Redação Pragmatismo
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Mídia desonesta 05/Mar/2013 às 09:11
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Merval Pereira recebe esculacho e sofre 'choque de realidade'

O que mais chama a atenção é que Merval Pereira pareceu ficar surpreso em saber que não é admirado fora de seu círculo

Paulo Nogueira, Diario do Centro do Mundo

Devemos entender que a violência dá as costas à esperança. Devemos preferir a esperança, a esperança da não violência. Este é o caminho que se deve aprender a trilhar.

Stéphane Hessel, autor de “Indignai-vos”.

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Merval Pereira é ‘analista político’ das Organizações Globo (Foto: Globo News)

A epígrafe acima fala sozinha. E reflete a alma do Diário.

Indignação, sim. Violência, não. Luther King é uma eterna inspiração.

Isto posto, algumas palavras sobre um tema que despertou apaixonada polêmica nas redes sociais neste final de semana: o esculacho dado por um grupo de manifestantes no colunista Merval Pereira.

Em sua coluna no Globo, Merval afirmou que teve seu “dia de Yoani”. Foi reconhecido, xingado e hostilizado, segundo seu relato. Chutaram seu carro, afirmou.

A versão dramática foi colocada em dúvida por alguns. “Merval teve seu atentado da bolinha de papel”, tuitou alguém.

A referência é ao clássico episódio em que Serra terminou num aparelho de ressonância magnética, na campanha de 2010, depois de levar uma bolinha de papel na testa piramidal.

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Alguém desafiou Merval a provar, com uma vistoria, que seu carro foi danificado.

Tudo isso colocado, e sem que eu de Londres possa elucidar a real dimensão do episódio, o que me impressiona é o seguinte: Merval imaginava que era admirado fora do exíguo circulo conservador em que milita?

Foi o que me pareceu, pelo tom de seu artigo. Merval me lembrou o diretor da Bastilha que estranhou que a multidão não estivesse ali para festejá-lo naquele 14 de Julho de 1789.

A mesma coisa já me chamara a atenção no caso Yoani. Os organizadores da fala em que Yoani foi hostilizada foram claramente surpreendidos pelas vaias entusiasmadas a ela.

Merecidas ou não, e cada um tem sua opinião, as vaias eram absolutamente previsíveis. Yoani virou, no Brasil, ídolo do chamado 1%. Exatamente por isso, será esculachada pelo povo.

A defesa obstinada que Merval faz de causas antipopulares dá a ele uma série de coisas: coluna no Globo, microfone na CBN e na Globonews e, por isso, bons cachês para palestras.

Mas admiração, carinho, afeto por parte da chamada voz rouca das ruas, evidentemente, não.

Merval e congêneres são amplamente detestados, e é surpreendente que não tenham noção disso. Parecem viver num universo paralelo.

Em seu “dia de Yoani” Merval teve, na verdade, um choque de realidade. Está – graças a Deus – inteiro, intacto para fazer as reflexões que o episódio merece.

O mais importante é ele aceitar o fato de que não é, definitivamente, um campeão de popularidade.

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Comentários

  1. Ana Paula Rocha de Santana Postado em 05/Mar/2013 às 10:45

    Não suporto ele, transborda soberba.

  2. caio Postado em 05/Mar/2013 às 11:39

    Incrivel a falta de percepcao de algumas personalidades politicas, prova de que na verdade vivem em seu "mundinho" particular e desconhecem a realidade dura dos que vivem fora de seu circulo. Mentes fechadas, têm poder e voz mas so conseguem alienar pessoas e ,por mais triste que seja, alguns sequer percebem o mal que praticam. Bom texto, lembrar da bolinha de papel me fez rir.

  3. Helder Postado em 05/Mar/2013 às 12:30

    Pior que ele deve pensar isso mesmo. Ótimo texto. ia até enviar o link do mesmo no blog dele, mas a "democracia da mídia" não permite que as pessoas comentem no blog a menos que tenha uma conta na Globo, coisa que não é do meu interesse. De qualquer forma, ótimo texto !

  4. Ana Paula Rocha de Santana Postado em 05/Mar/2013 às 13:09

    Ele de fato não é político, é comentarista político da Globo News e da CBN e colunista no O GLOBO... mas como faz parte do PIG, pratica a politicagem dos seus senhores.

  5. Chico Postado em 08/Mar/2013 às 04:54

    A grande vantagem da democracia é que a gente tem duas coisas fantásticas na mídia: uma imensidão de opções para assistir, ler, informar-se. Algumas caras, outras baratas, outras gratuitas. E a segunda é o controle remoto. Bom mesmo é em Cuba e Caracas, onde os mandantes de plantão falam 5, 6 ou 8 horas e você não tem para onde ir...

  6. Rubin Postado em 01/Apr/2013 às 00:44

    Meu controle remoto funciona muito bem. Ao menor sinal de Merval ou Miriam, um tique incontrolável de meu providencial polegar, eles viram fumaça. O que seria da evolução humana se não fosse o polegar! Mas ele reage a muitos outros... basta surgir o bordão de "Manhattan Connection"... zap!

  7. Ismael Postado em 01/Apr/2013 às 11:06

    Chico, para de mentir cara: na Venezuela 95% das tevisões (incluindo Globovísion) não deixariam Chávez falar um minuto nem a pau! E em Cuba, bem em Cuba pelo menos não tem BBB, Gugu, Celso, Hebe, Ana Maria, Hickman, Bonner, Rachel, Valdemiro, Edir Macedo, Silas Malafaia, RR. A propósito quem fala muito é porque tem o que falar e sabe falar; agora, faz uma entrevista com Minotauro, Banbam Banbam? Falarão pouco mas bonito? Duvido! Cala a boca e para de repetir asneiras globais, ô Chico... Pinheiro!

  8. Felipão Postado em 29/Apr/2013 às 07:47

    Um dos sujeitos mais pernóstico que conheço. Um verdadeiro beócio.