Luis Soares
Colunista
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América Latina 27/Sep/2012 às 22:06
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Cuba enfrenta bloqueio dos EUA com segunda revolução, diz sociólogo

Sociólogo José de Souza explica que o bloqueio estadunidense teve a intenção não declarada de impedir que Cuba fosse exitosa, mas o país caribenho seguiu seu caminho, sem o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional

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Estados Unidos mantêm, por mais de meio século o bloqueio econômico a Cuba. Foto: divulgação / Havana

“O bloqueio dos Estados Unidos fracassou porque Cuba se mantém firme e agora faz uma segunda revolução, com as novas linhas econômicas que estão sendo implementadas no país”, afirmou o sociólogo brasileiro José de Souza, em Quito, Peru.

“Ainda que as medidas coercitivas tenham deteriorado a dimensão material da existência na ilha, não foi concretizado seu objetivo explícito de derrubar o governo cubano em mais de meio século”, argumentou o especialista, em entrevista à Prensa Latina.

Em sua opinião, o bloqueio estadunidense teve a intenção não declarada de impedir que Cuba fosse exitosa, mas o país caribenho seguiu seu caminho, sem o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

Questionado sobre os motivos do cerco estadunidense, o intelectual observou que, na tese deles o que está tão mal morrerá por sua própria conta, e respondeu que é porque “eles supunham, na verdade, que o novo projeto social poderia ser exitoso e consequentemente um mau exemplo para a região e o mundo”.

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Por isso, comentou, Washington incentivou as guerras internas na região e fez com que os latino-americanos se matassem entre eles, como uma forma de tentar amputar o espírito dessas sociedades.

Reformas econômicas

A respeito das transformações econômicas que estão sendo realizadas em Cuba, declarou que cada um dos preceitos estão planejados para o êxito e contêm em si mesmo micro revoluções em coerência com o mundo contemporâneo.

Disse que todo o marco jurídico na ilha está sendo construído, com o propósito de “não de crescer e acumular, mas de incrementar a eficiência, a competitividade e a produtividade, mas com uma direção já estabelecida para o benefício comum”.

Ele citou ainda as palavras do presidente cubano, Raúl Castro, que disse que agora um dos obstáculos que se coloca à ilha é mudança de mentalidade para assumir os novos desafios.

Souza ressaltou que os projetos cubanos apontam a preservação das conquistas, com um sistema econômico ordenado para servir à sociedade e não ao mercado.

Prensa Latina e Vermelho

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Comentários

  1. José Costa Postado em 01/Oct/2012 às 01:45

    Traduzindo o que o "sociólogo" falou: servir "à sociedade e não ao mercado" significa "servir ao partido e não ao povo que trabalha".

  2. Ajuricaba Postado em 01/Oct/2012 às 21:53

    A história se repete, sempre: é uma luta desigual, tal qual David versus Golias. Pior que os americanos não reconhecem seus erros, e por terem uma força policial (assim são suas forças armadas) desmedida, querem submeter todos a sua forma de vida, que acham a mais correta do mundo. Que pena!