Luis Soares
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Homofobia 21/Mar/2013 às 23:57
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O dia em que um político homofóbico assumiu ser gay

Quando um político contrário aos direitos dos homossexuais assume que é gay: não foi a primeira e nem será a última vez que um representante eleito adota postura pública contra sua própria orientação sexual

Todo esse debate sobre homofobia e política me lembrou casos que aconteceram nos Estados Unidos, bem como em outros países. E que – talvez, um dia – pipoquem forte pelo Congresso Nacional tupiniquim.

O senador estadual da Califórnia, republicano e conservador, Roy Ashburn votou durante 14 anos contra propostas para aumentar os direitos dos homossexuais. Alguns anos atrás, aos 55, divorciado e pai de quatro filhas, assumiu em entrevista a uma rádio que era gay. A revelação ocorreu após circularem rumores em torno de sua prisão por dirigir embriagado: parado pela polícia, ele havia saído de uma boate gay em um carro oficial.

Não foi a primeira vez que um representante eleito adotou um comportamento público contra sua própria orientação sexual, atendendo aos desejos de sua base conservadora e de olho no impacto em sua carreira. Nem será a última.

Leia:
PESQUISA INDICA QUE HOMOFÓBICOS SENTEM EXCITAÇÃO POR HOMOSSEXUAIS

Alguns podem dizer que essa hipocrisia deriva da falta de coragem para assumir quem é e lutar por seus direitos. Ou do sentimento que varia entre o medo dos outros e a raiva que algumas pessoas sentem de si mesmas. Prefiro acreditar que isso também é influenciado por um cálculo político bastante racional. Ainda mais sociedades como a norte-americana ou a nossa, encobertas pelo véu de valores religiosos, para os quais a homossexualidade é pecado, influência do capeta e todo aquele blablablá religioso.

Durante os acalorados debates causados pelo 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, setores da Igreja Católica reclamaram das propostas contidas no documento que questionavam a presença de símbolos religiosos em prédios públicos. O que as pessoas não entenderam é que a retirada de santinhas e crucifixos de tribunais e parlamentos não era o objetivo final, mas um primeiro passo simbólico no processo de tornar o Estado de fato laico nas decisões que devem ser tomadas.

Em 2007, ao arquivar a denúncia de um jogar de futebol contra um dirigente, o juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho sugeriu que se o jogador fosse homossexual, “melhor seria que abandonasse os gramados”. Disse também que “quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando (…) jamais conceberia um ídolo ser homossexual”. Também proferiu que: “Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma Federação”. Por fim, arrematou o seu naco de besteiras dessa forma: “Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho. É assim que penso”.

Uma pessoa com um cargo público com poder de decisão (que deveria garantir que os direitos fossem válidos a todos os cidadãos e proteger as minorias ameaçadas) não poderia nunca construir uma imbecilidade dessas. Age, dessa forma, não para fazer valer o Estado de Direito, mas sim para incentivar a intolerância, empurrando a sociedade para o precipício, baseado em uma formação individual extremamente deficiente.

Um outro caso bizarro: um juiz de Sete Lagoas (MG), há alguns anos, rejeitou uma série de pedidos de medidas, baseadas na Lei Maria da Penha, contra homens que agrediram e ameaçaram suas parceiras. Edilson Rumbelsperger Rodrigues disse que: “Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (…) O mundo é masculino! A ideia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!”

político homofobia gay brasil

Senador dos EUA votou durante 14 anos contra propostas para aumentar os direitos dos homossexuais. Reina a hipocrisia ou os interesses?

O eleito para presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, pastor Marco Feliciano, como já disse aqui antes, não está sozinho. Ele representa não apenas uma parcela da população (o que assusta), mas também do poder público (o que deprime).

O pior não é encontrar peças jurídicas com um grau de estupidez, machismo e ignorância como essas. Ou mesmo declarações como aquela famosa do então senador Demóstenes Torres sobre a escravidão no Brasil, culpando os africanos por sua própria desgraça – rasas e historicamente deturpadas. Se elas fossem apenas distorções, vá lá, uma instância superiora célere, competente e honesta seria capaz de desconsiderá-las como argumento ou revertê-las como decisão. O problema é saber que, infelizmente, essas análises refletem um naco da sociedade brasileira formado por ricos e pobres, letrados ou não.

Não é uma questão educacional pura e simples. É consciência. E isso não se aprende na escola, nem é reserva moral passada de pai para filho nas famílias ricas. Mas sim na vivência comum na sociedade, na tentativa do conhecimento do outro, na busca por tolerar as diferenças. Os Três Poderes são frutos do tecido social em que estão inseridos. Sim, a esbórnia que ganha as páginas policiais, digo, de política, é sim um reflexo de nós mesmos. Muitos assumem em suas decisões políticas ou judiciais o mesmo preconceito das piadas maldosas contra gays, lésbicas, transsexuais ou transgêneros ou dos pequenos machismos em que nós (e não me excluo disso) nos afundamos no dia-a-dia.

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O que difere é o tamanho, não a dor que proporciona.

Coloquemos a culpa no processo de formação do Brasil, na herança do patriarcalismo português, nas imposições religiosas, no Jardim do Éden e por aí vai. É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos de primeira classe (homens, ricos, brancos, heterossexuais) e segunda classe (mulheres, pobres, negras e índias, homossexuais etc.) Tem sido uma luta inglória, mas necessária. Que inclui uma profunda reflexão sobre nossos próprios comportamentos e a exposição daqueles que, em cargos públicos, rasgam os preceitos básicos dos direitos fundamentais.

Agnaldo Timóteo recebeu 12.009 votos e não se reelegeu vereador em São Paulo no ano passado. Há quase seis anos, em um discurso na Câmara dos Vereadores, ele disse que o visitante que vem ao país atrás de sexo não pode ser considerado criminoso. “Ninguém nega a beleza da mulher brasileira. Hoje as meninas de 16 anos botam silicone, ficam popozudas, põem uma saia curta e provocam. Aí vem o cara, se encanta, vai ao motel, transa e vai preso? Ninguém foi lá à força. A moça tem consciência do que faz”, declarou. “O cara [turista] não sabe por que ela está lá. Ele não é criminoso, tem bom gosto.”

Como já disse aqui, alguns colegas jornalistas desprezaram análises mais profundas sobre o caso, dizendo que ele não pensa sobre o que fala, sendo um conservador caricato apenas. Não dispenso a ele a complacência que se dá aos parvos do Auto da Barca do Inferno. Pessoas como Feliciano e Timóteo simbolizam os que não vêem o Estado como espaço de efetivação da cidadania, mas sim de batalha. Em que o mais forte, esperto, rápido ou peludo vence.

Timóteo se beneficia de sua imagem como cantor, da mesma forma que Feliciano como pastor, o que leva parte da população a votar neles. Têm o dom da palavra, conseguem falar com um público amplo e colocam soluções fáceis na mesa que são consumidas rapidamente.

Convenhamos, quem quer pensar depois de um dia cheio de trabalho? Preconceito empacotado é muito mais confortável e quentinho do que preparar tolerância.

Mas os dois não são causa e sim consequência. Verbalizam a visão de uma parte da sociedade que, mal informada e com medo de si mesma, reproduz processos que mantém a opressão, a dor e o preconceito.

O tempo é implacável. Timóteo, provavelmente, gastou o seu capital de imagem. Contudo, as posições que ele defende não se vão com ele, porque não pertencem a ele. Da mesma forma, a (justa, imprescindível, necessária, fundamental, urgente) queda de Marco Feliciano não levará embora as posições que ele defende, porque elas também não pertencem a ele. Os nossos representantes nos parlamentos municipal e federal, quer gostemos ou não, são um espelho de parte de São Paulo e esses posicionamentos continuarão incorporados por outros eleitos ou reeleitos.

Todos os pontos de vista relevantes merecem ter representação no Poder Legislativo. Mas não aqueles que atentam contra o princípio básico dignidade humana. A tristeza é que, alguns representantes, são provas que falta muito para sermos uma sociedade em que se respeita os direitos fundamentais.

Tenho esperança de que, um dia, com muito diálogo e paciência, a composição dos parlamentos mostre um reflexo melhor. Um do qual não sintamos tanta vergonha.

Leonardo Sakamoto, em seu blog

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Comentários

  1. Deivid Postado em 22/Mar/2013 às 00:31

    Ótimo Texto, parabens!

  2. Ismael Wolf Postado em 22/Mar/2013 às 00:34

    Esse site que já foi muito bom está cada vez mais se tornando parecido com a VEJA. Tem notícias que parecem mais um propaganda do que propriamente uma notícia.

  3. D.Moura Postado em 22/Mar/2013 às 00:46

    É um grande absurdo o que está acontecendo em nosso país ultimamente. Também tenho vergonha de um nação que se mostra tão ignorante perante a esses fatos. Não sou tão religioso, mas tenho fé em Deus, e digo que quem usa o nome dele para proferir calúnias, mas tarde vai ter o acerto de contas! Eu estou fazendo faculdade de Direito aqui no meu Estado, sou bissexual,não assumido(ainda),mas por que eu tento preservar minha integridade física em um mundo tão intolerante. Espero e tenho esse sonho de me tornar Juiz Federal. Ao contrário do que muitos pensam o meio intelectual está repleto de gays ou bissexuais.(quer queiram ou não!) Não estou aqui levantando bandeira e nem sendo hipócrita. Não existe isso de "Ditadura Gay" ou algo similar,como muitos ignorantes e alguns evangélicos pregam. Deveríamos ter o direto de casar com quem quiséssemos, adotar uma criança para amá-la e não deixa-las "mofando" em um orfanato. Se eu puder, nem que seja pouco mudar esse mundo, pra mim essa estadia na terra vai realmente valer a pena! Preconceito só gera atraso!

  4. Wegley Calixto Postado em 22/Mar/2013 às 06:26

    O Pragmatismo Político já produziu, a meu ver, textos preciosos. De muitos desses textos até guardei cópias comigo, dada a relevância das matérias envolvidas, bem como a forma de abordagem. Mas ultimamente tenho percebido um certas mudanças. Parece-me que a essência do site está se perdendo. Ou dela se está distanciando. Mas como todo leitor que o acompanha, sei que é um site democrático por excelência e, assim, não digo o que digo por mero ataque ou crítica vazia. Faço-o acreditando que essa relação de diálogo entre todos os que frequentam este espaço é muito importante.

  5. lucas Postado em 22/Mar/2013 às 06:58

    concordo com voce Wegley, parece que o ativismo gay não etá so nas comissões no congresso mas chegou com força na imprensa. reflexo de uma influencia europeia nos paises ocidentais como sempre que querem acabar com nossa cultura e impor seus conceitos de sociedade. muitos tem falado em sociedade civil organizada, onde fica os cristãos 90% da população? não são da sociedade civil? e o cristianismo não esta enrraizado na cultura Brasileira? vamos agora em nome do combate a Homofobia aproveitar e jogar fora seculos de cultura cristã em nosso pais? será que nada no cristianismo presta?

  6. Juliane Postado em 22/Mar/2013 às 08:41

    Lucas, o que é necessário entender: A atual Constituição em seu artigo 19, I diz o seguinte: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.” Ou seja, com essa disposição, o Estado brasileiro é tido como laico. E o que é Laico? Que não tem religião definida, respeitando todas as manifestações dos credos religiosos e da fé. Forma erudita de leigo. Não religioso. Ex. O Brasil é um estado laico, pois respeita qualquer manifestação de credo religioso e fé. O Estado além de ser Laico, visa afirmar, garantir o direito a cidadania. Permitir a população que ela seja ela mesma. Assim como você é cristão - eu também sou Cristã, Cristã reencarnacionista, Espírita Kardecista (Cristão é todo aquele que acredita e segue as palavras de Jesus Cristo) – muitas pessoas não são. E é direito delas, lutar pela sua sexualidade, pela sua cor, pelo seu amor, pelo seu Deus. Se você for analisar de forma lógica, Deus não existe. Ninguém o viu, ninguém o tocou, sua existência não foi provada, logo não existe. Você acredita, eu acredito, pois temos Fé. Que é uma coisa muito diferente... e entra em outro patamar. É muito importante não misturar fé com ciência. Estado com religião. O ativismo gay que você menciona, é uma causa pujante. Por quê? Não por ser contra o Cristianismo ou o Fim dos Tempos, mas por ser uma necessidade de população. Vale lembrar, que se o Marco Feliciano fosse Umbandista e tivesse dito as coisas que disse/fez, eu o renegaria também, e debateria a favor de sua renuncia. Pois sabemos que o discurso dele é uma mistura de Cristianismo fundamentalista, misoginia, sexismo, racismo... em um Estado Laico (onde isso não pode ocorrer). Cada dia que passa mais e mais gays “saem do armário”, por sentirem a necessidade de ter uma vida plena, digna, com respeito. É a mesma causa dos negros, índios, ciganos... você nasce assim e é seu direito ser respeitado assim. Exatamente assim.

  7. Renata Postado em 22/Mar/2013 às 09:35

    A luta dos homossexuais não significa uma luta contra o cristianismo, Lucas. Aliás, a grande maioria deles são cristãos. A luta é pelo aquisição do direito do individuo ser o que bem quiser, sem sofrer preconceitos por escolhas que atingem somente a ele.

  8. Roderico Postado em 22/Mar/2013 às 10:10

    Sr. lucas: Pode explicar de que forma dar os devidos direitos a quem os merece provocará "jogar fora seculos de cultura cristã em nosso pais?" ??? Uma coisa exclui a outra? Ademais: o cristianismo é uma CRENÇA (que não é a de 100% da população), o governo brasileiro é uma INSTITUIÇÃO que deve abarcar em si o tratamento igualitário a todos os em território nacional. Não interessa, legalmente, se o cristianismo presta ou não. Interessa que, seja cristão ou umbandista, hétero, bissex, ou homossexual, negro ou branco, receba o mesmo tratamento. Colocar a questão na forma de perseguição à sua fé é uma falácia de baixo nível.

  9. Louis Postado em 22/Mar/2013 às 10:27

    Caro Lucas, seu comentário é contraditório, pois se pensar bem, de onde veio o cristianismo? Ah, é mesmo, EU-RO-PA! Brasileiro, realmente brasileiro era o índio! E se hoje vc é o que é, tudo se deve aos colonizadores que tivemos: os europeus. Vc é resultado de uma cultura europeia e de toda a mistura de raças que houve no Brasil, assim, formando a cultura brasileira que é um misto da europeia, indígena e africana, em sua maioria. A sua religião não precisa estar estampada em lugar algum, ela é algo relativo à sua fé e dos demais fiéis que compartilham dessa mesma fé, pois queira vc ou não, o cristianismo não é a única religião no mundo. Sua visão está fechada e voltada à sua crença e, deste modo, vc se esquece que vc não está sozinho no mundo. Seu individualismo está estampado no seu discurso. Viver em uma sociedade de iguais é viver em uma sociedade onde os direitos sejam iguais, onde o respeito seja igual e mútuo e não em uma sociedade de iguais onde há resquícios de um mundo que mais parece igual à Era Vitoriana Inglesa do século XIX.

  10. Vinicius Postado em 22/Mar/2013 às 11:08

    Depois de ler uma matéria tão boa quanto essa, uma das melhores que já vi aqui, sou obrigado a dar de cara com 3 comentários fracos, e fundamentalistas.Só vou citar uma frase da matéria a vocês: "É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos de primeira classe (homens, ricos, brancos, heterossexuais) e segunda classe (mulheres, pobres, negras e índias, homossexuais etc.)"

  11. Lourenço Postado em 22/Mar/2013 às 13:15

    Concordo que a espetacularização de qualquer tema não é o caminho certo para uma reflexão ponderada. A notícia tem esta chamada aparentemente sensacionalista, mas também tem um conteúdo pertinente. Lucas, não te esqueças que o Cristianismo (junto com as doenças, espelhos, etc.) foi uma das primeiras exportações da Europa (que localiza-se predominantemente no ocidente, certo?) à América. Creio que o principal valor cristão pelo qual devemos nos pautar é amar ao próximo como a si mesmo. Isso não se restringe apenas a Cristãos heterossexuais, etc. né? Todavia, acima de qualquer religião, deve estar o Estado (e isso só pode mudar com outra constituição). E o Estado deve trabalhar para desfazer injustiças e incluindo a população. Abraço!

  12. Cristiano Postado em 22/Mar/2013 às 15:01

    Ser contra não significa ser homofóbico! Por favor recuperem-se, voltem a produzir textos interessantes.

  13. Conrado Postado em 22/Mar/2013 às 15:35

    Lucas, os cristãos podem continuar com sua fé, seus rituais e seus dogmas. Desde que os mantenham PARA SI MESMOS, como qualquer outra religião desse mundo faz (exceto por alguns radicais islâmicos e judeus). Ninguém está jogando fora a doutrina cristã mais do que os "cristãos" conservadores, que conseguiram assustadoramente transformar a Palavra de Amor de Cristo em uma ideologia baseada em ódio, medo e egoísmo.

  14. Daniel Postado em 22/Mar/2013 às 17:01

    Sério que mesmo entre leitores de um site crítico como pragmatismo, ainda tem gente que pensa que um Estado de Democracia se faz unicamente com base na opinião da maioria?

  15. Leonardo Postado em 23/Mar/2013 às 08:30

    Lucas, cada um tem seus devidos direitos. Você como cristão pode continuar pregando tudo que você quer, Deus deu o livre abitrio para cada um fazer o que bem deseja, quem é você para julgar?

  16. Kezia Postado em 23/Mar/2013 às 08:51

    É só falar sobre religião que o fogo esquenta a bunda do povo ¬¬" Eu adorei o texto e reli várias vezes para melhor compreensão.

  17. Jhonatan Postado em 23/Mar/2013 às 21:16

    Eu entendo a sua compostura, e desafeto por essas pautadas situações, mas sei que o pouco efeito que isso faz não afetará em nada na opinião na grande e numerosa população cristã, que cresce desencadeadamente todos os dias. Obg.

  18. Murilo Postado em 03/Apr/2013 às 00:04

    Lucas diz: "reflexo de uma influencia europeia nos paises ocidentais". OI? A Europa, ao longo de séculos é o pilar e o exemplo de "civilidade" e ocidentalidade. Foi o continente que mais impôs sua ordem, cultura, e contribuiu para muitos problemas em países colonizados pelos mesmos. Só para não se alongar, procure pesquisar sobre o processo civilizatório em África antes e durante a 1ª Guerra Mundial e vai entender que esta frase é tão contraditória quanto dizer que há uma ditadura gay no mundo. Isso para não falar nos outros disparates que você soltou: culturas não se acabam, elas se hibridizam. Não fosse isso, você estaria morando numa caverna (não que isso seja ruim). Ninguém aqui falou em jogar fora a cultura cristã, até porque isso é impossível, como qualquer forma de cultura. Deixa de ser essencialista, cultura pura não existe!

  19. Murilo Postado em 03/Apr/2013 às 00:13

    O que existe em minha opinião é o desconforto que vocês, homens, brancos e heterossexuais, estão sentindo porque minorias que por muitos anos estiveram no armário, em seus guetos ou dentro de casa estão mostrando a cara. Não me assusto com esta reação conservadora generalizada aos movimentos que querem se afirmar, ela é fruto da ação de mulheres, negros e da populações LGBT (ação e reação, lei básica da física). Pois então: conformem-se, pois vão precisar mexer seus traseiros das cadeiras quentinhas que estão sentados há séculos, pois as mulheres não voltarão a servi-los em casa, os LGBT não voltarão pro armário e os negros não voltarão aos seus guetos . E não, vocês não perderão o direito de pregar ou de lutar por seus direitos, mas vão dividir o espaço democrático que era exclusivo de uma classe predominantemente branca, hetero e masculina.

  20. Markos Postado em 06/Apr/2013 às 01:46

    Ninguém aqui quer acabar com as religiões. Mesmo sabendo que a falta de moderação leve ao fanatismo, não sou contra ao livre arbítrio. Cada um é responsável por sí mesmo e pode acreditar no que quiser. O que não dá para aceitar é a idéia ridícula da imposição religiosa. As religiões são boas para seus fiéis e devem se concentrar neles. Ser democrático é saber viver em sociedade. O exercício da cidadania inclui o respeito pelas diferenças. Não existe sociedade homogênea, esse era o sonho de Hitler. Lugar de pregação religiosa é na igreja. O parlamento não deve se tornar um palco usado para uma conversão em massa. Religião e política é uma péssima combinação, basta olhar ao redor e ver o que acontece nos países em que essa mistura acontece.

  21. Weller Nerys Postado em 12/Apr/2013 às 07:43

    Activismo GAY puro... E para piorar eles nem sabem o significado da palavra HOMOFÓBICO...

  22. Rich Postado em 16/Apr/2013 às 00:05

    - Parabéns Lucas, pelo seu maravilhoso comentário. Só não espere ser ovacionado por todos desse blog, afinal, JESUS CRISTO, (Apesar de ser a favor de todos) não foi agradado por todos. "Se me perguntares o segredo do sucesso diretamente não sei. Mas, o segredo do fracasso é querer agradar a todos"

  23. Lord Postado em 23/Apr/2013 às 02:18

    Nos comentários teve falsidade, além de contradições: "Conrado, em 22 de março de 2013 às 15:35 disse: Lucas, os cristãos podem continuar com sua fé, seus rituais e seus dogmas. Desde que os mantenham PARA SI MESMOS" "Leonardo, em 23 de março de 2013 às 8:30 disse: Lucas, cada um tem seus devidos direitos. Você como cristão pode continuar pregando tudo que você quer" "Murilo, em 3 de abril de 2013 às 0:13 disse: E não, vocês não perderão o direito de pregar ou de lutar por seus direitos" Se esses cristãos tem de manter o evangelho "para si mesmos", então eles não estariam pregando, pois o objetivo da pregação cristã são os não-crentes. Então vai ter ainda o "direito de pregar" ou terão de manter a evangelização "pra si mesmos" ? PS1: É uma previsão muito improvável, já que por exemplo com uma lei similar ao PL122 aprovada, tais pregações estariam sujeitas a possbnilidade censura, podendo ser mais do que censurada e sim criminalizadas. Elas só poderiam ir até ao que foi politicamente decidido como correto permitisse chegar. ( Isso resultaria na prática a dizer adeus a Igreja Católica, Batista, Adventista, Assembleiana e ficariam apenas "igrejas" como a Contemporânea, ou as moderninhas que seguem uma cartilha política esquerdista acima dos preceitos bíblicos como a Anglicana e outras que esquecem do Reino dos Céus e se empenham em missões socialistas com facções políticas.... ) PS2: Os livros e os ídolos comunistas - que deram todo suporte as ideologias dos partidos vermelhos atuais- eram claros em falarem abertamente a favor do ateísmo e no fim não apenas do Cristianismo mas de toda religião. Será que simplesmente mudaram de ideia com o passar das décadas ou meramente mudaram de estratégia e querem ir vencendo sua disputa aos poucos em vez de partir para a ignorância que certos países tentaram impor na marra rumo a sua sonhada revolução (Que inclui como já falado, a queda da religião como um de seus elementos revolucionários)

  24. Joao Marinho Postado em 07/Jun/2013 às 19:49

    Ao contrário de você, não vi nenhuma contradição, Lord. A manifestação pública de ideias é garantida pela Constituição, exceto nos casos em que há ofensa a direitos fundamentais de terceiros, quando é possível acionar os Códigos Civil e Penal. Nesse sentido, não há cristão que perca o direito de evangelização. Aliás, até me pergunto de onde vem essa "mania" de perseguição dos evangélicos, que se multiplicaram numericamente nos últimos anos, o que seria impossível se a pregação fosse embaraçada pelo poder público. Agora, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Evangelizar é convencer. Mas a pessoa que é evangelizada não é obrigada a se convencer. Mais do que isso: como qualquer evangélico, ela também tem a prerrogativa de publicizar suas ideias, mesmo que anticristãs. Assim, num Estado laico, todos são protegidos legalmente. E isso significa dar liberdade a todos exercerem na sua vida o que acreditam. Quando se diz que os cristãos devem guardar o "evangelho para si mesmos" é nesse sentido. O evangelho só é válido para quem nele acredita. Quem não acredita não tem por que segui-lo. Nem deve ser obrigado a tal. O problema que vemos hoje é que os evangélicos querem IMPOR sua agenda aos demais segmentos. Costumam dizer que gays é que fazem isso - mas a verdade nua e crua é que gays buscam seu direitos particulares. Não diminuir direitos de outros. Gays buscam o casamento gay e a adoção por casais de homossexuais, por exemplo: não proibir o casamento hétero ou a adoção por casal hétero. Os evangélicos, porém, têm uma pauta negativa. Levantam-se contra direitos de terceiros que não lhe dizem respeito (se o casamento gay existe, isso não significa ser revogado o casamento entre evangélicos: o correto é todos terem direitos iguais). E fazem isso usando da Bíblia como pauta e fundamento - o que, no entanto, só tem validade para quem nela crê, ou em determinadas parte dela crê (porque existem zilhões de igrejas). Nesse sentido, os evangélicos devem guardar o evangelho para si – pois, embora possa pregá-lo, não têm o direito e nem o poder de impô-lo a quem nele não acredita ou não se filiou via pregação.

  25. Heber Postado em 11/Jun/2013 às 18:38

    Kk, tenho q rir desse texto. É o que resta.

  26. itamar Postado em 02/Jul/2013 às 11:24

    Lucas, não basta ser homosexual, tem que ter holofote e espaço para os ativistas. Quer ser homosexual, pode ser não tem problema, mas daí a querer impor padrão de comportamento... Todos os homosexuais são filhos de relações homosexuais???