Luis Soares
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Mulheres violadas 23/Apr/2013 às 09:40
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Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda

Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda. Leia abaixo a carta resposta da mestranda Mariana Gomes para a apresentadora do SBT

Alguns jornalistas têm o péssimo hábito de falar sobre qualquer coisa, mesmo sendo bem informados sobre quase nada. Rachel Sheherazade parece fazer parte deste time. Mas ela não sabia com quem estava mexendo. Nesta resposta abaixo, a mestranda Mariana Gomes deixa claro que não é daquelas pessoas que enfia o rabo entre as pernas. E botou a moça do SBT no seu devido lugar. Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda dançando funk por uns bons dias.

Carta-resposta a Rachel Sheherazade

Por Mariana Gomes, em seu blog . Com blog do Rovai. Edição: Pragmatismo Politico

Caros Rachel Sheherazade e equipe do SBT,

Eu sou Mariana Gomes, mestranda em Cultura e Territorialidades e responsável pelo projeto My pussy é o poder. Gostaria de agradecer à visibilidade que estão dando ao projeto sobre funk e feminismo. Quero agradecer também por serem claros ao exibirem todo o conservadorismo de Rachel e o oportunismo de vocês. Digo isso porque pretendo pontuar algumas questões nesta carta-resposta, e elas, com certeza, não contemplarão a visão de mundo tão pequena apresentada tanto na reportagem quanto nos comentários da jornalista.

rachel sheherazade valesca popuzada

Rachel Sheherazade, apresentadora do SBT (Foto: Reprodução)

Em primeiro lugar, Rachel, logo na apresentação da matéria, um pequeno erro demonstra seu “vasto” conhecimento sobre a área acadêmica: no mestrado não se faz tese, e sim, dissertação. A tese só chega com o doutorado. Mas tudo bem, este é um erro bastante comum para quem está afastado do ambiente acadêmico e, mesmo assim, pretende julgá-lo ferozmente. Outra questão importante é: frisei em diversos momentos que o projeto não se refere apenas à Valesca, ainda assim preferiram insistir no caso. Perdoados, Valesca é diva, merece destaque mesmo.

Em segundo, mas não menos importante, gostaria de pontuar algo que pra mim é muito caro. Não existe dualidade entre usar o cérebro e outras partes do corpo para produzir qualquer coisa na vida. O repórter disse que eu usei o cérebro para fazer o projeto e que, Valesca, usa ~outras partes do corpo~. Ora, queridos, eu usei muito esse popozão aqui para fazer minhas pesquisas. Dancei muito até o chão, fiz muito treinamento do bumbum e continuo fazendo muito quadradinho de quatro (o de oito não consigo AINDA)! Valesca usa o cérebro tanto quanto eu, você – e mais que Rachel – para continuar seu trabalho. Não julguemos a inteligência de uma mulher de acordo com os padrões estabelecidos. Isso é machismo.

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O repórter me perguntou por mais de uma vez se eu tive medo de não ser aceita na academia com meu trabalho. E todas as vezes eu respondi que NÃO TIVE MEDO. Confio no meu potencial, na relevância do tema e, principalmente, na capacidade de renovação e transformação da academia. Quando se trata da UFF, mais ainda, porque conheço o corpo docente e sei a visão de mundo dos professores – nada conservadora, muito mais avançada do que muitos que se dizem avançados.

Não vou comentar sobre o fato de terem entrevistado apenas uma pessoa na rua – e que disse que eu merecia nota zero – porque competência é critério básico para o jornalismo

Sobre a minha fala: colocaram o que eu disse em um contexto equivocado. Eu não tenho essa visão utilitarista da cultura. Não acho que para acabar com o preconceito precisamos “ver o que eles tem a oferecer”. O que eu estava dizendo ali é que, durante a pesquisa, é preciso abrir a mente e ver o que vamos conseguir extrair da observação participante e o que vamos aprender com o movimento. Afinal de contas, quem tem que oferecer algo sou eu: um bom projeto, que sirva para transformar – ao menos parte – (d)o mundo!

“O papel do funk na cultura, só o tempo dirá”, diz o repórter. ISSO NÃO É VERDADE. O papel do funk na cultura está comprovado. E não por mim, pelo meu projeto, por projetos anteriores, mas pelas práticas cotidianas, pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, em diversos setores da sociedade, pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira. A reportagem é rasa e não tem qualquer compromisso com a realidade concreta, que já provou há muito tempo o que o funk representa.

Agora vamos ao chorume destilado por você, Rachel Sheherazade: insinuar que a popularização da universidade é ruim fica muito, muito feio pra você. Desculpe-se, por favor. E se o funk fere seus ouvidos de morte, acho uma pena, porque EU ADORO, EU ME AMARRO. E meu recado pra você é: é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado

Dizer que produção de cultura vai do luxo ao lixo é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. Como eu disse ao G1 e digo diariamente, hierarquizar a cultura só prejudica. Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é – ou, nas suas palavras, o que é ‘luxo’ e o que é ‘lixo’ – precisa ser COMBATIDA. Creio que a academia é SIM uma das trincheiras na luta pela desconstrução desse pensamento elitista, preconceituoso e, para não ser maldosa, desonesto.

Você, Rachel, diz que as funkeiras estão aquém do feminismo. Mas e você? O que sabe sobre o tema? Tendo a acreditar que Valesca sabe muito mais sobre isso do que você, mas estou disposta a ouvir seus argumentos sobre o assunto. Feminismo, assim como o meu projeto, não é piada, é coisa séria, muito séria.

Para concluir, gostaria de te perguntar quais critérios te levaram a questionar a profundidade do meu projeto. Não gostaria de personalizar o problema, mas nesse caso, não tenho outra alternativa. Você sabia que meu projeto obteve nota 8,5 entre vários projetos avaliados? Pois é. Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros? Disponibilizo aqui a bibliografia cobrada para tal prova e aproveito para perguntar – não que isso faça diferença, mas quem começou com argumentos sobre profundidade foi você – quais deles você já leu ao longo da vida. No meu projeto também consta parte da bibliografia utilizada por mim. Também questiono: dali, quais livros você já leu, conhece ou ouviu falar?

Peço perdão pelo argumento de autoridade em dizer que é preciso ler para saber das coisas mas, nesse caso, se você me cobra profundidade, eu te cobro conhecimento.

Abra a mente, Rachel! Vem aprender a fazer o quadradinho.

Cordial – mas não passiva – mente,

Mariana (popozuda) Gomes

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Comentários

  1. Farina Postado em 23/Apr/2013 às 09:53

    Chupa!

  2. Moraes Postado em 23/Apr/2013 às 10:49

    Concordo com a resposta de que o papel na cultura já é presente, agora os bandidos já incendeiam os ônibus quando não conseguem realizar os bailes funks de rua (claro, regadas a drogas, alcool e sexo). Discordo de que se deva colocar todas as manifestações em um mesmo nível, a hierarquização ocorre naturalmente da necessidade humana de categorizar para analisar. Querer colocar no mesmo nível uma obra como as quatro estações de Vivaldi e qualquer música funk é demais, não perceber a beleza de um e se render ao apelo sensual do outro apenas demonstra que os recebedores da mensagem estão em níveis diferentes, simples assim.

    • Ferdinando Postado em 17/Sep/2013 às 08:22

      UHAHAAUHAUH. Cara, esse país é a maior piada do planeta.

      • wando gama Postado em 07/Nov/2013 às 19:09

        não. não é. quando tiver a oportunidade de viajar um pouco vai perceber que a Terra é uma piada e talvez seja melhor lutarmos e olharmos mais as coisas boas. Eu na minha ignorancia, quando lia pouco e não tinha tido a oportunidade de conhecer outros lugares, achava que lá fora era melhor. é nada. tudo é relativo. (ñ estou brigando, nem dizendo q vc afirmou isso ou aquilo) só me expressando.

    • Richard Postado em 19/Feb/2014 às 23:22

      Voce nao entendeu oq ela disse. Precisa aprender a interpretacao de texto. Nao podemos falar que osquestra sinfonica e luxo e que funk e lixo, obviamente que em algo tao antigo como a musica classica terao obras maravilhosas o ponto e que nem tudo produzido por esse grupo e bom, muito musica ruim e muitos musicos ruins tiveram nesse meio. Hoje o samba e aceito mas no seu começo era tao condenado quanto hoje e o funk. Voce demonstra nao conhecer a realidade mas nas festas have organizados pela elite tem muito mais sexo e muito mais drogas que qualquer baile funk, sem contar naa festas organizadas pelos magnatas nos puteroa da vida. Nao podemos generalizar, e menosprezar uma forma de entretenimento, se o objetivo ao qual a musica se propoe esta sendo atendido. Quanto a critica ao abuso de sexo e drogas se voce fosse alguem que vivesse no mundo real veria que esse comportamento esta em qualquer ambiente e no funk nao esta mais ou menos, tanto e verdade que grandes idolos dos mais diversos segmentos musicais morreram ou de over dose ou de AIDs. Enfim todo o seu discurso foi tao simplorio e batido que nao sei nem por que me dei ao trabalho de escrever

  3. Guilherme Pessoa Postado em 23/Apr/2013 às 10:57

    HAHAHAHAHAHA, genial

  4. Rafael Leonardi Postado em 23/Apr/2013 às 11:03

    Não li o projeto dela, mas, na minha opinião, abordar o tema e seus aspectos é válido, valorizá-lo é um problema. Dizer que "Valesca é diva" é o mesmo que ouvir uma música dela e concordar que aquela letra é um exemplo de cultura e deve ser reverenciado e seguido. Porém, acredito que a maioria das pesquisas na área de ciências humanas servem para entender as nossas relações e conflitos. Valendo-se desse ponto, a pesquisa é útil e, se foi elaborada seguindo os padrões científicos necessários, merece uma boa nota e a devida aprovação.

  5. Bittencourt Postado em 23/Apr/2013 às 12:01

    Nossa, que vontade de dar um beijo na boca dessa mulher!!! kkkkkkkk Meu trecho predileto: Dizer que produção de cultura vai do luxo ao lixo é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. Como eu disse ao G1 e digo diariamente, hierarquizar a cultura só prejudica. Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é – ou, nas suas palavras, o que é ‘luxo’ e o que é ‘lixo’ – precisa ser COMBATIDA. Creio que a academia é SIM uma das trincheiras na luta pela desconstrução desse pensamento elitista, preconceituoso e, para não ser maldosa, desonesto. Parabéns pra Mariana.

  6. silvana dias coelho Postado em 23/Apr/2013 às 12:14

    Como educadora e estudiosa de História,concordo que a realidade concreta não pode ser ignorada,mas sim analisada! Que o Funk faz parte do cotidiano de uma grande parcela de jovens e adultos,é inegável! Que esse mesmo Funk representa uma cultura também devo concordar! O que me entristece é que na comunidade em que trabalho,na cidade em que vivo,grande parte dos jovens negam-se a aprender o elementar para almejar a escolha de uma profissão.No entanto,propagam o Funk em alto e bom som,obrigando a todos,a ouvir coisas que, francamente,não contribuem em nada,a não ser para a desvalorização da mulher!

    • Bfbd11 Postado em 02/Oct/2013 às 14:27

      Desvalorização da mulher? Desculpa moça, mas você é machista. Que papo é esse de que mulher tem que se dar o valor, e quanto vale uma mulher então? Na boa, homem tá aí o tempo falando quantas come, que é "transudo", que faz isso ou aquilo, mas mulher não pode falar de sexo, não pode ser vulgar, tem que ser fina, uma dama na mesa e uma puta na cama? E vc vem com esse papinho de que funk desvaloriza a mulher, desculpa, mas você foi comprada pela ideologia da classe média, o que desvaloriza a mulher, são os ideias propagados pelas novelas, programas do tipo "mulheres" onde apenas se fala de serviços domésticos e da vida alheia, mas se você aprendeu a ser mulher com esses dois exemplos, então ignore meu texto, pois provavelmente irei queimar no inferno.... mas enfim, o problema não é o funk, é o futebol, é a novela, é o rock'n'roll (conheço muitos rockeiros que ganham um salário mínimo ou menos, e a única preocupação deles é ir em shows e bares...) O problema é a alienação, é ficar achando culpados, como se um único elemento cultural fosse culpado por ANOS de segregação, desprezo, e me perdoe a invenção de palavras, mas por que não "desoportunidades" tbm...

  7. danilo Postado em 23/Apr/2013 às 12:15

    "Abra a mente, Rachel! Vem aprender a fazer o quadradinho" Adorei, melhor resposta para essa pseudoculta e pseudointelectual. Não serve nem pra dar opinião sobre receita de bolo vai pra frente da tv mostrar seu preconceito e falso moralismo, acho essa Rachel uma coitada!

  8. danilo Postado em 23/Apr/2013 às 12:17

    vamos fazer uma campanha para Valeska fazer uma música pra essa jornalista #ValeskaHomenageiaRachel

  9. Gabriel A. Boscariol Postado em 23/Apr/2013 às 12:17

    Resposta excepcional para uma reporcagem do SBT. Uma das coisas que mais crítico quando vejo alguém tentando elitizar a universidade e a produção de conhecimento. Universidade não tem que ser alta cultura, tem que ser estudo da cultura, da sociedade e do universo. Elitizar conhecimento é fazer o papel que a Sheherazade propõe ao dizer do Luxo ao Lixo, ela quis dizer muito provavelmente que a universidade deixa seu papel de segregar e hierarquizar a sociedade em categorias agradáveis a pessoas como ela. A universidade é um espaço de disputa da sociedade e é bom que esteja disponível a maior quantidade possível de seu espectro social e cultural lá.

  10. Aline Postado em 23/Apr/2013 às 12:19

    Concordo em parte com o que ela disse, não li o projeto mas sempre é muito interessante novas visões do mundo, pois é assim que nascem grandes idéias. O que acredito (deixando bem claro que sou bem eclética e quando estou em uma festa danço um funk até o chão e não to nem ai pro que vão falar ou pensar de mim) é que tem muita música no funk que só tem baixaria que fala de grelo, piroca e outras coisas que antigamente eram bem mais divertidas com duplo sentido e agora se tornaram um sexo explicito musical. Tenho que ser sincera acredito sim que funk é música (sendo massacrada pela cultura do roqueiros e MPBistas) é divertida e quando vc dança muitas vezes se liberta, mas não gosto de ver meus primos e os amiguinhos deles cantando que vão chupar o %$%# da menina acho desnecessário, acredito que o funk tem sim muito a mostrar, mas falar que comer e chupar alguem é música pode até ser mas de qualidade é outros 500. Ah gosto de funk mas não sou chegada a Valesca não pra mim aquele pagode erótico foi terrivel.

  11. tchu Postado em 23/Apr/2013 às 12:25

    PESSOAS, tirem suas viseiras de uma vez por todas e entendam uma coisa: a questão em discussão acerca do funk não era se este é BELO, PROFUNDO, VIVALDI. É sobre a relevância do funk na nossa cultura. Pergunta: qual das obras a seguir é mais ouvida pelos brasileiros hoje, e a mais influente na sociedade brasileira atual: a) (pega no meu grelo e) Mama; b) As quatro estações???? Eu também não acho que dá pra colocar Vivaldi e Valesca, musicalmente, no mesmo patamar, não. Mas se eu chegar pra qualquer um dos meus 50 alunos, por exemplo, e perguntar quem eles preferem, ou qual é mais presente na vida deles, certeza que a resposta seria "VALESCA É DIVA". E eles nem sabem quem é Vivaldi. E se a pessoa acha que Valesca é diva mesmo, o problema é dela. Eu acho que o Marilyn Manson é diva e já sacrifiquei altas cabras no pentagrama do chão do meu quarto em nome do amor. Pouca gente concorda. FODA-SE. É muita palhaçada falar que "funk é lixo", "funk não presta", não presta pra gente porque não foi feito pra gente. O funk é feito por/para um grupo específico de cidadãos e dizer que ele é "irrelevante" só porque não é o estilo musical que você curte ouvir na sua tarde de folga, na sua sala 2 ambientes, na sua vitrola com seu vinil caríssimo enquanto vcoê come um salmão grelhado. Essa classe social que aprecia o funk é o grosso do nosso país e esse estilo é um dos elementos mais influentes do dia-a-dia deles. Dizer que o funk é irrelevante é tratar TODO esse ENORME grupo social como LIXO. (Isso sem contar as crianças e adolescentes bem de vida que também curtem descer até o chão.)

  12. glauber Postado em 23/Apr/2013 às 12:31

    Não li a tese mas se a autora defende funk como algo positivo fico desanimado em fazer um mestrado.... Que tipo de pessoas são mestres hoje em dia? É por essas e outras que o Brasil esta em 114° em um ranking de 140 paises quanto a educação. Estamos atras da Etiopia.... e Brasil linduuu e quadradinho de 8 leklek e por ai vai coisa linda! lol

  13. Larissa Postado em 23/Apr/2013 às 12:33

    Não achei a resposta da mestranda nada de extraordinário. Ela informalizou demais o texto, e saiu perdendo da mesma forma. Nada contra o funk e análogos. Também não concordo com muitas opiniões da citada jornalista.

    • Monica Postado em 12/Sep/2013 às 14:08

      achei que só eu tinha achado bem fraca a resposta

    • Gabriel Postado em 07/Apr/2014 às 21:34

      Achei fraca a resposta dela também. Não buscou explicar e nem mostrar a relevância da sua dissertação. No geral só criticou a Rachel, os conservadores e falou um pouco da sua entrevista. Acredito na importância que se tem analisar a influência do funk no Brasil, até porque é a corrente musical mais ouvida pela maior parte da população, principalmente do sudeste. Sei que a música surge de uma sociedade e ela é justamente a voz de tal povo. Com isso, ressalta ainda mais a forma precária no qual aquele grupo se ocupa e se organiza. Os bailes funks do Rio retratam o tráfico e a luta diária com a polícia naquele local. Já o funk de São Paulo é uma tentativa de se adequar numa sociedade consumista, apesar das grandes dificuldades financeiras. Fora ambos retratando, talvez, a única maneira de reduzir a dor daquela existência, que é através do apelo sexual e da forma primata no qual buscam reforçar suas "habilidades" de encantar uma fêmea.

  14. Arthur Postado em 23/Apr/2013 às 12:41

    Admiro a proposta de Mariana. Contudo, não acho que a melhor estratégia contra as mazelas provocadas pela hierarquização da cultura seja nivelá-las. Em outras palavras, é constitutivo do funk (não dele em si, mas ele em si não é situável). Não constitutivo, mas avizinhado, melhor, de deboche, besteira. O funk é um estilo de humor. Ele brinca com esse status de baixo nível que ele tem. Acho um pouco desnecessário dizer que ele seja como um outro estilo qualquer, quando, dentre os diferenciais dele, está justamente esse poder do subversivo. Por fim acho mais importante que justificar uma igualdade entre estilos musicais, essa posição questionadora que o funk pode ocupar. O funk não é mediocre, mas é ralé. Viva a ralé. Não tire a ralé do funk. Ou melhor, pode tirar, mas isso não é elevá-lo, necessariamente.

  15. Martins Postado em 23/Apr/2013 às 12:43

    Concordo com o Moraes. As 4 estações seria o que a "elite" chama de arte, enquanto o funk seria o rotulado como "entretenimento". Se trata sim de produto cultural, mas não cultura em si. A Cultura é algo inerente as pessoas, e não as coisas, elas são apenas objetos culturais. Colocar as duas coisas no mesmo patamar é no minimo, desconfortante. E talvez essa seja uma visão elitista do negócio.

  16. Fabio Postado em 23/Apr/2013 às 12:43

    A popularização da universidade, extremamente importante, se dá com o avanço cultural da sociedade, como aconteceu em vários países... No Brasil, infelizmente o processo é inverso, a universidade se populariza com sua própria decadência... A cultura popular brasileira que forjou o samba, o caipira, o repente, o cordel, etc., etc., está sendo destruída pelos clichês dos grandes grupos que controlam as rádios, os programas musicais de TV, a produção musical brasileira e até mesmo os eventos públicos... O próprio funk nasceu muito melhor do que vive em sua adolescência, virou cultura barata que em nada contribui para o respeito ou à valorização da mulher... Valeskas Popozudas são só funkeiras, representantes de uma cultura barata, de fácil consumo, produzidas para serem consumidas junto aos McDonald’s da vida... Opinar contra a cultura barata não é elitismo, é acreditar que o povo brasileiro pode produzir cultura de alto nível,m vide Cartola, Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus e outros grandes artistas brasileiros que vieram da mesma origem...

  17. Paulo Postado em 23/Apr/2013 às 12:49

    Mas é claro. Essas merdas que passam na tv é cultura, principalmente nessa merda de país. O funk é referência à juventude, por isso que a educação vai de mau a pior, graças q essa "cultura".

  18. Luis Postado em 23/Apr/2013 às 12:51

    Qualquer tema é válido o que se deve averiguar é o caráter social e a qualidade da análise com o tema proposto, e qual contribuição este trabalho dará no âmbito acadêmico e cultural. Porém achei o texto da resposta muito fraco (nem consegui terminar de ler) e mal fundamentado, se o trabalho dela for tão fraco e raso quanto, fico com a jornalista da SBT.

  19. Grampola Postado em 23/Apr/2013 às 13:00

    A chera-saco tomou bonito.

  20. Fabricio Postado em 23/Apr/2013 às 13:03

    Nada demais na resposta dela, apenas se defendeu de forma mais intelectualizada... rs

  21. Betina Postado em 23/Apr/2013 às 13:05

    Não concordei nem um pouco com a valorização do funk. Sou feminista, e a única coisa que vejo no funk é o CORPO (e somente o corpo) da mulher sendo valorizado; a mulher vira objeto de prazer de um macho qualquer, e por aí vai. Valesca diva? Por favor. Tenho vergonha de ser mulher, semelhante com um ser daqueles, que só cresceu na vida porque tem a bunda grande. Pode ter usado o cérebro sim, com certeza... mas não é a parte mais usada não. Acho que fazer um estudo sério sobre o funk é de grande valia a todos - mas valorizar, jamais.

    • Melissa Postado em 03/Feb/2014 às 17:28

      Então você NÃO É feminista.

  22. Luciana Postado em 23/Apr/2013 às 13:15

    Mariana, achei seu objeto de estudo muito bacana, e abordagem teórica embasada e séria. Colocou essa maluca da Sherazade no lugar dela. No entanto, sugiro um certo distanciamento de seu objeto de estudo porque isso pode prejudicar o resultado da sua pesquisa, Ok? Um abraço e boa sorte.

  23. Breno Oliveira Tavares Postado em 23/Apr/2013 às 13:18

    Posso usar um monte de temas para montar uma dissertação: "A importância do nazismo para o mundo cego de preconceitos", "As melhorias psicológicas e relacionais em pacientes portadores de câncer", "A importância do Funk para socialização de jovens em comunidades pacificada" e por aí vai... Olhando de primeira, os temas dá uma falsa impressão de que o nazismo é importante e que o câncer é positivo e que Funk só é útil em favelas... precisa-se entender o teor da dissertação para montar um conceito, mas o que nos leva a tomar a atitude de conhecer o projeto, é seu tema. Só acho que um projeto com o tema: My pussy é o poder (minha buceta é o poder, no modo bem escrachado) não consegue passar para as pessoas que estão de fora do projeto a real seriedade da coisa. Pelo contrário. Nomear dessa forma um projeto que fala do funk e o feminismo, PARA EU QUE NÃO CONHEÇO O PROJETO, passa uma sensação de banalização da mulher, do sexo, e a utilização da vagina como OBJETO de barganha,obtenção de influência, sem contar que essa apelação chama atenção da mídia (objetivo alcançado, pelo jeito) e se a intenção do expressão pussy era referir-se o ser mulher, a feminilidade, os gametas XX, infelizmente essa mestranda foi muitissima infeliz.

  24. simone martins Postado em 23/Apr/2013 às 13:21

    Foi uma pena essa menina ter dado uma resposta tão rasa, com um discurso infantil, ridículo, parecendo duas "coleguinhas" discutindo rixas. Perdeu a oportunidade de ter dado uma resposta inteligente, coerente, provando a relevância do seu projeto. Isso foi um lixo e seu discurso pequeno foi uma vergonha para as mulheres! Parece que ela não sabe a diferença entre feminino e feminismo, que as mulheres lutam pelo oposto do que ela quer passar, que a imagem de mulher rebolar o popozão até o chão é continuar estereotipar a mulher como objeto sexual do homem. É lamentável saber que esse tipo de pessoa tem a chance de fazer um mestrado em uma universidade que deveria ser referência, e nada contra o tema não, mas uma pessoa que tem tão pouca capacidade de argumentação, que trabalha com o óbvio vai ser uma "mestre", ser considerada uma das pensadoras do país... e sem essa dos professores não serem conservadores, quem é da academia sabe muito bem a panela que é lá dentro! O Pragmatismo Político se perdeu na defesa desta carta-resposta, colocou com o objetivo de falar mal da mídia, mas criticar por criticar é muito vazio... perderam uma leitora assídua!

    • Monica Postado em 12/Sep/2013 às 14:11

      concordo que me decepcionei com a carta

  25. Eduardo Maia Postado em 23/Apr/2013 às 13:22

    GENIAL, sem mais. Elitismo cultural é algo ridículo e tristemente real. Cultura não tem idade, gênero e muito menos "classe". Produção cultural diz respeito a todos...

  26. André Postado em 23/Apr/2013 às 13:26

    Funk? Lixo, lixo, lixo,....

  27. Guilherme Postado em 23/Apr/2013 às 13:39

    Acho engraçado esse feminismo proposto pelos comentários aqui. Um cantor de sertanejo que diz que vai para o baile caçar mulheres "gostosas" é expressão da cultura interiorana, mas uma cantora de funk que diz que vai para o baile expressar sua própria sexualidade da maneira que melhor lhe convir é vista como alguém que causa vergonha? Acho que tem gente que precisa rever o que é feminismo de verdade e o que é esse feminismo chinfrim, parcial e pouco reflexivo que algumas destinam ao funk.

    • Melissa Postado em 03/Feb/2014 às 17:33

      O povo é surreal demais. Defende o argumento do homem pegador, mas quando a mulher quer ser pegadora não pode. E ainda completa dizendo que é feminista. MINHA CARA RACHA DE VERGONHA.

  28. Adriane Pritsch Postado em 23/Apr/2013 às 13:42

    Resposta digna de uma mestranda!!! Parabéns! Simples e direto, como deve ser. Eu não gosto (muito) de funk, mas seu trabalho realmente parece muito interessante. E tem pano pra manga. :)

  29. Flávio Augusto Postado em 23/Apr/2013 às 13:58

    Concordo com a mestranda quando ela diz que a Valesca Popozuda usa o cérebro. Claro! Para cantar e dançar putaria todos podem usar, mesmo que essa utilização seja ínfima. Saber lidar com a pluralidade é um atributo o qual deveria pertencer a todos e também a consciência equilibrada sobre determinados assuntos. Respeito é um nome que não habita no universo funkeiro a meu ver, situação que deve ser tratada com tolerância, mas que deveria ser combatida. Naturalizar ideias retrógradas não convém nem um pouco. Respeito deveria ser recíproco e se não existe, devemos sim lutar contra uma cultura pobre e pejorativa que venha disseminar maus costumes e consequentemente afetar de forma negativa e inaceitável a grande maioria. Tem coisas que são simplesmente inaceitáveis! E o inaceitável infelizmente não faz parte da consciência de muitos. E para que não me interpretem mal, reitero que o inaceitável é estimular o uso de drogas, promiscuidade e violência através de músicas.

  30. MAZZOLA Postado em 23/Apr/2013 às 14:03

    No mercado tem espaço pra todos! Embora, existam programas feito para criar um tipo de personagem lucrativo para encher seus bolsos e descartá-los! O Funk não é uma moda passageira, isso é fato! Queira vocês gostarem ou não! Concordo com seu projeto sim! A Cultura brasileira é isso, diversidades, pluralismo, em diferentes níveis. Agora, o mais ridículo é ver que ainda existem gente se preocupando com a condição de A ou B, se valesca é musa que bom! Só acho um pouco de inveja das feministas! Vai ver que não possuem o mesmo material que a Valesca. Parabéns pelo seu projeto e valeu pela manifestação com a Reporter sabe tudo!

  31. Carta resposta da mestranda funkeira para Rachel Sheherazade | Brechó do Carioca Postado em 23/Apr/2013 às 14:05

    [...] Roubei a carta do Pragmatismo Político. [...]

  32. itana Postado em 23/Apr/2013 às 14:05

    concordo com a resposta, ninguém tem o direito de julgar e querer elitizar a cultura para ser melhor do que outras pessoas.

  33. Andre Nemeth Postado em 23/Apr/2013 às 14:30

    Achei um tanto quanto ridículo essa resposta. Às vezes, as pessoas erram quando comentam certos assuntos, mas a essência é, com certeza, essa visão idiota e tacanha de que a mulher rebolar a bunda e se auto-denominar como mulher-fruta, pode ser considerada como algum tipo de valorização. É pequeno vir a publico insultar uma jornalista que deu sua opinião sobre algo em que ela acredita, como se estivesse fazendo algo diferente. Não sou contra mulher no funk e nem contra o funk como demonstração de cultura de massa, a dita classe C, mas que o ritmo não valoriza a mulher em nenhum aspecto além do corpo, ninguém pode negar. Acredito que a moça que escreveu esse texto foi tão ofensiva quanto o fato que a motivou a escrever sobre. Que tal cada uma dançando no seu quadrado e ao seu ritmo preferido, mas respeitando suas diferentes visões sobre a temática?

  34. Marina Postado em 23/Apr/2013 às 14:44

    Nada disso exclui o fato de que esse tema é LIXO, e o dia em que funk for culturalmente CONSTRUTIVO, aí sim, se teriam bons argumentos a ensejar uma dissertação de mestrado.

  35. Rodrigo Postado em 23/Apr/2013 às 14:47

    Mariana Gomes, "Você sabia que meu projeto obteve nota 8,5 entre vários projetos avaliados? Pois é. Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros?" Nossa, este comentário poderia ter sido evitado. Só realço "no mínimo 4 livros". Fazer mestrado e ter que estudar 4 livros? Mas que mestrado bom é este hein. Foi tanto sacrifício assim estudar esta considerável quantidade de livros? Parabéns então. Espero que ao menos o mestrado tenha te provocado o hábito da leitura.

    • Alessandra Postado em 16/Sep/2013 às 21:03

      ahuah, 4 livros foi demais. Imagina o conhecimento que essa menina deve ter, afinal estudou por 4 livros!!!!!

    • Ana Costa Postado em 29/Oct/2013 às 13:23

      Ô gente, 4 livros (aliás, no edital são 6) é a bibliografia obrigatória para o exame de ingresso no mestrado, para a prova escrita e para a oral.

    • Melissa Postado em 03/Feb/2014 às 17:48

      Você por acaso já fez tal prova???????? É claro que durante um mestrado não são lidos apenas 4 livros. Dã! Esses 4 são requisitos para as provas. E não são provas simples.

  36. Alex Postado em 23/Apr/2013 às 15:06

    kkkkkk Realmente existe a hierarquização das culturas... Apesar de nao ser fã do funk acredito que merece respeito! Chuuppa Rachel Sheherazade

  37. Leo Postado em 23/Apr/2013 às 15:09

    Ela diz que o papel do funk na cultura está comprovado pelas práticas cotidianas, mas nao diz quais práticas; pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, mas não diz em quais áreas; em diversos setores da sociedade, mas nao diz quais setores; pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira, mas não diz referência de quê.

    • Melissa Postado em 03/Feb/2014 às 17:48

      Isso ela vai dizer na dissertação, moço. Não numa cartinha. Dã!

  38. Marcelo Postado em 23/Apr/2013 às 15:09

    Meu Deus do céu... Vamos tentar MELHORAR O PAÍS gente... Fiquei vários dias sem dormir por causa de um bando de FDP que ficava com essa porra tocando de 6ª Feira à noite até a madrugada de Domingo para segunda... Sinto muito, esta "cultura" que você prega não me atrai.... Como diria Cazuza... "EU QUERIA TER UMA BOMBA..."

  39. Ana Postado em 23/Apr/2013 às 15:23

    O que eu vejo muita gente falando aqui é "olha, estudar o funk tudo bem, mas emitir uma opinião sobre ele que é diferente da minha, aí é ir longe demais!". O funk não é só letra de putaria (não vejo nem problema nisso) e objetificação da mulher. Não fiquem insistindo nessa tecla se vocês não ouvem e não conhecem o universo do funk. E não é só o funk que tem letra de putaria, de objetificação da mulher, e por aí vai; músicas pop que enchem os ouvidos da juventude classuda do Brasil estão recheadas de machismo e até mesmo misoginia. Vocês estão sendo classistas e racistas, pura e simplesmente, ao fazerem essa associação simplista e preconceituosa com base em uma ou outra situação pela qual vocês passaram. No mais, Betina, eu acho que você não conhece muito o que é o movimento feminista hoje. Dizer que você tem vergonha de ser equiparada, como mulher, à Valeska porque ela cresceu por ter a bunda grande é ser machista, só para te avisar. Então, se você quer ser feminista, use a sua bunda pra sentar e estudar sobre o feminismo.

  40. Ricardo Machado Jorge Postado em 23/Apr/2013 às 15:24

    Nem vou falar sobre o funk, pois é mais do que sabido a sua importância. O negócio é sobre o jornalismo do SBT, que é medíocre e os jornalistas hoje são verdadeiros analfabetos funcionais não todos, mas a maioria significativa. Uma pessoa ignorante não pode ser o porta voz de uma emissora de jornal é um absurdo as asneiras que essa mulher vomita. Para o cargo, que essa fulana mal preparada e mal intencionada tem, a pessoa, tem que ter uma base sólida de conhecimentos gerais e tem de estar antenada com a sociedade onde ela vive, pois é demais que as pessoas irem para esses lugares e disseminarem preconceitos e querer dar pitaco e nem sabem nem o que estão falando. O SBT nunca foi uma boa emissora isso é verdade, mas preza por piorar ainda mais o que já é ruim.

  41. brauro Postado em 23/Apr/2013 às 15:36

    sábio e aquele que escuta e não o que fala né.

  42. Glória Postado em 23/Apr/2013 às 15:46

    Verdade, concordo com você morais....acho que a valororização da musica pela beleza é uma coisa e valorização do corpo e sexo é outra, por isso não suporto funk, nada a ver da forma que foi esplanado na dissertação!!

  43. lluna Postado em 23/Apr/2013 às 15:48

    achei a resposta da suposta intelectual arrogante... sobretudo quando esta usa sua prerrogativa de mestranda para legitimar sua autoridade "acadêmica" para categorizar cultura popular. "eu li 4 livros para entrar no mestrado e você não leu"! SOCORRRROOOOOOOOOOOO. e o tal distanciamento ao objeto de pesquisa???? também sou brasileira, também já fiz mestrado (dois, importante recordar), também já li algo mais que quatro livros, fiz até um doutorado (importante mencionar currículo porque parece que isso é um pré requisito para opinar sobre cultura brasileira) e não tenho receio de dar minha valiosa opinião: O FUNK CARIOCA NÃO ME REPRESENTA!!! mas, respeito e desejo boa sorte e felicidades pra quem gosta de bailar o quadradinho, tira fotos e escreve dissertações e teses sobre ;) assim como espero que me respeitem e aceitem meu desprezo total por essa cultura que, do meu ponto de vista, degrada sobretudo a mulher... e viva a indústria cultural!!! do ponto de vista sociológico, acho interessante essa falta de consenso sobre o tema e bastante me surpreenda a reação da mestranda... que pouco talento pra relativizar, esperava mais de alguém da área!!! e cá entre nós... ganhar um 8,5 não é motivo para grandes alegrias, quem é da área sabe.

  44. Giovanna Postado em 23/Apr/2013 às 15:50

    Obviamente o Funk eh parte da cultura brasileira. Agora, dizer que VALESKA POPOZUDA eh exemplo da luta feminista... Isso eh de um desacabimento sem tamanho! Uma mulher que objetifica seu corpo, fazendo dele o centro de sua existencia, esta' fomentando a misoginia e fortalecendo o estereotipo de "gostosa=burra". Jornalismo mediocre ou nao, a verdade eh que essa cultura do Funk eh degradante, principalmente para a imagem da mulher na sociedade. O fato de uma estudante de mestrado querer aprofundar estudos sobre o tema do efeito social do Funk, do Funk como identidade cultural de uma grande parcela da populacao, isso eh valido sim! Agora, defender o Funk como sendo igual em qualidade a outras manifestacoes culturais, isso eh ridiculo.

  45. Ismael Postado em 23/Apr/2013 às 16:48

    Dá para levar a sério Rachel, Carlos Chagas, Neumany Pinto, Jabor, Merval, Ali Kamel e outros "calunistas do PIG"? Sua função é ser "cachorro da casa grande" e destilar preconceitos e visões de mundo ultrapassadas a décadas! Também defendi recentemente um trabalho acadêmico: uma monografia na Universidade dos Estado da Bahia e meu tema foi a cultura negra: "A Música Reggae mediando a resistência sociocultural numa comunidade do sertão da Bahia (2003-2008)". Recebi nota 8,0 e estou licenciado em História. Minha frase final na apresentação foi: "Minha função como historiador é induzir minhas fontes orais aos objetivos da pesquisa, ou seja, enquanto garimpeiro de memórias marginalizadas ao longo da história busco perceber as preciosidadades históricas e documentais nos ditos e interditos de pessoas comuns". Para uma monografia (TCC) de quase 70 páginas recorri, para analisar a "cultura reggae" (que como o funk, vai além dos estereótipos), a uma vasta e complexa bibliografia bem como a mais de 6 horas de entrevistas gravadas em cassete. Estava analisando historiograficamente a música de Bob Marley, imaginem! Ou seja, componho uma nova geração de historiadores que se fundamentam na afirmação de um Phillippe Joutard: "A Nova História não é mero complemento da história tradicional. É uma outra história: a dos vencidos, das mulheres, dos pobres, dos negros e de outros grupos sociais oprimidos."L’histoire orale: bilan d’un quart de siècle de réflexion méthodologique et de travaux. In: XVIII e Congrés International des Sciences Historiques, Montréal, 1995". Estou falando de Reggae assim como a colega falou do funk. Salve todas as dimensões da cultura negra diaspórica e atlântica.

  46. danilo Postado em 23/Apr/2013 às 17:01

    essa Rachel fere de morte meus ouvidos

  47. Fran Postado em 23/Apr/2013 às 17:15

    Na verdade concordo em partes, não vou julgar o trabalho dela por que não li. Mas acho que no momento em que vivemos e no Âmbito, tem tantas coisas para ser avaliadas. E chamar Valesca Popozuda de DIVA , ai é um pouco de mais. Acho que as teses de mestrado deveriam se preocupar com coisas que pudesse realmente melhorar o nosso país. Soluções. Por favor gente vamos usar o nosso cérebro para algo realmente importante. Sou ex mestranda e futura doutoranda, e sei exatamente como funciona o processo para entrar em um programa como esse.Acho que a repórter errou , mas Mariana também erra ao insinuar sobre a formação acadêmica da jornalista. Enfim façamos algo útil para o nosso país.

  48. Enzo Postado em 23/Apr/2013 às 17:26

    Foi-se o tempo em que essa mulherzinha dizia qualquer coisa de útil à sociedade. Sim, eu já admirei muito a coragem dessa que agora só decepciona. Deve ter deixado de raciocinar quando se converteu, deixou o cérebro na porta ao entrar na igreja. Agora ela é só uma vomitadora da merda enlatada pré-fabricada, não diz nada que qualquer outro crente bitolado não diria, é uma sem personalidade própria, uma ovelhinha igual a tantas outras, uma engrenagem a mais do sistema que serve. Digna de pena essa mulherzinha patética.

  49. Heynanna Postado em 23/Apr/2013 às 17:56

    Cada povo tem a cultura que merece.

  50. Moraes Postado em 23/Apr/2013 às 17:58

    Não conheço Raquel e seus pontos de vista, nem a dissertação, mas e aquela ideia de que corpo e cérebro produzem igualmente? como não há dualidade? quem comanda quem afinal? a autora diz com orgulho que usou o "popozão" para fazer o trabalho, isso melhorou a qualidade dele? representa a supremacia do corpo sobre o cérebro? ou ainda, é preconceito se manifestar contra uma cultura que não é sua? se sim então podemos falar do preconceito da classe mais desprovida de educação? os pobres são preconceituosos? Quem conhece o belo não aceita mais o feio! isto é elitismo? A autora defende o funk como instrumento do feminismo? é isso mesmo? O mundo artístico está cheio de exemplo de mulheres de sensibilidade apurada, raciocínio crítico e ainda com muita capacidade de empreender nos vários campos do trabalho, e é o funk que vai redimir as mulheres? tem algo muito errado por aqui....

  51. paulo Postado em 23/Apr/2013 às 18:37

    funk cultura? talvez em um passado muito distante, hoje funk é pornografia, mais é por ai que avaliamos o por que do BRASIL ta essa merda se nas universidades se estuda "Walesca" onde paramos

  52. Sidney Postado em 23/Apr/2013 às 20:02

    Que briga de foice... uma pior que a outra... com uma mestranda dessas e uma jornalista dessas só temos que lamentar que a produção de quadros pensantes no Brasil vai de mal a pior; essa essa mestranda funkeira não tem argumentos razoáveis para defender seu objeto de pesquisa. Precisaria mergulhar na discussão sobre Indústria Cultural e compreender que o "sucesso" que marca o fenômeno do funk, assim como do axe, do sertanejo, do gospel, do pagode e mesmo do rock dos anos 80 é uma questão de marketing e uso exploratório de nichos do mercado... nada de muito autêntico e representativo, o apelo identitário não passa de farsa e discurso criado por marketeiros.

  53. Rafael Postado em 24/Apr/2013 às 00:53

    Funk: incitação ao sexo fácil.. incitação à violência... pedofilia... prostituição... uso de drogas... venda de drogas... falta de respeito... falta de inteligência!!! CULTURA???

  54. Vivianna Postado em 24/Apr/2013 às 01:27

    Na minha opinião todo fenômeno cultural deve ser analisado e é digno de ser objeto de estudo. O comentário da jornalista foi infeliz e preconceituoso mas a carta resposta foi fraca, alguns trechos imaturos, caindo num infantilismo. Então diante de tese e antítese tão precárias, chegamos a uma síntese enfadonha. Me perdoem a ignorância mas não sei o que é o quadradinho e nunca assisto o SBT, o fenômeno cultural em questão ainda é mais arraigado no contexto da realidade carioca, aqui no RS a grande maioria dos jovens negros e carentes escutam hap, é o hap gaúcho é música de protesto de nível altíssimo nas melodias e discernimento nas letras. Não quero parecer bairrista mas as mulheres gaúchas há muito superaram o dilema feminismo versus feminilidade, somos feministas e femininas sem cairmos no ridículo, exemplo concreto de belas mulheres e empreendedoras inteligentes as gaúchas Deisy Nunes, primeira negra Miss Brasil e hoje empresária no ramo calçadista internacional, que encantou o cantor espanhol Julio Iglesias e ainda a top model e empresária Gisele Bundschen, sucesso mundial e na minha humilde opinião Divas e Divas internacionais. Seria bem interessante dissertações e teses sobre as negras e as loiras gaúchas, as negras que apoiaram seus companheiros na Revolução Farroupilha acreditando na abolição da escravatura meio século antes, as primeiras loiras descendentes de alemães que eram raptadas, negociadas, enfim todas as mulheres que viveram nos confins do Brasil durante séculos sendo raptadas ou estupradas por argentinos e uruguaios e como isso refletiu na formação de um temperamento feminista fundamentado na resistência e na capacidade de resiliência, mas claro isso não chama tanta atenção, é passado e só influenciou a formação cultural das mulheres de uma determinada região do país que vocês esquecem que também é Brasil, o Rio Grande do Sul!

  55. Samuel Postado em 24/Apr/2013 às 02:11

    Funk é Cultura! É um costume e uma tradição de um povo. O que obrigatoriamente não quer dizer que é de qualidade, o que na minha OPINIÃO é lixo musical. Mas tem aqueles que fazem aproveitamento do que outros descartam e se enojam. É uma pena do que fizeram do funk no Brasil e do valor que algumas mulheres querem ter. Valores morais lógico ;)

  56. Um Ser Pensante Postado em 24/Apr/2013 às 04:36

    Erros por erros, estou muito mais com a Rachel. Funk é lixo e pra mim a Rachel tem muito mais de diva que as duas juntas aí!

  57. Um Ser Pensante Postado em 24/Apr/2013 às 04:37

    Vocês estão doidos se acham que a Rachel vai se incomodar com essa respostinha besta aí

  58. Paulo Postado em 24/Apr/2013 às 04:54

    A cultura e a arte devem elevar o ser humano, não o contrario, rebaixar a cultura ate os padrões mais baixos e basais da sociedade.Criminalidade,drogas e sexo irresponsavel, não enobrecem ninguem.Pelo contrario, levam a prisão, doença mental e filhos sem uma familia estruturada e chances diminuidas na sociedade. Obviamente essa menina é apaixonada por funk, e não tem a parcialidade necessaria pra discorrer sobre o assunto com a razão necessaria.

  59. Pietro Impagliazzo Postado em 24/Apr/2013 às 09:42

    O primeiro passo nessa discussão é examinar o que o brasileiro entende por cultura.

  60. André Postado em 24/Apr/2013 às 10:14

    Os comentários dos apresentadores do Jornal do SBT são quase sempre eivados de preconceito, produto de uma espécie de conservadorismo elitista. Isso não surpreende. Parabéns à Mariana e aos seus professores-orientadores pela excelente dissertação de mestrado. A (péssima) jornalista Sheherazade deveria sair logo dos contos das mil e uma noites e agradecer pela popularização da universidade pública, único instrumento capaz de tirar o Brasil do atraso científico e social em que se encontra.

  61. Jones Postado em 24/Apr/2013 às 12:13

    O que é o funk? Leiam http://renatim.wordpress.com/2010/05/15/funk-o-lixo-da-cultura-brasileira/

  62. Guilherme Augusto Postado em 24/Apr/2013 às 13:27

    E vc acha que a Rachel já não faz o quadradinho? Escondidinha no quarto, de frente pro espelho. Isso é vontade reprimida de fazer em público e se explodir uma lady gaga do funk carioca!!!

  63. Luana Postado em 24/Apr/2013 às 20:17

    Tenho orgulho de ser PARAIBANO igual a Rachel Sheherazade!! Parabénss Rachel, continue assim.

  64. Luiz Oliveira Postado em 25/Apr/2013 às 14:15

    Que respostas mais “intelectualizadas”. Quase fiz o quadradinho Sr. Guilherme. Cá entre nós. É uma piada essa resposta dessa mestrada, fica incitando como se tivesse explorado da melhor maneira o possível o que é cultura. Ritmo musical, nada mais que isso é o funk (funk em sua raiz para ressaltar, não esse monte de pornografia e apologia e sensualização excessiva – sem puritanismo.). Agora para essas pessoas desprovidas de acesso real a cultura que engrandece a natureza e conquistas humanas, eu só tenho a lamentar, melhor desejar boa sorte em suas vidas medíocres. Doi saber principalmente quando sai do meu bolso para o bolsa família, eu muito outros sustentar as “vai novinha”, que tiveram e terão filhos que em quase sua totalidade serão outros pobres renegados sociais e sem acesso a nada. Levando uma vida desprovida de acesso ao que podemos produzir de melhor como seres em nossa espécie. Lamentável ler opiniões de pessoas que pensam com outro órgão que não seja o cérebro. Quer reivindicar igualdade e não sabe apreciar o que é conquista intelectual e demonstração de cultura real. Pena e dessas pessoas autômatas, marketilizadas!

  65. Journalist Postado em 25/Apr/2013 às 14:50

    Uma dose rancorosa de alfinetadas que colocam a "mestre" num nível abaixo do que julga estar. Porque tamanha arrogância? Destempero? Ou algo da reportagem que não queria que fosse mostrado vazou?

  66. Thobias Lieven Postado em 25/Apr/2013 às 19:31

    Dá pra ver, pelos comentários, que a galera acima é toda doutora em arte ou um bando de bobo que acha que sabe. Cultura, arte, música... quais são os conceitos destes termos pro pessoal acima? Gente que nem sonhou em ler sobre o assunto, que nem o pokemom charizarde, dando uma de mestre da cultura! é piada mesmo.

  67. Romildo Mendes Postado em 26/Apr/2013 às 16:04

    Quanta agitação intelectual (ou não) temos aqui! Gostei muito do que falou a gaúcha Vivianna, e de outros que também contribuíram para o debate. Sou pernambucano e não conheço em profundidade o Funk carioca e menos ainda a dissertação da mestranda, entretanto posso comentar singelamente sobre certas posições tomadas aqui. É claro que não deve tal "mestra" possuir muita profundidade sobre o tema que exposto, e que tamanha quantidade de livros que a mesma relata ter usado em sua fundamentação teórica lhe propicia toda a autoridade quer demonstrar. Agora, em relação ao funk enquanto elemento cultural de uma determinada população (e não do Brasil como afirmam alguns), posso sem dúvida dizer que - atualmente - não passa de lixo mesmo, que não acrescenta nada de bom à música popular brasileira em sentido amplo, não nego que gosto um pouco do som, do ritmo, mas quando escuto a "letra" me pergunto porque estou escutando, e isso não é somente com o funk, temos a mesma degradação cultural com o forró, onde apenas tem nas bandas, um cantor com o cabelo pela cintura que é o sonho de consumo de toda mulher de tão bem tratado, que não tem qualquer talento para cantar, não tem boa voz, acompanhado de várias mulheres semi nuas e com músicas pornográficas, que faturam milhões e arrastam multidões, e o que é pior, tudo isso travestido de forró. Igualmente temos na música sertaneja, no rock, no samba enfim, há muito não temos uma boa música ou música de boa qualidade em nosso Brasil idolatrado, salve salve... Tenho comigo que toda essa letargia cultural em que estamos mergulhados é reflexo direto da péssima qualidade da nossa educação, principalmente de base, com grande fatia da culpa dos grandes capitais em especial a TV e o Rádio, o que é uma grande contradição, tendo em vista que tais são uma concessão estatal e que por lei devem estar mais à serviço da sociedade que seus próprios interesses, e ninguém faz nada. O Brasil é sim um país culturalmente diverso e por isso mesmo é grandioso, mas devemos tomar cuidado ao defender a prostituição musical, seja no funk, no forró, no sertanejo ou qualquer outro ritmo, isso porque a qualidade musical não é subjetiva, ou a música tem qualidade ou não tem, e definitivamente uma música em que se apresentam mulheres semi nuas, letras que incitam a prostituição, drogas, sexo, violência... não pode ser de qualidade, e se a sociedade consegue ver qualidade nisso, algo de muito errado há nessa mesma sociedade que nos remete ao ponto de partida, a educação social e familiar.

  68. FACEBOOK NÃO TIRA DO AR VÍDEO DE MULHER SENDO DECAPITADA | SCOMBROS Postado em 26/Apr/2013 às 19:02

    [...] Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda [...]

  69. Eduardo Postado em 26/Apr/2013 às 19:08

    Mariana você terá que usar seu cérebro muito além do que o da Valeska, porque até agora foi só pussy e popozão!

  70. Eric Vinicius Postado em 26/Apr/2013 às 23:40

    "[...]pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira[...]" - A mestranda fala bem, e isso ajudou muito a criar esse "oba oba" em cima da resposta dela. Respeito qualquer cultura. Só acho muito questionável colocar todas as manifestações culturais em um mesmo nível. Querer colocar no mesmo patamar, coisas como "É pau, é pedra, é o fim do caminho" e "Se o marido é seu, a p1ca dele é minha", é totalmente sem nexo.

  71. Eduardo Postado em 30/Apr/2013 às 11:21

    Veja o que o nosso Ariano Suassuna falou a respeito do forró atual. ‘Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma plateia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando- se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo. Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na plateia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos. Ariano Suassuna

  72. Thiago Postado em 02/May/2013 às 11:26

    A estudante é declaradamente tão apaixonada pelo funk carioca, que torna a realização de um trabalho acadêmico científico, objetivo e imparcial ("tese" ou "dissertação", não importa, essa discussão é tão irrelevante, que é ridículo a estudante frisar isso; só mostra a superficialidade dos seus argumentos) impossível. Ainda mais, nas humanidades, onde a subjetividade é inseparável do sujeito e do objeto de estudo. A conclusão do trabalho já é previsível e parcial: mera questão de gôsto musical/cultural. Ademais, a jornalista Rachel Sherazade não foi nada mais do que sincera, verdadeira, clara e lúcida na sua crítica. Ver uma politização da sua crítica não passa de discurso ideológico e relativista a favor do mau gôsto. Até agora, todos os seus comentários e críticas, sobre os mais diversos assuntos polêmicos da sociedade brasileira, têm sido histericamente elogiados pelos mesmos que agora a apedrejam! De repente, ela virou porta-voz da sociedade conservadora?! Só porque tocou no orgulho do povão? Como se fossem isentos de crítica?! Só pode criticar a elite? Ora, por favor...

  73. Alexandre Postado em 02/May/2013 às 18:47

    Não sou muito fã da Rachel, mas dissertação sobre influência do funk na cultura é de f... ! Como músicas que, na grande maioria tem como tema principal sexo podem influenciar uma cultura de maneira positiva ? Podem me chamar de elitista, preconceituoso e não sei mais o quê, mas isso é um FATO, esse tipo de música é muito ruim e só serve pra atrapalhar na educação dos nossos filhos. E tem outra coisa que me entristece nessa "estória", o valor da palavra MÚSICO está sendo subestimado ao extremo!!! Vamos levar um violao pra V popozuda, ela não deve saber nem pegar no violão... Porra, vejo músicos que estudam música durante anos e não têm o menor espaço para mostrar seus trabalhos porque hoje só dão espaço para música que vende na tv como FUNK, FUNKNEJO, ARROCHA, SERTANEJO UNIVERSITÁRIO e derivados, e todo esse lixo usa como tema principal bunda, popozão, pegação e derivados! Porra, será que ninguém percebe que o povão está "emburrecendo" , se é que isso é possível... Não tem jeito mesmo, cada povo tem seu país que merece... Enquanto dermos valor a esse tipo de cultura, teremos o país no mesmo nível, ou seja, UM LIXO!

  74. Inconstante Postado em 02/May/2013 às 19:54

    A Rachel Sheherazade antes de abrir a boca deve conhecer a constituição federal e depois dela ler o artigo quinto e alguns incisos ela abre boca para falar. Depois ela tem que estudar história, antropologia, sociologia e refazer a faculdade de jornalismo e depois ela também vai poder abrir a boca para discursar suas "idéias" sobre cultura. Essa mulher é uma coitada, ela é reflexo de um sistema educacional e cultural deficiente e que não forma um cidadão para a vida em sociedade. A imprensa brasileira é uma vergonha, manipuladora, ignorante, iletrada e que não sabe o que esta noticiando. O SBT nunca foi um canal legal, o Sílvio Santos, sempre tentou fazer do canal uma cópia da televisão norte americana com seriados de segunda classe e mais uma série de programas e filmes de segunda classe. A decadência é tão grande do canal, que o jeito é apelar para o grotesco sem ter vergonha de ser ridículo e imoral. Eu nunca pensei que o canal fosse rebaixar o seu nível, que nunca foi bom ao mais raso e rasteiro jornalismo e que segundo consta em vários sites o dono esta orgulhoso da atuação de sua menina de ouro, talvez ele seja mesmo como ela ou só quer dinheiro como todo empresário, mas deveria saber que toda ação tem uma conseqüência e nesse caso a audiência de um canal fraco pode até ficar mais fraco.

  75. Igor Postado em 03/May/2013 às 19:07

    Ela se vangloria tanto de ter lido QUATRO LIVROS para a prova... Não me espanta se esses tiverem sido os únicos que ela leu na vida

  76. Roberto Pedroso Postado em 04/May/2013 às 11:32

    Gostaria apenas de levantar uma questão, não concordo absolutamente com os pontos de vista e postura a politicas defendidas pela senhora Raquel creio que sua forma de analise das noticias é parcial e tendenciosa mas gostaria de ressaltar uma questão sobre o Funk,já a alguns anos o Rap começou a ocupar alguns pequenos espaços na grande mídia fazendo inclusive com que a tv publica do estado de São Paulo criasse um programa sobre a cultura da periferia chamado Manos e Minas, subitamente pouco tempo depois surge com força e pujança uma especie de "resposta" ao movimento Hip Hop esse "contra movimento"apadrinhado por certos segmentos da grande mídia tomou de assalto os espaços que eram dados ainda de forma incipiente ao Rap e a cultua Hip Hop,sendo alçado a categoria de movimento cultural mesmo sem base e estrutura para tanto esse assim chamado movimento do Funk carioca ; em suma a musica que tem como principio a denuncia das mazelas sociais o racismo, preconceito e os abusos e descaso das autoridades perderam subitamente espaço para a diversão alienada e descompromissada na forma de um pseudo movimento,artisticamente pobre e despolitizado e abraçado pela grande mídia. (personagens funkeiros não faltam nas produções televisivas da Rede Globo e o suposto movimento é supervalorizado em sua real essência).

  77. Ivan Postado em 04/May/2013 às 14:27

    São épocas que passam, hoje é o funk, o rap teve seu auge, hoje tem seu público realmente fiel e continua. Achei que o pagode dos 90's não se esgotaria, atualmente soa nostálgico; axé e congênitos etc... Todo esse falatório um dia vai passar. Minha perspectiva atual: "O que está por vir???"

  78. Iorgolo Rosso Postado em 13/May/2013 às 20:14

    Lamentável, o funk é algo muito diferente dessa coisa sexualizada que toca no Rio de Janeiro, quadradinho de oito, movimentos eróticos, total banalização das relações humanas como se pessoas fossem coisas descartáveis, ainda vem uma mestranda defender isso como cultura e pessoas apoiando ... lamentável mesmo. Nosso país está com os valores totalmente invertidos, o lixo está no auge e pessoas o consomem sem qualquer senso crítico. Uma pena pois nosso país tem tudo para se tornar a nação mais poderosa e próspera do mundo, mas são coisas assim que a mantem no buraco que está e o afunda cada vez com mais voracidade.

  79. Joana Almeida Postado em 15/May/2013 às 19:58

    riqueza, luxo e poder- Mariana me representou. obrigada.

  80. Renato Postado em 25/May/2013 às 15:10

    "Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é" Eu sou do tempo em que o combate ao elitismo cultural se dava em oficinas de música e projetos de descentralização da cultura. Os jovens eram expostos à doses de violão clássico, MPB, jazz, samba, rock progressivo, entre outros. Nessa época, minha cidade era um modelo de gestão democrática e participativa, gente do mundo todo se reunía para discutir um outro mundo possível. Mas este tempo, assim como todos os outros tempos, acabou. Hoje somos obrigados a ouvir este lixo cultural que é o funk. Não o funk do James Brown ou o funk que influenciou o Tim Maia. É o funk que é tocado dentro dos ônibus, o funk que invade a noite através dos auto-falantes de retardados sem respeito algum pelo sono alheio. As letras pregam uma promiscuidade sexual asquerosa, violência ("Bala na cara da Dilma sapatão", "A porrada come" entre outros lixos); as vozes deles são irritantes, a música em si parece que foi feita por um cachorro digitando qualquer coisa aleatória no Fruit Loops a batida consegue ser pior que o antigo jingle da Liqugás. Em suma, o funk é o terror de quem prega e se esforça por qualidade de vida. Não gosto da Sheherazade, mas esta tal de Mariana Gomes não me representa como indivíduo das classes populares. Aliás, muito pior que isto: Mariana Gomes quer nos enfiar goela abaixo esta aberração oriunda de desigualdades socio-economicas e culturais que é o funk, como se este fosse o único meio de lutar contra o trinômio luxo-riqueza-poder simbolizado pela infeliz jornalista do SBT. Aliás, o pedantismo da Mariana Gomes é tão exarcebado que ela se utiliza de uma falácia, argumento de autoridade só por ser Mestra e ter feito uma dissertação qualquer. O lado bom disso tudo é que a sugestão provocativa de Mariana Gomes - uma disputa pra ver quem sabe mais - poderia resultar em um espetáculo cultural tragicômico, no qual o sentimento competitivo levaria a uma disputa pra ver quem sabe mais, desconstruindo argumentos de modo recíproco - ou seja, um belo debate.

  81. wualaci Postado em 26/May/2013 às 21:14

    Que resposta mais medíocre,você esta muito distante de ter o potencial da Rachel. Ela hoje é uma das jornalistas mais bem vistas no cenário nacional,fala a verdade e não tem medo da repercussão.

  82. Leão Postado em 04/Jun/2013 às 22:05

    Ok, ela leu 4 livros. Veja quantos você precisa ler para fazer a prova para entrar em um mestrado em física. Eu leio um livro por mês no metrô. E eu conheço gente de humanas... 8,5 num é lá muita coisa. Autora do texo, espero que você leia no mínimo 5 livros por mês durante o mestrado. Isso são 120 livros até o fim do seu curso. Vale a pena também, já que é uma estudiosa de humanas, fazer um "passeio cultural" por semana, ou a cada 15 dias, conhecendo diversas culturas que não sejam a sua. Museus, teatros, cinemas, orquestras, etc. Na própria faculdade você deve achar isso fácil. Ouça diversas músicas populares de diversos tempos do seu país e escolha algum país e pesquise sua música popular atual também. Seria interessante fazer a comparação em sua dissertação. Do mesmo jeito que o povo brasileiro conhece o funk, valesca, qual seria o análogo a funk/valesca no Uruguai, Egito, Suécia e Japão por exemplo? Isso vai te ajudar a enxergar o funk com olhos de fora, sem o envolvimento pessoal que é prejudicial a sua pesquisa. Um exemplo é o físico defensor de um modelo particular de gravitação que se envolveu tanto que não consegue aceitar que o modelo foi descartado. Cuidado para algo semelhante não acontecer com você. Envolvimento pessoal pode levar a um preconceito que vai diminuir muito a qualidade de um cientista. Depois de fazer tudo isso que falei, depois dos 120 livros, escreva outro texto. Espero algo de melhor qualidade.

  83. Patricia Moura Postado em 05/Jun/2013 às 11:16

    Funk é uma coisa horrorosa e muito chula. Vivaldi maravilhoso. Cada um no seu quadrado, o do oito é mesmo difícil de dançar. Se a cultura fosse democrática todo cidadão teria acesso e poderia escolher, ou conciliar. Muita gente nunca ouviu falar em Vivaldi. Os programas de cultura inútil na TV escancaram o funk para ganhar ibope. A dita "elite" jornalística, os veículos de comunicação, incluindo o SBT, se prevalecem da "preferencia" nacional pelo funk para levantar a audiência. Mostram Vivaldi, Villa-Lobos? Polêmica mais besta!

  84. Ricardo Postado em 06/Jun/2013 às 07:13

    Não vi nada extraordinário nessa carta-resposta. Muitas pessoas aqui acharam sensacional a carta-resposta dessa Mariana Gomes. Afinal, o que vocês viram nisso???? Tem algumas musicas desse estilo funk que eu acho até legal de ouvir mas no geral o funk é apelação e baixaria. Se queremos um mundo de paz, respeito e valores...putz...já perceberam o que ronda esse mundinho do funk??????

  85. Eric Postado em 06/Jun/2013 às 22:55

    Infelizmente devo discordar do comentários incluídos em sua carta, a qual foi enviada ao programa! Há muito para se pesquisar sobre a área musical, sobre a boa área musical! Muitos músicos, ralam de sol à sol, pesquisando, estudando e se profundando para proporcionar ao povo músicas de qualidade e não são valorizados! Há no Funk empobrecimento tanto musical quanto cultura. Não acredito que esse elemento faça parte da sociedade e da cultura brasileira, pois não nos adiciona nada, mas sim nos gera um empobrecimento mental e auditivo! Fico triste em saber que uma pessoa com a sua formação acadêmica tenha a capacidade de dizer que o Funk é parte da cultura! Temos tantas qualidades musicais: frevo, samba, bossa-nova, mpb, choro, entre outros para serem pesquisados; entretanto, o que é citado por vossa excelência? Primeiramente procure o conhecer, pelo menos, um dia de um verdadeiro músico e você saberá o quanto sofremos em saber sobre sua escolha.

  86. Flávio Santiago Postado em 07/Jun/2013 às 22:24

    Talvez eu concorde em partes quanto a resposta dela, afinal já é de praxe que Rachel generalize sobre algum assunto ou pessoa, porém, discordo com a ideia de que o funk seja uma boa cultura e que essa veneração pelo rebolar e pelo corpo acompanhado de letras ruins também sejam algo benéfico. Sou professor no ensino público e percebo o quanto o funk tem sido uma das influências piores nesses últimos anos. A futilidade tem tomado conta das casas e das noites de jovens e adolescentes, tornando-os fúteis também e ao mesmo tempo preguiçosos e inúteis, uma verdadeira geração de seres que não conseguiram ser nem ao menos cidadãos com opinião. Há por parte de muito IDIOTA metido à intelectual ou entendedor da cultura brasileira que defende essas verdadeiras MERDAS sonoras. Mas sei que só quem participa e vê o andamento real das coisas sabe dizer qual é um dos pontos ruins na educação atualmente. Não é pelo fato de 'ciclana' ou 'fulana' ter estudado algum curso superior ou ter criado algum projeto que contenha a ideia de feminismo que vai mudar algo pra melhor e botar uma boa máscara nesse LIXO SONORO (que não pode ao menos ser considerado música). Aliás o funk, se os intelectualóides não repararam é atualmente o machismo mais enrustido e ridículo que existe, enquanto se mostram como 'divas' ou 'deusas' da power pussy são na realidade um lindo OBJETO. E a cada dia isso se intensifica entre os machistas, e um bom exemplo disso são os inúmeros funk's que propagam em suas letras o tráfico de entorpecentes, a prostituição e em muitos casos a pedofilia. Não, eu não estou exagerando e não estou sendo conservador, é o que vejo, esse país não é um caos na saúde na educação e em muitos outros setores só por conta do governo, mas sim também pelo fato de uma grande maioria estar se idiotizando a cada dia, se ludibriando com o banal e supérfluo, esquecendo-se de coisas mais importantes e ricas no lugar onde vive.

  87. Fernando Postado em 10/Jun/2013 às 19:41

    Quatro livros para fazer um mestrado... Está explicado!

  88. Julio Postado em 28/Jun/2013 às 16:41

    A pesquisa reflete um momento da cultura e do movimento feminino nesses nichos , não vejo problema algum em pesquisar sobre o tema. É relevante e atual, parabéns a aluna. E Rachel, tá na hora de você pensar mais antes de ficar criticando os outros, acha que é a dona da verdade? Antes metia a boca nos desmandos dos políticos, agora tá atacando todo mundo? Quer ibope?

  89. Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões Postado em 16/Jul/2013 às 06:21

    Aqui está a explicação de atacarem o Lobão: O VÍDEO PROVA QUE NEM SEMPRE RECORDAR É VIVER: ÀS VEZES É MORRER DE VERGONHA http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/07/o-video-prova-que-nem-sempre-recordar-e.html

  90. Anônimo Postado em 22/Sep/2013 às 23:12

    Essa Mariana Gomes caga na cara do feminismo, simples assim. Que um estilo musical tem efeito na cultura de uma população, todos podemos concordar que qualquer um tem. Mas dizer que os efeitos do funk são positivos? Faz-me querer enviar meus miolos direto contra a parede. Não gosto nem um pouco da Raquel Sheherazade, mas essa resposta tem tanta bobeira que não sei nem por onde começar. Então acho que vou retrucar na mesma moeda, fazendo uma tiradinha infantil tentando ser irônico, como a mestranda imparcial fez durante a carta inteira: "Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros?" 4 livros. É pra isso ser muito? Acho que li o dobro disso no primeiro semestre do meu bacharelado, e olha que sou da área de exatas.

  91. EdsonMG Anthony Postado em 29/Oct/2013 às 12:40

    Nem acabei de ler esta bosta. Tenho coisa mais interessante e importante para me preocupar.

  92. Marcia Postado em 04/Jan/2014 às 02:40

    superestima mata. Eu acho que ambas, sentindo-se superestimadas em seus "intelectos", acabaram provando que radicalismo continua sendo o câncer do mundo. Tanto Raquel quanto a mestranda aí, estão deixando bem claro o individualismo, a tendência, a superestima e nos matando de vergonha. Afffff....

    • Ferraz Postado em 20/Mar/2014 às 12:38

      Perfeito comentário, todo excesso é burro.

  93. Elias Postado em 25/Feb/2014 às 23:25

    A mestranda Mariana Gomes? Grande merda, minha classe de filosofia paradoxalmente estava cheia de gente defensora de funk, a maioria por sinal não freqüentava os bailes com medo de ser assaltada e por ai vai, defendiam pelos mesmos motivos do texto, esquerdinhas resumindo. Vou resumir, funk é musica sim, se vc criar pessoas no mato irão criar sons musicais também, o ser humanos é musical, o funk carioca representa a sociedade brasileira, a falência de todas as estâncias humanas, digo do funk real tocado nos bailes longe da mídia e não desses "modernos" para alegrar a classe média, A mulher francesa é uma francesa a mulher brasileira é uma puta lá fora, porque sera? Porque os estrangeiros são machistas kkkkk. E de fato existe uma luta inversa da esquerda em defesa do funk e todo lixo existente, é dever de qualquer cidadão brasileiro patriota que ame este país é resistir contra isso, por isso a importância de políticos que invistam pesado na educação, somente a educação ira livrar os filhos ou melhor netos da realidade atual, se depender dos esquerdinhas o Brasil está condenado a realidade atual.

  94. Murilo Postado em 13/Mar/2014 às 12:06

    "Eu sou pobre e burro" e deveria achar funk o maximo, mas nao consigo.E demais para os meus ouvidos. As pessoas falam que os intelectualoides tem preconceito com funk, porque e um genero musical de origem pobre, que surgiu nos morros cariocas, mas preconceito e achar que o pobre nao pode ouvir genero musical melhor que o funk.Entao quer dizer que o pobre nao pode ouvir blues, jazz,soul, reggae, bossa nova, mpb e musica classica? Eu acho que pode sim.Eu sou pobre, ou melhor estou pobre e curto todos esses generos musicais que eu citei acima. Tudo bem! Gosta de funk?pode ouvir.Mas so funk?Nao poderia ser ecletico e ouvir outros generos musicais.?

  95. Ferraz Postado em 19/Mar/2014 às 15:39

    Funk é uma porcaria, os caras gritam, não cantam. É cultura ? Infelizmente no sentido literal é, mulheres realmente são valorizadas com letras que dizem " senta e quica" por exemplo? Ou se esfregar em desconhecidos é liberação, feminismo? Para mim tem outro nome. Assim como achava ridículo ver criança dançando na boquinha da garrafa e todas outras atrocidades e lixos culturais e musicais desse país há vários anos. E a moça quer ser intelectual falando de Valesca, meu Deus... que gostem, que sejam fãs, cada um escolhe o que quer, mas querer fazer disso uma bandeira em prol de "pobres, negros, mulheres" tenham dó. Coitados de nós pobres, das mulheres e dos negros que não gostarem do som, serão taxados de intelectuais?? Faça-me um favor ao menos, quando escutar, abaixa o volume pelo menos....

  96. victor Postado em 20/Mar/2014 às 13:53

    Tudo é cultura, pois tudo se cultiva como conceitualização, não obstante é o pré-conceito(sim! é uma cultura e é conceito paradoxalmente)....mas o que fica estabelecido na sua moral é que cultura tem como sentido qualitativo e nisto o funk se afigura como néscio da qual é apenas uma "cultura" de gueto com alusão a promiscuidade e rimas tão pobres como o saneamento básico dá aonde provém essa "cultura"... esse feminismo baseasse contradição de que a mulher tem o poder de ser objeto consumo...diante de tandos direitos como o voto, não distinguir quadradinho de oito com a possibilidade de escolha politica chega ser chulo!!

  97. Górki Postado em 10/Apr/2014 às 02:06

    Nossa amiga Mariana Popozuda Gomes, que deve ser linda pra dedéu, se garantiu! Botô pra lascar com uma bibliografia que tá na crista das discussões. GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. YÚDICE, George. A conveniência da cultura: usos da cultura na era global. Belo Horizonte: EdUFMG, 2006. - Linha 1: Políticas, espacialidades e interações culturais: CALABRE, Lia (org). Políticas culturais: pesquisa e formação. São Paulo: Itaú Cultural ; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2012. SANTOS, Milton. A natureza do espaço. São Paulo: Edusp, 2006. - Linha 2: Mediações, saberes locais e práticas sociais: HALL, Stuart. Da diáspora: Identidades e Mediações Culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003. CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp, 1998. Sou jornalista e li desta lista o George Yúdice, o saudoso Stuart Hall (que deixou este plano recentemente), o professor Milton Santos e o grande mestre dos estudos culturais latino-americanos Néstor García Canclini. Deve ser demais pra cabeça desta COXINHA que não deve ter lido nem o Manual de Telejornalismo do Mestre Heródoto Barbeiro (grande livro, grande jornalista). Ela deve ter feito parte do segmento "jumento" dos estudantes de Jornalismo (do qual me excluo, pois só fui estagiar meses antes da monografia de graduação, como recomenda a própria FENAJ). Uma baba-ovo de patrão, carreirista que deveria ir a uma ou duas aulas inteiras por semestre (indo só responder a chamada, feito uma fantasma) e entrava na TV já no segundo semestre pra seguir as regras do que o Chefe de Redação do SBT de João Pessoa "obrigava" a ela fazer. Aposta quanto? Conheço algumas e alguns desta natureza, minha gente. São os jornalistas que mancham a imagem da categoria e não tem nenhum compromisso com seus semelhantes. Eu quero é a TV Pública e Estatal, com a participação popular nos conselhos de programação. Eu quero é a democracia plena, TV com cheiro de povo, internet no celular do flanelinha (enquanto ele ainda for obrigado a ser flanelinha) e não os paradoxos desta garota propaganda da H-Stern.

  98. Lopes Postado em 16/May/2014 às 18:30

    Eu prefiro a música da Valesca com o Mr. Catra!

  99. Anderson Postado em 03/Jul/2014 às 16:45

    parabens rachel eu q nunca deixaria minha filha air pra um baile funk sendo dervida como um pedaço de carne de tercera para os caras passarem a mao e se aproveita de minha filha essas letras so desvalorizam o que as mulheres de vdd lutaram na vida pa conquistarem

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