Redação Pragmatismo
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Contra o Preconceito 13/Aug/2012 às 20:52
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O preconceito e a arrogância dos bonzinhos no debate sobre cotas

Os bonzinhos seguem fazendo sua parte para tornar o mundo pior. Numa canção inesquecível sobre a vida dos trabalhadores ingleses, John Lennon anotava: “assim que você nasce eles te fazem sentir-se pequeno…”

paulo moreira leite

Paulo Moreira Leite: “argumento do bonzinho é apenas arrogância fantasiada de caridade”.

A forma mais hipócrita de combater toda política pública de acesso dos brasileiros pobres às universidades consiste em dizer que os jovens de origem humilde não irão sentir-se bem em companhia de garotos de famílias abastadas, que puderam chegar lá sem auxílio de medidas do governo.

Por esse motivo, segue o raciocínio, iniciativas como cotas, pró-Uni e outras, iriam prejudicar até psicologicamente aqueles alunos que pretendem beneficiar, pois estes cidadãos se sentiriam diminuídos e inferiorizados ao lado de colegas cujas famílias frequentam universidades há várias gerações.

Vamos combinar que estamos diante de um recorde em matéria de empulhação ideológica. É possível discutir as cotas a partir de argumentos políticos, pedagógicos e assim por diante.

Mas o argumento do bonzinho é apenas arrogância fantasiada de caridade.

Num país onde a desigualdade atingiu o patamar da insania e da patologia, este raciocínio se alimenta de um desvio essencial. Consiste em considerar que um cidadão que não teve acesso a boas escolas desde o berço e encara o lado desagradável da pirâmide social logo depois de abrir os olhos é incapaz de raciocinar sobre sua condição e compreender que enfrenta dificuldades pelas quais não tem a menor responsabilidade como indivíduo mas como herdeiro de uma estrutura social desigual e injusta.

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É aquela noção de quem acredita que as pessoas que se encontram nos degraus inferiores da pirâmide desconhecem a origem histórica material de suas dificuldades e, intimamente, se consideram “inferiores” aos demais. No fundo, se sentiriam culpadas por usufruir de um certo “privilégio” que os ricos, bem nascidos e instruídos podem dispensar — até porque o recebem por outros meios.

A vida real não é assim. Basta visitar escolas publicas e privadas que aplicam esses programas para descobrir que a maioria dos estudantes que se beneficiam de políticas compensatorias tem um desempenho igual ou até superior a seus colegas. Alguns dão duro como os demais. Outros batalham menos. Alguns fazem amigos. Outros encontram colegas que não querem ser amigos. É a vida de verdade, como se aprende até em filme sobre adolescentes americanos. A única pergunta relevante é saber se dentro de dez ou vinte anos o país estará melhor com cidadãos menos desiguais. Alguém tem alguma dúvida?

Mas os bonzinhos seguem fazendo sua parte para tornar o mundo pior. Numa canção inesquecível sobre a vida dos trabalhadores ingleses, John Lennon anotava: “assim que você nasce eles te fazem sentir-se pequeno…”

A mensagem dos bonzinhos é essa. Os filhos de pais pobres são tão pequenos que se sentem menores mesmo quando chegam à universidade. O melhor, então, é que sejam mantidos ao longe. Pode?

Paulo Moreira Leite, Época

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Comentários

  1. Angélica Postado em 14/Aug/2012 às 10:07

    Na minha turma na universidade, no primeiro semestre, poucos admitiam publicamente que eram alunos oriundos das cotas. Especialmente das cotas raciais. Tínhamos um professor que perguntava isso abertamente para a turma. Depois, com o tempo, as pessoas foram se enturmando e ninguém mais tinha vergonha de admitir que vinha das cotas. É como foi dito no artigo: é a vida real. Alguns fizeram amizades, outros não, alguns estudavam muito, outros nem tanto... como qualquer aluno comum. Esse argumento de que os alunos oriundos das cotas "não vão se sentir bem" é realmente a maior falácia.

    • Raphael Postado em 27/Jul/2014 às 16:55

      A proposta é muito bonita e ideológica. Mas no caso de cota racial acho injusto, imagine um aluno negro, de família rica, que sempre teve acesso aos melhores colégios, curso de ingles e tudo mais. Acha justo ele precisar de cota?

      • Pedro Jungbluth Postado em 20/Nov/2014 às 17:35

        Um aluno negro, de família rica, não terá as mesmas oportunidades de um aluno branco de família rica. Sofrerá preconceitos e terá dificuldade em conseguir emprego ou relações profissionais e pessoais entro de sua classe de forma ímpar. Nisso seu argumento se perde.

  2. Leandro Coelho Postado em 14/Aug/2012 às 10:28

    No início fui contra as cotas, mas em segunda análise percebi tratar-se de uma medida emergencial e necessária, que certamente gerará bons frutos a longo prazo. A ideia é quebrar "artificialmente" o ciclo de exclusão das pessoas negras (notoriamente mais pobres) que levariam muito tempo para terminar. Logo, penso que, assim como foi feito nos EUA, o sistema de cotas deve ser temporário, e não será mais necessário daqui a 30 ou 40 anos, quando então, os filhos daqueles que foram arrancados da roda viva da exclusão poderão ter seus cursos pagos por seus pais (que estudaram pelas cotas) ou então, terão uma educação mais sedimentada para enfrentarem os exames de admissão do ensino superior público. Parabéns ao Brasil. Na verdade, parabéns ao governo Lula/ Dilma por implantarem essa ideologia, o que certamente não teria ocorrido no governo do PSDB, por contrariar os interesses das elites internas e externas ao aumentar o nível de educação do povo, o que diminui o poder de controle e exploração das massas. Afinal de contas, um povo educado vota melhor, exige mais os seus direitos trabalhistas, exige políticas de distribuição de renda, etc...

    • B. Ferreira Postado em 23/Jun/2015 às 12:12

      EXCELENTE COMENTÁRIO!

    • Iane Postado em 28/Nov/2015 às 22:21

      Leandro Coelho, diante de tantos comentários carregados de ódio, o seu foi como uma luz. Eu reli e confesso que nunca vi opinião mais sensata. Se todos pensassem assim, o Brasil seria melhor.

    • Rogério Santos Postado em 31/Jan/2016 às 14:49

      A ideia é exatamente essa. Quebrar o ciclo da pobreza/ignorância! Parabéns pela análise lúcida e responsável.

  3. Jordão de Barros Postado em 14/Aug/2012 às 11:07

    É importante salientar que esses programas são criados para passar mel na boca dos pobres. Não se pretende mudar a estrutura social que aí está. Isso estámuito claro, nem é preciso teorizar muito a respeito para entender. Os estudantes das classes pobres vão para cursos menos recompensados após formados. E esses cursos vão ficando cada vez mais precários. PODE?

  4. Alana Postado em 14/Aug/2012 às 11:33

    Jordão, sua visão é um tanto preconceituosa, sabia? Você não deve conhecer a realidade dos alunos agraciados por estas políticas de inclusão. Eu sou totalmente a favor, tanto de cotas raciais (era contra há algumas semanas, mas mudei totalmente minha opinião), cotas sociais e o programa do governo Universidade para Todos. Tanto que conheço muitos cotistas que se destacam. Inclusive uma prima minha, que se formou atrvés do benefício do ProUni e logo no primeiro exame da OAB ela passou, sendo que muitos abastados que estudam em uma UnB da vida, não conseguem aprovação neste exame. Conheço outro que fez faculdade pelo também ProUni e foi fazer um mestrado no MIT (EUA). Não podemos generalizar, estes programas possuem muito mais bônus que ônus. Num país que vivemos, com todo o contexto histórico da discriminação dos menos favorecidos em qualquer área, essas políticas vêm a calhar para o benefício de muita gente. P.s.: não venha falar do nível que o ensino superior no Brasil enfrenta, pois eu sei que o nome já diz "superior", deveria ser usado para criação de uma classe intelectual, onde só os melhores deveriam entrar, mas estamos no Brasil e ensino superior no arquétipo da questão já se esvaiu há muito tempo. O nível do ensino superior no Brasil não é culpa dos estudantes, e sim do Estado. Isso levaria mais várias linhas para expor toda essa problemática. Encerro aqui.

  5. Gabriel Postado em 14/Aug/2012 às 12:55

    E como fica a qualidade do ensino nas faculdades? É inegável que os alunos oriundos das cotas chegam às instituições de ensino superior com uma desvantagem pedagógica consideravelmente grande, pelo fato de terem tido um ensino básico de má qualidade. Assim o critério de proficiência fica relegado a segundo plano, o que sem dúvida acaba por acarretar na perda de qualidade das nossas já problemáticas universidades. Se se deseja corrigir a desigualdade da estrutura social brasileira, o melhor a fazer é dar a todos os estudantes de escolas públicas um ensino básico de excelência para que assim possam competir intelectualmente de igual para igual com aqueles que vieram de colégios particulares. O restante é populismo, que aliás pode ter um preço caro à qualidade do nosso ensino universitário.

    • Leonardo Postado em 05/Jul/2014 às 14:18

      A desvalorização do trabalho e do trabalhador remete a uma grande demanda de pessoas em busca de "qualificação" fazer cursos de Graduação e Pós-Graduação carregar o currículo de "títulos" para ter a oportunidade pelo menos de ter uma renda justa, onde possa viver com dignidade, o que deviria acontecer na sua remuneração enquanto trabalhadores diversos de nível técnico.

    • Elson Postado em 14/Jul/2014 às 08:00

      Os alunos oriundos das cotas raciais só entrão se atingirem a média estabelecida pelas faculdades para entrar que é a mesma média para qualquer aluno entrar em sua faculdade, tornando-se apto, os que não atingem a média não entrão, assim como qualquer canditato a única diferença está na concorrência, você também não pode afirmar que todos os alunos de escola pública tem ensino de má qualidade pois existem diferentes tipos de escolas públicas tanto ruins como boas, seria o mesmo que afirmar que todas as escolas particulares são boas, surgiro que você leia um pouco mais antes de emitir uma opinião sem embasamento

      • Gabriela Postado em 01/Nov/2015 às 17:33

        Amigo, procura as notas do último e primeiro classificado de uma universidade qualquer( recomento-te a ufrgs) que verás que a diferença entre as notas em cotas raciais difere muito do acesso universal e até das cotas apenas para colégio público.

  6. Fabio Mesquita Postado em 14/Aug/2012 às 13:17

    Honestamente achei que o colunista Paulo combateu um argumento bocó com outro mais ainda. Ele não menciona quais sao as pessoas que vem com essa historia de que os cotistas nao se sentiriam confortaveis entre gente cheia de gente da grana, e se essas pessoas que disseram essa coisa juvenil tem alguma relevancia no debate. Se as pessoas fazem amigos ou nao na universidade é irrelevante, as pessoas fazem amigos em qualquer instituição, mesmo num ambiente competitivo como uma empresa. A questao importante é se os cotistas levarão a universidade a sério, estudarão e aplicarão seus novos conhecimentos decentemente, o que eu acredito que pode acontecer. Se alguem viesse com esse argumento contra as cotas, eu me limitaria a rir por dentro com a ingenuidade da criatura, e nem me daria ao trabalho de escrever uma coluna a respeito disso.

  7. Rafael Postado em 14/Aug/2012 às 14:16

    Sou totalmente contra as cotas, tanto raciais quanto sociais. Não por achar que as faculdades vão perder qualidade ao se dar vaga a estudantes oriundos de escola pública ou que tem uma específica cor de pele, mas por ter certeza que as cotas não são uma medida que visa melhorar o ensino e sim favorecer uma classe da sociedade. As pessoas tendem nesse debate a separar o país em milionários e miseráveis, quando na realidade não é bem assim que funciona, as pessoas que estão entrando na faculdade pelo sistema de ações afirmativas não estão tirando a vaga de ricos, pois estes vão ficar fazendo cursinhos preparatórios por uma quantidade indefinida de anos e vão acabar entrando na faculdade pública de qualquer forma, essas vagas estão sendo tiradas de famílias de classe média que os pais trabalham para colocar os filhos em uma escola particular com educação superior porque acreditam que a educação é importante e estes estão disputando uma vaga com até 70 outros candidatos, muitos na mesma situação, muitos com anos a mais de preparação. O Brasil só irá encontrar uma resposta para a questão de vagas nas universidades públicas, e essa discussão é muito mais importante do que a discussão de como estão sendo ocupadas as vagas existentes, quando as faculdades tiverem vagas para todos. O país está numa discussão fervorosa sobre quem das 30, 40 ou até 80 pessoas que se inscreveram a uma vaga em um curso de uma universidade pública deve cursar esse curso quando deveria estar discutindo porque as outras 29, 39 ou até 79 PESSOAS não tem acesso a esse curso superior, sem qualquer discriminação afinal somos todos pessoas. Vou até mais longe em comentar que os professores que vão dar aula para esses alunos, cotistas ou não, estão boa parte em greve, na luta por reconhecimento social. Quanto ao P.s. da Alana eu acredito que o fato do ensino superior ter se tornado mais importante tem muito mais a ver com o desenvolvimento tecnológico, científico e humano do que com o estado. Darei o exemplo da engenharia que é a área em que estudo, os sistemas de engenharia e de todas as engenharias estão se tornando cada vez mais complexos, de forma que alguém que não tiver capacitação considerada superior não é capaz de trabalhar com isso. O curso de graduação se torna cada vez mais a base do conhecimento, e dai nossa única opção como nação é nos assegurar que esse conhecimento base para o trabalho e desenvolvimento do país seja assegurado a toda a população, e é isso que não está sendo feito e não está sendo discutido =|

    • Cacau Postado em 17/Nov/2013 às 13:13

      Entendo seus motivos para não ser a favor das cotas, mas como bem deve saber os motivos são vários. Destaco entre eles, no caso da cota para negros, uma retratação do país à anos de escravatura, ao fato de ter colocado os negros à margem da sociedade quando decidiram trazer e REMUNERAR os italianos após a abolição da escravatura, deixando os negros em situação ainda mais miserável. Esse te parece ser um bom argumento para as cotas?!

  8. Raquel Postado em 14/Aug/2012 às 19:04

    Alana, seu comentário é excelente. Também sou favorável as Cotas e, principalmente, ao ProUni. Tenho duas irmãs que entraram na faculdade pelo ProUni e hoje estão formadas. Foi com essa oportunidade, com esse curso superior que concluíram, que hoje estão empregadas num local decente e tocando a vida. Eu também entrei na faculdade pelo ProUni, mas ainda tenho dois anos pela frente até me formar, mas sou muito grata ao programa e a oportunidade que me foi dada. Vejo muitas vezes cotistas na faculdade com dedicação que não vejo em não cotistas. Acredito que deva ser assim em outros lugares.

  9. Camila Postado em 15/Aug/2012 às 10:34

    O problema todo está na escola pública. É isso que tem que melhorar, e muito, diga-se. Sanando-se este problema, pronto, não teremos mais discussões sobre cotas. Enquanto isso não acontece (e tenho fé que um dia a coisa melhora), sou a favor das cotas. Acho que TODOS tem o direito de se sentar numa cadeira de faculdade e, de preferência, de qualidade. Não interessa se fulano é branco, preto, rico, pobre, feio ou bonito. O que interessa é o que está por tras destas ações, é como isso refletirá lá na frente. Educação é a solução. Não podemos mais aceitar essa segregação, esse preconceito velado. Essa coisa "cultural" de valorização do 'TER". "Eu tenho, você não tem", dizia a propaganda da tesourinha. Chega disso! Educação de qualidade é dever do estado e direito de todos, tal qual a saúde. Abs.,

  10. Gilvan dos Santos Postado em 15/Aug/2012 às 11:53

    Camila pontuou muito bem só que, acredito que o problema vem muito antes. Somos filhos de uma geração que se forma de acordo com as pessoas que trabalham para formar nosso futuro. Os negros são filhos de uma geração que esa atrasada 300 anos( período da escravidão). Enquanto os brancos iam para o Rio de Janeiro estudar Direito e Adm, os negros estavam trancafiados em senzalas, privados do direito mínimo à educação, ou seja, os brancos curtiram de, no mínimo, 300 anos de cotas de 100% e, isso, gerou toda essa disparidade que aí se encontra.Se for verificar, em salvador, por exemplo, 80% das pessoas são de cor negra(A Tarde, 21/05/12) e quando vamos observar a renda, isso se inverte. Nesse sentido, o sistemas de cotas tenta eliminar, em bem pequena parte, essa crueldade que foi colocada aos negros de nosso país, por essa geração perdida. Quem é contra o sistema de cotas é por que desconhece ou renega sua própria história.

  11. gilda Postado em 15/Aug/2012 às 13:33

    Eu sou contra as cotas para alunos das escolas públicas. O acesso tem que ser pelo desempenho e não por ser 'supostamente' pobre. O que é pobre é o ensino que precisa criar mecanismos artificiais para aumentar o índice de alunos que saem das escolas públicas e acessam o ensino superior gratuito. Para mim isso é uma farsa transvestida de programa social. FHC fez alterações no ensino fundamental/médio que destruíram o ensino público. O que veremos no ensino superior? Há ainda a questão que nem todo mundo que estuda em escola privada é rico. Existem bolsistas e existem pais que se descabelam para pagar mensalidades. Então o sistema de cotas não é justo pois ele nivela somente pelo lugar de onde você estudou e não a sua situação econômica/social de fato. Para mim é mais um lobo em pele de carneiro. E, ainda, é justo que um aluno que estude pra caramba perca a vaga para outro que tem NOTA DE CORTE MUITO MENOR? Isso é que é garantia de direitos? Pra mim é mais uma forma de discriminação. ACESSO JUSTO ÁS UNIVERSIDADES PÚBLICAS!

  12. Luis Postado em 15/Aug/2012 às 15:53

    Ainda bem que condição social escolhe cor no país... ufa, brancos, vocês se salvaram.

    • eu daqui Postado em 23/Jul/2014 às 12:25

      O que me salvou e salva é gostar de ser o que sou e não me sentir vitimizada com direito a nazirevanchismo. Quem assim se sente jamais será salvo nem por cotas nem pela mega da virada.

  13. Luciana Postado em 15/Aug/2012 às 16:58

    Gilda que postou em 15 de Agosto e o que fazer com as pessoas que não podem se matar pra pagar uma escola pros filhos? Quantas pessoas em escolas pagas são bolsistas numa escola que tenha uns 2000 alunos? Então uma pessoa que estuda em escola pública não pode realizar seu sonho de estudar ensino superior O que eu concordo é que temos que melhorar todos os níveis de ensino,mas já que temos as cotas então quem precisa que se beneficie delas Bom o que esperar você deve ser alguém que mora em um bairro bom e nada sabe das mazelas da vida e acha que sua empregada deve ser sempre sua empregada e não deve evoluir na vida Pra mim você é apenas mais uma cabocla querendo ser inglesa

  14. mara santos Postado em 16/Aug/2012 às 01:39

    GENTE NA época da Ditadura, todos estudávamos em colégios públicos excelentes, com excelentes professores éramos de classes sociais diferentes mas todos nos sentíamos bem sem preconceito, ao contrário foi a melhor época em minha vida na qual tive meus grandes amigos , melhores passeios e trabalhos em grupo e nem ao menos nos interessávamos na classe social ou na cor de cada um, apenas éramos felizes e grandes amigos, em um convívio muito bom!!

  15. Vidal Barbosa Postado em 18/Aug/2012 às 08:15

    Se nós tamos(propósital) vindo de escola pública porque não continuar? Viemos de uma EM depois EE e agora temos direito de continuar em uma UF e cota é para esta sequencia que é direito de todos. Quem estudou em EP(Escola particular ou provada) que continue na UP(universidade Particular ou privada), oras bolas!

  16. Raul Pagani Viana Postado em 20/Aug/2012 às 19:12

    O Brasil tem 50% da população NEGRA, e os outros 50% mistura de descendentes dos outros 3 cantos do mundo. Agora responda, quantos negros tem na sua sala? Quantos professores negros já te deram aula? Estão todos reprimidos, sem espaço na sociedade, se as cotas não estivessem dando certo, com absoluta certeza não existiriam mais. Nosso país chegou no fundo do poço e temos que admitir que é necessário esse tipo de incentivo entre vários outros, não só para negros.

  17. David Postado em 21/Sep/2012 às 15:44

    Eu nos meus dois primeiros anos de curso na universidade eu me sentia totalmente inferior aos demais colegas da minha turma, mas ao longo do tempo percebi que eu era tao dedicado, tao bom quanto qualquer outro aluno do curso que eu estou cursando! Gostei muito do seu texto, concordo plenamente com sua opiniao! e fico feliz por saber que existem pessoas que tratam o assunto com respeito! Boa tarde

  18. Maurício Postado em 27/Sep/2012 às 13:07

    Quem fez uma faculdade pública de qualidade sabe muito bem que terminá-la é um grande avanço, porque entrar, antes das cotas, e principalmente na minha época, dependia muito mais do CURSO PRÉ-VESTIBULAR que você tinha feito, por isso a faculdade era abarrotada de pessoas oriundas de classes nada populares e de cores não muito variadas. É durante a faculdade que o aluno demonstra sua capacidade, porque os professores não pegam leve com ninguém. Um aluno, cotista ou não, só termina o curso se for bom. O que interessa é terminar e não como se entra. Vestibular sempre ajuda a quem tem como pagar o pré... é macete puro.

  19. Antônio Gastão Postado em 22/Oct/2012 às 12:54

    O texto é absolutamente desonesto. Durante meu mestrado em Educação eu passei um ano lendo tudo que encontrava a respeito das cotas e jamais encontrei um artigo acadêmico ou jornalístico que usasse este argumento asinino: "os jovens de origem humilde não irão sentir-se bem em companhia de garotos de famílias abastadas". O autor do artigo acima inventou um argumento idiota apenas para poder destruí-lo. Ele ataca o absurdo que ninguém disse. O nome disso é desonestidade intelectual.

    • Gustavo S Postado em 22/Oct/2012 às 17:46

      Antônio, não acuse os outros de cometerem desonestidade intelectual só porque o seu mestrado foi limitado, superficial e não abrangeu outros tipos de abordagens. Bem melhor do que seu mestrado, o argumento do autor reflete, sim, a realidade prática. Sugiro que saia um pouco da cadeira e viva mais.

  20. KARINE Postado em 29/Oct/2012 às 15:50

    AOS QUE FALAM AS BESTEIRAS do tipo " COTAS É BOBAGEM, COTAS É UM SISTEMA DE FACILITAR A VIDA DO POBRE" É FÁCIL FALAR SEM CONHECER O SIGNIFICADO DE TUDO ISSO NA VIDA DE UMA PESSOA, é fácil ser riquinho, pousar de playboy, difícil é abrir os olhos para o passado, os negros, índios, pardos, de alguma forma ou outra sempre foram menos que os brancos, chegou a hora de tentar equilibrar essas contas, NOSSOS ANTEPASSADOS NEGROS FORAM TORTURADOS, OBRIGADOS AO TRABALHO ESCRAVO ENQUANTO OS BRANCOS JÁ ESTUDAVAM DIREITO, MEDICINA, ODONTOLOGIA, ADMINISTRAÇÃO EM SALVADOR, NO RIO DE JANEIRO! parem de negar um direito que é dessa classe oprimida, que desde cedo tem de trabalhar para ajudar no sustento da família, enquanto os playboys estão estudando inglês e indo ao shoping comer um mac donalds. GOSTARIA QUE TODOS QUE CRITICAM NASCECEM NO NORDESTE, MAS LÁ NOS CAFUNDÓ, TENDO QUE TRABALHAR DESDE OS 6 ANOS DE IDADE OU ANTES PARA SABER OQUE SIGNIFICA UM DIREITO DE COTAS!!! pensem reflitam. PARA MIM O ÚNICO SISTEMA QUE DEVERIA EXISTIR É : É RICO , ÓTIMO VAI PAGAR SEUS ESTUDOS SEU FILHO DA PUTA MIMADO DO CARALHO! AS VAGAS SÃO PARA OS POBRES, ÍNDIOS, PARDOS, NEGROS E POBRES DE QUALQUER COR!

    • Pollyana Postado em 17/Feb/2014 às 20:56

      que mimimi de ressentida invejosa! e preconceituosa também! não é por aí não, querida!

    • eu daqui Postado em 23/Jul/2014 às 12:28

      Desde quando cota ou qualquer outra esmola coitadista tira nordestino explorado lá dos cafundó? Só podia mesmo ser raciocinio de pró-cotas.

  21. João da Silva Postado em 03/Nov/2012 às 23:55

    Populismo é uma m. não? Prejudicar um número enorme de estudantes que tem competência para ocupar uma vaga para fazer caridade com pessoas sem qualquer competência ... Só nesse país de m. mesmo! Essa locatária não vai durar um semestre em um curso sério! Só falta colocarem progressão continuada nas universidades agora! Cada uma viu!

    • Vanessa Postado em 16/Jun/2014 às 15:10

      Quem faz caridade é religião, Estado produz Garantia de Direitos. Estude história do Brasil e volte ao debate com mais argumentos, seu preconceituoso.

      • eu daqui Postado em 23/Jul/2014 às 12:31

        Então aqui não tem Estado. Só se for terminal. Cota nunca foi garantia de direito. Garantir direitos é oferecer saúde e educação públicas, gratuitas e de qualidade de forma universal. Ah, mais uma coisa: religião também não faz caridade, faz é atrocidade.

  22. Isabel Postado em 08/Nov/2012 às 17:51

    Eu tenho um motivo para ser contra cotas, e esse motivo é que estas servem para mascarar o problema de educação pública no Brasil. Porém isso quer dizer que, se forem tirar cotas de escola pública, primeiro têm que fornecer condições ao ensino público para aprovar seus alunos regularmente em universidades. Então, nesse contexto que estamos, a cota de ensino público é necessária (na minha opinião). Sou contra cotas raciais, pois as acho preconceituosas em sua formulação. Sobre esse argumento "eles vão se sentir mal".. Nunca ouvi ninguém dizendo isso. A frase soa arrogante e falsa, não consigo pensar em alguém dizendo isso sem perceber. Só porque talvez haja choque social então é melhor que nem mesmo tenham a chance?

    • Vanessa Postado em 16/Jun/2014 às 15:13

      Isabel, as cotas são medidas emergencias diante da situação que nosso Brasil se encontra. Em consonância, um projeto de permanência também é necessário e, a saber que só dispomos de 24hs ao dia e não conseguimos acompanhar todos os dados, não dá para afirmar que isto não acontece porque simplesmente não conhecemos profundamente as realidades nas universidades. Cotas é oportunidade a quem, historicamente,teve esse direito usurpado. Não baseia o argumento em'eu ouvi ou nunca ouvi alguém sofrendo racismo', porque, muits vezes, nossa caverna nos impede de enxergar a realidade que é dura e crua e que tem sim excluído muitas pessoas.

  23. Maurílio Nascimento Postado em 09/Nov/2012 às 18:13

    A questão das cotas envolve bem mais do que imaginamos. Envolve condições de oportunidades, fator racial e fator social. Não se pode dizer que, por exemplo no Estado de São Paulo, os alunos das escolas públicas (mesmo aqueles mais aplicados) tem as mesmas condições de oportunidades dos alunos das escolas particulares. O programa educacional oficial proposto tanto na escola pública quanto na particular é o mesmo. E aí começam as diferenças: na escola pública não são dadas as mesmas condições para o professor trabalhar e para o aluno aprender. Daí, o programa oficial que é aplicado na escola pública é cortado, retalhado, suprimido em parte ou em sua totalidade. Basta ver o programa para a realização do vestibular para quem quiser estudar na USP, que é aplicado pela Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular): os alunos da escola particular o tem em pelo menos 90% de sua totalidade, enquanto que na escola pública o aluno não tem acesso a pelo menos 40 ou 50% deste conteúdo. Sem falar na língua estrangeira que é exigida para a prova vestibular e que está praticamente extinto do ensino fundamental (a partir da 5ª série) e do ensino médio. Pergunto então: as oportunidades são iguais? É claro que não, basta fazer uma breve visita às salas de aula da USP e constatar que mais de 90% dos alunos que lá estão são oriundos das escolas particulares e pertencentes à familias abastadas e tradicionais. Sou a favor das cotas raciais e sociais, que permitam aos afrodescendentes, indígenas e aos brancos pobres que estudaram desde o jardim de infância ao ensino médio em escola pública, que tenham asseguradas vagas em universidades públicas e gratuitas, até que o Estado proporcione a todos igualdade no ensino básico, fundamental e médio para que possam concorrer em igualdade de condições com os alunos das escolas particulares. Lembrando apenas que o negro rico também é discriminado pela sociedade, e que para alcançar o mesmo status do branco rico tem passar por provações de no mínimo dez vezes superior, para provar seu valor.

  24. Ana Lellis Postado em 10/Nov/2012 às 18:29

    Vou dizer o que disse numa outra postagem e, se alguém contestar, paciência, pois eu leio quase tudo o que encontro e às vezes nem volto nalguma anterior. Pra mim, uma coisa é básica, curta e grossa: quem não precisa, não entende, nem se põe no lugar dos outros. Fica no blá, blá, blá, como se tivesse algum prejuízo. Quando eu estudava, cansei de ver os sem problemas sociais (tipo brancos, filhos-de-pais-ricos e influentes) ocuparem a vaga por que precisavam tirar diploma, seguir a mesma carreira e também viverem nas farras, sentarem no fundão e darem em cima das garotas, pois estavam bem garantidos, além da vaga. Ah, e na ditadura militar, a gente vivia sendo enganado por uma falsa paz e um ensino limitado.

    • Leonardo Postado em 05/Jul/2014 às 14:31

      Existem dois discursos: aqueles que passam pela situação de pobreza e exclusão e os que não passam, talvez se uma pessoa que teve acesso a todos os bens materiais e sociais que nossa sociedade produz tivesse nascido pobre e excluído queria escutar se teria o mesmo discurso de elite.

  25. Nadia Postado em 14/Nov/2012 às 23:37

    Nunca tive uma opinião muito definida sobre cotas raciais e sociais por ler muitas visões diferentes sobre o assunto. Há várias vertentes interessantes, com bons argumentos e boas justificativas. No entanto, ao ler os comentários neste post me surgiu outra visão. Quem nasceu em berço de ouro, é branco, loiro e de olhos azuis sempre terá o mundo ao seu lado, por definição. É fácil ver nas universidades, públicas ou particulares, que quem está lá teve todo o alicerce familiar e financeiro para chegar lá. Os pais da maioria dos meus colegas da graduação tem ensino superior. O fato é que existe muita desigualdade no nosso país (na verdade, no mundo todo, mas temos que resolver os nossos problemas aqui dentro). Oferecer cotas nas universidades públicas e de qualidade para negros e pobres - para os "excluídos" do sistema - é dar uma chance para que esta "classe" saia da miséria social a qual foi confinada. Não gosto de separar pessoas, pois não se separa coisas que são iguais na sua essência. Mas a partir do momento que um sujeito tem uma oportunidade de sair da sua vida miserável e estudar e ter um emprego e futuro dignos, certamente as suas gerações posteriores seguirão seus passos, pois este sujeito tem, então, como oferecer o alicerce familiar e financeiro para seus filhos que ele não teve quando queria entrar na faculdade. É uma chance de entrarmos numa roda diferente da que vemos hoje, em que os cargos de mais alto nível estarão cada vez mais homogêneos em cor e origens. Neste sentido, acho que sim, eu defendo as cotas raciais e sociais.

  26. patricia Postado em 25/Nov/2012 às 18:56

    Queria ver algum post sobre cotas realmente imparcial ou, pelo menos, embasado neste site. Dados sem significância estatística e conclusões direcionadas por opiniões pessoais parecem predominar por aqui.

    • Gustavo S Postado em 26/Nov/2012 às 14:42

      Patrícia, imagino que o seu conceito de post imparcial sobre cotas seja algum conteúdo de repúdio às cotas. Pelo que conheço deste site, você não verá nada neste sentido por aqui. O site tem posição definida sobre a questão e se posiciona abertamente favorável às cotas.

    • eu daqui Postado em 23/Jul/2014 às 12:32

      Toda opinião é pessoal e a subjetividade é direito de todos dentro dos limites legais.

  27. Sam Postado em 03/Dec/2012 às 16:23

    O sistema de cotas é apenas um paliativo, um tapa buraco para um problema muito maior que é a educação nas escolas públicas brasileiras. Essa história que os cotistas ou alunos do prouni não vão acompanhar é balela, sabe-se que todos têm a mesma capacidade, intelectual e psicológica, de assimilarem o conteúdo. A questão é muito simples, eu sou cidadã e pago meus imposto para ter acesso a universidade pública. Se já não há vagas suficientes, outro problema grave, o mínimo que deveria acontecer é eu ter minha nota julgada com a mesma imparcialidade, para que quem merecer de fato fique com a vaga. Se o sistema de cotas fosse apenas passageiro, medida temporária enquanto uma reforma na educação pública de base está sendo feito, seria uma medida positiva. Porém esse não é o caso e só aumenta como sempre a injustiça no Brasil, que é um país que não é feito de A + B, ricos e pobres, mas de uma pequena porcentagem rica, com uma classe média gigante que é sempre esmagada. Outro questionamento muito sério: Sou filha de uma negra, em minha família houve escravidão, tenho na minha história as marcas da injustiça do Brasil, porém minha mãe casou com um branco, nasci branca e sou classe média. Sou tão afrodescendente quanto qualquer outro. O que quero ilustrar é que as coisas nem sempre são tão simplistas.

  28. Pablo Vieira de Mendonça Postado em 18/Dec/2012 às 01:13

    Acredito que HÁ dívida histórica com as populações contempladas pelas cotas. Não acredito em RAÇA. Acredito em espécie HUMANA e só tem uma. Essa política deve ser provisória, até que as gerações se resolvam. O certo, o justo é, ALÉM do assistencialismo VERGONHOSO E CÔMODO, existir uma POLÍTICA DE REFORMA GERAL NO ENSINO.

  29. Pablo Vieira de Mendonça Postado em 18/Dec/2012 às 01:17

    ... mas parece que no Brasil não há INTERESSE ou políticos com PEITO para enfrentarem de vez essa tarefa. Exemplo-Pergunta: Existe algum PROGRAMA GERAL DE ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO? ( Estou quase certo que não. )

  30. Pablo Vieira de Mendonça Postado em 18/Dec/2012 às 01:18

    ...e por aí vai o traço de omissão que nosso governo insiste em manter.

  31. Priscyla Postado em 18/Dec/2012 às 01:47

    Li todos os comentários para me sentir inserida apenas no ultimo deles. Também acredito que as cotas, apesar de ser uma medida temporária, nao funcionaria com este sentido no país. Como investir em educação é mais burocrático, demorado, de resultados inexpressivos a curto prazo (politicamente falando) é melhor criar essas falsas ilusões de que o ensino está mais democrático e acessível a todos. Assim como o ultimo relato tenho traços negros, porém cor de pele branca, pq na familia da minha mae ela é a unica branca que casou com um branco...da minha familia sou a unica branca de olhos claros, porém minha familia nao teve oportunidade de acesso ao estudo superior, tampouco tiveram vontade disso...estudei e tive acesso por sorte e esforço do meu pai que se manteve num emprego capaz de investir nos meus estudos....por isso q essa questão de cotas é tão emblemática na realidade brasileira. Acredito que se as cotas viessem junto com um programa de melhoria da educação de base ganharia mais adeptos...mas da forma q as políticas no Brasil sao implementadas, com cunho absolutamente populista, sem a intenção de lidar de fato com os problemas, nao acredito que seja politicamente interessante o investimento de verdade na educação de base. Sabemos que a saude tem dinheiro mas sofre com a má gestão. A educação, por sua vez, nao tem nem gestão, quanto mais dinheiro para os devidos investimentos...um plano federal como ja foi sugerido pelo senador Cristovao Buarque pode ser o caminho para melhoria do sistema educacional do país como um todo e nao na ilusão de que o acesso aos cotistas resolverá a desigualdade do país, diminuirá o preconceito...tais questoes sao combatidas com a devida educação, esta sim desde o início da vida deve ser a de melhor qualidade, coisa que nao vemos no nosso país... Outra discussão importante que as cotas proporcionam é o nível superficial que está sendo ministrado nas faculdades, que em sua maioria só servem para fomentar e inchar o mercado, deixando a qualificação em segundo plano. É um ambiente rico em informação mas pobre d conhecimento, principalmente as particulares. Como nossa sociedade se contenta em sua maioria apenas em consumir esse modelo atende as necessidades basicas da nova classe C totalmente estimulada ao consumo e passa a ilusão de qualidade de vida, mesmo que endividados e nao sei quantos anos comprometidos financeiramente com as dívidas. Enfim, sao muitos pormenores a serem analisados e as cotas sem o investimento na educação de base acredito que seja uma política populista que diferente do previsto nao será temporária...

  32. messias gonçalves Postado em 18/Dec/2012 às 10:34

    Só gostaria de fazer uma pergunta sobre cotas: Se o cidadão teve dinheiro para pagar colégio particular para o filho até o ensino médio, por que não estudar em uma faculdade particular também e deixar a pública para aqueles que sempre estudaram em escolas públicas? As cotas deveriam ser inversas, deveria ter um percentual limitado para os abastados.

  33. Pablo Vieira de Mendonça Postado em 19/Dec/2012 às 16:25

    Priscyla disse: "que em sua maioria só servem para fomentar e inchar o mercado." Disse bem e estendo seu pensamento aos não-cotistas também. Há um verdadeiro ASSÉDIO para que as pessoas ingressem na faculdade e a maioria delas, usa o diploma para concurso público em outra área. Vejo poucos interessados no profissão do curso. ... enquanto isso, CADÊ O INVESTIMENTO EM CURSO TÉCNICO? Os técnicos são ABSOLUTAMENTE necessários e no entanto, no Brasil são segregados e recebem mal. As pessoas devem ESCOLHER uma profissão e não SEREM EMPURRADAS a nada. Precisamos de bons advogados assim como precisamos de bons padeiros. Eu não vejo diferença de status quo... mas... de uns tempos para cá, só se fala nisso. Deprimente.

  34. Jailton de Freitas Neves Postado em 20/Dec/2012 às 14:54

    Será que todos estes que postaram comentários acima são negros?Vivenciam na pele o que é ser negro no Brasil?Pois bem,sou negro,de ascendência negra e sei muito bem o que as políticas afirmativas contibuem para melhoria da qualidade de vida do povo negro.Não precisa muita falácia para verificar que o preconceito racial no Brasil é histórico e trouxe graves desigualdades.Garanto que a forma de mudar essa realidade é através do acesso á educação,por meio de sistemas de cotas e politícas afirmativas por parte do Estado que envolvem também o investimento na educação desde as primeiras séries do ensino infantil até o ensino fundamental,médio,técnico e superior. Sou Negro,portanto COTAS JÁ,não somente para as vagas em universidades,como também nos cargos públicos.

  35. Fabiana Farias Postado em 21/Dec/2012 às 07:42

    Só não entende o caráter de urgência no sistema de cotas, quem não precisa delas. Quer dizer que os alunos de escolas públicas devem esperar sentados haver uma reforma profunda na educação básica no Brasil? Com sorte, verão seus netos ou bisnetos se beneficiarem disso! Até lá, eles devem se conformar com o que tem. Eu sou bolsista do Prouni. Eu sempre estudei em escola pública. Conclui o ensino básico no EJA (antigo supletivo). Eu não reprovei em nenhuma disciplina. Meu desempenho foi melhor do que o dos alunos não bolsistas. Inclusive de alunos de classe média, que sempre estudaram em escola particular e não conseguiram entrar numa faculdade pública por pura incompetência. Esses mesmos passaram todo o curso colando para passar. Agora, quem nivela o ensino por baixo?

  36. Renata B. Postado em 07/Jan/2013 às 16:07

    Cotas: desde quando medidas imediatistas levaram um país ao pleno desenvolvimento?

  37. Pablo Postado em 29/Jan/2013 às 23:11

    Renata B., é fácil falar de barriga cheia, pele branquinha, filhinha de papai com mamãe, sempre teve tudo nas mãos. É sempre assim, que não sabe rezar, xinga a mãezinha que deu tudo para a filhinha, escola particular, automóvel para levar e trazer a barbie da faculdade. A questão das cotas não é de imediato um "pleno desenvolvimento" do país, como a queridinha do papai está proferindo, a questão das cotas é justamente ascender os negros dentro das faculdades, nivelar, já que nas faculdades quem impera é Renata B e sua turma de pele branca que não aceita entrar numa sala de aula e vê-la ocupada por metade de alunos negros e metade brancos. Me fez lembrar uma charge de sobre Joaquim Barbosa que diz assim: "Esse negro doutor não precisou de cotas para se tornar juiz da mais alta corte do Brasil" a questão das cotas é isso: ENTÃO, PORQUE ELE É O ÚNICO NEGRO LÁ DENTRO DA MAIS ALTA CORTE? A cotas é justamente para ele não ser o único.

  38. Renata B. Postado em 19/Feb/2013 às 17:25

    Pablo, quem é você para dizer quem eu sou, como minha vida anda, qual a cor da minha pele, minhas condições financeiras e a educação que recebi? Sinto um ''cheiro'' de preconceito no ar. Quando afirmo que as cotas são medidas imediatistas, é porque enquanto os deputados estão lá na câmara decidindo a que porcentagem de vagas eles deveriam aumentar para as cotas,ao invés disso, deveriam estar criando e pondo em prática projetos para melhorar VERDADEIRAMENTE E SEM MÁSCARAS a educação e o problema da exclusão social. Garanto que se esses problemas fossem resolvidos de frente, se as escolas públicas fossem niveladas as escolas particulares, não seria necessário o uso de cotas. Portanto, a meu ver, as cotas é que são medidas para aliviar a fome e esconder a falta de atitude por parte dos nossos representantes no parlamento, pois não se pode usar esse tipo de medida quando se tem um problema com raízes tão profundas, que vem desde o período da colonização. Caro, você não sabe o que quanto me doi dizer que aquele individuo é branco e outro é negro. E sabe por quê? Porque eu acredito que essa distinção é mais uma mera dicotomia, convenção em nossa sociedade, pois eu sei que tudo isso é apenas uma questão de quem tem mais ou menos melanina na pele.Com certeza, afirmo que isso não define o caráter ou a índole de alguém. Todos nós fazemos parte de uma mesma humanidade e devemos trabalhar para levá-la ao progresso,e todos são capazes disso, independente de "raça", etnia ou origem. Então, façamos a nossa parte.

  39. Alexandre Postado em 20/Feb/2013 às 16:59

    O que eu mais vejo sobre a questão das cotas é desinformação, se as pessoas tivessem ao menos a dignidade de pesquisar e se informar, inclusive como funciona o sistema de cotas, não teria metade dos comentários nessa página e em outras por aí, mas enfim o ser humano tem o hábito de medir os outros com a própria régua ou achar que tem mais direitos que os outros.

  40. robson de castro Postado em 21/Feb/2013 às 09:01

    As cotas são um sintoma. Elas são um pequeno alarme, que mostra que não é só pelo esforço, pela luta, pelo empenho e pelo talento que se "vence" ou se "perde" a guerra da vida. As cotas demonstram que, por mais que se lute, que se empenhe, que se dedique, que se sacrifique, a maioria esmagadora vai acabar "perdendo", porque a guerra é injusta. As cotas evidenciam que sem intervenção do poder público, os pobres estão condenados a sofrer para o sustento e o conforto dos ricos, não tem outro jeito. Esse papo de que todos podem vencer na vida e ser um Steve Jobs, Eike Batista, Bill gates é balela. Se fosse assim, não haveria porque destacar esses caras. Eles seriam comuns como todos. Alguém já pesquisou qual o valor da riqueza mundial? Alguém já pesquisou e divulgou isso? Não há dinheiro suficiente no mundo para todos serem ricos. Pelo contrário, se todos fossem "vencedores", todos seríamos no máximo classe C. Assim, o sistema já está fadado a ser falho logo de cara. Alguém (e muitos) TÊM QUE SE [email protected], por mais que passe a vida toda dando o sangue, para que outros "vençam". Para que haja alguns ricos, é preciso que haja muitos pobres conformados. Até uma criança sabe disso. Pobre não tem alimentação, educação, médico, dentista, transporte, habitação, água, esgoto, energia elétrica, lazer decentes. Como querer que a maioria vença na vida? Aí fazem igual na novela das oito. Pegam um cara que juntou algum "sucesso" saindo de pobre para classe b e botam na tv, revistas, mídia em geral como "exemplo" a ser seguido. Que se todos fizessem igual, pronto... Parabéns pra quem saiu da pobreza e hoje é rico ou tem uma vida digna, com todos os recursos. Mas querer enganar que todos que se esforçarem vão conseguir....Nem a maioria, nem a metade, nem 10% vai conseguir, simplesmente porque não tem milhões pra todos. E quem tem bastante, não vai nunca querer dividir.

  41. Vlad Postado em 22/Feb/2013 às 12:21

    Essa discussão a respeito de cotas é imbecil... Nem devia existir. Mas os nossos governantes conseguiram desviar a atenção do verdadeiro problema: a escola pública de baixa qualidade. Resultado: ao invés de exigir a melhora d educação pública ficam todos os descerebrados (me desculpem, mas estes são vocês) discutindo o sexo dos anjos...

  42. Joelson Norel Postado em 05/Mar/2013 às 23:40

    Eu estranhei um pouco o argumento do colunista... mas foi a leitura dos comentários que me valeu muito. O relato da Nadia em 14 de novembro foi bonito demais, adorei ver trajetória da tomada de posição dela; gostei de ver por aqui gente com experiência de causa, não apenas o pessoal teorizando sobre tudo, mas sim os cotistas, os que tiveram seu direito garantido através das cotas, como a Fabiana Farias e o Jailton de Freitas. Sou completamente a favor das cotas - raciais e sociais - por motivos que muitos já defenderam aqui, a questão realmente é enorme e não me proponho a redizer o que já foi muito bem dito em comentários acima. Só um Ps: essa galera tem que parar de querer afirmar argumento por meio do CAPS LOCK! Que coisa chata meu.

  43. Joelson Norel Postado em 05/Mar/2013 às 23:46

    Chata e ridícula, vocês parecem uns retardados gritando.

  44. Adilson de Freitas Postado em 09/Apr/2013 às 03:00

    O que fazer com um racista?. É hora de oferecermos amor e perdão a esse jovem espírito. Ele precisa ser recuperado. Seres mais espiritualizados têm que proporcionar-lhe oportunidades de trabalho e redenção. O amor e a compreensão representam medicamento vitalizante em todo tempo! Que ele, com mais caminho de vida e com mais reflexão possa se reconhecer como filho da luz. A vingança e o desejo de punir cegamente são convites das sombras! Se somos de fato todos iguais, temos que cuidar (e não condenar) daquele irmão que ainda não encontrou o caminho... Precisamos mostrar-lhe a bênção que é reconhecer o próximo como nosso igual !!!! (Adilson de Freitas) Você curtiu isso..

  45. Adilson de Freitas Postado em 10/Apr/2013 às 01:35

    Apenas um testemunho: Se fosse possível, disse, se fosse possível, eu preferiria ser atendido por um profissional não cotista. Engenheiro, médico, enfermeiro, professor,todos deveriam ter em seus diplomas, "formado pelo sistema de cotas"! Dessa forma, penso que o sistema seria realmente transparente.

  46. Fellipe Adorno Postado em 27/May/2013 às 22:32

    Robson de Castro diz: "Elas são um pequeno alarme, que mostra que não é só pelo esforço, pela luta, pelo empenho e pelo talento que se “vence” ou se “perde” a guerra da vida". Fellipe Adorno diz: "Meritocracia é argumento de burguês, nisto, ou sejas ou és medíocre".

  47. Rodrigo Postado em 11/Nov/2013 às 13:30

    As cotas universitárias já foram declaradas como medida constitucional pelo STF, integrando as políticas públicas dirigidas à consecução dos fins do Estado Brasileiro (art. 3 e incisos, da Constituição Federal). Ponto. Mas e quanto à contrapartida referente à melhoria no ensino público? Sobre tal, parece haver amnésia coletiva... Ou seria mero desprezo para com aqueles hoje cursando os ensinos básico, fundamental e médio? Não são eleitores, decerto, mas são igualmente cidadãos brasileiros e merecem serviço público de efetiva qualidade. Políticas públicas de tal natureza, diferenciada, têm por parâmetro a temporariedade, sob pena de admitirmos como normal uma educação amplamente deficiente, a gradativa piora na instrução das crianças. A inclusão é apenas a outra ponta da correção da causa, mas, quanto a esta, todos se calam. Em vez, pois, de ficar apenas digladiando em posts com quem realmente seja racista (a Polícia está aí para as devidas denúncias e apurações, bem como o Ministério Público e Defensoria Pública), sendo devido o cuidado de não acusar indevidamente quem apenas discorde da existência de cotas, aceitando o debate sem descambar para a ofensa/linchamento moral/etiquetamento, por que não expor as condições precárias do ensino público? Por que não cobrar as melhorias? Houve evolução no IDEB em tal período? Então, firmado um ponto (constitucionalidade das cotas), que se lute em prol de seu oposto necessário (melhoria do ensino básico, fundamental e médio).

    • eu daqui Postado em 23/Jul/2014 às 12:36

      Mas aí então, com a melhora no ensino público, as "vítimas" do sistema teriam que se esforçar por toda uma vida pra passar de ano todo ano, até chegarem na universidad,e como fazem os "algozes" que estudam em escolas particulares. Ser cotista dá menos trabalho do que ser estudante.

  48. eu daqui Postado em 20/Aug/2014 às 13:21

    Se pró-cotas e cotistas em geral buscam justiça, pq queriam e quase lincharam dois escritores na última Flica sob pretexto dos dois serem contraas cotas? Tolher liberdade de expressão é luta por justiça? Só em cabeça de cotista mesmo !

  49. vilmar Postado em 24/Dec/2014 às 09:50

    cuidado a natureza vai cobrar. até agora nem uma nação que passou por cima de outra ficou em pone, a natureza cobrou e severamente.

  50. Alunos cotistas têm desempenho superior a não-cotistas Postado em 19/Jan/2016 às 12:03

    […] O preconceito e a arrogância dos bonzinhos no debate sobre cotas […]