Luis Soares
Colunista
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Desigualdade Social 06/Dec/2012 às 13:16
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Seca na Paraíba impressiona ator José de Abreu, que conclama mobilização

Ator José de Abreu faz campanha contra seca na Paraíba: “Falta tudo, água, comida, estrutura. Estou impressionado” Através do Link indicado abaixo internautas de todo o mundo podem participar da campanha e realizar doações para ajudar

O ator José de Abreu divulgou na tarde desta quarta-feira (5), preocupação com as vítimas da seca no Estado da Paraíba. Para contribuir com as ações solidárias encabeçadas pelo padre paraibano Djacy Brasileiro, militante da causa no Sertão, ele criou uma ‘Vakinha Online’, para que seus seguidores nas redes sociais contribuam financeiramente com a causa.

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Ator José de Abreu faz campanha contra seca na Paraíba. Foto: (Flickr / João Socorro)

“Falta tudo, água, comida, estrutura… Estou pressionado. Algo deve sair urgente”, frisou o ator em seu Twitter.

José de Abreu confirmou ainda, que antes de visitar a Paraíba para conferir de perto a situação da seca no Estado, pretende acompanhar o Padre Djacy Brasileiro à Brasília.

Através do link Vakinha.com internautas de todo o mundo podem participar da campanha e realizar doações para ajudar as vítimas da seca no Estado.

“No interior da Paraíba animais morrem de sede. O Padre Djacy faz um apelo para acabarmos com essa mortandade”, clama José de Abreu na página ‘Vakinha’.

Com a seca, Paraíba já perdeu 40% do rebanho e 90% da produção agrícola

A seca na Paraíba causou a perda de 40% do rebanho animal e 90% da safra agrícola, de acordo com dados do governo paraibano.

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A falta de chuva no estado atinge cerca de 60 mil produtores e causa prejuízos também na hora de comprar: nos municípios em estado de emergência, produtos agropecuários, alimentos e água tiveram quase 50% de aumento.

Maior seca dos últimos 30 anos transforma cidades da Paraíba em cemitérios a céu aberto

Longa estiagem, falta d’água, rios e pastos secos, famílias sem ter o que comer e animais morrendo de fome e sede, sendo deixados para trás, transformando a paisagem num cemitério a céu aberto. Mas, fazia tempo – pelo menos 30 anos – que os agricultores do semiárido da Paraíba não sentiam de maneira tão perversa os efeitos de uma seca, a maior das últimas três décadas.

Água virou raridade

Para a maioria dos sertanejos paraibanos, água se tornou um produto raro. Tomar banho, lavar as roupas e aguar as plantas se tornaram sonhos que eles esperam um dia realizar. A realidade, hoje, é da busca constante por água para satisfazer necessidades mais imediatas, como beber, cozinhar e matar a sede dos animais.

Pollyana Sorrentino, Portal Correio

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Comentários

  1. Flávia Marques Postado em 07/Dec/2012 às 17:08

    Sou paraibana e conheço de perto essa realidade no sertão. O nosso problema não é a falta de chuva e nem a seca, pois a mesma é parte natural do nosso bioma, a Caatinga. Entretanto, chamo a atenção que para o enfrentamento da seca no nordeste, só políticas públicas relevantes que promovam a convivência do sertanejo com o semiárido. Se isso é possível? sim, é possível! Conheço organizações e trabalho numa que perfura poços, e sei de outras que constroem barragens subterrâneas e possibilitam o desenvolvimento sustentável do sertanejo, invertendo o êxodo rural. Entretanto, o nosso alcance é a nível de algumas comunidades, pois este é papel do Governo e não nosso. Mas, como somos humanos e nos identificamos com a necessidade do nosso próximo, fazemos o que dá pra fazer, com um profundo sentimento de impotência, por causa do descaso governamental. Sonho com o dia que não haverá mais ONGs etc., pois entenderei que o governo estará cumprindo o seu papel. Como cidadã, procuro acompanhar e cobrar respostas eficazes a problemática da seca em minha região, para que um dia deixe de ser a "indústria da seca".