Redação Pragmatismo
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Geral 02/Sep/2012 às 18:43
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Fernando Meirelles: 'Nossos sonhos não cabem no capitalismo'

Para Fernando Meirelles, a reconstrução da política exige superar lógicas que associam felicidade e sucesso a consumo e acumulação sem fim. Confira abaixo a entrevista completa com o renomado cineasta

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Fernando Meirelles. Foto: divulgação

Avançou de modo notável, nos últimos anos, a sensação de que o peso do poder econômico está desfigurando a democracia, a ponto de levá-la ao colapso. Um número crescente de pensadores, ativistas, cidadãos comuns dá-se conta de fenômenos como a mercantilização das eleições e a institucionalização do tráfico de influência. Envolvidos em disputas eleitorais cada vez mais caras, partidos e governantes comprometem-se profundamente com os interesses de grupos empresariais que nutrem suas campanhas políticas.

O dinheiro oferecido pelos financiadores é visto como um investimento e cobrado ao longo de cada dia de mandato. Com tal intensidade que muitos já não creem que seja possível adotar políticas contrárias aos interesses do poder econômico associado à política; e que mesmo decisões simples e de bom senso elementar – como a reconstrução de uma malha ferroviária no Brasil, ou a instalação de redes de ciclovias eficazes nas cidades – não saem do papel. Mas, se o diagnóstico é conhecido, as alternativas rareiam. Como excluir da política o Poder Corruptor?

O cineasta Fernando Meirelles formulou uma hipótese provocadora, em entrevista que concedeu à jornalista Inês Castilho, condutora da série de diálogos sobre Política Cidadã, produzida pelo Instituto de Pesquisas Ideafix, por solicitação do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS). Suas respostas sugerem que uma nova política e um novo sistema econômico virão juntos. Ou seja, o que vivemos é o desgaste geral de nossas formas de socialização – um conjunto de relações que envolve produção de bens e serviços, formas de decisão coletiva, hierarquias concretas e simbólicas. Para superá-las será necessário levar muito adiante certas transformações culturais que já estão se dando.

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Meirelles destaca a tensão entre política institucional (restrita aos “gabinetes e restaurantes”) e o intenso desejo de participação da sociedade (“sou muito mais convocado, como cidadão, que cinco anos atrás”). Ele lembra que não se trata apenas de discurso: atitudes transformadoras estão se multiplicando em todo o mundo. No entanto, esbarram em obstáculos estruturais: “a lógica do dinheiro é produzir sempre mais” e a dos políticos “esgota-se em mandatos de quatro anos”. Nenhum poder importa-se com as “perspectivas de longo prazo”, necessárias para preservar a vida.

Caberá à própria sociedade, conclui Meirelles, estabelecer uma ruptura. Não se trata da velha fórmula de tomada do poder de Estado – mas da “dificílima e demorada transformação das nossas vidas”. Só a empreenderemos, no entanto, se soubermos que se trata de construir um novo sistema: “a lógica do capitalismo (…) poderia fazer algum sentido (…) num mundo que não é mais o nosso”. A superação desta lógica implicará, entre outros passos, “valorizar bens não-materiais: educação, esporte, cultura, ciência – atividades humanas que não consomem o planeta e preenchem mais a alma que a busca desesperada pela reposição de bens”.

Leia a íntegra da entrevista com Fernando Meirelles abaixo.

Qual sua percepção sobre a participação política do brasileiro?

A política no Brasil ainda é feita muito nos gabinetes e restaurantes, tem um quê de futebol, o interesse pelo jogo de poder entre os partidos vem antes do debate das ideias. Isso é muito frustrante para quem tenta acompanhar nossos homens públicos. A boa notícia é que, com o crescimento das redes sociais, a participação popular também tende a crescer e o processo político, a ficar mais transparente. A mobilização popular pela Ficha Limpa e contra o Código Florestal demonstraram que a população começa a ter mais peso nas decisões do país.

Que temas você acha que mobilizam a sociedade brasileira, hoje?

A falta de transparência dos partidos e do governo vem mobilizando a sociedade, já não é tão fácil ser corrupto, hoje. A preocupação com questões ambientais também mostra ser um forte tema para a moblização social. Isso já havia sido sentido com a expressiva votação que teve a Marina Silva na última eleição à presidência e foi reforçado agora, no processo de votação e veto parcial do Código Florestal, que contou com abaixo-assinado de 2 milhões de pessoas. Isso entre outras manifestações, incluindo a criação de sites especializados, transmissão ao vivo do congresso etc.

Que formas o cidadão comum tem de atuar politicamente?

Passei anos sem receber nenhum abaixo-assinado, agora semanalmente sou chamado a me posicionar sobre os mais diferentes temas, internos e externos. Sinto-me hoje muito mais convocado, como cidadão, do que cinco anos atrás, e estimula saber que muitos desses movimentos populares estão dando resultado. Está aí a primevera no norte da África que não nos deixa mentir.

Você vê alguma particularidade quanto ao jovem?

Os jovens talvez tenham menos interesse em política do que quem lê jornal e tem o hábito de se manter informado, mas estão cada vez mais plugados, graças às redes sociais. A era dos Sarneys, dos coronéis que trabalham em segredo, está acabando.

Você acha que a política institucional dá conta da democracia?

Sinto que os partidos não representam a vontade da população, não trabalham para o Estado nem para o bem do país – trabalham prioritariamente para se manter no poder. Não saberia inventar outro sistema, mas percebo que este não dá conta da complexidade do mundo de hoje. O ex-presidente Lula declarou recentemente em um programa de TV que aceitaria se candidatar novamente à presidência, para que o PSDB não ocupasse o lugar. Essa declaração infeliz resume a questão: o poder político é um jogo que se vence ou se perde, e é isso que mobiliza seus participantes – o país vem depois, quando vem. Outro aspecto que tem me chamado a atenção é que, por estarmos todos muito mais ligados, praticamente não há mais poder local. Um prefeito que não trabalhe com os outros prefeitos da região não consegue fazer seu trabalho direito. Países que não integrem órgãos internacionais nos quais se debatam os interesses comuns ficam de mãos atadas.

Os anos 60 marcaram época, politicamente. O que mudou de lá pra cá?

Nos anos 60 o mundo estava dividido entre esquerda e direita, estava-se do lado de cá ou do lado de lá. Quando você polariza, o jogo fica mais acessível e mais apaixonante, vira um Fla-Flu. Depois tivemos o período em que a nossa sociedade foi convidada a se calar, e então o mundo ficou muito mais complexo. Hoje a esquerda é apoiada, por exemplo, pelo José Sarney e pelo Aldo Rebelo – este, um comunista que vota com os ruralistas. Tudo é mais confuso, mais impenetrável. O pensamento e as fórmulas de governança dos anos 60 não cabem mais no mundo de hoje.

Você percebe uma mudança de valores, dos anos 60 pra cá?

Um grande valor hoje, praticamente inexistente 40 anos atrás, é em relação às questões ambientais. Há 40 anos o planeta era inesgotável, ainda estava sendo conquistado. Hoje temos a percepção de que vivemos num planeta onde os recursos são finitos e, pior, estão se esgotando rapidamente. A grande descoberta em termos de valor é entendermos a necessidade de pararmos de pensar como nações e passarmos a pensar como planeta. A ideia de soberania nacional vai aos poucos sendo revista, ou relativizada. A interdependência global é um dado inquestionável. Se queimarmos a Amazônia, não choverá no Sul e vai haver seca no centro do Brasil, o carbono liberado vai acelerar o aquecimento do planeta, geleiras irão derreter, rios que dependem delas deixarão de ser formados, populações ficarão sem suas fontes de alimentos. Tudo está ligado. Não tínhamos essa noção 40 anos atrás. Hoje sabemos que o degelo da Groenlândia vai afetar imensamente a vida de enorme população na Ásia que vive à beira-mar. Essas questões bateram à nossa porta e já estão nos atropelando. Apenas cegos, cínicos ou oportunistas se recusam a enxergar.

Um parêntese: a despeito disso tudo, existem 69 povos isolados indígenas no Brasil.

Sim, pequenas aldeias devidamente localizadas e demarcadas com GPS. Esses índios podem não estar nos vendo, mas sabemos exatamente onde eles estão, quantos são, e fotos deles estão disponíveis para qualquer um no Google Earth. Não tenho dúvidas de que, se um dia suas terras nos interessarem para a construção de barragens hidrelétricas, por exemplo, em pouco tempo estará justificada a invasão. Este roteiro não é novo, ainda se repete depois de 500 anos de história.

Quanto ao exercício da cidadania, você percebe mudanças?

Está na moda falar em cidadania, ser responsável pelo coletivo, mas estamos longe de uma noção verdadeira de que nossos atos afetam a vida do próximo e precisam ser repensados. Em alguns lugares onde tenho trabalhado sinto que a noção de se viver numa comunidade está bem mais incorporada do que aqui. Tenho um caso recente. Estava em Toronto e fui almoçar na casa de um produtor amigo. Ele serviu salada e depois tinha uma lentilha, pois sabe que sou vegetariano. Quando foi trocar meu prato, falei: “Não precisa, pode deixar”. Ele respondeu de bate-pronto: “Não tem problema porque eu espero a máquina encher, não vou gastar mais água lavando mais este prato”. Eu havia pensado em ficar com o prato para aproveitar o molhinho de azeite, mas a noção de que seus atos podem repercutir na vida dos outros, de que a água é um bem coletivo, está tão impregnada que ele nem entendeu minha intenção. No Brasil ainda estamos longe desta noção de cidadania. Mas está melhorando.

Alguma articulação ou movimento social, no Brasil e fora dele, chamou sua atenção nos últimos tempos?

Sim, os movimentos ambientalistas que questionam o nosso modelo de desenvolvimento, o business as usual. O impressionante é que os jornais comemoram o crescimento do consumo ou da economia como se isso ainda fosse saudável. Há movimentos mostrando que precisamos urgentemente fazer uma curva na história e buscar outros modelos de desenvolvimento. Os movimentos que lidam com estas questões são os mais importantes, hoje. Infelizmente nossos homens públicos trabalham com a perspectiva de futuro de três ou quatro anos, que é o quanto duram seus mandatos. Difícil construir um mundo sem perspectiva de longo ou longuíssimo prazo. Estamos ameaçados justamente por essa lógica.

E como fica a questão do consumo diante disso? O seu, o meu, o nosso?

Temos que mudar nosso padrão de consumo, rapidamente. Esta mudança precisaria ser como uma mobilização de guerra, na qual todos entendessem que precisam abrir mão de alguma coisa para poder prosseguir. Tenho feito mudanças nesse sentido na minha vida, mas talvez só quando os efeitos da carência de recursos baterem à nossa porta é que mudaremos de fato nossas vidas. A lógica do dinheiro como motor da sociedade é tão perversa quanto difícil de ser alterada. Sabemos, por exemplo, que há falta de alimento no mundo, e sabemos também que 40% do alimento produzido é desperdiçado no processo de produção, transporte, comercialização e preparação para o consumo. Contudo, quando olhamos para esta questão, a maneira de atacá-la é sempre o aumento da produção, e não o uso racional do que já existe. Para quem produz, transporta ou comercializa alimentos, o desperdício é boa notícia, pois significa maior demanda, mais renda. A racionalização do uso dos recursos é a nova economia de que o mundo precisa.

Li recentemente um editorial do Estadão [jornal O Estado de S.Paulo] no qual o Washington Novaes [jornalista e ambientalista] comentava o gosto dos governos pelas grandes obras. Dava exemplos de como pequenas medidas poderiam ser mais eficazes, mais racionais, falava de outra maneira de pensar a administração pública e a organização da sociedade. Um dos exemplos era a notícia de que a Caixa Econômica Federal, a partir de agora, não vai mais financiar moradias em lugares onde não houver água e esgoto disponíveis. É uma loucura pensar que até ontem o Estado financiava moradias que usavam os rios como esgoto. O texto falava sobre desperdício e trazia dados interessantes: no Brasil desperdiçamos 40% da água usada, e o estado de São Paulo vai fazer uma reformulação para desperdiçarmos 24%. No Japão desperdiçam-se 3%. Seguindo a mesma lógica, o pensamento dominante quando se fala em água é a construção de novas barragens, novos reservatórios, tratar mais água. Pensa-se sempre em novas obras, e no entanto há muita brecha para a racionalização. Temos que chegar ao ponto em que 100% do que é produzido possa ser reciclado, mas isso demanda uma mudança cultural inimaginável.

Essa mudança é compatível com o capitalismo?

Não, a lógica do capitalismo é expandir, crescer. Isso poderia fazer algum sentido num mundo inesgotável e infinito, mas já sabemos que não é mais o nosso. Um novo modelo de desenvolvimento implica uma dificílima e demorada transformação nas nossas vidas. Ela virá com mais ou menos dor. A questão que os capitalistas colocam é: se vamos consumir menos, para onde vai o trabalho e a atividade humana? Uma resposta é que o trabalho pode migrar da área de produção de bens de consumo para áreas como educação, cultura, serviços. A aspiração das populações, hoje, é por bens de consumo, roupas, automóveis. A mudança cultural necessária é passarmos a valorizar bens não materiais. Educação, esporte, música, ciência são atividades humanas que não consomem tanto o planeta e preenchem mais a alma do que a busca desesperada pela reposição de bens, que é uma das principais razões pelas quais se trabalha e se vive, hoje.

Ao longo da história, vários movimentos sociais lutaram pela liberdade. Você acha que a liberdade ainda é uma questão?

Claro que é. A plena liberdade política é desfrutada por apenas uma parcela da população mundial. Mas, mais do que a liberdade de influir nas decisões que afetam a própria vida, a pobreza é o maior limitador da liberdade humana. Sem justiça social não há liberdade, e a injustiça social ainda é dominante no planeta. Em todos os países encontraremos diferenças entre ricos e pobres, maiores ou menores, mas não há lugar onde a diferença seja tão grande quanto no planeta Terra como um todo. A diferença entre países com altas taxas de consumo e países sem margem para desfrutar de alguma autonomia é mais brutal do que qualquer diferença interna entre os que têm e os que não têm. Um país que consome sozinho 25% dos recursos do mundo inexoravelmente estará tolhendo a liberdade de outros.

Que outros direitos e valores há a serem conquistados, hoje?

Creio que a noção de que somos parte de uma mesma humanidade e de que dependemos um do outro, que afetamos a vida do outro, precisa ser mais bem compreendida. Mais do que nunca, estamos todos conectados. A dona Kátia Abreu [senadora pelo PSD-TO, líder da bancada ruralista do congresso] ainda não entendeu que a expansão das fronteiras agrícolas na Amazônia, que ela defende, vai gerar seca e derrubar a produção de soja de sua fazenda em Campos Lindos, no Tocantins.

Ao mesmo tempo em que descobrimos essa interdependência, vivemos um individualismo exacerbado.

Pode parecer paradoxal, mas não creio que a busca de uma identidade ou da própria individualidade seja conflitante com a noção de pertencer a uma grande comunidade global. Todos queremos ter uma cara, deixar de ser invisíveis, mas ao mesmo tempo vejo mais pessoas engajadas em lutas e num pensamento de cardume. A compreensão de que somos uma só espécie passa pelo autoconhecimento.

Como você vê as próximas gerações coexistindo nesse planeta cada vez menor?

Menor e mais rápido, vale lembrar. Meus netos irão viver num mundo muito diferente do meu. Passei a infância em um mundo natural ainda em expansão, onde a manteiga era feita na fazenda e a fruta, colhida no pé. Onde meu avô dizia que “desde que o mundo é mundo as coisas são assim e assim ficarão”. Meus netos vão viver num mundo onde as transformações acontecem a cada bimestre, um mundo que é como uma aldeia, totalmente conectado e sem muitas fronteiras, onde a busca pelo crescimento perderá o sentido. Segundo o último Censo, a população brasileira parou de crescer e já começa a envelhecer.

Sem população em crescimento, o esforço para suprir bens e alimento para quem está chegando deve ser deslocado para o esforço de distribuir melhor os bens, alimentos e energia já disponíveis. Nessas condições, me parece mais fácil organizar a sociedade. Mas a possibilidade de termos que conviver com populações refugiadas da fome, da falta de água, do aumento do nível do mar, assim como os desafios para mudarmos nossa matriz energética ou conseguirmos manter a produção de alimentos com menos água, coloca no futuro variantes tais que qualquer tentativa de previsão se torna quase um exercício de adivinhação.

Ha outro aspecto, a velocidade do novo mundo. Quando penso em futuro sempre me sinto enganado. Prometeram que a tecnologia iria libertar o homem, dar-lhe mais tempo para cuidar do espírito e para o lazer, mas aconteceu o contrário. Viramos prisioneiros das máquinas. Antes eu saía do trabalho às 7 da noite e só voltava no dia seguinte. Hoje, conectado, me vejo respondendo emails e trabalhando em qualquer hora e lugar. Todo mundo recebe solicitações de trabalho durante o almoço, nos finais de semana. A tecnologia nos transformou em trabalhadores compulsivos. Nem nas férias nos desconectamos dessas maravilhas tecnológicas.

Mas talvez o trabalho fosse mais separado do lazer.

No meu caso, trabalho e lazer são praticamente a mesma coisa. Mas sei que sou um caso raro e, mesmo assim, gostaria de ter um tempo em que pudesse virar o disco. Para quem tem funções que exigem mais esforço e menos criatividade, a tecnologia realmente veio para diminuir os prazos e roubar o tempo que se tem para desfrutar da vida e ser feliz.

Você vê a possibilidade de uma governança global?

Será inevitável. O rio Ganges ou o Amarelo, e a população que eles alimentam, não dependem de decisões da Índia ou da China para continuarem a correr. Eles dependem do corte e emissão de carbono no mundo todo, da preservação das florestas que ainda existem, de modo que o planeta não se aqueça mais e as geleiras do Himalaia, que os alimentam, continuem a se formar anualmente. Como esses, há muitos outros exemplos de problemas cujas decisões nacionais, nos países onde podem ser tomadas, não conseguem mais dar conta. Creio que tentativas de governança global como a do Mercosul ou da Zona do Euro são ensaios para um mundo em que as decisões precisam ser compartilhadas. A ONU não funciona muito bem porque os Estados Unidos, apesar de serem seu maior financiador, não respeitam muito suas decisões. Mas a tendência é cada vez mais organizações globais passarem a ter mais influência no mundo. Precisamos urgentemente de organizações que regulem as questões ambientais no planeta. Nada mais razoável, dada a nossa interdependência.

Inês Castilho, Outras Palavras

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Comentários

  1. PIERRY Postado em 04/Sep/2012 às 13:47

    Taí seu ídolo fazendo bonito>>>

  2. BrunoDeMoura Postado em 19/Sep/2012 às 12:35

    Genial!! Concordo totalmente com os comentários e opiniões do Fernando Meirelles, temos que parar de agir como se nossas ações não afetassem ninguém além de nós mesmos, mas infelizmente ainda está longe a hora em que as pessoas deixarão de comprar uma bolsa para ler um livro que preste!!!

  3. Fabio Postado em 20/Sep/2012 às 23:19

    Sustentabilidade é só socialismo disfarçado. Além disso o Meireller não sabe o que é "capitalismo". "Não, a lógica do capitalismo é expandir, crescer. Isso poderia fazer algum sentido num mundo inesgotável e infinito" Pra começo de conversa no capitalismo a escassez é o fator primordial. PRIMORDIAL. Os recursos não irão se esgotar e todos morreremos num apocalipse zumbi, na medida que os recursos vão se esgotando eles tornam-se mais caros e novas alternativas aparecem. Por exemplo, pra substituir o papel engenheiros criaram o pendrive. A economia é dinâmica! Os ambientalistas gastam tempo demais querendo proibir o uso dos recursos e nenhum tempo desenvolvendo alternativas economicamente viáveis.

    • Lilica Postado em 19/Jun/2014 às 04:10

      "(...)no capitalismo a escassez é o fator primordial. PRIMORDIAL." A escassez seletiva. Pra uma grande maioria. Enquanto uma minoria se esbalda na abundância.

    • Andreia Postado em 19/Jun/2014 às 06:19

      Se me perguntarem qual seria uma possível alternativa para agua potável quando esta se esgotar ou estiver a um custo impagável pela maioria desfavorecida, o que poderia responder?

    • Paulo Postado em 21/Jun/2014 às 22:04

      Você sabe quanto tempo na escala geológica demora pra formar os metais? Cada rocha e mineral? Talvez sua tentativa de ser anti-esquerdista de deixa meio alienado. Política é para ser racional, esse seu discurso "guerra-fria" já é coisa do século passado. Agora me explique por que o socialismo é o mal? Se for citar uma dúzia de nomes de ditadores eu tenho uma lista muito maior de liberalistas que cagam para o mundo e tem muito sangue nas mãos. Famílias que dominam o sistema a gerações.

    • Junior Postado em 22/Jun/2014 às 01:02

      Fábio, pela foto ainda aparenta ser novo, estude mais e procure saber mais sobre o que é sustentabilidade, comece por Georgescu - Roegen, José Eli da Veiga, e evite pitacos e palpites baseados em comparações e eufemismos que não ajudam mais em nada elucidar o que está acontecendo, senão, incorre em jogar conversa fora.

    • John Postado em 25/Jun/2014 às 10:06

      Ah sim, porque o pendrive não consome recursos e nem causa dano ao meio ambiente… Leia sua própria colocação, "os recursos vão se esgotando eles tornam-se mais caros e novas alternativas aparecem". Sim e essas novas alternativas continuam com seus custos ambientais, ou não percebeu que o mundo está cada vez mais poluído? Você pode até acreditar que um dia será criada a energia limpa e tudo será produzido sem poluir, isso pode ser sua utopia, mas é altamente improvável e muito mais custoso do que simplesmente diminuir o consumo e aumentar o tempo livre pra outras atividades. Quanto a achar que tudo é socialismo disfarçado, desculpe, isso é paranóia, o próprio Meireles falou que não sabe exatamente a solução. O que precisamos é pensar em uma juntos e não ficar apegados a conceitos dos anos 60, como se ainda estivéssemos na guerra fria e a discussão pudesse ser resumida em capitalismo X socialismo. Leia um pouco mais, muitos grandes pensadores de esquerda se afastam do comunismo, é uma tendência.

    • Rafael Postado em 25/Jun/2014 às 11:54

      Ambientalismo não é sinônimo de sustentabilidade, meu caro. A sustentabilidade envolve práticas sócio, ecológico e economicamente viáveis. Se não houver um acordo entre essas três abordagens uma prática jamais pode ser sustentável. O que o Meirelles se refere é que um modelo de desenvolvimento não pode se basear na extração dos recursos para aquisição do material, como faz o capitalismo. O que os "ambientalistas" levantam não é a proibição do uso dos recursos, e sim saber como utilizá-los de forma racional. Criar alternativas que explorem ainda mais os recursos não é a resolução do problema.

    • Fabio Pisaruk Postado em 03/Jul/2014 às 00:52

      O consumo de papel so esta crescendo nos ultimos anos. Logo essa argumentacao nao ajuda. Alem do mais, se fosse realmente robusto, - o capitalismo, nao precisa se basear em lobbies e tampouco necessitar de aporte de dinheiro publico para sair da crise, como ocorreu recentemente

  4. Bruno Postado em 21/Sep/2012 às 16:47

    "Os recursos não irão se esgotar" Esse vive no mundo dos sonhos....

  5. Dalva Rachel Postado em 22/Sep/2012 às 00:07

    Meirelles está interpretando o q está se passando em movimentosw soc., principalmente em países tidos como os mais ricos d cultos. É verdd sim, q a juventude já percebeu q as formas e fórmulas propostas pelas instituições financeiras e governamentais não mais dão conta de sequer ofertar trabalho para tds. Tb as propostas políticas e sociaiscomo formas de governo para gerirem os povos não mais dão conta das sdds, cada vez mais complexas e multifacetadas da realidd de hj. Contudo concordo q a solução tb não está simplesmente no modelo ambientalista, equivocado em certos aspectos de suas propostas. Talvez uma nova realidd esteja sendo gestada, como marco desse novo século q se prenuncia como um outro olhar, sb as velhas questões ainda não resolvidas.

  6. Liliana Peixinho Postado em 22/Sep/2012 às 17:54

    Quando o discurso político engrossa a lógica empresarial de fortalecer o consumo para surgimento de uma classe C, que se endivida e faz de conta que vive para pagar contas de sapatos, roupas, jóias, carros, eletroeletronicos, como instrumentos de status e não de necessidade e proteção da Vida, surge a urgencia da intolerancia desse modelo e a luta para se conseguir, como disse Meireles, “valorizar bens não-materiais: educação, esporte, cultura, ciência – atividades humanas que não consomem o planeta e preenchem mais a alma que a busca desesperada pela reposição de bens”. Construir Cadeias Produtivas Harmoniosas de Ponta à Ponta não combina com desperdícios e caprichos egoistas. E, por mais respeito que se deva ter às escolhas pessoais, não podemos fazer de conta que não faz diferença jogas comida fora quando sabemos da fome !as vezes a nosso lado,. E devemos linkar os efeitos negativos dos nossos atos para separar sustentabilidade de greenwashing, faz de conta que faz, com o fazer real. O palco, da vida cotidiana. Gostei da posição do Meirelles.

  7. Bruno Postado em 29/Sep/2012 às 21:12

    Nossa, até parece redação da fuvest. Reproduzindo o que todo mundo já sabe, sem conhecimento de causa e com os argumentos mais frouxos da história. Incrível.

    • Felipe Postado em 22/Jun/2014 às 12:51

      e este é o seu contra-argumento? Incrível!

  8. Daniel Postado em 31/Oct/2012 às 12:20

    Fabio, os recursos não irão esgotar?.... O que eles colocarão no lugar da água quando ela acabar, Coca-Cola?... É cada uma que a gente lê por aí....

    • Rui Martins Postado em 18/Jun/2014 às 12:07

      Caro Daniel, Água ou Coca-Cola, dá na mesma, ou seria até pior, pois mesmo com um esforço ambiental global da empresa sobre a questão da água onde ela conseguiu reduzir de 5 litros, para 1,5 litros o consumo de água para produzir 1 litro da Coca-Cola, ainda seria melhor consumir a água pura. Sobre o esgotamento da água, o problema não é esse, pois o volume de água planetário não diminui, pois ela está em nossos corpos (mais de 70%), nas nuvens, plantas e tudo que é vivo, e ela não se consome. Ocorre que muito pouco da água disponível no planeta, apenas em torno de 2,5%, é própria para o consumo humano, mas está desproporcionalmente distribuída e o custo para tornar a água própria para este consumo e a logística para se ter acesso a ela estão ficando cada vez mais caros e isso está tornando a água um bem de consumo privatizável. Outros recursos, como minérios e plantas, estes sim, por não serem totalmente recicláveis, como o alumínio, podem se esgotar.

  9. emanuel Postado em 11/Nov/2012 às 13:47

    No final o Fernando Meirelles diz que é inevitável o governo mundial pela ONU. Não vejo isso como um acréscimo das nossas liberdades mas, ao contrário, de uma concentração de poder além do que o mundo já viu. No texto ele critíca muito a corrupção na política, onde então o problema não é o Capitalismo liberal, mas o Governo corrupto que precisa de riquezas e alianças de poder. Afirma que "Nossos sonhos não cabem no capitalismo" mas o Sistema de livre mercado é o único que pode conferir a liberdade do indivíduo ir atrás de seus sonhos. O governo que muitas vezes dificulta o direito de ir atrás dos seus sonhos com impostos e controle, licenças, etc. e quer decidir que sonhos devem ser realizados de preferência aqueles que vão ao encontro dos seus interesses pessoais ou políticos. Ele ta estressado por causa da tecnologia e do capitalismo que vá para Ubatuba e fique lá por 3 meses. O sistema capitalista não impede isso e ainda proporciona passagems de avião cada vêz mais baratas. Mas sobre a proteção ambiental estamos de acordo, se não preservar não haverá mais Ubatuba com sua beleza exuberante.

    • Rick Postado em 24/Jun/2014 às 04:53

      O Sistema de "livre mercado? é o único que pode conferir a liberdade do indivíduo ir atrás de seus sonhos. Sr, tem você consciência real e ampla do que está dizendo? Quais sonhos senão aqueles que lhe são implantados pela sociedade em que vc vive por meio da educação que se recebe do sistema, tudo não passa de ideias implantadas que somos condicionados a aceitar sem muita opção de questionamento pelo menos inicialmente. Pergunte-se: Quais são seus sonhos? Quais as chances de vc realiza-los? Tens a liberdade plena de estar realizando teus sonhos. É vc livre de ir e vir, entrar e sair a qualquer momento onde você quiser, na hora que quiser? Ter a experiência que quiser e realizar o que quiser? Neste sistema liberdade tem preço! Não existe liberdade onde há limitações , não seu sentido mais amplo.

  10. Ananias Ferreira Postado em 11/Nov/2012 às 19:29

    O que Fernando M. diz, é o que muita gente já sabe à pelos duas décadas, o que falta é a participação efetiva da sociedade como um todo, cada cidadão fazendo sua parte, ou seja, os políticos suprindo os anseios desta mesma sociedade que por sua vez saiba votar em quem realmente entenda o presente e suas perspectivas sobre o futuro, em relação a meio ambiente, educação, mobilidade, saúde, cultura e tudo que envolve o bem estar social... Esta sociedade é possível, desde que todos participem e deixem as teorias de lado e comecem a praticar.

  11. Carlos Roberto Haller Postado em 13/Nov/2012 às 17:27

    Muito boa a análise de Fernado Meirelles sobre a real situação mundial, a questão é que nem todas as pessoas tem acesso a este tipo de informação e os políticos assim como os empresários querem exatamente isto: manter o povo na ignorância, porém as redes sociais estão aí, para divulgar e esclarecer a quem queria se esclarecer sobre a real situação do planeta que vivemos.

  12. Marlus Romero Postado em 15/Nov/2012 às 10:18

    Excelente entrevista. Fernando Meirelles sempre sobe no meu conceito. Só não gostei da parte de que, pra ele, trabalho e lazer são praticamente a mesma coisa. Fiquei com inveja. rs... P.S.: "Sustentabilidade é só socialismo disfarçado"?? Que porra é essa nos comentários?

  13. Raphael Vieira Postado em 07/Dec/2012 às 17:16

    Leu...leu e não entendeu. Filtrinho de Leitura..."ATIVAR"

  14. Claudemberg Postado em 04/Jun/2013 às 14:57

    Meu Deus! Há mais pressa em postar comentários do que fazer uma leitura profunda do que foi dito na entrevista. Por isso postam tanta m... nos comentários.

  15. André Pereira da Silva Postado em 21/Jun/2013 às 12:36

    Não cabem no capitalismo todos os sonhos humanos. Os sonhos de muitos extrapolam os bens de consumo. Entretanto, o capitalismo leva ao êxtase as pessoas de direita que conquistaram poder econômico e, através dele, realizaram seus sonhos de consumo, de poder e autoafirmação. O capitalismo é uma distorsão mesquinha do viver, que só favoresce o individualismo e a realização de 'pequenos' sonhos pessoais, que limita o homem a viver numa lógica perversa, sem jamais transcender a instâncias superiores, de carater humano, sociológico, planetário, ecológico, cósmico ou teológico...

    • herbo Postado em 18/Jun/2014 às 19:52

      E Fernando Meirelles é o quê ?? ou você acha que ele vive de maneira simples fazendo publicidade ?

  16. Maria Amélia Perito Postado em 23/Jun/2013 às 12:42

    Um texto de muita profundidade.. Concordo plenamente com o autor... Só faço uma ressalva quanto ao sentido do Capitalismo considerado, cuja concepção envolve valores humanos embutidos em sua prática. Por este motivo, é visto como negativo às vezes... O problema está no homem, quem fomenta e desenvolve tudo no mundo. E é claro que o Capitalismo sonhado está mais para o selvagem do que para o sadio, normal... Isto vale para ambos os lados (produtor x consumidor). Quem deveria regular os trâmites de compra e venda de forma equilibrada é o Homem. Nunca deixando de pensar antes de vivenciar e/ou implantar algo no Planeta, Mundo, País que vive, as Coletividades mais próximas, Família e Ele próprio, sem priorizar os valores mais essenciais. Realização e Felicidade devem andar juntas em qualquer parte do mundo independente de religião e sistemas políticos. O autor deu um espaço enorme para pensarmos diferente.. Refletirmos em função das nossas escolhas, necessidades ampliando a nossa consciência considerando o sistema universal do qual fazemos parte. O homem regulando as decisões para apenas o necessário com o respeito à Natureza e o Governo resguardando os interesses da Nação... juntos devem propiciar um Capitalismo, com ênfase em Projetos Sociais. Aí sim seremos todos Livres e Felizes. Gratidão ao Autor.

  17. will Postado em 23/Jun/2013 às 21:47

    "O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente" . Meirelles só entende de cinema e olhe lá . Porque que todos os artista do Brasil acha que entende de economia? E além do mais se os governos regionais são incompetentes em entender os anseios do seu povo como ele diz, porque um super governo mundial seria eficiente nessa empreitada olhando o mundo todo. AHH claro depois do super advento onde todos os humanos passaremos a pensar como ele(meirelles) assim como achou Karl max quando fosse implementado o comunismo o homen veria a verdade da vida. Nossa como tem messias nesse mundo

  18. André Postado em 02/Jul/2013 às 08:25

    Definitivamente, Meirelles não entende - ou apenas queria posar de crítico - a "lógica do capitalismo". O capitalismo natural é gerido pela lógica da demanda x oferta, quanto menor a oferta, maior a demanda e consequentemente maior é o preço a se pagar, em outras palavras: quanto mais escasso é um bem e quanto maior for sua procura, mais caro ele vai custar, até o ponto em que se torne inviável o consumo do mesmo. O consumo é estimulado na maioria dos países simplesmente para gerar renda - e impostos -, sem os quais o governo não consegue trabalhar. Quanto maior o lucro de uma corporação, mais impostos a mesma vai pagar, direta e indiretamente. Isso não quer dizer que o modelo e processos dessas empresas seja perfeito e ideal, muitas vezes está longe de ser, mas não é preciso destruir o sistema para melhorá-lo. Uma das raízes do problema está no processo produtivo, que em vários casos precisa ser aprimorado, melhorado de forma a gerar menos impactos ambientais e igualmente ser mais justo para com os trabalhadores. Nesse ponto específico corporações poderiam adotar estruturas de distribuição do lucro para todos os seus trabalhadores, como uma cooperativa. Outro fator a ser considerado seria o retorno ao "capitalismo natural", onde passamos a comprar mais e dar mais valor aos pequenos e médios produtores que atuam nas nossas cidades, que produzem produtos orgânicos ou locais, que nem o pão que você compra na padaria da esquina. Evidente que não dá para consumir tudo desses produtores locais, mas focar em manter uma economia local e exigir que os processos produtivos dela sejam sustentáveis, já é muito mais fácil que transformar a matriz econômica de uma corporação chinesa. E outra: ciência e educação demanda sim muito investimento, principalmente ciência. E de onde os senhores acham que virá esse investimento? Resumindo: sem capitalismo, sem produção, não existem meios de se gerar capital, o mesmo que será utilizado para satisfazer os sonhos individuais, mas também é o mesmo que será reinvestido em saúde, educação, cultura, programas de inclusão social, programas de distribuição de renda, e todo o resto que tange ao bem público. A questão aqui não é substituir o capitalismo e sim adaptá-lo, moldá-lo, o que de um jeito ou de outro o próprio sistema acaba fazendo, basta lembrar que o capitalismo que temos hoje é radicalmente diferente do que existia a 50 anos atrás. Hoje, graças ao mesmo, ninguém precisa ser dono de uma fazenda ou de uma fábrica para gerar grandes somas de capital financeiro. O que precisamos é lutar por um sistema mais eficiente, sustentável e justo. Um verdadeiro capitalista sabe que quanto mais rica for uma população, e mais pacifica e tranquila for uma sociedade, mais demanda ela vai gerar, portanto não existe o menor sentido em ser contra uma melhor distribuição de renda, ser a favor da concentração de capital por uma minoria enquanto a maioria passa necessidades, isso inevitávelmente vai levar ao colapso do sistema. Numa coisa eu concordo com o Meirelles: é preciso pensar mais como cardume, entender que todos estamos ligados e quando se pensa como um capitalista, você pensa justamente em atender as necessidades dos outros, você pensa nos outros. O que você ganhar será consequência direta do quão bem você atendeu as necessidades dos outros, porém, o que deve ser combatido é querer lucrar as custas dos outros oferecendo porcarias, prejudicando outras pessoas, ou prejudicando o meio-ambiente. Ou seja, é preciso que o lucro acima de tudo seja sustentável e ético, é preciso que existem regras e um código de conduta social, pois se o lucro for buscado apenas pelo lucro, sem controle, aí sim correremos um grande risco de acabar num grande prejuízo.

  19. Egeson da Silva Postado em 09/Aug/2013 às 10:37

    - Ha tempos não me identificava em tamanho, gênero e gral, com uma exposição realística em todos os sentidos do Fernando Meirelles. - Sem sombras de dúvidas que o Povo Brasileiro cansou de ser sacaneado. E por isto, exige Mudanças no modo de se Governar; Municípios , Estados e prioritariamente a Nação. - Ou estaremos fadados a uma precoce "Guerra Civil."

  20. Isadora Lima Postado em 17/Aug/2013 às 14:53

    Fernando Meirelles, casa comigo?

  21. Rui Martins Postado em 18/Jun/2014 às 11:39

    Grande Meirelles, Que prazer ter sido seu amigo de juventude e colegas de escola, sua visão é compartilhada comigo. Essa luta por mudanças de cultura para um planeta melhor é longa e exige pessoas assim. Discordo com vc sobre a incompatibilidade dessa nova visão com o capitalismo, pois acredito que pode-se encontrar um caminho para resolver essas questões planetárias e que a inteligência humana poderá encontrar um caminho para distribuir melhor a qualidade de vida sem esgotar o planeta, é claro que não seria o mesmo "capitalismo", sem limitar a capacidade de cada um de procurar seus sonhos, oportunidades e utilizar sua capacidade de desenvolvimento próprio. As diferenças são fundamentais. Mas as outras alternativas de governança conhecidas também não darão conta da complexidade em que a sociedade vem se transformando, aliás, não é a sociedade que está ficando mais complexa, mas a nossa compreensão da realidade é que está percebendo sua complexidade. A vida sempre foi o que é, nossa compreensão dela é que muda. Efetivamente precisamos reduzir a velocidade da vida, os "fasts foods", para "low foods", "fast life", para "low life" e aproveitar mais as maravilhas deste planeta e da convivência com as pessoas, mudar o conceito de "sucesso pessoal" que hoje está totalmente relacionado com o TER, e não o SER, o VIVER. Nesta trajetória, a política, e não só a nossa, mas a de todos os países, e a planetária, também deverá sofrer imensas transformações (espero!) para uma governança mais transparente e participativa. Um grande abraço

  22. herbo Postado em 18/Jun/2014 às 19:52

    E a vida simples do Fernando hein!? deve andar a pé, morar num casebre... Esquerda Caviar modo ON.

  23. herbo Postado em 18/Jun/2014 às 20:10

    O cara sugere que um governo global é inevitável e os alucinados aplaudem, gostaria de entender onde poder concentrado nas mãos de uma única instituição pode ser de qualquer maneira algo positivo.

  24. Clóvis Postado em 20/Jun/2014 às 10:24

    As respostas são copilações de posições defendidas por diversos "interlocutores sociais". Não vejo posicionamento pessoal. Governo Global é impossível. Somos diferentes culturas, diferentes formas de agir. Encontramos mais ética nas aldeias indignas que em países tecnologicamente e cientificamente avançados. O Brasil é um país que não deu certo, assim como outros também não deram. Na realidade que país deu certo? Que país é um paraíso de felicidade? Alguns países aparentemente estão bem economicamente mas não há felicidade ali. O problema da humanidade é que ela mesma é o prolema e não há solução de convivência. A existência debruça sobre a onda. Ora estaremos como desejamos ora não. O Ser humano ainda não aprendeu isso. Também estamos a mercê de forças climáticas que podem nos extinguir a qualquer momento. O planeta tem ciclos e não podemos fazer nada. Uma tecnologia nova inventada pode calar uma discussão de séculos. Vivemos na imponderabilidade e insistimos em ser racionais. Como? O Universo está em mutação e atinge todos os corpos. Como estabelecer uma premissa 100% correta. Impossível. A história muda sem nossa participação. Melhor cada um cuidar de sua vida e procurar se útil para os outros e ver o que acontece.

  25. carol Postado em 21/Jun/2014 às 12:56

    eu achei a entrevista boa demais...me surpreende a qde de corneta q tem aquii...

  26. JOSÉ JUNOT DUARTE Postado em 21/Jun/2014 às 19:48

    ESTÁ MAIS PARECENDO UM DISCURSO COMUNISTA.

    • flavio Postado em 22/Jun/2014 às 08:42

      Nas cabecinhas binárias, qualquer tentativa de propor algo que não seja capitalismo é coisa de comuna. Ou aceita—se o modelo atual guela abaixo, com pretexto de que ele se pauta na meritocracia, ou você é um comedor de criancinhas. Sistema altamente eficiente esse n arte de reduzir cabeças.

    • Rick Postado em 24/Jun/2014 às 04:57

      O que é comunismo? Já viveu numa sociedade comunista? Que experiência de vida tem a respeito?

  27. Lúcia Helena Mendes Perei Postado em 22/Jun/2014 às 09:00

    Apenas até aqui contei 12 comentários a favor e 11 contra, incluindo os do "papagaios de telejornal". Uma singela amostragem de que estamos ainda muito divididos e que a luta pelo meio ambiente e por um mundo global mais solidário ainda está longe de nós. Mas como se faz transformação sem utopia?

  28. Ricardo Postado em 23/Jun/2014 às 00:29

    O que se propõe quando se fala em sustentabilidade, é uma nova visao do cidadão: ele tem direitos e obrigações oque nao se ve muito hj, so se fala em direito e liberdade: mas ambos estao diretamente correlacionados em igual intensidade; Para que a sociedade seja equilibrada os "cidadãos acima de tudo" devem ser equilibrados. A cobrança deve vir na mesma intensidade do seu direito. mas a cobrança inside primeiramente sobre nós, depois sobre o vizinho e assim por diante> agora colocando em nossa aldeia brasileira aonde ninguem pode cobrar de ninguem porque logo o "cidadão fica"ofendido"porque alguem cobrou dele o lixo no chão ou uma conduta perigosa no trânsito", esta discussão fica inóqua. Concordo com o Meireles, que acima de tudo devemos preencher o vazio da nossa aldeia com valores culturais e morais, para depois "resolver" as ocorrencia de ordem material.

  29. Lucas Postado em 08/Sep/2014 às 17:42

    Pra que querer gerar intriga e ser do contra, isso fortalece o ego de opiniões de vocês, um monte de comentários bons mas alguns infelizmente sempre com essa frescura, toda vez ... vamos pensar juntos, ninguém é mais que ninguém e se quiser fazer uma critica importuna ao meu comentário, continue perdendo seu tempo.

  30. MariaD Postado em 13/Nov/2014 às 12:43

    Excelente!

  31. Marilena Chauí rouba cena em debate: 'classe média paulistana é sinistra' - Pragmatismo Político Postado em 16/Feb/2016 às 19:07

    […] Fernando Meirelles: ‘Nossos sonhos não cabem no capitalismo’ […]