Redação Pragmatismo
Compartilhar
Eleições 2012 07/Sep/2012 às 01:02
11
Comentários

Arnaldo Jabor jura amor a José Serra e faz lembrar Silas Malafaia

Amolecido pelo momento ternura, Jabor dá um último conselho. Serra deveria fazer uma concessão ao “populismo midiático” e terminar de uma vez por todas com este papo de quebra de juramento

Arnaldo Jabor diz conhecer o amor do Serra pelo progresso, além de sua inveterada adesão à razão. O jornalista cineasta não se conforma com o declínio da candidatura tucana para a prefeitura de São Paulo.

Waldemar Figueiredo Filho, em seu sítio

A linguagem do Arnaldo Jabor é virilidade castiça. Faz lembrar o pastor Silas Malafaia. Em artigo no jornal O Globo de 04/09/2012, o hábil articulista partiu para o escracho geral e no final, enternecido, dedicou afetuosos conselhos para o candidato José Serra. No métrico Segundo Caderno coube exaltação viril ao lado conselhos sentimentais.

Só mesmo um gênio das palavras para conseguir tamanha façanha. Por isso, me lembrei do formato de comunicação do Silas Malafaia: cospe fogo contra seus adversários olhando fixo para uma câmara, mas, no final do programa, com música suave ao fundo, olha para outra câmera, muda suas expressões faciais e modula a voz. É claro que no close final Malafaia fala com os seus “amados irmãos”, enquanto nos enquadramentos precedentes ele arde em ira contra toda sorte de perversão dos seus inimigos reais e imaginários.

Jabor escrachou geral: o marketing político perverte os homens de bons costumes; na cena política paulista existiria um espaço da ignorância historicamente ocupado por populismos de ocasião; a classe C é formada por conservadores idiotas que andam atrás de soluções mágicas e imediatas; o movimento evangélico prospera neste espaço de gente opaca que reclama por líderes totais; a mistura entre política e religião na versão do movimento evangélico brasileiro seria o “islamismo caboclo”; líderes reacionários surgem em tempo de crise. Em suma, dentro dos impasses geram-se os canalhas.

Leia também

Quando parece que tudo está perdido… é como se Jabor olhasse para outra câmera e em close, refeito, afável, amável, aflouxa o nó da gravata e relaxa a musculatura facial. Agora não fala com a “opinião pública”, dirige-se àquele que conhece há muito tempo. Pensar no José Serra levou-o concluir que não é absurdo esperar por um redentor. O jornalista cineasta diz conhecer o amor do Serra pelo progresso, além de sua inveterada adesão à razão.

O bom amigo não falta com a verdade. Para que haja perdão é necessária a confissão de culpa. Em 2002, o Serra errou. Diante das infâmias lançadas no debate pelo inimigo Lula, que tentava macular o brilhante governo de FHC, Serra tinha que reagir. Jabor deixa transparecer a sua mágoa e acusa a linha adotada pelo marketing como a culpada pelo silêncio do amigo. Mas são águas passadas. Nas eleições deste ano o que precisa ser feito? Ora, que pergunta! Chamar imediatamente o FHC para a campanha.

Russomanno é o inimigo a ser batido. A humilde contribuição do Jabor seria a consultoria de marketing político num dos principais jornais do país. Sem constrangimento algum o jornalista cineasta escracha uns e afaga outro. Passa a mão na cabeça do Serra como conselheiro sentimental.

Amolecido pelo momento ternura, Jabor dá um último conselho. O Serra deveria fazer uma concessão ao “populismo midiático” e terminar de uma vez por todas com este papo de quebra de juramento. Que o Serra faça um novo juramento solene que caso eleito prefeito de São Paulo vai cumprir o mandato até o final. Para tanto, chame como testemunhas religiosos e juristas para dar credibilidade ao rito.

O espaço do Jabor é pequeno, por isso que não deu para nomear os avalistas do Serra. Se me permite sugestões desse negócio de mão direita na Bíblia e esquerda na Constituição para jurar, que tal o Silas Malafaia e o eminente Ministro Gilmar Mendes? Para efeito de registro audiovisual, o próprio Arnaldo Jabor podia dirigir a cena, digo, o simulacro.

Recomendados para você

Comentários

  1. Armistrong Souto Postado em 08/Sep/2012 às 11:03

    Nem sempre inteligência, ou cultura, foi sinônimo de coerência.

  2. Rael Postado em 09/Sep/2012 às 11:15

    eu sou evagélico e não sou islâmico cabloco,o que vc quer dizer com isso,é tão imbecil o que vc diz que não houve nenhum comentário rebatendo sua tese,ah,se fosse em um país islâmico aí vc iria ver a represália,de prícipio eles iriam cortar sua língua,posteriormente eles não iriam cortar sua cabeça que de tão oca eles não fariam nada,não há nada para destruir em sua cabeça mesmo.ademais vc fica exaltando seu glamour esquerdista e perece por ingnorância em desconhecer que o presidente do Irã veio ao Brasil e o própio Lula anuiu a sensura de iranianos que queriam um diálogo ainda que crítico com aquele presid. psicopata que é amiguinho do lula. ou vc é um esquerdista fanático do tipo:defensor da da democracia(rsrsrsrs) chavista, ou então aqueles entorpecidos estudantes que já foi entorpecido pela educação mraxista e esdrúxulas de história que leciona-se nas escolas brasileiras,é por isso que nossa educação é um llixo,onde passa o marxismo,tudo se corrói,seu cérebro waldemir Figueiredor precisa de um anticorrosivo urgente.

  3. Cez Postado em 24/Sep/2012 às 20:19

    Meu caro Rael, leia com atenção o texto, perceba que o assunto é a coluna do Sr. Arnaldo Jabor, e que os comentários que você imputa ao Sr. Waldemar Figueiredo Filho, autor do texto, são na verdade do referido jornalista Jabor. Procure melhorar sua interpretação de texto, leia mais e escreva menos besteira.

  4. Jonas Postado em 30/Sep/2012 às 19:53

    Não vou rebaixar todos ao mesmo nível, mas evangélico em geral odeia e crê tão cegamente em algo que sempre faz igual a esse tal de Rael, devido ao seu ódio a Esquerda, fica tão cego que não consegue ver que o que ele critica é na verdade, palavras dos seus ídolos serristas e demotucanos

  5. murilo Postado em 19/Oct/2012 às 16:18

    Esse tal de real é um verdadeiro imbecil, como ele dis evangelico, ou seja! Um cordeirinho manipulavel.

  6. murilo Postado em 19/Oct/2012 às 16:21

    Quanto a Jabor, Malafaia, esses imbecis nós ñ podemos da credito, são uns monstros, q olha apenas o proprio umbigo.

  7. Priscila Postado em 30/Oct/2012 às 20:01

    conselho para os evangélicos: façam mais caridades porque a fé sem obras não vale nada, e deixem a política laica!

  8. Pompeu Teles Postado em 14/Nov/2012 às 13:15

    Fico entristecido com o caminho que a Igreja Evangêlica (mais especificamente as Assemblêias de deus) te tomado, antes era sinônimo de uma instituição rígida e séria que servia de opção para uma verdadeira mudança de vida em todos os sentidos e não somente espiritual. Infelismente os fiéis como sempre ao invés de ler a Biblia e buscar a verdadeira essência da palavbra de Deus e vivê-la com a profundidade necessária, se deixam conduzir por lideres e pastores de condutas e aliaças duvidosas e muitas vezes nebulosas! Se a Igreja ( Assemblêia de Deus) não passar por uma reforma urgentemente, em breve será só mais uma, lamentável!

  9. Jesse Postado em 13/Jan/2013 às 02:52

    Esse Jabor é um imbecil, seus comentários delinquentes que fazem apologia ao pragmatismo reformista e fisiológica da extrema direita me da náuseas. " Classe C formada por conservadores idiotas que procuram soluções mirabolantes e imediatas" aaaaaaa, vá a merda. Bando de ladrão ( deputados e senadores ) gastam quase 700 mil reais em obras em seus em respectivos apartamentos no congresso, que aliás já são de luxo, n é solução imediata, não é, senhor Jabor?! Se este país tivesse vergonha na cara teria fechado essa Globo e acabado com tudo de ruim que ela representa.

  10. Jesse Postado em 13/Jan/2013 às 02:53

    *dão

  11. marcos Postado em 17/Mar/2013 às 21:23

    Fico pasmo com alguns comentários, em sua essência preconceituosos. O fato de ser evangélico implica em alienação? Ou seja, as pessoas não podem fazer as próprias escolhas, que se forem divergentes de alguns são "cordeirinhos"? Acho esse caminho nebuloso. Um juiz que seja evangélico é alienado? um empresário? um médico? um engenheiro? Tal discurso não leva a lugar algum. Até porque, não há como negar, é fruto de preconceito. Em qualquer lugar temos pessoas de todas as índoles, e não seria diferente no credo envangélico, mas partir desse ponto para generalização, é os que criticamos nos outros, mas acabamos fazendo.