Luis Soares
Colunista
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Geral 04/Oct/2012 às 09:57
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A sinceridade desesperadora de Merval Pereira (Globo): mensalão é eleição

Numa coluna surpreendentemente franca, o colunista Merval Pereira, do jornal O Globo, conecta o julgamento da Ação Penal 470 ao processo eleitoral em curso. Seu receio: o de que não haja tempo para condenar José Dirceu antes de 7 de outubro

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Merval Pereira abre o jogo: mensalão é eleição! (Foto : I.Milênio)

A coluna do jornalista Merval Pereira, do jornal O Globo, nesta quinta-feira, é surpreendente. E surpreendentemente franca. Pela primeira vez, um colunista influente conecta o julgamento da Ação Penal 470 ao processo eleitoral em curso e deixa clara sua preocupação: a de que não haja tempo para condenar José Dirceu antes de 7 de outubro.

Eis um trecho da coluna de Merval, chamada “O papel do revisor”:

“Não será surpreendente se hoje Lewandowski ocupar boa parte da sessão , se não toda ela, para definir a não participação do ex-ministro José Dirceu no caso do mensalão. Lewandowski agiu com insuspeitada rapidez, e possivelmente voltará aos seus longos votos hoje, simplesmente com o objetivo de não deixar o noticiário sobre o mensalão ser dominado pela condenação em massa do relator. Se os primeiros votos dos demais ministros não forem dados hoje – ou se poucos deles forem proferidos – não haverá decisão definitiva antes das eleições do domingo”.

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Merval levantou uma suspeita grave: será que ministros do STF votam em função do que sai ou não no noticiário? Lewandowski agiria desta maneira? E os demais ministros, como Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Celso de Mello?

Brasil 247

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Comentários

  1. Henrique Postado em 05/Oct/2012 às 11:40

    A hipócrita sinceridade(?) do imortal amestrado da mídia!

  2. Henrique Postado em 07/Oct/2012 às 22:29

    O merval escreveu, EM UM LIVRO E MEIO, somente uma coletânea do globo e outro livro a 4 mãos. Esste são os critérios para ingressar na ABL. Ou seja - basta fazer um livro e meio - e, pasmem, com 'recortes' de jornal. Pronto! Tá feito! Foi o suficiente para desbancar Antônio Torres, escritor prestiagiado fora do Brasil, de origem nordestina, forte em suas raízes, com livros premiados e com substancial obra escrita é uma piada de extremo mau-gosto. É impressionante como várias instituições tradicionais em nosso país encontram-se em estado de PUTREFAÇÃO e cada vez mais afastadas de seu público maior, o povo. A obra de Antônio Torres é ligada ao povo brasileiro, daí talvez tudo esteja devidamente explicado. O merval - imortal - global não gosta de povo.