Luis Soares
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Academia 19/Oct/2012 às 16:28
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CNPQ financia masturbação sociológica no Brasil

O financiamento da masturbação sociológica pelo CNPQ. Os autores do trabalho a seguir conseguiram que o financiamento abrangesse o período 2011-2014

Por Luis Nassif

Considero as ciências sociais uma das formas mais completas de análise do desenvolvimento das sociedades, mais ampla que a economia, mais abrangente que a história.

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É preciso peneirar as teses acadêmicas bancadas pelo CNPQ.

Mas a maneira como o ambiente econômico tolera a chamada “masturbação sociológica” é fantástica. É hora de se começar a peneirar as teses acadêmicas bancadas pelo CNPQ e fundação de amparo à pesquisa.

Tome-se o seguinte estudo, “As regras do futebol e o uso das tecnologias de monitoramento”, de Jorge Ventura de Morais e Túlio Velho Barreto, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Esse estudo está sendo bancado pelo CNpQ, por um período que vai de 2011 a 2014.

Como informam os autores,

“neste trabalho, procuramos analisar o debate no mundo futebolístico acerca do uso ou não de tecnologias para dirimir dúvidas sobre lances considerados polêmicos tais como: se a bola entrou ou não no gol, se foi pênalti ou não, se foi impedimento ou não etc.”

Essa é a relevante tese dos autores. O que haveria em questão tão banal – usar ou não a tecnologia – para instigar estudos sociológicos? Muito mais coisa do que pode supor a vã sociologia.

Como bons acadêmicos, o trabalho relaciona as teses a favor do uso da tecnologia e as teses contrárias.

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Defender a tecnologia é simples: ela acaba com os erros de arbitragem. Então, quais os argumentos contra a tecnologia?

“O argumento (contra) baseia-se na ideia de que o futebol reflete ou espelha a própria vida. E que neste, tal como na vida, ocorrem erros e que eles devem ser aceitos como parte da própria dinâmica e emoção proporcionada por este esporte”.

Essa extraordinária inovação teórica, de que o esporte deve refletir as imperfeições da vida, perpassa todo o trabalho. Inclusive com uma visão absolutamente heterodoxa sobre o papel do “juiz ladrão”:

É relevante

“a manutenção do fator ‘erro humano’ como parte da vida e, portanto, a manutenção dos níveis de emoção inerentes à atividade esportiva, no caso, o futebol”.

Aliás, a reação do público, xingando a mãe do juiz pode ser considerado um dos ingredientes da humanização do futebol:

“Acreditamos que o que está em jogo neste debate pode ser relacionado à sugestão de Norbert Elias (Elias e Dunning, 1966 e 1995) em termos da manutenção de níveis ótimos de equilíbrio de tensões, quer dizer, de emoções, que permeiam o fascínio que o futebol exerce sobre as multidões”.

Na sequência, uma formidável teorização sobre aspectos “fixos” e “elásticos” do futebol.

O aspecto fixo são as regras que disciplinam o jogo:

“A dimensão fixa e comum permite que o jogo seja jogado como tal e não como uma disputa generalizada, sem objetivos e desregulada”.

Já os aspectos “elásticos” decorrem do fato de que

“cada jogo é diferente do outro, o que é da natureza da própria definição do jogo”.

É apenas o início de um raciocínio muito mais elaborado:

“sem regras, não somente o futebol, mas todos os jogos esportivos não teriam se constituído ou mesmo mantido sua identidade”.

Após essa formidável descoberta, de que a identidade dos jogos é definida pelo conjunto de regras que os compõem, o trabalho pula do futebol para a vida e analisa a rigidez e a flexibilidade das regras na formação social.

“Sahlins interpreta as “estruturas” prescritivas como aquelas em que a ação é moldada pela regra, portanto, a ação deve reproduzir a regra; já as “estruturas” performativas são aquelas em que a regra deriva da ação e não o contrário, o que significa sociedades mais dinâmicas”.

Depois desse sobrevoo sobre a natureza das sociedades, os autores voltam de novo para o campo de futebol, analisando o impacto das tecnologias sobre o esporte:

“A bola e o uniforme têm evoluído, foram introduzidas caneleiras para todos os jogadores e luvas para os goleiros. Eles têm modificado a dinâmica do futebol, mas também têm afetado positivamente o físico dos jogadores”.

E volta de novo para o tema do “juiz ladrão”. Constatam com acuidade que

“a questão do erro humano no que respeita à arbitragem de jogos é tema de conversa tanto de torcedores, quanto de profissionais do futebol, incluindo os próprios jogadores”.

Não citam a fonte em que se basearam para tal constatação, mas deve ter demandado muito tempo de pesquisa.

E aí introduzem no trabalho uma nova categoria social: o torcedor com “expertise”.

“Quando o torcedor tem algum tipo de expertise, há uma condenação da posição de perpetuar o erro humano e comumente se faz uma proposta de introdução de tecnologias para dirimir dúvidas”.

Para reforçar essa convicção, os autores trazem um exemplo que, em sua opinião, se constitui em um marco na afirmação do torcedor com “expertise”. É o depoimento de um médico espanhol, que eles foram buscar na Gazeta do Povo:

“O Real marcou um gol que foi anulado por impedimento. Os comentaristas da TV concordaram na hora […] A jogada foi repetida por câmeras localizadas em três diferentes ângulos, e todas acusavam a posição irregular do jogador do Real. Mas em uma quarta repetição em um novo ângulo deu para perceber com toda a clareza que não havia impedimento […] O gol, portanto, tinha sido mal anulado pelo árbitro assistente. Neste dia começou a minha investigação, pois pensei que poderia haver algo que impedia o olho humano de assinalar corretamente o impedimento em certas ocasiões”.

Aí o médico sugeriu a abolição da lei do impedimento. Mas, com base em suas pesquisas, os autores constataram que “tal posição (o fim da lei do impedimento) não é pacífica”.

“Como veremos ao longo deste trabalho, os dados que coletamos mostram, de forma mais específica, que este debate se encontra também no coração do futebol brasileiro e revelam, de acordo com a tipologia de Sahlins, a convivência de diferentes concepções acerca do tópico”.

O financiamento do CNPQ

Todo esse trabalho é bancado pelo CNPQ. Os autores conseguiram que o financiamento abrangesse o período 2011-2014.

A proposta de pesquisa é a seguinte:

“O futebol é considerado o mais conhecido e amado de todos os esportes no mundo. Isto tem sido amplamente atribuído à simplicidade de suas regras, que permitem a todos jogá-lo como se deseja, a não ser pelo cumprimento de umas poucas regras básicas (não toque a bola intencionalmente com as mãos; para marcar um gol, chute a bola entre dois marcos etc). No entanto, quando se trata de futebol profissional há muita controvérsia sobre uma de suas principais regras: a Regra 11 Impedimento . Uma dessas controvérsias surgiu a partir de 2003 na Europa, particularmente na Inglaterra onde o debate em torno desse esclarecimento foi extremamente quente , quando o International Football Association Board (IFAB) órgão normativo e responsável pelas mudanças nas regras do futebol emitiu o que era para ser um esclarecimento do significado do impedimento ativo e passivo . Porém, este não parece ter sido o caso do Brasil, onde, ao que parece, as mudanças ou não foram notadas ou foram assimiladas sem maiores disputas, como procurarei detalhar quando da problematização do objeto. Já na Inglaterra, em 2003, o nível de acordo sobre o significado das mudanças era muito baixo, pois houve variadas opiniões sobre o que exatamente esses termos ativo e passivo significam. À medida que as partidas eram disputadas, tornou-se muito claro que as divergências aumentavam. Na nova interpretação, um jogador deixou de ser punido por estar em posição de impedimento se ele não estiver interferindo na jogada nem estiver ganhando vantagem de sua posição. Como é próprio dos árbitros decidir se o jogador está interferindo ou não em uma jogada específica, isso levou a disputas entre treinadores, jornalistas esportivos, árbitros, autoridades do futebol e os jogadores, no âmbito da Premier League inglesa, sobre o significado de algumas táticas agora permitidas e praticadas sob a nova interpretação. Além disso, havia divergências sobre se essas táticas estavam em conformidade com o e”.

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Comentários

  1. LM Postado em 19/Oct/2012 às 18:40

    Puxa, o ideal seria contratar o Nassif para decidir o que são pesquisas legítimas ou não, né? Uma das piores coisas que esse cara já escreveu.

  2. mucio Postado em 20/Oct/2012 às 12:05

    Concordo! Demonstra não saber absolutamente nada do que vem a ser ciência. Desde quando a ciência está a serviço de visões utilitaristas ou reducionistas como esta? A ciência está a serviço do CONHECIMENTO, seja qual for. Se é para produzir conhecimento, que se faça ciência. A rigor, não existe conhecimento sem função. Prêmios Nobel são distribuídos a pesquisas aparentemente sem função alguma. Mas, em algum momento terão. Todos sabemos disso. O que arranha a reputação de muitos jornalistas é a soberba. A imbecil certeza que podem palpitar em tudo. Que são insuperáveis, brilhantes. Pobre jornalista. A soberba é irmã gêmea da estupidez!

  3. Raroun Oliveira Postado em 20/Oct/2012 às 17:26

    Opinismo leviano tá tão na moda, que eu nem me surpreendo mais com jornalista coxa, metido a critico.

  4. Alana Postado em 20/Oct/2012 às 18:40

    Concordo com o jornalista. Um pouco de critério não faz mal a ninguém.

  5. Davi Postado em 20/Oct/2012 às 18:52

    Nassif foi, mais uma vez, infeliz. Não em suas colocações específicas, com as quais concordo parcialmente. Errou foi o alvo. A Sociologia, logo ela, tão vilipendiada e alijada dos (parcos) recursos que tais órgãos fornecem à ciência no Brasil, foi a escolhida. Temas absolutamente inócuos pulalam em TODAS as áreas. É um problema geral no âmbito acadêmico; não é, nem nunca foi, monopólio das Ciências Humanas. Assim, erra feio o Nassif ao pegar justo o setor mais miserável - no que tange à possibilidade de conquistar recursos para pesquisa - das ciências para tecer tal crítica.

    • Gustavo S Postado em 20/Oct/2012 às 18:57

      Davi, você foi certeiro. Faço das suas as minhas palavras.

  6. Davi Postado em 20/Oct/2012 às 18:52

    *pululam

  7. Sílvia Postado em 20/Oct/2012 às 19:17

    Sério? Os caras tão gastando a grana do governo pra largar uma verborragia pseudointelectual sobre um esporte imbecil que nem o futebol, e vocês tão defendendo isso? Em nome do quê? Do direcionamento de verbas pro setor das Ciências Sociais? Vocês não acham que a área merece pesquisadores sérios??? Porquê? Porque vocês torcem pra algum time?? Vocês são fanáticos por futebol por acaso??? Ah, por favor! Não tem uma única utilidade pra essa porcaria de pesquisa social, a não ser conseguir dinheiro pra uns bundas moles metidos a espertinhos que acham legal inventar que um passatempo é algo que pode ser levado a sério. Só imagino os imbecis fazendo pesquisa de campo em algum estádio. Aff!! Coloquem na cabeça de vocês, futebol é só um esporte como qualquer outro, é tão fútil quanto comprar sapatos que nunca vão ser usados. A única relevância social seria como isso move uma massa de pessoas a cometer os crimes e as ofensas mais hediondas. Futebol é algo que realmente revela a existência de um inconsciente coletivo! E uma possível prova tá nos comentários acima. De qualquer modo, essa pesquisa é uma ofensa à inteligência humana, e eu congratulo o autor imensamente pela abordagem sarcástica.

  8. rafael palomino Postado em 21/Oct/2012 às 02:15

    Para defender que a Sociologia precisa de critérios melhores para definir a quem oferece seus recursos, Nassif precisaria de muito mais do que um exemplo isolado. Um único exemplo não prova nada. Há pesquisas desnecessárias em todas as áreas, não só na Sociologia. Por que só nela os pareceristas teriam que ser mais criteriosos? Por causa desse único exemplo que Nassif mostrou? A impressão que fica (seja ou não isso que Nassif queria) é a de birra com a Sociologia. Ao fazer sua crítica, ele (talvez sem querer) aproxima-se do discurso da direita que tenta tachar a Sociologia, a Filosofia, etc., de meras pregações ideológicas sem valor científico. Querendo ou não, textos como esse do Nassif, cuja argumentação é extremamente pobre, acabam sendo instrumentalizados pela direita. Ele faria melhor em discutir o quanto se investe em Ciências Humanas no país, e quantos bons projetos ficam sem financiamento e, por isso, nunca chegam a se tornar pesquisas.

  9. Vinícius Postado em 21/Oct/2012 às 10:38

    O Carl Sagan dizia que se só dessem financiamento pra pesquisas "úteis", a ciência se desenvolveria bem mais devagar. Estudos "inúteis" podem abrir caminho para futuras descobertas com aplicações mais diretas. Nassif, que tipo de pesquisa sociológica não seria "masturbação", na sua opinião? Mesmo sendo apaixonao por biologia, não consigo imaginar nada mais inútil que catalogar espécies de animais. Mas sem a inútil missão do Beagle, não existiria Darwinismo, nem cuidados no uso de antibióticos e agrotóxicos.

  10. carlosilva Postado em 21/Oct/2012 às 21:18

    Quanto conservadorismo e falta de sensibilidade\conhecimento nas criticas. Gostariamos mesmo é de saber como podemos fazer para ampliar a quantidade de pesquisadores e nao como barra-los pela malha fina meritocratica. No mais, essa discussao sobre o estatuto de verdade das ciencias e tao final de seculo XIX que da ate preguica de acompanhar. Ainda, expor os dois pesquisadores para nada de efetivo é definitivamente banal.

  11. carlosilva Postado em 21/Oct/2012 às 21:33

    Por fim, no nosso pais, teremos qualidade nas pesquisas quando a educaçao for importante e para todos, com estimulo e fomento a produçao, nao o contrario. nao esqueça que, salvo excessoes, chegamos a universidade com todas as deficiencias possiveis. Nao sabemos as vezes nem o que é uma resenha critica. Errou o alvo sr. Nassif

  12. carlosilva Postado em 21/Oct/2012 às 21:35

    exceçao.

  13. Marcelo Postado em 22/Oct/2012 às 10:20

    Quanto não se tem criterios (fora os técnicos) se vale o juizo de gosto do analisador. Claro que critérios de produtividades não podem ser estabelecidos apenas mediante posicionamentos politicos, mas talvez se houvessem pelo menos 3 agências independentes e aos moldes da CNPQ, os temas fossem mais diversos. Na área da filosofia sofremos do mesmo mal, não que eles não tenham critérios, mas pelo que parece estes critérios rezam pela abstração e pela distancia dos temas presentes.

  14. Raoni Japiassu Postado em 22/Oct/2012 às 23:28

    Espanta mesmo essa reação toda contra uma pesquisa sobre futebol. Pra dar um só argumento, creio que se fosse um tema banal para a Ciência, a célebre coleção Primeiros Passos não teria publicado o livro O que é Futebol ao lado de O que é Sociologia, O que é Direito, O que é Mais-Valia, O que é Alienação. Caso a crítica do Nassif e alguns leitores se dirija mais à abordagem e ao recorte da pesquisa do que ao objeto em si, acho que vale à pena dar uma olhada nas credenciais dos pesquisadores antes de mais nada. Um fez doutorado e pós-doutorado na Inglaterra, e é bolsista de produtividade nível do CNPq (o que significa que publica muitos trabalhos e seus trabalhos são muito citados por outros pesquisadores). O outro é pesquisador da fundação Joaquim Nabuco há 28 anos e ocupa atualmente um cargo de coordenação. Ao que me consta, Luís Nassif não é sociólogo. Ainda que fosse, precisaria gastar bastante tinha e papel para demonstrar que dois pesquisadores conceituados estão utilizando recurso do CNPq para fazer masturbação sociológica. E ainda que demonstrasse, restaria o fato incontestável de que faltou muito respeito ao abordar o trabalho de pessoas de uma área sobre a qual, aparentemente, não entende nada. Talvez o engajado blogueiro jornalista se sentisse ofendido se alguém dissesse que o que ele escreve no seu blog é pura "masturbação jornalística" ou "masturbação esquerdista".

  15. Raoni Japiassu Postado em 22/Oct/2012 às 23:38

    Obs 1: bolsista nível 2. Obs 2: bastante TINTA e papel. Obs 3: sou biólogo e já tive tantas vezes o desprazer de ver pessoas totalmente leigas em biologia achando que têm mais condição do que os biólogos de definir o que é ou não importante de ser pesquisado, que me sinto pessoalmente ofendido quando vejo essa situação se repetir, mesmo que seja em outras áreas. O que eu acho que deveria ser sempre observado e ressaltado é que a Academia ainda é muito tímida na hora de sair da zona de conforto dos muros das universidades e centros de pesquisa. Ainda não se propõe de fato a encarar os grandes problemas das sociedades. Mas desmerecer um tema como objeto de pesquisa, ainda mais sem dominar o assunto, é outra história. É demonstração de ignorância.

  16. Larissa Postado em 24/Oct/2012 às 08:10

    Raoni, vai me dizer que só quem pode pesquisar nas áreas de biologia molecular, fisiologia e genética seria biólogo? Há outras áreas das ciências da saúde que existem graduados capazes de prosseguir com um projeto de pesquisa na área biológica. Paciência se biólogos não estão fazendo stricto sensu e outros profissionais terão de dar conta do recado. Isso me soou como um certo recalque. Ou então sugiro que você faça parte do conselho que defina critérios para pesquisas nas ciências da saúde. P.s.: pelo que eu saiba, o último Nobel de química foi angariado por químicos na área de biologia molecular, não por biólogos.

  17. Raoni Japiassu Postado em 24/Oct/2012 às 09:23

    Prezada Larissa. Como eu disse, a questão são pessoas leigas em um assunto desmerecerem o conhecimento de especialistas no assunto. É arrogância, desrespeito. Isto não tem nada a ver com área de formação. Químicos, físicos e até matemáticos podem entender mais de biologia molecular do que biólogos. Jornalistas podem entender mais de política do que sociólogos. Pessoas sem curso superior podem conhecer melhor o Brasil e os brasileiros do que intelectuais, tá aí o Lula para provar isso. A interdisciplinaridade e a experiência prática são mais que saudáveis, são necessários. Eu sou biólogo e tenho interesse em Política, Ciências Sociais e até mesmo Comunicação. Sempre me meto a dar opinião nesses assuntos. Mas penso duas vezes antes de desmerecer uma opinião de alguém da área. Questão de respeito e humildade. O problema é que há muitos jornalistas que se valem de um grande poder de divulgação (que afinal é o trabalho deles) para divulgar conceitos e opiniões equivocados tecnicamente. No presente texto, o autor não só não apresentou argumentos como ainda foi desrespeitoso. Acredito que está inclusive indo na contramão do que defendem as entidades da sua própria classe. E contra o que acredito. Por isso estou aqui dando uma de chato. Abraço.

  18. Anon Postado em 26/Oct/2012 às 11:10

    toma

  19. Leonardo HM Postado em 28/Oct/2012 às 02:14

    Que grandiosa falta de respeito com os autores da pesquisa. Se a verba foi liberada, o correto não seria argumentar sobre os critérios de aprovação? Gastou quase todo o texto desmerecendo a tese quando a chamada remete a uma provável crítica ao Cnpq. Que desastre! Aos tarados por imbecilidade, darei a dica sobre esta reportagem. Terão um grandioso orgasmo.

  20. Eder Carneiro Postado em 31/Oct/2012 às 19:14

    Só pra comparar: após uma epifania ecologista, A CAPES se juntou a ninguém menos que a Vale, a grande devoradora de serras, águas e vidas, para promover um tal prêmio Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade, que "premiará teses de doutorado e dissertações de mestrado que tragam ideias, soluções e processos inovadores para questões como redução do consumo de água e energia, redução de gases do efeito estufa (GEE), aproveitamento, reaproveitamento e reciclagem de resíduos e/ou rejeitos e tecnologia socioambiental com ênfase no combate à pobreza" (http://www.capes.gov.br/editais/abertos/5768-premio-vale-capes-de-ciencia-e-sustentabilidade). São 15 mil paus pra melhor tese e 10 mil para a melhor dissertação y otras cositas más. De sua vez, o CNPq é useiro em despejar zilhões do nosso dinheiro em editais especificamente voltados para pesquisas de interesse do agronegócio ecocida e expropriador.