim ambos constituíram suas famílias em Luanda e demais cidades do interior do país e o meu pai é angolano e inclusive foi soldado, sargento de primeira classe e combatente na guerra de descolonização. A minha família saiu de Angola em 1975, exceto um tio meu que ficou lá e até hoje permanece. Eu mesmo já fui a Angola inúmeras vezes desde 1994 (minha primeira vez) a época ainda grassava a guerra civil e eu pude andar um bocado por aquele país e conhecer pessoas e forjar fortes amizades que existem até hoje e pude conhecer os meus primos, que eu ainda não conhecia. Um dia esses meus primos vieram para o Brasil e estávamos em São Paulo e fomos a uma churrascaria e depois de nos fartarmos no rodízio fomos embora e ao pegarmos o carro um dos manobristas chegou perto dos meus primos negros e disse que era para eles se retirarem porque eles estavam incomodando e que ali não era permitido pedir esmolas, eu fiquei estarrecido e iniciei um escândalo e falei eles não são mendigos e nem miseráveis eles são meus primos a expressão no rosto do manobrista mudou o cara ficou vermelho, azul, verdade e amarelo e começou a pedir desculpas, mas eu não tive pena não e mandei chamar o responsável e veio o dono do estabelecimento e eu expliquei o ocorrido e o cara lamentou e pediu mil desculpas, mas para os meus primos algo ficou claro e a imagem do Brasil se desfez ali mesmo e com razão. Sinceramente, eu não consigo entender o porque do racismo se ele é uma patologia ou que quer que ele seja e fico indignado quando acontece uma cena dessas e uma coisa eu tenho certeza absoluta é crime e não pode ser considerado mal entendido de jeito nenhum, pois abre precedentes para que ele continue. O Brasil e os brasileiros precisam urgentemente de aprender algumas coisas, pois nosso povo é muito ignorante e iletrado. Eu fui criado com liberdade e aprendi a respeitar a diversidade e afim de conviver com ela e não discriminá-la, odiá-la pela cor da pele, pelo credo religioso e por isso nós (a minha família) ficamos ofendidos com as declarações do pastor e afirmamos ele é sim racista e homofóbico e ele espelha muito a sociedade brasileira porque é um reflexo da ignorância, que mata e condena. Esta loja, o dono, a funcionária deveriam ser enquadrados cumprir pena e pagar uma indenização por constrangimento ilegal e racismo. Chega de cenas grotescas como estas está mais do que na hora de dar um basta ao racismo é dever da nossa sociedade combate-lo.

  11. jagunço do mato Postado em 18/Apr/2013 às 11:20

    Essa prática no Brasil é constante. O nosso país já é por si muito preconceituoso,basta a pessoa não apresentar os trejeitos que a sociedade branca quer e já discriminado discaradamente. Cadeia nesses nojentos, mas como aqui rico não vai pra cadeia, então resta o povo sair as ruas e mudar tudo isso e fazer valer as leis.

  12. iaia Postado em 18/Apr/2013 às 11:38

    O fogo é que em nenhum momento se falou da cor delas. Mesmo que a gente saiba que possa ter sido isso, poderia ter acontecido com um 'cara de pobre', porém branco. Se eu chego em SP falando com alguem numa loja (e a vendedora pensa que como sou nordestina estou desesperada por comida ou roupa) desconfia de mim e diz pra eu abrir a bolsa... Sou branca e não ando desarrumada, mas eu poderia dizer que é pq sou nordestina? Não.. não faria sentido, mesmo que eu soubesse que poderia ser. É aí que está o erro de achar que tudo é racismo. Sim, eu ainda acho que a cor delas influenciou, porque o Brasil é um país extremamente racista (um país racista filho da puta debaixo dos panos muitas vezes), mas é. Mas ainda assim não temos 100% certeza se a vendedora achou mesmo isso ou se ela desconfiou de algum movimento delas.

  13. benevenuto Postado em 18/Apr/2013 às 14:48

    Recentemente a África do Sul, foi libertada por um grande líder sul africano, chamado Nelson Mandela, o qual havia ficado 27 anos preso, por "pregar a igualdade" entre brancos(invasores) e negros nativos; em seu povo(seu país), a Àfrica do Sul, cujo povo(negro), vinha sendo reprimido POR 20% DE POPULAÇÃO BRANCA, de maioria inglesa, que ocupou o país há muitas décadas, e com "mãos de ferro" impôs o separatismo, cujos traumas permanecem até hoje. O Brasil já não teve o "separatismo" oficialmente, mas foi assolado pela escravidão... E hoje mais de cem anos depois da "devolução" dos direitos aos negro, infelismente e "extra oficialmente", a "repressão velada" aos negros continua, apesar das leis, aparentemente rígidas, pois é sabido que em nosso país, só cumpre pena de prisão, quem for negro, pobre, e ou prostituta.

  14. Rudi Postado em 19/Apr/2013 às 09:34

    Acho que a chamada da matéria não está correta. Pelo que se lê, em nenhum momento a empregada da loja disse às irmãs que elas estavam sendo acusadas de roubo por serem negras. Acho que a loja deve ser processada sim pelo constrangimento que causou, mas por racismo é perda de tempo. No Brasil existe muito mais preconceito social do que de cor. Já vi muitas vezes, brancos e pretos, pobres, serem seguidos por seguranças de lojas em minha cidade. Não estou dizendo que não existe racismo no Brasil, mas nem tudo o que acontece é motivado por ele. Essa questão de racismo é interessante. Em São Paulo, por exemplo, existe um preconceito muito grande contra nordestino pobre. O grande problema é que medimos as pessoas por sua conta bancária, pelo carro que dirigem, pela roupa que vestem.

  15. Mauro Postado em 19/Apr/2013 às 17:57

    OK. Elas foram constragidas. Mas por que foi racismo? As respostas a essa pergunta sao "vc n entende o pais em que vive?" Ok, ok... mas a lei nao pode se basear em mera opniao. Pra uns foi racismo e outros nao. Baseado em que voces afirmam que isso foi racismo? Eu ja vi muito branco passar por esse tipo de constragimento, inclusive eu.

  16. Eson Postado em 19/Apr/2013 às 21:26

    O preconceito velado é o pior que existe, é admitido por muitos, inclusive os próprios negros. Aqui na Bahia, a maioria dos policiais são negros, no entanto, eles, entram nas favelas de armas em punho, atirando e matando negros. Nos bairros ricos, pelo contrário, fazem plantão, ronda, na maior ordem, raramente tira uma arma e quando o faz é para reprimir um negro. Onde quero chegar? O preconceito existente antes da abolição era combatido pela consciência, pela ardor da liberdade. Já o preconceito construido, estabelecido, nos salões nobres, nas escolas particulares, pela mídia, etc., este sim, é difundido sorateiramente, assimilado e reproduzido por todos. Um amigo negro chegou em minha casa e na conversa comentou:¨Tenho um pé na senzala..., de imediato falei: Você não tem pé na senzala, aqui somos todos iguais,... Da mesma fora que na favela, o lixo fica acumulado, e o ACM Neto não pega, as pessoas acham normal, por que as pessoas aqui não tem educação. È lamentavel essa postura, donde podemos concluir que o preconceito velado passa despercebido. Devemos refletir, questionar as posturas, até mesmo as simples, daí retirar o preconceito enraizado, domesticado, que passa despercebido. Da mesma forma são com nossos irmão gays, prostitutas, moradores de rua, etc. vezes que os descriminamos, deskprezamos, pela nossa falta de consciencia. TODOS SOMOS IGUAIS, ESTAMOS NO MESMO BARCO, vamos lutar contra qualquer tipo de violencia.

  17. Miguel Matos Postado em 21/Apr/2013 às 03:42

    Alguns comentaristas aqui queriam que a funcionária da loja tivesse chegado e dito às duas irmãs que elas deveriam abrir as bolsas porque são negras. Como a funcionária não disse isso explicitamente, então não se pode afirmar que foi racismo. Quanta ingenuidade!

  18. aristóteles silveira souza Postado em 21/Apr/2013 às 10:09

    EDUCAÇÃO DE QUALIDADE;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;; BASTA !

  19. Eduardo Postado em 22/Apr/2013 às 18:22

    A mesma situação acontece quando um homossexual é assaltado ou assassinado, todos já creditam o crime a homofobia. O que aconteceu com as irmãs Santos não passou de um mau entendido, que vai render danos morais, mas... não foi racismo nem de longe!

  20. jane Postado em 22/Apr/2013 às 20:40

    Sou branca e já fizeram isso comigo aqui em sampa eu não auto titulei como racismo mas como falta de educação com os clientes :/

  21. Vitor Caldas Postado em 23/Apr/2013 às 10:24

    Não sou advogado e por isso pergunta. Donos de lojas e/ou funcionários das mesmas tem o direito de, ainda que civilizadamente chamar um suposto cliente, independente da sua raça, para um local privado e pedir-lhes que abram as suas bolsas por suspeita de roubo??? Se a resposta dessa pergunta é sim então, pela reportagem, fica difícil provar o racismo. Não sou inocente de não imaginar que é provável que 80% das pessoas que são abordadas nesse tipo de situação são negras e que existe o preconceito no país, mas se deram esse direito a lojistas fica praticamente impossível provar o racismo.

  22. Leandro Postado em 23/Apr/2013 às 10:58

    A matéria poderia ser tendenciosa e falar algo que não aconteceu, como por exemplo, dizer que a funcionária utilizou palavras que expressam racismo. O que entendo pela própria matéria é que acusaram as meninas de roubo e não puderam comprovar, daí o redator concluiu que é crime de racismo pelo fato das meninas serem negras. É uma analogia tendenciosa, acusa-se um negro de roubo, logo isso é racismo! se fosse um branco não seria!!! O que normalmente acontece é preconceito social, racial não. Se chega um negro bem vestido em uma loja de roupas o cara é tratado de "doutor" se for um branco ou negro que aparente ser pobre são normalmente ignorados. O preconceito está na cabeça das pessoas síndrome de "coitadinho" Vejam este episódio famoso e vergonhoso de uma ONG que se diz defensora dos negros: http://www.recantodasletras.com.br/humor/2315664

  23. Sandra Postado em 28/Apr/2013 às 13:44

    Não precisa ser negro, outro dia na Le Biscuit da cidade de caruaru-pe acontece essas coisas se entra uma pessoa com uma má vestida ou for negro com um mochila nas costas a prevenção da loja fica rodando atras de vc pra ver se vc não esta furtando nada... Isso é um absurdo, que empresa é essa...

  24. Tatiane Postado em 14/May/2013 às 14:05

    Miguel Matos disse tudo.... Infelizmente, sabemos que a cor da pele (negra) é uma bússola.

  25. GRONEZ Postado em 17/May/2013 às 15:58

    É UM PAIS AMALDIÇOADO PELA MENTIRAS E HIPOCRISIA SOCIAL.

  26. Luis Postado em 06/Jun/2013 às 11:58

    Poderiam ter exigido a presença de um policial na hora da revista e depois processado a loja. Se eu não me engano existe lei dizendo que ninguém pode ser revistado por civis dentro de estabelecimento comercial nenhum.

  27. Joelson Norel Postado em 18/Jun/2013 às 04:57

    Apesar de discordar de alguns pontos, interessante o comentário do Leando logo acima, que trouxe a questão do preconceito social antes do racial. Pra mim um ângulo-chave que muitas vezes não vemos, na luta diária contra o racismo. De fato, fosse duas negras com roupas de marca ou algo assim que denotasse um bom poder aquisitivo, não acredito que teriam sido revistadas.

  28. Renata Postado em 03/Jul/2013 às 02:09

    Eu sou negra, jovem, considerada bonita por muitos, tenho um bom salário, formada e ando "bem vestida" e já passei pela mesma situação várias vezes. Em uma delas fui confundida com prostituta num restaurante caro mesmo trajando calça, blusa social e sapato fechado. Já que estava saindo de um bom carro( que por sinal comprei com meu trabalho honesto) já deram a entender que tenho macho para me sustentar e dar 'presentinhos.' Quando entrei no restaurante e disse que tinha reserva no nome do meu amigo, a recepcionista apontou para um senhor branco de uns 75 anos e cabelos branquíssimos com ar de deboche e me perguntou se ele era o TAL do meu amigo. Que tipo de mulher bonita, aos 24 anos, "bem arrumada" e de carrão estaria querendo um senhor de mais de 70? Certamente queria um carro melhor, na cabeça daquela ignorante. Ela quebrou a cara, meu amigo(gay) é lindo e não é afeminado!! Vocês vivem em outro mundo, um branco que entra na loja de chinelo muitas vezes recebe um tratamento muito melhor que um negro que entra numa loja calçando um chinelo. Negro quando usa terno as pessoas, na maioria das vezes, acham que é segurança ou crente. Mulher negra com roupa simples entrando num estabelecimento um pouco mais 'chique' é ladra ou pobre que não tem dinheiro para comprar nada. Se é "bonita" e "arrumada" está caçando velhos e/ou estrangeiros. Acordem!!!Parem de tentar justificar. Só quem sofre racismo sabe como realmente funciona e infelizmente não temos para onde correr. Tanto os negros pobres quanto os ricos, principalmente se não forem famosos, sofrem.

  29. Camila Postado em 09/Jul/2013 às 16:39

    No, Brasil, hoje além do preconceito "habitual" direcionado aos negros há também contra os bolivianos, quantas vezes eu já não ouvi "só podia ser estes bolivianos"! . isto corrobora a teoria de um preconceito exacerbado contido na sociedade brasileira.