Redação Pragmatismo
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Desenvolvimento Brasileiro 27/Feb/2013 às 12:25
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Bono Vox elogia Lula e Dilma e cita Brasil como exemplo de combate a pobreza

Bono diz que pobreza extrema acaba em 2028, elogia Lula e Dilma e cita Brasil como exemplo

Bono, líder da banda U2, deixou de lado a persona astro do rock para falar sobre pobreza extrema, que, segundo ele, deve chegar ao fim nos próximos 15 anos. Para o músico, Brasil, Gana e Tanzânia lideram a corrida pela solução do problema.

“Hoje quero apenas cantar os fatos. [O índice mundial de] pobreza extrema foi reduzido pela metade. E, se continuarmos nesta tendência, será zero em 2028”, disse Bono para a plateia do TED, um evento em Long Beach que reúne especialistas de tecnologia, entretenimento e design para palestras de cerca de 15 minutos.

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Bono Vox esteve com a presidenta Dilma Rousseff em 2011 (Foto: aBR)

“E 2028 está quase aí, só mais umas três turnês de despedida dos Rolling Stones.”

Segundo Bono e sua organização One.org, o número de pessoas nessa situação (ou seja, com até R$ 2,50 por dia) foi de 43% em 1990 para 21% em 2010. O índice de mortalidade de crianças de até cinco anos também diminuiu bastante (menos 7.256 crianças morrem por dia).

“Não é algo Poliana, sem noção de um roqueiro. É real”, ele continuou nos bastidores, ao conversar com jornalistas. “Mas o índice ainda é alto, há muito trabalho a ser feito. A pobreza não vai acabar.”

O aumento da transparência financeira de governos e queda no preço dos remédios de Aids são fatores que ajudaram no combate, além do acesso à tecnologia. Corrupção continua sendo a principal trava, mas a “vacina é a transparência”, falou Bono.

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O cantor foi premiado em 2005 com um TED Prise, prêmio de R$ 200 mil que o ajudou a fundar a organização One para combate à pobreza.

Ele citou o Brasil como exemplo e elogiou o ex-presidente Lula e sua “protegè” Dilma.

Ao ser questionado sobre corrupção no Brasil, o presidente do One, Michael Elliott, afirmou: “Vamos chegar mais rápido ao índice zero se lutarmos contra corrupção, mesmo em países que estão indo bem”, disse.

EMBATE DE ECONOMISTAS

Apesar do otimismo de Bono, outro destaque do dia foi a palestra um tanto pessimista do economista Robert J. Gordon, que há anos defende o fim do crescimento econômico e criativo dos EUA.

Ele disse que os últimos avanços tecnológicos são insignificantes perto das invenções do começo do século 20.

Chris Anderson, organizador do TED, chegou a criticar Gordon dizendo que lhe faltava imaginação e chamou ao palco o economista e especialista em tecnologia Erik Brynjolfsson, que defendeu “o auge” da inovação atual, apesar de gerar renda menor.

Citou como exemplo a indústria musical, que diminuiu de tamanho, mas que nunca antes se produziu e ouviu tanta música.

“Que mundo é este no qual podemos ouvir um monte de música de graça, mas ninguém tem empregos”, perguntou Gordon. Ele terminou perguntando à plateia quem preferia viver sem internet e eletrônicos, mas com sistema de encanamento, ou vice-versa. A maioria levantou a mão para a primeira opção.

Fernanda Ezabella, FolhaPress

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Comentários

  1. Roberto Locatelli Postado em 27/Feb/2013 às 14:24

    Sobre essa parte final, a verdade é a seguinte: quem não tem saneamento básico também não tem internet. Ambos são fundamentais para a cidadania.

  2. Antônio da Cruz Postado em 27/Feb/2013 às 14:41

    Sem combinar várias ações todos perdem.

  3. Mauricio Rifiski Postado em 27/Feb/2013 às 19:27

    A presidente Dilma festejou: 22 milhões de brasileiros deixaram de pertencer à faixa de pobreza extrema. O governo considera miseráveis aqueles que têm renda per capita abaixo de 70 reais por mês. Pelo critério dos burocratas, bastam 280 reais mensais - menos de um salário mínimo - para tirar da miséria um casal com dois filhos. Hoje cedo, na Bandnewsfm, Ricardo Boechat levantou a questão: qual a diferença prática entre ganhar 70 reais ou 71? 75? 80? Os nossos parâmetros sobre o que é pobreza são, certamente, bastante equivocados do ponto de vista de quem vive na miséria. Pesquisadores em gabinetes bem refrigerados, com água e cafezinho, fazem cálculos, analisam possibilidades de consumo,somam, subtraem, dividem e multiplicam. Ao fim, concluem que 71 reais por mês não deixam ninguém na miséria. Como? Falta a eles uma vivência da situação. Como sugeriu Boechat, eles deveriam ter que passar um dia de suas vidas com menos de 3 reais no bolso. Sempre achei que as estatísticas deveriam servir como base para melhorias - mas, muitas vezes, elas oferecem pretexto para comemorações tolas. E nesses momentos, para piorar, seres humanos são vistos apenas por um prisma técnico, matemático, sem o merecido peso emocional. Deixam de ser pessoas e viram números, marcados em gráficos vergonhosos. Com todo respeito à presidente Dilma, o foco deveria ser outro. E o discurso também. Dá pra ser feliz com tão pouco? Olha, é preciso fazer muito esforço...

  4. igor Postado em 28/Feb/2013 às 10:13

    Se o governo parar de contrabandiar nióbio a pobreza acaba em um ano no Brasil...

    • guilherme Postado em 31/Dec/2015 às 20:32

      Devias ter dito a Vale do Rio doce que o Serra e FHC deram para a iniciativa privada financiada pelo BNDS. O governo nem tem mais controle sobre isso.

  5. Soraia Postado em 28/Feb/2013 às 20:40

    Lula e Dilma fizeram um grande papel na questão da desigualdade social no Brasil, no entanto isto é só um começo, temos muito, mas muito pela frente para mudar esta Nação. Vivemos num país de corruptos, onde o "normal" é tirar vantagem em tudo, onde possuir bens é mais importante que educação, cultura e respeito a vida humana. O nosso povo ainda é muito primitivo, essa é a verdade!

  6. Antonia Garbini Postado em 23/May/2014 às 15:13

    Concordo com vc, Soraia, ainda é muiiito pouco, mas já é um começo !!! Sem um começo não se chega ao fim de nada !!!!! Então ........

  7. joao Postado em 13/Sep/2015 às 22:33

    Ah, se tivessem começado no ano de 1500. Certamente estaríamos em situação superior avdecpaises como a Suécia e Noruega... Menos mal que afinal começamos. Pena que não tivemos outros Lulas e Dilmas antes.

  8. Atila Jose Postado em 31/Dec/2015 às 23:36

    Putz, nos governos de FHC se comia rato no nordeste, e morria crianças de 1 em 1 minuto por causa da fome... só isto já é suficiente... os críticos de barriga cheia, nem deviam postar nada...

  9. Ricardo Postado em 01/Jan/2016 às 21:19

    Vão dizer que ele tá recebendo dinheiro da lei Rouanet???

  10. Rosa Elvira Lizana Hernan Postado em 03/Jan/2016 às 19:10

    Verdade! Mas, devemos acrescentar que tudo começou com uma socióloga, esposa de um presidente inteligente, que mudou a história do Brasil: Ruth Cardoso! Depois, é claro esse caminho seguiu em frente com os governos socialistas. Infelizmente, teve os que mancharam esse processo. ROUBARAM! Até comida de escolas. Felizmente isso está sendo castigado. Viva o Brasil!