Luis Soares
Colunista
Mulheres violadas 30/Apr/2013 às 10:21
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Estuprada por adolescente, jornalista é contra a redução da maioridade penal

Jornalista foi estuprada por um garoto menor de idade. Experiência tão traumática, entretanto, não a transformou em defensora da redução da maioridade penal

O principal argumento dos defensores da redução da maioridade penal pode ser sintetizado em uma frase: “Queria ver se fosse com você”.

Pois foi com a jornalista Luiza Pastor, 56, casada e mãe de uma menina. Com apenas 19 anos, Luiza, ainda estudante da USP, foi estuprada por um garoto menor de idade. Experiência tão traumática, entretanto, não a transformou em defensora da redução da maioridade penal.

Por Luiza Pastor

Eu fui estuprada por um menor de idade e sou contra a redução da maioridade penal.

Era o ano de 1976 e eu, estudante ainda, trabalhava como secretária de um pequeno escritório em um prédio cheio das medidas de segurança ainda novas para a época –crachás, catracas de acesso, registro de documentos na entrada e montes de seguranças fardados, espalhados pelo saguão.

A porta do escritório estava aberta, à espera de alguém que havia marcado de vir na hora do almoço. O menino entreabriu a porta, perguntou alguma coisa, aproveitou para espiar e confirmar que só estava eu no local, e daí a pouco retornou, revólver em punho, fechando a porta atrás de si.

“Tire a roupa”, foi tudo o que ele disse, apontando a arma. E eu, morta de medo, obedeci.

Era óbvio que ele era muito novo, subnutrido provavelmente, a arma tremia em suas mãos. A única coisa que eu conseguia pensar era que não devia reagir. Aguentei a humilhação e a violência do estupro, chorando de raiva e vergonha, mas finalmente tudo acabou e ainda estava viva.

Ele me mandou ficar dentro do banheiro e sumiu, depois de ter escondido minhas roupas e levado uma pulseira de ostensiva bijuteria, além dos trocados para o ônibus.

jornalista redução maioridade penal

Jornalista Luiza Pastor, estuprada nos anos 1970 por um menor de idade (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

A certa altura que considerei segura, me atrevi a sair. Um segurança do prédio, que havia visto a porta trancada com a chave do lado de fora e estranhou, veio perguntar se estava tudo bem. Não, não estava, explodi, gritei e, chorando, larguei tudo aberto e fui embora, em busca do colo de minha mãe.

Não, não fiz boletim de ocorrência, muito menos exame de corpo de delito. Eram tempos bicudos em que, estudante de jornalismo na USP, tinha mais medo da polícia que do bandido, por pior que ele fosse. Fiz os exames necessários no meu médico e me preparei para ir embora do Brasil para uma longa temporada.

JUSTIÇA x JUSTIÇAMENTO

Dias depois, chegou em casa uma intimação para que fosse identificar um suspeito, um certo P. S., detido a partir de denúncia feita pelos seguranças do prédio. Na delegacia, ao lado de meu pai, ouvi barbaridades sobre a ficha corrida do garoto.

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Egresso de várias detenções, tinha o estupro por atividade predileta, mas sempre se safara. Filho de mãe prostituta e pai desconhecido, havia sido criado pela avó, uma senhora evangélica que tentara salvar-lhe a alma à custa de muitas surras. Era óbvio que algo havia dado muito errado no processo.

Enquanto o delegado nos contava tudo aquilo, outro policial entrou na sala e mandou a pérola: “Ah, de novo esse moleque? Esse não adianta prender, que o juiz manda soltar, o melhor é a gente deixar ele escapar e mandar logo um tiro. Vocês não acham?”

Não, eu não achava. Eu tinha claro que a vítima, ali, era eu. Que, se tivesse tido ferramenta, oportunidade e sangue frio, eu teria gostado de poder matar o safado que me violentara –e dormiria tranquila o resto da vida. Mas tinha mais claro ainda que a vingança que meu sangue pedia não cabia à Justiça, muito menos àquele que pretendia descontar no criminoso sua própria impotência.

Recusei-me a depor; nada mais disse. Eles não precisavam de mim para condená-lo; já tinham acusações suficientes e não me deram maior importância. Ainda me chamaram de covarde, por me discordar de um justiçamento.

E insinuaram que, se eu tinha pena dele, era porque, vai ver, tinha até gostado. Não preciso dizer do alívio que senti ao embarcar, dois dias depois, para fora deste país.

Nunca soube que fim levou o criminoso, nem quero saber. Não me sinto mais nobre ou generosa pelo que fiz, mas apenas cidadã que raciocina sobre a vida real.

Toda vez que ouço alguém defender a redução da maioridade penal como solução para o crime de menores, me lembro daquele P. S., de sua história, e renovo minha crença no que, naquele momento terrível, me ajudou a superar o trauma.

Sem dar a todos, menores e maiores, uma oportunidade de educação e de recuperação, algo que exige investimento e vontade política, uma política de Estado consciente de suas responsabilidades, teremos criminosos cada vez mais cruéis, formados e pós-graduados nas cadeias e “febens” da vida.

Se os políticos quiserem fazer algo realmente eficaz para combater o crime na escalada absurda que vivemos, terão que enfrentar os pedidos de vingança dos ofendidos da vez e criar um sistema penitenciário que efetivamente recupere quem pode e deve ser recuperado. Sem isso, qualquer mudança nas leis será pura e simples vingança. E vingança não é Justiça.

PESQUISA

Pesquisa Datafolha divulgada em 17 de abril mostrou que 93% dos paulistanos concordam com a diminuição da maioridade penal, 6% são contra, e 1% não soube responder.

As propostas de redução da maioridade penal voltaram à tona depois do assassinato do estudante Victor Hugo Deppman, 19, no último dia 9, com um tiro na cabeça.

Ele foi morto por um jovem que se entregou um dias antes de fazer 18 anos.

Após a morte de Deppman, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) entregou projeto à Câmara que prevê internação de até oito anos para jovens infratores.

Hoje, esse período é de no máximo de três anos, ou até o jovem completar 20 anos e 11 meses, se for pego na véspera de completar 18 anos. Para o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a medida é inconstitucional.

FolhaPress

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Comentários

  1. Igor Postado em 30/Apr/2013 às 14:36

    Pois é, naquela época o menor era um estuprador ou marginalzinho qualquer, hoje é tudo isso e também chefe do tráfico de drogas, assassino de aluguel e por aí vai. Pobres coitados, são ''vítimas'' da sociedade, afinal passaram fome e agora, por falta de escolha, matam os outros, deve ser porque a fome era tanta que precisavam de carne humana.

  2. Ana Postado em 30/Apr/2013 às 15:12

    Que tipo de cidadã é essa que não denuncia o estuprador? Que permite que ele continue prejudicando futuras mulheres? Fica cômodo você ser uma cidadã que nada faz a respeito para prender o cara e depois vai embora do país! Porque afinal é melhor passar a mão na cabeça desses caras do que prende-los não é?

  3. Renata Postado em 30/Apr/2013 às 17:08

    Condenam as pessoas com violência por serem violentas. Desejam maldade pra quem faz maldade. E se julgam muito diferentes!

    • Pedro Postado em 11/Dec/2013 às 10:46

      Tirou as palavras da minha mente, Renata...

  4. Thiago Teixeira Postado em 30/Apr/2013 às 17:32

    Pra mim crime contra a mulher deve-se rasgar a constituição e fuzilar o elemento.

  5. Lolo Postado em 30/Apr/2013 às 18:13

    Se tivesse denunciado poderia ter evitado outros estupros... que outras mulheres sofressem o que vc sofreu, desculpa, mas nem todas as mulheres tem condições de "mudar de país" quando bem intendem... Bandido bom é bandido morto. Ademais, se a culpa é dos homens e mulheres que não criam bem seus filhos, vamos então legalizar o aborto e facilitar a adoção por homossexuais, não tolerar a violência desses bandidinhos assassinos.

  6. Findoll Postado em 30/Apr/2013 às 22:36

    essa mulher não deve ter sido estrupada .. um pavor, trauma desses não iria deixaria impune um ser capaz de tais atrocidades isso pode acabar com a vida de uma pessoa fazê-la ter um trauma pelo resto da vida... incapaz de superar.. acontece q pessoas que cometem isos, não acredito q tenham solução! merecem sim talvez q voltem a vida 'normal' fora da cadeia... mas então sem o membro(pênis) que o fez realizar a violência... Pois isso deve ser ensinado antes que tais coisas aconteçam... depois que acontecem, a pessoa não tem mais jeito... e a pessoa q sofreu então jamais esquecerá desta terrivel memória.. Absurdo é HOMENS concordando que um homem que comete isso várias vezes pode ter direitos depois de cometer essas coisas. Muito fácil né, ir lá, matar, estuprar, torturar e depois se redimir, pedir desculpas e achar que resolveu? Tem que pagar pelo que fez, pelo mal feito ao inocente que nada tinha a ver com a vida deste ser.

  7. Luciana Postado em 01/May/2013 às 02:09

    Eu sou literalmente a favor da redução da maior idade penal, independente da trajetória de vida do menor junto á família e a sociedade, estes casos não justificam a crueldade de muitos ao tirar a vida de pessoas por motivos supérfluos. E ao falar acerca do assunto quero ressaltar que também sou a favor de pena de morte para criminosos cruéis que matam as pessoas das piores formas e por diversão .

  8. Maria Postado em 01/May/2013 às 02:21

    Ano de 1976, em plena Ditadura Militar.. entendo o medo da vítima em convocar a polícia numa situação como essa. Porém, nada, nem época, nem circunstâncias, nem idade, vida humilde e privada de educação justifica que DELINQUENTES façam barbáries e saiam impunes dos casos. Realmente é um assunto polêmico a maioridade penal, mas eu concordo na redução sim. Porque se continuar nessa, eles vão continuar cometendo atrocidades pois sabem que serão protegidos pela lei. Essa lei, arcaica, cheia de brechas, infame e ridícula que temos atualmente. ¬¬ Posso ir até mais além... em casos de estupro, pedofilia, homicídio e latrocínio PENA DE MORTE! Extremo né, eu sei. Mas só assim, dessa maneira pra tentar mudar nosso quadro social, que está cada vez mais triste, decadente e insano.

  9. fabio Postado em 01/May/2013 às 03:47

    Interessante ponto de vista mas tem que ser observado algumas generalizações, nem todos que defendem a punição para menores que cometam crimes hediondos acham que puni-los irá solucionar a criminalidade só um imbecil pra achar isto, uma sociedade sem crimes é uma utopia, mas não podemos ficar inertes e deixar um menor que assassina pra ver o buraco da bala e ganhar nome na bandidagem sem punição, que não se misture esse menor com presidiários que crie-se um centro de reclusão que trate o ser humano com dignidade mas sem regalias e que ele pague por seus crime por assassinato que pegue quinze anos e não tenha sua ficha limpa depois de estuprar e matar para que se for reincidente pegue uma pena maior. Afinal um menor de 17 de 15 ou de 13 anos não tem mais direito de matar do que eu, se ele pode matar e sair impune porque eu tenho que pagar se cometer o mesmo crime ( com exceção de doentes mentais e viciados em drogas) também, a cadeia não é solução para os adultos e não será para adolescentes não sou leviano pra acreditar nisso, porem se ao viver em sociedade não houver punição para quem transgride a lei e comete crimes cruéis o que impede as pessoas de fazer o quiserem independente de quem irá prejudicar? de literalmente ligar o F...? A religião, com a promessa de punição depois da morte? pra alguns esse método de controle funciona pra outros não, independente de qual religião, e que fique bem claro isso, não é nenhuma critica a nenhuma religião pq alias tenho a minha e respeito quem tem outra ou quem não tem nenhuma. Sem leis que valorizem a vida humana e que punam quem não a valoriza não acredito que o ser humano seja capaz de viver em sociedade mesmo que sejam leis que não são escritas e são implícitas como em sociedades como as tribos indígenas como exemplo. Se não existirem leis e punições aos crimes você pode até respeitar o próximo mas quem garante que seu vizinho ira se comportar como você??? No inicio do texto também tive a sensação da tentativa de generalização e tentativa de pegar o exemplo da jornalista como se com a opinião dela invalidasse as outas opiniões de quem teve um ente querido estuprado ou queimado ou morto e acha que quem cometeu o crime jovem ou adulto deva ser punido, muito pelo contrário a opinião dela é uma entre muitas e não deve ser tida verdade assim como a minha também não deve, mas não é porque algumas pessoas que defendem a pena de morte ou a prisão de adolescentes com criminosos mais velhos, que todos pensam assim a maioria das pessoas não quer apenas a impunidade que se propõe por alguns, não todos, que se colocam no outro extremos das opiniões. Eu por exemplo se um dia tiver um ente querido ou familiar estuprada ou morto que Deus me livre, por alguém menor ou maior de idade e soubesse que o infeliz ou a infeliz fosse ficar impune com certeza faria justiça com as minhas próprias mãos porque se a lei não vale para aquela pessoa maior ou menor de idade, policial ou politico porque teria que valer para mim??? E digo mais mesmo sabendo que eu seria punido legalmente com prisão nunca deixaria que fizesse alguma crueldade a algum familiar meu sair impune.

  10. Evandro Postado em 01/May/2013 às 07:55

    Sou a favor da redução da maioridade penal e meu argumento principal está longe de ser "Queria ver se fosse com você".

  11. Victor Matos Postado em 01/May/2013 às 08:37

    Gostaria de entender o PORQUÊ teríamos "criminosos cada vez mais cruéis" com a redução da maioridade penal. Argumento passional e fraco o da senhora que escreveu este texto.

  12. Julio Postado em 01/May/2013 às 09:13

    bom essa mulher deve ser mulher de malandro e gostou então, não é possível, não quis nem fazer boletim de ocorrência? deve ter gostado.

  13. Elisangela Postado em 01/May/2013 às 09:27

    Renata .Seu testemunho é realmente excelente e me fez pensar sobre o tema de diversos ângulos. O principal medo da população acredito ser a violência crescente , por isso essa frase " queria ver se fosse com você?'. Esse post me levou não em pensar que não devemos pensar em redução de maioridade penal , mas que esse tema deve vir acompanhado de políticas socio -educativas eficientes e capazes de trazer todos de volta ao convívio em sociedade.

  14. Alessandra Postado em 01/May/2013 às 10:13

    Sou contra ! E quanto ao "queria ver se fosse você", também pode ser visto de outra forma ... com todo respeito a família do rapaz morto e igual respeito aos inúmeros pais Brasil a fora, me questiono ... e se o rapaz (que foi a vítima fatal) não tivesse morrido e fosse menor de idade e de repente violasse ou mesmo matasse outro individuo, será que esse "movimento social" seria o mesmo ? Também não acho que se trate de rico X pobre, educado X ignorante, alimentado X faminto, drogado X não drogado, acho apenas que não dá para voltar a Lei do Talião (olho por olho ...). Evoluímos em muito aspectos, passamos a gostar de soluções sem trabalho, rápidas, práticas, eficientes, mas ... educar (ou mesmo, tornar cidadão) dá trabalho, é lento e em uma sociedade cuja a corrupção é um prato cheio, o melhor mesmo é ter uma grande massa ignóbil, onde pensar, cobrar e fazer fica de fora.

  15. Carlos Postado em 01/May/2013 às 13:05

    Thiago, e porque um crime contra um homem, uma criança os qualquer outra pessoa é tão diferente de um crime contra a mulher sendo que este último deve-se até passar por cima da constituição? Não sou a favor da maioridada penal porque isto não resolverá nada, apenas mascarará a violência e deixará uma parcela da sociedade mais confortavel por achar que justiça está sendo feita. Porém isto não resolve a violência, só tapa o sol com uma peneira. Serve para dizer que algo está sendo feito, mas tudo continua na mesma. O jovem detento só ficará mais rancoroso com a sociedade e terá grandes chances de cometer delitos maiores futuramente e de entrar no crime organizado. Enquanto não houver algo que resolva de vez o crime, não adianta prender e soltar o criminoso. O criminoso está à margem da sociedade e precisa ser inserido nesta. Primeiro com uma boa educação de base. Como já dizia Pitágoras, eduquem-se as crianças e não será preciso castigar os homens. Enquanto esses jovens não verem alguma oportunidade na vida, recorrerão ao crime e logo tomarão gosto.

  16. Sarah Postado em 01/May/2013 às 13:55

    Sou a favor da redução da maioridade penal e acho que se for pra olhar pelo lado psicológico do indivíduo vai acabar que todo criminoso ficará impune. É bem raro que uma pessoa normal, com uma mente "saudável" cometa algum crime. Quem errou deve pagar por o que fez, impossivel definir quem é são mentalmente e quem não é, principalmente quando se define isso pela idade.

  17. Jéssica Postado em 01/May/2013 às 14:32

    Sinceramente, não consigo acreditar na visão dessa vítima e nem nos comentários feitos após a matéria. A única opção que consigo enxergar por esse tremendo absurdo espalhado é falta de informação e ingenuidade de tomar para si pesquisas totalmente desconexas de quesitos importantes como entendimento social, psicológico, penal e até mesmo cultural. Já está mais do que evidente! O nosso Código penal necessita ter a maioridade penal reduzida. Pena deve se ter das diversas vítimas póstumas e anteriores que não puderam ser ajudada pela jornalista acima. Falta de oportunidades??? Pelo contrario, meu povo, esse como vários outros menores têm muitas oportunidades as reincidências mostram confirmam... Novamente, pena??? Se quer sentir pena de alguém, escolha as famílias destruídas e sociedade que continua se rastejando pelo limo da impunidade.

  18. Thiago Teixeira Postado em 01/May/2013 às 15:07

    Combinado então Carlos. Viva a sua apologia ao estupro de mulheres, afinal, elas merecem não é? E bandido menor de idade deve apenas receber um sermãozinho da assitente social, ganhar uma cesta básica e ser liberado, tadinho. Muitos jovens como eu trabalharam na infância para ajudar em casa. Conheci garotos (as) no trampo que levavam mistura na marmita só de segunda-feira, e não viraram delinquêntes. Há muitos jovens que são pobres e que não optaram pelo estupro ou meter bala na cabeça dos outros. Somos todos otários então?

  19. j rafael Postado em 01/May/2013 às 16:11

    ola, tenho 30 anos não morri pois minha mãe chegou na hora que o marginal de farda disse que eu era vagabundo que usava drogas, os moleques do bairro eram e estão mortos, eu minha mãe e meus irmãos fomos ao bairro do lado, o grupo de policia de la só matava os bandidos que davam mais problemas , caso contrario ficava no oficio ou entrava pra corporação, Pirituba vê quanto policia moram la! estudei com alguns, invadem casas, batem na cara; coisa que minha mãe fez e hoje eu entendo porque mais ate hoje não entendo porque fui tao mal tratado por policiais, estudei e vejo os pequenos aqui no parana, entregue as baratas os direitos sendo negado e o futuro, você tem medo de ele meter bala na cara de alguém , eu não fiz pois sei que minha mãe me ama, e o tanto que ela sofreu pra eu estuda,r mais o moleque faz o que ensinam ninguém tem dó tem algo desigual, bandido maior também mata, e policia receber pra matar, ele mata pra não morre ou pra ficar vivo por mais tempo olha o tanto de grupo de extermínio de farda e armas do governo ,e que pessoas que morrem agora sempre apoiam que eles entrassem nas favelas e matassem, prendam que mata gente rica, e criem leis pra pobres não materem, já tomaram nossas armas e porquê crianças e adolescente tem acesso ? indigne-se a corda e deixem que se enforque na palestina crianças são presas e mesmo assim senta a pedra.

  20. Lourisvaldo Cardoso da silva Postado em 01/May/2013 às 16:15

    Reduzir á Maioridade penal, vai ser para mídia. é porisso que está berração colocando o jovam como Culpado pelo avioléncia.quem está Berrando para Baixar á maioridade penal.?é a mídia porque vai beneficiar sua industria da pornografia e a da Exploraçõa sexual.Chamada de progamação filme cinema.á Exploração das propaganda de droga Lista como Cervaja que hoje mata mais de que uma Guerra,e eles Lucra com miséria Humana.

  21. Mariana Postado em 01/May/2013 às 19:53

    Sou a favor da diminuição da maioridade penal. Muitos adolescentes que cometem crimes, o fazem com uma ideia de que nada irá acontecer a eles, ja que sao menores e por lei nao serão punidos. E é o que acontece no Brasil, sendo que as penalidades para menores infratores se resumem a internações de no máximo 3 anos. É claro que o certo é confrontar os diversos fatores que desencadeiam a violencia praticada por menores, o que ja deveria ser feito a muito tempo. Obviamente algo está errado, seja por falta de investimentos ou pouca vontade política, pois a cada ano o índice de crimes praticados por menores aumenta significativamente, bem como a quantidade de adolescentes envolvidos no crime.

  22. alberto cruz Postado em 01/May/2013 às 21:27

    Eu diria que esse fato resultou quase em uma "síndrome de estocolmo"!

  23. Patricia Jacques Fernandes Postado em 01/May/2013 às 23:26

    Anos 1970, em plena Ditadura, estudante de jornalismo na USP estuprada por um "menor". Justo o medo da polícia, era um período sinistro especialmente para estudantes de jornalismo e universitários em geral. Só não consigo entender a vitimização do estuprador. Será que a pobreza justifica o cometimento de crimes? Será que os que não conheceram o pai e/ou a mãe, foram criados pelos avós, viveram com muitas dificuldades materiais, são filhos de prostitutas, subnutridos, estão liberados para cometer estupros ou homicídios? Precisamos pensar no que estamos escrevendo e falando. Estamos naturalizando o que não pode ser naturalizado. A pobreza e as desigualdades sociais não justificam o cometimento de crimes brutais como os que temos presenciado. Já não basta mais roubar, é necessário destruir a alma da vítima. A cultura, os hábitos e as desigualdades são construções sociais e históricas. Isso afirma que nada deve ser naturalizado. Nem o estupro, ainda que seja cometido por alguém pobre. Estupro, homicídio, tortura... tudo isso é crime hediondo, de lesa-humanidade. Não pode ser justificado pela condição social nem pela cultura. A redução da maioridade penal é necessária, mas isoladamente não servirá de nada. É preciso sim rever o ECA. Os adolescentes e jovens têm noção do que fazem. A tese da imaturidade é falaciosa e discriminatória. Uma pessoa de 16 anos pode eleger políticos que decidirão os destinos do país. Por que não podem responder pelos seus atos? Ou será que votar não é um ato de responsabilidade? O debate é mais que necessário, as mudanças também, sem radicalismos. Faz-se necessário descontruir certos conceitos impregnados de ranço da época da Ditadura. Precisamos aprender que punição não é palavrão, não é vingança. Precisamos entender que quem comete crimes hediondos deve reparar a sociedade, pois quem sofre o dano é toda a sociedade.

  24. Bruna Postado em 02/May/2013 às 14:59

    Quanta gente ignorante. Acabam de ler uma matéria que demonstra o outro lado da moeda. Que só traz a tona o fato de que a redução da maioridade em nada diminuirá a violência e tecem comentários tão obtusos! Mente pequena, sociedade de merda. Vamos mesmo prender todos, todos Esqueçamos e mais, livremos o Estado de cumprir suas obrigações sociais. Cadeia é a solução, não direitos sociais, moradia, alimentação, educação... que gente vazia de consciência.

  25. Pedro Postado em 03/May/2013 às 11:51

    Acha com violência que retornaremos com mais violência. Façam o que quiserem e aguentem as consequências. Diminui a maioridade penal? Ótimo recrutamos menores de 12 anos se for necessário. Tem uma lei para quem comete crime contra vida? Ótimo iremos educar nossos meninos a morrer por uma causa. Porque enquanto vocês discutem, a gente mata e isso não vai mudar. Está ouvindo sociedade, NÃO VAI MUDAR, porque vocês que se dizem letrados , permitem que as pessoas nos matem. Estamos reagindo e aprendendo. As nossas baixas são pequenas perto de vocês não temos nada a perder, porque não temos nada. Só vocês tem e vamos tirar tudo o que vocês tiverem. Somos tão ou mais inteligentes que vocês. Vão instituir pena de morte, não tem problema, vocês matam um, nós mataremos vários. Sabe o terrorismo que vocês escutam na televisão, ele já está aqui. Estamos sempre um passo a frente. Porque fazemos o que vocês não fazem, EDUCAMOS. Educamos nossas crianças e jovens da periferia para não temer a morte, nem o crime. E se vocês acham que a elite esta salva... ledo engano. Educamos os elitistas para usar drogas, ficar dependentes e controlarmos eles também . Estamos em todos os lugares, porque estamos dentro de vocês. Faremos uma guerra para vocês se matarem e nós continuaremos aqui. Porque vocês não nos enxergam e portanto não sabem quem somos.

  26. j rafael Postado em 04/May/2013 às 17:49

    Dependendo da construção social; dó, pena, piedade, perdão, certo ou errado, nao fara a minima diferença para as açoes , quando o objetivo for retira do outro o fruto do trabalho , se temos uma sociedade que nao me trata com igual direito, que nao cumpre os direitos, e agora quer que menores tenha o dever de ser cidadão, mas oferece um vida digna ?

  27. Di Nascimento Postado em 05/May/2013 às 04:19

    RESPOSTA PARA ANA E OS DEMAIS QUE PENSAM COMO ELA: ESTEJA NA PELE DE UMA MULHER COMO ELA E VC SABERA QUE ATITUDE TOMAR, NAO JULGUE, NA FOI VC!!!

  28. Fernanda Postado em 09/May/2013 às 15:15

    Que falta de respeito e sensibilidade desses que falam que uma pessoa que foi ESTUPRADA "deve ter gostado" só porque ela não acha que é o umbigo do mundo e raciocina COLETIVAMENTE, por mais difícil que seja se livrar desse individualismo mesquinho dessa classe média, que não para pra avaliar nem por um momento até que ponto a violência urbana também não é culpa dela, que obedece e consequentemente impõe valores sempre baseado em consumismo, possibilidade esta que é vedada às populações carentes por motivos óbvios, que explora essas pessoas para o seu próprio lucro e nem imagina que haverá uma revolta. Vocês são burros além de chucros insensíveis?

  29. Ana K Postado em 13/May/2013 às 15:06

    Independente da idade, uma pessoa que comete crimes hediondos deve ser julgada. O fato dessa jornalista não ter denunciado quem a estuprou foi inconsequente. Enquanto ela passava uma temporada fora do país, o garoto poderia estar cometendo outros crimes, quem sabe estuprando outras mulheres. Por outro lado, a justiça brasileira ainda é muito falha. Mesmo com a denúncia o bandido provavelmente ficaria alguns anos recluso, em alguma instituição que não traria nada de bom á seu caráter, sendo solto com 18 ou 21 anos e continuando a praticar crimes. Ou seja, a questão certa não é se deve-se ou não reduzir a maioridade penal e sim, o que fazer para que ocorram julgamento justos e como acabar com a impunidade.

  30. kelly Postado em 13/May/2013 às 19:10

    a partir do momento que um menor tem capacidade para cometer um crime desse tipo ele tem que ser punido, independente de seu histórico, para n fazer nonas vítimas no futuro.Sou a favor da redução da maioridade penal pois acredito que pelo menos deterá mais jovens e mudará nosso país para melhor

  31. Joane Farias Nogueira Postado em 05/Jun/2013 às 23:05

    Desculpe, querida, sinto muito mesmo, mas fale por você. Vc não foi a única estuprada por menores, mas com certeza é uma das poucas que consegue ver desse jeito. Eu concordo com quase tudo da agenda,essa é uma das coisas. Esses garotos sabem bem o que fazem.

  32. Joane Farias Nogueira Postado em 05/Jun/2013 às 23:13

    Alberto Cruz tirou as palavras da minha boca. Ela tem afeição por seu algoz. Mas, eu não tenho afeição por estuprador. Ele vai repetir isso querendo ou não.

  33. Barbara Postado em 10/Jun/2013 às 18:10

    Vamos prender toda a sociedade brasileira então! Porque com a maioridade penal somente iremos aumentar o número de presos exponencialmente e continuaremos morrendo de medo de bandido e policia. Continuaremos pagando mais R$2.000 para manter presos na cadeia. Sim, a maioridade penal é solução pra tudo. Que investimento é esse. Vamos para e pensar um pouco mais gente a solução não é maioridade penal, mas sim educação e projeto de recuperação para estes adolescentes. Se não estaremos somente aumentando o problema...

  34. Paulo Abreu Postado em 12/Jun/2013 às 04:02

    Ela tem afeição por seu algoz? Ela quis ser estuprada? O que está acontecendo com a educação dessas pessoas, que ainda tem traços fortes de ditadura e do mais cruel machismo? Interessante notar quantos comentários são absurdamente desrespeitosos com o depoimento de uma mulher que, embora violentada, ainda é altruísta. E altruísmo NÃO é Síndrome de Estocolmo. Gente, o fato de ela ser violentada não significa que ela tenha passe livre para eliminar alguém que só pôde receber o afeto da sarjeta e já andava, a essa altura, como que acompanhado por uma arma apontada pra si! Ela também sabe que diminuir a idade da maioridade penal é algo pequeno dentre a lista imensa de mudanças necessárias, embora pareça uma solução mágica para boa parte das pessoas, que não têm qualquer visão mais ampla e refletida e conhecimento das variáveis do problema. São pessoas que falam apenas em deter, prender, punir, agredir, longe de lhes passar pelo pensamento que nem todos os criminosos são psicopatas, e assim podem receber tratamento psiquiátrico/psicológico adequado junto com a punição, a fim de que um dia sejam reinseridos na sociedade; enfim, são pessoas que nivelam por baixo, que querem se livrar dos excluídos sociais como se fossem objetos, que tomam por verdade apenas o que viveram ou viram de perto, que adotam o extremo de condenar a estuprada ou de dizer que todo jovem jogado na rua sem cuidados ou educação pode facilmente fazer as mais decentes escolhas, que não se incomodam em não saber o que é ciência e como se lida corretamente com criminosos para que a chance de cometerem outros crimes diminua, e, pra tornar todo o quadro mais terrível e desesperançoso, essas pessoas se contentam com qualquer bobagem sem lógica que seja muito repetida popularmente e que lhes legitime a miséria de espírito que as torna, enfim, muito parecidas com aqueles que detestam, mas fazendo questão de passar adiante a péssima lição de que são muito melhores que o resto.

  35. guara Postado em 24/Jul/2013 às 19:35

    Muita gente aqui não sabe ler, alguns comentaram que o menor foi liberado isso esta errado, outros ignoraram que o sim da mulher levaria a execução do menor. Devemos ter frieza ao determinar nossas leis, e não se valer de um momento de revolta ou das exceções. Existem estupros e assassinatos? é claro que sim, mas são uma minoria a redução da maioridade penal atinge outros crimes, teremos mais gente na cadeia por mais tempo, além disso a feben é muito superior na recuperação dos jovens em relação as prisões dos adultos. Ou seja mais gente ficando na cadeia por mais tempo e mais gente voltando a cadeia e ficando mais tempo novamente, logo teremos mais crimes cometidos e maior gasto com segurança. Esta ideia de reduzir a maioridade penal é péssima. Um menor que comete vários assassinatos pode ser considerado perigoso demais para ser liberado isso já foi feito aqui e em outros países, sem que exista a necessidade de reduzir a maioridade penal.

  36. lourdes Postado em 13/Aug/2013 às 21:00

    Prender,matar criminosos, sejam eles adultos ou jovens não vai adiantar muita coisa se na cadeia eles tiverem contato com gente pior , muito menos se eles sofrerem lá dentro. No Brasil as cadeias são precárias, muitos policiais estão unidos e ajudando criminosos tanto dentro como fora da prisão e pelo fato de a maioria dos presos serem maltratados eles saem da cadeia com desejo de vingança.Prisão não resolve nada sem estrutura, o que é percebível em nosso país.

    • Joane Farias Nogueira Postado em 13/Sep/2013 às 01:03

      Acontece que nem isso é desculpa, porque eles também tem contato com pessoas ruins aqui fora. Ou você acha que eles se miram e aprendem com quem?

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