Luis Soares
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Educação 26/Apr/2013 às 17:34
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Bolsas para brasileiros em Harvard e MIT estão sobrando

Instituições americanas de ponta vão reservar 1,5 mil bolsas de estudo integral até 2015 para estudantes brasileiros cursarem doutorado completo

As universidades Harvard, Stanford, Columbia, da Califórnia, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e outras instituições americanas de ponta vão reservar 1,5 mil bolsas de estudo integral até 2015 para estudantes brasileiros cursarem doutorado completo.

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Universidade de Harvard: bolsas de estudo serão reservadas para brasileiros por meio do programa Ciência Sem Fronteiras

As bolsas serão financiadas pelo governo federal, por meio do programa Ciência Sem Fronteiras (CsF).

Apesar do convênio com as universidades ter sido firmado no ano passado – motivado pela ida da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos em abril de 2012 -, a falta de divulgação da oportunidade levou a Laspau (entidade vinculada à Harvard), que administra a concessão das bolsas, a realizar ontem uma visita ao País.

“Trata-se de um acordo histórico, sem precedentes. Os estudantes brasileiros precisam saber que eles podem estudar nas melhores universidades norte-americanas”, disse Angélica Natera, diretora adjunta da Laspau, durante agenda de reuniões com parceiros institucionais em São Paulo.

Mesmo exigindo que os estudantes tenham apenas diploma de graduação nas áreas prioritárias do CsF – Engenharia, Tecnologias e Saúde -, além de bom nível de inglês, pouco mais de cem candidatos foram pré-selecionados até o momento.

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É prevista neste primeiro ano de acordo a seleção de outros 400 estudantes. As inscrições para início dos estudos em 2014 vão até setembro e podem ser feitas pelo site da Laspau (www.laspau.harvard.edu).

A baixa demanda pelas bolsas pode ser justificada pelo desconhecimento de muitos estudantes, que tendo apenas diploma de graduação podem se candidatar diretamente para o curso de doutorado. Ou seja, não precisam cursar primeiramente o mestrado.

Davi Lira, Agência Estado

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Comentários

  1. Juliana Postado em 27/Apr/2013 às 10:24

    PORQUE ELES NÃO FAZEM ISSO PRA MESTRADO? Eu nunca entendo! As bolsas do Ciência sem Fronteiras são tão boas, mas elas "pulam" de graduação pra doutorado!

  2. Edney Postado em 27/Apr/2013 às 13:07

    Só no Brasil que tem um status deficitário na formação é que precisa congratular o mestre. Nos EUA, se você não concluir sua defesa de doutorado, ou não passar na avaliação da Banca, ao menos você ganha um título honorário que equivale ao Mestrado, ou seja, não precisa fazer Mestrado pra ir para o Doutorado, algumas instituições no Brasil fazem isso em Física e Matemática, IMPA e UFRJ e IFT-SP, se o pessoal faz uma boa graduação não precisa "perder tempo" no Mestrado segue direto para o Doutorado. Só depois de Doutor você "existe" academicamente.

  3. sandro Postado em 27/Apr/2013 às 15:44

    alguem avisa para os coordenadores do programa que os profissionais das areas de tecnologia, engenharia e saude estão muito bem empregados no brasil e podem não ter interesse em passar perrengue por 4 anos vivendo de bolsa nos eua

  4. Karla Velasquez Postado em 28/Apr/2013 às 00:21

    Estudar fora do país é o sonho de vários estudantes, que muitas vezes não se realiza por causa dos altos custos envolvidos. No entanto, alunos de graduação e de pós-graduação podem se habilitar para diversas bolsas disponíveis a brasileiros e em diferentes modalidades: desde bolsas para se fazer o graduação até para o doutorado, seja ele feito inteiramente em universidades no exterior até o formato “sanduíche”, que permite uma temporada em instituições de ensino estrangeiras. Em 2010, mais de 4.900 estudantes brasileiros receberam bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), entre pós-doutorado, doutorado (ambos nas modalidades pleno e sanduíche) e graduação sanduíche. Este número vem aumentado nos últimos anos. Em 2001, a fundação do Ministério da Educação (MEC) distribuiu menos de 2.600 bolsas.

  5. José Eric Postado em 29/Apr/2013 às 23:39

    Acho que o gargalo não é o "desconhecimento da possibilidade de pular da graduação para o doutorado" mas sim, a baixa formação da super maioria dos brasileiros no aprendizado da língua inglesa. O CsF exige a pontuação mínima no TOEFL ou IELTS... o que é quase ter fluência na língua.

  6. GEORGES A. S. PINHEIRO Postado em 03/May/2013 às 04:07

    Sou professor-docente de 3º Grau da UFPA - Psicólogo e com três especializações SEM Mestrado, mas com interesse e experiência em Educação, Leitura e Escrita, Burnout e Adoecimento de Docentes ... Gostaria de saber se posso participar do Programa Ciência sem fronteiras, via Laspau, para tentar o Doutorado na Área de Saúde com Pesquisa acerca do STRESS, ADOECIMENTO E PREVENÇÃO do "Burnout" ENTRE DOCENTES DE NÍVEL SUPERIOR. Fui Controlador do Vôo nas décadas de 80 a 90 e tenho INGLÊS MÉDIO: Fiz meu Bacharelado e Formação de Psicólogo nos anos 1986 e 1988 com a Monografia sobre TENSÃO E ANSIEDADE ENTRE CONTROLADORES DE VÔO, na UFPA. Como faço para me inscrever, quais os requisitos para CONCORRER AO DOUTORADO EM HARVARD? ... Tenho uma Dissertação de Mestrado sobre Dificuldades no Cotidiano Escolar de Docentes Egressos da UFPA, não defendida, qualificada nos anos de 2002, por abandono dos meus Orientadores no Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento do ANTIGO CFCH, hoje IFCH da UFPA! Participei e Coordenei Projetos do PROINT entre 1999 a 2002, FUI DIRETOR DA FACULDADE de Educação e Ciências Sociais do Campus de Abaetetuba entre 2008 a 2009. Também sou ESPECIALISTA em Planejamento e Gestão do Desenvolvimento Regional, além de Especializações duas em Psicologia Humanista e Teoria e Pesquisa do Comportamento Humano.

  7. Laercio Postado em 28/Jun/2013 às 10:06

    Mestrado é coisa do passado. Na época do parecer Sucupira, quando a pós-graduação ainda era novidade no país, o mestrado realmente foi uma etapa importante. Mas atualmente, para quem quer seguir uma carreira acadêmica e fez anos de iniciação científica, nada impede de ir diretamente ao doutorado caso o mesmo seja feito com qualidade. O problema é que a mentalidade do pós-graduando brasileiro tem que amadurecer muito para entrar em consonância com os programas de referência no exterior.

  8. Danielle Postado em 10/Aug/2013 às 09:15

    Fiquei indignada ao saber que eu, por exemplo, não posso participar do CsF, pois meu curso é na área de humanas. É possível desenvolver projetos na área de humanas também. Eu quero muito participar de bolsas como essa, porém vou ter que formar primeiro e começar um outro curso na área abrangente ou então custear as minhas despesas e desenvolver um projeto de pesquisa sozinha, uma vez que isso não irá acontecer, pois não tenho dinheiro para esse tipo de investimento. Uma pena.

  9. Rafael Tomazoni Gomes Postado em 20/Sep/2013 às 09:12

    É lamentável que esse programa não contemple ciências sociais e artes. O desenvolvimento tecnológico deve ser acompanhado do desenvolvimento humano! Esse desiquilíbrio traz consequências desastrosas.

  10. Rosaura Bastos Postado em 10/Jun/2014 às 10:03

    O objetivo do programa é formar profissionais na área de TECNOLOGIA. O Brasil está precisando de gente nessa área.