Luis Soares
Colunista
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Educação 17/Apr/2013 às 13:57
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Educação no Brasil: ensino de Ciências e Matemática é um dos piores do mundo

Ensino de Matemática e Ciências no Brasil é um dos piores do mundo, revela estudo. A pesquisa acrescenta que a maioria das economias em desenvolvimento segue sem criar as condições necessárias para reduzir a falta de competitividade na área da Tecnologia da Informação

O Brasil detém, hoje, um dos piores níveis de ensino do mundo na áreas de Matemática e Ciências, segundo constatou o relatório do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, no início deste ano. Segundo o documento, este é um fator que reduz a capacidade do Brasil de se adaptar à realidade do mundo digital. O estudo, divulgado nesta sexta-feira, mostra que o país saiu da 65.ª para a 60.ª posição entre as nações mais preparadas para aproveitar as novas tecnologias em seu crescimento, mas o crescimento ainda é insuficiente para as necessidades brasileiras. O Fórum, além do ranking sobre capacidade de adaptação ao mundo digital, divulgou outras duas sondagens, referentes ao ensino de matemática e de ciências.

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Ensino de Matemática e Ciências no Brasil é um dos piores do mundo (Foto: Getty Images)

Entre os 144 países avaliados, o Brasil aparece no 116.º lugar em educação, atrás, por exemplo, de Chade, Suazilândia e Azerbaijão. Em ciências, Venezuela, Lesoto, Uruguai e Tanzânia estão melhores posicionados no ranking do que o Brasil, que ocupa a 132.ª posição. Assim, constata-se a estagnação no avanço da tecnologia no Brasil, apesar dos investimentos públicos em infraestrutura e de o esforço do setor privado nacional em se mostrar mais competitivo no cenário mundial. Países como Chile, Panamá, Uruguai e Costa Rica, na América Latina, prepararam-se de forma mais eficaz para os desafios do mundo digital.

Ainda segundo o estudo, “apesar desse progresso, a tradução dessa maior cobertura em impactos econômicos em inovação e competitividade está estagnada”. Uma das razões é a “qualidade do sistema educacional, que aparentemente não garante as habilidades necessárias para uma economia em rápida mudança em busca de talentos”, apontou. Países pobres como Senegal, Quênia e Camboja, apresentam um nível de acesso à internet nas escolas superior ao do Brasil, segundo o documento.

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O país mais avançado do mundo neste segmento, de acordo com o Fórum, é a Finlândia, seguida por Cingapura e Suécia. Embora o Brasil venha subindo na lista, os pesquisadores alertam que esta posição não condiz com uma das sete maiores economias do mundo.

A pesquisa acrescenta que a maioria das economias em desenvolvimento segue sem criar as condições necessárias para reduzir a falta de competitividade na área da Tecnologia da Informação (TI), se comparada aos países desenvolvidos.

– No Brasil temos grande desenvolvimento por parte de empresas multinacionais para melhorar a competitividade, mas esse empenho não se estende por todo o setor privado – afirmou a jornalistas o pesquisador e editor do informe, Beñat Bilbao-Osorio.

A burocracia é outro fator apontado como um sério problema para o desenvolvimento brasileiro neste setor, mas o ambiente para promover inovação, aliado à burocracia, além do preço elevado dos celulares, um dos mais altos do mundo, também contribuem para manter o país no fundo da tabela. O Brasil aparece na 130.ª posição entre os 144 países, superado até pelo Gabão. O número de usuários de internet no Brasil, em 2011, ainda de acordo com o levantamento, também não chegava a 45%, o que deixa o país na 62.ª posição nesse cenário, abaixo da Albânia. Somente um terço dos brasileiros tem internet em casa e essa taxa despenca para apenas 8% se o critério for o número de casas com banda larga.

O Brasil, no entanto, não está sozinho neste problema. “Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) enfrentam desafios. O rápido crescimento econômico observado em alguns desses países nos últimos anos poderá ser ameaçado, caso não forem feitos os investimentos certos em infraestruturas, competências humanas e inovação na área das tecnologias da informação”, alerta o documento.

A tabela, segundo a capacidade de adaptação ao mundo digital

1. Finlândia
2. Cingapura
3. Suécia
4. Holanda
5. Noruega
6. Suíça
7. Reino Unido
8. Dinamarca
9. EUA
10. Taiwan
60. Brasil

– A digitalização criou 6 milhões de empregos e acrescentou US$ 193 bilhões à economia global em 2011. Apesar de positivo, o impacto da digitalização não é uniforme nos setores e economias, (pois) cria e destrói empregos – disse Bahjat El-Darwiche, sócio d Booz & Company, ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Correio do Brasil

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