Redação Pragmatismo
Compartilhar
América Latina 20/Feb/2013 às 09:03
154
Comentários

O bate-papo que desmascarou a blogueira Yoani Sánchez

Yoani Sánchez ganhou espaço como colunista do Globo, recebeu o Jornal Nacional, é integrante do Instituto Millenium e tem dado entrevista pra todos os órgãos de imprensa brasileiros, mas o único jornalista do mundo até aqui a confrontá-la com perguntas elementares foi Salim Lamrani

Entrevista com Yoani Sánchez, por Salim Lamrani*

Yoani Sánchez é a nova personalidade da oposição cubana. Desde a criação de seu blog, Generación Y, em 2007, obteve inúmeros prêmios internacionais: o prêmio de Jornalismo Ortega y Gasset (2008), o prêmio Bitacoras.com (2008), o prêmio The Bob’s (2008), o prêmio Maria Moors Cabot (2008) da prestigiada universidade norte-americana de Colúmbia. Do mesmo modo, a blogueira foi escolhida como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo pela revista Time(2008), em companhia de George W. Bush, Hu Jintao e Dalai Lama.

yoani sánchez brasil jornalista francês

Yoani Sánchez é a dona da semana na mídia brasileira

Seu blog foi incluído na lista dos 25 melhores do mundo do canal CNN e da Time(2008). Em 30 de novembro de 2008, o diário espanhol El País a incluiu na lista das 100 personalidades hispano-americanas mais influentes do ano (lista na qual não apareciam nem Fidel Castro, nem Raúl Castro). A revista Foreign Policy, por sua vez, a considerou um dos 10 intelectuais mais importantes do ano, enquanto a revista mexicana Gato Pardofez o mesmo para 2008.

Esta impressionante avalanche de distinções simultâneas suscitou numerosas interrogações, ainda mais considerando que Yoani Sánchez, segundo suas próprias confissões, é uma total desconhecida em seu próprio país. Como uma pessoa desconhecida por seus vizinhos – segundo a própria blogueira – pode integrar a lista das 100 personalidades mais influentes do ano?

Um diplomata ocidental próximo desta atípica opositora do governo de Havana havia lido uma série de artigos que escrevi sobre Yoani Sánchez e que eram relativamente críticos. Ele os mostrou à blogueira cubana, que quis reunir-se comigo para esclarecer alguns pontos abordados.

Leia também

O encontro com a jovem dissidente de fama controvertida não ocorreu em algum apartamento escuro, com as janelas fechadas, ou em um lugar isolado e recluso para escapar aos ouvidos indiscretos da “polícia política”. Ao contrário, aconteceu no saguão do Hotel Plaza, no centro de Havana Velha, em uma tarde inundada de sol. O local estava bem movimentado, com numerosos turistas estrangeiros que perambulavam pelo imenso salão do edifício majestoso que abriu suas portas no início do século XX.

Yoani Sánchez vive perto das embaixadas ocidentais. De fato, uma simples chamada de meu contato ao meio-dia permitiu que combinássemos o encontro para três horas depois. Às 15h, a blogueira apareceu sorridente, vestida com uma saia longa e uma camiseta azul. Também usava uma jaqueta esportiva, para amenizar o relativo frescor do inverno havanês.

Foram cerca de duas horas de conversa ao redor de uma mesa do bar do hotel, com a presença de seu marido, Reinaldo Escobar, que a acompanhou durante uns vinte minutos antes de sair para outro encontro. Yoani Sánchez mostrou-se extremamente cordial e afável e exibiu grande tranquilidade. Seu tom de voz era seguro e em nenhum momento ela pareceu incomodada. Acostumada aos meios ocidentais, domina relativamente bem a arte da comunicação.

Esta blogueira, personagem de aparência frágil, inteligente e sagaz, tem consciência de que, embora lhe seja difícil admitir, sua midiatização no Ocidente não é uma causalidade, mas se deve ao fato de ela preconizar a instauração de um “capitalismo sui generis” em Cuba.

O incidente de 6 de novembro de 2009

Salim Lamrani – Comecemos pelo incidente ocorrido em 6 de novembro de 2009 em Havana. Em seu blog, a senhora explicou que foi presa com três amigos por “três robustos desconhecidos” durante uma “tarde carregada de pancadas, gritos e insultos”. A senhora denunciou as violências de que foi vítima por parte das forças da ordem cubanas. Confirma sua versão dos fatos?

Yoani Sánchez – Efetivamente, confirmo que sofri violência. Mantiveram-me sequestrada por 25 minutos. Levei pancadas. Consegui pegar um papel que um deles levava no bolso e o coloquei em minha boca. Um deles pôs o joelho sobre meu peito e o outro, no assento dianteiro, me batia na região dos rins e golpeava minha cabeça para que eu abrisse a boca e soltasse o papel. Por um momento, achei que nunca sairia daquele carro.

SL – O relato, em seu blog, é verdadeiramente terrorífico. Cito textualmente: a senhora falou de “golpes e empurrões”, de “golpes nos nós dos dedos”, de “enxurrada de golpes”, do “joelho sobre o [seu] peito”, dos golpes nos “rins e […] na cabeça”, do “cabelo puxado”, de seu “rosto avermelhado pela pressão e o corpo dolorido”, dos “golpes [que] continuavam vindo” e “todas essas marcas roxas”. No entanto, quando a senhora recebeu a imprensa internacional em 9 de novembro, todas as marcas haviam desaparecido. Como explica isso?

YS – São profissionais do espancamento.

SL – Certo, mas por que a senhora não tirou fotos das marcas?

YS – Tenho as fotos. Tenho provas fotográficas.

SL – Tem provas fotográficas?

YS – Tenho as provas fotográficas.

SL – Mas por que não as publicou para desmentir todos os rumores segundo os quais a senhora havia inventado uma agressão para que a imprensa falasse de seu caso?

YS – Por enquanto prefiro guardá-las e não publicá-las. Quero apresentá-las um dia perante um tribunal, para que esses três homens sejam julgados. Lembro-me perfeitamente de seus rostos e tenho fotos de pelo menos dois deles. Quanto ao terceiro, ainda não está identificado, mas, como se tratava do chefe, será fácil de encontrar. Tenho também o papel que tirei de um deles e que tem minha saliva, pois o coloquei na boca. Neste papel estava escrito o nome de uma mulher.

SL – Certo. A senhora publica muitas fotos em seu blog. Para nós é difícil entender por que prefere não mostrar as marcas desta vez.

YS – Como já lhe disse, prefiro guardá-las para a Justiça.

SL – A senhora entende que, com essa atitude, está dando crédito aos que pensam que a agressão foi uma invenção.

YS – É minha escolha.

SL – No entanto, até mesmo os meios ocidentais que lhe são mais favoráveis tomaram precauções oratórias pouco habituais para divulgar seu relato. O correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg, por exemplo, escreve que a senhora “não tem hematomas, marcas ou cicatrizes”. A agência France Presseconta a história esclarecendo com muito cuidado que se trata de sua versão, sob o título “Cuba: a blogueira Yoani Sánchez diz ter sido agredida e detida brevemente”. O jornalista afirma, por outro lado, que a senhora “não ficou ferida”.

YS – Não quero avaliar o trabalho deles. Não sou eu quem deve julgá-lo. São profissionais que passam por situações muito complicadas, que não posso avaliar. O certo é que a existência ou não de marcas físicas não é a prova do fato.

SL – Mas a presença de marcas demonstraria que foram cometidas violências. Daí a importância da publicação das fotos.

YS – O senhor deve entender que tratamos de profissionais da intimidação. O fato de três desconhecidos terem me levado até um carro sem me apresentar nenhum documento me dá o direito de me queixar como se tivessem fraturado todos os ossos do corpo. As fotos não são importantes porque a ilegalidade está consumada. A precisão de que “me doeu aqui ou me doeu ali” é minha dor interior.

SL – Sim, mas o problema é que a senhora apresentou isso como uma agressão muito violenta. A senhora falou de “sequestro no pior estilo da Camorra siciliana”.

YS – Sim, é verdade, mas sei que é minha palavra contra a deles. Entrar nesse tipo de detalhes, para saber se tenho marcas ou não, nos afasta do tema verdadeiro, que é o fato de terem me sequestrado durante 25 minutos de maneira ilegal.

SL – Perdoe-me a insistência, mas creio que é importante. Há uma diferença entre um controle de identidade que dura 25 minutos e violências policiais. Minha pergunta é simples. A senhora disse, textualmente: “Durante todo o fim de semana fiquei com a maçã do rosto e o supercílio inflamados.” Como tem as fotos, pode agora mostrar as marcas.

YS – Já lhe disse que prefiro guardá-las para o tribunal.

SL – A senhora entende que, para algumas pessoas, será difícil acreditar em sua versão se a senhora não publicar as fotos.

YS – Penso que, entrando nesse tipo de detalhes, perde-se a essência. A essência é que três bloggers acompanhados por uma amiga dirigiam-se a um ponto da cidade que era a Rua 23, esquina G. Tínhamos ouvido falar que um grupo de jovens convocara uma passeata contra a violência. Pessoas alternativas, cantores de hip hop, de rap, artistas. Eu compareceria como blogueira para tirar fotos e publicá-las em meu blog e fazer entrevistas. No caminho, fomos interceptados por um carro da marca Geely.

SL – Para impedi-los de participar do evento?

YS – A razão, evidentemente, era esta. Eles nunca me disseram formalmente, mas era o objetivo. Disseram-me que entrasse no carro. Perguntei quem eles eram. Um deles me pegou pelo pulso e comecei a ir para trás. Isso aconteceu em uma zona bastante central de Havana, em um ponto de ônibus.

SL – Então havia outras pessoas. Havia testemunhas.

YS – Há testemunhas, mas não querem falar. Têm medo.

SL – Nem mesmo de modo anônimo? Por que a imprensa ocidental não as entrevistou preservando seu anonimato, como faz muitas vezes quando publica reportagens críticas sobre Cuba?

YS – Não posso lhe explicar a reação da imprensa. Posso lhe contar o que aconteceu. Um deles era um homem de uns cinquenta anos, musculoso como se tivesse praticado luta livre em algum momento da vida. Digo-lhe isso porque meu pai praticou esse esporte e tem as mesmas características. Tenho os pulsos muito finos e consegui escapar, e lhe perguntei quem era. Havia três homens além do motorista.

SL – Então havia quatro homens no total, e não três.

YS – Sim, mas não vi o rosto do motorista. Disseram-me: “Yoani, entre no carro, você sabe quem somos.” Respondi: “Não sei quem são os senhores.” O mais baixo me disse: “Escute-me, voce sabe quem sou, você me conhece.” Retruquei: “Não, não sei quem é você. Não o conheço. Quem é você? Mostre-me suas credenciais ou algum documento.” O outro me disse: “Entre, não torne as coisas mais difíceis.” Então comecei a gritar: “Socorro! Sequestradores! ”

SL – A senhora sabia que se tratava de policiais à paisana?

YS – Imaginava, mas eles não me mostraram seus documentos.

SL – Qual era seu objetivo, então?

YS – Queria que as coisas fossem feitas dentro da legalidade, ou seja, que me mostrassem seus documentos e me levassem depois, embora eu suspeitasse que eles representavam a autoridade. Ninguém pode obrigar um cidadão a entrar em um carro particular sem apresentar suas credenciais. Isso é uma ilegalidade e um sequestro.

SL – Como as pessoas no ponto de ônibus reagiram?

YS – As pessoas no ponto ficaram atônitas, pois “sequestro” não é uma palavra que se usa em Cuba, não existe esse fenômeno. Então se perguntaram o que estava acontecendo. Não tínhamos jeito de delinquentes. Alguns se aproximaram, mas um dos policiais lhes gritou: “Não se metam, que são contrarrevolucioná rios!”

Esta foi a confirmação de que se tratava de membros da polícia política, embora eu já imaginasse por causa do carro Geely, que é chinês, de fabricação atual, e não é vendido em nenhuma loja em Cuba. Esses carros pertencem exclusivamente a membros do Ministério das Forças Armadas e do Ministério do Interior.

SL – Então a senhora sabia desde o início, pelo carro, que se tratava de policiais à paisana.

YS – Intuía. Por outro lado, tive a confirmação quando um deles chamou um policial uniformizado. Uma patrulha formada por um homem e uma mulher chegou e levou dois de nós. Deixou-nos nas mãos desses dois desconhecidos.

SL – Mas a senhora já não tinha a menor dúvida sobre quem eles eram.

YS – Não, mas não nos mostraram nenhum documento. Os policiais não nos disseram que representavam a autoridade. Não nos disseram nada.

SL – É difícil entender o interesse das autoridades cubanas em agredi-la fisicamente, sob o risco de provocar um escândalo internacional. A senhora é famosa. Por que teriam feito isso?

YS – Seu objetivo era radicalizar- me, para que eu escrevesse textos violentos contra eles. Mas não conseguirão.

SL – Não se pode dizer que a senhora é branda com o governo cubano.

YS -Nunca recorro à violência verbal nem a ataques pessoais. Nunca uso adjetivos incendiários, como “sangrenta repressão”, por exemplo. Seu objetivo, então, era radicalizar- me.

SL – No entanto, a senhora é muito dura em relação ao governo de Havana. Em seu blog, a senhora diz: “o barco que faz água a ponto de naufragar”. A senhora fala dos “gritos do déspota”, de “seres das sombras, que, como vampiros, se alimentam de nossa alegria humana, nos incutem o medo por meio da agressão, da ameaça, da chantagem”, e afirma que “naufragaram o processo, o sistema, as expectativas, as ilusões. [É um] naufráfio [total]”. São palavras muito fortes.

YS – Talvez, mas o objetivo deles era queimar o fenômeno Yoani Sánchez, demonizar-me. Por isso meu blog permaneceu bloqueado por um bom tempo.

SL – Contudo, é surpreendente que as autoridades cubanas tenham decidido atacá-la fisicamente.

YS – Foi uma torpeza. Não entendo por que me impediram de assistir à passeata, pois não penso como aqueles que reprimem. Não tenho explicação. Talvez eles não quisessem que eu me reunisse com os jovens. Os policiais acreditavam que eu iria provocar um escândalo ou fazer um discurso incendiário.

Voltando ao assunto da detenção, os policiais levaram meus amigos de maneira enérgica e firme, mas sem violência. No momento em que me dei conta de que iriam nos deixar sozinhos com Orlando, com esses três tipos, agarrei-me a uma planta que havia na rua e Claudia agarrou-se a mim pela cintura para impedir a separação, antes de os policiais a levarem.

SL – Para que resistir às forças da ordem uniformizadas e correr o risco de ser acusada disso e cometer um delito? Na França, se resistimos à polícia, corremos o risco de sofrer sanções.

YS – De qualquer modo, eles nos levaram. A policial levou Claudia. As três pessoas nos levaram até o carro e comecei a gritar de novo: “Socorro! Um sequestro!”

SL – Por quê? A senhora sabia que se tratava de policiais à paisana.

YS – Não me mostraram nenhum papel. Então começaram a me bater e me empurraram em direção ao carro. Claudia foi testemunha e relatou isso.

SL – A senhora não acaba de me dizer que a patrulha a havia levado?

YS – Ela viu a cena de longe, enquanto o carro de polícia se afastava. Defendi-me e golpeei como um animal que sente que sua hora chegou. Deram uma volta rápida e tentaram tirar-me o papel da boca.

Agarrei um deles pelos testículos e ele redobrou a violência. Levaram-nos a um bairro bem periférico, La Timba, que fica perto da Praça da Revolução. O homem desceu, abriu a porta e pediu que saíssemos. Eu não quis descer. Eles nos fizeram sair à força com Orlando e foram embora.

Uma senhora chegou e dissemos que havíamos sido sequestrados. Ela nos achou malucos e se foi. O carro voltou, mas não parou. Eles só me jogaram minha bolsa, onde estavam meu celular e minha câmera.

SL – Voltaram para devolver seu celular e sua câmera?

YS – Sim.

SL – Não lhe parece estranho que se preocupassem em voltar? Poderiam ter confiscado seu celular e sua câmera, que são suas ferramentas de trabalho.

YS – Bem, não sei. Tudo durou 25 minutos.

SL – Mas a senhora entende que, enquanto não publicar as fotos, as pessoas duvidarão de sua versão, e isso lançará uma sombra sobre a credibilidade de tudo o que a senhora diz.

YS – Não importa.

A Suíça e o retorno a Cuba

SL – Em 2002, a senhora decidiu emigrar para a Suíça. Dois anos depois, voltou a Cuba. É difícil entender por que a senhora deixou o “paraíso europeu” para regressar ao país que descreve como um inferno. A pergunta é simples: por quê?

YS – É uma ótima pergunta. Primeiro, gosto de nadar contra a corrente. Gosto de organizar minha vida à minha maneira. O absurdo não é ir embora e voltar a Cuba, e sim as leis migratórias cubanas, que estipulam que toda pessoa que passa onze meses no exterior perde seu status de residente permanente.

Em outras condições eu poderia permanecer dois anos no exterior e, com o dinheiro ganho, voltar a Cuba para reformar a casa e fazer outras coisas. Então o surpreendente não é o fato de eu decidir voltar a Cuba, e sim as leis migratórias cubanas.

SL – O mais surpreendente é que, tendo a possibilidade de viver em um dos países mais ricos do mundo, a senhora tenha decidido voltar a seu país, que descreve de modo apocalíptico, apenas dois anos depois de sua saída.

YS – As razões são várias. Primeiro, não pude ir embora com minha família. Somos uma pequena família, mas minha irmã, meus pais e eu somos muito unidos. Meu pai ficou doente em minha ausência e tive medo de que ele morresse sem que eu pudesse vê-lo. Também me sentia culpada por viver melhor do que eles. A cada vez que comprava um par de sapatos, que me conectava à internet, pensava neles. Sentia-me culpada.

SL – Certo, mas, da Suíça, a senhora podia ajudá-los enviando dinheiro.

YS – É verdade, mas há outro motivo. Pensei que, com o que havia aprendido na Suíça, poderia mudar as coisas voltando a Cuba. Há também a saudade das pessoas, dos amigos. Não foi uma decisão pensada, mas não me arrependo.

Tinha vontade de voltar e voltei. É verdade que isso pode parecer pouco comum, mas gosto de fazer coisas incomuns. Criei um blog e as pessoas me perguntaram por que eu fiz isso, mas o blog me satisfaz profissionalmente.

SL – Entendo. No entanto, apesar de todas essas razões, é difícil entender o motivo de seu regresso a Cuba quando no Ocidente se acredita que todos os cubanos querem abandonar o país. É ainda mais surpreendente em seu caso, pois a senhora apresenta seu país, repito, de modo apocalíptico.

YS – Como filóloga, eu discutiria a palavra, pois “apocalíptico” é um termo grandiloquente. Há um aspecto que caracteriza meu blog: a moderação verbal.

SL – Não é sempre assim. A senhora, por exemplo, descreve Cuba como “uma imensa prisão, com muros ideológicos”. Os termos são bastantes fortes.

YS – Nunca escrevi isso.

SL – São as palavras de uma entrevista concedida ao canal francês France 24 em 22 de outubro de 2009.

YS – O senhor leu isso em francês ou em espanhol?

SL – Em francês.

YS – Desconfie das traduções, pois eu nunca disse isso. Com frequência me atribuem coisas que eu não disse. Por exemplo, o jornal espanhol ABC me atribuiu palavras que eu nunca havia pronunciado, e protestei. O artigo foi finalmente retirado do site na internet.

SL – Quais eram essas palavras?

YS – “Nos hospitais cubanos, morre mais gente de fome do que de enfermidades. ” Era uma mentira total. Eu jamais havia dito isso.

SL – Então a imprensa ocidental manipulou o que a senhora disse?

YS – Eu não diria isso.

SL – Se lhe atribuem palavras que a senhora não pronunciou, trata-se de manipulação.

YS – O Granma manipula a realidade mais do que a imprensa ocidental ao afirmar que sou uma criação do grupo midiático Prisa.

SL – Justamente, a senhora não tem a impressão de que a imprensa ocidental a usa porque a senhora preconiza um “capitalismo sui generis” em Cuba?

YS – Não sou responsável pelo que a imprensa faz. Meu blog é uma terapia pessoal, um exorcismo. Tenho a impressão de que sou mais manipulada em meu próprio país do que em outra parte. O senhor sabe que existe uma lei em Cuba, a lei 88, chamada lei da “mordaça”, que põe na cadeia as pessoas que fazem o que estamos fazendo.

SL – O que isso quer dizer?

YS – Que nossa conversa pode ser considerada um delito, que pode ser punido com uma pena de até 15 anos de prisão.

SL – Perdoe-me, o fato de eu entrevistá-la pode levá-la para a cadeia?

YS – É claro!

SL – Não tenho a impressão de que isso a preocupe muito, pois a senhora está me concedendo uma entrevista em plena tarde, no saguão de um hotel no centro de Havana Velha.

YS – Não estou preocupada. Esta lei estipula que toda pessoa que denuncie as violações dos direitos humanos em Cuba colabora com as sanções econômicas, pois Washington justifica a imposição das sanções contra Cuba pela violação dos direitos humanos.

SL – Se não me engano, a lei 88 foi aprovada em 1996 para responder à Lei-Helms Burton e sanciona sobretudo as pessoas que colaboram com a aplicação desta legislação em Cuba, por exemplo fornecendo informações a Washington sobre os investidores estrangeiros no país, para que estes sejam perseguidos pelos tribunais norte-americanos. Que eu saiba, ninguém até agora foi condenado por isso.

Falemos de liberdade de expressão. A senhora goza de certa liberdade de tom em seu blog. Está sendo entrevistada em plena tarde em um hotel. Não vê uma contradição entre o fato de afirmar que não há nenhuma liberdade de expressão em Cuba e a realidade de seus escritos e suas atividades, que provam o contrário?

YS – Sim, mas o blog não pode ser acessado desde Cuba, porque está bloqueado.

SL – Posso lhe assegurar que o consultei esta manhã antes da entrevista, no hotel.

YS – É possível, mas ele permanece bloqueado a maior parte do tempo. De todo modo, hoje em dia, mesmo sendo uma pessoa moderada, não posso ter nenhum espaço na imprensa cubana, nem no rádio, nem na televisão.

SL – Mas pode publicar o que tem vontade em seu blog.

YS – Mas não posso publicar uma única palavra na imprensa cubana.

SL – Na França, que é uma democracia, amplos setores da população não têm nenhum espaço nos meios, já que a maioria pertence a grupos econômicos e financeiros privados.

YS – Sim, mas é diferente.

SL – A senhora recebeu ameaças por suas atividades? Alguma vez a ameaçaram com uma pena de prisão pelo que escreve?

YS – Ameaças diretas de pena de prisão, não, mas não me deixam viajar ao exterior. Fui convidada há pouco para um Congresso sobre a língua espanhola no Chile, fiz todos os trâmites, mas não me deixam sair.

SL – Deram-lhe alguma explicação?

YS – Nenhuma, mas quero dizer uma coisa. Para mim, as sanções dos Estados Unidos contra Cuba são uma atrocidade. Trata-se de uma política que fracassou. Afirmei isso muitas vezes, mas não se publica, pois é incômodo o fato de eu ter esta opinião que rompe com o arquétipo do opositor.

As sanções econômicas

SL – Então a senhora se opõe às sanções econômicas.

YS – Absolutamente, e digo isso em todas as entrevistas. Há algumas semanas, enviei uma carta ao Senado dos Estados Unidos pedindo que os cidadãos norte-americanos tivessem permissão para viajar a Cuba. É uma atrocidade impedir que os cidadãos norte-americanos viajem a Cuba, do mesmo modo que o governo cubano me impede de sair de meu país.

SL – O que acha das esperanças suscitadas pela eleição de Obama, que prometeu uma mudança na política para Cuba, mas decepcionou muita gente?

YS – Ele chegou ao poder sem o apoio do lobby fundamentalista de Miami, que defendeu o outro candidato. De minha parte, já me pronunciei contra as sanções.

SL – Este lobby fundamentalista é contra a suspensão das sanções econômicas.

YS – O senhor pode discutir com eles e lhes expor meus argumentos, mas eu não diria que são inimigos da pátria. Não penso assim.

SL – Uma parte deles participou da invasão de seu próprio país em 1961, sob as ordens da CIA. Vários estão envolvidos em atos de terrorismo contra Cuba.

YS – Os cubanos no exílio têm o direito de pensar e decidir. Sou a favor de que eles tenham direito ao voto. Aqui, estigmatizou- se muito o exílio cubano.

SL – O exílio “histórico” ou os que emigraram depois, por razões econômicas?

YS – Na verdade, oponho-me a todos os extremos. Mas essas pessoas que defendem as sanções econômicas não são anticubanas. Considere que elas defendem Cuba segundo seus próprios critérios.

SL – Talvez, mas as sanções econômicas afetam os setores mais vulneráveis da população cubana, e não os dirigentes. Por isso é difícil ser a favor das sanções e, ao mesmo tempo, querer defender o bem-estar dos cubanos.

YS – É a opinião deles. É assim.

SL – Eles não são ingênuos. Sabem que os cubanos sofrem com as sanções.

YS – São simplesmente diferentes. Acreditam que poderão mudar o regime impondo sanções. Em todo caso, creio que o bloqueio tem sido o argumento perfeito para o governo cubano manter a intolerância, o controle e a repressão interna.

SL – As sanções econômicas têm efeitos. Ou a senhora acha que são apenas uma desculpa para Havana?

YS – São uma desculpa que leva à repressão.

SL – Afetam o país de um ponto de vista econômico, para a senhora? Ou é apenas um efeito marginal?

YS – O verdadeiro problema é a falta de produtividade em Cuba. Se amanhã suspendessem as sanções, duvido muito que víssemos os efeitos.

SL – Neste caso, por que os Estados Unidos não suspendem as sanções, tirando assim a desculpa do governo? Assim perceberíamos que as dificuldades econômicas devem-se apenas às políticas internas. Se Washington insiste tanto nas sanções apesar de seu caráter anacrônico, apesar da oposição da imensa maioria da comunidade internacional, 187 países em 2009, apesar da oposição de uma maioria da opinião pública dos Estados Unidos, apesar da oposição do mundo dos negócios, deve ser por algum motivo, não?

YS – Simplesmente porque Obama não é o ditador dos Estados Unidos e não pode eliminar as sanções.

SL – Ele não pode eliminá-las totalmente porque não há um acordo no Congresso, mas pode aliviá-las consideravelmente, o que não fez até agora, já que, salvo a eliminação das sanções impostas por Bush em 2004, quase nada mudou.

YS – Não, não é verdade, pois ele também permitiu que as empresas de telecomunicaçõ es norte-americanas fizessem transações com Cuba.

Os prêmios internacionais, o blog e Barack Obama

SL – A senhora terá de admitir que é bem pouco, quando se sabe que Obama prometeu um novo enfoque para Cuba. Voltemos a seu caso pessoal. Como explica esta avalanche de prêmios, assim como seu sucesso internacional?

YS – Não tenho muito a dizer, a não ser expressar minha gratidão. Todo prêmio implica uma dose de subjetividade por parte do jurado. Todo prêmio é discutível. Por exemplo, muitos escritores latino-americanos mereciam o Prêmio Nobel de Literatura mais que Gabriel García Márquez.

SL – A senhora afirma isso porque acredita que ele não tem tanto talento ou por sua posição favorável à Revolução cubana? A senhora não nega seu talento de escritor, ou nega?

YS – É minha opinião, mas não direi que ele obteve o prêmio por esse motivo nem vou acusá-lo de ser um agente do governo sueco.

SL – Ele obteve o prêmio por sua obra literária, enquanto a senhora foi recompensada por suas posições políticas contra o governo. É a impressão que temos.

YS – Falemos do prêmio Ortega y Gasset, do jornal El País, que suscita mais polêmica. Venci na categoria “Internet”. Alguns dizem que outros jornalistas não conseguiram, mas sou uma blogueira e sou pioneira neste campo. Considero-me uma personagem da internet. O júri do prêmio Ortega y Gasset é formado por personalidades extremamente prestigiadas e eu não diria que elas se prestaram a uma conspiração contra Cuba.

SL – A senhora não pode negar que o jornal espanhol El Paístem uma linha editorial totalmente hostil a Cuba. E alguns acham que o prêmio, de 15.000 euros, foi uma forma de recompensar seus escritos contra o governo.

YS – As pessoas pensam o que querem. Acredito que meu trabalho foi recompensado. Meu blog tem 10 milhões de visitas por mês. É um furacão.

SL – Como a senhora faz para pagar os gastos com a administração de semelhante tráfego?

YS – Um amigo na Alemanha se encarregava disso, pois o site estava hospedado na Alemanha. Há mais de um ano está hospedado na Espanha, e consegui 18 meses gratuitos graças ao prêmio The Bob’s.

SL – E a tradução para 18 línguas?

YS – São amigos e admiradores que o fazem voluntária e gratuitamente.

SL – Muitas pessoas acham difícil acreditar nisso, pois nenhum outro site do mundo, nem mesmo os das mais importantes instituições internacionais, como as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a OCDE, a União Europeia, dispõe de tantas versões de idioma. Nem o site do Departamento de Estado dos EUA, nem o da CIA contam com semelhante variedade.

YS – Digo-lhe a verdade.

SL – O presidente Obama inclusive respondeu a uma entrevista que a senhora fez. Como explica isso?

YS – Em primeiro lugar, quero dizer que não eram perguntas complacentes.

SL – Tampouco podemos afirmar que a senhora foi crítica, já que não pediu que ele suspendesse as sanções econômicas, sobre as quais a senhora diz que “são usadas como justificativa tanto para o descalabro produtivo quanto para reprimir os que pensam diferente”. É exatamente o que diz Washington sobre o tema.

O momento de maior atrevimento foi quando a senhora perguntou se ele pensava em invadir Cuba. Como a senhora explica que o presidente Obama tenha dedicado tempo a lhe responder apesar de sua agenda extremamente carregada, com uma crise econômica sem precedentes, a reforma do sistema de saúde, o Iraque, o Afeganistão, as bases militares na Colômbia, o golpe de Estado em Honduras e centenas de pedidos de entrevista dos mais importantes meios do mundo à espera?

YS – Tenho sorte. Quero lhe dizer que também enviei perguntas ao presidente Raúl Castro e ele não me respondeu. Não perco a esperança. Além disso, ele agora tem a vantagem de contar com as respostas de Obama.

SL – Como a senhora chegou até Obama?

YS – Transmiti as perguntas a várias pessoas que vinham me visitar e poderiam ter um contato com ele.

SL – Em sua opinião, Obama respondeu porque a senhora é uma blogueira cubana ou porque se opõe ao governo?

YS – Não creio. Obama respondeu porque fala com os cidadãos.

SL – Ele recebe milhões de solicitações a cada dia. Por que lhe respondeu, se a senhora é uma simples blogueira?

YS – Obama é próximo de minha geração, de meu modo de pensar.

SL – Mas por que a senhora? Existem milhões de blogueiros no mundo. Não acha que foi usada na guerra midiática de Washington contra Havana?

YS – Em minha opinião, ele talvez quisesse responder a alguns pontos, como a invasão de Cuba. Talvez eu tenha lhe dado a oportunidade de se manifestar sobre um tema que ele queria abordar havia muito tempo. A propaganda política nos fala constantemente de uma possível invasão de Cuba.

SL – Mas ocorreu uma, não?

YS – Quando?

SL – Em 1961. E, em 2003, Roger Noriega, subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, disse que qualquer onda migratória cubana em direção aos Estados Unidos seria considerada uma ameaça à segurança nacional e exigiria uma resposta militar.

YS – É outro assunto. Voltando ao tema da entrevista, creio que ela permitiu esclarecer alguns pontos. Tenho a impressão de que há uma intenção de ambos os lados de não normalizar as relações, de não se entender. Perguntei-lhe quando encontraríamos uma solução.

SL – A seu ver, quem é responsável por este conflito entre os dois países?

YS – É difícil apontar um culpado.

SL – Neste caso específico, são os Estados Unidos que impõem sanções unilaterais a Cuba, e não o contrário.

YS – Sim, mas Cuba confiscou propriedades dos Estados Unidos.

SL – Tenho a impressão de que a senhora faz o papel de advogada de Washington.

YS – Os confiscos ocorreram.

SL – É verdade, mas foram realizados conforme o direito internacional. Cuba também confiscou propriedades da França, Espanha, Itália, Bélgica, Reino Unido, e indenizou estas nações. O único país que recusou as indenizações foram os Estados Unidos.

YS – Cuba também permitiu a instalação de bases militares em seu território e de mísseis de um império distante…

SL – …Como os Estados Unidos instalaram bases nucleares contra a URSS na Itália e na Turquia.

YS – Os mísseis nucleares podiam alcançar os Estados Unidos.

SL – Assim como os mísseis nucleares norte-americanos podiam alcançar Cuba ou a URSS.

YS – É verdade, mas creio que houve uma escalada no confronto por parte de ambos os países.

Os cinco presos políticos cubanos e a dissidência

SL – Abordemos outro tema. Fala-se muito dos cinco presos políticos cubanos nos Estados Unidos, condenados à prisão perpétua por infiltrar grupelhos de extrema direita na Flórida envolvidos no terrorismo contra Cuba.

YS – Não é um tema que interesse à população. É propaganda política.

SL – Mas qual é seu ponto de vista a respeito?

YS – Tentarei ser o mais neutra possível. São agentes do Ministério do Interior que se infiltraram nos Estados Unidos para coletar informações. O governo de Cuba disse que eles não desempenhavam atividades de espionagem, mas sim que haviam infiltrado grupos cubanos para evitar atos terroristas. Mas o governo cubano sempre afirmou que esses grupos estavam ligados a Washington.

SL – Então os grupos radicais de exilados têm laços com o governo dos Estados Unidos.

YS – É o que diz a propaganda política.

SL – Então não é verdade.

YS – Se é verdade, significa que os cinco realizavam atividades de espionagem.

SL – Neste caso, os Estados Unidos têm de reconhecer que os grupos violentos fazem parte do governo.

YS – É verdade.

SL – A senhora acha que os Cinco devem ser libertados ou merecem a punição?

YS – Creio que valeria a pena revisar os casos, mas em um contexto político mais apaziguado. Não acho que o uso político deste caso seja bom para eles. O governo cubano midiatiza demais este assunto.

SL – Talvez por ser um assunto totalmente censurado pela imprensa ocidental.

YS – Creio que seria bom salvar essas pessoas, que são seres humanos, têm uma família, filhos. Por outro lado, contudo, também há vítimas.

SL – Mas os cinco não cometeram crimes.

YS – Não, mas forneceram informações que causaram a morte de várias pessoas.

SL – A senhora se refere aos acontecimentos de 24 de fevereiro de 1996, quando dois aviões da organização radical Brothers to the Rescue foram derrubados depois de violar várias vezes o espaço aéreo cubano e lançar convocações à rebelião.

YS – Sim.

SL – No entanto, o promotor reconheceu que era impossível provar a culpa de Gerardo Hernández neste caso.

YS – É verdade. Penso que, quando a política se intromete em assuntos de justiça, chegamos a isso.

SL – A senhora acha que se trata de um caso político?

YS – Para o governo cubano, é um caso político.

SL – E para os Estados Unidos?

YS – Penso que existe uma separação dos poderes no país, mas é possível que o ambiente político tenha influenciado os juízes e jurados. Não creio, no entanto, que se trate de um caso político dirigido por Washigton. É difícil ter uma imagem clara deste caso, pois jamais obtivemos uma informação completa a respeito. Mas a prioridade para os cubanos é a libertação dos presos políticos.

O financiamento

SL – Wayne S. Smith, último embaixador dos Estados Unidos em Cuba, declarou que era “ilegal e imprudente enviar dinheiro aos dissidentes cubanos”. Acrescentou que “ninguém deveria dar dinheiro aos dissidentes, muito menos com o objetivo de derrubar o governo cubano”.

Ele explica: “Quando os Estados Unidos declaram que seu objetivo é derrubar o governo cubano e depois afirmam que um dos meios para conseguir isso é oferecer fundos aos dissidentes cubanos, estes se encontram de fato na posição de agentes pagos por uma potência estrangeira para derrubar seu próprio governo”.

YS – Creio que o financiamento da oposição pelos Estados Unidos tem sido apresentado como uma realidade, o que não é o caso. Conheço vários membros do grupo dos 75 dissidentes presos em 2003 e duvido muito dessa versão. Não tenho provas de que os 75 tenham sido presos por isso. Não acredito nas provas apresentadas nos tribunais cubanos.

SL – Não creio que seja possível ignorar esta realidade.

YS – Por quê?

SL – O próprio governo dos Estados Unidos afirma que financia a oposição interna desde 1959. Basta consultar, além dos arquivos liberados ao público, a seção 1.705 da lei Torricelli, de 1992, a seção 109 da lei Helms-Burton, de 1996, e os dois informes da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre, de maio de 2004 e julho de 2006. Todos esses documentos revelam que o presidente dos Estados Unidos financia a oposição interna em Cuba com o objetivo de derrubar o governo de Havana.

YS: Não sei, mas…

SL – Se me permite, vou citar as leis em questão. A seção 1.705 da lei Torricelli estipula que “os Estados Unidos proporcionarã o assistência às organizações não-governamentais adequadas para apoiar indivíduos e organizações que promovem uma mudança democrática não violenta em Cuba.”

A seção 109 da lei Helms-Burton também é muito clara: “O presidente [dos Estados Unidos] está autorizado a proporcionar assistência e oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para unir os esforços a fim de construir uma democracia em Cuba”.

O primeiro informe da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre prevê a elaboração de um “sólido programa de apoio que favoreça a sociedade civil cubana”. Entre as medidas previstas há um financiamento de 36 milhões de dólares para o “apoio à oposição democrática e ao fortalecimento da sociedade civil emergente”.

O segundo informe da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre prevê um orçamento de 31 milhões de dólares para financiar ainda mais a oposição interna. Além disso, está previsto para os anos seguintes um financiamento anual de pelo menos 20 milhões de dólares, com o mesmo objetivo, “até que a ditadura deixe de existir”.

YS – Quem lhe disse que esse dinheiro chegou às mãos dos dissidentes?

SL – A Seção de Interesses Norte-americanos afirmou em um comunicado: “A política norte-americana, faz muito tempo, é proporcionar assistência humanitária ao povo cubano, especificamente a famílias de presos políticos. Também permitimos que as organizações privadas o façam.”

YS – Bem…

SL – Inclusive a Anistia Internacional, que lembra a existência de 58 presos políticos em Cuba, reconhece que eles estão detidos “por ter recebido fundos ou materiais do governo norte-americano para realizar atividades que as autoridades consideram subversivas e prejudiciais para Cuba”.

YS – Não sei se…

SL – Por outro lado, os próprios dissidentes admitem receber dinheiro dos Estados Unidos. Laura Pollán, das Damas de Branco, declarou: “Aceitamos a ajuda, o apoio, da ultradireita à esquerda, sem condições”. O opositor Vladimiro Roca também confessou que a dissidência cubana é subvencionada por Washington, alegando que a ajuda financeira recebida era “total e completamente lícita”. Para o dissidente René Gómez, o apoio econômico por parte dos Estados Unidos “não é algo a esconder ou de que precisemos nos envergonhar” .

Inclusive a imprensa ocidental reconhece. A agência France Presse informa que “os dissidentes, por sua parte, reivindicaram e assumiram essas ajudas econômicas”. A agência espanhola EFEmenciona os “opositores financiados pelos Estados Unidos”. Quanto à agência de notícias britânica Reuters, “o governo norte-americano fornece abertamente um apoio financeiro federal às atividades dos dissidentes, o que Cuba considera um ato ilegal”. E eu poderia multiplicar os exemplos.

YS – Tudo isso é culpa do governo cubano, que impede a prosperidade econômica de seus cidadãos, que impõe um racionamento à população. É preciso fazer fila para conseguir produtos. É necessário julgar antes o governo cubano, que levou milhares de pessoas a aceitar a ajuda estrangeira.

SL – O problema é que os dissidentes cometem um delito que a lei cubana e todos os códigos penais do mundo sancionam severamente. Ser financiado por uma potência estrangeira é um grave delito na Franca e no restante do mundo.

YS – Podemos admitir que o financiamento de uma oposição é uma prova de ingerência, mas…

SL – Mas, neste caso, as pessoas que a senhora qualifica de presos políticos não são presos políticos, pois cometeram um delito ao aceitar dinheiro dos Estados Unidos, e a justiça cubana as condenou com base nisso.

YS – Creio que este governo se intrometeu muitas vezes nos assuntos internos de outros países, financiando movimentos rebeldes e a guerrilha. Interveio em Angola e…

SL – Sim, mas se tratava de ajudar os movimentos independentistas contra o colonialismo português e o regime segregacionista da África do Sul. Quando a África do Sul invadiu a Namíbia, Cuba interveio para defender a independência deste país. Nelson Mandela agradeceu publicamente a Cuba e esta foi a razão pela qual fez sua primeira viagem a Havana, e não a Washington ou Paris.

YS – Mas muitos cubanos morreram por isso, longe de sua terra.

SL – Sim, mas foi por uma causa nobre, seja em Angola, no Congo ou na Namíbia. A batalha de Cuito Cuanavale, em 1988, permitiu que se pusesse fim ao apartheid na África do Sul. É o que diz Mandela! Não se sente orgulhosa disso?

YS – Concordo, mas, no fim das contas, incomoda-me mais a ingerência de meu país no exterior. O que faz falta é despenalizar a prosperidade.

SL – Inclusive o fato de se receber dinheiro de uma potência estrangeira?

YS – As pessoas têm de ser economicamente autônomas.

SL – Se entendo bem, a senhora preconiza a privatização de certos setores da economia.

YS – Não gosto do termo “privatizar” , pois tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.

Conquistas sociais em Cuba?

SL – É uma questão semântica, então. Quais são, para a senhora, as conquistas sociais deste país?

YS – Cada conquista teve um custo enorme. Todas as coisas que podem parecer positivas tiveram um custo em termos de liberdade. Meu filho recebe uma educação muito doutrinária e contam-lhe uma história de Cuba que em nada corresponde à realidade. Preferiria uma educação menos ideológica para meu filho. Por outro lado, ninguém quer ser professor neste país, pois os salários são muito baixos.

SL – Concordo, mas isso não impede que Cuba seja o país com o maior número de professores por habitante do mundo, com salas de 20 alunos no máximo, o que não ocorre na França, por exemplo.

YS – Sim, mas houve um custo, e por isso a educação e a saúde não são verdadeiras conquistas para mim.

SL – Não podemos negar algo reconhecido por todas as instituições internacionais. Em relação à educação, o índice de analfabetismo é de 11,7% na América Latina e 0,2% em Cuba. O índice de escolaridade no ensino primário é de 92% na América Latina e 100% em Cuba, e no ensino secundário é de 52% e 99,7%, respectivamente. São cifras do Departamento de Educação da Unesco.

YS – Certo, mas, em 1959, embora Cuba vivesse em condições difíceis, a situação não era tão ruim. Havia uma vida intelectual florescente, um pensamento político vivo. Na verdade, a maioria das supostas conquistas atuais, apresentadas como resultados do sistema, eram inerentes a nossa idiossincrasia. Essas conquistas existiam antes.

SL – Não é verdade. Vou citar uma fonte acima de qualquer suspeita: um informe do Banco Mundial. É uma citação bastante longa, mas vale a pena.

“Cuba é internacionalmente reconhecida por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maior parte dos países em desenvolvimento e, em certos setores, comparável ao dos países desenvolvidos. Desde a Revolução cubana de 1959 e do estabelecimento de um governo comunista com partido único, o país criou um sistema de serviços sociais que garante o acesso universal à educação e à saúde, proporcionado pelo Estado. Este modelo permitiu que Cuba alcançasse uma alfabetização universal, a erradicação de certas enfermidades, o acesso geral à água potável e a salubridade pública de base, uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas da região e uma das maiores expectativas de vida. Uma revisão dos indicadores sociais de Cuba revela uma melhora quase contínua desde 1960 até 1980. Vários índices importantes, como a expectativa de vida e a taxa de mortalidade infantil, continuaram melhorando durante a crise econômica do país nos anos 90… Atualmente, o serviço social de Cuba é um dos melhores do mundo em desenvolvimento, como documentam numerosas fontes internacionais, entre elas a Organização Mundial de Saúde, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e outras agências da ONU, e o Banco Mundial. Segundo os índices de desenvolvimento do mundo em 2002, Cuba supera amplamente a América Latina e o Caribe e outros países com renda média nos mais importantes indicadores de educação, saúde e salubridade pública.”

Além disso, os números comprovam. Em 1959, a taxa de mortalidade infantil era de 60 por mil. Em 2009, era de 4,8. Trata-se da taxa mais baixa do continente americano do Terceiro Mundo; inclusive mais baixa que a dos Estados Unidos.

YS – Bom, mas…

SL – A expectativa de vida era de 58 anos antes da Revolução. Agora é de quase 80 anos, similar à de muitos países desenvolvidos. Cuba tem hoje 67.000 médicos frente aos 6.000 de 1959. Segundo o diário ingles The Guardian, Cuba tem duas vezes mais médicos que a Inglaterra para uma população quatro vezes menor.

YS – Certo, mas, em termos de liberdade de expressão, houve um recuo em relação ao governo de Batista. O regime era uma ditadura, mas havia uma liberdade de imprensa plural e aberta, programas de rádio de todas as tendências políticas.

SL – Não é verdade. A censura da imprensa também existia. Entre dezembro de 1956 e janeiro de 1959, durante a guerra contra o regime de Batista, a censura foi imposta em 630 de 759 dias. E aos opositores reservava-se um triste destino.

YS – É verdade que havia censura, intimidações e mortos ao final.

SL – Então a senhora não pode dizer que a situação era melhor com Batista, já que os opositores eram assassinados. Já não é o caso hoje. A senhora acha que a data de 1º de janeiro é uma tragédia para a história de Cuba?

YS – Não, de modo algum. Foi um processo que motivou muita esperança, mas traiu a maioria dos cubanos. Fui um momento luminosos para boa parte da população, mas puseram fim a uma ditadura e instauraram outra. Mas não sou tão negativa como alguns.

Luis Posada Carriles, a lei de Ajuste Cubano e a emigração

SL – O que acha de Luis Posada Carriles, ex-agente da CIA responsável por numerosos crimes em Cuba e a quem os Estados Unidos recusam-se a julgar?

YS – É um tema político que não interessa às pessoas. É uma cortina de fumaça.

SL – Interessa, pelo menos, aos parentes das vítimas. Qual é seu ponto de vista a respeito?

YS – Não gosto de ações violentas.

SL – Condena seus atos terroristas?

YS – Condeno todo ato de terrorismo, inclusive os cometidos atualmente no Iraque por uma suposta resistência iraquiana que mata os iraquianos.

SL – Quem mata os iraquianos? Os ataques da resistência ou os bombardeios dos Estados Unidos?

YS – Não sei.

SL – Uma palavra sobre a lei de Ajuste Cubano, que determina que todo cubano que emigra legal o ilegalmente para os Estados Unidos obtém automaticamente o status de residente permanente.

YS – É uma vantagem que os demais países não têm. Mas o fato de os cubanos emigrarem para os Estados Unidos deve-se à situação difícil aqui.

SL – Além disso, os Estados Unidos são o país mais rico do mundo. Muitos europeus também emigram para lá. A senhora reconhece que a lei de Ajuste Cubano é uma formidável ferramenta de incitação à emigração legal e ilegal?

YS – É, efetivamente, um fator de incitação.

SL – A senhora não vê isso como uma ferramenta para desestabilizar a sociedade e o governo?

YS – Neste caso, também podemos dizer que a concessão da cidadania espanhola aos descendentes de espanhóis nascidos em Cuba é um fator de desestabilizaçã o.

SL – Não tem nada a ver, pois existem razões históricas e, além disso, a Espanha aplica esta lei a todos os países da América Latina e não só a Cuba, enquanto a lei de Ajuste Cubano é única no mundo.

YS – Mas existem fortes relações. Joga-se beisebol em Cuba como nos Estados Unidos.

SL – Na República Dominicana também, mas não existe uma lei de ajuste dominicano.

YS – Existe, no entanto, uma tradição de aproximação.

SL – Então por que esta lei não foi aprovada antes da Revolução?

YS – Por que os cubanos não queriam deixar seu país. Na época, Cuba era um país de imigração, não de emigração.

SL – É absolutamente falso, já que, nos anos 50, Cuba ocupava o segundo lugar entre os países americanos em termos de emigração rumo aos Estados Unidos, imediatamente atrás do México. Cuba mandava mais emigrantes para os Estados Unidos que toda a América Central e toda a América do Sul juntas, enquanto que atualmente Cuba só ocupa o décimo lugar apesar da lei de Ajuste Cubano e das sanções econômicas.

YS – Talvez, mas não havia essa obsessão de abandonar o país.

SL – As cifras demonstram o contrário. Atualmente, repito, Cuba só ocupa o décimo lugar no continente americano em termos de fluxo migratório para os Estados Unidos. Então a obsessão da qual você me fala é mais forte en nove países do continente pelo menos.

YS – Sim, mas naquela época os cubanos iam e regressavam.

SL- É a mesma coisa hoje, já que a cada ano os cubanos do exterior voltam nas férias. Além disso, antes de 2004 e das restrições impostas pelo presidente Bush limitando as viagens dos cubanos dos EUA a 14 dias a cada três anos, os cubanos constituíam a minoria dos EUA que viajava com mais frequência a seu país de origem, muito mais que os mexicanos, por exemplo, o que demonstra que os cubanos dos EUA são, na imensa maioria, emigrados econômicos e não exilados políticos, já que voltam a seu país em visita, algo que um exilado político não faria.

YS- Sim, mas pergunte-lhes se querem voltar a viver aqui.

SL- Mas é o que a senhora fez, não? Além disso, em seu blog, a senhora escreveu em julho de 2007 que seu caso não era isolado. Cito: “Há três anos […] em Zurique, decidir voltar e permanecer em meu país. Meus amigos acharam que era uma piada, minha mãe negou-se a aceitar que sua filha já não vivia na Suíça do leite e do chocolate”. Em 12 de agosto de 2004, a senhora se apresentou no escritório de imigração provincial de Havana para explicar seu caso. A senhora escreveu: “Tremenda surpresa quando me disseram para procurar o último da fila dos ‘que regressam’. […] E logo encontrei outros ‘loucos’ como eu, cada um com sua cruel história de retorno”. Então existe esse fenômeno de regresso ao país.

YS- Sim, mas é gente que regressa por razões pessoais. Há alguns que têm dívidas no exterior, outros que não suportam a vida lá fora. Enfim, uma multidão de razões.

SL- Então, apesar das dificuldades e das vicissitudes cotidianas, a vida não é tão terrível aqui, já que alguns regressam. A senhora acha que os cubanos têm uma visão idílica demais da vida no exterior?

YS- Isto se deve à propaganda do regime, que apresenta de uma maneira negativa demais a vida lá fora, com um resultado oposto para as pessoas, que idealizam demais o modo de vida ocidental. O problema é que, em Cuba, a emigração de mais de onze meses é definitiva. As pessoas não podem viver dois anos fora, voltar por um tempo e ir embora de novo etc.

SL- Então, se compreendo bem, o problema em Cuba é mais de ordem econômica, já que as pessoas querem abandonar o país só para melhorar seu nível de vida.

YS- Muitos gostariam de viajar ao exterior e poder voltar logo, mas as leis migratórias não permitem. Tenho certeza de que, se fosse possível, muita gente emigraria por dois anos e voltaria logo para ir embora de novo e regressar, etc.

SL- Em seu blog, houve comentários interessantes a respeito. Vários emigrados falaram de suas desilusões com o modo de vida ocidental.

YS- É muito humano. Você se apaixona por uma mulher e, três meses depois, perde suas ilusões. Compra um par de sapatos e, depois de dois dias, não gosta deles. As desilusões são parte da condição humana. O pior é que as pessoas não podem voltar.

SL- Mas as pessoas voltam.

YS- Sim, mas só de férias.

SL- Mas têm o direito de ficar todo o tempo que quiserem, vários anos inclusive, salvo o fato de perderem algumas vantagens vinculadas à condição de residente permanente, como os cupons de racionamento, a prioridade para a moradia etc.

YS- Sim, mas as pessoas não podem ficar aqui por vários meses, pois têm sua vida lá fora, seu trabalho etc.

SL- Isso é outra coisa, e é igual para todos os emigrados do mundo inteiro. Em todo caso, as pessoas podem perfeitamente voltar a Cuba quando quiserem e permanecer no país o tempo que quiserem. O único problema é que, se ficam mais de onze meses fora do país, perdem algumas vantagens. Por outro lado, custa-me compreender por que, se a realidade é tão terrível aqui, alguém que tem a oportunidade de viver fora, em um país desenvolvido, desejaria voltar para viver novamente em Cuba.

YS- Por múltiplas razões, por seus laços familiares etc.

SL- Então a realidade não é tão dramática.

YS- Não diria isso, mas alguns têm melhores condições de vida que outros.

SL- Quais são, para a senhora, os objetivos do governo dos EUA em relação a Cuba?

YS- Os EUA querem uma mudança de governo em Cuba, mas isso é o que quero também.

SL- Então a senhora compartilha um objetivo com os EUA.

YS- Como muitos cubanos.

SL- Não estou convencido disso. Mas por quê? Porque é uma ditadura? O que Washington quer de Cuba?

YS- Creio que se trata de um questão geopolítica. Há também a vontade dos exilados cubanos, que são levados em conta, e querem uma nova Cuba, o bem-estar dos cubanos.

SL- Com a imposição de sanções econômicas?

YS- Tudo depende de quem é a referência. Quanto aos EUA, creio que querem impedir a explosão da bomba migratória.

SL- Ah, é? Com a lei de Ajuste Cubano, que incita os cubanos a abandonar o país? Não é sério. Por que não anulam essa lei, então?

YS- Creio que o verdadeiro objetivo dos EUA é acabar com o governo de Cuba para dispor de um espaço mais estável. Muito se fala de Davi contra Golias para descrever o conflito. Mas o único Golias, para mim, é o governo cubano, que impõe um controle, a ilegalidade, os baixos salários, a repressão, as limitações.

SL- A senhora não acha que a hostilidade dos EUA contribuiu para isso?

YS- Não apenas acho que contribuiu, mas também que se transformou no principal argumento para se afirmar que vivemos em uma fortaleza assediada e que toda dissidência é traição. Acredito que, na verdade, o governo cubano teme que este confronto desapareça. O governo cubano quer a manutenção das sanções econômicas.

SL- Verdade? Porque é exatamente o que diz Washington, de um modo um pouco contraditório, pois, se fosse o caso, deveria suspender as sanções e assim deixar o governo cubano diante de suas próprias responsabilidades. Já não existiria a desculpa das sanções para justificar os problemas de Cuba.

YS- Cada vez que os EUA tentaram melhorar a situação, o governo cubano teve uma atitude contraproducente.

SL- Em que momento os EUA tentaram melhorar a situação? Desde 1960 só se reforçaram as sanções, à exceção da era Carter. Por isso é difícil manter esse discurso. Em 1992, os EUA votaram a lei Torricelli, com caráter extraterritorial; em 1996, a lei Helms-Burton, extraterritorial e retroativa; em 2004, Bush adotou novas sanções, e as ampliou em 2006. Não podemos dizer que os Estados Unidos tentaram melhorar a situação. Os fatos provam o contrário. Além disso, se as sanções são favoráveis ao governo cubano e servem apenas de desculpa, por que não eliminá-las? Não são os dirigentes que sofrem com as sanções, e sim o povo.

YS- Obama deu um passo nesse sentido – insuficiente, talvez, mas interessante.

SL- Ele apenas eliminou as restrições que Bush impôs aos cubanos e lhes impedia de viajar a seu país por mais de 14 dias a cada três anos, na melhor das hipóteses, e contanto que tivessem um membro direto de sua família em Cuba. Bush inclusive redefiniu o conceito de família. Um cubano da Flórida com apenas um tio em Cuba não podia viajar a seu país, porque o tio não era considerado membro “direto” da família. Obama não eliminou todas as sanções impostas por Bush, e nem sequer voltamos à situação que havia com Clinton.

YS-Creio que as duas partes deveriam, sobretudo, baixar o tom, e Obama o fez. Mas Obama não pode eliminar as sanções, pois falta um acordo no Congresso.

SL- Mas pode aliviá-las consideravelmente assinando simples ordens executivas, o que por enquanto ele se recusa a fazer. Está ocupado com outros temas, como o desemprego e a reforma da saúde.No entanto, teve tempo de responder à sua entrevista.

YS- Sou uma pessoa de sorte.

SL- A posição do governo cubano é a seguinte: não temos de dar nenhum passo em direção aos EUA, pois não impomos sanções aos EUA.

YS- Sim, e o governo diz também que os EUA não devem pedir mudanças internas, pois isso é ingerência.

SL- É o caso, não?

YS- Então, seu eu pedir uma mudança, também é ingerência?

SL- Não, porque a senhora é cubana e, por isso, tem direito de decidir o futuro de seu país.

YS- O problema não é quem pede as mudanças, e sim quais são as mudanças em questão.

SL- Não estou certo disso, porque, como francês, não gostaria que o governo belga ou o governo alemão se intrometessem nos assuntos internos da França. Como cubana, a senhora aceita que o governo dos EUA lhe diga como deve governar seu país?

YS- Se o objetivo é agredir o país, é evidentemente inaceitável.

SL- A senhora considera as sanções econômicas uma agressão?

YS- Sim, as considero uma agressão que não teve resultados e é uma múmia da guerra fria que não faz nenhum sentido, atinge o povo e tem fortalecido o governo. Mas repito que o governo cubano é responsável por 80% da crise econômica atual, enquanto 20% resultam das sanções.

SL- Volto a repetir: é exatamente a posição do governo dos EUA, e os números provam o contrário. Se fosse o caso, não creio que 187 países do mundo se preocupassem em votar uma resolução contra as sanções. É a 18ª vez consecutiva que uma imensa maioria dos países da ONU se pronuncia contra esse castigo econômico. Se fosse marginal, não creio que eles se incomodassem.

YS- Mas não sou uma especialista em economia, é minha impressão pessoal.

SL- O que a senhora aconselha para Cuba?

YS- É preciso liberalizar a economia. É claro que isso não pode ser feito de um dia para o outro, pois provocaria uma ruptura e disparidades que afetariam os mais vulneráveis. Mas é preciso fazê-lo gradualmente e o governo cubano tem a possibilidade de fazê-lo.

SL- Um capitalismo “sui generis”, com a senhora diz.

YS-Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.

SL- Yoani Sánchez, obrigado por seu tempo e disponibilidade.

YS- Eu que agradeço

*Salim Lamrani é graduado pela Universidade de Sorbonne, professor encarregado de cursos na Universidade Paris-Descartes e na Universidade París-Est Marne-la-Vallée e especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos.

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Miguel A. de Matos Postado em 20/Feb/2013 às 09:23

    Meu Deus, como ela é fraquinha! Fiquei até com pena da moça. Então ela não sabia que os EUA haviam invadido Cuba? Ela não estudou a História do seu próprio país? E o lance do beisebol? Valha-me. É muito pior do que eu pensava.

  2. C. Camargo Postado em 20/Feb/2013 às 09:35

    Fui editora do Instituto Millenium de 2006 a 2010, e fui eu quem contatou Yoani para que desse autorização para tradução e reprodução de seus artigos no site. Intermediei o contato com ela para que seu segundo livro fosse lançado no Brasil. "Integrante" do instituto, vírgula. Ela apenas permitiu a reprodução dos artigos e a publicação do seu livro. O resto é oportunismo dos que querem se promover às custas dela. Eis a evidência de que vocês falam do que não sabem. P.S.: Não pertenço mais ao quadro do Millenium, e nem os apoio mais, pois não suporto radicalismos. Mas as coisas precisam ser esclarecidas. A não ser que não estejam interessados na verdade, e sim em sustentar factoides.

  3. Bruna Postado em 20/Feb/2013 às 10:31

    Pude observar duas coisas: A Yoani foi completamente coerente em suas respostas e não caiu na armadilha arcaica armada pelo (imbecil) do repórter (sim é um imbecil, repetitivo com referências esdruxulas), que buscava exaltá-la para que ela fosse agressiva com as palavras (caiu do cavalo).

  4. Eduardo Postado em 20/Feb/2013 às 10:53

    Além disso, o Wikileaks já desmascarou que o Obama não a respondeu.

  5. Rodrigo O. Cardoso Postado em 20/Feb/2013 às 10:58

    Realmente parece que ela é só uma pessoa comum, sem muita informação, qualificação ou preocupação jornalística, que se opõe ao governo cubano e se manifesta ao respeito. Sua própria existência contra-argumenta suas acusações de falta de liberdade de impressa (não que ela não exista, mas não parece ser nem de longe tão grave quanto fala Yoani). Ela é mais uma pessoa aleatória falando meia dúzia de verdades, outras tantas dúzias de besteiras, que a imprensa internacional resolveu dar destaque por se opor ao governo de Cuba

    • Andresa Postado em 20/Nov/2014 às 19:56

      É claro que ela é uma pessoa comum, sem informação ou qualificação alguma, ela é CUBANA, você esperava o quê?

  6. Elder Postado em 20/Feb/2013 às 11:07

    Se a oposição de Cuba é isso, nada fica a dever em termos de pobreza ao PIG brasileiro, os demo-tucanos e seu braço jurídico plantado no STF. A diferença é que aqui a oposição ao povo brasileiro tem poder, enquanto a oposição ao povo cubano não tem. E é justamente essa diferença que abriga lições muito importantes para o Brasil.

  7. Carla Postado em 20/Feb/2013 às 11:13

    Fraquinha demais! Achei que era mais afiada nos argumentos!

  8. marcus Postado em 20/Feb/2013 às 11:44

    "SL – Se entendo bem, a senhora preconiza a privatização de certos setores da economia. YS – Não gosto do termo “privatizar” , pois tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim." Essa mulher é uma piada.

  9. Sergio Branco Postado em 20/Feb/2013 às 12:15

    Excelente entrevista. Eu procurei me inteirar por não entender os motivos das hostilidades contra Yoani no Brasil. Queria ter a minha própria leitura sobre o caso. A princípio me senti mal pelos atos agressivos contra a moça e gostaria que deixassem ela se manifestar e expor as suas idéias. Mas agora vejo que se trata de uma opinião que não reflete o pensamento dos cubanos. Por várias vezes ela repete "é assim que EU penso, essa é a MINHA opinião". O que ela percebeu e utiliza muito bem é o espaço na mídia mundial através de um pensamento capitalista dentro do regime cubano. Uma cubana que compartilha com os EUA a vontade de derrubar o governo de seu país, escreve isto no seu blog, sai a viajar pelo mundo e volta pra Cuba quando quer, sem nunca ter sido nem detida e ainda reclama da repressão, é só mais um fruto da mídia globalizada que encontrou a melhor maneira de enriquecer através da Internet. Opa gangnan style!!!

  10. Nilton Costa Postado em 20/Feb/2013 às 12:30

    Porra mano,mas que fraquinha essa menina hein?Olha o tipo de muleta que o imperialismo vem se apoiando ultimamente!!!

  11. rosa virgínia santos Postado em 20/Feb/2013 às 12:45

    Que mulher reacionária! Cuba tem uma inimiga perigosa tanto quanto os EUA. Que horror! Mas facilmente derrubada em seus argumentos, porque não tem conteúdo nenhum. Enfim, é uma vendida.

  12. arthur Postado em 20/Feb/2013 às 12:56

    "fotos fotos fotos fotos" porra que cara chato e mal educado, ela falou 30 vezes que não ia publicar as fotos.

    • Diego Postado em 02/Mar/2014 às 12:27

      porque ela não tem as tais fotos. Ele é chato, mas ela é uma farsa. Ele QUERIA que ela mostrasse as tais fotos, para provar o ponto dela. Não mostrou, pq não tem...

  13. Yoani Fan Postado em 20/Feb/2013 às 12:56

    Para os que dizem que ela é fraquinha. Yoani é apenas uma jornalista humilde e comum. Cuba é que a pinta como se fosse o Bin Laden de saias. Esse entrevistador CÍNICO que teve a coragem de fazer o artigo as 40 perguntas que Yoani não responderá, sendo que ela respondeu várias perguntas que lá estão. Além disso, nota-se claramente perguntas feitas de forma capciosa, mas Yoani não se furtou, respondeu a todas, mesmo as mais tresloucadas.

  14. Alexandre Postado em 20/Feb/2013 às 12:56

    Independente da posição partidaria desta blogueira da geração Y eu pergunto a vocês: é mentira que hoje não existe liberdade de expressão em Cuba? Que Fidel e Chaves não querem sair do poder? E que lula merecia um mandato vitalicio? E não vejo capitalismo e tecnologia como sinônimos.

  15. Sergio Branco Postado em 20/Feb/2013 às 13:13

    Yoani Fan, direitosa reacionária que nem usa o próprio nome: Salim Lamrani é graduado pela Universidade de Sorbonne, professor encarregado de cursos na Universidade Paris-Descartes e na Universidade París-Est Marne-la-Vallée e especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Não é um entrevistador cínico, mas sim um conhecedor profundo sobre o assunto. Você é o quê mesmo? Vá assistir o Big Brother...

  16. Raquel Postado em 20/Feb/2013 às 13:24

    Vamos relativizar! Considerando que Salim Lamrani "é graduado pela Universidade de Sorbonne, professor encarregado de cursos na Universidade Paris-Descartes e na Universidade París-Est Marne-la-Vallée e especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos", acho que ela se saiu muito bem! Ele foi visivelmente preparado para a entrevista e para tentar desmontar o argumento dela. Ela não tinha - e não precisava necessariamente ter - respostas prontas para todas as questões - algumas, aliás, bastante intimidatórias - levantadas por ele. Ele vive em Paris e ela a vive a realidade cubana.

  17. Rodrigo Postado em 20/Feb/2013 às 13:36

    Quando a ditadura e seus seguidores queriam calar o esquerdista, silenciá-lo, desmerecê-lo e, assim, tentar tornar os demais surdos aos seus argumentos, válidos e em busca do exercício dos direitos humanos, alcunhava-o de "comuna comedor de criancinha", diziam que eram do contra, que queriam destruir a pátria e daí por diante. O "esquerdista", chegando ao poder, ao buscar desqualificar alguém, desmerecer seus argumentos, tornar os demais surdos aos seus argumentos e críticas, coerentes ou não, prontamente diz que é contra o país, um "reaça", elitista e antidemocrático. Ambos, pois, tornam-se iguais ao furtar-se à contestação de argumentos, tentando, ao revés, destruir a imagem do interlocutor, buscando censurar prontamente sua fala. Será que o ser humano não aprende nada com as injustiças, com as agressões que sofreu/foram perpetradas?

    • Dailon Vinicius Postado em 20/Feb/2013 às 13:39

      Essa foi - DE LONGE - a melhor entrevista realizada sobre o tema. Salim Lamrani está de parabéns. É evidente que essa mulher é uma fraude! Sinto que faltou a seguinte pergunta: você sabe quando está com fome?

  18. JPH Postado em 20/Feb/2013 às 13:41

    Raquel, acho que você não leu a matéria e seu leu não entendeu nada. Por mais que ela não precise ter respostas p/ todas as perguntas, visivelmente, Y.S. não conhece muito do seu país e mostra ser apenas uma revoltada sem argumentos.

  19. Suely Postado em 20/Feb/2013 às 13:44

    Yoani Fan:só por ser sua xará(YOANI SANCHÉS) o apoio? ou é um fake sem imaginação ao colocar o seu nome?entrevistador CÍNICO(sic!),respostas TRESLOUCADAS?acho que estamos em mundos diferentes...ou lemos ARTIGOS DIFERENTES...altamente dispensável seu apoio a esta infeliz,humilde(!)rs,comum(CONCORDO!) pessoa...ja que Cuba é tudo de pior que existe,porque não se muda com famíla e tudo para OS EEUU??? A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR!

  20. ludneykennedy Postado em 20/Feb/2013 às 13:50

    Ahhhh... mais parece uma mulher querendo aparecer... ganhar mídia... Tipo de algumas mulheres que tiram a roupa em estádios de futebol pra entrar na mídia, porém esta de um jeito um pouco mais inteligente. Acontece que, por Cuba ser um país totalmente fechado, e os EUA querendo uma boquinha, qualquer coisa que seja contra Cuba, qualquer país irá dar crédito pra esse tipo de coisa no qual ela fez... Aff

  21. carlos fonseca Postado em 20/Feb/2013 às 13:52

    Muito estranho os argumentos desta senhora, muito rasteiras suas opiniões, sem profundidade ou conhecimento da realidade geo politica Seria o caso de perguntar quem a financia, como ela vive em Havana e como consegue viajar para fora de Cuba.

  22. José Araújo Velazquez Postado em 20/Feb/2013 às 14:12

    O Brasil é o paraíso de pseudos guardiões da ética e da moral... Chamar de fraquinha e coitada... Afirmar que a Sra. Yoani é uma piada... aliás, piadas são alguns dos comentários acima, hilários são esses defensores da ditadura castrista, regime esse que se arrasta pelo tempo, sem direção, e consome o sangue do povo cubano, piadas são os simpatizantes do comunismo fracassado, porque estão cegados pela ignorância e pelo fanatismo. Não admitir, que o regime só funciona na teoria, e ainda assim o defendê-lo por mera intransigência, é justificar o injustificável. Crucificar ,alguém com coragem de dizer a verdade e chutar a canela dos irmãos ditadores, não é uma piada, esta mulher é uma heroína, pois desafiou o temido e famigerado "paredón" ... Mas todo o herói tem seu ponto fraco,e o dela até o presente, é dizer a verdade, e a verdade machuca... O comunismo utópico preconizado pelos esquerdistas tupiniquins é ridículo, o leste europeu que o diga, ainda não sabem o quanto custou o sonho comunista, pois ainda estão pagando. Para Yoani seria muito mais fácil, viver dentro de uma universidade, patrocinada pelo dinheiro público, e atuar como blogueira "chapa branca", sem desafiar e sem correr riscos...

  23. Val Postado em 20/Feb/2013 às 14:34

    Prostituída pelo CAPITAL até os refolhos da alma. Estou a ficar admirada com a babaquice das falas de defensores da direita. Eles são tão fracos quanto essa desinfeliz. Era de se esperar. A direita não tem teoria, não tem ciência por se embasa na ideologia que é falsa e mentirosa. O mais hilário é que quando você começa a arguementar com eles, eles caem na tautologia de repetir os memso chavões, os mesmos clichês os mesmos esteriótipos de sempre e se você mostra a eles que estão afundando no círculo vicioso do reacionarismo antigo e gasto, eles começam a ficar violentos e a vomitar ódios. São uns caga-raivas podem conferir.

  24. Rogerio Postado em 20/Feb/2013 às 14:49

    Ela foi massacrada! Apanhou tanto que poderia recorrer a lei Maria da Penha.

  25. Ocimar Soares Postado em 20/Feb/2013 às 15:14

    Este Salim Lamrani, foi no cerne dessa blogueira imanei ela uma pessoa melhor informada e relacionada com os cubanos, mas o que pude ver foi um pensamento que nao reflete o pesamento do povo cubano como por exemplo as afirmaçoes, é meu pensamento eu penso assim me faz perceber a distancia entre ela e a sociedade cubana realmente ela me parece uma farça bancada pelos papagaios da grande midia mundial.

  26. Ademir Postado em 20/Feb/2013 às 15:14

    Seria uma contradição se ela soubesse tanto a respeito de seu próprio governo e depois viesse dizer que ele deixa as pessoas no escuro. Me dizer que a moça foi desmascarada, é um exagero, achei que fosse uma entrevista e não um debate. Afinal de contas nós vivemos em um pais violento mas não quer dizer que o repórter francês seria assaltado no hotel e somente isso provaria que existe violência. O crédito que a menina recebe vem de sua coragem de se opor ao governo, ainda estando em Cuba, o governo está mais mole sim, e ela está testando as águas, afinal de contas alguém tem que fazer. Na faculdade conheci vários Cubanos que choravam de zelo ao falarem contra o Fidel, mas quando eu perguntava oque fizeram para mudar a situação, ninguém levantava a cabeça. É fácil para o Francês protegido pelo interesse comercial que Cuba tem com a frança de ir lá argumentar e dizer eu entrei no seu blog! Te peguei, vc é uma fraude! Quero ver ele ir expressar a sua opinião abertamente se sua família morasse em Cuba.

  27. Luiz Alberto. Postado em 20/Feb/2013 às 15:16

    Como mostra uma video no facebook, Jacare que como enguia morre eletrocultaqdo, vamos pedir que o Jornalista Pollicarpo Junior aquele mesmo da VEJA/CACHOEIRA, que seja o porta-vos de comunicação da moça, ela merece.

  28. Aparecida Postado em 20/Feb/2013 às 15:23

    Fraca, desinformada, oportunista e burra! Esta criatura é cria da estupidez que a mídia podre insiste em dar destaque! Valha-nos Deus. Pobre moça!

  29. Roger Lopes Postado em 20/Feb/2013 às 15:30

    VAL, Entao vamos defender a esquerda, que não gosta de capital, que nao almeja os melhores lugares, que vivem de altos salarios, nos luxos, que abraçam o Diabo, o Sarney e o Renan, e voce vem falar de prostituida pelo Capital? Bom mesmo é ter cargos com altos salarios pagos pelo povo como no Brasil, ou viver bem enquanto o povo vive como pode, como em Cuba ou na China. Os esquerdistas gostam de posar de intelectuais, mas não querem viver como o povo nos lugares onde a esquerda impera. São só o outro lado da ferradura. E sobre ficar 'violentos e vomitar odios', é só os protestos contra a moça aí, para ver quem é que faz isso. Acima de tudo, a esquerda é hipócrita. Adora tudo que a direita adora, mas diz que é diferente, até mesmo onde aplicou golpes militares como os do Brasil.

  30. Roger Lopes Postado em 20/Feb/2013 às 15:35

    ... A Yoani tem alianças escusas com a direita, mas quem tem alianças transparentes com o Sarney é a esquerda? É isso?

  31. Paulo Nagyidai Postado em 20/Feb/2013 às 15:36

    É até um desrespeito dizer que o governo cubano se preocupa com isso. Essa moça não faz a mínima ideia do que é história, nem mesmo a própria história. Até entendo que alguns cubanos se sintam prejudicados pela igualdade de oportunidades, por não poder ostentar riquezas e por não poder ter suas empregadinhas domésticas, mas esse grupo precisa trabalhar melhor. Quando for contratar alguém pra denunciar "o sistema nefasto e ditatorial cubano", poderiam compara alguém mais articulado e coerente. Fraquíssima.

  32. Paulo Postado em 20/Feb/2013 às 15:52

    Isto é não é uma entrevista, nem uma conversa. É um interrogatório vil num estilo policial, cruel como a pior Inquisição. O inquisidor não quer saber o que ela pensa. Pelo contrário, o policial, digo, "entrevistador", obstrui o curso do pensamento de Yoani, interropendo-a, intimidando-a com uma acusação atrás da outra. Em vez de perfuntar (o que seria uma entrevista), faz afirmações categóricas, atribuindo a si sempre a verdade e sem ouvir o que ela diz. Trata-a como se fosse uma criminosa, igual aos carrascos que já conhece bem nos porões da ditadura cubana. Mulher digna e corajosa que enfrenta não só uma ditadura inteira como a vilania, a mentira e a perseguição. Pablo Milanez, ex-arauto da revolução, disse sobre este regime: “Pararam no tempo. E a História deve avançar com ideias e homens novos. Transformaram-se em reacionários de suas próprias ideias". A revolução infelizmente murchou, Pablo. No lugar de trevolucionários, hoje tem robolucionários, que repetem palavras de ordem da brutologiam a ideologia atual de Cuba.

  33. Adão Clóvis Martins dos Santos Postado em 20/Feb/2013 às 15:59

    Material de "significância histórica fundamental" para a compreensão da relação Cuba/midia internacional e a Blogueira.

  34. Angelo Postado em 20/Feb/2013 às 16:03

    senti que ela não tem muitos argumentos mesmos como muitos que leram toda a entrevista perceberam, senti aum tom agressivo nas perguntas e achei chato a insistência da suposta agressão no sequestro. Seja como for ela de fato e uma que esta querendo aparecer na mídia e ganhar uma graninha achei feio ela criticar sem saber de vários assuntos e dados do seu próprio país. Que Cuba não é nenhuma maravilha nos termos capitalistas isso e fato mas se ela é tão infeliz assim poderia ter ficado na Suiça sinto m misto de amor e ódio dela na real ela gosta de Cuba apesar dos problemas.

  35. Alexandre Postado em 20/Feb/2013 às 16:11

    Eu só acho que há muitas coisas por baixo dos panos em ambos os lados, Cuba não é a maravilha que dizem, porém não é o inferno que pintam, seria interessante ouvir argumentos de pessoas menos extremistas, e que estão comprometidas com a verdade dos fatos, e não em caricaturas que corraboram suas ideologias.

  36. Thales Postado em 20/Feb/2013 às 16:24

    Bonito, queria uma entrevista igual com Renam ou o Sarney ou o Lula....

  37. gabriel Postado em 20/Feb/2013 às 17:20

    Parecia que lia a revista veja quando ela respondia.

  38. Túlio Postado em 20/Feb/2013 às 18:56

    Pqp...eu, que nem me alio a uma possível defesa de Cuba ou da Revolução Cubana, como queiram (embora, como qualquer pessoa sensata deveria fazer, reconheço notórios avanços sociais, como na saúde e educação), fiquei pasmo em ver que esse é o nível de oposição "enfrentada" pelo governo cubano. Jisuis, mas como é fraca...mais pé de barro impossível. A menção do beisebol foi absolutamente risível, trabalhei bastante meu abdominal pela semana inteira. A tentativa de defesa de Fulgencio Batista então...aviltante. Como disseram antes, ooopa Gangnam Style pra ela. Mais um fenômeno midiático sem sal, sem conteúdo, sem consequência...

  39. beth zhalouth Postado em 20/Feb/2013 às 19:51

    MUITO ESCLARECEDOR, EXCELENTE...

  40. Paulo Gilberto Klein Postado em 20/Feb/2013 às 19:53

    Parabéns, grande entrevista. Até que enfim alguém teve uma conversa séria com essa moça. Roger Lopes, a propósito de sua opinião sobre os novos-ricos da "esquerda" eu concordo,no entanto, vamos ponderar algumas coisas: este pessoal de quem você fala não representa mais a esquerda política faz um bom tempo. Utilizam a meu ver a opção de esquerda como uma grife, algo tão estapafúrdio quanto usar camiseta do Che Guevara e tênis da Coca-cola (fiquei chocado, mas existe isso). Representam a si mesmos ou projetos no máximo reparadores do sistema capitalista, remendos novos em roupas velhas. Quanto ao desejo "dos esquerdistas" conseguirem mercadorias como roupas, carros e outros badulaques, me desculpe a expressão,mas o buraco é mais embaixo. Em primeiro lugar, vivemos no Brasil, um país cuja trajetória capitalista-elitista-centralizadora de renda e discriminatória dos mais pobres nos impõe um modelo de organização social e econômica. Em outras palavras: se eu não mostrar que tenho condições de comprar um carrinho bom ou manter uma roupinha nova, quem me dará emprego? Se eu não demonstrar que aceito os paradigmas da propaganda quem vai me dar atenção e ouvir o que tenho a dizer? Ou você já viu trabalhador pobre sendo respeitado? Então, como é que não vou querer um salário bom, se é o que o sistema induz a buscar? Realmente é difícil. Agora veja o exemplo de Cuba (governo com o qual eu também tenho divergências) priorizou algo, a vida do seu povo, algo que os governos capitalistas não fizeram ao longo deste tempo (não preciso citar exemplos...), pois preferiram a concentração de renda e etc. Deu no que deu. Cuba exportando médicos enquanto no Brasil a Ivete Sangalo inaugura hospital - que cai na primeira chuvarada - e as pessoas morrem na fila do SUS (que aliás ainda é muito melhor do que o sistema dos EUA- totalmente privado) por falta de MÉDICOS (que aliás, existem em quantidade suficiente, mas trabalham na rede privada, o que é totalmente dentro da lei e muito bom pra eles).

  41. Kiev Postado em 20/Feb/2013 às 19:54

    Parabéns!!! Entrevista maravilhosa do Salim Lamrani, já a entrevistada, creio que seria legal ler algum livro de história sobre seu país, porque é uma desinformada... Vendida ao capital estrangeiro...Pobre em conhecimento e egoísta, pois todas as respostas eram respondidas no singular "Eu, eu, eu..." Aprenda a usar o plural, tente conhecer o seu povo e suas necessidades antes de sair por ai falando bobagem...

  42. Diego Postado em 20/Feb/2013 às 20:12

    k...K...k eu acho que a blogueira não sabe muito, pois se o entrevistador é de Paris, quando ela foi pra Suíça deveria ter tido tempo de se preparar, lá tem bastante montanha, da pra esquiar bastante, por isso ela voltou a Cuba e foi fazer o blog..... PQP! Fraca é minha gatinha Pança que precisa de cadeira pra subir em mesa, isso ai é piada... E não tem essa de não estar preparada, não vai poque falta conteúdo mesmo...

  43. Fernando Postado em 20/Feb/2013 às 20:14

    Bem, para mim me pareceu que colocaram um dente de sabre na frente de uma coelhinha. Acho que parte disso tudo, se não a maior parte, advém do espetáculo da mídia em torno da coelhinha, pseudo-capacitando-a. Está claro que a Y.S. é esforçada, mas nem tanto esclarecida e está sendo usada. Salim não perderia seu tempo com ela se não sacasse a jogada da mídia. O golpe não foi para Y.S. Parabéns pelo belo trabalho estimulando a crítica.

  44. Amanda Postado em 20/Feb/2013 às 20:39

    Essa divisao esquerda-direita me da no c*. Serio, ja nao deu nao? A gente so nao pode focar na melhoria pra todos sem nos matarmos por conta de ideologias politicas? Tem gente odiando essa mulher pq ela pensa diferente. Tenho certeza de que ela desperta ate odio e alguns. E so ridiculo. Tem que ter meio termo. Tanto Cuba quanto Eua estao errados. Especialmente os Eua de querer meter o bedelho, mas endeusar Cuba sem ver o que nao esta funcionando la tambem nao ajuda! Demonizam o capitalismo e endeusam o socialismo quando podiamos estar trabalhando numa terceira opçao, com o melhor dos dois. Ainda tenho esperança de que e possivel. Meu consolo e que daqui 50 anos, toda a corja fanatica dos dois lados estarao, senao mortos, ja com o pe na cova. Espero que a nova geraçao consiga mudanças positivas significativas, desligadas desse fundamentalismo todo. Pra mim, odiar uma pessoa com visao politica diferente da sua e que nem odiar alguem por ser homossexual ou de uma etnia diferente da sua. So nao faz sentido.

  45. doug Postado em 20/Feb/2013 às 21:13

    Meu deus....Não peço que os esquerdistóides deixem seus visuais alternativos, barbinha mal feita, cabelinho desgrenhado, plantar cannabis no fundo de casa, estudar sociologia na USP....mas pelo amor de deus será que dá pra criar outra "palavra de ordem", ou estigma diferente de "reacionário"? Porque além de um ridículo rótulo programadinho de esquerda, já está até se desvirtuando porque é usado pra tudo (virou gíria genérica de esquerdistóide porque reacionário é meramente "quem reage", e qualquer um pode ser um reacinário quando reage. Fidel foi o reacionário da revolução. ) Ridículos!!

  46. Renata Vasconcelos Postado em 20/Feb/2013 às 21:24

    Só mesmo o congresso brasileiro para parar de trabalhar em plena tarde de quarta-feira e render homenagens a uma figura dessas... Que mania é essa que temos de inventar seres mitológicos a cada minuto para cultuar?!! Isso só favorece mesmo ao alienismo, desvirtua o foco das questões realmente relevantes, como por exemplo a recusa popular à permanência de Renan Calheiros no posto que atualmente ocupa. Assim nascem os seres mitológicos: Forjados na inconsistência intelectual e na alienação coletiva.

  47. Fabio JMattos Postado em 20/Feb/2013 às 21:52

    Dois anos foram poucos para o curso intensivo de "Como ficar rico externando o ódio pelo seu país". Acredito que é mais uma oportunista sem base para enfrentar o óbvio, dos argumentos e contra argumentos. Francamente, o "...existem fortes relações (Cuba-EE.UU). Joga-se beisebol em Cuba como nos Estados Unidos." respondido por ela soou como uma imbecilidade infantil que surpreende em como ela chegou tão longe, com este conhecimento raso. Acaba por confirmar-se, pelo conjunto do que foi apresentado, de que é uma 'advogada de Washington', com certeza.

  48. Leonardo Dantas Postado em 20/Feb/2013 às 22:30

    Mas o ilustre entrevistador se "esqueceu" de perguntar sobre as fotos do dito sequestro. Que falha imperdoável para alguém com tão nobres títulos honoríficos e carregado babõesculhonéticos nas suas partes baixas.

    • Luis Soares Postado em 20/Feb/2013 às 22:36

      Leonardo, ele perguntou, está bem claro.

  49. Geandeson santa rosa Postado em 20/Feb/2013 às 22:31

    Pqp tô rindo até agora, o como é possível essa mulher ser tão alienada, egoísta e mentirosa (esse fato de agressão e sequestro é farsa com certeza), sem mais uma completa vendida ao imperialismo norte americano só faltou lamber o saco deles, negou a existência histórica e heróica dos cubanos na Namíbia, qndo o queridissimo EUA cagou e andou para o fato. Sem mais, ainda vem o Roger Lopes falar de esquerda no Brasil, que esquerda meu filho? O PT é proletariado isso se significa o que? O que? Vc viu ao menos o filme do Lula, em nenhum momento da história do PT ele cita trotski e ideais socialistas, não fala merda. Há um outro comentário comparando o regime socialista da URSS com o de cuba, cacete a URSS afundou pq queria dar um passo maior que a perna, lembra? Livrinho de 8 série explica isso, guerra fria, corrida nuclear, corrupção, etc, mano vai queimar um livrinho de história vai, vc e essa ys. Tnc

  50. Larissa Postado em 20/Feb/2013 às 22:59

    O que mais indigna é a grande mídia enaltecendo essa mulher. E sem esquecer que estão a dizer que os protestos nos locais onde ela está a visitar no Brasil são de pessoas pró regime de Cuba, haja vista, que eles estão a protestar contra essa mercenária sem-vergonha.

  51. Daniel Ribeiro Postado em 20/Feb/2013 às 23:03

    Doug, "Reacionário da revolução"? Uma revolução é uma AÇÃO, a reação vem à partir desta. Quando um povo se rebela (a revolução foi popular) e decide tomar nas próprias mãos o seu destino, os "donos do poder" (ou os que se consideram os tais) REAGEM, e por isso são chamados reacionários. Alias, leitores da VEJA adoram cunhar termos esquisitos como "esquerdistóide", "robolucionário", "esquerdista" , "pseudoseiláoque"' etc. Isso me parece REAÇÃO a posições ideológicas que põe em risco seu conforto, seu status quo. Creio que Yoani não é a única desinformada a dar opiniões publicamente. Excelente entrevista!

  52. Pedro Jungbluth Postado em 20/Feb/2013 às 23:17

    Na ditadura brasileira pessoas eram perseguidas e torturadas e presas e também existia a conivência da imprensa ao esconder tudo isso. Também questionavam e atacavam pessoalmente, também diziam "se não gosta daqui se mude" e coisas do tipo. Era um governo de merda.

  53. miriam Postado em 20/Feb/2013 às 23:21

    Yoani Sánchez falta conteúdo. Já Salim Lamrani esbanjou conhecimento.

  54. Wesley Postado em 20/Feb/2013 às 23:40

    Eu acho ridículo esse pessoal da esquerda tupiniquim que adora Cuba. Me lembra partidos como o PT, PCdoB e PDT que nunca conseguiram superar a queda do muro de Berlim e ainda sonham com o Brasil socialista ou como o Foro de São Paulo prega, de criar uma união das repúblicas socialistas da América Latina (URSAL). Até parece que Cuba é uma democracia, onde os seus opositores ou estão na cadeia ou no cemitério. Essa moça ou é uma rara excessão, ou suspeito de que ela seja uma agente secreta cubana que foi enviada para cá. Se querem ser de esquerda, que seja uma esquerda democrática que aceite um rodízio do poder com a direita e que não sonhe mais com a "utopia socialista", pois ela já foi parar na lata do lixo da história, assim como o nazismo.

  55. David Postado em 21/Feb/2013 às 00:36

    Não acho que os EUA paguem ela. Acho que o governo cubano que está por trás dessa mulher, criar um falsa-oposição! Para ela responder tão mal assim só pode ter sido paga por Cuba.

  56. pilistrika Postado em 21/Feb/2013 às 04:21

    José Araújo Velasquez, vc pode me dizer quais são os riscos que esta senhora corre ou está correndo? que eu saiba ela entra e sai de Cuba quando quer e retorna quando quer, dá entrevistas para jornalistas estrangeiros e fala as asneiras que quer, inventa sequestro que ñ houve, ñ foi e ñ está presa e nem sendo perseguida por isso! será que vc pode me explicar isso?

  57. pilistrika Postado em 21/Feb/2013 às 04:26

    Roger Lopes, logo no final da entrevista tem um link falando sobre o salário que esta blogueira recebe e sobre o poder aquisitivo dela em Cuba, volta lá, clica e leia, depois vc volta pra destilar seu veneno!!!

  58. hamilton Postado em 21/Feb/2013 às 06:21

    Ela deve se juntar ao PIG, são parecidos. Fica mentindo, falou que foi convidade para ser madrinha de casamento de um casal e o regime forçou os mesmos a cancelar o convite; falou que foi sequestrata e espancada e nunca se viu fotos dela com marcas de espancamento.

  59. Roger Lopes Postado em 21/Feb/2013 às 06:39

    Paulo Gilberto Klein, então a troco de alguma pequena contribuição ao povo de Cuba, podemos ter um regime que ceifa a liberdade de expressão e democrática, onde o presidente quando sai passa o cargo ao seu irmão, onde o direito de oposição é fantasioso. Creio eu que ate mesmo no regime militar brasileiro o povo no geral vivia melhor. Os barbudos de boina não, porque esses não querem saber do povo, querem usa-lo para chegar ao Poder. Não só Cuba, mas na China, é dado ao povo o minimo para se viver, e quem vive bem ou são do partido ou 'aliados'. O que me enche o saco são esses novos comunistas que querem empregos públicos e suas teologias (sim teologias) que favorecem a si e aos seus, e o povo ganha uma bolsa família qualquer. Vem falar que a Yoani é uma piada. Cuba é uma piada, uma utopia que deu muito menos certo quando acabou a grana da Imperialista URSS. E voces do PT, porque não reclamam das liberdades democraticas cubanas ou chinesas? Lembram da Praça da Paz Celestial com tanques contra o povo/estudantes (as estimativas das mortes civis variam: 400 a 800) ? Isso é o que se quer nessa esquerda radical brasileira, com seus estudantes imbecis? Mudem pra lá, façam um protesto e vejam que maravilha vai ser. E ainda criticam a moça por reclamar disso ???? Idiotas.

  60. Roger Lopes Postado em 21/Feb/2013 às 06:49

    Geandeson santa rosa, ta de vermelhinho, cuspindo ideologia, falando mal da mídia que não controla, adorando Cuba, é de esquerda. Mas não importa a teoria socialista nem os livrinhos que voce leu. Seja qual for a esquerda ou pseudo-esquerda que chegue ao poder, sempre me lembro disso aqui: "Vladimir Lenin, com base em ideias de Karl Marx, de baixa e alta fases do socialismo,definiu o socialismo como uma fase de transição entre o capitalismo e o comunismo." Ou seja, sabemos onde a esquerda quer chegar.

  61. Fidelis Paixao Postado em 21/Feb/2013 às 07:35

    Pra mim esse inquérito ideológico desmascarou o entrevistador. Quer dizer então que ingerencia dos EUA na politica interna de Cuba não pode, mas ingerencia politica de Cuba na politica interna de Angola e demais paises pode né?! Ah tá!!!

  62. Rodrigo Teixeira Postado em 21/Feb/2013 às 07:38

    Val seu comentário chega a ser cômico... "Prostituída pelo CAPITAL até os refolhos da alma [realmente classificar o capitalismo como "amor ao dinheiro" e "prostituição" é sem dúvida a análise profunda de uma verdadeira estudiosa da econômia] . Estou a ficar admirada com a babaquice das falas de defensores da direita [ Não sabia que não acreditar que uma ditadura não se justifica sob nenhuma hipótese era o mesmo que ser de "direita". Qualquer pessoa que ao mesmo tempo entende de política e é intelectualmente honesta sabe que não existe nem direita nem liberalistas no Brasil ]. Eles são tão fracos quanto essa desinfeliz. Era de se esperar. A direita não tem teoria [ John Locke deve estar se revirando no túmulo agora ], não tem ciência por se embasa na ideologia que é falsa e mentirosa [ ???????]. O mais hilário é que quando você começa a arguementar com eles, eles caem na tautologia de repetir os memso chavões [ tipo quando me chamam de reacionário, fascista e burguês ?], os mesmos clichês os mesmos esteriótipos de sempre [ 3 palavras pra você : camisa do Che-Guevara] e se você mostra a eles que estão afundando no círculo vicioso do reacionarismo antigo e gasto, eles começam a ficar violentos e a vomitar ódios [Quando eu li essa aqui eu literalmente ri. Diante do avalanche de hostilidade com que a Yoani foi recebida no brasil sua afirmação só pode ser deboche ]. São uns caga-raivas podem conferir. É notável que ela não é uma profunda conhecedora do cenário político/econômico da relação Cuba x EUA. Eu também não sou, por isso não vou falar de Cuba ou da realidade de quem vive lá como muitos pseudo-entendidos aqui fizeram. O que posso dizer é que ao longo dos meus 25 anos conheci alguns cubanos (4 para ser mais exato), 3 deles estavam vivendo aqui no Brasil e outro conheci em Londres. O que posso dizer é que a posição deles em relação ao regime é exatamente igual a da blogueira, é enorme o número de pessoas que desejam sair de Cuba ( alguém já se esqueceu dos jogos Pan Americanos ?) Independente dos "interesses por trás", acho lamentável a desonestidade intelectual com que a maioria dos que acreditam no Comunismo, defendem o regime. O que fica claro é que defender os seus próprios ideias é (para essas pessoas) mais importante do que avaliar as demandam e o desejo do povo cubano. Não existe boa ditadura.

  63. FRANCISCO DE ASSIS COURA Postado em 21/Feb/2013 às 07:54

    MAS COMO COMO TEM AMERICANO TRAVESTIDO DE BRASILEIRO NESSA INTERNETE MEU DEUS.ALGUNS INDIVIDUOS ACIMA TENTANDO DESQUALIFICAR CUBA SEM QUESTIONAR OS EMBARGOS IMPOSTOS A ILHA PELOS AMERICANOS.DIZER QUE O SOCIALISMO ESTÁ INTERRADO E QUE É UMA FRIA.PORQUE ESSES INDIVIDUOS DE PERSONALIDADES IMPERIALISTAS NÃO QUESTIONAM O CAPITALISMO QUE ESTÁ NAS MÃOS DE POUCOS E TAMBÉM NÃO FUNCIONA MAIS NEM ESTANDO ATRELADO A POUCOS PAÍSES.ESSES SENHORES DEVERIAM VER A SITUAÇÃO DA EUROPA EM CRISE,JOVENS DESEMPREGADOS E IMIGRANTES SENDO PRATICAMENTE DEPORTADOS POR ESSAS CRISES FABRICADAS POR GOVERNOS CORRUPTOS DESSES PAÍSES,OS QUAIS NÃO SÃO MELHORES DO QUE CUBA EM NADA.ESSES SENHORES QUE ESTÃO IDOLATRANDO ESSA INFELIZ QUE SAI HOJE MUNDO AFORA PARA DIFAMAR O SEU PAÍS E SEU POVO INDIRETAMENTE.PORQUE ESSA MOÇA DE DISCURSO FALIDO NÃO FICOU MORANDO NA SUIÇA JÁ QUE CUBA É TÃO RUIM COMO ELA AFIRMA.ISSO SIM É MUITO INCOERENTE.ESSES SENHORES QUE MILITAM CONTRA PARTIDOS COMO:PDT ,PT E PC DO B,DEVERIAM OLHAR A BIOGRAFIA DOS SEUS FUNDADORES E RESPEITAR O TEMPO QUE DERAM E DISPENSARAM AQUI PARA PODERMOS TER HOJE UMA DEMOCRACIA QUE VISA O BEM ESTAR DE TODOS,E NÃO COMO ANOS ATRÁS,ONDE UMA MINORIA DE PESSOAS TINHAM ACESSO AO QUE O BRASIL TINHA DE BOM,DEIXANDO PARA OS NEGROS,POBRES E INDIOS O RESTO DE COMIDA QUE ELES DEIXAVAM NOS PRATOS DE CRISTAIS CEDIDOS A ELES POR UM GOVERNO QUE ABRAÇAVA UMA MINORIA RICA E BRANCA.QUANTO AS ENTREVISTAS DESSA CUBANAMERICANA,AS PESSOAS DEVERIAM LEVAR PARA AS POBRES PALESTRAS DELA,BANDEIRAS E FOTOS DE FIDEL E RAUL CASTRO,OS QUAIS NUNCA MATARAM DE FOME E NEM DESPEJARAM BOMBAS EM CIMA DE PAISES INTEIROS PELO MUNDO AFORA AO LONGO DA HISTÓRIA,MATANDO CRIANÇAS,VELHOS E JOVENS QUE NEM AO MENOS SABIAM PORQUE RECEBIAM E RECEBEM ESSAS BOMBAS CORRIQUEIRAMENTE SOBRE AS SUAS CABEÇAS COMO SENTENÇA DE MORTE.UMA PENA NÃO PODERMOS QUERER UMA AMERICA LATINA FORTE E INDEPENDENTE FINANCEIRAMENTE,CULTURALMENTE E POLITICAMENTE,SEM DEPENDER DA AUTORIZAÇÃO NORTE AMERICANA E SEU PROTECIONISMO IGNORADOS ATÉ AQUI POR MEIA DUZIAS DE PESSOAS QUE NÃO QUEREM VER A POBREZA ACABAR NESSE CONTINENTE TÃO LINDO QUE É A AMERICA DO SUL.SINTO MUITO POR ESSES SENHORES,MAS O BRASIL PRECISA SE LIBERTAR DOS AMERICANOS,ANTES QUE ELES FAÇAM CONOSCO O QUE ESTÃO FAZENDO COM OUTROS PAISES,PRINCIPALMENTE COM OS NOSSOS IRMÃOS QUE VIVEM EM CUBA E NÃO PODEM TER ACESSO A NADA POR SANÇÕES IMPOSTAS DE FORMA COVARDE PELOS AMERICANOS QUE CONSIDERAM O REGIME CUBANO UMA AMEAÇA AO REGIME DELES.UMA PIADA!

  64. Igor Postado em 21/Feb/2013 às 08:28

    Isso não foi uma entrevista! Foi um interrogatório.

  65. Simone Postado em 21/Feb/2013 às 08:33

    A história se encarregará de mostrar a pessoa sem caráter que é essa Yoani Sánchez , mentirosa e traidora. Os mesmo que está apoiando a hoje, amanhã jogaram ele na fogueira.

  66. Thiago Theodo Postado em 21/Feb/2013 às 09:05

    Existem os dois lados da moeda nisso tudo. Ainda não tirei uma conclusão, mas a falta de conhecimento dela realmente pode expressar dois tipos de situações. Primeiro, a situação de ser manipulada e patrocinada pelos EUA, apenas como uma laranja mecânica cubana e a outra situação de simples cidadã cubana, que não necessariamente necessita saber de tudo, mas que critíca a sociedade em que vive, o que é inteiramente normal. A questão é que nas entrelinhas muita coisa em comum com o governo americano foi se destrinchando nessa entrevista, e ela pareceu muito paga pau deles quando responde a uma das perguntas dizendo que o terrorismo que acontece no iraque, a violência que ocorre por lá não é dos Americanos contra os iraquianos, mas sim de Iraquianos internos contra os próprios iraquianos. Não só nessa questão ela pareceu ter algum tipo de ligação com os EUA, em outras também tive essa mesma impressão, mas nessa acho que ficou um pouco mais descarado.

  67. Carlo Casaretti Postado em 21/Feb/2013 às 11:46

    Esta, de quatro palavras que diz, cinco são mentiras

  68. Sergio Avila Postado em 21/Feb/2013 às 12:09

    Eu queria ir pra Londres, nem que fosse só para conhecer lá algum cubano burguês. Mas, igual a 99% dos brasileiros, eu vou morrer sem visitar a Europa. Será que lá eu conseguiria a minha "honestidade intelectual"? Ah, meu "intelecto desonesto"! E eu bem que tentei formá-lo dentro dos padrões. Mas minha família era pobre e a coisa piorou quando arrombaram a nossa casa e levaram o meu pai para sempre, porque ele participava de reuniões em um sindicato. Tive então de trabalhar duro durante o dia e estudar em faculdade particular na noite, porque as vagas na universidade pública eram reservadas aos filhos dos ricos. Foi aí que o meu intelecto começou a deixar de ser honesto, mas mesmo detestando a ditadura eu também não acreditava no comunismo. E, segundo consta, o "intelectualmente desonesto", em sua maioria, tem de acreditar no comunismo e defender o regime. Mas ainda bem que alguns colegas do meu pai sobreviveram e mais tarde um deles, sem diploma, conseguiu construir mais universidades públicas e escolas técnicas do que em todo o resto da história do país. Daí não tem como não gostar daquele ex-metalúrgico, mesmo que isto custe a condenação o meu intelecto! O que eu queria mesmo era conhecer a Europa, fumar um baseado com o FHC em Paris no seu apartamento com vistas para a Torre Eiffel e lá conhecer Yoani, uma cubana burguesa...

  69. Renato Postado em 21/Feb/2013 às 12:30

    Aliás, é um debate vestido de entrevista. O debatedor número 1 (não vou chamar de entrevistador) decide os rumos do debate, o tempo de fala e os tópicos a serem debatidos. Há um momento em que ele fala sem parar, interrompendo-a 3x seguidas. Certamente uma posição terrível para uma entrevista, mas um delírio de sabor para os olhos de seus leitores pós-debate.

  70. Alexssandro Postado em 21/Feb/2013 às 13:08

    Incrível, um interrogatório. Cuba é, realmente, a tumba viva da internacional comunista. Alguém precisa avisar esses lunáticos que estamos em outro momento histórico, e que hoje, a vida humana não vale qualquer ideologia. Ontem, na Câmara, vi de perto os IDIOTAS que atacam essa mulher. Gente completamente alienada, autoritárias e que ainda pensam que gritos e palavras de ordem calam o diálogo e o debate. Essa entrevista é prova cabal de que esses malucos estão foram do tempo. Uma pena, por que nem ao menos, poderiam ter a humildade de copiar o modelo comunista chines. Mas nem isso.

    • Nelson Postado em 21/Feb/2013 às 14:49

      Interrogatório? Quanto mimimi. Não, meu caro Alexassandro. Entrevista que se preze é assim que se faz. O entrevistador não tem que ficar só “vasilinando” com bajulaçoes ao entrevistado. É preciso agregar dados concretos às perguntas para que a coisa se torne útil em termos de informação e conhecimento. E o professor Lamrani o fez com maestria.

  71. Priscila Postado em 21/Feb/2013 às 14:10

    Sergio Avila, seu adorado ex-metalúrgico conhece mais da Europa do que vc imagina.. Apartamentos com vistas deslumbrantes? Isso ele também tem... O problema do seu intelecto é negar essa realidade, o verdadeiro burguês, de povo ele só tem o discurso. A desonestidade dele é gritante, ele rouba vc, ele usa vc e viaja as suas custas. Pensa que ele se importa? Grande esquerdista... Como bem colocou Roger Lopes ai em cima "esquerdistas gostam de posar de intelectuais, mas não querem viver como o povo nos lugares onde a esquerda impera." Genial. Descreve bem esse tipo de pessoa tão ovacionada pelo povo, povo explorado e cego por opção.

    • Evandro Postado em 21/Feb/2013 às 14:47

      Qualquer argumentação da moça perde substância quando fica absolutamente claro que ela é paga para falar mal do governo cubano pós-revolução. Afinal entre o paraíso suíço-borgeano e o inferno socialista do 3º Mundo, a muchacha preferiu a segunda opção, não só para si, mas para o filho também.

  72. Thiago de Oliveira Postado em 21/Feb/2013 às 14:17

    Este SIM é uma matéria JORNALÍSTICA de verdade. Sensacional. E que mulherzinha Medíocre!

  73. geisan varne Postado em 21/Feb/2013 às 14:36

    Fraquinha demais, essa é a geração y Cubana.Cara de pau heim?E lá vem gente por a culpa no PT.

  74. Valter Augusto Postado em 21/Feb/2013 às 14:40

    A mulher tomou uma surra,hein?E tem gente aqui tomando partido da mulher,aproveitando pra jogar pedra no governo daqui,que,apesar de TUDO,tem sido o melhor que já tivemos.É um pessoal que ama a Europa e seu "bem estar social",mas acha deplorável o bolsa-família,é uma classe média cheia de um rancorzinho patético,que repete sempre os mesmos lugares-comuns que revistas como a Veja propagam.Êta povo besta,meu deus!

  75. André Postado em 21/Feb/2013 às 14:45

    Eu acho que o jornalista nao sabe o que significa "prefiro guardar as fotos para a justiça" Da proxima vez que alguém vier dizendo que apanhou no Regime militar, eu quero ver as fotos. Sem as fotos, nao acredito em nada, são todos comprados pra dizer que apanharam, quando na verdade, nunca houve nenhum tipo de violencia no Brasil durante o Regime MIlitar. Afinal, nao vi as fotos. CADÊ AS IBAGENS?

    • Mardones Postado em 21/Feb/2013 às 14:47

      A blogueira é uma desprovida de conhecimentos sobre a situação de Cuba frente a outras nações no quesito saúde e educação. E ainda desconhece que a Ilha apresenta índices melhores do que na época do Batista. É uma calamidade. O repórter, além de conhecedor da história de Cuba, mostra conhecimento sobre as leis aplicadas em Washington contra a Ilha Caribenha. Já a blogueira carece de qualquer consideração nesse sentido. No fundo, ela é mais uma pessoa que defende os interesses dos EUA, mesmo que aparentemente possa não perceber isso. Comprara a situação de Cuba em Angola, África do Sul e Moçambique com a atuação dos EUA no Iraque e em Cuba é uma mostra da falta de comprometimento da blogueira com qualquer noção de autodeterminação, soberania e independência.

  76. Adebisi Postado em 21/Feb/2013 às 14:51

    Num oferecimento de KY

  77. Jotace Postado em 21/Feb/2013 às 14:51

    Usando um termo bem nordestino, eu remataria dizendo que o Prof. Salim deixou ‘descadeirada’ a entrevistada. Perita, melhor dizendo “expert”, bastante treinada nas artes de mentir, de dissimular, e de fingir, não pôde em nenhum momento fugir à verdade dos fatos que o Prof., com o seu profundo conhecimento sobre a história de Cuba, sempre deixou muito clara. O tal “espancamento” que teria sofrido é a mentira acrisolada, o que qualquer criança constataria através das respostas dúbias, evasivas, que a blogueira ofereceu. Artista consumada na traição à sua pátria, tergiversou como qualquer ladrão de galinhas nas respostas que ofereceu quanto aos terroristas exilados em Miami e aos Cinco Heróis Cubanos que sofrem os horrores das prisões estadunidenses. Da mesma forma, mostrando-se aparentemente solidária quanto ao sofrimento do povo da Ilha face ao bloqueio feroz durante meio século, tenta justificá-lo mesmo depois de tanto tempo transcorrido de haver Gorbachev desintegrado a velha URSS para satisfazer o capitalismo. A publicação do “bate-papo” -que vai muito além de uma simples conversinha – foi uma excelente idéia para que fossem mais uma vez vistas, analisadas, e desmentidas como o foram – as supostas razões da perseguição movida contra Cuba, cujo povo quer apenas viver em paz. Enfim, como artista que é a blogueira, a exemplo de muitos outros do “Primeiro” Mundo,amparada mais ainda pelo PiG, nesta crise descobriu o Brasil: a pródiga fonte de recursos para engrossar suas contas nos paraísos fiscais. Pois ela, sem dúvida, vai arrecadar uma boa soma das empresas nacionais ou estrangeiras que assaltam o Brasil, para a sua “luta pela democracia”. Estas contarão, como sempre, com o servilismo e ps cofres do nosso BNDES… Jotace

  78. Angelica Postado em 21/Feb/2013 às 15:04

    Incrivel como vocês julgam assim, nao sou a favor dela, mas tambem voces ficam perdendo tempo escrevendo e brigando sobre este assunto tornando ela mais famosa pra que? Se ela mente ou nao vai ser desmascarada pela justica qndo tiver que mostra as "fotos"que ninguem sabe realmente se existe.. uma hora a verdade vira a tona, nao percam tempo fazendo ela mais famosa como corrupta ou verdadeira!

  79. Sandro. Postado em 21/Feb/2013 às 15:20

    Sério, ela é uma simples blogueira que alcançou o sucesso pela coragem. Isto não é uma entrevista. O jornalista (tsc) se ocupou em tentar desmascará-la, acusá-la de algo que ele não deixa claro e não em escutar o que ela teria a dizer. Isto para mim não é jornalismo. Ele a acusou de defender Washington e ele o que fez se não acusar os Estados Unidos e defender Havana o tempo todo. Admirei a paciência dela e a educação. Podemos dizer que ela é democrática ao extremo. Foi patético perceber que em alguns momentos ele que parecia ser o entrevistado, desfilando toda a ladainha esquerdista que nós brasileiros estávamos acostumados a ouvir antes de o governo petista se instalar e deixar a cair a máscara destes discursos todos. Infelizmente ainda existe nas universidades e colégios a tentativa de impor este discurso, mas cada vez mais o povo percebe que o caminho do século XXI é outro!

  80. Eduardo Mello Postado em 21/Feb/2013 às 15:21

    A mídia ocidental insiste em empurrar falsos heróis para cima da gente. Essa garota é um engodo!

  81. Gilson Postado em 21/Feb/2013 às 17:19

    Independente da diferença de conhecimento do entrevistador e entrevistada. Das verdades ou mentiras da blogueira. De ser verídico ou não o apoio financeiro, da mídia, ou qualquer outro que a Yoani Sánchez possa estar recebendo por parte dos EUA ou outro pais. Desconfio de um país em que não haja eleições diretas e que teve um líder que ficou por 32 anos no poder e ainda colocou um irmão no lugar.

  82. david Postado em 21/Feb/2013 às 17:40

    Símios.

  83. A. Pignatari Postado em 21/Feb/2013 às 17:46

    wow, gostaria de saber os critérios de todos os premios internacionais de jornalismo que ela abocanhou!

  84. david Postado em 21/Feb/2013 às 18:15

    cubalançar.

  85. Jones Postado em 21/Feb/2013 às 18:58

    Li a entrevista - vi uma pessoa normal falando do que pensa ser melhor pra Cuba, achei a moça interessante e muito melhor que quando comecei a ler a entrevista. Acho que o entrevistador estava muito bem informado - me pareceu informado de mais - se eu fosse falar com uma aberação dessas - fugia na hora! De tudo isso o que mais me impressionou foram os comentários que seguiram a entrevista. Quero ver qualquer um enfrentar essa máquina que cita fontes inteiras sem cometer erro e não ficar todo desarticulado.

  86. João Postado em 21/Feb/2013 às 18:59

    O FBI injeta dinheiro para esses artistas através de Premios. Como fez com FHC, e seu texto que dizia que é possível países da América latina crescerem sendo subalterno aos EUA. nos anos sessenta, através da Fundação Ford.

  87. MARIA APARECIDA Postado em 21/Feb/2013 às 19:28

    eu CHO QUE ESTAO DANDO MUITA IMPORTANCIA A UMA PESSOA QUE O TEMPO SE ENCARREGARA DE MOSTRAR QUEM E .QUANDO el No for mIS NECESSARIA AO CAPITALISMO INTERNACIONAL VAI SUMIR NAS BRUMAS DA HISTORIA.

  88. Luiz Hosannah Postado em 21/Feb/2013 às 19:34

    Achei o tom da entrevista agressivo e tendencioso..o entrevistador foi intencionalemente em busca de argumentos para desconstruir a imagem da blogueira, tal qual um aluno que pesquisa um tema de aula para pegar o professor no contrapé! Se ela é ideologicamente engajada com os EUA, o entrevistador é com CUBA! Não creio em teorias da conspiração e para mim,ela é uma cidadã que discorda do jogo político de seu país e utiliza o blog para divulgar suas idéias e para ter retorno profissional, o que é legítimo. Ela não é um gênio (seu blog é bem comum) nem "burra"...ela tem seus limites e tb suas contribuições para questionar o regime ditatorial de Cuba. Será que dá para defender o regime? Em pleno século XXI? Dá para negar as restrições políticas num país de um único partido? Eu realmente queria que os petralhas fossem moras em Cuba, mas como cidadãos comuns e não aparelhando o estado....

  89. João Postado em 21/Feb/2013 às 20:34

    E a vacina contra o Cancer? EU já fui enganado por médico aqui no Brasil que fizeram uma circuncisão em mim que não precisdava só para ganhar dinheiro. Eu sinto falta do meu prepúcio que não voltará. Rola um lobi pois médicos aqui que defendem esta cirurgia e que deveria ser feita para todo brasileiro poís é a principal fonte de renda de urologistas inescrupulosos. A medicina no sistema capitalista não é boa pois não visa a Cura ou prevenção e sim o lucro. E o lobi nos EUA e aqui que aprovaram o uso de Ractopanina na carne brasileira e dos EUA? Proibida na Europa, Russia e até, pasemem, CHINA (pasmem mesmo, um pais que come cachorro e barata proibiu isso) Lá em Cuba vc pode filmar a vontade em espaços públicos, agora vai aqui no metro de São Paulo, ve se eles vão te deixar fazer filmagens.... O que eu acho mais besta é essa desunião do brasileiro. O imperialismo Inglês ferrou com o Paraguai, da mesma maneira que os Russos a Europa do Leste. O capitalismo dos EUA tentaram ferrar com Cuba, ferraram com outros países aqui da América latina, inclusive o Brasil. Ficar falando de esquerdistas e direitista hoje em dia cara? Aqui é Brasil e tem gente defendendo os EUA e atacando os Russos? Eu não defendo nenhum nem outro. FHC tinha o ACM como presidente do Senado, Renan Calheiros, Sarney e Michel Temer também associados. Culpar O FHC ou Lula é facil, mas quem pois o ACM e o Sarney foi a Globo, que inclusive eles tem um canal que passa a Globo em seus respectivos estados. Vai ficar culpando o PT agora, que não é mais de esquerda, tamo falando da Yoani. Eu não posso evitar mas aqueles que se dizem de direita são mesmo uns tapados.

  90. André Postado em 21/Feb/2013 às 20:43

    E que importa se ela é heroína ou não? se é vendida ou não? e os intelectuais? se acham... No fim somos, cada um, um acrescimo em um monte de lixo.

  91. Rovanildo Postado em 21/Feb/2013 às 20:50

    Excelente Queria ver uma entrevista tão contundente com Fidel ou Raul, também.... Se é que alguém de Cuba ou em Cuba teria coragem de fazê-lo.

  92. Ricardo Motta Postado em 21/Feb/2013 às 22:16

    Lendo esta entrevista me conforta para oferecer o seguinte comentário: esta mulher precisa de tratamento psicológico!

  93. Eraldo Menezes Postado em 21/Feb/2013 às 23:51

    A impressão que tenho é que o entrevistador estava mais preparado pra fazer uma inquisição da moça, em alguns momentos vc devem perceber que ele não deixa ela nem falar, o repórter com certeza tem mais informações que a moça - desculpa mas no país dela se quer existe liberdade de expressão pra isso -. Creio que Cuba tem sim muitas vantagens, mas a liberdade não é de longe uma delas.

  94. Nublado Postado em 22/Feb/2013 às 04:33

    Chorem esquerdopatas! hahahaahhaha

  95. Maissobre Postado em 22/Feb/2013 às 05:13

    Ela respondeu a esse entrevista. http://internalreform.blogspot.com/2010/04/yoani-sanchez-interviewed-by-salim.html

  96. Giuliano Postado em 22/Feb/2013 às 06:52

    A entrevista parece um interrogatório policial, não uma entrevista jornalistica comum, isto é fato. A blogueira pode até ser "fraquinha", mas tem o direito de pensar e expressar o que quiser, masmo qe seja um monte de "bosta". Deixa ela falar, mesmo que seja para as paredes. Ditadura e censura nunca mais! Nem aqui nem em Cuba.

  97. Giuliano Postado em 22/Feb/2013 às 06:57

    Engraçado é que muitos falam do capital. Capital é dinheiro. Quando "neguin" ver a oportunidade de ganhar muito dinheiro, vende até a alma ao Diabo. Aí vende a alma, vende até a mãe por dinheiro, desconhece irmão... e por aí vai.

  98. Sophie Postado em 22/Feb/2013 às 07:49

    Admiro essa moça, que mesmo sem ter estudado na Sorbonne conseguiu visibilidade e expõe o que pensa.Acho engraçado o povo que vive no Brasil - jovens que nunca viveram uma ditadura ou racionamento- defender um regime como o de Cuba...

  99. Gisa Veiga Postado em 22/Feb/2013 às 08:15

    Ela de fato não é tão preparada quanto o professor, mas não se acovardou. Até pode ser marionete da CIA, como acusam. Mas, vamos combinar, é fácil falar da vida em Cuba cheirando a perfume francês. Muitos preferem morar em Cuba, onde estão sua família e amigos, mas também transformá-la num lugar melhor. Por que todo movimento contra o cerco às liberdades é logo taxado de reacionário? Por que todo opositor tem de deixar o país? Por que não lutar por um país melhor?

  100. Mirson Postado em 22/Feb/2013 às 09:54

    Não se trata de ela ter ou não argumentos. Se trata do direito natural de poder dizer o que pensa a qualquer hora e esse direito CUBA NÃO RESPEITA!

  101. Sergio Avila Postado em 22/Feb/2013 às 10:15

    A Priscila, mais acima, deve ser uma das filhinhas de papai que estudou em universidade pública...

  102. Natália Oliveira Bretzk Postado em 22/Feb/2013 às 12:37

    Interessante a entrevista, apesar de Yoani ter sido extremamente pressionada, saiu-se muito bem, mostrando o respeito pelas diferentes opiniões que no Brasil pelos "ativistas profissionais" esse direito não foi respeitado. Parabéns Yoani a liberdade é a mais nobre das causas!

  103. Carlos Fagundes Postado em 22/Feb/2013 às 13:38

    Realmente! Ela nem é essas coca-colas todas. Ela fala do pífio cotidiano de um país cujos ditadores não admitem pensamentos divergentes dos deles. E aí botam um lacaio deles, bem escolado, para trucidar a moça com poucas experiências na lide jornalistica. Para mim, o Salim Lamrani, recebeu muito dinheiro do governo cubano para "estraçalhar" a moça. Talvez por inveja de ela ter recebido montes de prêmios - merecido ou não, isso não vem ao caso - ele despejou toda a sua fúria e empáfia na garota. Na verdade, o entrevistador estava muito bem instruído... Por quem? Não preciso nem responder! Estava a serviço, né?

  104. Carlos Fagundes Postado em 22/Feb/2013 às 14:22

    Natalia, você disse muito bem: "ATIVISTAS PROFISSIONAIS"! A única ocupação dessa súcia de fazer baderna com dinheiro que lhes é dado pelo governo por intermédio da UNE, dos Sindicatos e ONG de fachada, para encherem a cara de cachaça e ficar plantado nos lugares para fazer baderna!

  105. cacilda bazoni Postado em 22/Feb/2013 às 15:13

    Na verdade ela está correndo o mundo, p/ vender seu livro; nisso ela é muito esperta!

  106. Liliko Postado em 22/Feb/2013 às 15:20

    Nem em Cuba nem aqui se permite que se faça críticas ao regime cubano?

  107. Aguiar de Souza Postado em 22/Feb/2013 às 15:23

    A história( montada) do sequestro é tão fraca que, embora o entrevistador tenha procurado esclarecer todos os furos do relato, e insistido na apresentação das fotos, ele esqueceu de perguntar a blogueira como ela conseguiu gritar (algumas vezes) com a boca entupida de papel? (papel que segundo ela pegou no bolso de um dos sequestradores e está guardado e impregnado da sua saliva, para ser apresentado em uma suposta ação na justiça).

  108. Giorgia Postado em 22/Feb/2013 às 15:41

    Pessoal, ainda tenho duvida quanto a furia de muitos por aqui. Invejam Yoani por estar na midia?? ou por ela querer lutar pelo melhor pra si e se u país?? Imagino que ela nao ficou na Suiça, pelo fato de ter filhos em Cuba, isso nao é um bom argumento?? se ela fosse capitalista enrustida estaria com a vida pronta na Suiça. Nao vivi na ditadura, e nao ganhei nada de mao beijada nessa vida, nem por isso julgo pessoas como burguesas ou nao. Sou fruto de uma globalizaçao sem volta. Convenhamos que numa era de consumo e facilidades de acesso a tudo, por todas as classes sociais, quem nao quer viajar, comprar um carrinho, tv, smarts e afins? e por que nao seria justo esta moça lutar pelo que TODOS NOS aqui temos e usufruimos? seja utilizar um sabonete perfumado, seja escolher um cinema pra ir?. sabiam que la em Cuba as mulheres usam pano como absorventes? os sabonetes sao feitos de banha animal? poxa, minha irma foi pra la, a area dos hoteis, so é permitida para turistas, os funcionarios cubanos imploram por revistas, produtos de banho e roupas, qq coisa! Cuba pode ter suas qualidades, mas viver na idade da pedra sabendo que o mundo oferece tanto mais??? so uma perguntinha: alguem de vcs moraria la??

  109. Adriana Micarelli Postado em 22/Feb/2013 às 16:22

    Então Ditadura em Cuba pode e no Brasil não. Todos os jornalistas brasileiros, a mídia brasileira luta por liberdade de expressão, mas em Cuba o blog dela ficar fora do ar não tem problema? Francamente, a postura do entrevistador é vergonhosa. Ele não consegue entender que ela é uma pessoa comum, que foi premiada internacionalmente apenas por ter coragem de criticar o governo. O mundo Ocidental procura e promove celebridades diariamente que fazem muito menos do que ela. Salim Lamrani vá viver em Cuba, leve toda a sua família para lá, e entre na fila pra comprar papel higiênico mensalmente, torne-se cidadão cubano e comece a pedir permissão pro governo para sair do país cada vez que precisar ou desejar viajar. Pimenta nos olhos dos outros é refresco! Pro Brasil tudo, mas o povo cubano pode viver sem liberdade de ir e vir, tecnologia, informação globalizada. Muito democrático e justo esse tal de Salim Lamrani!!!! Patético este interrogatório!

  110. Giorgia Lopes Postado em 22/Feb/2013 às 18:02

    Pessoal, ainda tenho duvida quanto a furia de muitos por aqui. Invejam Yoani por estar na midia?? ou por ela querer lutar pelo melhor pra si e se u país?? Imagino que ela nao ficou na Suiça, pelo fato de ter filhos em Cuba, isso nao é um bom argumento?? se ela fosse capitalista enrustida estaria com a vida pronta na Suiça. Nao vivi na ditadura, e nao ganhei nada de mao beijada nessa vida, nem por isso julgo pessoas como burguesas ou nao. Sou fruto de uma globalizaçao sem volta. Convenhamos que numa era de consumo e facilidades de acesso a tudo, por todas as classes sociais, quem nao quer viajar, comprar um carrinho, tv, smarts e afins? e por que nao seria justo esta moça lutar pelo que TODOS NOS aqui temos e usufruimos? seja utilizar um sabonete perfumado, seja escolher um cinema pra ir?. sabiam que la em Cuba as mulheres usam pano como absorventes? os sabonetes sao feitos de banha animal? poxa, minha irma foi pra la, a area dos hoteis, so é permitida para turistas, os funcionarios cubanos imploram por revistas, produtos de banho e roupas, qq coisa! Cuba pode ter suas qualidades, mas viver na idade da pedra sabendo que o mundo oferece tanto mais??? so uma perguntinha: alguem de vcs moraria la??

  111. Gleidson Postado em 22/Feb/2013 às 20:47

    Esquizofrênica, só isso.

  112. richard Postado em 22/Feb/2013 às 21:38

    E é esta moça que a imprensa do Brasil tanto tem idolatrado. Parabéns aos brasileiros por terem jornalistas piores e mais fracos que yoani sanches!

  113. Carlos P. Postado em 22/Feb/2013 às 22:20

    O que mais me impressiona nessa entrevista: uma jovem universitária cubana, filóloga, blogueira, apresenta esse nível de conhecimento sobre seu próprio país?? Que raio de educação recebeu essa coitada? Que maravilha de ensino universal é esse, que forma uma alienada? Todos cubanos têm diplomas nessa base? Que socialismo é esse, que forma toupeiras tal qual nossas pobres e abandonadas escolas de periferia?

  114. José Silva Postado em 22/Feb/2013 às 23:01

    Gostaria de fazer algumas observações. São elas: 1) Primeiro existem diferenças gritantes na formação e na preparação de ambos. - ENTREVISTADA Yoani Sánchez (cubana Licenciada em Filologia em 2000 na Universidade de Havana, e blogueira). Portanto não é especializada em economia, filosofia, ciências políticas, direito internacional e relações internacionais; - ENTREVISTADOR Salim Lamrani (ensaísta e professor francês, professor na Universidade de Paris-Sorbonne e Université Paris-Est Marne-la-Vallée). Especialista sobre Cuba e suas relações com os Estados Unidos. PhD em Estudos Ibéricos e da América Latina pela Universidade de Paris IV-Sorbonne Paris, membro do Centro de Investigação Interdisciplinar em Contemporânea Ibérica Mundos (CRIMIC) da Universidade de Paris-Sorbonne Paris IV2, e Grupo Interdisciplinar de hispânicos Caribe e América Latina (GRIAHAL) da Universidade de Cergy Pontoise. Portanto, um especialista que se preparou há anos e elaborou de forma minuciosa 40 perguntas sob diversos assuntos na tentativa de derrubar Yoani. Creio que não conseguiu! Pois se a Yoani não estava tão preparada acho que ela se saiu bem até, pois não teve o mesmo tempo que ele para preparar as respostas. Respondeu téte a téte as perguntas e não fez feio. Já ele nem estava tão preparado assim. E vou dizer por quê! 2) Salin disse na introdução da entrevista: "Como uma pessoa desconhecida por seus vizinhos – segundo a própria blogueira – pode integrar a lista das 100 personalidades mais influentes do ano?" Talvez ele não pesquisou direito sobre a realidade cubana. Será que todo mundo em Cuba tem as mesmas facilidades e acesso a informação como o sr, Salim na França? Internet rápida, Tv a cabo, agências de notícias, jornais e revistas estrangeiros, ou leiam só o Gramma que nem sequer fala sobre a Yoani, e procura selecionar o que a população deve saber ou não! 3) "O encontro com a jovem dissidente de fama controvertida não ocorreu em algum apartamento escuro, com as janelas fechadas, ou em um lugar isolado e recluso para escapar aos ouvidos indiscretos da “polícia política”. Ao contrário, aconteceu no saguão do Hotel Plaza, no centro de Havana Velha". Alguém que fala o que pensa como Yoani em seu blog, iria ter medo de se reunir com Salim no bar de um hotel em Cuba ou no saguão, pelo contrário lá ela estaria muito mais segura do que nas calles de Havana, pois com certeza existem câmaras filmando tudo, e tb estrangeiros que poderiam registrar qualquer ato de repúdio ou violência da polícia secreta cubana. 4) "Esta blogueira, personagem de aparência frágil, inteligente e sagaz, tem consciência de que, embora lhe seja difícil admitir, sua midiatização no Ocidente não é uma causalidade, mas se deve ao fato de ela preconizar a instauração de um “capitalismo sui generis” em Cuba". Yoani luta por liberdade de expressão, por melhores condições para o povo cubano, pelo fim da ditadura que perduram 54 anos, pela liberdade para os presos políticos, pelos direitos humanos em Cuba, por poder deixar o país qdo bem entender e retornar qdo quiser, ou seja, coisas básicas que qualquer cidadão de muitos países podem fazer. Com relação ao que ele chama de "capitalismo sui generis" talvez seja o mesmo que tenha nos países como a Rússia, a China e Venezuela. 5) "A senhora denunciou as violências de que foi vítima por parte das forças da ordem cubanas". Ilário esta pergunta. Ela apanha da polícia secreta e depois se dirige a mesma polícia do regime de partido único e denuncia. Fico imaginando aqui no Brasil o pessoal que apanhou no DOPS indo a delegacia registrar um B.O, e esperar que dê alguma coisa. Talvez na França em 68 fosse possível! 6) "É difícil entender o interesse das autoridades cubanas em agredi-la fisicamente, sob o risco de provocar um escândalo internacional. A senhora é famosa. Por que teriam feito isso?" Meu caro Salim pergunte a qualquer torturado, o que é que ele sofre mais a tortura física ou psicológica? O objetivo era amedrontá-la, fazer com que ela tivesse tanto medo de morrer que depois nunca mais escrevesse nada contra o regime. Com algumas pessoas isto até funciona, mas com a Yoane não teve efeito algum, pelo contrário. E com relação a escândalo internacional não sei se ditaduras que mantém vários presos políticos se preocupam com o que diz a imprensa internacional. 7) "Contudo, é surpreendente que as autoridades cubanas tenham decidido atacá-la fisicamente." Piada. Ele esperava o quê. Um convite formal. “Vamos conversar com as autoridades. A sra. está sendo intimada, por obséquio faça o favor de comparecer com o seu advogado na polícia secreta, tal dia e hora.....e bem vestida e maquiada por favor”! 8) "O mais surpreendente é que, tendo a possibilidade de viver em um dos países mais ricos do mundo, a senhora tenha decidido voltar a seu país, que descreve de modo apocalíptico, apenas dois anos depois de sua saída." Talvez o sr. Salim nunca tenha morado fora da França, ou não deva entender como são o povo latino. Viver longe dos amigos e familiares é uma barra pra todos, e principalmente para os cubanos. Conheci alguns que residem na Europa e a resposta é a mesma seria mto bom se pudessem trazer os familiares, os amigos, o gato, cachorro, papagaio, a caipirinha ou mojito, a praia, o clima, e o modo de vida para os países os quais residem. Conheci cubano que só pode ter a visita da mãe depois de 5 anos morando fora. Talvez para um europeu, isto seria fichinha, de tirar de letra! Se voltou foi para ver de perto as atrocidades do regime e divulgá-las para o mundo através de um blog, que no início segunda a mesma nem sequer sabia que iria ter tanta repercussão. 9) "Na França, que é uma democracia, amplos setores da população não têm nenhum espaço nos meios, já que a maioria pertence a grupos econômicos e financeiros privados." Piada. Na França podes sair pelado como alguns fazem nas praias e parques e ninguém vai te encher a paciência ,pode pixar um muro, protestar nas ruas de forma pacífica e não acontece nada, podes falar mal do governo, do primeiro ministro e ninguém te leva pra masmorra, te torturam, e vc não pega 10, 15 anos, por ser contra o país. Ou seja, amplos setores da população como associação de estudantes, entidades de classe, ONGS, instituições de governo, sindicatos, o escambau têm espaço dentro e fora dos meios de comunicação sejam eles públicos e privados. 10) "Muitas pessoas acham difícil acreditar nisso, pois nenhum outro site do mundo, nem mesmo os das mais importantes instituições internacionais, como as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a OCDE, a União Europeia, dispõe de tantas versões de idioma. Nem o site do Departamento de Estado dos EUA, nem o da CIA contam com semelhante variedade." Quanta ingenuidade e falta de inteligência. Estas instituições normalmente possuem traduções naqueles idiomas de maior comunicação pelo mundo. É óbvio que estas entidades podem pagar traduções tb para o esperanto, javanês, etc... E não o fazem pq não possuem interesse. O que a Yoani dispõe é de ajuda de várias pessoas em diversos países que traduzem os seus textos (de graça) por tentarem ajudá-la no combate a ditadura castrista que perdura 54 anos, e por compartilhar com seus ideais. Que mal, e que especial existe nisso! 11) "O momento de maior atrevimento foi quando a senhora perguntou se ele pensava em invadir Cuba. Como a senhora explica que o presidente Obama tenha dedicado tempo a lhe responder apesar de sua agenda extremamente carregada, com uma crise econômica sem precedentes, a reforma do sistema de saúde, o Iraque, o Afeganistão, as bases militares na Colômbia, o golpe de Estado em Honduras e centenas de pedidos de entrevista dos mais importantes meios do mundo à espera?" Não vejo problema, e nem acho que o todo poderoso presidente americano que vai com a família assistir a um jogo de basquete entre Brasil e USA em Washington e tira fotos com fãs em qualquer lugar, não possa responder a ela, sendo ela pessoa midiática que é. Assessores ele possui aos montes...! E tb não vejo atrevimento alguém perguntar se ele pensava em invadir Cuba. Como a própria Yoani respondeu na entrevista no Estadão "cresci ouvindo que os americanos iriam invadir Cuba, há 30 anos que o próprio governo cubano divulga que os yankes irão invadir Cuba, hora então quis fazer esta pergunta!". Qual o problema. Talvez para um europeu isso tivesse certo ar de seriedade! 12) "O problema é que os dissidentes cometem um delito que a lei cubana e todos os códigos penais do mundo sancionam severamente. Ser financiado por uma potência estrangeira é um grave delito na Franca e no restante do mundo." Grave delito na França e no restante do mundo! Sinceramente não entendi. O que a França já fez e faz em países de África e agora na Síria ajudando os rebeldes. Qtos países no mundo hj financiam guerrilhas. para derrubarem ditadores. E continuam não sendo severamente punidos! 13) "Mas, neste caso, as pessoas que a senhora qualifica de presos políticos não são presos políticos, pois cometeram um delito ao aceitar dinheiro dos Estados Unidos, e a justiça cubana as condenou com base nisso." Não são presos políticos...! São o que então..??? Ladrões de galinha!!!! Meu caro Salim deve ter passado somente 24 horas em Cuba. Pede para ele entrevistar aqueles prisioneiros que foram para Espanha, e então vais entender quais foram os delitos que os mesmos cometeram contra o governo cubano de partido único. 14) "Concordo, mas isso não impede que Cuba seja o país com o maior número de professores por habitante do mundo, com salas de 20 alunos no máximo, o que não ocorre na França, por exemplo." O PhD quer comparar o nível de ensino de Cuba com a França, e ainda acha que 20 crianças mal nutridas, sem material, a escola caindo, os professores que ganham U$20 dólares ao mês (menos do que a esmola famíla que agora dá R$70,00 para cada miserável viver no Brasil) é melhor do que a França. Vai dar aulas lá então, ou entrevista um professor......Foste a Cuba e não visitaste sequer uma escola, hospital, biblioteca, Faculdade...Tá precisando voltar já, e fazer pesquisa de campo, e não ficar somente lendo livros e artigos de esquerda! 15) "Não podemos negar algo reconhecido por todas as instituições internacionais. Em relação à educação, o índice de analfabetismo é de 11,7% na América Latina e 0,2% em Cuba. O índice de escolaridade no ensino primário é de 92% na América Latina e 100% em Cuba, e no ensino secundário é de 52% e 99,7%, respectivamente. São cifras do Departamento de Educação da Unesco." Ok! E nos outros índices como IDH ( ), PIB ( ), PIB per capita, como é que fica. E a questão da alimentação... do transporte. As pessoas passam fome, geladeiras vazias. Alguns itens somente estrangeiros podem consumir. Se não fosse a ajuda da Venezuela muitas pessoas morreriam! 16) "A expectativa de vida era de 58 anos antes da Revolução. Agora é de quase 80 anos, similar à de muitos países desenvolvidos. Cuba tem hoje 67.000 médicos frente aos 6.000 de 1959. Segundo o diário ingles The Guardian, Cuba tem duas vezes mais médicos que a Inglaterra para uma população quatro vezes menor." Falta pesquisa de campo séria, e não apenas reproduzir dados! Visitou um hospital, entrevistaste um médico que ganha 35U$ por mês (igual na França). As condições de trabalho são péssimas, falta medicamentos simples e não possuem equipamentos sofisticados para diagnóstico. O profissional pode ser bem preparado, mas do que adianta se não possui as devidas condições para trabalhar. A qualidade de vida de um idoso cubano nem chega perto da qualidade de vida de um europeu, de um francês. O quê adianta ter bastante médico nestas condições. Só o nosso SUS iguala. 17) "As cifras demonstram o contrário. Atualmente, repito, Cuba só ocupa o décimo lugar no continente americano em termos de fluxo migratório para os Estados Unidos. Então a obsessão da qual você me fala é mais forte em nove países do continente pelo menos." E as condições da população nos outros nove países é a mesma dos cubanos! Creio que não. Mexicanos, brasileiros, argentinos, venezuelanos, peruanos, chilenos, argentinos dispõem muito mais de melhores condições econômicas para imigrar para os USA do que os cubanos. Se os cubanos pudessem já teriam esvaziado Cuba com certeza, como boa parte dos conterrâneos e familiares do Salim que abandonaram o Marrocos ou Argélia, e migraram para França em busca de melhores condições de vida. 18) "Por outro lado, custa-me compreender por que, se a realidade é tão terrível aqui, alguém que tem a oportunidade de viver fora, em um país desenvolvido, desejaria voltar para viver novamente em Cuba." Salim não conhece o Marrocos ou a Argélia, nasceu na França. Seus pais podem retornar qdo bem entendem para estes países e fugir do rigoroso inverno europeu. Puderam ficar muito mais de 11 meses na França e depois retornar ao seu país de origem sem sofrer qualquer tipo de sanção. Salim é francês não possui laço algum com Marrocos ou Argélia, e talvez não queira. É convidado para dar aulas em instituições americanas na Califórnia, se especializou em assuntos latino-americanos e especialmente Cuba. Não se interessou pelos problemas Africanos. Salim se preparou horas, dias, meses, e até anos para estudar os problemas de Cuba. Desenvolver uma tese, e preparou 40 perguntas na tentativa de derrubar Yoani. Porém, tb não fez o dever de casa como Yoani, que não estudou tanto como Salim, que não fez doutorado, que não se especializou em Cuba durante tanto tempo, não teve bons orientadores, não estudou em Sobourne, mas em Havana, que não publicou tantos artigos e livros como Salim. Mas Salim quando esteve em Cuba não foi a campo pesquisar, não conversou e entrevistou, a população, os professores, médicos, enfermeiros, atletas, artistas. Ficou só numa boa revisão bibliográfica na sua confortável biblioteca em Paris. Yoani quando não soube responder algumas perguntas, que por sinal não eram de seu domínio para quem estudou Filologia, procurou dizer algo simples como "eu não sei". Salim vomitou sabedoria naquilo que ele domina com base na sua preparação, nos seus anos de estudos e leituras, mas ficou só nisso. Aquilo que ele deveria estudar para complementar os seus estudos ficou faltando, ou seja, entender um pouco mais como vive e o que pensam os cubanos.

  115. Igor Postado em 22/Feb/2013 às 23:07

    Cuba não é um país ocidental? Até ontem eu acreditava que este país estava localizado do mesmo lado do mundo que todos os outros países ocidentais.

  116. Xico Roccha Postado em 23/Feb/2013 às 08:56

    FICOU CLARO A SUBSERVIENCIA DA GAROTA COM OS YANQUIS

  117. Alberto Moura Postado em 23/Feb/2013 às 12:00

    Quem assistiu a alguns documentários do norte-americano Michael Moore, ou mais especificamente, "SickO" ("traduzido para o Português como "S.O.S. Saúde"), pode vislumbrar a diferença de tratamento dos governos para os cidadãos, entre EUA e Cuba. Evidentemente, essa criatura, Yoane, é bem fraca em seus argumentos, valendo-se apenas do fato de residir em Cuba. Claro que nenhuma ditadura é desejável, mas "Democracia" é apenas um mito. Os modelos republicanos existentes hoje, inclusive o do Brasil e o dos EUA, não passam de "monarquias" de pequena duração. Os presidentes, governadores, prefeitos, e legisladores de todos os escalões, são meros ditadores, inventando leis e regimes, sem se importarem com os reais desejos e necessidades das populações. A principal preocupação dessas autoridades é a de manterem seu "status quo". O "sonho americano", propalado em Cuba, nos países islâmicos, no próprio Brasil, pelo poder da mídia norte-americana, não apenas são fictícios (os EUA ainda são o país com os maiores índices de violência civil do mundo), mas contraditórios e reacionários: sua influência (às vezes forçada por sanções econômicas) sobre os outros países, impede as populações de pensarem, de terem ideias, de proporem um novo estilo, um novo regime político, econômico e social, que possa prover um real estado de satisfação.

  118. Augusto Ferreira Postado em 23/Feb/2013 às 14:54

    O José Silva deveria apresentar-se à blogueira pra dar um reforço nas argumentações contra Cuba.

  119. Benjamin Postado em 23/Feb/2013 às 15:15

    Deve ter aprendido com a Gestapo. Não queria conhecer o pensamento de Yoani e sim producir o resultado que conseguiu. Alegrar aos amantes da ditadura e pseudo inteletualoides do socialismo XXI. E não proletariado. Nenhum deles trabalha.

  120. Maxwell Postado em 23/Feb/2013 às 17:52

    Muito mal contada a história da agressão que ela sofreu. Parece até aquelas histórias dos revolucionários aqui do Brasil que eram orientados pelos seus movimentos a dizerem que foram torturados.

  121. William Bugarin Postado em 23/Feb/2013 às 20:44

    Devemos sempre desconfiar quando a imprensa rotula demais uma pessoa, pois está querendo algo com isto. É também interessante como produzem seus heróis com tanta ênfase como aquela com que contamos histórias como "Branca de Neve e os Sete Anões". Onde está sequer uma citação para o BLOQUEIO ECONÔMICO À CUBA ? Esta triste e vergonhosa ação que já dura 50 ANOS ( vocês leram direito, meio século ) asfixia a economia e nestas décadas contribui muito para o aumento da pobreza do povo cubano. E esta debochada ainda declara : “Minha posição sobre o embargo norte-americano é que deve terminar já, o quanto antes. Não é apenas a minha posição de agora, mas a de sempre. Não funciona mais." Se "não funciona mais", então esta fulana acha que um dia foi correto e funcionou. Grande hipócrita com seu povo. Ainda bem que temos pessoas como o pessoal de Feira de Santana, Brasília, etc que dão o troco nesta imprensa descarada ( e de direita ) que ao invés de ressaltar o que de positivo tem Cuba, só querem fazer de lá um quintal dos americanos. Viva Cuba e o Socialismo !

  122. Anônimo Postado em 24/Feb/2013 às 01:40

    Pro José Silva: TL;DR.

  123. zizi Postado em 24/Feb/2013 às 07:13

    bem que ela poderia tomar um banho de loja e participar de um destes programas das tardes de transformaçao do antes e depois

  124. Thais Cascaes Postado em 24/Feb/2013 às 13:02

    Salim Lamrani tem base e foi magnífico na hora de mostrar que domina o assunto. Se ela é uma blogueira de fama internacional e leva o nome e seu país por onde passa deveria ter a dignidade de ter o mesmo domínio sobre uma história que é dela, de seu povo!

  125. Sergio Gomes Postado em 24/Feb/2013 às 14:12

    Para quem se interessa, verdadeiramente , em conhecer o complexo processo das relações EUA/CUBA tem aqui um extraordinário material de referência. Não pelas respostas da moça mas pelas perguntas do professor.

  126. helcio Postado em 24/Feb/2013 às 16:06

    não resisti e resolvi comentar algumas coisinhas tambem,não sobre esta moça que esta ganhando o dinheirinho dela enquanto vende seu pais,mas isto não e novidade,pois desde calabar nos tambem temos nossos vendilhões,o que me espantam são alguns comentarios postados aqui,em uma defesa cega de uma moça que tem recebido premios por suas posições e que durante a entrevista não apresentou consistencia em seus argumentos,o professor e sem duvida mais preparado que ela,mas a m,esma não e uma simples dona de casa cubana,e alguns argumentos que ela apresenta causaram riso em minha filhinha de 12 anos portanto a indignação de alguns comentarios e infundada,alem disso vcs da direita sabem exatamente qual o futuro da moça,sera o mesmo dos jardineitos,motoristas,porteiros e secretarias que vcs adoram quando estão denunciando mas que vão para o total esquecimento quando não lhes servem mais,voces direitosos são muito crueis com quem lhes prestam serviços.

  127. betina Postado em 24/Feb/2013 às 17:45

    Nem esquerda, nem direita, na verdade isso não existe. IDEOLOGIAS. Todos unidos em torno de uma mesma causa, quando os ganhos são pessoais.Se a bloqueira é fraca em seus argumentos, pelo menos teve a coragem de enfrentar a fera do jornalista. SE TUDO É MENTIRA, não creio. Tem gente por aqui que faz coisas bem piores e é considerado esquerdista. Toma uisque, ganha altos salários, beneficia patrocinadores de campanhas politicas, indica cabos eleitorais para assumir cargos técnicos, fica rico de repente, enfim, rouba do povo e mata esperança e se dizem intelectuais de esquerda. Bando de hipócritas. A esquerda teve seu momento, sem dúvida importante no regime militar. MAS HOJE? Poupe-me os esquerdistas que assumiram o poder.Tudo igual, igual moeda de hum real.

  128. Fabio Postado em 24/Feb/2013 às 21:39

    É senhoras e senhores comunistas sonhadores... Yoani pode até ter inventado muita coisa durante a entrevista, mas fiquem certos de uma coisa: Se existe debate, discussões, respeito — pelo menos na teoria — aqui neste site, em blogs, em redes sociais, é por que aqui isso é possível. Em Cuba jamais isso aconteceria! Avanços sociais na educação e na saúde Cuba deve de fato ter, se tem e os petistas tanto endeusam, simplesmente ADOTE o que é feito lá aqui. Lá não tem preocupação com futebol, Copa do Mundo e Olímpiadas! A única vantagem que Cuba tem sobre aqui é que lá não tem roubalheira, de resto...bom o muro de Berlim ficou pra contar história.

  129. Júnior Postado em 25/Feb/2013 às 00:14

    Esse jornalista diz: Causa nobre de Angola, ele só pode ser um imbecil para falar isso. Cuba quando esteve Angola nada acrescentou e deu problema pelos saques que fizeram nos hospitais, pois até os interruptores e as tomadas os soldados levaram embora e hoje em Angola existe um grande ressentimento sobre a atuação cubana. A causa nobre de Angola ou a causa pessoal da família do Sr. presidente José Eduardo dos Santos e sua família que são donos da companhia telefônica móvel e fica, companhia de energia elétrica, dos maiores supermercados de Luanda além da rede hoteleira milionária ou bilionária, a filha do homem é uma das mulheres mais ricas do mundo. E o povo angolano como vive? Pelo menos em 2005, a última vez que eu estive naquele país, a situação do povo era a seguinte: O salário mínimo era U$$ 100,00 e o que se compra com isso? Um saco de batatas, tomate e mais alguns legumes carnes de boi, peixe e frango nem pensar, pois o preço do quilo era totalmente proibitivo chegavam a mais de U$$ 50,00 isso sem falar nas outras necessidades básicas praticamente inexistentes. Esse é o regime comunista angolano e essa foi a causa nobre que Cuba foi defender. Na verdade, me interessa muito mais a realidade do Brasil do que a visita dessa senhora ao nosso país. Isso serve para desviar as atenções para algo que não tem a menor importância para mim não muda a minha vida em nada, poi eu vou continuar levantando cedo para ir trabalhar e disso o que me interessa é que o Brasil seja um país melhor e não se perder em polêmicas com as Yoanis da vida

  130. Manuel Rolph Cabeceiras Postado em 25/Feb/2013 às 00:28

    Muito bem, José Silva, excelente comentário, parabéns! Ponderado, preciso e direto, um exemplo de raciocínio bem fundamentado para além de meras impressões, achismos e palavras de ordem. Permita-me acrescentar algumas modestas considerações. 1) O tonitroante título não é outra coisa senão uma bolha de sabão que se desmancha no ar: "o bate-papo que desmascarou a blogueira Yoani Sanchez"? Bate-papo? Absurda designação, a melhor definição para esse "bate-papo" seria a de inquérito policial, em particular nos cinco primeiros itens da entrevista. No início então... Como soam intimidadoras as perguntas, tais como uma metralhadora giratória sem haver tempo morto: pressões constantes, dúvidas a sua credibilidade, ameaças sutis, insinuações... Torturadores treinados sabem praticar sevícias sem deixar marcas duradouras no corpo e visam, em especial, o psicológico com o intuito de minar a vontade e desestabilizar a pessoa do torturado. Por nossa experiência própria, basta ter tido acesso a relatos de torturados em nosso país para se entender bem o que digo. E sabemos também, como sabemos, que a repressão nem sempre é coerente e controla todos os seus prepostos, ainda mais quando alguns deles resolvem por conta própria mostrar serviço. Fiquemos com a Bomba no RioCentro como exemplo. 2) Difícil entender o regresso à Cuba após 2 anos morando na Suíça? Está mais que suficientemente explicado por ela. O camarada, esse tal de Salim Lamrani, revela-se um profissional do interrogatório, parece um policial da Gestapo, tentando apanhar a acusada (pois é nesta posição que interrogada é colocada) em alguma incoerência. Acusada de mentirosa e farsante, claro, com toda a polidez, as artimanhas, porém, não surtem efeito. E não funcionam, única e exclusivamente, porque o acusador lida com alguém que demonstra ser sincera e honesta, totalmente franca! Só assim se consegue escapar das inúmeras armadilhas postas em seu caminho durante durante tão intenso bombardeio de dúvidas e questionamentos, às vezes até repetitivos. 3) O infeliz interrogador julga que permitir a existência de um blog, mas não ter um cidadão espaço na imprensa, na rádio ou na tv é exemplo da mais plena liberdade de imprensa e ainda acha de tripudiar das reclamações da blogueira, tentando fazê-la crer que ela lutava contra fantasmas inexistentes em Cuba, terra da mais ampla e irrestrita liberdade. Yoani resiste bastante bem a tamanha pressão inquisitiva. Não perde a serenidade e a objetividade, diante do preparado intelectual. Ela, simples e modesta, aí sim um Davi contra Golias. Como se diria no Brasil ela "não perde o rebolado", neste e nos demais itens enquanto se deixa que ela fale. 4) Após seguir nesse ritmo nos cinco primeiros itens do falso bate-papo (1. o incidente de 6 de novembro de 2009; 2. a Suíça e o retorno a Cuba; 3. as sanções econômicas; 4. os prêmios internacionais, o blog e Barack Obama; 5. os cinco presos políticos cubanos e a dissidência), a tática vai dando mostras de exaustão e ineficácia e, então, estava na hora de mudar o modo de abordar a blogueira. Reúne Salim as suas últimas energias pra não evitar que parecesse um perdedor aos leitores que lhe fossem simpáticos ideologicamente. Muda totalmente a sua forma de abordar o mascarado interrogatório, não permitindo, a partir do item seis (o financiamento), diversas e repetidas vezes, que Yoani respondesse a várias perguntas sem interromper-lhe: corta a fala da blogueira, na maioria das vezes, com outra e outra pergunta, entremeando-as com formulações de questão longuíssimas a título de informar dados tidos por Salim como fundamentais ao "debate". Tais procedimentos darão o tom doravante e até o final de tão amistoso "bate-papo". Apesar da ilusão do domínio por Salim de dados em profusão lhe permitirem um jogo de imagens no qual aparece como o mais bem instruído diante de uma desinformada Yoani, ela mantem-se inabalável em apelar para a sua experiência, o que ela lhe permitiu concluir e no seu inabalável direito em ter uma opinião discordante num regime opressor. Em momento algum perde esse foco, o que lhe conferem, a olhares mais atentos, a vitória ainda nesta fase do debate. 5) No penúltimo item (conquistas sociais em Cuba), por exemplo, Yoani luta por deixar claro que a sua preocupação é a que custos se fizeram tais conquistas. Cuba tem o maior número de professores por habitante do mundo,como esgrimido pelo próprio entrevistador, o qual, porém, não pode evitar de dizer "concordo" dando como justa a reclamação de Yoani quando diz: "meu filho recebe uma educação muito doutrinária e contam-lhe uma história de Cuba que em nada corresponde à realidade. Preferiria uma educação menos ideológica para meu filho. Por outro lado, ninguém ser professor neste país, pois os salários são muito baixos." 6) Volta e meia acusam-na de defender um capitalismo sui generis e ela mesmo o admite. Ora, tem ou não o direito de ter a sua própria opinião? Todavia é notável como, apesar de apontado por muitos de seus críticos como o seu calcanhar de Aquiles, Salim não faz mais que uma tímida incursão ao tema. Tudo se resume em arrancar de Yoani que ela desejaria que algumas atividades econômicas estivessem em mãos privadas. Ora, não deixa de ser hilário, criticar-lhe tal pensamento quando esta é uma prática que vem sendo conduzida como panaceia para alguns setores de nossa economia pelo Governo Petista, o mesmo governo que faz questão de se exibir como amigo, admirador e aliado cego do regime castrista em Cuba. 7) Fico, por fim, pensando como os mais extremados críticos tupiniquins de Yoani reagiriam se tivessem de estar submetidos às mesmas limitações legais impostas aos cubanos... Se tivessem, por exemplo, de perder vantagens de cidadão pleno por ter permanecido mais de onze anos no exterior, como reagiriam?

  131. Manuel Rolph Cabeceiras Postado em 25/Feb/2013 às 00:30

    Digo, mais de onze meses no exterior, como reagiriam?

  132. Bruno Postado em 25/Feb/2013 às 08:41

    Se morar em Cuba é tão bom, porque as pessoas fogem de la? O que fizeram com a Yoani aqui no Brasil foi uma palhaçada. Qualquer pessoa têm o direito de expor sua opinião. Aqui muitos criticam ela , pois ai está a magia do debate. Cada um da sua opinião com argumentações. Agora quando as argumentações viram gritos e palavras de ordem, se perde a razão.

  133. Fabio Postado em 25/Feb/2013 às 11:56

    Parabéns a Yoani, por enfrentar um sistema opressivo e falido que é o dos irmãos CASTRO. E também a meia duzia de pseudos revolucionários financiados por partidos de esquerda. Acordem esse sistema não deu certo e já faz parte de um passado longínquo e romântico.

  134. Fernando Postado em 25/Feb/2013 às 16:26

    eu to pra entender o que teve de interrogatorioi, no meu entendimento toda pessoa que se prese criticar algo, tem que ter sim conhecimento historico-critico e baseado em fatos, pra que sua critica seja viabilizada, senão é só alguem falando de achismos, e isso realmente acaba nao tendo nenhuma credibilidade, ela é completamente despreparada e seus argumentos são rasos, e pelo meu entender ela defende a liberdade de consumo, essa é a liberdade que ela busca, entra em contradição varias vezes, e todo mundo aqui que fala que cuba é uma ditadura, tem que entender melhor o sistema politico de cuba, o brasil tem uma democaracia mais perto da ditadura, que a "ditadura" de cuba, onde o castro é mais um simbolo do que o lider do pais, como a rainha da inglaterra, o pessoal tem que entender melhor o termo de democracia, num pais aonde mais de 1 milhao de pessoas tentam derrubar presidente do senado e nao conseguem, nem sao ouividas, aonde ninguem pode colocar opinioes diferentes na midia, que nao seja a opiniao de uma meia duzia de pessoas, assistam o documentario "fatos, nao palavras-os direitos humanos em cuba" la voces entenderam melhor o sistema delas, é meio propagandista, mas muito didatico, quebra varios conceitos errados que as pessoas tem sobre o pais, como eles mesmo dizem multipartidarismo nao tem haver com democracia, e nem com a verdadeira opiniao de todos sendo ouvida, no brasil existe um falsa-democracia aonde alguns poucos com dinheiro pra gastar em campanhas entram no governo, e apenas suas leis e escolhas sao colocadas no papel, onde o eleitor acha que ajudou a democracia colocando aquele cara que foi jogado na sua cara por propaganda todos os dias pra que voce votasse nele, e não é so por que la deu certo o socialismo, que o pessoal precisa demonizar o tipo de sistema, o que eu vejo é o pessoal com medo que algum lugar que um sistema diferente do capitalismo de certo, fara cair por baixo o sistema completamente injusto que eles tanto defendem, e o fato de voce achar que cuba é uma ditadura e ela é comandada pelos castros ja mostra o quao desinformado está, e notasse que até a yonni esta bem desinformada de seu pais, e obviamente esta sendo usada como bode expiatorio dos eua, e sua grande bandeira ideologica

  135. Marcos Rizzatti Postado em 25/Feb/2013 às 19:54

    Incrível eu pensei que ela, a blogueira, fosse melhor informada, inteligente e sabedora da situação de seu país, mas o que vi na entrevista que ela nao sabe nem o porque estava num hotel em plena luz do dia dando uma entrevista a um jornalista europeu. pelo que percebi esta blogueira pigueana está apenas fazendo o serviço americano de desinformar, nada mais que isso.. em resumo ela nao serve como legitima opositora daquilo que falam ser uma Ditadura Cubana. Ela é apenas uma pessoa deslumbrada como o dinheiro da direita midíatica e viu nisso uma forma de viver. Decepcionante essa tal YONI SANCHEZ!

  136. Danillo Postado em 26/Feb/2013 às 02:43

    A moça sai de cuba(que diz que é o próprio inferno) dai vê que fora dele não vai ter mídia, volta, inventa que foi sequestrada e agredida e depois vem falar de repressão? puff... vive indo de lá para cá falando besteiras sem fundamento e se acha merecedora de prêmios, ainda por cima fala mal de García Marquez...

  137. Erasto Postado em 27/Feb/2013 às 12:41

    Estou, agora, sabendo mais a respeito do que ocorre de bom em Cuba, e até, com mais vontade de visitar Cuba. Embora, esta entrevista não deu margem a articulaçao do pensamento de YS, como na Roda Viva, mas sim da riqueza de informaçao do entrevistador. Cuba me fascina. A bola da vez do novo imperialismo sanguinario esta mais na nossa riqueza do que nos parcos recurso daquele pais, que nem pela proximidade, inutil com novos misseis intercontinentais, ameaça o gigante em fissura de abstinencia.

  138. Pereira Postado em 28/Feb/2013 às 19:38

    Ela teve seus 15 minutos de fama no Brasil.

  139. Ivo Junior Postado em 01/Mar/2013 às 09:26

    Uma pergunta aos ESQUERDISTAS defensores do governo cubano: DITADURA É BOM?

  140. GLÓRIA Postado em 09/Mar/2013 às 22:41

    ESTRANHO, até onde sei CUBANOS REACIONÁRIOS não podiam sair e ficar expondo de forma negativa o regime de Cuba... O presidente Raul afrouxou ou mudou as leis? E ELA SAIU E FOI VIVER UNS MESES NA SUÍÇA DEPOIS DE CRIAR O BLOG?! Depois voltou e não foi direto para a cadeia por causa do blog??

  141. Alcileia Postado em 05/Apr/2013 às 02:41

    Isso é mesmo uma entrevista? Parece mais uma confrontação,um inquérito. Vade retro.Esse entrevistador não contribui em nada para a formação de opinião.Proselitismo a essa altura dos fatos,de que adianta?

  142. Marco Santos Postado em 05/Apr/2013 às 15:55

    Alguns dizem que a Sra. Yani é agente da CIA, mas o que parece é que este Sr. Salim Lamrani que é agente da polícia secreta de Cuba. Ele é totalmente parcial! Isto não é uma entrevista! É um interrogatório em que os pontos de vista da interrogada não são levados em conta. È claro que as pessoas que defenderam a vida inteira a revolução cubana estão trabalhando para desacreditá-la. E este interrogatório me parece editado. Vi a entrevista dela no programa Roda Viva da TV Cultura e é uma pessoa totalmente diferente da aqui apresentada. Aliás recomendo às pessoas que queiram uma versão menos parcial dos fatos.

  143. Michael Lima Postado em 05/May/2013 às 16:42

    Ficou claro demais que ela é financiada pelos EUA para fazer propaganda contra o regime. Ela até defende que os EUA tem legitimidade para requerer mudançasno governo cubano. "Não importa quem reivindica a mudança". kkkk. Mais claro do que isso, só se esfregar na cara. Os norte-americanos admitem que financiam ativistas anti-governo no solo cubano desde 1959 e a figurinha premiada da Sánchez tem mais recursos que grandes órgãos internacionais para fazer a sua propaganda anti-governo. Mente e mente e mente (desmascarada pelos dados, que nem é capaz de replicar pq são verdadeiros) e, repito, chega mesmo a defender que os EUA tem legitimida de em exigir mudanças na política interna de CUba. Não apenas isso. Defende os EUa de qualquer acusação internacional. Até mesmo os praticados no iraque. Pra quem não entendeu ainda, só se esfregar na cara então. 2+2=4. Não estou dizendo que cuba estpácerta ou errada, mas que a Sanchezé uma figura fake, financiada e a serviço dos norte-americanos. Não resta dúvida.

  144. Diogo Postado em 23/Jul/2013 às 16:18

    A retórica dessa mulher me lembrou Marina Silva!!

  145. Nicolau Postado em 22/Sep/2013 às 21:48

    Esse Salim Lamrani parece um "cumpanheiro" de Fidel Castro! Não e de duvidar já que saiu da Sorbone, a fabrica francesa de fazer vagabundos comunistas!

  146. Marcos Daniel Postado em 28/Dec/2013 às 23:02

    Isso não é entrevista. Parece muito mais um interrogatório da polícia ditatorial cubana. Por que Yoani Sánchez se submeteria a esse interrogatório? Isso é real? O que impressiona mesmo é ver a quantidade de gente que apoia uma das ditaduras totalitárias mais antigas do planeta.

  147. Luiz Postado em 03/May/2015 às 13:56

    Bem cínica ela