Redação Pragmatismo
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Mercado 27/Mar/2013 às 16:22
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Por que o Brasil tem o carro mais caro do mundo?

A margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor

O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais – representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.

A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.

A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.

Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.

brasil carro mais caro mundio

Lucro, e não imposto, faz brasileiro pagar o carro mais caro

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?

Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.

A carga tributária caiu e o preço do carro subiu

O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

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Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.

Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento.

Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.

A margem de lucro é três vezes maior que em outros países

O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.

O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais.

O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.

Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv.

Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.

Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog.

Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.

Correio do Estado

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Comentários

  1. Luís Fernando Postado em 27/Mar/2013 às 17:10

    O Brasil sempre teve uma estrutura social oligárquica. Até hoje ela está implícita em tudo, inclusive nas práticas empresariais. O consumidor ideal é membro da elite, a qual não se importa em pagar um preço 30% maior. Mais que isso, ela se orgulha de pagar mais, já que o fato serve pra reforçar seu lugar na pirâmide social. A classe trabalhadora, infelizmente, veste a máscara de elite e se submete a isso. Não é difícil encontrar gente por aí se orgulhando do valor do próprio carro...

    • claudio Postado em 06/Mar/2014 às 10:26

      verdade.O brasileiro é egoísta e não vê que pagando um carro a preço de ouro , ele está ferrando o seu país cada vez mais. Os americanos devem achar que somos ricos ou idiotas pois é um absurdo pagar 148.000,00 reais numa camionete que pra eles custa 56.000,00 reais.As classes sociais no Brasil são todas miseráveis de pensamento e comportamento pois dão valor a status até mesmo o cara que chega no Estados Unidos com apenas uma muchica nas costas e depois de um tempo fica ostentando sua BMW 2008 que pagou 22.000,00 dólares e aqui custa 140.000,00 mil. Infelizmente esse nosso país não vai mudar só com conversa,vai mudar com muito sangue derramado e a maior mudança deveria começar pela educação.

  2. Valerio Postado em 27/Mar/2013 às 17:53

    Excelente comentario meu caro Luiz Fernando! Principalmente ressaltando que existem apenas 2 classes: Elite e Classe Trabalhadora, Opressor e oprimido! Outra otima observaçao é a que fizeste sobre a nitida vontade da classe media, principalmente, de aparentar se com a elite! A questao é que como o lucro de qualquer empresa depende de um mercado, e nao existe mercado sem a populaçao, deveriamos lutar por uma lei que obrigaria a divulgaçao do lucro liquido das empresas que obtem esse lucro do mercado brasileiro. E apartir dessas informacoes, o Governo estabelecerá um percentual de lucro que as coorporacoes poderao Extrair de nossos bolsos, percentual esse sendo compativel com o indice de desenvolvimento humano, IDH.

  3. Bárbara Postado em 27/Mar/2013 às 18:53

    E as pessoas continuam comprando mais e mais carros. Tá certo que o transporte público é uma merda e ainda é caro, mas será possível que a classe média continue a financiar essa indústria? Por que não andar de bicicleta nos trajetos curtos? E nos mais longos, que tal uma bike elétrica? Pegar carona com o vizniho, sei lá, existem meios de se dar um jeito.

  4. Wesley Postado em 27/Mar/2013 às 19:30

    A explicação para isso é muito simples: o grande culpado é o consumidor brasileiro que é idiota, pois as concessionárias cobram um preço absurdo no automóvel e as pessoas pagam mesmo assim sem reclamar. Se as pessoas boicotassem ao invés de comprar, o preço cairia rapidinho. Mas a combinação da idiotice de alguns brasileiros com a vigarice de outros torna uma fórmula perfeita para a grande obtenção de lucros. É típico de brasileiro, que é um tipo de gente mesquinha, passiva, vigarista e inculta. A vigarice e a passividade são intrínsecas da cultura brasileira, essa é uma das razões que o país está nessa situação.

    • Bruno Postado em 06/Oct/2013 às 14:56

      Exato!

  5. Zeca Postado em 27/Mar/2013 às 21:29

    A Dilma tem que tomar uma providência a respeito desses impostos que não acabam mais, pagamos verdadeiras fortunas e não temos nenhum retorno, o país está uma roubalheira sem fim.

    • Yacov Postado em 03/Jan/2014 às 12:24

      Outro estúpido 'papagaio do PiG e maria vai com as outras'. A carga tributária do BRASIL não é a mais alta do mundo PORRA NENHUMA !!! Se alguma coisa aqui que é a mais alta do mundo é a SONEGAÇÂO DAS ELITES OFFSHORE !! O resto é TROLOLÓ DE TUCANO RENTISTA SONEGADOR.

    • claudio Postado em 06/Mar/2014 às 10:35

      As campanhas políticas são financiadas pelas montadoras, então que interesse tem o governo de praticar preços justos ao consumidor? Sonata no Brasil 120.000,00 reais e na América 22.000,00 dólares(50 e poucos mil).A diferença não está só no preço, é que lá o americano faz boicote para o preço cair e aqui as pessoas compram.

  6. Bernardo Postado em 29/Mar/2013 às 14:02

    Estamos falando de lucro e não de impostos... a senhora Dilma reduziu o IPI meu caro...

  7. Alguém Postado em 31/Mar/2013 às 18:17

    Zeca, você não leu direito??? O problema não é o imposto, é a margem de lucro. Não é uma questão de custo-Brasil, e sim de Lucro-Brasil. O que a Dilma, ou o Congresso, ou os dois, têm que fazer é obrigar as montadoras a tornarem públicos seus custos de produção e suas margens de lucro. A Lei não deve proteger o direito de lucro das empresas, e sim o direito à informação do consumidor.

    • claudio Postado em 06/Mar/2014 às 10:41

      Verdade.Cada Toyota hilux vendida na concessionária a montadora recebe um lucro de 50.000,00 reais quando no estados unidos a montadora tem um ganho de 2.880,00 dólares por carro.Essa é a diferença que existe não só no ganho quanto na atitude de não aceitar pagar um roubo descarado como no Brasil.

  8. Rodrigo Teixeira Postado em 02/Apr/2013 às 09:37

    Não é uma questão de Custo-Brasil ? Me poupe !! É óbvio que os lucros são pornográficos no caso das concessionárias. Mas quando o assunto é lucro, é papel do consumidor regular o mercado. É papel do consumidor comparar preços e decidir se o preço oferecido é aceitável ou não. Se estão aumentando a margem, é porquê o mercado está absorvendo e mesmo com esses preços ridículos, nunca se comprou tanto carro no Brasil. Em países educados, como no Japão, se os preços se tornarem abusivos a esse ponto, as pessoas não compram e ponto ! Seja o produto em questão um carro ou carne. E qual a desculpa para todo o resto dos preços esquizofrênicos ? Tanto no mercado imobiliário quanto nas redes varejistas os preços subiram exorbitantemente nos últimos 10 anos. E quando se fala de Custo-Brasil , não estamos falando só de impostos, estamos falando principalmente, da falta de infra-estrutura. Os governos do PT (Lula e agora Dilma), estabilizaram a economia, reacenderam várias indústrias que estavam adormecidas e tiraram muita gente da miséria, isso é ótimo e ambos os governos merecem crédito por isso. Porém no período pré-crise ( de 2000 a 2008), quando estávamos exportando commodities (principalmente, minério de ferro, petróleo bruto e soja) aos montes e a China despontava com taxas de crescimento econômico na casa dos 10%, enquanto o Gigante oriental investia quase 50% do seu PIB em investimentos com infra-estrutura (usinas de energia, estradas e ferrovias ) o Brasil investia mixos 19% ( Números próximos a Finlândia e Noruega, países altamente desenvolvidos e quase não precisam mais de investimentos em infra). Somos um país continental e até a nossa vizinha Argentina tem mais quilômetros de ferrovias que a gente. Em quanto temos uma malha de alguns 20 e poucos mil quilômetros, a China construí quase 90 mil quilômetros de malha nesses últimos 10 anos. Somos um dos maiores exportadores de soja do mundo, e toda essa carga é transportada em caminhões. Para se ter uma dimensão da importância de uma malha ferroviária num país continental como o nosso, o frete de veículos para qualquer região do país fora do sudeste, é mais cara que transportar esses veículos para o México. Num momento crucial de crescimento do Brasil o governo abriu as pernas para os grupos empresariais que bancaram as campanhas políticas de PT e PMDB nas últimas 3 eleições. E ao invés de construir ferrovias e usinas, o Brasil reformou o Maracanã por 1 bilhão de reais (aliás o Maracanã é só um exemplo das inúmeras obras hiper-faturadas que não terão nenhum impacto positivo significante na economia). É mais fácil realimentar a ilusão do burguês ganancioso e malvado do que encarar a realidade.

  9. Darcy Spegiorin Junior Postado em 02/Apr/2013 às 12:23

    Concordo com absolutamente tudo o que o Rodrigo Teixeira falou.

  10. Magnun Postado em 02/Apr/2013 às 21:39

    Resumindo: se eu tenho uma padaria e vendo cada pão francês a 5 reais a unidade e, ano a ano minhas vendas só aumentam, qual seria o motivo pra eu baixar pra 0,25 ?

  11. Fabiano Postado em 02/Apr/2013 às 23:58

    Se todos os brasileiros fossem unidos poderíamos acabar com a exploração deixando de comprar para ver que o consumidor não é trouxa para pagar algo que não tem valor justo que outros países tem essa doutrina

  12. José Postado em 25/Apr/2013 às 09:14

    A pergunta real é o que vocês estão fazendo pra isso mudar, só falar não adianta pessoal. É muito bom colocar esse assunto em pauta mas também é importante colocar aqui idéias e iniciativas para que possamos tomar ações e não somente reclamar da vida. Uma idéia que pode ser feita é um abaixo assinado para que esta lei de trasparência no lucro seja feita.

  13. Rodrigo Postado em 13/May/2013 às 17:30

    Rodrigo, para seu arrazoado, a expressão "non sequitur" já resolve. Independente do investimento em infra-estrutura - que muitas vezes é o Estado bancando riscos para os lucros -, o dado objetivo reconhecido internacionalmente é que as empresas transnacionais possuem uma margem de lucro exorbitante, computando isto! Sobre isto de regulação pela oferta...você está considerando um modelo neoclássico de mercado perfeito que não passa de uma abstração metodológica. Você escreve com se tratasse de um mercado em que os preços refletissem uma situação em que as quantidades de bens e serviços procurados fossem iguais às oferecidas. O mercado referido envolve concorrência imperfeita, assimetria de informações, externalização de custos, controle de escalas e estoques por parte dos ofertantes, barreira do montante de capital que precisa ter para sustentar custos transacionais, grande poder de mercado da parte destes ofertantes, oligopsônios de insumos. O aporte de capital na China para investir é maior do que no Brasil, e eles pagam o preço de deixarem um contingente expressivo da população à míngua, sem direitos sociais, para gastar em coisas. Aqui pessoas como você tentam vender a ideia de que empregar recursos públicos em pessoas é GASTO, em coisas é INVESTIMENTO. Sugiro aprender um pouco lendo Amartya Sen. Também que estude história também ao comentar sobre ferrovias. Uma indicação: Caio Prado Jr., "Formação Econômica do Brasi" . Ed. Brasiliense. 36ª Ed. “ Os grandes empreendimentos industriais (estradas de ferro, aparelhamento portuário, obras urbanas, etc.), embora indispensáveis e condição essencial de qualquer realização posterior, estavam ainda na maior parte, além das possibilidades do capital privado indígena [ nativo] que apenas ensaiava os 1ºs passos. O capital estrangeiro e o Estado tomam-nos a seu cargo. Este último, aliás, no mais das vezes, não servirá senão de empresário, levantando empréstimos no exterior para realizar os empreendimentos. Em outros casos, como se deu na maior parte das estradas de ferro, intervirá apenas estimulando o capital estrangeiro com concessão de garantia de juros.” Pg.195 “(...) às estradas de ferro, cujo estabelecimento data de 1852, somaram cerca de 9000 Km de linhas em tráfego, e outros 1500 em construção”. Pg.196 “(...) O emprego do vapor facilitará e avantajará de tal forma a navegação que esta desbancará completamente aquelas comunicações terrestres que começavam a se estabelecer e desenvolver”. Pg. 197

  14. JR Postado em 29/Jul/2013 às 14:39

    Vale lembrar que estas montadoras financiam o governo, basta acontecer queda nas vendas que o governo corta impostos. Enquanto isso uma fabricante de carrocerias de ônibus faliu a BUSSCAR.

  15. Edson Ferreira Postado em 21/Sep/2013 às 11:12

    Retirando imposto já é alguma coisa para os compradores, assim haverá aumento de empregos, nas montadoras. Automaticamente aumenta a venda. Lucros da montadora seria relativo ao custo de funcionários,com aumento de produções, e compra de matérias primas , havendo circulo de dinheiro em vários setores que envolve veículos. ENTÃO VAMOS AO SINDICATO DOS METALÚRGICOS UNIR FORÇAS E PROTESTAR EM TODAS CIDADES DO BRASIL NO MESMO DIA E HORÁRIO .

  16. Roma Postado em 15/Oct/2013 às 19:23

    Em suma o problema é a falta de instrução do brasileiro. A pessoa instruída sabe que a margem de lucro é alta e que o comportamento do consumidor regula o preço, logo não compraria se não lhe conviesse. Isso também é conveniente ao governo, pois uma população instruída sabe que os impostos são astronômicos no Brasil, manter o povo ignorante resulta em uma população que não lutará para redução de impostos e nem deixará de comprar carros com altas margens embitidas. Essa história de lutas de classes é balela de um governo que a alimenta justamente para se manter no poder....isso a população saberia também se fosse instruída.

  17. Francisco Postado em 18/Jun/2014 às 17:55

    Ter carro é status e mostrar que pode pagar caro pra ter um é mais status ainda, porque no Brasil caro e bom são sinônimos. Absurdo que essa mentalidade se perpetue pra alegria das montadoras.