Redação Pragmatismo
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Revista Veja 10/Dec/2012 às 18:38
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Leonardo Boff responde colunista da Veja que chamou Niemeyer de 'meio idiota'

Segundo o pensador Leonardo Boff, Veja e seu blogueiro albergado não gostam do Brasil e dos brasileiros; ele diz ainda que Reinaldo Azevedo, que chamou o arquiteto Oscar Niemeyer de "metade gênio e metade idiota", é um "consumado idiota" e o comparou a um besouro rola-bosta

O pensador Leonardo Boff respondeu, num artigo, às críticas do blogueiro de Veja Reinaldo Azevedo contra Oscar Niemeyer. Para Reinaldo, que publicou três textos sobre o assunto em seu blog, o brilhante arquiteto brasileiro era “metade gênio e metade idiota”.

leonardo boff niemeyer veja idiota

Leonardo Boff: “A figura que me ocorre deste articulista e da revista semanal, em versão online, é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta”

De acordo com o filósofo, Reinaldo se assemelha a um escaravelho, popularmente chamado de besouro rola-bosta, “que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta”. Boff diz que “algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás” para atacar o artista brasileiro.

Como muitos leitores do blogueiro diante dos posts sobre Niemeyer, o filósofo assegura: “Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado”. Leia abaixo a íntegra de seu artigo:

Oscar Niemeyer, a Veja online e o Escaravelho

Por Leonardo Boff

Com a morte de Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade ouviram-se vozes do mundo inteiro cheias de admiração, respeito e reverência face a sua obra genial, absolutamente inovadora e inspiradora de novas formas de leveza, simplicidade e elegância na arquitetura. Oscar Niemeyer foi e é uma pessoa que o Brasil e a humanidade podem se orgulhar.

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E o fazemos por duas razões principais: a primeira, porque Oscar humildemente nunca considerou a arquitetura a coisa principal da vida; ela pertence ao campo da fantasia, da invenção e do lúdico. Para ele era um jogo das formas, jogado com a seriedade com que as crianças jogam.

A segunda, para Oscar, o principal era a vida. Ela é apenas um sopro, passageira e contraditória. Feliz para alguns mas para as grandes maiorias cruel e sem piedade. Por isso, a vida impõe uma tarefa que ele assumiu com coragem e com sérios riscos pessoais: a da transformação. E para transformar a vida e torná-la menos perversa, dizia, devemos nos dar as mãos, sermos solidários uns para com os outros, criarmos laços de afeto e de amorosidade entre todos. Numa palavra, nós humanos devemos aprender a nos tratar humanamente, sem considerar as classes, a cor da pele e o nível de sua instrução.

Isso foi que alimentou de sentido e de esperança a vida desse gênio brasileiro. Por aí se entende que escolheu o comunismo como a forma e o caminho para dar corpo a este sonho, pois, o comunismo, em seu ideário generoso, sempre se propôs a transformação social a partir das vítimas e dos mais invisíveis. Oscar Niemeyer foi um fiel militante comunista.

Mas seu comunismo era singular: no meu modo de ver, próximo dos cristãos originários pois era um comunismo ético, humanitário, solidário, doce, jocoso, alegre e leve. Foi fiel a esse sonho a vida inteira, para além de todos os avatares passados pelas várias formas de socialismo e de marxismo.

Na medida em que pudemos observar, a grande maioria da opinião pública mundial, foi unânime na celebração de sua arte e do significado humanista de sua vida. Curiosamente a revista VEJA de domingo, dedica-lhe 10 belas páginas. Outra coisa, porém, é a revista VEJA online de 7 de dezembro com um artigo do blog do jornalista Reinado Azevedo que a revista abriga.

Ele foi a voz destoante e de reles mau gosto. Até agora a VEJA não se distanciou daquele conteúdo, totalmente, contraditório àquele da edição impressa de domingo. Entende-se porque a ideologia de um é a ideologia do outro. Pouco importa que o jornalista Azevedo, de forma confusa, face às críticas vindas de todos os lados, procure se explicar. Ora se identifica com a revista, ora se distancia, mas finalmente seu blog é por ela publicado.

Notoriamente, VEJA se compraz em desfazer as figuras que melhor mostram nossa cultura e que mais penetraram na alma do povo brasileiro. Essa revista parece se envergonhar do Brasil, porque gostaria que ele fosse aquilo que não é e não quer ser: um xerox distorcido da cultura norte-americana. Ela dá a impressão de não amar os brasileiros, ao contrário expõe ao ridículo o que eles são e o que criam. Já o titulo da matéria referente a Oscar Niemeyer da autoria de Azevedo, revela seu caráter viciado e malevolente: “Para instruir a canalha ignorante. O gênio e o idiota em imagens”. Seu texto piora mais ainda quando, se esforça, titubeante, em responder às críticas em seu blog do dia 8/12 também na VEJA online com um título que revela seu caráter despectivo e anti-democrático:”Metade gênio e metade idiota– Niemeyer na capa da VEJA com todas as honras! O que o bloco dos Sujos diz agora?” Sujo é ele que quer contaminar os outros com a própria sujeira de uma matéria tendenciosa e injusta.

O que se quer insinuar com os tipos de formulação usados? Que brasileiro não pode ser gênio; os gênios estão lá fora; se for gênio, porque lá fora assim o reconhecem, é apenas em sua terceira parte e, se melhor analisarmos, apenas numa quarta parte. Vamos e venhamos: Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado. Seguramente Azevedo está inscrito no número bem definido por Albert Einstein: “conheço dois infinitos: o infinito do universo e o infinito dos idiotas; do primeiro tenho dúvidas, do segundo certeza”. O articulista nos deu a certeza que ele e a revista que o abriga possuem um lugar de honra no altar da idiotice.

O que não tolera em Oscar Niemeyer que, sendo comunista, se mostra solidário, compassivo com os que sofrem, que celebra a vida, exalta a amizade e glorifica o amor. Tais valores não cabem na ideologia capitalista de mercado, defendida por VEJA e seu albergado, que só sabe de concorrência, de “greed is good” (cobiça é coisa boa), de acumulação à custa da exploração ou da especulação, da falta de solidariedade e de justiça em nível internacional.

Mas não nos causa surpresa; a revista assim fez com Paulo Freire, Cândido Portinari, Lula, Dom Helder Câmara, Chico Buarque, Tom Jobim, João Gilberto, frei Betto, João Pedro Stédile, comigo mesmo e com tantos outros. Ela é um monumento à razão cínica. Segue desavergonhadamente a lógica hegeliana do senhor e do servo; internalizou o senhor que está lá no Norte opulento e o serve como servo submisso, condenado a viver na periferia. Por isso tanto a revista quanto o articulista revelam um completo descompromisso com a verdade daqui, da cultura brasileira.

A figura que me ocorre deste articulista e da revista semanal, em versão online, é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta. O escaravelho é um besouro que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta. Pois algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás, deslocou-os de seu contexto (ela é hábil neste método) e lançou-os contra Oscar Niemeyer. Ela o faz com naturalidade e prazer, pois, é o meio no qual vive e se realimenta continuamente. Nada de surpreendente, portanto.

Paro por aqui. Mas quero apenas registrar minha indignação contra esta revista, em versão online, travestida de escaravelho por ter cometido um crime lesa-fama. Reproduzo igualmente dois testemunhos indignados de duas pessoas respeitáveis: Antonio Veronese, artista plástico vivendo em Paris e João Cândido Portinari, filho do genial pintor Cândido Portinari, cujas telas grandiosas estão na entrada do edifício da ONU em Nova York e cuja imagem foi desfigurada e deturpada, repetidas vezes, pela revista-escaravelho.

Oscar Niemeyer e a imprensa tupiniquim – Antonio Veronese

Crítica mesquinha, que pune o Talento, essa ousadia imperdoável de alçar os cornos acima da manada. No Brasil, Talento, como em nenhum outro país do mundo, é indigerível por parte da imprensa, que se acocora, devorada por inveja intestina. Capitania hereditária de raivosos bufões que já classificou a voz de Pavarotti de ruído de pia entupida; a música de Tom Jobim de americanizada; João Gilberto de desafinado e Cândido Portinari de copista…
Quando morre um homem de Talento, como agora o grande Niemeyer, os raivosos bufões babam diante do espelho matinal sedentos de escárnio.

Não discuto a liberdade da imprensa. Mas a pergunta que se impõe é como um cidadão, com a dimensão internacional de Oscar Niemeyer, (sua morte foi reverenciada na primeira página de todos os grandes jornais do mundo) pode ser chamado, por um jornalista mequetrefe, num órgão de imprensa de cobertura nacional, de metade-gênio-metade idiota? Isso após sua morte, quando não é mais capaz de defender-se, e ainda que sob a desculpa covarde, de reproduzir citação de terceiros…
O consolo que me resta é que a História desinteressa-se desses espasmos da estupidez. Quem se lembra hoje dos críticos da bossa nova ou de Villa-Lobos? Ao talent, no entanto, está reservada a reverência da eternidade.

Antonio Veronese
••••••••••••••••••

Meu caro Antonio,

Que beleza o seu texto, um verdadeiro bálsamo para os que ainda acreditam no mundo de amanhã nascendo do espírito, da fé e do caráter dos homens de hoje!

Não é toda a imprensa, felizmente. Há também muita dignidade e valor na mídia brasileira. Mas não devemos nos surpreender com a revista semanal. Em termos de vileza, ela sempre consegue se superar. Ela terá, mais cedo ou mais tarde, o destino de todas as iniquidades: a vala comum do lixo, onde nem a história se dará o trabalho de julgá-la.

Os arquivos do Projeto Portinari guardam um sem número de artigos desta rancorosa revista, assim como de outras da mesma editora, sobre meu pai, Cândido Portinari e outros seus companheiros de geração. Sempre pérfidos, infames e covardes, como este que vem agora tentar apequenar um grande homem que para sempre enaltecerá a nossa terra e o nosso povo.

Caro amigo, é impossível ficar calado, diante de tanta indignidade.

Com o carinho e a admiração do
Professor João Candido Portinari ([email protected])

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Comentários

  1. Roberta Postado em 10/Dec/2012 às 22:08

    Quem é esse jornalista Reinaldo Azevedo?? Só escuto dele por causa de suas polêmicas, pq não meu dou ao trabalho de ler nada dele... Acho q tínhamos q nos libertar dessa história de "formadores de opinião"! Quero apenas a informação qdo leio notícia, pq minha opinião é formada por mim! Minha impressão é q ele ganhar em cima de polêmica para repercutirem seu nome por aí. Pra mim ele permanece IRRELEVANTE!

    • Renata Santana Postado em 18/Jan/2015 às 02:28

      Quem???? A eternidade faz juz aos talentos! Esse escaravelho se alimenta hoje de seus dejetos.... Amanhã, quem, quem...existiu esse. Azedo ou Azevedo??

  2. Sérgio Postado em 10/Dec/2012 às 22:25

    Grande pensador esse hein.

  3. Zeca Postado em 10/Dec/2012 às 22:55

    Eu não sou arquiteto e não entendo nada porém todos que entendem o aplaudem e as obras deles que eu já vi são todas belíssimas mas a Veja é assim mesmo, só sabe falar mal de tudo e de todos, o papel do crítico é analisar e fazer críticas positivas ou negativas sempre sendo justificadas, mas pra veja crítica é falar apenas mal, muito mal e se resume a isto.

  4. renata Postado em 10/Dec/2012 às 23:20

    Disse tudo q eu queria dizer. Grande Leonardo Boff!

  5. Ruy Marcos Silveira de Almeida Postado em 10/Dec/2012 às 23:22

    Alvíssaras, ao texto de Boff, e seus comentadores. Algo tão bem exposto deveria calar estes atrozesm comedores de carniça, pq os rola-bosta, é uma espécie digna... Este cidadão, q joga merda no ventilador todas as semanas, possui canais de informação, q ná os ciadãos comuns, não temos acesso. À merda estes senhores escravocratas, pq se fosse há dois séculos, certamente, estariam defendendo a Escravidão, a Usura, a Ganância, as Benesses dos Senhores de Eugenho. Pra um povo, q já foi escravizado, basta destes senhores. Q se escondam na sua insiginificância... Me lembro, quando a Veja deu em sua Capa, q Cazuza era um morto-vivo, q rodava o País, qdo este estava no processo de decadência, não moral, nâo de sua arte, pela qual lutou até o fim: O Tempo Não Para... "Eu vejo um Museu de Grandes Novidades... O tempo não para, não para, não..." E pergunto, estes senhores da Veja, não são espécies soturnas, q vilapendiam, outros cidadão, e se colocam, como defensores da Liberdade de Expressão (Auto-Regulação)... É preciso, estar acima deles, a Lei, pra q não defenestrem a vida de um ilustre cidãdão brasileiro (Cazuza, Portinari, Niemeyer, e tantos outros), q desarmados, assistem a sanha destes viltres senhores. Tenham pena de min, q só leio a Veja, por dever de ofício (sou jornalista). Quisera antes, um jornal ou revista típico de Direitas, do q ler e ouvir as baboseiras, q tentam impregnar a opinião púlbicas, como se formadores de opinião fosse, outrossim, meros embusteiros. Esta canalha há de ter fim também...

  6. Maurício Postado em 10/Dec/2012 às 23:33

    Concordo plenamente com as ponderações e críticas do Leonardo Boff...contudo, João Gilberto, se voz tivesse, desafinado, seria, sim.

  7. Minerim Postado em 10/Dec/2012 às 23:54

    De início eu concordei com Reinaldo as depois discordei: como um comunista que viveu como um burguês pode ser considerado um gênio?

  8. Guilherme Augusto Postado em 11/Dec/2012 às 00:55

    Ah tá! Porque comunista agora tem que viver como Gandhi, pior, tem que viver como mendigo. Tem que ser um altruísta imaculado? Me desculpa Minerim ou todos que acreditavam nesta falácia, mas não. O comunista não deixa de ser acima de tudo ser humano, e por isso ele tem imperfeições, ele erra. Ocorre que a ética que norteia o pensamento comunista (não as práticas que já existiram no mundo e que foram chamadas de comunistas, um grave erro frequentemente cometido o de confundir os dois) é mais humana, e por mais que estas pessoas cometam hipocrisia, demagogia ou até mintam, nunca é com o mesmo dolo do capitalista ganancioso, porque não há ganância no pensamento comunista, no verdadeiro, claro. Porque embusteiro tem de monte também! Mas agora, cá entre nós, pegando especificamente essa sua expressão aí eu penso diametralmente o oposto: se todo burguês pensasse como comunista o mundo não estaria essa merda que tá hoje! Ele não foi considerado um gênio por ser comunista, ou por ter vivido como burguês sendo assim, mas você sabe disso, nem merecia esta minha análise "tão dedicada", você só quer sustentar a sua falácia, mas vc é bem ruinzinho nesta arte ainda, tem muito o que aprender com técnicas mais apuradas de mentir e fazer da mentira uma opinião a ser seguida, como fazem os colunistas mais experientes da revista semanal...

  9. Rodrigo Teixeira Postado em 11/Dec/2012 às 08:54

    Estamos numa democracia e todos tem o direito de pensar o que quiser. Uma coisa fique claro, não concordo com um pingo de letra escrito pelo jornalista Reinaldo Azevedo, porém acredito que ele tem o direito de publica-las. Se o que ele escreveu foi tão boçal e ignóbil como estão todos alegando enfurecidos, penso que a reação natural seria ignora-lo e condena-lo ao silêncio quando o que foi feito foi justamente o contrário. Vai entender...

  10. Ismael Postado em 11/Dec/2012 às 11:33

    Queria discordar da ideia do Rodrigo Teixeira. Não se trata de se gostar ou não do "velho camarada". Uma coisa é você expressar suas opiniões mais rasteiras e desrespeitáveis contra deus ou diabo para amigos, familiares e outros. Outra é você representar um pensamento que forma opinião e irresponsávelmente demonstrar publicamente a mais baixa falta de respeito só por que não tolera o "comunismo" (?) do Hobsbawn, do Paulo Freire ou do Niemeyer como se fosse um buldogue ou capitão-do-mato da "verdade liberal". Acho que Reinaldo Azevedo como sempre foi irresponsávele covarde com a memória de Niemeyer. Uma coisa é criticar as ideias; outra, é atacar uma pessoa, ainda depois da morte. Isso, como racismo, homicídio não é direito de opinião, mas a mais rasteira panfletagem reacionária.

  11. Ranier Postado em 11/Dec/2012 às 11:45

    assim como muitos pensam que che guevara é um santo, é sempre bom conhecer melhor os personagens da historia...

  12. MARCOS TAMBELINI Postado em 11/Dec/2012 às 11:50

    VEJA HA MUITO DEIXOU DE SER UMA REVISTA DE PESO , VOLTADA A QUEM PAGA MAIS ,O GOVERNO COMPRA PAGINA INTEIRA PRA FAZER PROPAGANDA POLITICA E REMEDIOS MILAGROSOS .QTO A ESSE SENHOR DIGO A INVEJA MATA .NO FUNDO DIZ COMO GOSTARIA DE SER OSCAR NIEMEYER .SER GENIO ,CONHECIDO NO MUNDO INTEIRO , VIVER SIMPLES E QUERENDO AJUDAR OS MAIS NECESSITADOS COM SUA IDEOLOGIA ,MAS NAO ,ESTOU AQUI NA REDAÇAO DESCONHECIDO DE TODOS ,NAO VOU VIVER 104 ANOS ,NAO VOU SER CHAMADO DE GENIO , NAO VOU SER RECONHECIDO MUNDIALMENTE E NAO DEIXAREI NENHUM LEGADO . SO LEMBRARAM DE MIM POR UMA PAGINA NUMA REVISTA VENDIDA FALANDO MAL DE UM GENIO .LEMBRE-SE O SR NAO SERA CAPA APENAS UM RODAPE NO MEIO DE UMA BULA DE REMEDIO . A INVEJA MATA .

  13. R.G.COLLINGWOD Postado em 11/Dec/2012 às 12:49

    Deploro a Veja e o Azevedo assim como deploro as obras de Niemeyer. E isso se avaliarmos pelo arquiteto... Elas carregam, é claro, uma beleza em suas curvas, mas vivência-las para além da experiência visual é algo que não faço questão de repetir. Suas obras são agrestes e desconfortáveis, são tecidos mortos nas cidades, quando não é a própria cidade morta que as enreda em si própria.

  14. Pedro Souza Postado em 11/Dec/2012 às 15:21

    Oscar Niemeyer era quase uma unanimidade. A reação à sua morte comprova isso. Mas será que tanta reverência se deve somente às suas qualidades artísticas? Muitos consideram que Niemeyer foi um gênio. Não sou da área, não me cabe julgar. Ainda assim, não creio que tanta idolatria seja fruto apenas de suas curvas. Tenho dificuldade de entender por que o responsável pelo caríssimo projeto da construção de Brasília, o oásis dos políticos corruptos afastados do escrutínio popular, mereceria um prêmio em vez de um castigo. Por acaso as pirâmides do Faraó eram boas para o povo? Mas divago. Eis a questão: por que Niemeyer foi praticamente canonizado? Minha tese é que ele representava o ícone perfeito da CHEC (Comunistas Hipócritas da Esquerda Caviar). No Brasil, você pode ser podre de rico, viver no maior conforto de frente para o mar, mamar nas tetas do governo, desde que adote a retórica socialista. Falar em “justiça social” enquanto enche o bolso de dinheiro público, isso merece aplausos por aqui. Já o empresário que defende o capitalismo, produz bens demandados pelo povo e não depende do governo é visto como o vilão. Os discursos sensacionalistas valem mais do que as ações concretas. Imagem é tudo! As curvas traçadas pelo “poeta do concreto”, que considerava o dinheiro algo “sórdido”, custavam caro. Quase sempre eram pagas pelos nossos impostos. Foram dezenas de milhões de reais só do governo federal. Muito adequado o velório ter sido no Palácio do Planalto, o maior cliente do arquiteto. Licitação e concorrência? Isso é coisa de liberal chato. Niemeyer virou um ícone contra o excesso de razão nas construções, mas acabou com extrema escassez de razão em suas ideias políticas. Sempre esteve do lado errado, alimentado por um antiamericanismo patológico. Defendeu os terroristas das Farc, os invasores do MST e o execrável regime comunista, mesmo depois de cem milhões de vidas inocentes sacrificadas no altar dessa ideologia. Ele admirava os tiranos assassinos Fidel Castro e Stalin, e chegou a justificar seus fuzilamentos. Até o fim de sua longa vida, usou sua fama para disseminar essa utopia perversa, envenenando a cabeça de jovens enquanto desfrutava do conforto capitalista. No meu Aurélio, há uma palavra boa para definir pessoas assim, que curiosamente vem antes de “craque” e depois de “crânio”. Talvez Niemeyer fosse as três coisas ao mesmo tempo. Roberto Campos certa vez disse: “No meu dicionário, ‘socialista’ é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros.” Bingo! Para quem ainda não está convencido de que toda essa comoção tem ligação com sua pregação política, pergunto: seria a mesma coisa se ele defendesse com tanta paixão Pinochet em vez de Fidel Castro? A tolerância seria a mesma se, em vez de Stalin, fosse Hitler o seu guru? E não me venham dizer que são coisas diferentes! Tanto Stalin como Hitler eram monstros, da mesma forma que o comunismo e o nacional-socialismo são igualmente nefastos. Que grande humanista foi esse homem que defendeu até seu último suspiro algo tão desumano assim? Acho compreensível o respeito pela obra de Niemeyer, ainda que gosto seja algo subjetivo e que a simbiose com o governo mereça críticas. Entendo o complexo de vira-lata que faz o povo babar com os poucos brasileiros famosos mundialmente. Mas acho inaceitável misturarem as coisas e o colocarem como um ícone do humanismo. Não faz o menor sentido. Seu brilhantismo como artista não lhe dá um salvo-conduto para a defesa de atrocidades. É preciso saber separar as coisas, o gênio artístico do homem e suas ideias. E tenho certeza de que não é apenas sua arquitetura que gera essa idolatria toda. Basta ver a reação quando questionamos a pessoa, não o arquiteto. Sua neta Ana Lúcia deixou clara a confusão: “As ideias que ele tentou passar de humanismo, justiça social, isso é tão importante quanto as obras dele. Acho que a gente tem que preservar e difundir o pensamento dele.” Como assim? Aproveito para avisar que sou sensível ao sofrimento das vítimas do comunismo, mas sou imune à patrulha ideológica da CHEC. A afetação seletiva da turma “humanista” não me sensibiliza. É até cômico ser rotulado de radical por stalinistas. Por fim, espero que Niemeyer chame logo seu camarada Fidel Castro para um bate-papo onde ele estiver, e que lá seja tão “paradisíaco” como Cuba é para os cubanos comuns. Talvez isso o faça finalmente mudar de ideologia...

    • Liane Postado em 08/Dec/2013 às 21:42

      Perfeito!

  15. Ricardo Postado em 11/Dec/2012 às 16:11

    As bobagens de sempre do Boff. Defendendo mais um "comuna de copo de uísque" que ficou milionário com dinheiro público. Preços altíssimos. Tudo sempre sem concorrência. Brincadeira. E quanto à arquitetura, unanimidade só no Brasil que são uns baba-ovo. Parece que tudo o que el fez foi de qualidade e não se pode falar das porcarias que projetou. Brasileirada..é assim mesmo.

  16. Elisabete Postado em 11/Dec/2012 às 23:52

    Acho que algumas pessoas deturparam o sentido do texto. Dizer q Oscar Niemeyer (viveu como burgês sendo um comunista)?!!! Ele simplesmente não iria trabalhar de graça prá ninguém. Tinha mt talento, criatividade e ousou no seu trabalho. Qt a ser comunista, qual o problema? Pelo que me consta ele não tirou dos menos favorecidos para enriquecer ilicitamente como mts fazem na nossa Democracia. Enfim, não analiso os homens pela sua religião, seu partido político, seu time de futebol,etc... analiso pelo seu caráter, dignidade e honra!!!!

  17. Edeilton Postado em 12/Dec/2012 às 08:11

    Gente, não se agastem tecendo comentários contra a Revista Veja, ela por sí já está fadada ao descredito, insignificante meio de comunicação, e revistinha "mequetrefe" que vive a expensas de quem dá mais, com reportagens compradas, não poderia ter um colunista "BLOQUEIRO" tão apropriado . Em suma, a REVISTA VEJA, é um lixo!

  18. Silvia Calçada Postado em 12/Dec/2012 às 21:41

    Não entendi? A Veja também falou mal do Portinari? Porque as obras de Niemeyer são muito controversas e sendo comunista, de acordo com Boff, "solidário", não construiu nenhuma obra ecológica. Solidário com quem? cara palida.

  19. Valdete Lima Postado em 12/Dec/2012 às 22:53

    Como tem Salieri neste mundo! Por que seu Reinaldo não escreveu isso quando o Grande Arquiteto estava vivo... Ah! Porque sabia a resposta que teria. Já ouvi comentários como este e toda a pessoa que o fez era, coincidentemente, despeitado e cínico como este chamado de articulista. Mas, o que querem... Quem acoitou por anos um Diogo Maynard.... Quem sabe o seu Reinaldo queira substituí-lo. Talento para isso, pelo menos ele tem, são farinha do mesmo saco. Tenho pena do fígado dele!

  20. Felipe Postado em 12/Dec/2012 às 23:03

    haha , ta explicado porque esse "jornalista e blogueiro" Reinaldo Azevedo, é e devera continuar sendo desconhecido do grande publico no Brasil (como não coloco meu dinheiro fora comprando esse lixo semanal chamado revista veja, nem sei da sua ilustre existencia) ,ele tenta de toda maneira ter seu nome divulgado levantando polemicas idiotas como essa.. enquanto isso OSCAR NIEMEYER mesmo depois de morto, continuara a receber as reverencias e o respeito do mundo inteiro ...bem feito ilustre e obscuro jornalista reinaldo azevedo! recolha-se a sua insignificancia cultural e filosofica!

  21. suspeito Postado em 14/Dec/2012 às 02:25

    Estou pouco me lixando para a veja e seus colunistas/jornalistas, sem também ter a mesma raivinha dos radicais, mas Niemeyer é simplesmente overrated mesmo. Só fazer algo meio diferente e entrar na panelinha que já está todo mundo aplaudindo, vira gênio, faz algo que não funciona direito, e inventam que isso é virtude, não defeito da arquitetura. E essa arquitetura de luxo milionária não combina nem um pouco com esse "comunismo bonzinho" de butique, é coisa de marajá/playboy mesmo. Eu me pergunto quais são as parcelas das pessoas que defendem essas coisas ridículas que realmente acreditam no que está dizendo, ou que estão só repetindo para parecer inteligente/entendidos, ou ainda, só porque não fica bem falar mal dos companheiros, para não falarem mal dele mesmo depois, se for da panelinha ou quiser entrar...

  22. José Luiz Amzalak Postado em 12/Jan/2013 às 20:16

    Perfeitos os comentários sobre a figura desse blogueiro beócio: um verdadeiro e genuíno rola-bosta. Ainda que isso possa parecer uma ofensa ao pobre inseto. Quanto à figura dos gênios nacionais, vale lembrar que todo imbecil tupiniquim inveja aquilo que nunca atingirá, nem mesmo através de um futuro transplante de cérebro. A pseudo-intelectualidade estacionada em revistas como Veja ou Época ou de plantão na rede Globo julga-se no direito de questionar a capacidade dos verdadeiros homens geniais deste país. Entretanto, não deveriam sequer mencionar seus nomes para não lhes manchar uma imagem construída de brilhantismo e seriedade. Com certeza, os verdadeiros gênios não estão nos blogs patrocinado por uma revista facistóide e especialista em escândalos, ou ainda no BBBs televisivos que transformam em zoológico humano a telinhas nos horários vazios; ou mesmo em filminhos de quinta categoria discutindo relacionamentos amorosos confusos e mal digeridos... A verdadeira intelectualidade brasileira está atrás das pranchetas, dos pincéis e tintas, diante do papel e das letras... Mas esses não correm atrás do sucesso fácil à custa alheia, dos cinco minutos de fama passageira ou dos comentários tolos em sem embasamento dos jornais televisivos, das páginas e mais páginas de propaganda de uma revista com pouco conteúdo e nenhuma novidade... É, esses indivíduos não amam o Brasil e, com certeza, preferem sertanejo universitário e os pagodes da vida e sonham com o sucesso, ainda que seja de carona em algum escândalo falando de alguém que quem desconhecem a obra e grandeza. E "viva do povo brasileiro", mas agora sem Niemeyer...

  23. Rodrigo Postado em 30/Jan/2013 às 10:55

    Prezado blogueiro, Após a morte do grande arquiteto, realmente, muitos levantaram suas vozes para criticá-lo. Uns contestaram a qualidade de sua obra e mesmo a viabilidade, sendo dito que privilegiou o automóvel em detrimento de elementos que teriam mais importância para o urbanismo, outros ainda a dizer que um comunista não poderia ser rico, bem como aqueles a dizer que valeu-se de companheiros no poder para conseguir o que seria um dos maiores patrocínios públicos de que já se teve história. Tudo isto deveria ter sido dito quando ainda em vida o arquiteto, um gênio em tal ramo da ciência, concordo. Negar à pessoa o direito de defesa é uma forma de violência, haja vista podermos muito divagar, muito dizer, sem jamais alcançarmos os reais argumentos do ofendido. Contudo, o ponto fundamental aqui, omitido por Boff, é o porquê de o colunista da Veja ter imposto ao falecido a pecha de meio idiota. Houve fuga, senão omissão, do ponto fundamental da questão, desvirtuando uma fala, o que não merece prosperar. Cumpre explicitar que a crítica que deve ser respondida não é o mero xingamento, mas o argumento que levou a tanto: a defesa que Niemeyer fazia de regimes ditatoriais de "esquerda", que mataram muito mais que as também horrendas ditaduras de "direita". Assim, quando da contestação, os defensores daquele que foi um gênio da arquitetura, pessoa solidária (conforme reportagens, mesmo da Globo), deveriam acercar-se dessa crítica, repondendo assim se é ético, solidário, humanitário, achar que, assim como Hobsbawn, assassinatos e truculência devem ser defendidos, mediante o argumento de que seriam necessários (anote-se que esse é justamente o argumento que o Ministro Marco Aurélio usou para justificar a ditadura militar brasileira, sendo duramente criticado). Não estou a dizer que a contagem de mortos torna esta ou aquela ditadura melhor. Ao revés, a dizer que ambas são horrendas, sendo certo que ditaduras de "esquerda" como as do Camboja, URSS, China, RDA etc. alcançam as seguintes marcas, segundo o "Livro Negro do Comunismo": * 20 milhões na União Soviética (Periodo de Stalin, coletivização forçada) - esse numeros são oficiais do atual governo russo, por isso o numero de vitimas pode ter sido muito maior; * 65 milhões na República Popular da China (periodo do grande salto para frente); * 1 milhão no Vietname (os americanos e sul vietnamitas podem ter matado mais do que isso na guerra); * 2 milhões na Coreia do norte (sem contar as vitimas do atual ditador Kim Jong Il que no entanto deve ser muito menor); * 2 milhões no Camboja (khmer vermelho); * 1 milhão nos Estados Comunistas da Europa de Leste; * 150 mil na América Latina (numero provavelmente exagerado); * 1,7 milhões na África; * 1,5 milhões no Afeganistão (invasão sovietica do afeganistão); * 10.000 mortes "resultantes das acções do movimento internacional comunista e de partidos comunistas não no poder" (ou seja guerrilhas comunistas, como as FARC por exemplo). Não devendo ainda ser esquecida a extrema limitação à liberdade de ir e vir em Cuba, sendo até então demandada autorização para deixar o país, bem como seus presos políticos. Não são, pois, a genialidade para a arquitetura e para a ciência da história que critica-se em Niemeyer e em Hobsbawn. Não se critica a obra como um todo, mas tão somente a defesa de regimes ditatoriais tão catastróficos e genocidas como os regimes ditatoriais havidos na América Latina. A crítica a ser rebatida, pois, é unicamente dirigida a um defeito, já que todos temos vícios e virtudes: são dois gênios, sem dúvida, mas merecem críticas por valerem-se dos mesmos argumentos para, contraditoriamente, severamente criticar regimes ditatoriais "direitistas" e defender regimes ditatoriais "esquerdistas". Acerca disso é que a fala de Boff deveria remeter, em vez de fazer justamente o que criticou: agredir e, indo além do "meio idiota", remeter ao excremento ao tratar de uma pessoa.

  24. Judson Godoi Postado em 01/Feb/2013 às 11:08

    O povo confunde comunismo com socialismo de Estado. Ser comunista não significa seguir as ideias de Stalin ou de qualquer ditador que se apoiou nos escritos de Marx. Pior é que a maioria dos criticos sabem disso e continuam falando besteira.

  25. Rodrigo Postado em 02/Feb/2013 às 13:07

    Judson, novamente, acerque-se do tema, mas dele não fuja. Se é dito que a crítica é à defesa de regimes ditatoriais, você deve tratar disso. Eu não busquei desconstruir figuras de ímpar importância como Hobsbawn e Niemeyer, mas apenas relembrei que a crítica é ao fato de ambos terem defendido regimes ditatoriais em que houve gravíssimas violações dos direitos humanos e só. São, pois, contraditórios por criticarem os também horríveis regimes ditatoriais "direitistas" - por que um pode e o outro não pode? Em verdade, nenhum pode. Devemos ter um comportamento uno, o sim sendo sempre sim e o não sendo sempre não. Não posso criticar uma ditadura e elogiar outra. Não posso criticar violações de direitos humanos praticados em uma e defender aquelas praticadas em outra. Então, acerque-se disso. Conteste isso, pois essa foi a crítica de Reinaldo Azevedo e só, a fuga do assunto sendo mais que falar besteira, ao fim revelando ou falta de argumentos ou impossibilidade de defesa. Então exponho o que é criticado em Hobsbawn e Niemeyer, na defesa de regimes ditatoriais, mas não do que você chama de puro comunismo: I- Hobsbawn louva Stalin como tendo modernizado a Rússia, esquecendo-se de todo o trabalho escravo e dos Gulags; II- Ao Diário do Nordeste, em 09 de dezembro de 2007, disse Niemeyer, elogiando Stalin: “Stálin era fantástico. A Alemanha acabou por fazer dele uma imagem de que era um monstro, um bandido. Ele não mandou matar os militares soviéticos na guerra. Eles foram julgados, tinham lutado pelos alemães. Era preciso. Estava defendendo a revolução, que é mais importante. Os homens passam, a revolução está aí.” Até facilitei para você, expondo que Niemeyer e Hobsbawn, incontestavelmente 02 gênios, defenderam o estado socialista stalinista ditatorial e violador dos direitos humanos. E então, Judson? Responda exatamente ao tema, por favor, sem nova fuga do tema, sem ainda tentar destruir o interlocutor, mas não os 02 argumentos apresentados. Por fim, esclareço não ser tucano protofacista capitalista escravagista reacionário da elite dominante. Já fui petista, mas vi que todos os partidos são iguais, especialmente após o abraço carinhoso de Lula em Maluf, duas figuras que sempre se odiaram, sempre trocando acusações.

  26. Alexandre Ztrahal Postado em 17/Feb/2013 às 03:53

    Rodrigo, para resumir, você enrolou, enrolou, desconversou mas não esconde sua verdadeira face, aquela que você nega.

  27. Rodrigo Postado em 19/Feb/2013 às 15:38

    Oxente, esse povo só sabe mudar de assunto e agredir? Será que eu era assim? Judson falou, creio que sem saber que efetivamente Hobsbawn e Niemeyer defenderam Stálin, que não assistia razão à crítica. Expus exatamente a defesa de regimes ditatoriais ainda mais horrendos e genocidas que os Sul Americanos, mas até o momento não houve resposta. Será que é tão difícil responder exatamente ao que é questionado? O blog, com razão, critica a postura de fuga do assunto e ofensa como resposta (inválida), da parte de Silas Malafaia, então o certo é que o comportamento, novamente, seja uno, não contraditório, dirigindo-se a respoder o que é questionado. A acercar-se do tema. Cuidado... Em processos judiciais, concursos públicos, vestibulares e processos seletivos, a fuga do assunto, o silêncio, custa o sucesso buscado... Mas sua conduta não me preocupa tanto, Alexandre. Preocupação maior, para mim, é não ter em quem votar.

  28. ZP SILVA Postado em 22/Feb/2013 às 11:13

    Imenso Leonardo Boff! MAgistral, como sempre, na defesa serena, mas firme da verdade!!!

  29. Nicolau Postado em 27/Oct/2014 às 16:49

    OSCAR NIEMEYER, FOI O IDIOTA ÚTIL DE LÊNIN! SUA "ARQUITETURA MODERNA" FOI PROIBIDA NO COMUNISMO, CONSIDERADA DEGENERADA, FRACA E LIXO CAPITALISTA! ESSE IDIOTA DE NIEMEYER, NUNCA CONSTRUIU NADA NOS PAÍSES COMUNISTAS! NO COMUNISMO EXISTIU SÓ ARQUITETURA DO REALISMO SOCIALISTA E NÃO LIXO DE MERDA COMO DESSE IGNORANTE BURGUÊS DE COPACABANA OSCAR NIEMEYER! AGORA ESSE IDIOTA ESTÁ NO INFERNO COM O SATANÁS!