Luis Soares
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Palestina 14/Sep/2012 às 22:54
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Diretor de filme que revoltou islâmicos põe lenha na fogueira: "Islã é um câncer!"

“O Islã é um câncer”, diz diretor de filme que revoltou islâmicos. “A Inocência dos Muçulmanos” mostra islâmicos perseguindo católicos e o profeta Maomé mantendo relações sexuais

“O Islã é um câncer e ponto final”, afirmou nesta quarta-feira (12/09) o diretor do filme que provocou manifestações de repúdio nas embaixadas dos Estados Unidos na Líbia e no Egito, em entrevista ao jornal britânico The Guardian. Esta é a ideia que deu base à produção milionária A Inocência dos Muçulmanos que compara os islâmicos a um burro e mostra o profeta Maomé tendo relações sexuais com diferentes mulheres.

Escondido em um lugar não identificado, Sam Bacile continuou a provocar os fiéis do Islã. O norte-americano, que prefere se identificar como um israelense judeu, acredita que o filme vai ajudar o Estado judeu a dominar o território da Palestina por mostrar as falhas do Islã ao mundo.

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Manifestações violentas contra filme anti-Islã deixam um morto no Iêmen e 16 feridos no Egito. Foto: AP / Nasser

“É um filme político”, disse ele ao descrever a sátira islamofóbica, que foi financiada por mais de 100 doadores judeus e custou US$ 5 milhões. O filme de duas horas foi filmado ao longo de três meses na Califórnia e utiliza atores amadores.

Apesar do trailer de A Inocência dos Muçulmanos ter sido divulgado em julho por meio do YouTube, o filme só conquistou a atenção do público depois de ganhar legendas em árabe na semana passada. Desde então, milhares de pessoas assistiram à versão, aprovada pelo diretor, e uma emissora egípcia chegou a reproduzi-la.

Em apenas 13 minutos, o trailer mostra, de um jeito cômico, muçulmanos atacando uma cidade e todos aqueles que possuem religião diferente, incluindo uma bela garota com uma cruz no peito. Em outras cenas, o profeta Maomé é chamado de “bastardo”, briga por um pedaço de carne com uma de suas esposas, aparece sem cuecas e faz sexo oral em uma mulher.

Para assistir ao trailer do filme, clique aqui.

O filme provocou a ira de centenas de islâmicos que protestaram nesta terça-feira (11/09) em frente à Embaixada dos EUA no Cairo, capital egípcia, e ao consulado do país em Bengazi, segunda maior cidade da Líbia. Em decorrência dos protestos, o embaixador norte-americano na Líbia, J. Christopher Stevens, e outros três funcionários morreram, segundo informaram autoridades dos EUA e do país nesta quarta-feira (12/09).

A Inocência dos Muçulmanos, no entanto, conquistou o apoio de Terry Jones, pastor norte-americano, que pretende transmitir o filme na próxima quinta-feira (13/09) em sua igreja, na Flórida. “É uma produção norte-mericana, não foi feita para atacar os muçulmanos, mas mostra sua ideologia destrutiva”, disse ele, que foi responsável por queimar dezenas de cópias do Alcorão, livro sagrado do Islã.

Marina Mattar, Opera Mundi

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Comentários

  1. Antonio Ricardo Ferreira Leite Postado em 15/Sep/2012 às 08:12

    Trata se de um imbecil e irresponsável , além do desrespeito ao Islã , o que é intolerável , fomentou desdobramentos funestos. As pessoas precisam aprender a respeitar a religião de cada um . Cristão

  2. 2012 Postado em 16/Sep/2012 às 12:01

    O sujo falando do mal lavado,quando as pessoas vão começar a respeitar a religião das outras FIM A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!

  3. Zeca Postado em 16/Sep/2012 às 23:39

    De fato os Estados Unidos ainda não tomou nenhuma providência a isto, parece que está gostando das atitudes desse cara, o que esquecem de dizer que essas posições anti-americanas (eu chamo de anti-estadunidenses) não é só no mundo islâmico, aqui na América mesmo vem se manifestando com menos força aqui no Brasil, na Europa também existe e só cresce já na Ásia não conheço a Ásia mas acredito que em países bem influentes como a Rússia e Japão deve ser igual também ou até maior devido a seus passados com os EUA.

  4. PABC Postado em 16/Sep/2012 às 23:43

    Cuidado com o texto. Também não são absolutamente todos os judeus que concordam com isso. Entre os judeus há aqueles que são contra a intolerância, seja política ou religiosa. Há até mesmo aqueles que não concordam com o Estado de Israel. O filme em questão ataca o Islã diretamente e degrada o judeu indiretamente. Isso é produto de quem tira proveito (lucros) com o anti-semitismo. Não podemos esquecer que o anti-semitismo é uma indústria que precisa ser -- digamos -- alimentada com o ódio, que justifica a guerra. Sam Bacile fez um ótimo desfavor á compreenção da questão da Palestina e os Judeus (judeus, não Israel).

  5. Vera Postado em 17/Sep/2012 às 00:48

    Certo, as pessoas precisam respeitar a religião de cada um... Reciprocamente né? ou só uma respeita e a outra não? Por que ninguém fala sobre países como Irã, Arábia Saudita (entre outros), quando um simples símbolo de outra religião é motivo para prisões e perseguições?, ou quando alguns se convertem a outra religião e é considerado apóstata, passível de pena de morte? Ora, de que tolerância falais? Só da ocidental? Ou achais jsuto: dois pesos, duas medidas?

  6. Emerson Postado em 17/Sep/2012 às 02:16

    “É uma produção norte-mericana, não foi feita para atacar os muçulmanos, mas mostra sua ideologia destrutiva”. Terry Jones. Esse pastor é uma comédia. Como ninguém na produção desse vídeo é leigo ou inocente, sabem perfeitamente que o Islã não permite a representação do seu Profeta de nenhuma forma, logo representá-lo fazendo sexo oral numa mulher foi, no mínimo, uma péssima forma de "não atacar" sua religião. Agora dizer que a ideologia do islã é destrutiva é no mínimo não se olhar no espelho e além de tudo perder uma boa oportunidade de ficar calado. O Islã como qualquer outra religião tem seus defeitos e também suas qualidades, uma dessas a que eu especialmente destaco, é a de não se curvar a pseudo-defensores da paz e da moral, cristãos que seguem a lei espada e não os ensinamentos de Cristo. Esse pastor Jones e toda essa corja de sionistas desejavam justamente o que conseguiram com o lançamento desse vídeo: insuflar o ódio dos muçulmanos e alimentar a fogueira de uma guerra religiosa entre o ocidente cristão (inclua Israel evidentemente) e o povo árabe (que nunca irá se curvar aos primeiros).

  7. Diego /furtado Postado em 17/Sep/2012 às 08:38

    Intolerância, direito dele fazer um filme sobre o ponto de vista dele.ç Não justifica os protesto no oriente, foi apenas uma desculpa povo cheio de miséria e governado por uma religião da nisso

  8. Ivanildo Postado em 17/Sep/2012 às 11:17

    Concordo com o Diego, foi um filme mal feito e tendencioso (tão mal feito que se você assistir vai sentir vergonha dos atores que participaram). Nada justifica matar alguém porque o filme vai contra sua religião (ou opinião). De uma certa maneira mostrou ao mundo de como alguns muçulmanos são imaturos e irresponsáveis. - fizeram um filme blasfemando contra maomé, vamos mostrar que eles estão todos errados! vamos matá-los!!! Quanta maturidade não? (alias das duas partes) as pessoas que fizeram o filme são irresponsáveis também, porém, nada justifica responder com violência.

  9. Wellington Marques Postado em 17/Sep/2012 às 12:31

    Troque a palavra Islã por religião e a frase fica perfeita. Não que Jesus, por exemplo, seja tão filho da puta quanto Maomé, mas os seguidores fizeram tanta merda quanto em seu nome.

  10. Generino Postado em 25/Sep/2012 às 04:19

    Cristo não tinha mulher e dizia: "Vinde a mim as criancinhas". Pra mim aí tem coisa...

  11. Fabio Postado em 25/Sep/2012 às 15:42

    assiste quem quiser...tanta coisa ruim pra assistir ou tanta coisa boa...liberdade..assiste quem quiser, acredita quem quiser.... O que nao pode é jogar uma bomba no outro....isso ai ja nao é liberdade.

  12. Filho de Mendel Postado em 06/Oct/2012 às 22:05

    De quem não se pode falar um “a” contra? Dos EUA? Também. Devemos temer o que desejamos. São opressores o país mais poderoso da terra? Imaginem certos outros países dominando o mundo, de hoje e de outrora? A verdade é que quase todo mundo no mundo quer ter o poder… do mundo.

  13. Filho de Mendel Postado em 06/Oct/2012 às 22:09

    Pense em outros países, invasões de entidades diplomáticas, assassinatos e tortura. Pois, vindo de lá parece algo normal aos olhos de muitos. Tem até quem justifique isso.

  14. Isaac Postado em 06/Oct/2012 às 23:28

    O filme e principalmente o trailler no Youtube (que vi) não seriam tão assistidos não fossem as revoltas e turbas. O filme tem a qualidade de um filme caseiro, e parece ser carregado de ódio (o autor é egípcio cristão), parece ter sofrido perseguições. O filme foi divulgado principalmente pelos muçulmanos, porque se não tivesse essa repercussão no mundo árabe, poucos saberiam de sua existência. Parece que todos conseguiram o que queriam: Americanos tem mais um "motivo" pra quando "precisar" invadir mais um país daquela região, o criador do filme vai ganhar bastante dinheiro e conseguiu popularidade (pelo menos tornou sua criação popular) e os islâmicos mostraram toda a sua fúria. Acho que a partir de toda essa divulgação as pessoas vão começar a questionar o que antes nunca foi questionado, mas que apenas foi sempre aceito sem mesmo conhecer em respeito à religião alheia: quem foi Maomé? A maioria dos ocidentais sabe nada ou quase nada dele.