Luis Soares
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Geral 10/Aug/2012 às 22:08
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Dez obras incríveis de Woody Allen que merecem ser vistas

Basta um filme de Woody Allen entrar em cartaz para que as salas de cinema fiquem lotadas por amantes do cineasta nova-iorquino

Woody Allen

‘Para Roma com Amor’ é a última obra de Woody Allen.

Independentemente de bilheteria, muitos críticos alegam que Woody Allen se rendeu ao mercado ao fazer filmes mais populares, e ter uma produção quase que industrial, ao lançar um filme por ano.

No entanto, é inegável que muitos longas do cineasta estão entre os clássicos do cinema mundial. Relembre, abaixo, dez longas.

Dorminhoco – 1973

Uma das principais comédias de Allen, que, inclusive, foi eleita pela revista Time como uma das melhores comédias de todos os tempos. No longa, Allen vive um saxofonista que foi congelado em 1973 é trazido de volta 200 anos depois por um grupo contrário ao poder vigente que tenta derrubar o governo opressor.

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No entanto, ele quer conhecer este novo mundo, totalmente diferente da realidade em que vivia. Com as inúmeras modificações ocorridas nestes dois séculos, este homem vai entrar em diversas confusões.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa – 1977

Longa levou o Oscar de Melhor Filme, em 1978, e narra a história de Alvy Singer (Woody Allen), um humorista judeu e divorciado que faz análise há quinze anos, e se apaixona por Annie Hall (Diane Keaton), uma cantora em início de carreira. Em pouco tempo, eles passam a morar juntos, mas depois de um certo período crises conjugais começam a se sentir só.

Manhattan – 1979

Dizem que este filme é a maior prova de amor de Allen à sua cidade. No longa, ele interpreta um escritor de meia-idade divorciado, que se sente em uma situação constrangedora quando sua ex-mulher decide viver com uma amiga e publicar um livro, no qual revela assuntos muito particulares do relacionamento deles. Nesse período ele está apaixonado por uma jovem de 17 anos (Mariel Hemingway), que corresponde a este amor. No entanto, ele sente-se atraído por uma pessoa mais madura, a amante do seu melhor amigo, que é casado.

A Rosa Púrpura do Cairo – 1985

No filme – ambientado durante os anos da Grande Depressão nos Estados Unidos – , Cecilia (Mia Farrow) é uma garçonete que, depois de despedida do emprego, passa a assistir constantemente “A Rosa Púrpura do Cairo”. Quando vê o filme pela quinta vez, acontece o impossível: o herói da fita sai da tela para declarar seu amor por ela, isto provoca um tumulto nos outros atores do filme e logo o ator que encarna o herói viaja para lá, tentando contornar a situação. Assim, ela se divide entre o ator e o personagem.

Hannah e Suas Irmãs – 1986

O longa, que levou a estatueta de Melhor Filme em 2006, fala da amizade e o relacionamento de três irmãs, que vivem em Nova York. No dia de Ação de Graças, seus conflitos amorosos e existenciais são evidenciados no meio de um grupo de amigos e parentes. Lee (Barbara Hershey ) é uma pintora casada com Frederick (Max von Sydow ), Holly (Dianne Wiest ) quer ser uma escritora e Hannah (Mia Farrow) é uma famosa atriz, perfeita em tudo na vida.

Crimes e Pecados – 1989

O longa mantém duas histórias paralelamente. Na primeira um oftalmologista (Martin Landau) de sucesso se depara com o fim do seu casamento e da carreira, pois sua amante (Anjelica Huston), cansada da situação, ameaça revelar o caso deles e também os atos ilícitos cometidos por ele. Diante desta situação, resolve mandar matá-la. Na outra história, um produtor de documentários (Woody Allen) casado ama outra mulher (Mia Farrow), que, no entanto, prefere um outro produtor (Alan Alda). Apenas na cena final as histórias se encontram.

Match Point – 2005

Chris Wilton (Jonathan Rhys-Meyers) é um jogador de tênis profissional que, cansado da rotina de viagens, decide abandonar o circuito e se dedicar a dar aulas do esporte em um clube de elite. É lá que conhece Tom Hewett (Matthew Goode), filho de família rica que logo se torna seu amigo devido a alguns interesses em comum. Convidado para ir à ópera, Chris lá conhece Chloe (Emily Mortimer), irmã de Tom. Logo os dois iniciam um relacionamento, para a alegria dos pais dela. Só que Chris fica abalado quando conhece Nola Rice (Scarlett Johansson), a bela namorada de Tom que não é bem aceita pela mãe dele.

Scoop – 2006

Scarlett Johansson vive Sondra, uma estudante de jornalismo que está a passeio por Londres. Lá, ela vai a um show de mágica de Sidney Waterman (Woody Allen), e é chamada ao palco pelo showman, que pretende fazer o truque de desmaterialização. Sondra entra em uma caixa, mas enquanto o truque acontece, surge para ela o espírito do repórter Joe Strombel (Ian McShane), morto recentemente, que lhe oferece um grande furo: a identidade do assassino do tarô. Ele diz a Sondra que o assassino é Peter Lyman (Hugh Jackman), um aristocrata inglês. Sondra e Sid decidem investigar Lyman, mas ela acaba se apaixonado por ele.

Vicky Cristina Barcelona – 2008

Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são amigas e passam férias em Barcelona. Enquanto Vicky está noiva e é sensata nas questões do amor, Cristina é movida à paixão. Durante uma exposição de arte, as duas se encantam pelo pintor Juan Antonio (Javier Bardem), que as convida mais tarde, durante um jantar, para uma viagem. O que elas não sabiam é que o galante sedutor mantém um relacionamento problemático com sua ex esposa Maria Elena (Penélope Cruz). E as coisas ainda ficam piores porque as duas, cada uma de sua forma, se interessam por ele, dando início a um complicado “quadrado” amoroso.

Meia noite em Paris – 2011

Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também o deixou frustado. Ele está prestes a ir a Paris com sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e com seus sogros Helen (Mimi Kennedy) e John (Kurt Fuller), que irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido. Longa ganhou Oscar de Melhor Roteiro Origial, em 2012.

Brasil 247

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