Redação Pragmatismo
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Racismo não 05/Sep/2012 às 18:16
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Racismo na TV faz-nos rir dos crimes mais chocantes da nossa história

“Adelaide” é uma representação contemporânea da desumanização negra que, no limite, assegura o privilégio da brancura, este artefato onipresente e multifacetado de poder

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Personagem Adelaide do programa Zorra Total continua a causar polêmica e já estimula série acusações de racismo na justiça. Foto: divulgação

Marcio André dos Santos, em seu blog

O personagem de “Adelaide” não é uma novidade na dramaturgia brasileira. A construção de um personagem negro, do sexo feminino e que tem como pretensão fazer as pessoas rirem sem parar data de pelo menos 40 anos. O livro que inspirou o documentário A Negação do Brasil de Joel Zito narra e analisa a presença dos negros na televisão brasileira. Presença marcada pela subalternidade e preconceito racial.

Para quem nunca viu este personagem do programa Zorra Total da TV Globo, “Adelaide” é uma mulher negra, idosa e que entra no metrô pedindo esmolas e, consequentemente “importunando as pessoas”. Além do reforço racista e sexista que o programa faz em torno das mulheres negras e de todos os negros por extensão, em alguns episódios “Adelaide” exala um cheiro ruim, ou pelo menos é isso que as cenas querem nos comunicar.

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Imagine você na sala de estar, com sua família, crianças e de repente aparece uma mulher negra, mal vestida e fedendo. Além do fedor, ela não tem os dentes da frente e parece absolutamente ridícula… Todos riem às alturas. É essa a intenção. O riso, magicamente, nos tira por uns instantes a capacidade de perceber o horror por trás de tais cenas.

Eu poderia gastar muitas linhas aqui descrevendo as dezenas de cenas pejorativas dessa personagem, mas quero me concentrar em outro ponto: qual a ideia básica que fundamenta esse personagem? O que lhe dá sentido? Qual a intenção de um núcleo de profissionais de mídia e comunicação ao construir, detalhe por detalhe, uma caricatura totalmente negativa de uma mulher negra, idosa e pobre?

Dizer que é o racismo talvez não seja suficiente. Sim, é racismo. Entretanto, é um tipo de racismo singularmente brasileiro especificamente produzido pelas mídias televisivas. Os especialistas que criaram tal personagem – as elites editoriais, como diria Muniz Sodré – reeditam um imaginário surgido a pelo menos duzentos anos atrás por literatos, jornalistas e políticos brancos e ancoram nas plásticas vias do humor o pior do sentimento antinegro.

Existem muitas formas de definir e abordar o racismo. Pode ser visto como um instrumento de manutenção de privilégios econômicos; pode ser visto como sentimento de superioridade ou então como mecanismo de preservação de lugares simbólicos, culturais e psicológicos de um grupo em relação a outro. Pode também ser a mistura de tudo isso e até mesmo um tipo antigo de desumanização. Por exemplo, o tráfico transatlântico de escravos tinha como pressuposto a transformação de negros em coisas, objetos, seres sem alma e transcendência. Bichos, em suma. Opera-se assim um processo completo de animalização que justica toda e qualquer atrocidade.

“Adelaide” é uma representação contemporânea da desumanização negra que, no limite, assegura o privilégio da brancura, este artefato onipresente e multifacetado de poder. Privilégio que se manifesta imagética e ideologicamente e forja a realidade tal como querem que a vejamos: ora manifestando-se sutil aos nossos olhos, ora completamente brutal.

“Adelaide” é prova concreta de que o “mito da democracia racial” continua operando (secretamente?) no cerne dos aparelhos produtores de imagens e imaginário social. Faz-nos rir dos crimes mais chocantes de nossa história, em feixes coloridos de um sábado a noite.

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Comentários

  1. Bernardete Aguiar Postado em 05/Sep/2012 às 21:01

    Você percebeu que existe uma crítica subliminar à inclusão social iniciada no governo Lula e continuada com Dilma nesse personagem? Ela anda com celular e um tablet dentro de uma caixa velha.Aceita cartão de crédito tb.De vez em quando ao ser criticada por pedir esmola e ter essas facilidades ela diz que só por ela ser pobre não pode tê-los?Já falou até que vai fazer um cruzeiro . Inicialmente ela dizia que era a "cara da riqueza desse país".Agora só diz que é a cara da riqueza.Sei não mas sinto um cheiro de sacanagem da Globo no ar.

  2. Lih Postado em 06/Sep/2012 às 00:05

    E ainda reclamam da Tia Anastácia do Monteiro Lobato...tsc tsc tsc

  3. Geisa Lourenço Ribeiro Postado em 06/Sep/2012 às 00:10

    Gostei muito do texto! Refletia sobre esse problema desde a primeira vez que vi o personagem e fiquei ainda mais preocupada com a invasão das redes sociais por ele, o que demonstra sua popularização sem reflexão. Entretanto, gostaria de fazer um apontamento sobre o tráfico de escravos: se o objetivo brutal era transformar homens em coisas para que pudessem ser comercializados, ele não foi alcançado! Apesar de toda a crueldade, desumanidade com que foram tratadas as vítimas do tráfico, elas jamais foram reduzidas a animais ou coisas! A coisificação foi uma ficção jurídica! Nenhum contemporâneo, de fato, acreditava nisso; sabiam muito bem que estavam lidando com homens e mulheres, embora muitos usassem de violência para submeter seus "humanos-coisas". A violência do tráfico e da escravidão jamais podem ser esquecidos. Mas também é importante conhecer e lembrar da ação daquelas PESSOAS que deram um jeito de (re) construir suas vidas, apesar da condição de cativas e tudo o que isso implicava.

  4. Idelbrando Postado em 06/Sep/2012 às 10:57

    È realmente um absurdo ver brasileiros banalizando brasileiros , mas como sempre a REDE GLOBO humilha nosso povo com suas "mensagens subliminares" e o que choca é quê poucos percebem o quão pejorativo é esse tipo de "comédia".

  5. Roberto Novaes Alves Postado em 06/Sep/2012 às 13:40

    O que se vê neste pseudo-programa que sei lá quando se passa neste canal de TV repulsivo, é apenas aquilo que o "povo" quer ver. Infelizmente a realidade é esta! Povo alienado que vive na base do "Pão e Circo". E que não me venham com o papo de que A ou B tentaram cercear o acesso à cultura e etc, pois, está tudo aí pra quem quer, o que falta é vontade desse povo de querer mudar, evoluir! Enquanto houver "demanda" haverá oferta e vice-versa. É lamentável perceber quanta demência há na programação da TV aberta e que ninguém move uma palha sequer para que este cenário mude. Infelizmente estamos na era da "bundalização", onde Funk Carioca é a onda do momento, e que novela da globo é referência no Senado. É o fim dos tempos mesmo!

  6. Andre Postado em 07/Sep/2012 às 13:57

    Eu não assisto a nada da Globo. Por isso não sei em que se baseia o personagem. Aparentemente, não vejo nada de mais que seja negro e motivo de chacota. Se fosse uma loira e fizesse burrice, vcs achariam ruim? Seria preconceito contra as loiras? Eu duvido. Voltando à negritude, o Mussum fazia piada com sua própria cor. Por que vcs não reclamavam dele?

  7. Guilherme Postado em 08/Sep/2012 às 09:27

    É que o Mussum era negro de verdade, né cara. Vinha de baixo, antes de ser ator era membro de uma banda de samba (ou uma das precursoras do chamado samba-rock, Os Originais do Samba), então ele tinha, digamos, assim, "licença poética". Mas eu achava as piadas racistas do Mussum realmente menos agressivas do que as que eu vejo hoje em dia na Zorra Total, porque elas eram honestas, sinceras, não tinha meandros, subjetividade para esconder, demagogia para fazer uma piada, com medo de ser rechaçada e ter a imagem atingida, a Globo faz um racismo disfarçado, e não tem tom de piada, de piadinha inocente e boba como as do Mussum, não é nem engraçada, por que não é inesperada, não tem formato de "gag", é uma "piada social", mostrando pro negro pobre qual é o papel dele na sociedade hoje, marcando ele, estigmatizando que "é assim e não tem o que fazer, a não ser rir de nossas piadas sem graça, o que quer dizer rir de si mesmo, o que denota humildade e esportiva, vamos lá, campeão, quem não quer ter humildade e esportiva, não é mesmo?!!". Mas não é só no Brasil isso não, nos EUA, em filmes e seriados vemos também. O que é mais comum: o negro ser atrapalhado e engraçadão, isso quando não morre primeiro. O branco bonito e atlético, sério e gentleman, com senso de humor e responsabilidade ao mesmo tempo, é o líder, é quem pega a gostosa, e por aí vai...

  8. João Postado em 08/Sep/2012 às 09:55

    Liberdade de expressão. Lide com isso.

  9. Bruno Postado em 10/Sep/2012 às 08:18

    Este texto não passa de um monte de besteira. Afinal, nesta mesma rede se apresenta também humor a pessoas brancas, portugueses e todas as classes e gêneros. Acho que pessoas de cor "negra" não deveriam agir de tal forma, repudiar e pensar desta forma de um programa que vamos convir, não é de caso pensado, e sim criado uma pessoa engraçada (Como já vimos diverssas vezes, encenado por pessoas de cor Branca) .. a fim de divertir. O problema no Brasil jamais será este o qual colocam na matéria, e sim a desocupação de um cidadão sensacionalista que nao consegue sucesso de forma tradicional (talento + trabalho sério) e precisa de polêmicas com temas que até solucinados já foram. RACISMO HÁ A TODAS CLASSES E GÊNEROS, PORÉM, RACISMO É VOCÊ SE CHATEAR COM ISTO, CHATEANDO-SE COM UMA CRÍTICA, ASSUMI-SE A INFERIORIDADE. COMECE A SE RESPEITAR, O RESPEITO SERÁ MUTUO, AO RECLAMAR E LAMENTAR, HAVERÁ RECÍPROCA!

  10. Taryk Al Jamahiriya. Afro-indigena brasileira da O Postado em 16/Sep/2012 às 17:57

    A meGaLOBO RACISMO? A violência do preconceito racial no Brasil personagem (Uma negra degradada pedinte com imagem horrenda destorcida e bosalizada é a Adelaide do Programa Zorra Total, Rede Globo do ator Rodrigo Sant’Anna? Ele para a Globo e aos judeus é engraçado, mas é desgraça para nós negros afros indígenas descendentes, se nossas crianças não tivessem sendo chamadas de Adelaidinha ou filha, neta e sobrinha da ADELAIDE no pior dos sentidos, é BULLIYING infeliz e cruel criado nos laboratórios racistas do PROJAC (abrev. de Projeto Jacarepaguá, como é conhecida a Central Globo de Produção) é o centro de produção da Rede Globo que é dominado pelos judeus Arnaldo Jabor, Luciano Huck,Tiago Leifert, Pedro Bial, William Waack, William Bonner, Mônica Waldvogel, Sandra Annenberg Wolf Maya, Daniel Filho e o poderoso Ali Kamel diretor chefe responsável e autor do livro Best seller o manual segregador (A Bíblia do racismo,que ironicamente tem por titulo NÃO SOMOS RACISTA baseado e num monte de inverdades e teses racistas contra os negros afro-decendentes brasileiros) E por Maurício Sherman Nisenbaum(que Grande Otelo, Jamelão e Luis Carlos da Vila chamavam o de racista porque este e o Judeu racista Adolfo Block dono Manchete discriminavam os negros)responsável dirige o humorístico Zorra Total Foi o responsável pela criação do programa e dos programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica, apresentadoras descobertas e lançadas por ele no seu pré-conceitos de padrão de beleza e qualidade da Manchete TV dominada por judeus,este BULLIYING NEGLIGENTE PERVERSO que nem ADOLF HITLER fez aos judeus mas os judeusionistas da TV GLOBO faz para a população negra afro-descendente brasileira isto ocorre em todo lugar do Brasil para nós não tem graça, esta desgraça de Humor,que humilha crianças é desumano para qualquer sexo, cor, raça, religião, nacionalidade etc.o pior de tudo esta degradação racista constrangedora cruel é patrocinada e apoiada por o Sr Ali KAMEL (marido da judia Patrícia Kogut jornalista do GLOBO que liderou dezenas de judeus artistas intelectuais e empresários dos 113 nomes(Contra as contra raciais) com o Senador DemóstenesTorres que foi cassado por corrupção) TV Globo esta mesma que fez anuncio constante do programa (27ª C.E. arrecada mais de R$ 10,milhões reais de CENTARROS para esmola da farsa e iludir enganando escondendo a divida ao BNDES de mais de 3 bilhões dollares dinheiro publico do Brasil ) que tem com o título ‘A Esperança é o que nos Move’, o show do “Criança Esperança” de 2012 celebrará a formação da identidade brasileira a partir da mistura de diferentes etnias) e comete o Genocídio racista imoral contra a maior parte do povo brasileiro é lamentável que os judeus se divirtam com humor e debochem do verdadeiro holocausto afro-indigena brasileiro é lamentavel que o Judeu Sergio Groisman em seu Programa Altas Horas e assim no Programa Encontro com a judia Fátima Bernardes riem e se divertem. (A atriz judia Samantha Schmütz em papel de criança no apoteótico deste estereótipo desleal e cruel se amedronta diante aquela mulher extremem ente feia) para nós negros afros brasileiros a Rede GLOBO promove incentivo preconceito raciais que humilha e choca o povo brasileiro.Taryk Al Jamahiriya. Afro-indigena brasileira da ONNQ 20/11/1970 – REQBRA Revolução Quilombolivariana do Brasil [email protected]

  11. Wilson Postado em 26/Sep/2012 às 13:49

    Agora que li o comentário da Bernardete Aguiar abriu essa verdade exposta por ela como uma luz na minha cabeça. "Sou a cara da riqueza", frase da tal Adelaide mostra, quase insolentemente, a ideia que circula nas elites brasileiras. A de que essa tal nova classe média é uma vergonha, que compra tudo a crediário e etc. Dói-lhes ter que ver os pobres consumindo, ainda que em suaves prestações, o que lhes era exclusivo. Bem visto Bernadete!!

  12. Pimentel Postado em 08/Oct/2012 às 10:15

    Mensagem dirigida ao ator que interpreta a personagem "Adelaide": vi a entrevista do Rapper Emicida contra sua personagem "Adelaide" e penso que ele tem toda razão, você alegou que essa personagem seria uma espécie de "homenagem" à sua parcela negra e suburbana que você carrega no seu próprio DNA, você vai me desculpar, mas que homenagem mais grotesca! você sabia que crianças negras com nariz achatado e largo nas escolas agora ganharam um reforço no bullyng com sua "homenagem"??? A filha da sua personagem ( a "Brid Sprit") se candidata a Miss "Urubu Branco" numa clara e evidente chacota irônica à cor da personagem e você ainda tem a cara de pau de dizer que se trata de "homenagens"? Você brinca com as características físicas de grande parte da população negra se fazendo de caricatura viva com um enorme nariz com a clara intenção de ridicularizar as pessoas com aquele formato de nariz ( mesmo que não seja tão exagerado como de sua personagem) e ainda chama isso de "homenagem"? Quer dizer que se trata apenas do seu trabalho? seu trabalho agora é ofender gratuitamente as pessoas do outro lado da tela a pretexto de "humor", é isso mesmo?

  13. walber Postado em 27/Oct/2012 às 17:42

    Acho esse tipo de humor uma coisa criminosa que deveria ser tratado com tal e punida pela lei como qualaquer delito ou simplesmente ser proibido , e um abuso das redes de tv que sao concessões publica e que em primeiro lugar devbe respeitop as pessoas de todas as classes socias esse rapaz que criou esse personagem é uma aberraçao uma pessoa incapaz de ver humanidade nos pobres , nos negros , na s=ocidade humana que esta ai e não é só aparencia como esse mal educado pensa.

  14. Leonardo Postado em 10/Nov/2012 às 06:42

    Faço minhas as palavras do Bruno!!!Que exagero gente,pelo amor de Deus!Aceitem o humor,o humor vive de críticas!!!Vai chamar o branco de doente,pela palidez da pele!Vai chamar o rico de fresco!A rica de perua,fútil!O inteligente,intelectual vira um nerd ,abobado!!!E vai brincar com o pobre,com o negro também!!!O preconceito tá em quem assim o enxerga!!Sensacionalismo.... Este texto não passa de um monte de besteira. Afinal, nesta mesma rede se apresenta também humor a pessoas brancas, portugueses e todas as classes e gêneros. Acho que pessoas de cor “negra” não deveriam agir de tal forma, repudiar e pensar desta forma de um programa que vamos convir, não é de caso pensado, e sim criado uma pessoa engraçada (Como já vimos diverssas vezes, encenado por pessoas de cor Branca) .. a fim de divertir. O problema no Brasil jamais será este o qual colocam na matéria, e sim a desocupação de um cidadão sensacionalista que nao consegue sucesso de forma tradicional (talento + trabalho sério) e precisa de polêmicas com temas que até solucinados já foram. RACISMO HÁ A TODAS CLASSES E GÊNEROS, PORÉM, RACISMO É VOCÊ SE CHATEAR COM ISTO, CHATEANDO-SE COM UMA CRÍTICA, ASSUMI-SE A INFERIORIDADE. COMECE A SE RESPEITAR, O RESPEITO SERÁ MUTUO, AO RECLAMAR E LAMENTAR, HAVERÁ RECÍPROCA (2)

  15. Isayas Postado em 16/Nov/2012 às 03:53

    Cara, que monte de babacas, a adelaide representa uma classe que tem acesso a celular, tablet, tv de LCD ou plasma, tv a cabo, mas ainda não descobriu que junto com tudo isso pode ter acesso à educação, saúde, transporte decente, etc. É uma crítica a essas pessoas que se contentam com a corrupção e o descaso dos serviços públicos porque têm acesso a brinquedinhos que antes só seus irmãos ricos tinham, para com esse chororô besta e luta por algo que realmente valha a pena.

    • Isa Sa Postado em 12/Jan/2014 às 20:04

      E essas pessoas têm sempre que ser negras?

  16. ANA Maria Rodrigues Martins Postado em 24/Nov/2012 às 22:14

    Eu acho absurdo ficarem acusando de racismo esse quadro da Adelaide no Zorra. Que tal ao invéz de ficarem se preocupando com essas coisas , vamos fazer alguma coisa pela educação, pela saúde, pelos viciados. No fundo o racismo vem de quem vê esse quadro como uma ofensa ao racismo, porque nos seus proprios olhos vê isso, e sinceramente não consigo ver isso como racismo, simplesmente a pele e negra, mas poderia também ser uma branca, temos pedintes de todas as cores e raças. Vamos gente se preocupar com as crianças que estão aí se tornando de pendentes do craque, e não tem hospital suficiente para ajuda-los, agora não pega-los na rua e joga-los como bichos, tem que ter um tratamento médico, com psicologo, psiquiatra, fazer terapia, fazer essas crianças se sentirem amadas, e que podem ser alguém nesse mundo com a renda mau dividida. Se todos que estão contra esse quadro fizesse um pouquinho para ajudar qurm precisa, ia ser de grande utilidade, quem fizer vai ter satisfação por ter feito e quem receber vai ficar feliz. Vamos ajudar aos necessitados , e é aí que vamos fazer toda diferença. abraços

  17. Homem-Man Postado em 17/Dec/2012 às 18:02

    O humorismo brasileiro é conservador. Vide Marcelo Madureira, Marcelo Tas, Rafinha Bastos...

  18. Beto Leal Postado em 21/Dec/2012 às 13:09

    Sim, é racismo sim. Toda vez que estereótipos raciais são usados como mote para o humor, é racismo. O que podemos discordar ou não, é se é ofensivo pra você, isso sim é discutível. Como o texto do nosso amigo, que está cheio de clichês. De cara vamos à escravidão: não se tratava "tráfico" e sim de um comércio legal, com ambas partes lucrando com ele. De um lado os "fornecedores" africanos - reis, nobres, chefes tribais - de outro comerciantes portugueses e de outras nacionalidades; e na ponta, os consumidores finais. Passa a ser tráfico, quando sofre sanções da Inglaterra, e quando vinha por debaixo dos panos, no "sapatinho". Acredito que enquanto os irmãos pretos ficarem buscando tratamento diferenciado, vão ser olhados como diferentes. O racismo existe, para várias etnias. Para nenhuma ele é mais cruel do que com os descendentes africanos. Mais do que com os indígenas, mais do que com os portugueses, mais do que com os judeus, mais do que com qualquer um. E quando eu falo em tratamento diferenciado, nem entro na questão de cotas raciais, pois sou totalmente a favor. Eu sou contra o que motivou essa necessidade. Vamos concentrar nossas forças no que interessa.

  19. Andréa Postado em 28/Dec/2012 às 03:12

    Não sei dizer se é racismo, falta de empatia ou pura visão limitada do próprio país quando somos obrigados a ouvir que devemos deixar de lado a questão racial como se fosse uma invenção da população negra; ou como se o maxismo fosse uma criação das feministas. Infelizmente, em qualquer dessas situações o caráter ofensivo desse tipo de "humor" é ignorado. Parece mais aqueles circos medievais onde as pessoas riam de suas próprias mazelas. Na verdade, antes de formar a opinião das pessoas, acredito que este humor representa o ideário de muitos de seus espectadores. Talvez seja, na verdade, cômodo não mudar o "status quo" dando como natural que uma parte da população seja discriminada. Acontece que não dá pra ignorar quando você sente o racismo de um bando de gente hipócrita que acredita que cento e poucos anos deram conta de sanar todo o estrago que séculos de escravidão causaram ao povo negro. Estamos chorando? Estamos reclamando? Depende de que lado você está. Do nosso lado estamos lutando pelo respeito que não nos é dado enquanto seres humanos.

  20. Júlio Postado em 28/Dec/2012 às 07:21

    "O humorismo brasileiro é conservador. Vide Marcelo Madureira, Marcelo Tas, Rafinha Bastos…" kkkkkkkk, humor qual? Meu amigo esse Marcelo Madureira e rafinha Bastos, principalmente, nunca foram!

  21. andeia Postado em 28/Dec/2012 às 09:20

    O que me entristece é que as pessoas que riem desse quadro podem ser na sua maioria gente ignorante e 'simple', mas quem cria, o intelecto por trás do roteiro não! São pessoas escolarizadas, ativas e vividas, o que me leva a um outro questionamento, será que 'só a educação realmente é capaz de mudar esse pais'?

  22. VICTOR Postado em 28/Dec/2012 às 11:00

    na minha humilde opinião isso não é racismo, pois se eu achasse que fosse teria que conceber que lady kate tbm é um racismo para com os brancos ou aquela personagem " só abro a boca quando tenho certeza", sem educação, sem cultura, tbm seria um raxismo... o que me chateia e muito é um grupo de pessoas com um teor maior de melanina na pele achar que tudo que passa na tv e que tenha um negro é racismo, mas quando tem um personagem parecido como dona filó da sbt, ninguém nem liga, ou seja, são hipócritas e tem a intenção de criar no Brasil uma guerra ideológica entre brancos e negros como nos EUA. Concordo com o Beto Leal, os portugueses não são os culpados pela escravidão negra, afinal se vcs buscarem mais sobre a história de seus antescedentes da África verão que bem antes dos portugueses chegar a este continente os povos negros já se degladeavam para escravizar seus co-irmãos de continente, depois vendiam os mesmos para os árabes e depois para os portugueses, e mais, até os filhos dos negros em suas sociedades eram seus escravos. Desta forma quando os portugueses chegaram tiveram que aumentar o número de escravos e as guerras aumentaram com o único próposito de escravizar seus co-irmãos e vendê-los para os árabes e europeus, pois é, a verdade é que os europeus jamais guerrearam contra os africanos, apenas compravam seus escravos, que por sinal era um comércio legal naquela época feita por todos os povos, então deixem este sentimento de inferioridade e vão a luta, tomem o exemplo dos judeus que passaram 400 anos de escravidão no egito, foram massacrados por Hitler e hoje são donos de uma grande nação e tem um dos mais fortes poderes bélicos do mundo. Sou terminantemente contra as cotas raciais, mas sou a favor de cotas exclusivamente sociais, pois defendo a ideologia que defende a necessidades dos seres humanos e não de raças haja vista que este conceito foi criado e não comprovado, ou seja não existe raça humana, mas sim seres humanos... qualquer política de beneficio a uma etnia seja ela negra, indígena, branco, etc. sou contra. Se os negros lutassem como os índios, talvez fossem mais respeitados... nunca vi um índio se fazer de coitadinho e ficar reclamando de racismo ou preconceito por algum evento televisivo!! NEGROS VÃO A LUTA E DEIXEM ESSE SENTIMENTO DE INFERIORIDADE QUE TANTO OS TORNA INFERIORES!!!

  23. daniela Postado em 28/Dec/2012 às 15:04

    Quanta babaquice, discurso de antropólogo socialista marxista.Concordo com Victor, "Adelaide" é uma crítica às pessoas de clase baixa, que nunca tiveram alcance à artigos de "luxo", agora os tem, "graças" ao nosso governo ,eles podem tomar iogurte,um dos lemas da campanha do Lula,alguém lembra? Porisso podem ter um tablet,mas nao podem saber falar direito,porque isso o governo ainda nao popularizou, a educaçao.A Adelaide é a personificaçao do governo Lula,nao tem nada a ver com discriminaçao de negros, nem com mulheres.Com mulheres a descriminaçao está na imagem vulgar em que os programas humoriticos sempre colocaram a mulher,nao só a Globo,o SBT(com a Praça é nossa), e outros.Para falar de descriminaçao entao porue nao falar da velha surda,da mulher vulgar e burra, do portugues,do gago, do corno, do gortdo, da mulher feia (Chico Anysio), do guay, das piadas envolvendo sacerdotes religiosos,etc,etc,tc.Se tudo vira preconceito, voltaremos à uma ditadura ainda pior, que a censura de expressao que tanta gente morreu lutando justamente pela liberdade de idéias e pela liberdade de poder falar de coisas abertamente sem que levantem algum dedo ditador falando o que se pode dizer e o que nao se pode. Esse "racismo" "preconceito", nada mais sao que rótulos da nova censura.Negros fiquem em paz, ninguém os odeia,voces levam tantos tobos na vida quantos eu já levei ,isso faz parte da vida, do ser humano, e nao da cor ou classe social.Ninguém leva uma vida cor de rosa, acordem.

  24. Enio Postado em 28/Dec/2012 às 19:49

    Concordo com a Daniela e o Victor. Não existe nada de racismo na personagem "Adelaide" do Zorra Total. Chico Anysio também interpretou vários personagens negros como o Azambuja , Lord Black e o Seu Jaime e não era chamado de racista. Infelizmente , existem uns imbecis que só conseguem enxergar coisas negativas no humorismo brasileiro. A pessoa que escreveu essa matéria foi muito infeliz em suas declarações. O ator Rodrigo Santanna que faz a personagem Adelaide jamais iria ter a intenção de ofender ninguém.

  25. Thiago Postado em 18/Jan/2013 às 20:32

    Acredito que deveríamos nos preocupar mais com o que as crianças de nosso pais estão comento, qual escola estão frequentando e quanto de dinheiro está sumindo nas mãos dos políticos. Muitas vezes nós ficamos procurando chifres na cabeça de cavalo. Em nossa cultura a cor negra prevalece, somos uma mistura de povos e principalmente descendentes de escravos, somos misturados. Me sinto descriminado sim, mas com este comentário, quer dizer então que o fato de a personagem também não ter dentes discrimina as pessoas sem dentes? Precisamos pensar antes de gastar belas palavras para fazer coisas feias. Precisamos nos defender? Sim, não desta maneira. Somos Brasileiros e nossa brasilidade nos faz negros. Se fosse uma personagem branca, talvez diríamos: "Nossa o que essa branquela está fazendo ai", viu como são as coisa negro não tem espaço para nada. Vamos mudar isso Brasil, todos nós somos uma só raça, A RAÇA HUMANA.

  26. Atila Postado em 19/Jan/2013 às 23:08

    (Tenho vergonha de ser brasileiro) Por quê as autoridades são conviventes com atitude da rede GLOBO , a rede GLOBO e uma vergonha sempre pregando a descriminação onde os negros são considerados mendigos esse guadro da zorra total me faz cada vez mais ter nojo dessa emissora (SR Autoridades cade oque se prega ´´BRASIL UM PAÍS DE TODOS ´´´)

  27. Shirley Postado em 17/Apr/2013 às 22:44

    Boa noite Leonardo Se você fosse ridicularizado acharia engraçado? pois eu não sabe por que? já fui muito vítima de racismo,porque sou negra.E a pior violência,não é a física: é a psicológica fazem piadas para humilhar,e isso marca pelo resto da vida!!!!

  28. ORGANIZAÇÃO NEGRA NACIONAL QUILOMBO O.N.N.Q. 20/11/1970 Postado em 11/May/2013 às 10:16

    O Racismo do Flamengo e da Caixa Economica Federal contra a mulher negra afro brasileira. O Flamengo é o time de futebol que tem a maior torcida do Brasil, o que mais se identifica se com a raça negra afro-brasileira, o rubro negro sempre teve em seu plantel jogadores que são sempre em sua maioria são afrodescendentes. O Flamengo também é o time que teve o maior número de técnicos afros, assim como seus ídolos, principalmente a festa da arquibancada e a forte presença negra junto à todas raças num maravilhoso espetáculo que o Mundo inteiro conhece, mas lamentavelmente os dirigentes flamenguistas tiveram um comportamento preconceituoso e discriminatório, realmente racista. Isto ficou explícito na apresentação do novo patrocinador a Caixa Econômica Federal com duas belas modelos uma garota loira e uma branca, apresentando o uniforme do Flamengo com a logomarca da Caixa Econômica. Por que estes acham que só este padrão de beleza é o ideal para representar o "Imaginario Brasileiro"? Quando exclui cruelmente a mulher negra, parda e as afros brasileiras, que segundo o IBGE são quase 70% da população feminina brasileira do Brasil. Nosso país vai sediar a Copa do Mundo 2014 e Olimpiadas2016, onde comete-se uma gafe criminosa, porque no " Brasil Racismo é Crime" não so contra a mulheres, mas sim contra as crianças que são preteridas desprezadas e desprestigiadas é o exemplo "uma prova cabal deprimente" promovidos visivelmente pelos dirigentes do Flamengo, o seu presidente Eduardo Bandeira de Mello, o vice-presidente de marketing de Luiz Eduardo Baptista e a Caixa Econômica Federal .No dia 13 maio vai completar 125 anos da Abolição da Escravatura no Brasil. O país do samba , futebol e Carnaval onde os reis são negros, que dão destaque especial dos brasileiros para o Mundo, infelizmente em nosso país a mulher negra é excluida margilizada e até humilhada, com inumeros relatos na midia no mercado de trabalho. O que as restringe, principalmente as jovens, recentemente o Flamengo e a Caixa Economica Federal que são patrimonios nacionais fizeram e cometeram um Genocídio Étnico, reafirmando o Holocausto do povo afro brasileiro e contra fatos não há argumentos, houve um Homicídio culposo, mas com efeito de Homicídio doloso, porque estiguimatiza o conceito de inferioridade e padronização de beleza brasileira e gostos antagônicos a comunidade negra afro brasileira, esta segregação racial e a Instituição cruel perversa da elite e sua Vassalagem e não há ressalvas as tiranias da peseuda democracia que mandam e desmandam, desrespeitam e ignoram o bom senso e a razão, bradam a receita "Não Somos Racistas" dizendo "que não existem raças", mas por que só os negros e negras são discriminadas? O Flamengo e a Caixa Economica Federal deveriam no mínino um pedido de desculpas, por respeito e solidariedade as mulheres negras afro brasileiras, que juntos as brancas loiras e amarelas fazem parte desta nação Patria amada Brasil! ORGANIZAÇÃO NEGRA NACIONAL QUILOMBO O.N.N.Q. 20/11/1970 [email protected]

  29. Estevão Borém Postado em 27/Sep/2013 às 19:59

    nto indignado quando me deparo com casos de racismo. Porém, não vejo nexo em dizer que essa personagem explicita ideais racistas por parte dos desenvolvedores e produtores do programa. Absurdo é proclamar algo assim, no meu ver. Talvez o diretor do programa, por procurar um pouco de "realismo cotidiano" e humor um pouco mais obscuro (para inovar, visto que o programa Zorra Total se afunda nos clichês) fez a representação dessa personagem. Entretanto, façamos nossa memória funcionar e lembremos de dois fatos com relação ao humor: o nosso querido comediante Mussum, do programa d'"Os Trapalhões", concordou em se vestir de gorila durante um programa com a maior espontaneidade no coração. Não me venham dizer que foi por dinheiro, porque rico infelizmente ele nunca foi. Muitos consideraram racismo, ele não, então fim de caso. Já o outro é lembrar que o ator que interpreta a personagem Adelaide NÃO É CAUCASIANO, tem pele morena, descendência africana (que todo ser humano tem), e não vê problema em trabalhar interpretando a Adelaide. Portanto, nós que rimos de uma piada de japoneses, e portugueses, temos que parar com a maldita cultura do "não me toque", pois se rimos de tais piadas, PERDEMOS O DIREITO de criticar uma situação como essa, que em minha opinião não apresenta mal algum. Portanto, pensemos mais. Obrigado, Atenciosamente Estevão Borém, doutor em sociologia.