Luis Soares
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Cultura 27/Feb/2013 às 08:28
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Vencedor do Oscar 2013, filme 'Argo' é uma fraude histórica

Uma mentira conveniente: filme de Ben Affleck inverte e distorce os fatos em sua tentativa frenética de apresentar um agente da CIA como herói

Por Harold Von Kursk*, Diário do Centro do Mundo

Durante o stalinismo, a história foi reescrita com freqüência em conformidade com a ortodoxia soviética. O protagonismo de Leon Trotsky, um dos principais arquitetos da Revolução Russa de 1917, foi minimizado ou apagado – até mesmo fotos de Trotsky em pé ao lado de Lenin, Stalin e outros membros do comitê central foram desajeitadamente retocadas para remover vestígios de sua existência.

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A cena em que os fugitivos são parados no aeroporto: isso nunca aconteceu (Foto: Reprodução / Argo)

Com “Argo”, um exercício desenfreado de ufanismo americano e imperialismo cultural, Ben Affleck cometeu uma forma similar de fraude. Essa é a opinião de Ken Taylor, o ex-embaixador canadense no Irã que realmente arquitetou a fuga dos seis reféns que ele e o primeiro-secretário da embaixada John Sheardown haviam escondido em suas casas, em situação de risco pessoal considerável.

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“Foram três meses de preparação intensiva para a fuga”, explica Taylor. “Eu acho que o meu papel foi um pouco mais importante do que abrir e fechar a porta da frente da embaixada.” (Essas são essencialmente as imagens que comprovam a existência de Taylor no esquema criacionista de Argo.)

Affleck fez um filme de propaganda, uma auto-felação que inverte e distorce os fatos em sua tentativa frenética de apresentar o agente da CIA Tony Mendez (interpretado por ele mesmo) como a pessoa que trabalhou nos bastidores para realizar a retirada. O roteiro se baseia em documentos confidenciais da CIA, abertos ao público nos anos 80, que revelaram como Mendez desenvolveu um disfarce para os seis americanos – o de uma equipe de cinema que queria fazer um filme de ficção científica no Irã.

Essa é a única parte do filme de Affleck que possui alguma verdade. Praticamente todo o resto é uma mentira para satisfazer um público americano faminto de heróis.

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O embaixador do Canadá, Ken Taylor: “concierge de luxo” na visão de Affleck (Reprodução / Argo)

“Tony Mendez ficou um dia e meio no Irã”, diz Ken Taylor. Em vez de apresentar um relato honesto de uma missão de resgate histórico, que o embaixador canadense tinha em grande parte planejado e que a CIA apenas ajudou a executar, Affleck se entrega a uma pirotecnia mal disfarçada que corrompe a verdade, dando primazia ao envolvimento dos EUA.

Na sexta passada, a frustração de Taylor atingiu o limite. “Não haveria filme sem os canadenses. Abrigamos os seis sem que nos fosse solicitado”. Argo tem recebido vários prêmios nos últimos meses. Embora Affleck tenha sido supostamente “esnobado” por Hollywood ao não ser apontado na lista de melhor diretor no Oscar, seu longa recebeu várias indicações.

Além de “Argo” ter sido canonizado por ligas e premiações de diferentes setores nos meses passados, a questão mais ampla é como Affleck conseguiu enganar tanta gente em seu caminho para a glória da crítica, apesar das enormes distorções, invenções e fabricações que o filme comete para defender a CIA como um grupo de espiões inteligentes. Como a Grande Mentira tomou conta da imaginação limitada de Affleck?

“Argo” se situa no Irã, logo após a queda do Xá em 1979, quando a Guarda Revolucionária invadiu a embaixada americana. Seis funcionários conseguiram escapar e se esconderam por vários dias até que dois deles entraram na residência do casal Pat e Ken Taylor. Outros quatro foram para a casa de John Sheardown e de sua mulher Zena depois que o funcionário consular Robert Anders telefonou para o amigo Sheardown pedindo que ele o recebesse com seus três colegas fugitivos. “Por que você demorou tanto?”, foi a resposta do Sheardown.

(Nada disso aparece na versão de Affleck. Sheardown sequer é mencionado.)

Os fugitivos passaram três meses no limbo das duas residências até que Taylor finalmente convenceu um reticente departamento de estado americano de que as autoridades iranianas estavam começando a farejar as casas.

Em seu zelo para contar a história do agente Tony Mendez, Affleck reescreveu boa parte da história e enxugou radicalmente o papel do embaixador. Não foi só ele que deixou clara sua discordância. Em uma entrevista para o jornalista Piers Morgan na semana passada, o ex-presidente americano, Jimmy Carter, afirmou que “90% do plano foi dos canadenses”, mas o filme “dá crédito quase completo à CIA”.

Affleck defende sua selvageria autoral dizendo que uma TV canadense já havia feito um filme em 1981. De acordo com ele, “Argo” foi concebido para revelar o “papel secreto da CIA” – que basicamente se resume à criação de uma equipe de cinema a fim de enganar os funcionários da alfândega no aeroporto de Teerã. “Este filme mostra um maravilhoso espírito de colaboração e cooperação. É um grande cumprimento para o Canadá”, afirmou Affleck para mim.

(Taylor tinha originalmente planejado que eles se passassem por engenheiros, apenas para ter sua ideia rejeitado pela CIA, que de alguma forma bizarra pensou que o approach hollywoodiano fazia mais sentido.)

filme argo cena fugitivos CIA

Os fugitivos são recebidos na Casa Branca em 79: a CIA foi coadjuvante

Não havia absolutamente nenhuma necessidade de transformar o papel central do embaixador num “concierge” de luxo, que basicamente servia bebidas e canapés e seguia ordens. Taylor, que é interpretado pelo canadense Victor Garber, declarou que “‘Argo’ faz parecer que os canadenses estavam ali apenas a passeio”.

Affleck respondeu um tanto irritado: “Eu admiro Ken por seu papel no resgate. Estou surpreso que ele continue a ter problemas com o filme”. Em outubro, quando Argo estava sendo lançado na América do Norte, Affleck soube que Taylor estava começando a falar publicamente sobre sua decepção com seu trabalho. Ben Affleck organizou às pressas uma exibição e, depois de ouvir suas objeções, concordou em inserir um texto no início dos créditos: “O envolvimento da CIA complementou os esforços da embaixada canadense”.

A verdade é outra: Taylor planejou a fuga, enquanto a CIA e seus homens, Mendez à frente, simplesmente ajudaram a preparar o estratagema esquisito que serve como um contraponto cômico para o drama subjacente no Irã. Tony Mendez era uma espécie de assessor técnico. Mas, na narrativa falsificada de Affleck, todo o heroísmo é reservado para seu alter ego.

A história real por trás da fuga evoluiu de outra forma. Durante os quase três meses em que os seis fugitivos estiveram escondidos, o governo canadense em Ottawa preparou documentos oficiais – passaportes, carteiras de motorista, até mesmo alfinetes com a bandeira –, enviados a Teerã via mala diplomática.

O papel da CIA foi forjar os vistos de entrada – mas até isso eles conseguiram ferrar. Os selos falsos continham um erro catastrófico feito por um agente, que se equivocou na data de entrada. Um membro da embaixada canadense, Roger Lucey, apontou a burrada (ele podia ler farsi, em oposição ao apparatchik da CIA). Lucey passou várias horas debruçado sobre uma lupa, forjando os passaportes e torcendo para que seu trabalho penoso passasse despercebido pelas autoridades.

Outro ato flagrante de omissão de Argo é que a CIA contou com Taylor para fornecer informações sobre o caos da tomada de reféns em curso na embaixada dos EUA, onde 52 americanos ainda estavam sendo mantidos em cativeiro pela Guarda Revolucionária. Taylor pediu a um sargento canadense, Jim Edwards, que saísse e monitorasse, com seu time, a área ao redor da embaixada dos EUA durante várias semanas, para uma possível missão dos Estados Unidos.

Edwards foi detido e interrogado por cinco horas, até ser liberado por volta da uma da manhã. “Nós bebemos um monte de uísque juntos”, Taylor recordou. “Ele poderia facilmente ter sido preso como um espião.”

Mark Lijek, um dos dois americanos que passaram 79 dias na casa de Sheardown, confirma o relato. “Toda a embaixada canadense passou a se concentrar em nossa sobrevivência e eventual saída, o que é praticamente sem precedentes na história diplomática”, Lijek explicou. “É triste que Argo ignore tudo isso.”

argo bazar ben affleck

O passeio no bazar: só na cabeça do cineasta

Argo também inventa três cenas-chaves que nunca aconteceram. A primeira é quando Affleck-Mendez leva os fugitivos a um local e atravessa um bazar iraniano. “Isso teria sido suicida,” diz Lijek. A segunda instância da imaginação fantasiosa de Affleck é a sequencia do aeroporto, no final, em que a Guarda Revolucionária interroga o grupo – o que simplesmente nunca aconteceu.

Finalmente, “Argo” inventa o clímax em que um jipe militar cheio de soldados armados persegue o avião na pista. “É tudo ficção”, conta Taylor. “Foi bom ir ao aeroporto – exceto por nossos nervos”.

Affleck é um homem cujo coração está normalmente no lugar certo. Ele apoia causas liberais, defende a liberdade de expressão, é delicado nas entrevistas e frequentemente crítico da direita republicana. Mas ele ou é terrivelmente ingênuo ou estúpido quando se trata de sua leitura do registro histórico. Ele achou que seu bolo fofo de entretenimento lhe dava a “licença artística” para cortar, ajustar e mentir. Em uma entrevista ao Hollywood Reporter, afirmou que era um ex-estudante de assuntos do Oriente Médio da Universidade de Vermont e que escreveu um artigo sobre a revolução iraniana.

Mas, como um crítico frequente da política externa americana e da administração Bush, por que Affleck decidiu cantar os louvores da CIA, que projetou a queda de Mossadegh e a subsequente substituição pelo Xá?

Ele deveria checar os fatos. Podemos perdoar a adição de um jipe ​​carregado de metralhadoras perseguindo um jato comercial. Podemos perdoar a adição de um tour suicida em um bazar lotado. Podemos até perdoar “Argo” por fazer John Sheardown desaparecer. Mas não há como desculpar uma visão manipuladora e irremediavelmente distorcida da realidade para maquiar uma peça de propaganda.

*Harold Von Kursk, alemão, naturalizado canadense, tem 52 anos e é, além de jornalista, diretor de cinema. Em mais de 20 anos, entrevistou atores e cineastas para a mídia americana e europeia. Com todas teve grandes conversas. Exceto por Scarlett Johansson. “Ela é uma linda diva mimada”, diz.

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Comentários

  1. Robson Alves Postado em 27/Feb/2013 às 08:46

    É uma ficção baseada em um fato real. Não um documentário.

  2. Thiago Postado em 27/Feb/2013 às 09:11

    Pelo menos, o autor do texto foi inteligente em mostrar um lado da propaganda stalinista antes de questionar o filme de Ben Affleck. Forjar verdades por meio do cinema, não é e nunca foi, uma característica apenas de Hollywood.

  3. Juliano Postado em 27/Feb/2013 às 12:05

    quando um filme é BASEADO em fatos reais ele não necessariamente tem que contar como foi a historia. alem do fato dos filmes americanos sempre montarem a CIA como heróis anônimos, os salvadores da pátria, vocês levam a serio demais um filme como outro qualquer que conta uma historia aumentada para da algum efeito cinematografico, por que a historia contada por voces nao tem graça alguma de ser assistida no cinema

  4. Luiz Felipe Postado em 27/Feb/2013 às 12:22

    Esse artigo falha seriamente em culpar o Ben Affleck por tudo, sendo que ele não esteve envolvido no processo de escrever o roteiro. É um filme americano, eles apresentam o ponto de vista deles, não necessariamente 100% real. É por isso que filmes como esse dizem "baseado em fatos reais" e não "apresentação da verdade absoluta". Como o Robson disse, não é um documentário.

  5. Benedito Postado em 27/Feb/2013 às 12:37

    O Oscar é mais um instrumento de propaganda do american way of life, que cultua os heróis inventados e contribui para que os americanos achem que o mundo se restringe àquele território entre o Pacífico, o Atlântico, o rio Grande e o Canadá. Este ano foi dose, com duas pataquadas no melhor estilo americanóide ianque: Argo e Lincoln. História distorcida por história distorcida, viva Django Livre!

  6. dannyboy Postado em 27/Feb/2013 às 17:29

    Fato é sempre real. Nao existem fatos ficticios.

  7. Eduardo Postado em 27/Feb/2013 às 22:46

    Nossa, que bobagem! O filme é baseado em fatos reais, e não um registro histórico. E nem é tão patriota quanto vocês dão a entender. Logo no começo, a introdução mostra que a guerra no Irã começou por culpa dos Estados Unidos. Esse texto fica o tempo INTEIRO dizendo como o embaixador canadense planejou tudo, mas só em um momento cita um exemplo. Ele teria tido a ideia de disfarçar os fugitivos de engenheiros, mas a ideia foi rejeitada. Ou seja, o que ele fez, afinal? Texto confuso, argumentos ingênuos. Bobagem sem tamanho querer exigir 100% veracidade histórica de um FILME, ainda mais de Hollywood. A não ser que fosse um filme tentando fazer politicagem. Nem é o caso. Eu assisti e acho que o Canadá foi muito bem creditado, sim.

  8. Adalberto Silverinha Postado em 27/Feb/2013 às 23:09

    Me parece que esse emabixador não fez muito mesmo. Como arquitetou a fuga se a idéia das falsa filmagens que fez que escapasem foi da CIA? Como ia tirar eles de lá? Ele não fala claramente. Parece um rabujento, rancoroso e chato que queria aparcer como herói, coisa que não existe no filme. Só são agentes fazendo o que são pagos para fazer. Ou vamos aeitr idía que na CIA só tem ou tinha burros e tapadados? Não vi herói nenhum. Alguns olham filmes de fatos acontecidos ainda com os olhos muito à esquerada. ah é contar os EUA eu acredito no velho chato. O que o Carter falou é que se não fosse o abrigo e dedicação dadas pelos canadenses, não teriam fujido, isso é lógico, mas ai dizer que o embaixador planejou a fuga é piada, não pelo filme, mas pela lógica como um emebixador sem treinamento e prática de evasão em território hostil, ia lidar com isso? Então era um gênio estrategista que estava na função errada.

  9. Luiz Fernando Rodas Postado em 27/Feb/2013 às 23:17

    1 - o roteiro/screenplay NÃO É do Ben Affleck. 2 - o filme é baseado em um livro do próprio Tony Mendez e em um artigo da revista Wired, escrito pelo jornalista Joshuah Berman. 3 - o filme seria, sim, uma FRAUDE HISTÓRICA se se propusesse, desde o inicio, a contar os fatos EXATAMENTE como eles ocorreram, o que não é o caso. acho super digno o artigo querer esclarecer como realmente aconteceu a história e dar a sua visão dos fatos, mas há de se separar uma coisa da outra. se trata de um filme de ação, pensado para entreter, e não um documentário. não há compromisso nenhum com a VERDADE ABSOLUTA nesse caso. acho que o site, na ânsia de defender a sua ideologia ou algo do tipo, acabou errando ao fazer criticas tão duras a um filme que tecnicamente é maravilhoso e que nunca se propôs a ser um documentário.

  10. Paul Postado em 27/Feb/2013 às 23:28

    "Affleck é um homem cujo coração está normalmente no lugar certo. Ele apoia causas liberais, defende a liberdade de expressão, é delicado nas entrevistas e frequentemente crítico da direita republicana. Mas ele ou é terrivelmente ingênuo ou estúpido quando se trata de sua leitura do registro histórico. Ele achou que seu bolo fofo de entretenimento lhe dava a “licença artística” para cortar, ajustar e mentir. Em uma entrevista ao Hollywood Reporter, afirmou que era um ex-estudante de assuntos do Oriente Médio da Universidade de Vermont e que escreveu um artigo sobre a revolução iraniana." Ou você faz tudos nos nossos conformes, e ataca a direita ou você é um babaca Ben Afleck!

  11. Marlete Postado em 28/Feb/2013 às 07:17

    Eu quero assistir

  12. dougsan Postado em 28/Feb/2013 às 07:35

    Concordo com dannyboy. Fato é sempre fato, é o de que fato aconteceu. Ficção não pode ser baseada em fatos. Logo, é uma mentira.Tentativa escancarada de promover os infinitos super heróis estadunidenses. Obs: E não se esqueçam, irmãos, se você nasceu em qualquer lugar entre o sul da América do Sul e o norte da América do Norte, você é Americano. Não deixem retirar isso de você e não entregue isso de mãos beijadas para eles. Dizem, "God Bless America"! Me pergunto: Qual delas? São três américas, não são? É a falsa propaganda, falsa ideologia, que vai fazendo as idéias e conceitos mudar até chegar o dia em que ninguém lembra mais do que realmente era. Tenho certeza de que muitos pensam que Americanos são somente eles, e nao nós. Mas esses já estão totalmente imersos na mentira, já não pensam e enxergam mais. Esse filme é só mais uma mentirinha, que será seguida por outras e outras, até essa nova versão dele se tornar a oficial, a verdadeira. É assim que é e sempre será.

  13. Gilmar Postado em 28/Feb/2013 às 16:02

    Eu curto demais a página, mas essa defesa absurda do pensamento de esquerda e ataque a tudo q vai contrariamente à filosofia da página, está beirando o fanatismo ideológico já, em certos artigos, como esse, tal posicionamento é visível e baixo.

  14. Lucas Postado em 01/Mar/2013 às 10:47

    As criticas foram muito boas, acho justo adicionar algumas cenas para tornar o filme mais emocionante, e tambem acho que dá pra aceitar alguns personagens menos aproveitados, mas nao dá pra aceitar o Canadá tao coadjuvante assim. Se o filme fosse menos patriota, se nao tivesse colocado a CIA e o Tony Mendez como os "únicos" heróis do filme, entao o filme teria sido fiel à realidade. Digo único porque cá entre nos, no filme o Tony Mendez foi o cara, e pelo visto nao foi bem assim.

  15. Rodrigo Cabral Postado em 01/Mar/2013 às 12:34

    Se ele quisesse falar o que realmente aconteceu fariam documentário, que já existe por sinal. No filme o que vale é a mensagem e não a verdade absoluta. É ficção, meu caro critico.

  16. dougsan Postado em 01/Mar/2013 às 19:46

    Não é ficção. Alterar a verdade, seja filme ou documentário - dê o nome que desejar, não importa - é mentira. Ninguém pode alterar as suas realizações, leitor, os seus feitos pessoais, sob o argumento de que é um filme e que, portanto, tem a liberdade para te tornar um inimigo, um herói, um fantasma, seja o que for. Não é justo com a própria história da Humanidade, Bem maior que devemos preservar. Hoje compreendemos o que aconteceu e o que o filme tenta passar. As gerações futuras já não terão essa oportunidade. Serão as mais injustiçadas com essas inverdades lançadas na mídia. Devemos preservar a verdade para termos um futuro onde todos saibam o que realmente aconteceu. O filme foi só mais uma repetição, que é constante, da necessidade estadunidense de criar falsos heróis. Liberdade de expressão é diferente de libertinagem de expressão. Qualquer ser humano no mundo, e isso inclui você, caro amigo, se sentiria castrado se seus feitos tivessem sido apagados em prol de uma mentira, de um excesso do direito de informar. Produtoras, sejam estrangeiras ou nacionais, assim como os nossos famosos canais abertos, têm a obrigação e dever de informar ao cidadão das VERDADES. Aos que discordam, durmam com o Mickey. Desculpe-me, mas é simples assim.

  17. Márcia Postado em 20/Mar/2013 às 21:53

    Cara, é um filmaço. Contradições e polêmicas à parte, o filme é BOM DEMAIS! Assistam!

  18. Pafúncio Postado em 03/Apr/2013 às 09:55

    Li alguns comentários. Concordo que é uma ficção, não documentário, mas os fatos devem ser reais e os créditos devem ser dados a quem de direito. Pessoas comentaram comigo sobre o filme, achando que viram um filme histórico, não distorcido. Acredito que logo estarão mostrando ou comentando em salas de aula, às vezes professores, uma estória falsa como verdadeira.

  19. Ricardo Machado Jorge Postado em 09/Apr/2013 às 15:39

    Sinceramente, eu me senti iludido porque eu não conhecia essa história e a fiquei conhecendo através do filme. Decepcionante, eu até cheguei a escrever um artigo sobre o filme para um blog, de um amigo, mas falei apenas sobre o contexto político o incidente para mim era novidade. Em relação as cenas do filme, eu não acreditei na cena final e muito menos na do mercado e até o meu pai, que já foi militar e esteve em combate na década de 1960/70 disse que aquilo era impossível. Primeiro eles teriam derrubado aquele avião e segundo todos os "turistas" teriam sido imediatamente presos. Fico surpreso e indignado pela manipulação da história, pois os créditos são invertidos e faz parecer que o Canadá e o seu embaixador foram meros coadjuvantes nessa empreitada espero que esse panaca reflita e repense essa atitude mau caráter e suja tipica dos norte americanos.

  20. EDU Postado em 25/Apr/2013 às 17:29

    Em primeiro lugar o filme é baseado no livro de Tony Mendez e o diretor pode fazê-lo como bem quiser. Necessário ler a obra inicialmente, até por que no curto espaço de um filme, cerca de 90 a 120 min, é impossível abordar tudo o que consta ou deveria constar na história original.

  21. kanella Postado em 21/May/2013 às 15:46

    Para os que não acreditam que o filme não se trata de propaganda Yanke, fica aqui uma dica muito bacana. Assista o discurso do Ben Affleck sustentando a mentira por ele (Hollywood) criada.

  22. GLÓRIA Postado em 28/May/2013 às 00:01

    Hollywood SEMPRE adulterou a história, seja mostrando uma Cleópatra com fatos distorcidos e muitos adereços parecendo egípcios mas que não estavam totalmente dentro das referencias históricas. mas hoje em dia com a facilidade de obter as informações necessárias para distorcer menos os fatos... ou o Afleck é realmente um diretor ingênuo demais, padronizado demais, principiante, só interessado em filmar ação, ou........ Enfim sempre lamentei esse "modo Hollywoodiano" de contar uma verdade e enfiar muita ficção no meio de fatos verídicos! A Globo também segue esse modus operandi quando filma biografias!