Luis Soares
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Mulheres violadas 23/Apr/2013 às 09:40
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Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda

Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda. Leia abaixo a carta resposta da mestranda Mariana Gomes para a apresentadora do SBT

Alguns jornalistas têm o péssimo hábito de falar sobre qualquer coisa, mesmo sendo bem informados sobre quase nada. Rachel Sheherazade parece fazer parte deste time. Mas ela não sabia com quem estava mexendo. Nesta resposta abaixo, a mestranda Mariana Gomes deixa claro que não é daquelas pessoas que enfia o rabo entre as pernas. E botou a moça do SBT no seu devido lugar. Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda dançando funk por uns bons dias.

Carta-resposta a Rachel Sheherazade

Por Mariana Gomes, em seu blog . Com blog do Rovai. Edição: Pragmatismo Politico

Caros Rachel Sheherazade e equipe do SBT,

Eu sou Mariana Gomes, mestranda em Cultura e Territorialidades e responsável pelo projeto My pussy é o poder. Gostaria de agradecer à visibilidade que estão dando ao projeto sobre funk e feminismo. Quero agradecer também por serem claros ao exibirem todo o conservadorismo de Rachel e o oportunismo de vocês. Digo isso porque pretendo pontuar algumas questões nesta carta-resposta, e elas, com certeza, não contemplarão a visão de mundo tão pequena apresentada tanto na reportagem quanto nos comentários da jornalista.

rachel sheherazade valesca popuzada

Rachel Sheherazade, apresentadora do SBT (Foto: Reprodução)

Em primeiro lugar, Rachel, logo na apresentação da matéria, um pequeno erro demonstra seu “vasto” conhecimento sobre a área acadêmica: no mestrado não se faz tese, e sim, dissertação. A tese só chega com o doutorado. Mas tudo bem, este é um erro bastante comum para quem está afastado do ambiente acadêmico e, mesmo assim, pretende julgá-lo ferozmente. Outra questão importante é: frisei em diversos momentos que o projeto não se refere apenas à Valesca, ainda assim preferiram insistir no caso. Perdoados, Valesca é diva, merece destaque mesmo.

Em segundo, mas não menos importante, gostaria de pontuar algo que pra mim é muito caro. Não existe dualidade entre usar o cérebro e outras partes do corpo para produzir qualquer coisa na vida. O repórter disse que eu usei o cérebro para fazer o projeto e que, Valesca, usa ~outras partes do corpo~. Ora, queridos, eu usei muito esse popozão aqui para fazer minhas pesquisas. Dancei muito até o chão, fiz muito treinamento do bumbum e continuo fazendo muito quadradinho de quatro (o de oito não consigo AINDA)! Valesca usa o cérebro tanto quanto eu, você – e mais que Rachel – para continuar seu trabalho. Não julguemos a inteligência de uma mulher de acordo com os padrões estabelecidos. Isso é machismo.

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O repórter me perguntou por mais de uma vez se eu tive medo de não ser aceita na academia com meu trabalho. E todas as vezes eu respondi que NÃO TIVE MEDO. Confio no meu potencial, na relevância do tema e, principalmente, na capacidade de renovação e transformação da academia. Quando se trata da UFF, mais ainda, porque conheço o corpo docente e sei a visão de mundo dos professores – nada conservadora, muito mais avançada do que muitos que se dizem avançados.

Não vou comentar sobre o fato de terem entrevistado apenas uma pessoa na rua – e que disse que eu merecia nota zero – porque competência é critério básico para o jornalismo

Sobre a minha fala: colocaram o que eu disse em um contexto equivocado. Eu não tenho essa visão utilitarista da cultura. Não acho que para acabar com o preconceito precisamos “ver o que eles tem a oferecer”. O que eu estava dizendo ali é que, durante a pesquisa, é preciso abrir a mente e ver o que vamos conseguir extrair da observação participante e o que vamos aprender com o movimento. Afinal de contas, quem tem que oferecer algo sou eu: um bom projeto, que sirva para transformar – ao menos parte – (d)o mundo!

“O papel do funk na cultura, só o tempo dirá”, diz o repórter. ISSO NÃO É VERDADE. O papel do funk na cultura está comprovado. E não por mim, pelo meu projeto, por projetos anteriores, mas pelas práticas cotidianas, pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, em diversos setores da sociedade, pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira. A reportagem é rasa e não tem qualquer compromisso com a realidade concreta, que já provou há muito tempo o que o funk representa.

Agora vamos ao chorume destilado por você, Rachel Sheherazade: insinuar que a popularização da universidade é ruim fica muito, muito feio pra você. Desculpe-se, por favor. E se o funk fere seus ouvidos de morte, acho uma pena, porque EU ADORO, EU ME AMARRO. E meu recado pra você é: é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado

Dizer que produção de cultura vai do luxo ao lixo é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. Como eu disse ao G1 e digo diariamente, hierarquizar a cultura só prejudica. Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é – ou, nas suas palavras, o que é ‘luxo’ e o que é ‘lixo’ – precisa ser COMBATIDA. Creio que a academia é SIM uma das trincheiras na luta pela desconstrução desse pensamento elitista, preconceituoso e, para não ser maldosa, desonesto.

Você, Rachel, diz que as funkeiras estão aquém do feminismo. Mas e você? O que sabe sobre o tema? Tendo a acreditar que Valesca sabe muito mais sobre isso do que você, mas estou disposta a ouvir seus argumentos sobre o assunto. Feminismo, assim como o meu projeto, não é piada, é coisa séria, muito séria.

Para concluir, gostaria de te perguntar quais critérios te levaram a questionar a profundidade do meu projeto. Não gostaria de personalizar o problema, mas nesse caso, não tenho outra alternativa. Você sabia que meu projeto obteve nota 8,5 entre vários projetos avaliados? Pois é. Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros? Disponibilizo aqui a bibliografia cobrada para tal prova e aproveito para perguntar – não que isso faça diferença, mas quem começou com argumentos sobre profundidade foi você – quais deles você já leu ao longo da vida. No meu projeto também consta parte da bibliografia utilizada por mim. Também questiono: dali, quais livros você já leu, conhece ou ouviu falar?

Peço perdão pelo argumento de autoridade em dizer que é preciso ler para saber das coisas mas, nesse caso, se você me cobra profundidade, eu te cobro conhecimento.

Abra a mente, Rachel! Vem aprender a fazer o quadradinho.

Cordial – mas não passiva – mente,

Mariana (popozuda) Gomes

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Comentários

  1. Farina Postado em 23/Apr/2013 às 09:53

    Chupa!

  2. Moraes Postado em 23/Apr/2013 às 10:49

    Concordo com a resposta de que o papel na cultura já é presente, agora os bandidos já incendeiam os ônibus quando não conseguem realizar os bailes funks de rua (claro, regadas a drogas, alcool e sexo). Discordo de que se deva colocar todas as manifestações em um mesmo nível, a hierarquização ocorre naturalmente da necessidade humana de categorizar para analisar. Querer colocar no mesmo nível uma obra como as quatro estações de Vivaldi e qualquer música funk é demais, não perceber a beleza de um e se render ao apelo sensual do outro apenas demonstra que os recebedores da mensagem estão em níveis diferentes, simples assim.

    • Ferdinando Postado em 17/Sep/2013 às 08:22

      UHAHAAUHAUH. Cara, esse país é a maior piada do planeta.

      • wando gama Postado em 07/Nov/2013 às 19:09

        não. não é. quando tiver a oportunidade de viajar um pouco vai perceber que a Terra é uma piada e talvez seja melhor lutarmos e olharmos mais as coisas boas. Eu na minha ignorancia, quando lia pouco e não tinha tido a oportunidade de conhecer outros lugares, achava que lá fora era melhor. é nada. tudo é relativo. (ñ estou brigando, nem dizendo q vc afirmou isso ou aquilo) só me expressando.

    • Glauber Postado em 25/Sep/2013 às 23:48

      Moraes, gosto cada um tem o seu e se acharmos que apenas música clássica é bonita não conseguiremos porque existe muita música que toca mais profundo na nossa alma do que qualquer uma de Vivaldi, Bah e tantos outros. Esses caras que colocam fogo em ônibus deveriam ser presos e em muitos desses acontecimentos existe o traficante que quer vender suas drogas e precisa do baile funk e se vivêssemos e um país mais justo talvez esse traficante estaria preso junto com seus comparsas. Você pode não gostar de funk - eu também não gosto -, mas tem um solução, é só não ouvir.

    • Marlon Tolksdorf Postado em 28/Sep/2013 às 11:51

      Faltou falar quando te impõe essa cultura a força, com celular no ônibus, caixa de som gigante no carro, ou no bar na esquina a madrugada inteira sem te deixar dormir.

    • thiago Postado em 08/Dec/2013 às 03:33

      Voce leu isso?? "Dizer que produção de cultura vai do luxo ao lixo é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. Como eu disse ao G1 e digo diariamente, hierarquizar a cultura só prejudica. Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é – ou, nas suas palavras, o que é ‘luxo’ e o que é ‘lixo’ – precisa ser COMBATIDA." Sou professor e meus alunos curtem muito o funk e em diversas atividades trabalhamos produzindo músicas e cultura funk. Sobre crítica social da forma que eles sabem e querem fazer... Músicas do mais alto nível, em ambiente escolar, com conteúdo. Se você não vê isso, a questão é outra. E não há vivaldi que possa te fazer entender

    • Manoel Postado em 28/Jan/2014 às 17:08

      Moraes, sua colocação já demonstra o quanto sabe de cultura. O mais engraçado é que em pesquisas sobre a erudição e o gosto, em livro como "Distinção", "Amor pela Arte" e "Economia das trocas simbólicas" Pierre Bourdieu explica que o gosto pela música erudita, e cita diretamente Vivaldi, não passam de invenções de fronteiras entre os campos sociais para a afirmativa e manutenção de poder das elites, via cultura, com intenção de promoção de violência simbólica. Um jogo decena, posto que em pesquisa descobriram que as tais elites que afirmam gostar de música erudita (e cita diretamente Vivaldi como exemplo) nada sabem de cultura e nem de arte, mas que copiam nomes para uma afirmativa comum e de pertencimento a um grupo de elite. A definição de eliteé outra coisas, nem todos que tem dinheiro são elites, e ou estudam. Os dados revelam que o conhecimento é restrito no meio de quem estuda, e quem não estuda consome e o faz dentro dos padrões estabelecidos de grupos sociais para aceitação social, portanto ser incluido entre aqueles que se dizem distintos... logo, você conseguiu em poucas linhas se colcoar na posição dos exemplos dados nas pesquisas. E quanto a autora do texto, parabéns. Não gosto de funk, mas não existe mesmo melhor ou pior, isso é com cada um já dizia meu mestre Waltel Branco, não existe musica ruim, se quem toca e quem ouve gosta, isso é com cada um...

    • André A.F. Postado em 28/Jan/2014 às 21:10

      Nossa, seu pensamento é tão ridículo que me deu até um refluxo. "claro, regadas a drogas, alcool e sexo". Não existe "claro" nessa frase, e ela já demonstra seu preconceito e falta de conhecimento na área. A realidade não é o que a TV mostra, meu caro. Outra coisa, procure no dicionário o significado de categorizar e o de hierarquizar, deu pra notar que são coisas diferentes? A sua visão evolucionista de cultura, assim como de muitos outros, é totalmente ultrapassada, recomendo alguns textos de antropologia para entender melhor sobre o assunto cultura. Por fim, a música funk é tão importante para entender os contextos sociais como os quadros do Vivaldi. Sua visão de mundo é elitista e preconceituosa, lamento. Só mais um detalhe, PESSOAS NÃO "ESTÃO EM NÍVEIS DIFERENTES", credo! Existem culturas diferentes, com perspectivas diferentes da sua. Esse elitismo classe A, branco, hétero e machista não é a verdade absoluta a ser seguida. Vamos estudar mais amigos.

    • Richard Postado em 19/Feb/2014 às 23:22

      Voce nao entendeu oq ela disse. Precisa aprender a interpretacao de texto. Nao podemos falar que osquestra sinfonica e luxo e que funk e lixo, obviamente que em algo tao antigo como a musica classica terao obras maravilhosas o ponto e que nem tudo produzido por esse grupo e bom, muito musica ruim e muitos musicos ruins tiveram nesse meio. Hoje o samba e aceito mas no seu começo era tao condenado quanto hoje e o funk. Voce demonstra nao conhecer a realidade mas nas festas have organizados pela elite tem muito mais sexo e muito mais drogas que qualquer baile funk, sem contar naa festas organizadas pelos magnatas nos puteroa da vida. Nao podemos generalizar, e menosprezar uma forma de entretenimento, se o objetivo ao qual a musica se propoe esta sendo atendido. Quanto a critica ao abuso de sexo e drogas se voce fosse alguem que vivesse no mundo real veria que esse comportamento esta em qualquer ambiente e no funk nao esta mais ou menos, tanto e verdade que grandes idolos dos mais diversos segmentos musicais morreram ou de over dose ou de AIDs. Enfim todo o seu discurso foi tao simplorio e batido que nao sei nem por que me dei ao trabalho de escrever

      • Simone Pacheco Postado em 09/May/2014 às 16:16

        E com relação à apologia ao crime? O que você me diz? Que em festas have e músicas de rock há isso? Há a incitação à cobiça por meio da "ostentação"?

    • Simone Pacheco Postado em 09/May/2014 às 16:12

      Concordo totalmente. E ainda mais: não consigo vislumbrar outro papel ao funk a não ser apologia a sexo, violência e drogas e cobiça.

    • Lucas Postado em 11/May/2014 às 15:21

      E o que a Valesca tem a ver com atos de vandalismo?. De Vivaldi, você, como a maioria das pessoas, só deve conhecer as quatro estações, meu filho. "Simples assim" é a sua forma rasa de ver e conceber o mundo.

  3. Guilherme Pessoa Postado em 23/Apr/2013 às 10:57

    HAHAHAHAHAHA, genial

  4. Rafael Leonardi Postado em 23/Apr/2013 às 11:03

    Não li o projeto dela, mas, na minha opinião, abordar o tema e seus aspectos é válido, valorizá-lo é um problema. Dizer que "Valesca é diva" é o mesmo que ouvir uma música dela e concordar que aquela letra é um exemplo de cultura e deve ser reverenciado e seguido. Porém, acredito que a maioria das pesquisas na área de ciências humanas servem para entender as nossas relações e conflitos. Valendo-se desse ponto, a pesquisa é útil e, se foi elaborada seguindo os padrões científicos necessários, merece uma boa nota e a devida aprovação.

    • Bella Nascimento Postado em 10/Nov/2013 às 01:31

      " ouvir uma música dela e concordar que aquela letra é um exemplo de cultura" é lógico que é um exemplo de cultura, meu caro. Pode não fazer parte da sua, mas de alguma ela faz. Nunca estudou sobre O QUE É CULTURA??

  5. Bittencourt Postado em 23/Apr/2013 às 12:01

    Nossa, que vontade de dar um beijo na boca dessa mulher!!! kkkkkkkk Meu trecho predileto: Dizer que produção de cultura vai do luxo ao lixo é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. Como eu disse ao G1 e digo diariamente, hierarquizar a cultura só prejudica. Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é – ou, nas suas palavras, o que é ‘luxo’ e o que é ‘lixo’ – precisa ser COMBATIDA. Creio que a academia é SIM uma das trincheiras na luta pela desconstrução desse pensamento elitista, preconceituoso e, para não ser maldosa, desonesto. Parabéns pra Mariana.

    • Adilson Xavier Postado em 01/May/2014 às 14:14

      Pois é Bittencourt, dizem que samba não é dança, que Funck não é dança etc... Mas subir nas paredes é sim "dança" (coreografia), desde que seja a Débora Coker que apresente...

  6. silvana dias coelho Postado em 23/Apr/2013 às 12:14

    Como educadora e estudiosa de História,concordo que a realidade concreta não pode ser ignorada,mas sim analisada! Que o Funk faz parte do cotidiano de uma grande parcela de jovens e adultos,é inegável! Que esse mesmo Funk representa uma cultura também devo concordar! O que me entristece é que na comunidade em que trabalho,na cidade em que vivo,grande parte dos jovens negam-se a aprender o elementar para almejar a escolha de uma profissão.No entanto,propagam o Funk em alto e bom som,obrigando a todos,a ouvir coisas que, francamente,não contribuem em nada,a não ser para a desvalorização da mulher!

    • Bfbd11 Postado em 02/Oct/2013 às 14:27

      Desvalorização da mulher? Desculpa moça, mas você é machista. Que papo é esse de que mulher tem que se dar o valor, e quanto vale uma mulher então? Na boa, homem tá aí o tempo falando quantas come, que é "transudo", que faz isso ou aquilo, mas mulher não pode falar de sexo, não pode ser vulgar, tem que ser fina, uma dama na mesa e uma puta na cama? E vc vem com esse papinho de que funk desvaloriza a mulher, desculpa, mas você foi comprada pela ideologia da classe média, o que desvaloriza a mulher, são os ideias propagados pelas novelas, programas do tipo "mulheres" onde apenas se fala de serviços domésticos e da vida alheia, mas se você aprendeu a ser mulher com esses dois exemplos, então ignore meu texto, pois provavelmente irei queimar no inferno.... mas enfim, o problema não é o funk, é o futebol, é a novela, é o rock'n'roll (conheço muitos rockeiros que ganham um salário mínimo ou menos, e a única preocupação deles é ir em shows e bares...) O problema é a alienação, é ficar achando culpados, como se um único elemento cultural fosse culpado por ANOS de segregação, desprezo, e me perdoe a invenção de palavras, mas por que não "desoportunidades" tbm...

      • João Pedro Varanese Postado em 03/Oct/2013 às 09:30

        Olha, me desculpa, mas dizer que o problena é do rock n' roll é ser tão prepotente quanto quem você critica, se você "conhece rockeiros que fazem blablabla..." eu também conheço funkeiras que não se importam minimamente com a questão do feminismo no funk, ou simplesmente são tão machistas quanto muitas pessoas que acham que lugar de mulher é na cozinha. Seu equívoco está em julgar uma classe inteira de pessoas que tem em comum um gosto musical, você simplesmente inverteu os papéis da situação que a autora da dissertação critica, cometendo o mesmo erro deles.

      • Clauuu Postado em 03/Oct/2013 às 18:11

        Na boa, mas Valeska não é feminista, é feMista. Quem disse que um homem "galinha" é valorizado e é um exemplo a ser seguido pelas mulheres? Essa palhaçada é só desculpa pra mulher fazer todos os defeitos que sempre criticou nos homens. Estão bebendo mais, causando mais acidentes, transando sem camisinha e usando muita pílula do dia seguinte, abortando mais, ficando em dúvida sobre a paternidade, enfim... Se você acha que Valeska é diva, veja a história dela. É tudo vingança porque levou um pé de um homem e ficou revoltadinha. Esse "troco" que ela coloca nas músicas é pra tentar curar a dor de cotovelo. Fiquem imitando a falsa felicidade dela e se iludindo. Da mesma forma que homem precisa ter seus valores, a mulher também. Esse papo femista é só desculpa pra não ser julgada, mas no fundo é uma versão feminina do cafajeste masculino...

      • marcelo alves Postado em 10/Oct/2013 às 01:51

        Embora concorde que o Funk não é o responsável pela discriminação e maltrato as mulheres, mas hoje CONTRIBUI E MUITO para tal. E a grande maioria que curte esse ritmo, seja homem, mulher ou jovem, é claramente de cultura compatível com as letras das músicas que ouvem. Não se encontrará alguém com intelecto alto no meio de um baile desses. E pra mim, o funk não é uma forma de cultura e só é considerado assim por causa da grande quantidade de defensores do ritmo. Mas das confusões, drogras, orgias e roubos, pra não falar das mortes, que ocorrem no meio dos jovens em locais onde esse ritmo é propagado para vizinhos ouvirem, quer queriram ou não, isso não é defendido pela Mariana ou qualquer que seja favorável ao ritmo. Tanto que a maioria das músicas cantadas não falam de amizade, companheirismo ou de sermos gente de bem e que deve lutar por um país melhor. Fala de 'pegar mulher', de 'novinhas', de 'rolar um adultério'. E ainda tem gente que tem a coragem de chamar essas musicas de 'cultura'? Façam-me um favor!

      • Marck Friederick Postado em 11/Oct/2013 às 16:09

        Você perdeu toda a sua credibilidade, e portanto uma ótima oportunidade de ficar calada, ao dizer: "...o problema não é o funk, é o futebol, é a novela, é o rock'n'roll (conheço muitos rockeiros que ganham um salário mínimo ou menos, e a única preocupação deles é ir em shows e bares...) ". Afinal, para você o funk não é problema, mas sim o rock, e outros movimentos culturais (sim, eles são), tal como o futebol entres outros, que para ti conforme sua citação, são coisas que atravancam a sociedade. Conheço inúmeros rockeiros bem posicionados sócio-economicamente, que prezam pela caridade, e ajudam a sociedade e em especial a classe menos favorecida, além de não quererem impingir ao próximo seu(s) gosto(s). E se achar que falei demais, me diga então quantas vezes por dia você ouve rock tocando em ambientes de uso comum, e de maneira absurdamente alta? Já para o tal do funk, a história é bem diferente.... Além do mais, ainda não cheguei a observar "cantores" (se é que se pode denominá-los de tal forma) de funk, praticando algum tipo de bem para o coletivo, para o geral, e sim apenas ostentando fortunas que muitas das vezes nem possuem, enquanto inúmeros funkeiros pobres (os adeptos, os fãs de tal vertente), se aglomeram infernizando a vida alheia e querendo impor sua cultura, pois acham que o semelhante tem a obrigação de gostar do que eles gostam; e aí eu lhe pergunto, o que você me diz à cerca disto?? Você disse que "...o problema é a alienação, é ficar achando culpados...", mas fez isto em sua própria argumentação, e portanto, me diga qual seria a credibilidade que você possuiu tendo manifestado esse seu infeliz - em minha opinião - comentário?? Lembrando ainda que, provavelmente James Brow se pudesse, estaria se contorcendo em seu túmulo, ao ouvir denominarem este barulho, de "funk". O dia que um "funkeiro" conseguir criar alguma melodia harmônica conforme musicistas (pessoas que estudam música) o fazem, aí sim quem sabe este conjunto de sons e barulhos distoantes, poderá ser chamado de música... E não que todos os rockeiros sejam 'maestros' e acadêmico ou formados em música, não é isso que eu quis dizer, porém, é demasiadamente perceptível o abismo que existe no conhecimento técnico entre as duas distintas classes citadas. E ainda que se ache que não se faz necessário conhecimento algum para produzir música de qualidade, o único argumento de rebate que eu poderia usar com tamanha afirmação sem sentido, é de que começarei então a investir como empresário em meu priminho de 5 anos, que "canta" terrivelmente o "atirei o pau no gato", pois oras, sob esse critério, é música, e da boa... E num cenário de pessoas extremamente cultas, como é o de nosso país, provavelmente venderá muito... . E claro, gosto é gosto, e cada um com o seu! Eu particularmente, detesto este barulho que vem infernizando, quase que diariamente a vida das pessoas de que dele não gostam, porém, lutaria até a morte pra que essas pessoas mantenham seu direito de consumir tais coisas - contanto que respeitem ao próximo, é claro. E desse ponto de vista, não existiria problema algum nem com "funk", rock, pagode, forró, e o que fosse mais, pois cada um estabeleceria o limite de seu gosto, a si próprio. Quanto ao respeito, tanto homens quanto mulheres precisam do mesmo, e isso não incita no machismo ou em feminismo em momento algum! Se você fala que programas destinados a tarefas domésticas e cuidados com o corpo são machistas, significa então que sob essa sua (falha) lógica, a transmissão de jogos de futebol são de cunho feminista, correto? Ou até mesmo tele-cursos de mecânica, programas de automóveis, etc... Oras bolas, qual é problema de cada nicho ter um programa que mais lhe vincula ao gênero? Esse tipo de pensamento retrógrado em se sentir ofendido(a) com tudo e todos, vendo machismo em tudo que é lugar, chega a ser até pior que o fanatismo religioso, e isso é grave. Pela própria constituição biológica, as mulheres jamais serão como os homens, e vice-versa, e aqui não estou me referindo aos transgêneros e/ou hermafroditas, mas simplesmente as condições físicas tidas como "padrões" que acabam por definir ambos os gêneros básicos. Portanto, o machismo está nos olhos de quem enxerga....

      • Rodolfo Andrade Postado em 16/Oct/2013 às 19:50

        Parabéns por seu comentário Bfbd11. Aqui temos a mania de não nos dizermos preconceituosos mas sempre apontamos o dedo para o que acreditamos ser a "cultura marginal", afinal de contas, esta é a forma d'eles se expressarem. E não acho válida a comparação de "uma música ter mais qualidade que a outra", pois a música e outras expressões culturais têm o valor que cada um a concebe, não tendo uma "mais importância que a outra", a importância cada um dá àquilo que lhe é importante. Odeio escutar funk, mas não reconhecer que também é uma expressão cultural seria me juntar àqueles que condeno como preconceituosos.

      • José Júnior Postado em 18/Nov/2013 às 02:03

        Bem, você pode não ser machista, mas é burro(a). Se esses padrões de coisificação do humano fazem parte do cotidiano dos homens, cabe aos que defendem direitos iguais lutarem para que estes não coisifiquem o que não se pode coisificar, e não aplaudir de pé quando uma mulher comete o erro nessa mesma gravidade. A desvalorização do próprio corpo, e a coisificação da essência humana é ridículo tanto para homens como para mulheres, e deve ser combatido. Não tenha mania de perseguição! E o preço de uma mulher, como de um homem, é o seu valor, a sua dignidade. Sexo não é uma coisa proibida ou que vá levar alguém para o quinto dos infernos, mas é uma coisa própria de cada um, e que nossas crianças não são obrigadas a ouvir sobre. Odeio quem tenta combater alienação se apegando a padrões alienativos de determinados grupos e/ou classes.

      • Ana Amélia Postado em 10/Dec/2013 às 21:34

        É isso aí... Parabéns! Vamos nos nivelar por baixo. Afinal, se homem pode ser babaca, porque não podemos também, não é? Cada uma que tenho que aguentar...

      • julio godeny Postado em 21/Dec/2013 às 15:33

        Desculpe, mas o funk é a pior desgraça do século, cultura totalmente inútil, de depredação de qualquer valor humano seja ligado a qualquer segmento da sociedade, mas quem segue o funk, na minha opinião nasceu das drogas, viveu entre elas, e com certeza vai morrer entre elas.

      • Mumdois Postado em 04/Feb/2014 às 00:47

        Aqui na comunidade tem dia que o baile vai até a madrugada, desrespeitando o trabalhador e o morador que que so um sossego mais nao tem por causa de baile. liga pro 190 e os gambe nem que sabe. é um inferno para quem mora aqui na favela. Tem muito baile que é do PCC pra eles negociar mais produto, e de manha vem uns mano de outra favela pra levar a grana do role do baile. Tem infelizmente ate prostituição de menor por droga. Não vou dizer que acontece em todo lugar, por que eu num conheço toda quebrada mais acontece bastante aqui e ninguém na comunidade pode faze nada. mais acho que o acontece aqui na favela, acontece em outras quebrada. fala que não tem machismo no funk é tá falando de algo sem conhecimento. já colou em quantos baile na vida? Muitas letra e passinho de mc que é homem bota a mulher no papel de submissão da mulher. "Tá ligado, aí balconista... Quanto que custa você na minha cama". Se isso não é machismo é o que então? Várias letra é assim. Nao to falando que é todo o funk assim, mais tem varias assim. O que não gosto da discussão sobre funk é que tem um monte de boy que fala mal do funk sem sabe direito a real e tem um monte de boy que também que fala bem sem sabe direito a real. a classe media fala muito do que nao sabe, mais nem que sabe das coisa participando. é que nem os rolezinho, que vi de matéria falando bobagem, nada a ver, nao ta no papel.

      • Rodrigo Postado em 04/Feb/2014 às 10:21

        Cara Bfbd11, discordo totalmente do seu ponto de vista em relação ao machismo e mulheres. É uma pena que você pense dessa forma. Você se diz contra o machismo, mas se comporta da mesma forma que os homens? Ou melhor, homens não. De fato existe uma proporção enorme de machista que abrem a boca para falar coisas como as que citou no texto. Você ao exigir o mesmo direito dos homens só se compara e eles, em toda sua podridão. Você que foi comprada por uma cultura feminista, que nada mais é uma resposta ao machismo com atores trocados. O problema não são os gostos, são os comportamentos. Inevitavelmente, a música é uma expressão da alma, e vangloriar esse tipo de música nada mais é do que representar o quão podres e sem valor social são vocês, tanto homens quanto mulheres. Não me refiro ao estilo, me refiro a letra e aos gestos. Mais uma vez, se você descorda de como homens machista se comportam, tente mudar eles, e não responder com a mesma moeda.

      • Rafael Postado em 04/Feb/2014 às 23:33

        Se é pra mudar um pouco o foco do assunto, e jogar a "culpa" nos outros, conheço muito mais funkeiros "(que ganham um salário mínimo ou menos, e a única preocupação deles é ir em shows e bares...)" do que rockeiros!

      • Rafael Postado em 04/Feb/2014 às 23:38

        "...de favelado, mas quando toca ninguém fica parado!" Esse "ninguém" não me representa!

      • Igor Postado em 07/Feb/2014 às 07:11

        "Na boa, homem tá aí o tempo falando quantas come, que é "transudo", que faz isso ou aquilo, mas mulher não pode falar de sexo, não pode ser vulgar". Desculpa, mas vc também é machista. Comparar a mulher ao homem? Não seja tao simplorio, veja que a Silvana tentou dizer que a muoher ja carrega o preconceito consigo e muitas das letras de funk colocam sobre ele uma catga ainda mais negativa. Não é legal que o homem saia por aí dizendo que "comeu" todas, acredito que v também não ache, pelo que senti da sua fala, mas mesmo assim acha que a mulher deve se comparar? Calma lá, menos repetição de groselha e mais pensamento crítico sobre o que escreve, por favor.

      • Carolini Postado em 19/Feb/2014 às 10:03

        Acho que o que ela quis dizer com desvalorização da mulher foi que o funk cantado por homens desvalorizam a mulher, chamando de cachorra, vadia e bla bla bla e não que o fato delas cantarem/falarem sobre tal assunto iriam desvalorizá-las.

      • Aline Postado em 02/May/2014 às 00:45

        Creio eu que a Silvana não teve a intenção de ser interpretada dessa maneira; ao usar o termo "desvalorização da mulher" pode ter ocorrido um equívoco na escolha de palavras. As mulheres têm de lutar contra o machismo, eu própria sigo juntamente com movimentos feministas, acredito e aplico sua filosofia em meu cotidiano; todavia, o comentário de Silvana fez referência com o que chamamos do "funk sujo" e se você, que me parece ser tão seguidora do exercício feminista, não sabe discernir o funk da Valesca -que, aliá, é uma ativista ferrenha dos direitos da mulher, e feminista- de funks que agridem a integridade e contribuem pra materialidade da mulher na sociedade, desculpa, você não é ninguém para hipocrizar sua tese a favor da marcha contra o machismo.

      • G.S. Postado em 08/May/2014 às 20:17

        Nossa, Bfbd11 você não merecia palmas merecia o tocantis inteiro! haha Silvana que machista, que feio.

      • xande Postado em 30/Jun/2014 às 14:36

        Eu acho interessante uma pesquisa dessa, procurar entender uma cultura, seja ela qual for... mas a realidade é bem clara, o funk é uma grande apologia ao sexo e atualmente ao consumismo, as pessoas que estão a frente do gênero, se importam mais em ganhar dinheiro e fama. Que mensagem construtiva eles passam para os ouvintes, de sexo e de status, é complicado essa situação, o funk deixou de ser uma "cultura legal" há muito tempo, hoje só vejo futilidades, aliás não só o funk, mas a maioria dos gêneros, o funk representa a maior daqueles pobres chamados de favelados favelados, talvez não há muitos outros ritmos que representam, o funk não está passando de músicas comercias que não contribui com nada de positivo para a mentalidade de quem o escuta...

  7. danilo Postado em 23/Apr/2013 às 12:15

    "Abra a mente, Rachel! Vem aprender a fazer o quadradinho" Adorei, melhor resposta para essa pseudoculta e pseudointelectual. Não serve nem pra dar opinião sobre receita de bolo vai pra frente da tv mostrar seu preconceito e falso moralismo, acho essa Rachel uma coitada!

  8. danilo Postado em 23/Apr/2013 às 12:17

    vamos fazer uma campanha para Valeska fazer uma música pra essa jornalista #ValeskaHomenageiaRachel

    • Leticia Postado em 04/Jun/2014 às 01:17

      Quem? a tal Valesca bunduda, aquela desfinada quem nem voz pra cantar tem. Ah!! me poupe caro Danilo

  9. Gabriel A. Boscariol Postado em 23/Apr/2013 às 12:17

    Resposta excepcional para uma reporcagem do SBT. Uma das coisas que mais crítico quando vejo alguém tentando elitizar a universidade e a produção de conhecimento. Universidade não tem que ser alta cultura, tem que ser estudo da cultura, da sociedade e do universo. Elitizar conhecimento é fazer o papel que a Sheherazade propõe ao dizer do Luxo ao Lixo, ela quis dizer muito provavelmente que a universidade deixa seu papel de segregar e hierarquizar a sociedade em categorias agradáveis a pessoas como ela. A universidade é um espaço de disputa da sociedade e é bom que esteja disponível a maior quantidade possível de seu espectro social e cultural lá.

    • leticia Postado em 04/Jun/2014 às 01:19

      Cara eu acho que pra ti, a universidade é apenas um lugar pra fumar maconha!!!

  10. Aline Postado em 23/Apr/2013 às 12:19

    Concordo em parte com o que ela disse, não li o projeto mas sempre é muito interessante novas visões do mundo, pois é assim que nascem grandes idéias. O que acredito (deixando bem claro que sou bem eclética e quando estou em uma festa danço um funk até o chão e não to nem ai pro que vão falar ou pensar de mim) é que tem muita música no funk que só tem baixaria que fala de grelo, piroca e outras coisas que antigamente eram bem mais divertidas com duplo sentido e agora se tornaram um sexo explicito musical. Tenho que ser sincera acredito sim que funk é música (sendo massacrada pela cultura do roqueiros e MPBistas) é divertida e quando vc dança muitas vezes se liberta, mas não gosto de ver meus primos e os amiguinhos deles cantando que vão chupar o %$%# da menina acho desnecessário, acredito que o funk tem sim muito a mostrar, mas falar que comer e chupar alguem é música pode até ser mas de qualidade é outros 500. Ah gosto de funk mas não sou chegada a Valesca não pra mim aquele pagode erótico foi terrivel.

    • Keila Laís Postado em 28/Jan/2014 às 15:23

      moça, concordo que funk fala palavrão e essa coisa toda que relatou mas, jay z, justin timberlake, bayoncé, lady gaga, raimundos, mamonas... e inúmeros outros cantores tbm falam e no mesmo nível ou pior! o problema é que o funk é desvalorizado pela elite por ser um tipo de música vindo da favela e que retrata o cotidiano daqueles moradores, e não adianta ser um falso moralista pq chupar uma garotx é algo que se alguém ainda não fez provavelmente vai fazer. O fato de seus primos escutarem funk e vc achar inapropriado pra idade deles pelo conteúdo da letra não é culpa do funk, existem músicas que realmente não são feitas pra crianças ouvirem e cabe aos pais fazer essa separação... e isso vale tanto pro funk quanto pro rock, rap, hip-hop... ambos tem conteúdos inapropriados pra crianças, assim como os filmes e novelas. bj no coração moça.

    • leticia Postado em 04/Jun/2014 às 01:22

      É isso ai Aline, os próprios autores de funk é que poem a musica a perder com tais baixarias. concordo com você plenamente!!!

  11. tchu Postado em 23/Apr/2013 às 12:25

    PESSOAS, tirem suas viseiras de uma vez por todas e entendam uma coisa: a questão em discussão acerca do funk não era se este é BELO, PROFUNDO, VIVALDI. É sobre a relevância do funk na nossa cultura. Pergunta: qual das obras a seguir é mais ouvida pelos brasileiros hoje, e a mais influente na sociedade brasileira atual: a) (pega no meu grelo e) Mama; b) As quatro estações???? Eu também não acho que dá pra colocar Vivaldi e Valesca, musicalmente, no mesmo patamar, não. Mas se eu chegar pra qualquer um dos meus 50 alunos, por exemplo, e perguntar quem eles preferem, ou qual é mais presente na vida deles, certeza que a resposta seria "VALESCA É DIVA". E eles nem sabem quem é Vivaldi. E se a pessoa acha que Valesca é diva mesmo, o problema é dela. Eu acho que o Marilyn Manson é diva e já sacrifiquei altas cabras no pentagrama do chão do meu quarto em nome do amor. Pouca gente concorda. FODA-SE. É muita palhaçada falar que "funk é lixo", "funk não presta", não presta pra gente porque não foi feito pra gente. O funk é feito por/para um grupo específico de cidadãos e dizer que ele é "irrelevante" só porque não é o estilo musical que você curte ouvir na sua tarde de folga, na sua sala 2 ambientes, na sua vitrola com seu vinil caríssimo enquanto vcoê come um salmão grelhado. Essa classe social que aprecia o funk é o grosso do nosso país e esse estilo é um dos elementos mais influentes do dia-a-dia deles. Dizer que o funk é irrelevante é tratar TODO esse ENORME grupo social como LIXO. (Isso sem contar as crianças e adolescentes bem de vida que também curtem descer até o chão.)

    • Renato Postado em 15/Apr/2014 às 01:24

      Está explicado o nível educacional do Brasil.

  12. glauber Postado em 23/Apr/2013 às 12:31

    Não li a tese mas se a autora defende funk como algo positivo fico desanimado em fazer um mestrado.... Que tipo de pessoas são mestres hoje em dia? É por essas e outras que o Brasil esta em 114° em um ranking de 140 paises quanto a educação. Estamos atras da Etiopia.... e Brasil linduuu e quadradinho de 8 leklek e por ai vai coisa linda! lol

    • Irapoan Postado em 25/Sep/2013 às 09:23

      Recomendo que você leia antes de realizar a crítica. ;-)

    • rafael Postado em 04/Oct/2013 às 02:00

      Já eu acho a essa moça deve ser mt mais humanista e deve ser melhor professora que muitos por ai.. O mundo nao por ter apenas uma visão..

    • Felipe Postado em 05/Feb/2014 às 10:42

      Concordo com o comentário acima, e gostaria, SINCERAMENTE, de saber da MARIANA ("POPOZUDA") GOMES, que contribuições relevantes o "FUNK" trouxe para sociedade, pois desconheço qualquer delas, a não ser "mini roupas" e musicas sem letras, em sua maioria. Por favor, dizer que é um gosto de grande parte da população tudo bem, mas afirmar contribuição e cultura, gostaria de saber quais.

    • Paulo Postado em 05/May/2014 às 17:32

      Boa glauber, concordo contigo, hoje o Brasil vive um descultura, Infelizmente por essa e outras razões o Brasil vai de mal a pior, pelos comentários aqui não vejo nenhum senso critico, somente apoiadores uma ou outra postagem sem buscar informações paralelas em outros veículos de informação. Só apoiar sem se informar, de nada vale!!!

  13. Larissa Postado em 23/Apr/2013 às 12:33

    Não achei a resposta da mestranda nada de extraordinário. Ela informalizou demais o texto, e saiu perdendo da mesma forma. Nada contra o funk e análogos. Também não concordo com muitas opiniões da citada jornalista.

    • Monica Postado em 12/Sep/2013 às 14:08

      achei que só eu tinha achado bem fraca a resposta

    • Gabriel Postado em 07/Apr/2014 às 21:34

      Achei fraca a resposta dela também. Não buscou explicar e nem mostrar a relevância da sua dissertação. No geral só criticou a Rachel, os conservadores e falou um pouco da sua entrevista. Acredito na importância que se tem analisar a influência do funk no Brasil, até porque é a corrente musical mais ouvida pela maior parte da população, principalmente do sudeste. Sei que a música surge de uma sociedade e ela é justamente a voz de tal povo. Com isso, ressalta ainda mais a forma precária no qual aquele grupo se ocupa e se organiza. Os bailes funks do Rio retratam o tráfico e a luta diária com a polícia naquele local. Já o funk de São Paulo é uma tentativa de se adequar numa sociedade consumista, apesar das grandes dificuldades financeiras. Fora ambos retratando, talvez, a única maneira de reduzir a dor daquela existência, que é através do apelo sexual e da forma primata no qual buscam reforçar suas "habilidades" de encantar uma fêmea.

  14. Arthur Postado em 23/Apr/2013 às 12:41

    Admiro a proposta de Mariana. Contudo, não acho que a melhor estratégia contra as mazelas provocadas pela hierarquização da cultura seja nivelá-las. Em outras palavras, é constitutivo do funk (não dele em si, mas ele em si não é situável). Não constitutivo, mas avizinhado, melhor, de deboche, besteira. O funk é um estilo de humor. Ele brinca com esse status de baixo nível que ele tem. Acho um pouco desnecessário dizer que ele seja como um outro estilo qualquer, quando, dentre os diferenciais dele, está justamente esse poder do subversivo. Por fim acho mais importante que justificar uma igualdade entre estilos musicais, essa posição questionadora que o funk pode ocupar. O funk não é mediocre, mas é ralé. Viva a ralé. Não tire a ralé do funk. Ou melhor, pode tirar, mas isso não é elevá-lo, necessariamente.

  15. Martins Postado em 23/Apr/2013 às 12:43

    Concordo com o Moraes. As 4 estações seria o que a "elite" chama de arte, enquanto o funk seria o rotulado como "entretenimento". Se trata sim de produto cultural, mas não cultura em si. A Cultura é algo inerente as pessoas, e não as coisas, elas são apenas objetos culturais. Colocar as duas coisas no mesmo patamar é no minimo, desconfortante. E talvez essa seja uma visão elitista do negócio.

  16. Fabio Postado em 23/Apr/2013 às 12:43

    A popularização da universidade, extremamente importante, se dá com o avanço cultural da sociedade, como aconteceu em vários países... No Brasil, infelizmente o processo é inverso, a universidade se populariza com sua própria decadência... A cultura popular brasileira que forjou o samba, o caipira, o repente, o cordel, etc., etc., está sendo destruída pelos clichês dos grandes grupos que controlam as rádios, os programas musicais de TV, a produção musical brasileira e até mesmo os eventos públicos... O próprio funk nasceu muito melhor do que vive em sua adolescência, virou cultura barata que em nada contribui para o respeito ou à valorização da mulher... Valeskas Popozudas são só funkeiras, representantes de uma cultura barata, de fácil consumo, produzidas para serem consumidas junto aos McDonald’s da vida... Opinar contra a cultura barata não é elitismo, é acreditar que o povo brasileiro pode produzir cultura de alto nível,m vide Cartola, Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus e outros grandes artistas brasileiros que vieram da mesma origem...

  17. Paulo Postado em 23/Apr/2013 às 12:49

    Mas é claro. Essas merdas que passam na tv é cultura, principalmente nessa merda de país. O funk é referência à juventude, por isso que a educação vai de mau a pior, graças q essa "cultura".

  18. Luis Postado em 23/Apr/2013 às 12:51

    Qualquer tema é válido o que se deve averiguar é o caráter social e a qualidade da análise com o tema proposto, e qual contribuição este trabalho dará no âmbito acadêmico e cultural. Porém achei o texto da resposta muito fraco (nem consegui terminar de ler) e mal fundamentado, se o trabalho dela for tão fraco e raso quanto, fico com a jornalista da SBT.

    • Bianca Postado em 12/Feb/2014 às 13:41

      Acho que a JORNALISTA deveria ser mais imparcial, quanto a opinião DELA ..

  19. Grampola Postado em 23/Apr/2013 às 13:00

    A chera-saco tomou bonito.

  20. Fabricio Postado em 23/Apr/2013 às 13:03

    Nada demais na resposta dela, apenas se defendeu de forma mais intelectualizada... rs

  21. Betina Postado em 23/Apr/2013 às 13:05

    Não concordei nem um pouco com a valorização do funk. Sou feminista, e a única coisa que vejo no funk é o CORPO (e somente o corpo) da mulher sendo valorizado; a mulher vira objeto de prazer de um macho qualquer, e por aí vai. Valesca diva? Por favor. Tenho vergonha de ser mulher, semelhante com um ser daqueles, que só cresceu na vida porque tem a bunda grande. Pode ter usado o cérebro sim, com certeza... mas não é a parte mais usada não. Acho que fazer um estudo sério sobre o funk é de grande valia a todos - mas valorizar, jamais.

    • Rafael Postado em 29/Dec/2013 às 19:12

      Qual o problema de valorizar o funk? Qual o problema do funk valorizar - em geral - o corpo? Há muitos funks que tem conotação sexual e são muito bons pra rebolar, e há outros que, inclusive, mostram a mulher como um ser livre que não liga para a moral machista. Não concordo com funks que mostram a mulher como um ser que tem que se sujeitar ao homem, mas qual o problema de uma música pra rebolar quando a gente quer rebolar?

    • Melissa Postado em 03/Feb/2014 às 17:28

      Então você NÃO É feminista.

    • Carol Postado em 30/Jul/2014 às 23:32

      Encontro muitas semelhanças neste tipo de preconceito com os já vividos neste mundo. (O negro não ter alma é um exemplo muito bom) Então devemos valorizar cultura norte americana?! Confesso que o funk não meu gênero preferido, mais o respeito! Diversidade brasileira me encanta, o que me espanta é ver pessoas que ainda não têm noção da realidade de vivida pela maioria da nação! PRÉ CONCEITO que JAMAIS deveria ser tolerado.

  22. Luciana Postado em 23/Apr/2013 às 13:15

    Mariana, achei seu objeto de estudo muito bacana, e abordagem teórica embasada e séria. Colocou essa maluca da Sherazade no lugar dela. No entanto, sugiro um certo distanciamento de seu objeto de estudo porque isso pode prejudicar o resultado da sua pesquisa, Ok? Um abraço e boa sorte.

  23. Breno Oliveira Tavares Postado em 23/Apr/2013 às 13:18

    Posso usar um monte de temas para montar uma dissertação: "A importância do nazismo para o mundo cego de preconceitos", "As melhorias psicológicas e relacionais em pacientes portadores de câncer", "A importância do Funk para socialização de jovens em comunidades pacificada" e por aí vai... Olhando de primeira, os temas dá uma falsa impressão de que o nazismo é importante e que o câncer é positivo e que Funk só é útil em favelas... precisa-se entender o teor da dissertação para montar um conceito, mas o que nos leva a tomar a atitude de conhecer o projeto, é seu tema. Só acho que um projeto com o tema: My pussy é o poder (minha buceta é o poder, no modo bem escrachado) não consegue passar para as pessoas que estão de fora do projeto a real seriedade da coisa. Pelo contrário. Nomear dessa forma um projeto que fala do funk e o feminismo, PARA EU QUE NÃO CONHEÇO O PROJETO, passa uma sensação de banalização da mulher, do sexo, e a utilização da vagina como OBJETO de barganha,obtenção de influência, sem contar que essa apelação chama atenção da mídia (objetivo alcançado, pelo jeito) e se a intenção do expressão pussy era referir-se o ser mulher, a feminilidade, os gametas XX, infelizmente essa mestranda foi muitissima infeliz.

    • Guto Postado em 11/Oct/2013 às 15:02

      Falou tudo Breno! Achei a resposta da menina superficial, como a Simone disse logo abaixo, fez parecer uma rixa entre coleguinhas de escola. Falem o que quiser, para mim (na minha opinião) o funk é o som da degradação pessoal, toda vez que ouço tocar só sinto que o mundo decaiu musicalmente. Feitos ao monte de maneira porca e reaproveitados pela grande mídia como um produto padronizado e pronto para o consumo. Por favor, pode até ser que ele teve um papel importante no começo, mas sua propagação desformou seu caráter, e hoje em dia virou uma coisa muito pior do que era no começo... Acabou a critica, virou algo quase que 100% (exceções há sempre) ofensivo, pornográfico e com acentuada apologia a violência.

  24. simone martins Postado em 23/Apr/2013 às 13:21

    Foi uma pena essa menina ter dado uma resposta tão rasa, com um discurso infantil, ridículo, parecendo duas "coleguinhas" discutindo rixas. Perdeu a oportunidade de ter dado uma resposta inteligente, coerente, provando a relevância do seu projeto. Isso foi um lixo e seu discurso pequeno foi uma vergonha para as mulheres! Parece que ela não sabe a diferença entre feminino e feminismo, que as mulheres lutam pelo oposto do que ela quer passar, que a imagem de mulher rebolar o popozão até o chão é continuar estereotipar a mulher como objeto sexual do homem. É lamentável saber que esse tipo de pessoa tem a chance de fazer um mestrado em uma universidade que deveria ser referência, e nada contra o tema não, mas uma pessoa que tem tão pouca capacidade de argumentação, que trabalha com o óbvio vai ser uma "mestre", ser considerada uma das pensadoras do país... e sem essa dos professores não serem conservadores, quem é da academia sabe muito bem a panela que é lá dentro! O Pragmatismo Político se perdeu na defesa desta carta-resposta, colocou com o objetivo de falar mal da mídia, mas criticar por criticar é muito vazio... perderam uma leitora assídua!

    • Maria Postado em 11/Sep/2013 às 08:25

      Deixar de ser leitora apenas po uma reportagem é muita arrogância.

    • Monica Postado em 12/Sep/2013 às 14:11

      concordo que me decepcionei com a carta

  25. Eduardo Maia Postado em 23/Apr/2013 às 13:22

    GENIAL, sem mais. Elitismo cultural é algo ridículo e tristemente real. Cultura não tem idade, gênero e muito menos "classe". Produção cultural diz respeito a todos...

  26. André Postado em 23/Apr/2013 às 13:26

    Funk? Lixo, lixo, lixo,....

  27. Guilherme Postado em 23/Apr/2013 às 13:39

    Acho engraçado esse feminismo proposto pelos comentários aqui. Um cantor de sertanejo que diz que vai para o baile caçar mulheres "gostosas" é expressão da cultura interiorana, mas uma cantora de funk que diz que vai para o baile expressar sua própria sexualidade da maneira que melhor lhe convir é vista como alguém que causa vergonha? Acho que tem gente que precisa rever o que é feminismo de verdade e o que é esse feminismo chinfrim, parcial e pouco reflexivo que algumas destinam ao funk.

    • Melissa Postado em 03/Feb/2014 às 17:33

      O povo é surreal demais. Defende o argumento do homem pegador, mas quando a mulher quer ser pegadora não pode. E ainda completa dizendo que é feminista. MINHA CARA RACHA DE VERGONHA.

  28. Adriane Pritsch Postado em 23/Apr/2013 às 13:42

    Resposta digna de uma mestranda!!! Parabéns! Simples e direto, como deve ser. Eu não gosto (muito) de funk, mas seu trabalho realmente parece muito interessante. E tem pano pra manga. :)

    • Leonardo Postado em 30/Apr/2014 às 19:19

      "Resposta digna de uma mestranda", poupe-me. Ou você nunca pisou em uma universidade e acha que qualquer pós graduando é um ser divino, ou seu modelo de pós graduação é baseado em uma universidade de quinta categoria.

  29. Flávio Augusto Postado em 23/Apr/2013 às 13:58

    Concordo com a mestranda quando ela diz que a Valesca Popozuda usa o cérebro. Claro! Para cantar e dançar putaria todos podem usar, mesmo que essa utilização seja ínfima. Saber lidar com a pluralidade é um atributo o qual deveria pertencer a todos e também a consciência equilibrada sobre determinados assuntos. Respeito é um nome que não habita no universo funkeiro a meu ver, situação que deve ser tratada com tolerância, mas que deveria ser combatida. Naturalizar ideias retrógradas não convém nem um pouco. Respeito deveria ser recíproco e se não existe, devemos sim lutar contra uma cultura pobre e pejorativa que venha disseminar maus costumes e consequentemente afetar de forma negativa e inaceitável a grande maioria. Tem coisas que são simplesmente inaceitáveis! E o inaceitável infelizmente não faz parte da consciência de muitos. E para que não me interpretem mal, reitero que o inaceitável é estimular o uso de drogas, promiscuidade e violência através de músicas.

  30. MAZZOLA Postado em 23/Apr/2013 às 14:03

    No mercado tem espaço pra todos! Embora, existam programas feito para criar um tipo de personagem lucrativo para encher seus bolsos e descartá-los! O Funk não é uma moda passageira, isso é fato! Queira vocês gostarem ou não! Concordo com seu projeto sim! A Cultura brasileira é isso, diversidades, pluralismo, em diferentes níveis. Agora, o mais ridículo é ver que ainda existem gente se preocupando com a condição de A ou B, se valesca é musa que bom! Só acho um pouco de inveja das feministas! Vai ver que não possuem o mesmo material que a Valesca. Parabéns pelo seu projeto e valeu pela manifestação com a Reporter sabe tudo!

  31. itana Postado em 23/Apr/2013 às 14:05

    concordo com a resposta, ninguém tem o direito de julgar e querer elitizar a cultura para ser melhor do que outras pessoas.

  32. Andre Nemeth Postado em 23/Apr/2013 às 14:30

    Achei um tanto quanto ridículo essa resposta. Às vezes, as pessoas erram quando comentam certos assuntos, mas a essência é, com certeza, essa visão idiota e tacanha de que a mulher rebolar a bunda e se auto-denominar como mulher-fruta, pode ser considerada como algum tipo de valorização. É pequeno vir a publico insultar uma jornalista que deu sua opinião sobre algo em que ela acredita, como se estivesse fazendo algo diferente. Não sou contra mulher no funk e nem contra o funk como demonstração de cultura de massa, a dita classe C, mas que o ritmo não valoriza a mulher em nenhum aspecto além do corpo, ninguém pode negar. Acredito que a moça que escreveu esse texto foi tão ofensiva quanto o fato que a motivou a escrever sobre. Que tal cada uma dançando no seu quadrado e ao seu ritmo preferido, mas respeitando suas diferentes visões sobre a temática?

  33. Marina Postado em 23/Apr/2013 às 14:44

    Nada disso exclui o fato de que esse tema é LIXO, e o dia em que funk for culturalmente CONSTRUTIVO, aí sim, se teriam bons argumentos a ensejar uma dissertação de mestrado.

  34. Rodrigo Postado em 23/Apr/2013 às 14:47

    Mariana Gomes, "Você sabia que meu projeto obteve nota 8,5 entre vários projetos avaliados? Pois é. Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros?" Nossa, este comentário poderia ter sido evitado. Só realço "no mínimo 4 livros". Fazer mestrado e ter que estudar 4 livros? Mas que mestrado bom é este hein. Foi tanto sacrifício assim estudar esta considerável quantidade de livros? Parabéns então. Espero que ao menos o mestrado tenha te provocado o hábito da leitura.

    • Alessandra Postado em 16/Sep/2013 às 21:03

      ahuah, 4 livros foi demais. Imagina o conhecimento que essa menina deve ter, afinal estudou por 4 livros!!!!!

    • Ana Costa Postado em 29/Oct/2013 às 13:23

      Ô gente, 4 livros (aliás, no edital são 6) é a bibliografia obrigatória para o exame de ingresso no mestrado, para a prova escrita e para a oral.

    • Melissa Postado em 03/Feb/2014 às 17:48

      Você por acaso já fez tal prova???????? É claro que durante um mestrado não são lidos apenas 4 livros. Dã! Esses 4 são requisitos para as provas. E não são provas simples.

  35. Alex Postado em 23/Apr/2013 às 15:06

    kkkkkk Realmente existe a hierarquização das culturas... Apesar de nao ser fã do funk acredito que merece respeito! Chuuppa Rachel Sheherazade

  36. Leo Postado em 23/Apr/2013 às 15:09

    Ela diz que o papel do funk na cultura está comprovado pelas práticas cotidianas, mas nao diz quais práticas; pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, mas não diz em quais áreas; em diversos setores da sociedade, mas nao diz quais setores; pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira, mas não diz referência de quê.

    • Melissa Postado em 03/Feb/2014 às 17:48

      Isso ela vai dizer na dissertação, moço. Não numa cartinha. Dã!

  37. Marcelo Postado em 23/Apr/2013 às 15:09

    Meu Deus do céu... Vamos tentar MELHORAR O PAÍS gente... Fiquei vários dias sem dormir por causa de um bando de FDP que ficava com essa porra tocando de 6ª Feira à noite até a madrugada de Domingo para segunda... Sinto muito, esta "cultura" que você prega não me atrai.... Como diria Cazuza... "EU QUERIA TER UMA BOMBA..."

    • Mariel Souza Postado em 04/Feb/2014 às 16:03

      E quem disse que o que chamam de "funk carioca" (porque funk de verdade é outra coisa e tem ritmo) pode ser considerado "cultura"? Com 2 ou 3 notas SÓ e um amontoado de uma dúzia de palavras sem nexo (até sem rima) NÃO PODE ser considerado 'música', muito menos 'cultura'. Eu não ouço minhas músicas 'na maior altura'; por que tenho que ouvir esse 'lixo'' em alto volume? Os 'funkeiros' não conseguem sofrer sozinhos?

  38. Ana Postado em 23/Apr/2013 às 15:23

    O que eu vejo muita gente falando aqui é "olha, estudar o funk tudo bem, mas emitir uma opinião sobre ele que é diferente da minha, aí é ir longe demais!". O funk não é só letra de putaria (não vejo nem problema nisso) e objetificação da mulher. Não fiquem insistindo nessa tecla se vocês não ouvem e não conhecem o universo do funk. E não é só o funk que tem letra de putaria, de objetificação da mulher, e por aí vai; músicas pop que enchem os ouvidos da juventude classuda do Brasil estão recheadas de machismo e até mesmo misoginia. Vocês estão sendo classistas e racistas, pura e simplesmente, ao fazerem essa associação simplista e preconceituosa com base em uma ou outra situação pela qual vocês passaram. No mais, Betina, eu acho que você não conhece muito o que é o movimento feminista hoje. Dizer que você tem vergonha de ser equiparada, como mulher, à Valeska porque ela cresceu por ter a bunda grande é ser machista, só para te avisar. Então, se você quer ser feminista, use a sua bunda pra sentar e estudar sobre o feminismo.

  39. Ricardo Machado Jorge Postado em 23/Apr/2013 às 15:24

    Nem vou falar sobre o funk, pois é mais do que sabido a sua importância. O negócio é sobre o jornalismo do SBT, que é medíocre e os jornalistas hoje são verdadeiros analfabetos funcionais não todos, mas a maioria significativa. Uma pessoa ignorante não pode ser o porta voz de uma emissora de jornal é um absurdo as asneiras que essa mulher vomita. Para o cargo, que essa fulana mal preparada e mal intencionada tem, a pessoa, tem que ter uma base sólida de conhecimentos gerais e tem de estar antenada com a sociedade onde ela vive, pois é demais que as pessoas irem para esses lugares e disseminarem preconceitos e querer dar pitaco e nem sabem nem o que estão falando. O SBT nunca foi uma boa emissora isso é verdade, mas preza por piorar ainda mais o que já é ruim.

  40. brauro Postado em 23/Apr/2013 às 15:36

    sábio e aquele que escuta e não o que fala né.

  41. Glória Postado em 23/Apr/2013 às 15:46

    Verdade, concordo com você morais....acho que a valororização da musica pela beleza é uma coisa e valorização do corpo e sexo é outra, por isso não suporto funk, nada a ver da forma que foi esplanado na dissertação!!

  42. lluna Postado em 23/Apr/2013 às 15:48

    achei a resposta da suposta intelectual arrogante... sobretudo quando esta usa sua prerrogativa de mestranda para legitimar sua autoridade "acadêmica" para categorizar cultura popular. "eu li 4 livros para entrar no mestrado e você não leu"! SOCORRRROOOOOOOOOOOO. e o tal distanciamento ao objeto de pesquisa???? também sou brasileira, também já fiz mestrado (dois, importante recordar), também já li algo mais que quatro livros, fiz até um doutorado (importante mencionar currículo porque parece que isso é um pré requisito para opinar sobre cultura brasileira) e não tenho receio de dar minha valiosa opinião: O FUNK CARIOCA NÃO ME REPRESENTA!!! mas, respeito e desejo boa sorte e felicidades pra quem gosta de bailar o quadradinho, tira fotos e escreve dissertações e teses sobre ;) assim como espero que me respeitem e aceitem meu desprezo total por essa cultura que, do meu ponto de vista, degrada sobretudo a mulher... e viva a indústria cultural!!! do ponto de vista sociológico, acho interessante essa falta de consenso sobre o tema e bastante me surpreenda a reação da mestranda... que pouco talento pra relativizar, esperava mais de alguém da área!!! e cá entre nós... ganhar um 8,5 não é motivo para grandes alegrias, quem é da área sabe.

  43. Giovanna Postado em 23/Apr/2013 às 15:50

    Obviamente o Funk eh parte da cultura brasileira. Agora, dizer que VALESKA POPOZUDA eh exemplo da luta feminista... Isso eh de um desacabimento sem tamanho! Uma mulher que objetifica seu corpo, fazendo dele o centro de sua existencia, esta' fomentando a misoginia e fortalecendo o estereotipo de "gostosa=burra". Jornalismo mediocre ou nao, a verdade eh que essa cultura do Funk eh degradante, principalmente para a imagem da mulher na sociedade. O fato de uma estudante de mestrado querer aprofundar estudos sobre o tema do efeito social do Funk, do Funk como identidade cultural de uma grande parcela da populacao, isso eh valido sim! Agora, defender o Funk como sendo igual em qualidade a outras manifestacoes culturais, isso eh ridiculo.

    • Luisa Postado em 07/Apr/2014 às 17:45

      Olha moça, vai ouvir as musicas da Valesca pra dai sim ter uma opinião. Ela é feminista, de fato, e defende o direito das mulheres. Se ela subiu na vida por causa da sua grande bunda, bom pra ela!Ela faz o que BEM ENTENDER COM O PRÓPRIO CORPO, e se ela quer mostrar ele no palco e rebolar, acho super válido. Isso é uma mostra de mulheres livres, que fazem o que querem com seus corpos sem que ninguém as oprima. 'Degradante para a imagem da mulher na sociedade' é ter uma mulher com um pensamento tão apequenado como o teu. Abre essa cabeça, Valesca não é menor do que ninguém por usar o seu corpo de forma atrativa para ser ouvida e expandir o feminismo. Moça, você é machista.

  44. Ismael Postado em 23/Apr/2013 às 16:48

    Dá para levar a sério Rachel, Carlos Chagas, Neumany Pinto, Jabor, Merval, Ali Kamel e outros "calunistas do PIG"? Sua função é ser "cachorro da casa grande" e destilar preconceitos e visões de mundo ultrapassadas a décadas! Também defendi recentemente um trabalho acadêmico: uma monografia na Universidade dos Estado da Bahia e meu tema foi a cultura negra: "A Música Reggae mediando a resistência sociocultural numa comunidade do sertão da Bahia (2003-2008)". Recebi nota 8,0 e estou licenciado em História. Minha frase final na apresentação foi: "Minha função como historiador é induzir minhas fontes orais aos objetivos da pesquisa, ou seja, enquanto garimpeiro de memórias marginalizadas ao longo da história busco perceber as preciosidadades históricas e documentais nos ditos e interditos de pessoas comuns". Para uma monografia (TCC) de quase 70 páginas recorri, para analisar a "cultura reggae" (que como o funk, vai além dos estereótipos), a uma vasta e complexa bibliografia bem como a mais de 6 horas de entrevistas gravadas em cassete. Estava analisando historiograficamente a música de Bob Marley, imaginem! Ou seja, componho uma nova geração de historiadores que se fundamentam na afirmação de um Phillippe Joutard: "A Nova História não é mero complemento da história tradicional. É uma outra história: a dos vencidos, das mulheres, dos pobres, dos negros e de outros grupos sociais oprimidos."L’histoire orale: bilan d’un quart de siècle de réflexion méthodologique et de travaux. In: XVIII e Congrés International des Sciences Historiques, Montréal, 1995". Estou falando de Reggae assim como a colega falou do funk. Salve todas as dimensões da cultura negra diaspórica e atlântica.

  45. danilo Postado em 23/Apr/2013 às 17:01

    essa Rachel fere de morte meus ouvidos

  46. Fran Postado em 23/Apr/2013 às 17:15

    Na verdade concordo em partes, não vou julgar o trabalho dela por que não li. Mas acho que no momento em que vivemos e no Âmbito, tem tantas coisas para ser avaliadas. E chamar Valesca Popozuda de DIVA , ai é um pouco de mais. Acho que as teses de mestrado deveriam se preocupar com coisas que pudesse realmente melhorar o nosso país. Soluções. Por favor gente vamos usar o nosso cérebro para algo realmente importante. Sou ex mestranda e futura doutoranda, e sei exatamente como funciona o processo para entrar em um programa como esse.Acho que a repórter errou , mas Mariana também erra ao insinuar sobre a formação acadêmica da jornalista. Enfim façamos algo útil para o nosso país.

  47. Enzo Postado em 23/Apr/2013 às 17:26

    Foi-se o tempo em que essa mulherzinha dizia qualquer coisa de útil à sociedade. Sim, eu já admirei muito a coragem dessa que agora só decepciona. Deve ter deixado de raciocinar quando se converteu, deixou o cérebro na porta ao entrar na igreja. Agora ela é só uma vomitadora da merda enlatada pré-fabricada, não diz nada que qualquer outro crente bitolado não diria, é uma sem personalidade própria, uma ovelhinha igual a tantas outras, uma engrenagem a mais do sistema que serve. Digna de pena essa mulherzinha patética.

  48. Heynanna Postado em 23/Apr/2013 às 17:56

    Cada povo tem a cultura que merece.

  49. Moraes Postado em 23/Apr/2013 às 17:58

    Não conheço Raquel e seus pontos de vista, nem a dissertação, mas e aquela ideia de que corpo e cérebro produzem igualmente? como não há dualidade? quem comanda quem afinal? a autora diz com orgulho que usou o "popozão" para fazer o trabalho, isso melhorou a qualidade dele? representa a supremacia do corpo sobre o cérebro? ou ainda, é preconceito se manifestar contra uma cultura que não é sua? se sim então podemos falar do preconceito da classe mais desprovida de educação? os pobres são preconceituosos? Quem conhece o belo não aceita mais o feio! isto é elitismo? A autora defende o funk como instrumento do feminismo? é isso mesmo? O mundo artístico está cheio de exemplo de mulheres de sensibilidade apurada, raciocínio crítico e ainda com muita capacidade de empreender nos vários campos do trabalho, e é o funk que vai redimir as mulheres? tem algo muito errado por aqui....

  50. paulo Postado em 23/Apr/2013 às 18:37

    funk cultura? talvez em um passado muito distante, hoje funk é pornografia, mais é por ai que avaliamos o por que do BRASIL ta essa merda se nas universidades se estuda "Walesca" onde paramos

  51. Sidney Postado em 23/Apr/2013 às 20:02

    Que briga de foice... uma pior que a outra... com uma mestranda dessas e uma jornalista dessas só temos que lamentar que a produção de quadros pensantes no Brasil vai de mal a pior; essa essa mestranda funkeira não tem argumentos razoáveis para defender seu objeto de pesquisa. Precisaria mergulhar na discussão sobre Indústria Cultural e compreender que o "sucesso" que marca o fenômeno do funk, assim como do axe, do sertanejo, do gospel, do pagode e mesmo do rock dos anos 80 é uma questão de marketing e uso exploratório de nichos do mercado... nada de muito autêntico e representativo, o apelo identitário não passa de farsa e discurso criado por marketeiros.

  52. Gabriel Postado em 23/Apr/2013 às 23:25

    Independente das opiniões o funk não deixa de ser um lixo, em quesito, a formação de um bom cidadão. Dizer que é cultura esse "barulho", que está ligado diretamente a marginalidade e criminalidade é o atestado de um futuro doente cuturalmente e "barulhamente". Como diz meu pai: "gosto é igual a... cada um tem o seu" o jeito é por em prática uma coisas que o funk não ensina o: RESPEITO, pois é um dos valores restantes dos cidadãos de bem.

  53. Rafael Postado em 24/Apr/2013 às 00:47

    FALA SÉRIO... “O papel do funk na cultura está comprovado. E não por mim, pelo meu projeto, por projetos anteriores, mas pelas práticas cotidianas, pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, em diversos setores da sociedade, pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira. A reportagem é rasa e não tem qualquer compromisso com a realidade concreta, que já provou há muito tempo o que o funk representa." Parece até que o funk gerou e tem gerado uma multidão de acadêmicos "bem" preparados!

  54. kleisson Postado em 24/Apr/2013 às 00:51

    A ValesCa é diva e inteligente pois rompe com o padrao sexual judaico-cristao ao propor completa inversao de valores no comprotamento sexual de mulheres e gays, criticando temas como: machismo, amor, romance, valorizacao do sentimento etc. em troca propoe de forma subversiva o papel ativo das mulheres, o sexualismo, a infidelidade, promiscuidade. Enfim, é rainha subversiva, diva da reivencao. VIVA VALESCA

  55. Rafael Postado em 24/Apr/2013 às 00:53

    Funk: incitação ao sexo fácil.. incitação à violência... pedofilia... prostituição... uso de drogas... venda de drogas... falta de respeito... falta de inteligência!!! CULTURA???

  56. Tosc Postado em 24/Apr/2013 às 00:55

    Pois é, educação está sendo uma coisa para a elite mesmo, por que escola pública no Brasil é uma vergonha. A maioria dos brasileiro não tiveram ou tem a oportunidade de estudar em uma boa escola dai criam argumentos como os descritos acima para justificar a apologia sem pudor que a música popular brasileira anda seguindo nos últimos tempos! Acho apenas que sexo se discute entre quatro paredes, religião se discute em seus respectivos templos e por ai vai. Odeio a apelação sexual que as mídias andam utilizando para ganhar audiência. O respeito as crianças foi pro brejo a muito tempo. por que eu sou adulto e não vejo problemas em ver atos sexuais de qualquer origem, mas as crianças andam recebendo muitas cargas de informação sexual bem desnecessárias para suas idades. Não acho bonito ver uma criança de 5 ou 8 anos descendo até o chão ao som de um Funk com letras de baixo nível e achar natural!

  57. O mestre Postado em 24/Apr/2013 às 01:05

    Em primeiro lugar, o funk contém uma "melodia" extremamente pobre. As letras são normalmente repetitivas, com frases de pouco sentido e ofensivas (principalmente para pessoas do sexo feminino). Em segundo lugar, os videos disponíveis no youtube mostrando cenas de bailes e shows de funk demonstram apenas a lascividade e a mais pura degradação humana. É o clássico caso de você ficar com vergonha pelos outros. Enfim, falar que o funk gera uma "mudança" ou que adiciona algo de positivo simplesmente porque ele agrada uma parte da sociedade (normalmente -sem ofensas- as parcelas mais baixas culturalmente e ligeiramente alienadas) não diz nada, e particularmente, o corpo docente que analisou a tese proposta só pode estar de brincadeira; deve ter algum esquema aí no meio, pois é impossível identificar o que se aproveitaria em um projeto com o referido tema.

  58. livia Postado em 24/Apr/2013 às 01:05

    Tá legal. Não é porque a garota sabe argumentar que está com a razão. Ela escreve bem, fala bem, estuda bem, mas pensemos bem... Funk Cultura? Como uma obra de arte? Valesca diva? Ah me poupem... Somos capazes de encontrar argumentos para tudo o que queremos, verdade seja dita, o numero de adeptos, que comprarão a sua ideia vai depender da forma como ela é exposta, o que nao quer dizer, absolutamente, que a ideia tenha fundamento

  59. Paulo Rogério Postado em 24/Apr/2013 às 01:08

    Colocou a medíocre repórter em seu devido lugar. Parabéns! Ela estava precisando de um corte há muito tempo.

  60. Vivianna Postado em 24/Apr/2013 às 01:27

    Na minha opinião todo fenômeno cultural deve ser analisado e é digno de ser objeto de estudo. O comentário da jornalista foi infeliz e preconceituoso mas a carta resposta foi fraca, alguns trechos imaturos, caindo num infantilismo. Então diante de tese e antítese tão precárias, chegamos a uma síntese enfadonha. Me perdoem a ignorância mas não sei o que é o quadradinho e nunca assisto o SBT, o fenômeno cultural em questão ainda é mais arraigado no contexto da realidade carioca, aqui no RS a grande maioria dos jovens negros e carentes escutam hap, é o hap gaúcho é música de protesto de nível altíssimo nas melodias e discernimento nas letras. Não quero parecer bairrista mas as mulheres gaúchas há muito superaram o dilema feminismo versus feminilidade, somos feministas e femininas sem cairmos no ridículo, exemplo concreto de belas mulheres e empreendedoras inteligentes as gaúchas Deisy Nunes, primeira negra Miss Brasil e hoje empresária no ramo calçadista internacional, que encantou o cantor espanhol Julio Iglesias e ainda a top model e empresária Gisele Bundschen, sucesso mundial e na minha humilde opinião Divas e Divas internacionais. Seria bem interessante dissertações e teses sobre as negras e as loiras gaúchas, as negras que apoiaram seus companheiros na Revolução Farroupilha acreditando na abolição da escravatura meio século antes, as primeiras loiras descendentes de alemães que eram raptadas, negociadas, enfim todas as mulheres que viveram nos confins do Brasil durante séculos sendo raptadas ou estupradas por argentinos e uruguaios e como isso refletiu na formação de um temperamento feminista fundamentado na resistência e na capacidade de resiliência, mas claro isso não chama tanta atenção, é passado e só influenciou a formação cultural das mulheres de uma determinada região do país que vocês esquecem que também é Brasil, o Rio Grande do Sul!

  61. Luciano Postado em 24/Apr/2013 às 01:35

    Querer colocar todas as culturas num mesmo patamar é inviável. Defender todas as baixarias e vulgaridades quea Valeska canta, chama-la de de diva, isso é extremismo de um determinado posicionamento. Dizer q isso é progressista, é avançado, é imbecilidade. O Funk contemporâneo é muito pobre. Letras toscas, permeadas por palavrões e palvras nada agradáveis para a mulher! No carnaval um amigo colocou no som do meu carro uma música dela q diz assim" Mama, pega no meu grelo e mama, me chama de piranha na cama, minha xota quer gozar quero te da quero te dar". Isso aí, vamos defender, pq senão sou convervador, preconceituoso , etc. O Funk dos anos 90 falava das comunidades, tinha algum conteúdo social e crítico nas letras. E agora? O Naldo é uma vertente que aposta na sensualidade, na melodia. Vejo o radicalismo dos dois lados, da reporter e da mestranda. Não reconhecer os sérios aspectos negativos do funk atual me parece uma miopia proposital!

  62. Davi Postado em 24/Apr/2013 às 01:55

    "Acho engraçado esse feminismo proposto pelos comentários aqui. Um cantor de sertanejo que diz que vai para o baile caçar mulheres “gostosas” é expressão da cultura interiorana, mas uma cantora de funk que diz que vai para o baile expressar sua própria sexualidade da maneira que melhor lhe convir é vista como alguém que causa vergonha? Acho que tem gente que precisa rever o que é feminismo de verdade e o que é esse feminismo chinfrim, parcial e pouco reflexivo que algumas destinam ao funk." "O que eu vejo muita gente falando aqui é “olha, estudar o funk tudo bem, mas emitir uma opinião sobre ele que é diferente da minha, aí é ir longe demais!”. O funk não é só letra de putaria (não vejo nem problema nisso) e objetificação da mulher. Não fiquem insistindo nessa tecla se vocês não ouvem e não conhecem o universo do funk. E não é só o funk que tem letra de putaria, de objetificação da mulher, e por aí vai; músicas pop que enchem os ouvidos da juventude classuda do Brasil estão recheadas de machismo e até mesmo misoginia. Vocês estão sendo classistas e racistas, pura e simplesmente, ao fazerem essa associação simplista e preconceituosa com base em uma ou outra situação pela qual vocês passaram. No mais, Betina, eu acho que você não conhece muito o que é o movimento feminista hoje. Dizer que você tem vergonha de ser equiparada, como mulher, à Valeska porque ela cresceu por ter a bunda grande é ser machista, só para te avisar. Então, se você quer ser feminista, use a sua bunda pra sentar e estudar sobre o feminismo." Esses dois comentários, para mim, disseram tudo. O que mais vejo por aqui é gente conservadora disfarçada. O funk é cultura sim, e tem influência visível. Admito que é mais difícil de percebê-la quando não se vive nas gerações mais recentes, mas é abrindo os olhos que se observa. O funk também é feminista. Percebam que é a mulher que controla os próprios rumos sexuais no funk, e grande parte das cantoras não segue os padrões impostos (Deize Tigrona, Tati Quebra-Barraco etc.). Enfim, revejam seus conceitos. Gostaria de falar mais - há muito a ser dito -, mas é péssimo digitar pelo celular.

  63. Monteiro Postado em 24/Apr/2013 às 01:57

    A verdadeira função de qualquer pesquisador é produzir algo que favoreça a humanidade. Assim me pergunto, qual a intencionalidade e real benefício social? Esperava uma resposta assim,ligando passado, presente e futuro.

  64. Samuel Postado em 24/Apr/2013 às 02:11

    Funk é Cultura! É um costume e uma tradição de um povo. O que obrigatoriamente não quer dizer que é de qualidade, o que na minha OPINIÃO é lixo musical. Mas tem aqueles que fazem aproveitamento do que outros descartam e se enojam. É uma pena do que fizeram do funk no Brasil e do valor que algumas mulheres querem ter. Valores morais lógico ;)

  65. Kauan Postado em 24/Apr/2013 às 04:03

    Brasil, Ordem e Regresso. Essas mulheres só falam de machismo como um contra argumento de um ataque que nem foi estabelecido, onde vamos parar? Agora em vez de estarmos produzindo coisas úteis estão fazendo teses baseados na Valesca, que exemplo é ela? Ah vão se foderem! Vão estudar química, física produzir algo decente que possa dar um sentido ao futuro da humanidade....

  66. Um Ser Pensante Postado em 24/Apr/2013 às 04:36

    Erros por erros, estou muito mais com a Rachel. Funk é lixo e pra mim a Rachel tem muito mais de diva que as duas juntas aí!

  67. Um Ser Pensante Postado em 24/Apr/2013 às 04:37

    Vocês estão doidos se acham que a Rachel vai se incomodar com essa respostinha besta aí

  68. Paulo Postado em 24/Apr/2013 às 04:54

    A cultura e a arte devem elevar o ser humano, não o contrario, rebaixar a cultura ate os padrões mais baixos e basais da sociedade.Criminalidade,drogas e sexo irresponsavel, não enobrecem ninguem.Pelo contrario, levam a prisão, doença mental e filhos sem uma familia estruturada e chances diminuidas na sociedade. Obviamente essa menina é apaixonada por funk, e não tem a parcialidade necessaria pra discorrer sobre o assunto com a razão necessaria.

  69. Pietro Impagliazzo Postado em 24/Apr/2013 às 09:42

    O primeiro passo nessa discussão é examinar o que o brasileiro entende por cultura.

  70. Bruna Postado em 24/Apr/2013 às 10:11

    Ta aí uma situação pitoresca: Poucas vezes vi o péssimo ser questionado pelo horrível. A reportagem do SBT é fraca e, sem dúvidas, discordo do posicionamento da apresentadora. Contudo, essa carta-resposta foi igualmente tenebrosa. Concordo que o Funk é parte integrante da cultura nacional, mesmo que acentuadamente das classes mais "baixas" (não gosto deste termo). Sinceramente, quando funk era "É QUE EU MORO NA ESTRADA DA POSSEEEEEE" eu gostava, bastante até! Mas essa putaria generalizada que é cantada hoje em dia? Isso não é conservadorismo, é educação! É decepcionante ver pessoas esclarecidas incentivando que esta deve ser a cultura entregue aos jovens de hoje. Agora, último grito do feminismo ? Valesca é diva ? Aí forçou muito a barra.... Mais do que nunca transformam a mulher em objeto, é a cultura da adoração à imagem. Parece um incentivo, algo como "SE FIZER O QUADRADINHO DE 8 NÃO PRECISA NEM TER CÉREBRO". Não estou falando do texto aqui apresentado, e sim da mensagem passada pela cultura funk atualmente. Valesca é o símbolo de uma geração que só cultiva a imagem, o exterior, o corpo malhado, a bunda grande. E, sinceramente, não acredito que isso é o que queremos passar aos nossos descendentes. (Não conheço a Valesca, ela pode ser ultra inteligente, mas essa é a IMAGEM que ela passa). Vi vídeos de garotas convidadas ao palco de bailes funk, e sendo praticamente estupradas lá em cima... deixam as moças sem calcinha e batem na bunda como se fosse um pandeiro... UMA COISA É O FUNK (E SUA CULTURA) OUTRA COISA É PORNOGRAFIA! Chamar alguém que canta "pega no meu grelo e mama Me chama de piranha na cama Que isso, caralho, vem mamar" de DIVA? MUITA VERGONHA ALHEIA.... Já que gosta tanto de ler e adquirir conhecimento, procure saber sobre a força eletromagnética das palavras, e o poder que elas têm!

  71. André Postado em 24/Apr/2013 às 10:14

    Os comentários dos apresentadores do Jornal do SBT são quase sempre eivados de preconceito, produto de uma espécie de conservadorismo elitista. Isso não surpreende. Parabéns à Mariana e aos seus professores-orientadores pela excelente dissertação de mestrado. A (péssima) jornalista Sheherazade deveria sair logo dos contos das mil e uma noites e agradecer pela popularização da universidade pública, único instrumento capaz de tirar o Brasil do atraso científico e social em que se encontra.

  72. CLAUDIO LUIZ PESSUTI Postado em 24/Apr/2013 às 10:18

    Se a pesquisadora quer fazer uma tese sobre funk, Valesca Popozuda, que faça. O que esta repórter tem que meter o pitaco?Jornalista, desses que sentam nesses telejornais, acham que porquê tem acesso a uma câmera e a um microfone e uma banca de tv que se tornam "autoridades".Afinal é muito fácil falar um monte de coisas e não ser questionada, um monólogo que é o que fazem Boris, Mitre, Jabor e agora esta tal de Sheherazade (pelo menos a com nome parecido das Mil e uma noites contava coisas interessantes...).Aliás , esta aí fico famosa ao falar mal do Carnaval.A pessoa quer determinar o que é "certo" e "errado".Devia se espelhar em outras do passado, tais como Lillian Wite Fibbe que ficou anos a fio falando "verdades" e hoje, quem lembra dela?Jornalistas estão ali, precipuamente para passar notícias , nada mais.Quando começam a querer bancar político, só falam bobagem.

  73. Jones Postado em 24/Apr/2013 às 12:13

    O que é o funk? Leiam http://renatim.wordpress.com/2010/05/15/funk-o-lixo-da-cultura-brasileira/

  74. Guilherme Augusto Postado em 24/Apr/2013 às 13:27

    E vc acha que a Rachel já não faz o quadradinho? Escondidinha no quarto, de frente pro espelho. Isso é vontade reprimida de fazer em público e se explodir uma lady gaga do funk carioca!!!

  75. O mestre Postado em 24/Apr/2013 às 14:02

    Para André que postou hoje as 10:14 - Desde quando formar universitários é tirar o país do atraso científico ? De que adianta ter universitários que não tem criatividade e nível suficiente para competir com qualquer outro universitário do mundo ? (Veja as estatísticas, a USP é a 139º). De que adianta formar pessoas no ensino médio apenas com a escola pública empurrando o aluno.... veja, como você pode ter bons universitários se não são formados bons alunos no ensino médio ? Onde está a ponte que liga uma coisa a outra ? Cursinho ? O nível dos universitários brasileiros é baixo, e das universidades também. Quem já passou por muitas escolas e em muitas universidades sabe como é isso...

  76. Ricardo Postado em 24/Apr/2013 às 15:51

    Apenas isso, completa inversão de valores. Antigamente a promiscuidade era combatida por acadêmicos, hoje é defendida por eles, vou embora antes que tornem obrigatória.

  77. Rosa Postado em 24/Apr/2013 às 17:35

    Quem fala o que quer acaba escutando o que provavelmente não gostaria de escutar . Cada um tem sua causa, princípio, gosto, opção... Particularmente não sou muito chegada ao funk, mas acho que ele e muito importante para nossa cultura, devido a ele representar uma classe social. Querida repórter, unanimidade e burrice.... Seja flexível, humana e pense que: Será que se eu emitir minha opinião sobre determinado assunto, sem objetivo algum, sabendo que vou magoar alguém e desvalorizar todo um processo vale a pena?

  78. Paulo Postado em 24/Apr/2013 às 17:58

    Realmente achei a resposta da Rachel muito extremista, mas daí a correlacionar o comportamento da mulher com a cultura do funk em uma dissertação de mestrado é demais. E concordo com a Rachel, lógico que há exceções, mas a popularização das universidades no Brasil, mais uma vez, com raras exceções, acaba por reduzir a qualidade dos trabalhos e dos profissionais do país. Com esse "boom" de faculdades e cursos que você vai de 15 em 15 dias assistir a uma video aula, não confio muito, mais uma vez, com raras exceções. O problema é que o governo quer fazer números, sem se importar com a qualidade dos profissionais que irão se formar, fazendo com que em qualquer esquina tenha uma faculdade que, geralmente, são de baixa qualidade.

  79. Marco Postado em 24/Apr/2013 às 20:14

    Rachel Sheherazade, parabéns por sempre abordar assuntos polêmicos na sombra da verdade. E você Mariana Gomes, mestranda em Cultura e Territorialidades... Rsrs "Valesca é diva", isso é uma palhaçada. rssrsrs

  80. Luana Postado em 24/Apr/2013 às 20:17

    Tenho orgulho de ser PARAIBANO igual a Rachel Sheherazade!! Parabénss Rachel, continue assim.

  81. Márcia Mineiros Postado em 25/Apr/2013 às 10:08

    Adorei a parte em que ela pergunta à Raquel, sobre qual embasamento intelectual ela se valeu para produzir a matéria. Foi uma crítica profunda, sobre uma das mentes que induzem os argumentos sociais - a imprensa burra, que move esse país. Agora, chamar a Vanessa de diva, doeu em mim. Qdo eu li o projeto de monografia dela, eu entendi que estava sendo avaliado os fatores feministas presentes no funk mas, depois dessa carta resposta, fiquei me perguntando se ela está de fato, associando o funk ao feminismo, pq aí, doeu de novo... As músicas são altamente machistas (a meu ver); como já dito, estudar os aspectos sociais é de extrema importancia para o entendimento da sociedade. Quero ler o resultado final do projeto.

  82. Luiz Oliveira Postado em 25/Apr/2013 às 14:15

    Que respostas mais “intelectualizadas”. Quase fiz o quadradinho Sr. Guilherme. Cá entre nós. É uma piada essa resposta dessa mestrada, fica incitando como se tivesse explorado da melhor maneira o possível o que é cultura. Ritmo musical, nada mais que isso é o funk (funk em sua raiz para ressaltar, não esse monte de pornografia e apologia e sensualização excessiva – sem puritanismo.). Agora para essas pessoas desprovidas de acesso real a cultura que engrandece a natureza e conquistas humanas, eu só tenho a lamentar, melhor desejar boa sorte em suas vidas medíocres. Doi saber principalmente quando sai do meu bolso para o bolsa família, eu muito outros sustentar as “vai novinha”, que tiveram e terão filhos que em quase sua totalidade serão outros pobres renegados sociais e sem acesso a nada. Levando uma vida desprovida de acesso ao que podemos produzir de melhor como seres em nossa espécie. Lamentável ler opiniões de pessoas que pensam com outro órgão que não seja o cérebro. Quer reivindicar igualdade e não sabe apreciar o que é conquista intelectual e demonstração de cultura real. Pena e dessas pessoas autômatas, marketilizadas!

  83. Journalist Postado em 25/Apr/2013 às 14:50

    Uma dose rancorosa de alfinetadas que colocam a "mestre" num nível abaixo do que julga estar. Porque tamanha arrogância? Destempero? Ou algo da reportagem que não queria que fosse mostrado vazou?

  84. Edson Souza Postado em 25/Apr/2013 às 19:05

    A sua falácia sobre as burocracias acadêmicas como a diferença entre tese e dissertação foi apenas uma tentativa barata da sua parte senhora "mestra", para ridicularizar a jornalista. Quando se escreve um texto dissertativo, primeiramente você apresenta uma tese, defende-a com bons argumentos e finaliza de uma forma condizente com seu texto. Virou "mestra" e não aprendeu isso ? Credo... Quanta a sua arrogância ao dizer que fez quadradinho de 4, 8, chamar a tal"Popozuda" de diva ou seja qual lá lixo for, apenas explicita seu baixo nível intelectual e a parcialidade de seus professores "nada conservadores", como tu disse, por classificarem como digno de um título, algo tão agressivo ao ser-humano como o que é cantado pelo funk. A disseminação do funk por entre as cabeças da juventude brasileira deixa clara a falência do sistema público de ensino. O funk não diz ou ensina absolutamente nada. É apenas um barulho cercado por frases sem contexto que estraçalha a mulher e a confirma como um mero objeto sexual. O que os funkeiros cantam é o que eles pensam sobre a mulher, é o que eles verdadeiramente querem de uma mulher, ou seja, submissa e puta. Os homens são "alçados" ao status de safadões, comelões, bandidões, drogados, estão sempre por cima e devem levar vantagem em tudo. E os jovens consomem isso insanamente... e uma pseuda-pesquisadora junto com seus "parceiros" professores concluem tudo isso como expressão cultural do povo. Me poupem do despreparo acadêmico-científico-cultural e político de vocês... Quanto a ser conservador ou liberal. Ambos podem existir de uma maneira saudável e respeitosa. Quando uma pessoa se diz conservadora, ela está expondo seus valores, sua visão de mundo. E o liberal idem. Virou "mestra" e não aprendeu a viver em uma democracia ? Estamos perdidos e sem futuro com esses "mestres"...

  85. Thobias Lieven Postado em 25/Apr/2013 às 19:31

    Dá pra ver, pelos comentários, que a galera acima é toda doutora em arte ou um bando de bobo que acha que sabe. Cultura, arte, música... quais são os conceitos destes termos pro pessoal acima? Gente que nem sonhou em ler sobre o assunto, que nem o pokemom charizarde, dando uma de mestre da cultura! é piada mesmo.

  86. Romildo Mendes Postado em 26/Apr/2013 às 16:04

    Quanta agitação intelectual (ou não) temos aqui! Gostei muito do que falou a gaúcha Vivianna, e de outros que também contribuíram para o debate. Sou pernambucano e não conheço em profundidade o Funk carioca e menos ainda a dissertação da mestranda, entretanto posso comentar singelamente sobre certas posições tomadas aqui. É claro que não deve tal "mestra" possuir muita profundidade sobre o tema que exposto, e que tamanha quantidade de livros que a mesma relata ter usado em sua fundamentação teórica lhe propicia toda a autoridade quer demonstrar. Agora, em relação ao funk enquanto elemento cultural de uma determinada população (e não do Brasil como afirmam alguns), posso sem dúvida dizer que - atualmente - não passa de lixo mesmo, que não acrescenta nada de bom à música popular brasileira em sentido amplo, não nego que gosto um pouco do som, do ritmo, mas quando escuto a "letra" me pergunto porque estou escutando, e isso não é somente com o funk, temos a mesma degradação cultural com o forró, onde apenas tem nas bandas, um cantor com o cabelo pela cintura que é o sonho de consumo de toda mulher de tão bem tratado, que não tem qualquer talento para cantar, não tem boa voz, acompanhado de várias mulheres semi nuas e com músicas pornográficas, que faturam milhões e arrastam multidões, e o que é pior, tudo isso travestido de forró. Igualmente temos na música sertaneja, no rock, no samba enfim, há muito não temos uma boa música ou música de boa qualidade em nosso Brasil idolatrado, salve salve... Tenho comigo que toda essa letargia cultural em que estamos mergulhados é reflexo direto da péssima qualidade da nossa educação, principalmente de base, com grande fatia da culpa dos grandes capitais em especial a TV e o Rádio, o que é uma grande contradição, tendo em vista que tais são uma concessão estatal e que por lei devem estar mais à serviço da sociedade que seus próprios interesses, e ninguém faz nada. O Brasil é sim um país culturalmente diverso e por isso mesmo é grandioso, mas devemos tomar cuidado ao defender a prostituição musical, seja no funk, no forró, no sertanejo ou qualquer outro ritmo, isso porque a qualidade musical não é subjetiva, ou a música tem qualidade ou não tem, e definitivamente uma música em que se apresentam mulheres semi nuas, letras que incitam a prostituição, drogas, sexo, violência... não pode ser de qualidade, e se a sociedade consegue ver qualidade nisso, algo de muito errado há nessa mesma sociedade que nos remete ao ponto de partida, a educação social e familiar.

  87. Eduardo Postado em 26/Apr/2013 às 19:08

    Mariana você terá que usar seu cérebro muito além do que o da Valeska, porque até agora foi só pussy e popozão!

  88. Eric Vinicius Postado em 26/Apr/2013 às 23:40

    "[...]pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira[...]" - A mestranda fala bem, e isso ajudou muito a criar esse "oba oba" em cima da resposta dela. Respeito qualquer cultura. Só acho muito questionável colocar todas as manifestações culturais em um mesmo nível. Querer colocar no mesmo patamar, coisas como "É pau, é pedra, é o fim do caminho" e "Se o marido é seu, a p1ca dele é minha", é totalmente sem nexo.

  89. Marcos Postado em 27/Apr/2013 às 23:08

    Funk é a expressão da falência social em todos os sentidos, dificilmente o funk se originaria em sociedades desenvolvidas ele surgiu justamente em favelas que nada mais são do que abominações sociais devido a ausência do estado em todos os sentidos criando uma sociedade a merce de criminosos e sua cultura.

  90. Eduardo Postado em 30/Apr/2013 às 11:21

    Veja o que o nosso Ariano Suassuna falou a respeito do forró atual. ‘Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma plateia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando- se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo. Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na plateia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos. Ariano Suassuna

  91. Bruno Ol. Postado em 30/Apr/2013 às 19:44

    "...Mariana Gomes, mestranda em ""Cultura e Territorialidades"" e responsável pelo projeto ""My pussy é o poder""." Já perdeu a credibilidade na primeira linha,Mari. Projeto My pussy é o poder?Que respeito você quer exigir assim?Desculpe-me,mas assim não dá. Não acho certo o que a Rachel falou.Quem somos nós pra ficar julgando o gosto musical dos outros. É inegável também que o funk é uma excelente ferramenta utilizada por diversos programas beneficentes das comunidades cariocas,mas também não dá pra dizer que ele é todo bem.É veiculo de divulgação das facções criminosas e um grande instrumento de vulgarização da mulher e da sexualidade. Cada um no seu quadrado,mas sem essa de ficar querendo colocar o funk num pedestal,porque não é neste o lugar dele!

  92. Thiago Postado em 02/May/2013 às 11:26

    A estudante é declaradamente tão apaixonada pelo funk carioca, que torna a realização de um trabalho acadêmico científico, objetivo e imparcial ("tese" ou "dissertação", não importa, essa discussão é tão irrelevante, que é ridículo a estudante frisar isso; só mostra a superficialidade dos seus argumentos) impossível. Ainda mais, nas humanidades, onde a subjetividade é inseparável do sujeito e do objeto de estudo. A conclusão do trabalho já é previsível e parcial: mera questão de gôsto musical/cultural. Ademais, a jornalista Rachel Sherazade não foi nada mais do que sincera, verdadeira, clara e lúcida na sua crítica. Ver uma politização da sua crítica não passa de discurso ideológico e relativista a favor do mau gôsto. Até agora, todos os seus comentários e críticas, sobre os mais diversos assuntos polêmicos da sociedade brasileira, têm sido histericamente elogiados pelos mesmos que agora a apedrejam! De repente, ela virou porta-voz da sociedade conservadora?! Só porque tocou no orgulho do povão? Como se fossem isentos de crítica?! Só pode criticar a elite? Ora, por favor...

  93. Alexandre Postado em 02/May/2013 às 18:47

    Não sou muito fã da Rachel, mas dissertação sobre influência do funk na cultura é de f... ! Como músicas que, na grande maioria tem como tema principal sexo podem influenciar uma cultura de maneira positiva ? Podem me chamar de elitista, preconceituoso e não sei mais o quê, mas isso é um FATO, esse tipo de música é muito ruim e só serve pra atrapalhar na educação dos nossos filhos. E tem outra coisa que me entristece nessa "estória", o valor da palavra MÚSICO está sendo subestimado ao extremo!!! Vamos levar um violao pra V popozuda, ela não deve saber nem pegar no violão... Porra, vejo músicos que estudam música durante anos e não têm o menor espaço para mostrar seus trabalhos porque hoje só dão espaço para música que vende na tv como FUNK, FUNKNEJO, ARROCHA, SERTANEJO UNIVERSITÁRIO e derivados, e todo esse lixo usa como tema principal bunda, popozão, pegação e derivados! Porra, será que ninguém percebe que o povão está "emburrecendo" , se é que isso é possível... Não tem jeito mesmo, cada povo tem seu país que merece... Enquanto dermos valor a esse tipo de cultura, teremos o país no mesmo nível, ou seja, UM LIXO!

  94. Inconstante Postado em 02/May/2013 às 19:54

    A Rachel Sheherazade antes de abrir a boca deve conhecer a constituição federal e depois dela ler o artigo quinto e alguns incisos ela abre boca para falar. Depois ela tem que estudar história, antropologia, sociologia e refazer a faculdade de jornalismo e depois ela também vai poder abrir a boca para discursar suas "idéias" sobre cultura. Essa mulher é uma coitada, ela é reflexo de um sistema educacional e cultural deficiente e que não forma um cidadão para a vida em sociedade. A imprensa brasileira é uma vergonha, manipuladora, ignorante, iletrada e que não sabe o que esta noticiando. O SBT nunca foi um canal legal, o Sílvio Santos, sempre tentou fazer do canal uma cópia da televisão norte americana com seriados de segunda classe e mais uma série de programas e filmes de segunda classe. A decadência é tão grande do canal, que o jeito é apelar para o grotesco sem ter vergonha de ser ridículo e imoral. Eu nunca pensei que o canal fosse rebaixar o seu nível, que nunca foi bom ao mais raso e rasteiro jornalismo e que segundo consta em vários sites o dono esta orgulhoso da atuação de sua menina de ouro, talvez ele seja mesmo como ela ou só quer dinheiro como todo empresário, mas deveria saber que toda ação tem uma conseqüência e nesse caso a audiência de um canal fraco pode até ficar mais fraco.

    • fernão capelo Postado em 29/Jul/2014 às 20:14

      para sua informação o SBT é TVS desde criancinha uma emissora que conquistou seu publico e está aí a 38 anos desde o seu funcionamento e silvio santos é o cara.!

  95. Ranolfo Ricioli Junior Postado em 02/May/2013 às 20:23

    Quero deixar registrado minha opinião. Diante de tamanha repercussão que se deu é quase irrelevante, mas esta " moda de funk", é lamentável. Querer elitiza-la já é um absurdo. Dizer que é cultura, tambem é uma violência. Funk é um som que está saindo do gueto, que afronta a moral e os bons costumes da familia. Com apelo sexual, degradante, rebaixando a mulher a objeto, não posso aceita-lo como cultura. O incentivo as drogas, exploração,vulgarizando a mulher atraves da exposição do corpo. Tento compreender como apos anos de luta para colocar a mulher no mesmo patamar do homem, a mulher se deixou levar para este estagio tão baixo. O funk está sendo objeto de influência de nossa juventude, já fragilizada, para a descriminação da mulher. Não existe algo mais constrangedor que ao parar no sinal com sua familia e o automóvel ao lado com um som transgressor invadindo seu espaço com algo parecido com som musical, com letras de baixo calão, reproduzi-las aqui não vem ao caso, seria pactuar. Se está jovem que se diz estudada, quase uma intelectual, assim fosse, por que não melhora as frases de sua musica? Deixe de apelar para o sexo explicito. Compreendo que se não fosse assim, não teria toda essa força de arrecadação, o que seria destes cantores de funk, mais um entre a população, sabe la se ela não rebolasse, não teria está exposição na midia e seria uma pessoa mediocre, como as letras de sua musica. Agora, o encentivo ao estupro, drogas, e violência contra a mulher poderia ser objeto de seu proximo projeto.

  96. Abel Postado em 03/May/2013 às 03:27

    O legal da tal carta é que mostra que a tal estudante não fez uma dissertação, fez uma hagiografia. Como fã da Valesca Popozuda, ela obviamente não é qualificada para fazer uma análise séria e imparcial dela e de sua influência no funk e sua contribuição para o "feminismo", afinal, fã é cego. Aliás, eu acho engraçado essa moda feminista de se apropriar do funk como "arte" feminista, porque não existe nada o mais distante da verdade. O ideal da depósito de porra no funk não é uma depósito de porra livre e independente, mas uma depósito de porra submissa aos cafetões e chefões do tráfico. A própria Valesca Popozuda tem histórico de se prostituir para chefões de morro, mas é claro, disso a tal mestranda não fala. Poderia até ser uma dissertação interessante se abordasse esses temas mais complexos da relação depósito de porra com o funk, mas uma vadia promíscua que cheira cocaína em festas de elite que tocam Catra e Naldo jamais seria capaz de criticar o ritmo que ela tanto ama. Que as feministas sigam amando o funk, estimulando o funk, eu acho ótimo, afinal, é sempre divertido ver seus adversários caindo em contradição, porém, depois não reclamem da cultura do estupro enquanto louvam um gênero que tem músicas como essa: http://www.youtube.com/watch?v=z_Xtpc_2n1Y

  97. Suelen Postado em 03/May/2013 às 08:22

    Passei por algo parecido. Fui entrevistada sobre minha dissertação e publicaram algo completamente fora do contexto, da melhor forma "compre o seu exemplar". Lamentável que a imprensa seja tão dissimulada...

  98. Rita Postado em 03/May/2013 às 10:10

    Até o momento não entendi o motivo de tanto alvoroço. Tem gente aqui até falando de Constituição para justificar seu comentário, contudo esquece que, a própria Constituição garante a todos a liberdade de expressão, portanto a Rachel ou qualquer outra pessoa é livre para expressar suas crenças, valores, etc... Ninguém é obrigado a gostar de funk, e muito menos acreditar que é funk é cultura. Sinceramente até o momento não conseguir os benefícios que o funk trouxe para sociedade. Viva a democracia, a liberdade de expressão!

  99. Matheus Fernandes Postado em 03/May/2013 às 13:48

    Sim sim, a Valeska usa tanto o cérebro que na entrevista com a Marília Gabriela eu vi como ela utiliza...E desculpe, hierarquizar cultura a partir da qualidade eu sim acho justo, porque convenhamos, o que essa música oferece para crianças ?? Me perdoe colega mestra mas existe cantor de fundo de casa que sim, faz música coerente, agora vc pode me dizer qual a coerência dessa moça com a sua música, porque conheço gente da favela e nem por isso a marginalização cotidiana afeta o cérebro das pessoas, Valeska comprou um vestido de 50 mil reais para ir num lugar, correto, acho que ela usa o cérebro sim, utiliza do dinheiro do povo da favela que vão em seus shows para comprar grife elitizada hierárquica culturalmente abastada!

  100. Igor Postado em 03/May/2013 às 19:07

    Ela se vangloria tanto de ter lido QUATRO LIVROS para a prova... Não me espanta se esses tiverem sido os únicos que ela leu na vida

  101. Roberto Pedroso Postado em 04/May/2013 às 11:32

    Gostaria apenas de levantar uma questão, não concordo absolutamente com os pontos de vista e postura a politicas defendidas pela senhora Raquel creio que sua forma de analise das noticias é parcial e tendenciosa mas gostaria de ressaltar uma questão sobre o Funk,já a alguns anos o Rap começou a ocupar alguns pequenos espaços na grande mídia fazendo inclusive com que a tv publica do estado de São Paulo criasse um programa sobre a cultura da periferia chamado Manos e Minas, subitamente pouco tempo depois surge com força e pujança uma especie de "resposta" ao movimento Hip Hop esse "contra movimento"apadrinhado por certos segmentos da grande mídia tomou de assalto os espaços que eram dados ainda de forma incipiente ao Rap e a cultua Hip Hop,sendo alçado a categoria de movimento cultural mesmo sem base e estrutura para tanto esse assim chamado movimento do Funk carioca ; em suma a musica que tem como principio a denuncia das mazelas sociais o racismo, preconceito e os abusos e descaso das autoridades perderam subitamente espaço para a diversão alienada e descompromissada na forma de um pseudo movimento,artisticamente pobre e despolitizado e abraçado pela grande mídia. (personagens funkeiros não faltam nas produções televisivas da Rede Globo e o suposto movimento é supervalorizado em sua real essência).

  102. Ivan Postado em 04/May/2013 às 14:27

    São épocas que passam, hoje é o funk, o rap teve seu auge, hoje tem seu público realmente fiel e continua. Achei que o pagode dos 90's não se esgotaria, atualmente soa nostálgico; axé e congênitos etc... Todo esse falatório um dia vai passar. Minha perspectiva atual: "O que está por vir???"

  103. AlGade Postado em 05/May/2013 às 10:12

    Interessante! 1º - Mariana vc acabou de entrar no mestrado, então não é sensato ficar "se achando". Tens um longo percurso pela frente e, mesmo que vc tenha lido muitos livros para escrever sua proposta de estudo, ainda sim ela é só uma proposta de estudo. Quando vc a terminar ela será "só" uma teoria a mais. Não ache que por ter sido aprovada com 8,5 em 2º lugar na pós da UFF, vc está acima de outras pessoas, intelectualmente falando. 2º - NÃO EXISTE IMPARCIALIDADE em pesquisa científica, especialmente quando se trata do campo social. TODO e QUALQUER PESQUISADOR ao ecolher um tema já está sendo parcial, já está subjetivamente envolvido na escolha. 3º - Funk faz parta da cultura brasileira? LÓGICO! Funk é som de periferia? Originalmente sim, mas cada vez se espalha mais pelas outras classes sociais. Funk e boa música? O que é boa música? Vivaldi (cuja obra sou fã incondicional) pode não agradar a todos, mas é, sem dúvida alguma, uma obra de qualidades técnicas e estéticas inquestionáveis. Porém, o gosto não está relacionado somente as possíveis qualidades artísticas formais, tanto é verdade que a explendida Clementina de Jesus, com sua voz profunda e marcante, não pode ser dita como uma cantora afinada, mas sim como uma interprete vigorosa, dito em outras palavras, tecnicamente ela não era boa cantora, mas isso pouco importa frente a força de seu canto! Assim sendo, alguns poderam gostar mais dela do que de Tonico e Tinoco, mais de Chico Buarque do que de Led Zepppelin ou de Ray Coniff ou de Louis Armstrong ou de Xuxa ou de Wesley Safadão ou de Waleska Popozuda e vice-versa, contudo, por mais que uma ou uma multidão de pessoas goste de uma música isso, em sí mesmo, não basta para tornar qualquer música uma boa música nos aspectos técnicos/estéticos. 4º - Como foi bem lembrado acima, não é só o funk que propaga uma sexualidade (na minha opinião) deformada. Todos os estilos musicais estão porpensos a isso, basta algum emprresário ver uma oportuindade de enricar que.. boom! É a pornografia musical livre, leve(?) e solta. Boa parte desse movimento esta ligada muito mais a economia do que a disposições ideológicas de defesa de genero, raça ou qualquer outra coisa. Infelizmente o que se pretende com "quadradinhos" e "oitos" é enricar, sendo assim, não creio que essas tendencias mercadológicas possam ser tomadas como uma representação cultural da população - mesmo que, em seu principio, elas tenham sido -, sendo muito mais um subproduto da grande industria do entretenimento que, triturada e remontada (ao péssimo gosto dos interesses capitalistas), é vomitada sobre a sociedade, semelhantemente (mas guardando as devidas diferenças) ao que fazem os passáros com seus filhotes - comida mastigada e já deglutida lançada goela a dentro, com o agravante de, em no nosso caso, não ter nenhuma propriedade nutricio-intelectual. Aqui "comida mastigada" é uma metafora nada original para o consumo não reflexível critico dos produtos culturais. 5º - Sinto-me frustrado e até meio desesperançado quando vejo chamarem de dança movimentos copulativos e de música letras que mais parecem saídas de uma noite de sexo radical de algum motel. Particularmente fico "passado" quando vejo o sexo sendo tratado com tamanha violencia! O sexo deveria ter um tratamento mais responsável, envolvendo a sensualidade, a sexualidade, a amorosidade, a afetuosidade e não (apenas) o ato, acrescido de violencia (longe de mim me colocar contra quem goste de sexo violento, "cada qual com seu cada qual"). O que é perturbador é que esses estilos musicais que fazem sucesso a partir da vulgarização do sexo e que são ouvidos, cantados e "dançados" inclusive por crianças, contribuem na construção de uma sexualidade deformada, que ve só relações inconsequentes (assim como o sexo entre diversos animais - gatos e cachorros não estão preocupados com o que está e o que virá a acontecer com a gata e a cachorra depois que ele se satisfizer), onde o "outro" é só uma peça, quase sempre descartável, de seu prazer físico e, portanto, não carece de qualquer respeito e cuidado. 6º - Lembro-me que a bem pouco tempo "dançava-se" na "boquinha da garrafa"! Vi crianças (com até mesmo de 5, 6 anos de idade), sob os olhares atentos e, por vezes, orgulhosos dos pais, rebolarem com as pernas abertas tendo uma garrafa sobre sua genitália pueriu, assim como vi canais de televisão promoverem concursos infantis (aff!!!) para elegerem quem "dançava" melhor aquela "obra". Assusta-me pensar que se promove essa visão sobre sexo, mas não se promove um diálogo sobre esse maravilhoso ato humano; não se promove o desenvolvimento da sensibilidade e dos afetos, do respeito pelo "outro", o respeito pelo prazer do outro e pela camaradagem entre as partes. 7º - Por fim, espero que a pesquisa de Mariana (popozuda) Gomes seja bem orientada e traga a tona elementos que possam nos ajudar a melhor entender esse fenomeno social atual que é o funk cantado pela Waleska. Espero que Mariana esteja imbuída de pesquisar e compreender o fenomeno, mais do que defende-lo, pois do contrário ela só será simpatica aos fatos e dados que lhe convierem ao invés de ter o discernimento de aceitar questões que não corroborem com suas opiniões (hipotese) iniciais. De qualquer maneira fico feliz pelo tema proposto. Temos sim que combater o status quo e suas bases morais, valorizando a cultura não por ser popular ou erudita, mas por ser de boa qualidade (tecnico/estética) e de importancia na construção da identidade humana. O samba guando surgiu nos morros baianos e cariocas também gerava debates que desconsideravam-no como cultura e, aos poucos, ele ganhou o mundo - contudo, basta dar uma olhada nas letras e melodias de "Pelo Telefone" (Donga), "Cabritada mal sucedidada" (Geraldo Pereira), "Eu gosto da minha terra" (Randoval Montenegro), "Palpite Infeliz" (Noel Rosa) e tantas outras, que veremos que o morro já produziu música de melhor qualidade.

  104. Iorgolo Rosso Postado em 13/May/2013 às 20:14

    Lamentável, o funk é algo muito diferente dessa coisa sexualizada que toca no Rio de Janeiro, quadradinho de oito, movimentos eróticos, total banalização das relações humanas como se pessoas fossem coisas descartáveis, ainda vem uma mestranda defender isso como cultura e pessoas apoiando ... lamentável mesmo. Nosso país está com os valores totalmente invertidos, o lixo está no auge e pessoas o consomem sem qualquer senso crítico. Uma pena pois nosso país tem tudo para se tornar a nação mais poderosa e próspera do mundo, mas são coisas assim que a mantem no buraco que está e o afunda cada vez com mais voracidade.

  105. Joana Almeida Postado em 15/May/2013 às 19:58

    riqueza, luxo e poder- Mariana me representou. obrigada.

  106. Giovanna Postado em 21/May/2013 às 18:30

    Teve gente que levou uma surra de bunda. Olha, o funk nunca pareceu tão cultural pra mim quanto parece agora, sábias palavras.

  107. Renato Postado em 25/May/2013 às 15:10

    "Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é" Eu sou do tempo em que o combate ao elitismo cultural se dava em oficinas de música e projetos de descentralização da cultura. Os jovens eram expostos à doses de violão clássico, MPB, jazz, samba, rock progressivo, entre outros. Nessa época, minha cidade era um modelo de gestão democrática e participativa, gente do mundo todo se reunía para discutir um outro mundo possível. Mas este tempo, assim como todos os outros tempos, acabou. Hoje somos obrigados a ouvir este lixo cultural que é o funk. Não o funk do James Brown ou o funk que influenciou o Tim Maia. É o funk que é tocado dentro dos ônibus, o funk que invade a noite através dos auto-falantes de retardados sem respeito algum pelo sono alheio. As letras pregam uma promiscuidade sexual asquerosa, violência ("Bala na cara da Dilma sapatão", "A porrada come" entre outros lixos); as vozes deles são irritantes, a música em si parece que foi feita por um cachorro digitando qualquer coisa aleatória no Fruit Loops a batida consegue ser pior que o antigo jingle da Liqugás. Em suma, o funk é o terror de quem prega e se esforça por qualidade de vida. Não gosto da Sheherazade, mas esta tal de Mariana Gomes não me representa como indivíduo das classes populares. Aliás, muito pior que isto: Mariana Gomes quer nos enfiar goela abaixo esta aberração oriunda de desigualdades socio-economicas e culturais que é o funk, como se este fosse o único meio de lutar contra o trinômio luxo-riqueza-poder simbolizado pela infeliz jornalista do SBT. Aliás, o pedantismo da Mariana Gomes é tão exarcebado que ela se utiliza de uma falácia, argumento de autoridade só por ser Mestra e ter feito uma dissertação qualquer. O lado bom disso tudo é que a sugestão provocativa de Mariana Gomes - uma disputa pra ver quem sabe mais - poderia resultar em um espetáculo cultural tragicômico, no qual o sentimento competitivo levaria a uma disputa pra ver quem sabe mais, desconstruindo argumentos de modo recíproco - ou seja, um belo debate.

  108. wualaci Postado em 26/May/2013 às 21:14

    Que resposta mais medíocre,você esta muito distante de ter o potencial da Rachel. Ela hoje é uma das jornalistas mais bem vistas no cenário nacional,fala a verdade e não tem medo da repercussão.

  109. Leão Postado em 04/Jun/2013 às 22:05

    Ok, ela leu 4 livros. Veja quantos você precisa ler para fazer a prova para entrar em um mestrado em física. Eu leio um livro por mês no metrô. E eu conheço gente de humanas... 8,5 num é lá muita coisa. Autora do texo, espero que você leia no mínimo 5 livros por mês durante o mestrado. Isso são 120 livros até o fim do seu curso. Vale a pena também, já que é uma estudiosa de humanas, fazer um "passeio cultural" por semana, ou a cada 15 dias, conhecendo diversas culturas que não sejam a sua. Museus, teatros, cinemas, orquestras, etc. Na própria faculdade você deve achar isso fácil. Ouça diversas músicas populares de diversos tempos do seu país e escolha algum país e pesquise sua música popular atual também. Seria interessante fazer a comparação em sua dissertação. Do mesmo jeito que o povo brasileiro conhece o funk, valesca, qual seria o análogo a funk/valesca no Uruguai, Egito, Suécia e Japão por exemplo? Isso vai te ajudar a enxergar o funk com olhos de fora, sem o envolvimento pessoal que é prejudicial a sua pesquisa. Um exemplo é o físico defensor de um modelo particular de gravitação que se envolveu tanto que não consegue aceitar que o modelo foi descartado. Cuidado para algo semelhante não acontecer com você. Envolvimento pessoal pode levar a um preconceito que vai diminuir muito a qualidade de um cientista. Depois de fazer tudo isso que falei, depois dos 120 livros, escreva outro texto. Espero algo de melhor qualidade.

  110. Paulo Rockel Postado em 05/Jun/2013 às 09:02

    Para mim é importante a jornalista Rachel Sheherazade expor a sua opinião no telejornal que apresenta. Outros apresentadores deveriam fazer o mesmo, para que o público telespectador tivesse outros parâmetros para comparação. Claro que melhor seria se esse público buscasse por si as opiniões próprias do que acontece no Brasil e no mundo e, principalmente, na política brasileira – que é o que nos afeta mais diretamente. No entanto, sabemos que a grande massa da população só vê jornal na televisão e as notícias passam rapidamente, sem lhes despertar grande interesse. Quando a Rachel fala, aí chama mais a atenção e as pessoas param para ouvi-la. Podem concordar com ela ou não, mas ao menos suscita o debate, ainda que dentro da sala ou da cozinha de casa, onde estiver a televisão. Eu não vi o comentário da Rachel Sheherazade sobre o trabalho da mestranda, que fala das popozudas. A resposta dada pela Mariana Gomes realmente foi muito interessante e em alguns pontos derruba os argumentos expostos no comentário da jornalista, pelo que eu pude constatar no texto da mestranda. Isso é muito saudável – vejo como uma discussão construtiva. Pena que vem de um assunto não ligado à política, embora os principais aplausos que observo pela internet vêm de gente que se incomoda com a Sheherazade pelas verdades que ela fala sem economizar palavras sobre a zona generalizada que se encontra a política brasileira. Por que não aparecem Marianas Gomes para contrapor a opinião da jornalista do SBT às opiniões dadas por ela sobre o governo do PT??

  111. Patricia Moura Postado em 05/Jun/2013 às 11:16

    Funk é uma coisa horrorosa e muito chula. Vivaldi maravilhoso. Cada um no seu quadrado, o do oito é mesmo difícil de dançar. Se a cultura fosse democrática todo cidadão teria acesso e poderia escolher, ou conciliar. Muita gente nunca ouviu falar em Vivaldi. Os programas de cultura inútil na TV escancaram o funk para ganhar ibope. A dita "elite" jornalística, os veículos de comunicação, incluindo o SBT, se prevalecem da "preferencia" nacional pelo funk para levantar a audiência. Mostram Vivaldi, Villa-Lobos? Polêmica mais besta!

  112. Ricardo Postado em 06/Jun/2013 às 07:13

    Não vi nada extraordinário nessa carta-resposta. Muitas pessoas aqui acharam sensacional a carta-resposta dessa Mariana Gomes. Afinal, o que vocês viram nisso???? Tem algumas musicas desse estilo funk que eu acho até legal de ouvir mas no geral o funk é apelação e baixaria. Se queremos um mundo de paz, respeito e valores...putz...já perceberam o que ronda esse mundinho do funk??????

  113. Eric Postado em 06/Jun/2013 às 22:55

    Infelizmente devo discordar do comentários incluídos em sua carta, a qual foi enviada ao programa! Há muito para se pesquisar sobre a área musical, sobre a boa área musical! Muitos músicos, ralam de sol à sol, pesquisando, estudando e se profundando para proporcionar ao povo músicas de qualidade e não são valorizados! Há no Funk empobrecimento tanto musical quanto cultura. Não acredito que esse elemento faça parte da sociedade e da cultura brasileira, pois não nos adiciona nada, mas sim nos gera um empobrecimento mental e auditivo! Fico triste em saber que uma pessoa com a sua formação acadêmica tenha a capacidade de dizer que o Funk é parte da cultura! Temos tantas qualidades musicais: frevo, samba, bossa-nova, mpb, choro, entre outros para serem pesquisados; entretanto, o que é citado por vossa excelência? Primeiramente procure o conhecer, pelo menos, um dia de um verdadeiro músico e você saberá o quanto sofremos em saber sobre sua escolha.

  114. Flávio Santiago Postado em 07/Jun/2013 às 22:24

    Talvez eu concorde em partes quanto a resposta dela, afinal já é de praxe que Rachel generalize sobre algum assunto ou pessoa, porém, discordo com a ideia de que o funk seja uma boa cultura e que essa veneração pelo rebolar e pelo corpo acompanhado de letras ruins também sejam algo benéfico. Sou professor no ensino público e percebo o quanto o funk tem sido uma das influências piores nesses últimos anos. A futilidade tem tomado conta das casas e das noites de jovens e adolescentes, tornando-os fúteis também e ao mesmo tempo preguiçosos e inúteis, uma verdadeira geração de seres que não conseguiram ser nem ao menos cidadãos com opinião. Há por parte de muito IDIOTA metido à intelectual ou entendedor da cultura brasileira que defende essas verdadeiras MERDAS sonoras. Mas sei que só quem participa e vê o andamento real das coisas sabe dizer qual é um dos pontos ruins na educação atualmente. Não é pelo fato de 'ciclana' ou 'fulana' ter estudado algum curso superior ou ter criado algum projeto que contenha a ideia de feminismo que vai mudar algo pra melhor e botar uma boa máscara nesse LIXO SONORO (que não pode ao menos ser considerado música). Aliás o funk, se os intelectualóides não repararam é atualmente o machismo mais enrustido e ridículo que existe, enquanto se mostram como 'divas' ou 'deusas' da power pussy são na realidade um lindo OBJETO. E a cada dia isso se intensifica entre os machistas, e um bom exemplo disso são os inúmeros funk's que propagam em suas letras o tráfico de entorpecentes, a prostituição e em muitos casos a pedofilia. Não, eu não estou exagerando e não estou sendo conservador, é o que vejo, esse país não é um caos na saúde na educação e em muitos outros setores só por conta do governo, mas sim também pelo fato de uma grande maioria estar se idiotizando a cada dia, se ludibriando com o banal e supérfluo, esquecendo-se de coisas mais importantes e ricas no lugar onde vive.

  115. Ivone Postado em 08/Jun/2013 às 18:19

    Eu acho, inclusive, que a "cultura" do funk é uma das responsáveis pelo aumento dos estupros, uma vez que banaliza enormemente o ato sexual, minimiza a figura da mulher na sociedade(ela é só objeto sexual)e ainda difunde a violência. Quanto essa mulher, a tal de Walesca, ser objeto de estudo numa tese de mestrado,comprova por A+B que nosso sistema educacional vai de mal a pior.....! Tem nada melhor para se estudar, não????????????????

  116. Fernando Postado em 10/Jun/2013 às 19:41

    Quatro livros para fazer um mestrado... Está explicado!

  117. Professor Pardal Postado em 23/Jun/2013 às 11:45

    NA MINHA MÍSERA OPINIÃO, O COMENTÁRIO DAS DUAS FOI INFELIZ! EXPLICO: A UNIVERSIDADE NÃO DEVE EXISTIR PARA SEGREGAR, PELO CONTRÁRIO, ELA DEVE SER ESPAÇO ABERTO E AMPLO ÀS DISCUSSÕES E À PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO. ISSO, CERTAMENTE, A REPÓRTER NÃO DEVE SABER. OUTRA COISA: COMO MESTRA EM LINGUÍSTICA DEVO DIZER QUE, QUALQUER PROJETO DE PESQUISA,INDEPENDENTE DO TEMA QUE ABORDAR, DEVE RESPONDER A ALGUMAS PERGUNTAS: O QUE PESQUISAR? POR QUÊ? PARA QUÊ? COMO? CERTAMENTE, SE A ESTUDANTE FOI APROVADA, ELA, NO MÍNIMO, DEVE TER DEIXADO OS SEUS CRITÉRIOS CINETÍFICOS BEM DEFINIDOS. NÃO INTERESSA SE É SOBRE FUNK, SEXO, ORGASMO ETC., O FOCO ESTÁ NA RELEVÂNCIA DO TEMA E DAQUELAS PERGUNTINHAS, LEMBRAM-SE? CERTAMENTE, A PESQUISADORA DO TEMA NÃO DEVE DESTACAR EM SEU TRABALHO QUEM SÃO AS MAIS POPOZUDAS DO FUNK, OU AINDA, QUANTAS HORAS ELAS MALHAM POR SEMANA PARA MANTEREM A FORMA ETC. ANTES DE CRITICAR QUALQUER COISA, DEVEMOS PRIMEIRAMENTE CONHECER A FUNDO AQUILO SOBRE O QUAL IREMOS FALAR. MAS, UMA COISA É CERTA: DEPOIS DA GRETCHEN MUITA MENININHA DEIXOU A ESCOLA PRA VIVER DA "BUNDA", DESCULPEM-ME A EXPRESSÃO. QUE CONTRIBUIÇÃO ISSO TROUXE AO PAÍS? REFLITAMOS!

  118. Julio Postado em 28/Jun/2013 às 16:41

    A pesquisa reflete um momento da cultura e do movimento feminino nesses nichos , não vejo problema algum em pesquisar sobre o tema. É relevante e atual, parabéns a aluna. E Rachel, tá na hora de você pensar mais antes de ficar criticando os outros, acha que é a dona da verdade? Antes metia a boca nos desmandos dos políticos, agora tá atacando todo mundo? Quer ibope?

  119. Carla Postado em 04/Jul/2013 às 14:17

    Alguém precisava mesmo peitar esta pseudojornalista que utiliza temas polêmicos como samba, carnaval e futebol para se promover. Ainda bem que Cartola, Chico, Noel Rosa e outros nunca precisaram pisar sobre ninguém para serem mestres e felizes!

  120. Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões Postado em 16/Jul/2013 às 06:21

    Aqui está a explicação de atacarem o Lobão: O VÍDEO PROVA QUE NEM SEMPRE RECORDAR É VIVER: ÀS VEZES É MORRER DE VERGONHA http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/07/o-video-prova-que-nem-sempre-recordar-e.html

  121. Charles Postado em 18/Jul/2013 às 22:44

    Não sei se "Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda", mas, se depender deste texto, que se baseia em argumentos tão singelos, como a diferença de tese e dissertação, não! Independente de gosto musical, o que se deve questionar, portanto, é a originalidade e a relevância do trabalho de DISSERTAÇÃO... Assim, como bem disse o Thiago, em 2 de maio de 2013 às 11:26, "A estudante é declaradamente tão apaixonada pelo funk carioca, que torna a realização de um trabalho acadêmico científico, objetivo e imparcial, (...) impossível. Ainda mais, nas humanidades, onde a subjetividade é inseparável do sujeito e do objeto de estudo. A conclusão do trabalho já é previsível e parcial: mera questão de gosto musical/cultural". Ou seja, a tal DISSERTAÇÃO "My Pussy é o Poder" nada mais é do que uma apologia ao ritmo e suas características "povão", ao invés de um trabalho sério sobre sua influência na sociedade carioca. Pois, se fosse, teria que analisar também sua ligação com o crime organizado, e a consequente apologia às drogas, à promiscuidade e aos bandidos, além é claro, da vulgarização da imagem feminina, ao invés de mencionar apenas que "eu usei muito esse popozão aqui para fazer minhas pesquisas. Dancei muito até o chão, fiz muito treinamento do bumbum e continuo fazendo muito quadradinho de quatro (o de oito não consigo AINDA)!"...

  122. Rafael Almeida Postado em 19/Jul/2013 às 15:58

    A carta é um festival de retórica sonolenta. Vi poucos argumentos e muita briguinha de ego descabida. As feministas tem essa mania de "argumentar" com frases do tipo: "Você já leu o livro X ou Y? Então não pode discutir comigo" Isso é de uma arrogância triste e sem conteúdo. Pra mim, se debate é com argumentos e não com currículo intelectual. Pra fechar .... padrão de qualidade artística sempre irá existir, ainda que seja flexibilizado. Um filme da sessão da tarde feito "nas coxa" nunca receberá um Oscar (e não deve receber mesmo). Um romance meu jamais terá o mesmo valor de um romance de Machado de Assis (e graças a Deus). Então pq com a música tem q ser diferente? Pq eu tenho q dizer q Engenheiros do Havaí deve receber o mesmo tratamento q o quadradinho de 8? A hierarquização artística NUNCA vai acabar, e graças a Deus!

  123. Will Postado em 20/Jul/2013 às 11:45

    Que vergonha desta carta resposta. Tentativa desesperada de atribuir valor cultural à um estilo pobre e simplista. A Sra. Sheherazade viaja em suas opiniões, mas neste tema estou com ela.

  124. João do Funk Postado em 04/Sep/2013 às 00:20

    Essa coitada respondeu (e deve ter ficado muito tempo pesquisando pra responder) de uma forma até simplista, e claro que não poderia ser de forma diferente, pois ela dizer que funk é algo que sirva pra alguma coisa que não seja rebaixar a MULHER transformando-a em objeto sexual descartável, com uma música de 5a categoria, ela dizer que isso presta pra alguma coisa, já dá pra ver o nível dela. Ela pode fazer todas as pós que puder, mas nunca vai ser alguém que fala ou que tenha credibilidade. Funk consegue ser pior que sertanejo, onde tem muito: Drogas, sexo, tráfico, e só o que não presta. Quanto a Rachel, ela é uma jornalista que está cumprindo um roteiro, ela apresenta um programa de jornalismo, de repente ela até curte algum funk, culpa-la do que disse na TV é coisa de babaca, que nada sabe e tem a cabeça apenas funkeada...............

  125. Estrela Postado em 08/Sep/2013 às 17:39

    Fico com a jornalista do SBT, não há nada de intelectual em defender uma música pobre, sem um significado e que só ínsita a pornografia. Não me indigno com a resposta da 'Mestranda" , tem muita gente estuda que gosta de tal coisa. Esse tipo cultura me envergonha, e me sinto revoltada e ofendida por pessoas como essa ( a tal mestranda), se acharem no direito de enfeirem essa péssima influencia de goela abaixo do povo brasileiro. Conselho: Existem diversas dissertações medíocres no mundo acadêmico e considero esta uma delas. De nada, de nada contribui para o processo educativo.

  126. Suellen Postado em 08/Sep/2013 às 18:27

    Acho relevante pesquisar sobre o tema, o que não acho justo é a cidadã da favela ter acesso somente a essa cultura roubada dos americanos e adaptada a uma dança escrota e sexual sim. É justo oferecer música e cultura em aspectos mais amplos. Discordo de ambas, Rachel e Mariana. Não li a tese, mas em nenhum estado de alucinação eu acharia a Valesca diva. Para defender uma dissertação acho complicado por seu ponto de vista pessoal e não o científico, conforme ficou claro na argumentação deste texto.

  127. Laís Postado em 10/Sep/2013 às 17:14

    O papel do funk na cultura está comprovado? Qual?

  128. Samuel Postado em 11/Sep/2013 às 16:54

    Tem de cobrar conhecimento mesmo. Rachel é típica jornalista que se acha a dona da verdade.

  129. Jacqueline Souto dos Sant Postado em 11/Sep/2013 às 20:41

    Penso que há muito hipocrisia quanto ao funk. Não gosto e não vou gostar nunca, nem acho que seja um movimento feminino, na verdade, movimento sexual. Sinto falta da bossa e do bolero, este sim (o bolero) é como fazer amor. A bossa reúne pessoas, amigos! O samba de raiz... nem precisa de comentários!!!!

  130. Ana I. J. Mercury Postado em 12/Sep/2013 às 17:14

    Geeeeente! Incrível! Que resposta à altura!!! Arrasou Mariana Popozuda! É isso aí! Essa assim foi capaz de calar a boca dessa (mulher mal-comida) elite emburrecedora! Ameeeei!

  131. Wellington Postado em 13/Sep/2013 às 15:48

    O "Leão" nos comentários falou tudo e mais um pouco. Resposta desnecessariamente agressiva e na minha opinião medíocre, sobre um comentário infeliz. Porém, não esqueçam que a Sherazade trabalha em um veículo público de comunicação, portanto suas opiniões sempre passam por auditoria e edições. Ela não pode falar livremente o que quer, como uma pessoa que escreve uma "retórica" e vai postar na internet (que está cheia do "povão" que ela ama, cujo tenho certeza que vai dar muitos "curtir no face" dela) que pode falar o que bem entender. Ignorância não se debate com ignorância, falácias e meias palavras. Ainda por cima, usando um rótulo ERRADO, pois se formos classificar o atual funk carioca na mesma categoria de outros "funk", além de estarmos perdidos estamos desinformando a população. E parabéns por ter conseguido ler 4 livros!

  132. Anônimo Postado em 22/Sep/2013 às 23:12

    Essa Mariana Gomes caga na cara do feminismo, simples assim. Que um estilo musical tem efeito na cultura de uma população, todos podemos concordar que qualquer um tem. Mas dizer que os efeitos do funk são positivos? Faz-me querer enviar meus miolos direto contra a parede. Não gosto nem um pouco da Raquel Sheherazade, mas essa resposta tem tanta bobeira que não sei nem por onde começar. Então acho que vou retrucar na mesma moeda, fazendo uma tiradinha infantil tentando ser irônico, como a mestranda imparcial fez durante a carta inteira: "Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros?" 4 livros. É pra isso ser muito? Acho que li o dobro disso no primeiro semestre do meu bacharelado, e olha que sou da área de exatas.

  133. Iá Niani Postado em 24/Sep/2013 às 21:31

    Mariana já começou seu discurso muito mal... a depender da cultura de onde se fala, uma tese pode muito bem ser o trabalho final de conclusão do mestrado, como é o caso de Portugal, Moçambique, Angola. Ademais, esse feminismo que ela defende, da exposição do corpo como resposta ao machismo, tem-se repetido com tanta frequência que já não diz mais do que palavrinhas revolucionárias sem efeito. A ideia da diversidade e do respeito solidário já faz esses sensacionalismos radicais caírem por terra.

  134. Vinícius Postado em 28/Sep/2013 às 19:01

    Rachel, nesse ponto estou com você e há muita gente de bom senso que também está. Quando vamos superar esse relativismo hipócrita que tenta nos impedir, em nome de um pretenso liberalismo, de nos posicionar contra aquilo que é escancaradamente sintoma de pobreza cultural e de alienação.

  135. Paulo Postado em 29/Sep/2013 às 07:28

    Não sei o que é mais tosco: o projeto ou os argumentos da mestranda para defender sua ideia. #Paciência

  136. Alexandre Postado em 02/Oct/2013 às 16:25

    Concordo com uma parte muito importante do texto-resposta dela: "...quando o som (do funk) toca, ninguém fica parado..." Claro, quem não suporta, sai correndo!!!!! Quem fica gosta, pois é "modinha", assim como black music e rap eram no início dos anos 2000. E não estou desmerecendo nem a resposta dela ou o trabalho, mas esse tipo de som, ninguém merece.

  137. Vergonha alheia Postado em 11/Oct/2013 às 10:46

    Me perdoe mas a pessoa que chega a um mestrado falar que a garotinha lá é diva, e relacionar funk a cultura, pelo amor de Deus esse país está realmente merecendo uma bomba atômica, estamos vivendo a fase da deploração humana, o ser humano nunca esteve tão limitado ao pensamento, mesmo com tantos recursos tecnológicos e acessibilidade a informação, nem na época dos neandertais se usou o cérebro tão pouco, a música brasileira dos últimos anos segue em direção oposta ao que podemos classificar como "cultura" ( bundas e letras deprimentes não são arte) não é porque a maioria são acefálicos que isso pode ser classificado como cultura, quanto a garotinha do mestrado tu podes ser phd meu anjo que se continuar nessa linha pode rasgar teus diplomas e jogar na privada... e a hipocrisia continua reinando soberana.

  138. Nababesca Postado em 11/Oct/2013 às 13:55

    Não suporto essa jornalista, acho que ela é uma besta. Mas falar que funk tá na raiz do povo brasileiro me poupe...Odeio funk, acho pobre e medíocre. Tenho 39 anos e na minha época o máximo de funk que tinha era o melody e o charme. Curtia muito. Não dançávamos até o chão, não rebolávamos no pau de ninguém, a letra não falava conteúdos pornos. Sei lá sabe, acho que mundo tá acabando... Pessoas achando que falta de cultura não está ligada as coisas que você escuta e vê. Suécia, tô chegando sua linda!!!

  139. André Paciornik Postado em 11/Oct/2013 às 23:46

    Minha opinião: (garantida pelo direito a liberdade de expressão que me é dado na Constituição Brasileira ) Querida Mariana Gomes.Você diz ser mestranda em Cultura e territorialidades (sou ignorante quanto ao termo territorialidades), então minha primeira dúvida é: qual é sua formação acadêmica? Minha Segunda questão é a respeito do seu entendimento do que seja Cultura. Você sabe o que é cultura? (sim, eu sei que esta é sua área de mestrado e mesmo assim mantenho a pergunta) Por que sua "carta resposta" leva-me a pensar que você é mais uma dentre milhares de pessoas que pensa a cultura como algo restrito ao espetáculo e entretenimento, sem se atentar as consequências sociais, psicológicas e outras relacionadas diretamente a cultura. Confesso que por outro lado seu texto, levou-me a questionar a mim mesmo sobre a cultura de um modo ainda mais amplo, e gostaria de dividir com você o que descobri: Cultura ( palavra de origem latina que significa: cultivo,cultura,agricultura, culto, veneração ; cultura intelectual - Dicionário escolar Latino - Português; Pe.H. Koehler,S.J. ; LIVRARIA DO GLOBO; PORTO ALEGRE,1936). De todos os vocábulos que derivam do radical Cultura, os que mais se aplicam a esta questão são: Culto; veneração e cultura intelectual, pois todos se referem a comportamentos que se baseiam em eventos internos e externos (Termos cunhador por Skiner - Psicologia Comportamental), tanto comportamentos cognitivos como físicos, ou seja, se referem aquilo que as pessoas passam a pensar e a fazer em função de um determinado estimulo, neste caso cultural (de ordem social) que se chama FUNK e que além de ser um tipo de dança baseada em posições sexuais é também um estilo de vida cultuado por diversas pessoas de diversas idades. Isto é o FUNK em relação a cultura, logo é errado dizer "o FUNK é cultura" o correto seria dizer: "o FUNK é um fenômeno de uma microcultura, disseminado na macrocultura.". Dizer que FUNK é cultura seria reduzir o conceito de CULTURA a simples entretenimento e desloca-lo de seu contexto psico social. Isto posto, entre outras consequências psicossociais, o FUNK constrói a noção de que a promiscuidade é um comportamento digno de aplausos, sem consequências e que deve ser incentivado. Esta mensagem é distribuída indiscriminadamente para crianças de todas as idades e certamente as afeta de alguma maneira em seu desenvolvimento psico-social, logo a meu ver o FUNK é nocivo. Você é adulta e faz o que quiser de sua pussy (parafraseando o nome do seu projeto "my pussy é o poder" - de mau gosto diga-se de passagem, mas isso é questão de opinião.), Mas dai a afirmar (com base não sei em que ) que o FUNK é uma pérola cultural brasileira, é no mínimo risível.

  140. Josy Postado em 15/Oct/2013 às 10:57

    Com tantos temas a serem abordados, a pessoa vai aborda logo o funk como parte da cultura brasileira, me poupe né!

  141. Renato Postado em 16/Oct/2013 às 12:58

    A resposta da mestranda não foi do nível que se espera de um, foi texto muito informal e desleixado, não mostrou nada além do que uma resposta focada no argumento ad autoridade... é isso mesmo, está muito falacioso. Seria uma boa oportunidade para colocar a tal da "Rachel Sabe tudo" no chinelo, mas não foi isso q aconteceu. Não sei aonde a mestranda quis chegar convidando pra fazer quadradin de oito ou dizer q Valeska é diva etc... não vi imparcialidade, vi apenas uma resposta de alguém que adora e se amarra no funk. E não pense que passar por uma banca de mestrado é lá essas grandes coisas, já vi gente passar em uma por pena, com uma dissertação q não seria nem se quer aproveitada como monografia. Não estou a favor da Jornalista, mas tbm esperava mais de alguém q se denomina mestre.

  142. Chavéu Postado em 29/Oct/2013 às 11:02

    Rachel é uma ignorantezinha super valorizada, mas essa Mariana não fica atrás. "Ai, rebolei muito pra chegar até aqui e li 4 livros para o mestrado" HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, sério. Infeliz do país que se acha grande, indo para um BURACO tão fundo da forma que estamos. Funk é cultura, movimento, etc e tal? Pode até ser, mas NUNCA pra mim, desculpem, moças. A maniazinha maniqueista do brasileiro e se OBRIGAR a dividir as coisas entre Bem e Mal, vai tornar essa discussão INÚTIL e INTERMINÁVEL. Pra mim, Rachel e Mariana são APENAS os dois lados da mesma moeda da PASPALHICE CULTURAL que assola o país. E se são apenas essas "duas opções" que tenho, sinceramente, prefiro me "alienar completamente" e me abster. Simples

  143. EdsonMG Anthony Postado em 29/Oct/2013 às 12:40

    Nem acabei de ler esta bosta. Tenho coisa mais interessante e importante para me preocupar.

  144. Mikaela Postado em 08/Nov/2013 às 01:04

    Como diria nossa hermana Mafalda: O planeta só é bonito enquanto maquete, porque o de verdade é um desastre! Nada contra os que consideram cultura. O funk influencia sim a sociedade brasileira(não somente a sociedade brasileira, também está sendo exportado), de boas e más maneiras, está aberto a todas as idades, prolifera rapidamente. Não que eu seja funkeira, pagodeira, "regueira" ou tenha qualquer um desses rótulos, mas eu consigo enxergar o que ocorre no meu dia a dia e como as pessoas a minha volta reagem a isso.

  145. Marcia Postado em 04/Jan/2014 às 02:40

    superestima mata. Eu acho que ambas, sentindo-se superestimadas em seus "intelectos", acabaram provando que radicalismo continua sendo o câncer do mundo. Tanto Raquel quanto a mestranda aí, estão deixando bem claro o individualismo, a tendência, a superestima e nos matando de vergonha. Afffff....

    • Ferraz Postado em 20/Mar/2014 às 12:38

      Perfeito comentário, todo excesso é burro.

  146. zelito viana Postado em 31/Jan/2014 às 10:14

    Quem conhece o meio acadêmico sabe que fazer um mestrado ou doutorado infelizmente não é garantia de preparo, conhecimento ou mesmo cultura e sim resultado de se conhecer as pessoas certas e se ter disponibilidade de tempo. As provas de proficiência aplicadas não avaliam nada, muitas vezes são realizadas a distancia ou sem supervisão e em 90% dos casos os mestrandos ou doutorandos são pessoas próximas aos seus orientadores e membros das bancas, o que explica o fato de que quase nunca a nota final fica abaixo de 90.00. Outro fato não citado é que a grande maioria desses mestrandos e doutorandos são alunos profissionais, gente que consegue passar 15 ou 20 anos vivendo exclusivamente de bolsas de iniciação científica, de mestrado, doutorado, pós doutorado e quando já não existe mais nada no universo acadêmico....eles se encaixam em algum projeto bancado pelo governo e continuam suas vidas como pesquisadores convidados. Não sei o mérito dessa mestranda... mas o simples fato de ser uma acadêmica, infelizmente não significa nada.

  147. Raimundo Nascimento Postado em 03/Feb/2014 às 22:54

    eu gostei da resposta que ela deu, principalmente desse trecho: "Em primeiro lugar, Rachel, logo na apresentação da matéria, um pequeno erro demonstra seu “vasto” conhecimento sobre a área acadêmica: no mestrado não se faz tese, e sim, dissertação. A tese só chega com o doutorado." como é que isso aconteceu, que mancada, da Rachel Sheherazade, como é que uma jornalista, ancora de um telejornal, deu essa escorregada? que lastima!! se eu fosse a Mariana, só esse texto já era o suficiente

  148. Victo Postado em 04/Feb/2014 às 10:01

    Não sei de quem se trata: Valesca Poposuda. Pelo nome já decido que não gosto, com certeza deve ser do funk. Mas, ainda assim, acho que se tá na mídia é porque tem força, inclusive da tevê do Sílvio Santos e seus programas de domingo populachos, onde certamente essa mulher deve comparecer com frequência. Se a jornalista resolve atacá-la, devem estar de comum acordo vítima e atacante, em nome da notícia que põe os esquecidos de volta à parada ou os que são conhecidos de poucos falados por quem nunca ouviu falar deles. O SBT está atirando no pé mantendo esse quadro da Rachel Sherarazade e, conforme soube agora neste saite, contratando o inútil Danilo Gentili. Esse tipo de audiência forçada não vence a Globo e ultimamente até a Record tá me motivando a voltar a ver televisão. Só não vou fazer isso porque sei que os rabos que as emissoras têm preso com a indústria que anunciam e mantêm seus programas me farão arrepender.

  149. João Gilberto Postado em 04/Feb/2014 às 12:26

    O que o funk tem a oferecer já está comprovado. Comprovadíssimo. A intelectualoide aí tem razão. Estão comprovados a falta de educação, a pobreza musical que envergonha qualquer um que entenda um pouco de música, o retrato de uma cultura emburrecida e MUITO longe de valores morais aceitáveis da grandíssima maioria desse universo aí, do consumismo estúpido e inútil em detrimento da valorização do conhecimento (que você, autora dessa "dissertação", cobra da jornalista enxerida), da desvalorização da imagem feminina, que as verdadeiras feministas sempre prezaram por defender na busca de seu papel na sociedade... o funk é a síntese da degradação, mais do que qualquer gênero musical, se é que funk é um. Não li o seu trabalho e nem quero saber. Talvez ele tenha realmente o mérito de enfocar o fenômeno social transformado por essa "cultura", que é real. Mas, por enquanto, fique na sua aí, menina, que tem mais milhões de pessoas que detestam tudo isso aí que você "se amarra" e defende e eu espero - embora sem esperança - que esse LIXO chamado funk desapareça.

  150. Funk mesmo é James Brown Postado em 05/Feb/2014 às 00:17

    Não li, nem quero ler esse trabalho... "My pussy é o poder"? Alguém precisa de tradução? Se ainda não sabem, aqui vai... "Minha vagina é o poder". WTF... Ela pode até ter algum conhecimento em cultura, mas musicalmente falando - e eu entendo de música - o funk carioca nem pode ser chamado de música. Uma pena essa cagada está tão impregnada no Brasil (que também é um país cagado). A nota dela foi boa, porque tá todo mundo tão cheio de merda, que já acostumou com o fedor. Ela pode nem saber, mas devia: Música de preto mesmo é o funk realmente, mas o cantado por James Brown, por exemplo!! **Cara, cheguei me arrepiar só de lembrar dessa lenda!!**

  151. José Postado em 15/Feb/2014 às 22:12

    Acredito que o projeto não foi bem definido. Afinal de contas é sobre uma figura do funk ou sobre o feminismo? cri cri cri

  152. Vic Sage Postado em 18/Feb/2014 às 19:40

    Instruções para se fazer um funk de sucesso: 1 - Folhei o Kama Sutra ou veja um filme pornô qualquer. 2 - Escolha uma página/cena e coreografe ela 3 - Escolha uma vogal ou uma sílaba que ainda não esteja sendo usada por nenhum funk ou sertanejo universitário. 4 - Coloque essa vogal/sílaba escolhida na hora da coreografia. 5 - Rebole um pouco, ande pra lá e pra cá enrole falando alguma putaria e então execute a coreografia no ritmo da sílaba/vogal escolhida. Parabéns! Você está no caminho de ser um funkeiro de sucesso! Não esqueça de se vestir como uma prostituta = )

  153. Jeff Schenkel Postado em 19/Feb/2014 às 03:38

    Rachel Sheherazade é a melhor coisa que apareceu na tv brasileira nos últimos anos!!!Defende a moralidade, os bons costumes e o cidadão de bem...me da medo quando alguém que "deveria" ter um certo grau de discernimento, defendo algo tão abominável quanto o Funk de Valeska Popozuda como movimento cultural...não gosto de funk, mas já ouvi, e sei que existem vários compositores deste estilo qua não fazem apologia ao sexo, ou as drogas...mas esta tal "Popuzada" em nada contribui, não sabe cantar, e suas letras são extremamente se,m cunho moral e de rimas paupérrimas...me enoja saber que alguém assim possa ser comparada a Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Chico Buarque de Holanda e Andre Matos...realmente lamentável...

  154. Tiago Postado em 20/Feb/2014 às 15:43

    Sou Engenheiro Eletricista e Pós Graduando, convivo no meio acadêmico e posso dizer que o que ocorre lá (dentro das universidades) não é o que o pessoal de fora imagina. Estou cansado de ver um bando de mauricinho drogados (bando de maconheiros e cheiradores de pó) no interior do campus (não estou criticando a área de humanas, mas a grande maioria é de lá), muitos deles ficam escutando este lixo de funk (digo e repito LIXO) as letras são ridículas e grande parte só fala putaria. Se isso é considerado cultural no nosso país, só posso afirmar que tenho vergonha de ser brasileiro. No meu curso de engenharia não conseguiram formar nem 1/3 dos alunos (desistiram do curso por ser muito pesado), mas tem alguns cursos que não é de se estranhar que saiam absurdos como esse, lembro que durante toda minha formação sempre via vários alunos de outros cursos matando aula, organizando festa, fumando maconha no banheiro e sempre me perguntava, como esse pessoal conseguiu chegar até o final do curso?? Como eles conseguem formar??? O único lugar que não via eles era na biblioteca... Nao li o texto da aluna mas pela resposta que ela deu já passei a concordar com a jornalista. Em tempo, antes que me critiquem afirmo que nao estou criticando os cursos principalmente da área de humanas, essa é uma constatação que fiz nos mais de 7 anos que convivo no meio acadêmico (graduação e Pós graduação) todos os cursos são importantes, só acredito que deve haver mais rigor em determinados cursos.

  155. Elias Postado em 25/Feb/2014 às 23:25

    A mestranda Mariana Gomes? Grande merda, minha classe de filosofia paradoxalmente estava cheia de gente defensora de funk, a maioria por sinal não freqüentava os bailes com medo de ser assaltada e por ai vai, defendiam pelos mesmos motivos do texto, esquerdinhas resumindo. Vou resumir, funk é musica sim, se vc criar pessoas no mato irão criar sons musicais também, o ser humanos é musical, o funk carioca representa a sociedade brasileira, a falência de todas as estâncias humanas, digo do funk real tocado nos bailes longe da mídia e não desses "modernos" para alegrar a classe média, A mulher francesa é uma francesa a mulher brasileira é uma puta lá fora, porque sera? Porque os estrangeiros são machistas kkkkk. E de fato existe uma luta inversa da esquerda em defesa do funk e todo lixo existente, é dever de qualquer cidadão brasileiro patriota que ame este país é resistir contra isso, por isso a importância de políticos que invistam pesado na educação, somente a educação ira livrar os filhos ou melhor netos da realidade atual, se depender dos esquerdinhas o Brasil está condenado a realidade atual.

  156. Felipe Pantoja Postado em 12/Mar/2014 às 21:48

    Concordo com a Mariana (Popozuda) Gomes quando diz que funk é cultura. Isso é fato. Posso estar sendo preconceituoso, mas vejo problema em colocar funk no mesmo nível que alguns outros estilos musicais. Funk tem maior adesão popular pois é de fácil assimilação (letras com conteúdo raso e batida envolvente), além do apelo sexual, que reflete bem as prioridades da nossa sociedade (não estou dizendo que isso é um problema, cabe outra discussão). Tenho a impressão que músicas mais, digamos, eruditas, agradam um público mais discreto, talvez por estarem mais distantes do público em geral, ou porque não causam a euforia imediata que um "batidão" causa. Bom, essa é apenas minha opinião. No geral, concordo com quase tudo que Mariana colocou, e como ela, odeio o conservadorismo barato dessa repórter do SBT, que só fala merda. O funk não é o problema. Ele apenas reflete a realidade do nosso país.

  157. Murilo Postado em 13/Mar/2014 às 12:06

    "Eu sou pobre e burro" e deveria achar funk o maximo, mas nao consigo.E demais para os meus ouvidos. As pessoas falam que os intelectualoides tem preconceito com funk, porque e um genero musical de origem pobre, que surgiu nos morros cariocas, mas preconceito e achar que o pobre nao pode ouvir genero musical melhor que o funk.Entao quer dizer que o pobre nao pode ouvir blues, jazz,soul, reggae, bossa nova, mpb e musica classica? Eu acho que pode sim.Eu sou pobre, ou melhor estou pobre e curto todos esses generos musicais que eu citei acima. Tudo bem! Gosta de funk?pode ouvir.Mas so funk?Nao poderia ser ecletico e ouvir outros generos musicais.?

  158. Pedro Bahia Postado em 17/Mar/2014 às 02:49

    Obviamente o funk merece ser estudado no ambiente acadêmico. Ele faz parte do mundo em que vivemos, integra o universo de manifestações culturais. Não há o que se discutir em relação a isso. Certamente a ignorância sobre a pesquisa e todo o entendimento de estudos culturais e seus autores e abordagens pode levar alguém a julgar com preconceito um projeto de dissertação, o que serviria nesse caso para abrir outra questão que é o tipo de formação acadêmica que a jornalista do SBT tem. Porque ao se alienar de todo um repertório que seria esperado de um jornalista que passou por uma faculdade, argumentando com um discurso que poderia ter surgido em qualquer boteco, a jornalista torna qualquer argumentação muito rudimentar e simplória,e infelizmente, creio que a mestranda caiu nessa armadilha pelo que se vê em sua resposta.

  159. Jack Postado em 19/Mar/2014 às 10:45

    Disse sabiamente um diplomata: "O Brasil não é um país sério". Uma mestranda se orgulhar por ler 4 livros pro mestrado (só pra meu TCC tive que ler 6) e partir em defesa do funk, dizendo que "Valesca é diva" é de doer o cérebro. Dizer que esse país não é sério é pouco. Esse país é uma piada mesmo.

  160. Ferraz Postado em 19/Mar/2014 às 15:39

    Funk é uma porcaria, os caras gritam, não cantam. É cultura ? Infelizmente no sentido literal é, mulheres realmente são valorizadas com letras que dizem " senta e quica" por exemplo? Ou se esfregar em desconhecidos é liberação, feminismo? Para mim tem outro nome. Assim como achava ridículo ver criança dançando na boquinha da garrafa e todas outras atrocidades e lixos culturais e musicais desse país há vários anos. E a moça quer ser intelectual falando de Valesca, meu Deus... que gostem, que sejam fãs, cada um escolhe o que quer, mas querer fazer disso uma bandeira em prol de "pobres, negros, mulheres" tenham dó. Coitados de nós pobres, das mulheres e dos negros que não gostarem do som, serão taxados de intelectuais?? Faça-me um favor ao menos, quando escutar, abaixa o volume pelo menos....

  161. victor Postado em 20/Mar/2014 às 13:53

    Tudo é cultura, pois tudo se cultiva como conceitualização, não obstante é o pré-conceito(sim! é uma cultura e é conceito paradoxalmente)....mas o que fica estabelecido na sua moral é que cultura tem como sentido qualitativo e nisto o funk se afigura como néscio da qual é apenas uma "cultura" de gueto com alusão a promiscuidade e rimas tão pobres como o saneamento básico dá aonde provém essa "cultura"... esse feminismo baseasse contradição de que a mulher tem o poder de ser objeto consumo...diante de tandos direitos como o voto, não distinguir quadradinho de oito com a possibilidade de escolha politica chega ser chulo!!

  162. Daiane Postado em 22/Mar/2014 às 11:01

    A rachel esta totalmente certa e maios para mim o funk é uma porcaria que ja virou pornografia essa valesca é uma imoral que não esta de bem com a vida e fica ai querendo que todas as mulheres sejam desvalorizadas como ela poqur valor nela eu nao vejo! provavelmente ela é uma mal amada que não deve ter nenhum homem que queira algo serio com ela e fica ai pousando de boasuda com aquele monte de silicone em todo lugar, tambem o homem quer esse tipo de mulher só para comer e depois jogar fora por que não serve ela destroi o valor da mulher e faz com que as outras sejam mal vista para mim o funk devia ser proibido e anulado do mundo por que é uma pratica que fere o principio de desvalorização da mulher uma porcaria total

  163. David Postado em 23/Mar/2014 às 02:13

    Pois é...aqui temos o roto falando do rasgado. A "titulação" mestranda, não significa nada. Conheço inúmeras instituições tipo, UNIBOZO que oferecem programas de mestrado, conceito 3 da CAPES. Se a nota do seu projeto foi 8,5, melhor dar uma estudada. Leu quatro livros para a prova? Isso deve ser piada. Leia mais e deixe de ser mistificadora. Nem vou entrar na discussão do seu projeto (não é da minha conta) ou em embates sobre hierarquização da cultura. Mas a academia é elitista sim - você e sua arrogância intelectualóide são a prova cabal disso, e o que produz de desserviços à sociedade, não está no gibi. Quando não usam verbas das instituições de fomento à pesquisa. Milhões jogados no lixo. Centenas de bolsistas com perfil financeiro mentiroso para mamar na teta das FAPESPs e CNPQs da vida. "Mestranda" (SIC) Mariana, vá te catar. Sherazade, vá estudar. Brasil, acorda !!!

  164. Abigail Nunes Postado em 23/Mar/2014 às 09:27

    Essa Sherazade é ridícula, mas cá entre nós, esse CHORUME cultural que é "Valeska Popozuda de Silicone" e o funk em si, eu não quero ser obrigada a ouvir. Funk é LIXO, horrível, asqueroso. A propósito, FUNK é um estilo maravilhoso representado por James Brown e esse horror paupérrimo em qualidade (funk carioca) deveria ter outro nome. "Chorume" seria o nome perfeito.

  165. kaka Postado em 24/Mar/2014 às 19:19

    Mas isto configura o preconceito da "pseudo sociedade culta brasileira". Ou vc "se encaixa" nos moldes dela ou vc está fadado a ser marginalizado por não gostar, ouvur, conhecer a "tão influente cultura brasileira". Brasileiro é preconceituoso, mas até tocar o som e seu corpo, claro, involuntariamente começar a mexer, seja o som de qual natureza for. Brasileiro, Zé Povinho, "coxinha", vai babar ovo da música brasileira regional, essa sim, nossa genuína representante.

  166. Rafael Frazão Postado em 28/Mar/2014 às 06:42

    Fico revoltado com quem chama essa porcaria musical chamado funk de cultura e pior ainda de musica. estou 100% com a jornalista Rachel Sheherazade.

  167. Anti funk Postado em 30/Mar/2014 às 01:45

    Eu vou comentar uma vez só e não vou ficar rebatendo ninguém. O funk é um lixo sim e quanto mais a mídia dar corda para essa porcaria, mais vamos ter adolescentes semi analfabetos... Tenho uma filha que vive com a mãe e o padrasto. Quando ela tinha o seu face com mais de 5 mil "amigos" pelo fato de ser amiga de um muleke chamado Mc Gui e que até apareceu ba Record (o bispo já tá de olho no futuro dízimo dos MCs). Eu resolvi acompanhar as pastagens dela e dos seus amigos e fiquei estarrecido... De cada 10 amigos que eu olhava o perfil, os 10 escreviam errado. Inclusive minha filha que está no 3° colegial. Isso se dá ao fato do funk ostentação não exigir mais do que 2 neurônios para se cantar suas letras. Se já não bastasse o envolvimento com esse lixo musical, muitas de suas amigas e inclusive ela, tem namorados ladrões. Nem todo pai falaria isso, mas é bom que saibam como é esse mundo do funk e antes que falem que eu olhei alguns perfis apenas, eu digo que olhei muitos até sentir um nojo enorme. Gostaria também, que parassem com essa ladainha que a culpa do alto número de bandidos, é a falta de escolas. Se escola formasse o caráter de alg, a maioria dos políticos, ministros, juízes, dekegaw, não eram corruptos e se todo analfabeto fosse para o crime, meus pais e a grande maioria que mora no interior, principalmente do nordeste, eram todos ladrões. Caráter é uma coisa que se nasce com ou se morre sem. Escolas te ensinam a ler, escrever, pensar, etc... seus pais te ensinam o certo e o errado, mas o que vai definir o que você será no futuro, será o seu caráter.

  168. Alessa A. Postado em 02/Apr/2014 às 21:40

    Brasil, só podia ser mesmo, agora quem usa o corpo rebolando, quer se comparar a quem passou vários anos estudando, horas e horas de leitura, e prova,há! é que pra vocês é mais fácil rebolar do estudar, não faz mais que tua obrigação, vai estudar.E a música existe dois tipos: a boa e a ruim, e o funk é ruim, é fato!Chances de evoluir vcs tem, só não evoluem por que não querem.

  169. cidoca Postado em 04/Apr/2014 às 13:29

    Acho que se 'todos" nós, brasileiros, procurássemos primeiro entender a nossa cultura, e respeitar as diferenças, essas argumentações não teriam tantas repercussões. Vamos ficar mais atentos aos políticos que estão deitando e rolando no senado e na assembleia e a cultura de nosso país cada vez mais decadente. LEITURA, LEITURA, LEITURA... É ISSO AMIGOS QUE PRECISAMOS..........

  170. Katarina Vasconcelos Postado em 06/Apr/2014 às 19:32

    Chega de falso moralismo. O funk é lixo... mi, mi, mi. Abriu a boca pra defender "moral" e "bons costumes" já vi que não presta! A pessoa anda com a Bíblia debaixo do braço e se acha pura, liberta, salva, santa, serva de Deus... Esse tipo vai pro céu e eu pro inferno?!?! Me poupe. tsc... tsc...

  171. Górki Postado em 10/Apr/2014 às 02:06

    Nossa amiga Mariana Popozuda Gomes, que deve ser linda pra dedéu, se garantiu! Botô pra lascar com uma bibliografia que tá na crista das discussões. GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. YÚDICE, George. A conveniência da cultura: usos da cultura na era global. Belo Horizonte: EdUFMG, 2006. - Linha 1: Políticas, espacialidades e interações culturais: CALABRE, Lia (org). Políticas culturais: pesquisa e formação. São Paulo: Itaú Cultural ; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2012. SANTOS, Milton. A natureza do espaço. São Paulo: Edusp, 2006. - Linha 2: Mediações, saberes locais e práticas sociais: HALL, Stuart. Da diáspora: Identidades e Mediações Culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003. CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp, 1998. Sou jornalista e li desta lista o George Yúdice, o saudoso Stuart Hall (que deixou este plano recentemente), o professor Milton Santos e o grande mestre dos estudos culturais latino-americanos Néstor García Canclini. Deve ser demais pra cabeça desta COXINHA que não deve ter lido nem o Manual de Telejornalismo do Mestre Heródoto Barbeiro (grande livro, grande jornalista). Ela deve ter feito parte do segmento "jumento" dos estudantes de Jornalismo (do qual me excluo, pois só fui estagiar meses antes da monografia de graduação, como recomenda a própria FENAJ). Uma baba-ovo de patrão, carreirista que deveria ir a uma ou duas aulas inteiras por semestre (indo só responder a chamada, feito uma fantasma) e entrava na TV já no segundo semestre pra seguir as regras do que o Chefe de Redação do SBT de João Pessoa "obrigava" a ela fazer. Aposta quanto? Conheço algumas e alguns desta natureza, minha gente. São os jornalistas que mancham a imagem da categoria e não tem nenhum compromisso com seus semelhantes. Eu quero é a TV Pública e Estatal, com a participação popular nos conselhos de programação. Eu quero é a democracia plena, TV com cheiro de povo, internet no celular do flanelinha (enquanto ele ainda for obrigado a ser flanelinha) e não os paradoxos desta garota propaganda da H-Stern.

  172. Luh Shot Postado em 11/Apr/2014 às 16:18

    Na moral, nada contra o estilo musical nem nada, mas... Pra começar, um projeto que leva o nome de "My pussy é poder" ? Se um cara cria um projeto chamado "Meu pau é poder", ele é um escroto machista. Mas enfim, só vim dizer que esse tipo de abordagem nas músicas dela não contribuem em nada para o desenvolvimento cultural e intelectual de ninguém. Escutar esse tipo de músicas em um ambiente festivo, de curtição, dançar, pra quem gosta do estilo, tudo bem. Agora dizer que isso é um projeto social e cultural, filosofar encima disso, me poupe. Musicos pensadores eram aqueles que escreviam suas próprias letras, abordando problemas (ou não) sociais de forma séria, de coração e alma. O que temos hoje são grandes empresas trabalhando em projetos de "música" para obter rápido (e grande) retorno financeiro (em todos os estilos de música), empobrecendo a qualidade das letras, assim como as idelogias abordadas. E esses "músicos" na verdade são fantoches, obrigados a seguir a "regra de negócio", usando seu corpo pra vender esses produtos, e não sua qualidade musical (que é quase sempre péssima). Músico não precisa de playback, muito menos de uma equipe pra escrever suas letras. Quanto a luta contra o machismo, acho (diga-se opinião) que essa cantora não contribui em nada. Digo pois a única coisa que dá pra prestar atenção (ponto de vista masculino) é a bunda dela, e parece ser o que ela realmente quer, afinal está pagando um seguro milhonário por ela (prioridade incrível), e acho que o resultato será o mesmo para as que copiarem. Não estou dizendo que isso é um ponto negativo, seria hipocrisia, eu adoro a bunda dela, tanto que nem da pra prestar atenção nas letras, então pra quem procura por sexo e coisas do gênero, é um ótima referência (sério), mas pra falar de liberade e igualdade social, prefiro ler um artigo em um livro pois não há disputa de atenção.

  173. wilken Postado em 14/Apr/2014 às 13:14

    Funk aqui no Brasil é cultura vai tomar nas beiras agora saiu na prova a pensadora contemporânea ela pensa vai dar o rabo isso sim não crítico a busca pela identificação da cultura agora dizer q esse lixo é cultura, bom isso é praga!!

  174. Dani Marchese Postado em 29/Apr/2014 às 19:37

    Vergonha alheia. Como pesquisadora, deveria abordar o tema com imparcialidade, com o mesmo olhar aberto que cobra dos interlocutores. Cultura, no seu sentido mais amplo e baseada em autores clássicos como Adorno e Horkheimer, pode emanar do povo, mas também manipular o povo, porque é induzida para favorecer os interesses do Estado, do capitalismo. Também não quero crer que o feminismo se pauta em valores rasos e nivela por baixo mulheres e homens. O corpo é instrumento de trabalho e valorização tanto quanto o cérebro, concordo. Mas também é templo e morada, portanto, pessoalmente, não gosto que o invadam, conheçam e manipulem. Que concluam coisas sobre mim apenas pelo meu corpo. Porque é dualismo sim, pensar a mente como privilégio em relação ao corpo. Mas a recíproca também é verdadeira. E definitivamente, independentemente de Rachel e SBT, acho que a cara mestranda foi tão ou mais imparcial que a jornalista em questãoVergonha alheia. Como pesquisadora, deveria abordar o tema com imparcialidade, com o mesmo olhar aberto que cobra dos interlocutores. Cultura, no seu sentido mais amplo e baseada em autores clássicos como Adorno e Horkheimer, pode emanar do povo, mas também manipular o povo, porque é induzida para favorecer os interesses do Estado, do capitalismo. Também não quero crer que o feminismo se pauta em valores rasos e nivela por baixo mulheres e homens. O corpo é instrumento de trabalho e valorização tanto quanto o cérebro, concordo. Mas também é templo e morada, portanto, pessoalmente, não gosto que o invadam, conheçam e manipulem. Que concluam coisas sobre mim apenas pelo meu corpo. Porque é dualismo sim, pensar a mente como privilégio em relação ao corpo. Mas a recíproca também é verdadeira. E definitivamente, independentemente de Rachel e SBT, acho que a cara mestranda foi tão ou mais imparcial que a jornalista em questão.

  175. Thiago Postado em 30/Apr/2014 às 17:23

    Olá, vou expressar minha opinião. Rachel errou ao meu ver, somente no ponto de vista em comparação a lixo. Foi uma ofensa sim ao funk e seu universo. Outra coisa também é julgar que o assunto não tem muitos aspectos a serem discutidos, o que é relativo, de uma visão em que se trata de futilidade, isso seria real, em outras não. Isso é uma opinião pessoal relativa a ela, que ao meu ver tem de ser respeitada, podendo apenas concordar ou discordar como também é direito pessoal. Agora, a estudante ao meu ver, está muito mais equivocada em sua resposta aqui, muito mais do que a Rachel. Ela está ofendendo, agredindo a Rachel no âmbito pessoal e profissional, sem que esta, tenha em nenhum momento feito o mesmo. E também a questiona sobre questões hierárquicas, quando ao corrigi-la, deseja demonstrar superioridade, ou seja, subjugando e diminuindo o valor da pessoa dela pra que suas afirmações tomem força. Como a estudante sentiu-se ofendida, atacou diretamente a pessoa, a denegriu profissionalmente , o que na MINHA opinião, em qualquer discussão faz com que se perca a razão. Uma discussão que não é baseada em argumentos sólidos e sim em ofensas, não leva a razão a lugar algum. Sem mais.

  176. camila Postado em 01/May/2014 às 00:14

    Fazer o que né fia, nem todo academico tem cultura... agora, uma coisa eu discordo da Rachel, a Valesca é muito inteligente, usa o corpo sim, mas antes usou muito a cabeça... pq se fosse burra, não teria gente chamando-a de "diva" e "pensadora"... ela usa a cabeça para ganhar grana com a bunda estranha dela, e os nossos academicos adoram... é referencia para alguns muitos deles.

  177. Ricardo Postado em 06/May/2014 às 20:13

    E eu achando que só jornalecos como o "meia-hora" do Rio dessem voz a uma mulher como essa. Apoio e muito a linha editorial desse site mas, francamente, Valesca?

  178. Luis Postado em 07/May/2014 às 15:36

    Feminismo? Oi? Só não entendi onde o feminismo se aplica no: "se levantar a garrafa (comprada pelo "mozão") a minha buc*** pisca", ou no "Eu sei que você já é casado, mas me diz o que fazer porque quando a piro** tem dona é que vem a vontade de fud**".

  179. Simone Pacheco Postado em 09/May/2014 às 16:26

    Apenas um resposta apaixonada. Ela defende um ponto de vista mais como um gosto pessoal do que um estudo desvinculado de paixões. Precisaria conhecer o teor da dissertação para expressar uma opinião mais assertiva. No entanto, para mim o funk ainda é um lixo tanto em arranjo musical quanto em letra, além de fazer apologia a sexo, drogas, crime e cobiça. Para quem gosta, bom proveito.

  180. João Paulo Postado em 12/May/2014 às 08:39

    My pussy é o poder!!! Francamente, concordo com a Rachel Sheherazade! É Mariana Gomes, você pode ter Mestrado e tudo mais, mas não tem berço minha filha! Educação nada tem a ver com classe social!!! O Funk está lá, tem muito funk que não mistura pornografia que, na minha opinião, é cultura!!! Porém, tem muitos funks com letras ridículas que algumas mulheres da favela (as mais educadas) não dançam!!! Mariana Gomes, você já foi em algum baile funk??? Se foi, você foi com uma minisaia de 12 cm ou preferiu pagar a entrada???

  181. Lopes Postado em 16/May/2014 às 18:30

    Eu prefiro a música da Valesca com o Mr. Catra!

  182. Althusser Postado em 27/May/2014 às 19:03

    "Prelúdio a uma 'poposidade' filosófica" https://www.facebook.com/vitorbb/posts/10201804946753268?fref=nf Algumas reflexões frente à polêmica.

  183. Juliana Olivieira Postado em 04/Jun/2014 às 14:14

    Meu Deus! Quanta falto do que fazer... O funk é gosto... Não se pode dizer que é som de preto, pois sou negra e não perco um minuto do tempo ouvindo. Infelizmente, vivemos em uma sociedade machista, na qual os homens rotulam um mulher como "vagabunda" por se exibir ou apenas se divertir. Não sou uma pessoa conservadora, mas acho que a mulher é muito mais que peito e bunda. Sobre teses e dissertações, posso afirmar, agora, no último ano do meu Ph.D., que existem temas, digamos, mais relevantes à raça humana.

  184. Anderson Postado em 03/Jul/2014 às 16:45

    parabens rachel eu q nunca deixaria minha filha air pra um baile funk sendo dervida como um pedaço de carne de tercera para os caras passarem a mao e se aproveita de minha filha essas letras so desvalorizam o que as mulheres de vdd lutaram na vida pa conquistarem

  185. bruna Postado em 07/Jul/2014 às 12:07

    UoooooooooooooooooooUUUUU !! HAHA ameeei, e pago pra ver a rachel fazendo o quadradinho ! funk querendo ou não é parte da identidade cultural brasileira e merece respeito! funk é nosso, é brasileiro, é do povo e a maioria que fala que odeia desce ate o chão quando falam "novinha" ou "patrão" nas festas. orquestra é lindo da uma catarse enorme e tudo, mas é europeu e aceite: ninguém lá esta se importando com você ;)

  186. Riana Postado em 07/Jul/2014 às 13:34

    Excelente - Rachel Sheherazade - creio que você ainda foi delicada.

  187. Edivania Postado em 08/Jul/2014 às 14:58

    Funk é lixo...hoje e sempre! Não adianta escrever bonito, estudar novas regras, critérios(ou o que for) acadêmicos. FUNK É LIXO.

  188. Apolo Postado em 12/Jul/2014 às 14:41

    O funk é um manifestação cultural, e deve ser respeitada sim. O funk antigo tinha letras mais pensantes do que o atual, que tem letras ou bobocas ou sensuais. Com o tempo, a maioria das músicas funk passaram a ter uma conotação fortemente sensual (quase sexual), salvo boas exceções, mas são exceções.Todo tipo de arte ou esporte nos inspira a algum tipo de ação (ou reação) em nossas vidas. Quando nossas crianças vêem um documentário sobre o Ayrton Senna, elas se sentem influenciadas e inspiradas a aprimorar a qualidade da força de vontade, da disciplina, do patriotismo. Mas quando nossas crianças e pré-adolescentes escutam um funk de conotação sexual (a maioria), isso inspira os meninos e meninas a iniciarem a vida sexual de forma muito precoce e sem nenhuma prevenção. Aí quando vemos meninas de comunidade, com 12 anos carregando um filho na mão e outra na barriga, fica difícil não ligar esse fato ao ritual funk-sensual em se transformaram os bailes funk. Não podemos esquecer que o Tim Lopes morreu numa reportagem investigativa, sobre a exploração sexual de adolescentes em bailes funk de comunidades. Então, por toda essa conjuntura fica difícil simpatizar com o funk-sexual, no que ele pode agregar de valores sócio-cultural para uma vida mais responsável e digna da população mais carente em tudo.A arte influencia a vida, e a vida influencia a arte. Então a arte, pode até ser livre, mas tem que ser responsável. Os julgamentos que a sociedade faz sobre o funk ou sobre qualquer outro tipo de manifestação sócio-cultural, leva em conta os valores que essa manifestação pode agregar para uma sociedade melhor e mais justa, principalmente com mais dignidade para os mais necessitados. É preciso refletir se uma menina de 15 anos com 3, 4 filhos, que adora o funk-sexual, é hoje uma escrava de sua condição infeliz ou se é dona de um digno futuro.

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