Luis Soares
Colunista
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Ditadura Militar 15/Mar/2013 às 10:02
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Genocidas da ditadura homenageiam o novo Papa Francisco

Acusados de crimes severos na ditadura argentina homenageiam novo papa Francisco em julgamento. Grupo de militares julgados por atrocidades na prisão clandestina de La Perla trajavam lacinhos com cores do Vaticano

Um grupo militares acusados de crimes contra a humanidade durante a ditadura argentina (1976-1983) apareceu nesta quinta-feira (14/03) em audiência realizada em um tribunal na cidade de Córdoba, trajando broches do Vaticano no lado esquerdo do terno, em alusão à eleição ocorrida um dia antes do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio para o novo papa da Igreja Católica.

papa francisco ditadura militar

Acusados de crimes na ditadura  homenageiam novo papa em julgamento. (Reprodução: Conurbano Online)

A rede de televisão C5N e o jornal La Mañana, de Córdoba (noroeste da Argentina), mostraram as imagens dos acusados com os broches, em forma de pequenos laços, nas cores amarelo e branca – as mesmas do Vaticano. O gesto gerou protestos entre os presentes na sala.

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Bergoglio, agora rebatizado de Francisco, é apontado por investigadores da ditadura como colaboracionista e de manter laços com os órgãos repressores durante o regime militar – sua escolha foi criticada por ativistas de direitos humanos. A eleição de Bergoglio para comandar a Igreja Católica reabriu o debate do papel da instituição na Argentina durante os anos de chumbo, muitas vezes classificado de complacente e até mesmo cúmplice.

O julgamento, iniciado em dezembro de 2012, determinará as responsabilidades de um grupo de mais de 40 militares por crimes cometidos no centro clandestino de detenção de La Perla, em Córdoba – o segundo maior do país na época. Entre os principais acusados está o ex-general Luciano Menéndez (também conhecido como “A Hiena de La Perla”), que já foi condenado à prisão perpétua em outras sete ocasiões.

O processo está a cargo do Tribunal Oral Federal 1, integrado pelos juízes Jaime Díaz Gavier, Julián Falcucci e José Quiroga Uriburu.

Para esses processos são esperados cerca de 700 testemunhas e, segundo estimativas do tribunal, o caso deve se estender até o fim de 2013.

Opera Mundi

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Comentários

  1. Guilherme Augusto Postado em 16/Mar/2013 às 14:59

    É a turminha de amiguinhos do Papa Humildade!

  2. Rômulo Torres Postado em 17/Mar/2013 às 17:16

    E no Brasil, quando será que acontecerão os julgamentos?

  3. Rodrigo Postado em 18/Mar/2013 às 08:49

    O Papa é acusado ou as denúncias já foram comprovadas e ele condenado? Estranho e muito a proliferação de notícias contra o Papa, sempre bradando: "é acusado" "é acusado". Se formos prosseguir em tal senda, temos de falar, então, a fim de que reste existente uma nova mídia, mas não uma "nova velha mídia" (mudando as moscas e permanecendo a mesma sujeira de sempre), falando de todos os acusados, sejam eles petistas, psdbistas, demistas, ateus, católicos, espíritas, evangélicos etc. Ou algum desses "rótulos" já garante salvo-conduto?