Luis Soares
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Educação 18/Aug/2012 às 00:36
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Querido estudante de classe-média privilegiado: essa conversa não é sobre você!

Quando você argumenta que seus pais só pagam seu cursinho porque trabalham muito, eu não me comovo. Porque o que me comove são as pessoas realmente pobres, que mesmo trabalhando muito mais do que os seus pais, ainda assim não podem dispor de dinheiro nem para comprar material escolar para os filhos

Por Tamara Freire, em seu blog

Querido estudante branco, de classe média, que faz cursinho pré-vestibular particular: eu sei que é difícil quando alguém nos faz enxergar nossos próprios privilégios, mas deixa eu tentar mais uma vez.

Eu (e mais uma penca de gente, me arrisco a dizer) não me importo com o quão “difícil” será para você entrar naquele curso de medicina mega concorrido com o qual você sonha, porque, simplesmente, esta conversa não é sobre você.

Eu sei que praticamente todas as conversas deste mundo são sobre você e você está acostumado com isso, então deve ser um baque não ser o centro das atenções. Mas, seja forte! É verdade: nós não estamos falando sobre você.

Quando você chora pelo sonho que agora parece mais distante de se realizar, suas lágrimas não me comovem. Porque o que me comove são as lágrimas daqueles que nascem e crescem sem qualquer perspectiva para alimentar o mesmo sonho que você. É sobre essas pessoas que estamos falando e não sobre você.

Leia mais

Quando você esperneia pelos mil reais gastos todos os meses com a mensalidade do seu cursinho e que agora se revelam “inúteis”, eu não me comovo. Porque o que me comove são as milhares de famílias inteiras que se sustentam durante um mês com metade da quantia gasta em uma dessas mensalidades. É sobre essas pessoas que estamos falando, não sobre você.

Quando você argumenta que, na verdade, seus pais só pagam seu cursinho porque trabalham muito ou porque você ganhou um desconto pelas boas notas que tira, eu não me comovo. Porque o que me comove são as pessoas realmente pobres, que mesmo trabalhando muito mais do que os seus pais, ainda assim não podem dispor de dinheiro nem para comprar material escolar para os filhos, quem dirá uma mensalidade escolar por mais barata que seja. É sobre essas pessoas que estamos falando, não sobre você.

cotas simQuando você muito benevolente até admite que alunos pobres tenham alguma vantagem, mas acredita ser racismo conceder cotas para negros ou outros grupos étnicos eusa até os dois negros que você conhecem que conseguiram entrar numa universidade pública sem as cotas, como exemplo de que a questão é puramente econômica e não racial, eu não me comovo. Na verdade, eu sinto uma leve vontade de desistir da raça humana, eu confesso, mas só para manter o estilo do texto eu preciso dizer que o que me comove é olhar para o restante da sala de aula onde esses dois negros que você citou estudam e ver que os outros 48 alunos são brancos. E olhar para as estatísticas que mostram a composição étnica da população brasileira e contatar a abissal diferença dos números. É sobre os negros que não estão nas universidades que estamos falando, não sobre você ou seus amigos.

Se a coisa está tão ruim, que tal propormos uma coisa: troque de lugar com algum aluno de escola pública. Já que não é possível trocar a cor da sua pele, pague, pelo menos, a mensalidade para que ele estude na sua escola e se mude para a dele. Ou, seja a cobaia da sua própria teoria. Já que você acredita que a única ação que deveria ser proposta é melhorar a educação básica: peça para o seu pai investir o dinheiro dele em alguma escola, entre nela gratuitamente junto com alguns outros alunos, estude nela durante 12 anos e então volte a tentar o vestibular. Ah, você não pode esperar tanto tempo? Então, porque os negros e pobres podem esperar até mais, já que todos sabemos que o problema da má qualidade da educação básica no Brasil não é algo que pode ser resolvido de ontem pra hoje?

Então, por favor, reconheça o seu privilégio branco e classe média e tire ele do caminho, porque essa conversa não é sobre você. Já existem espaços demais no mundo que têm a sua figura como estrela principal, já passou da hora de mais alguém nesse mundo brilhar.

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Comentários

  1. João Postado em 18/Aug/2012 às 02:32

    Esse texto é um exemplo do ad hominem imenso que a discussão em torno das cotas racistas se tornou. Ao invés de fatos e ideias serem debatidos, preferem gritar "VOCÊ É RACISTA", "VOCÊ É CLASSE MÉDIA" ou até mesmo "VOCÊ É BRANCO". Precisam amadurecer.

    • Priscila Postado em 18/Aug/2014 às 08:04

      Nao é ad hominem, Joao. É so a constatacao de que nos, brancos de classe média, nao fazemos ideia do que é ser negro e pobre no Brasil. Por isso é de bom tom escutar o que eles tem a dizer. Nao precisamos concordar (eu mesma nao tenho opiniao formada sobre o assunto). Mas precisamos, sim, entender que somos privilegiados.

  2. Alana Postado em 18/Aug/2012 às 09:04

    Não há amadurecimento numa sociedade preconceituosa, João. Essa é a realidade. Quer queira ou não. O texto tem meu apoio total. Parabenizo a autora.

  3. Johnny mazzilli Postado em 18/Aug/2012 às 09:53

    É raro encontrar um texto tão cretino. Mas o ressentimento e a estupidez realmente não tem limites.

  4. daniel Postado em 18/Aug/2012 às 10:47

    E todos os brancos pobres, mas que tem na arvore genealógica negros e por isso sofreram a mesma injustiça que os negros, como fica? Se um negro pobre tem um filho com uma branca esse filho fica magicamente rico? Ganha um passe-classe média? Acho que não, não tem como dizer, olhando para a pele da pessoa, que ela é pobre devido a injustiça feita com os negros décadas antes.Um branco pobre pode ter sofrido também, mas ele será menos privilegiado, de acordo com o critério que olha pra pele da pessoa. As cotas devem ser para todos desfavorecidos, sem olhar cor de pele

    • Ana Amelia Postado em 12/Nov/2013 às 15:16

      Não estamos preocupados com um caso em específico. Claro que algumas injustiças ocorrerão, mas isso não diminui o valor do programa com um todo, que tem como objetivo diminuir, na marra, a diferença de renda entre brancos e afrodescendentes (e não negros). Quem se auto reconhecer com tal, tem direito, mesmo que sua pele seja clara. Sim o branco será menos privilegiado, paciência, acreditamos que vale o sacrifício e será melhor para o Brasil com um todo. Sei que meus filhos, brancos e de classe média, terão mais dificuldade de passar para uma faculdade pública do que eu tive, em compensação, é possível que eles e os filhos deles vivam futuramente numa sociedade mais justa. Terá valido a pena o esforço.

    • RAUL PETRA Postado em 08/May/2014 às 14:35

      Existe cotas para estudantes de rede pública, tudo bem que o branco pobre não vai se incluir nisso, mas esse mesmo branco vai ter muito mais oportunidade na vida que um negro, infelizmente como nosso Brasil é racista precisamos criar esse meio para o negro ter mais chances.

      • Ana Maria Marques Postado em 14/Aug/2014 às 15:29

        Concordo plenamente com o Raul! Ainda que pobre, só pelo fato de ser branco, o aluno já sairá com vantagem em relação ao negro, em especial quando atingir o mercado de trabalho, que é incontestavelmente discriminador. As ações afirmativas, dentre elas a política de cotas sociais e raciais na universidades, não mitigam o dever do poder público em promover uma educação de base de qualidade. Ainda que, a partir de hoje, fosse oferecida essa educação de qualidade, o que fazer com aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades? É importante salientar que o jovem beneficiado pela cota concorre à vaga na universidade, não a recebe de "mão beijada". Esse mesmo jovem fez grandes esforços para chegar até à prova do ENEM (Cotas nas universidades não têm o mesmo caráter do Bolsa Família, que, ao meu ver, é uma política demagógica, protecionista e, até mesmo, humilhante!) Percebo, nos vários discursos "anti-cotas" , o MEDO daqueles que, antes, concorriam com exclusividade às vagas nas universidades públicas. Ao mesmo tempo, transparece a defesa de seus interesses, de modo egoísta e excludente. Sou branca, loura e com olhos verdes, mas não é porque a "navalha não é na minha carne", que não irei me sensibilizar, me mobilizar e, principalmente, negar as evidências. É óbvio que, depois de séculos de subjugação, desrespeito e discriminação, algum resquício de mágoa, revolta e agressividade os negros e afro-descendentes poderão guardar. Ademais, alegar enfado com o discurso magoado do texto como justificativa para combatê-lo é, no mínimo, SOFISMA, e demonstra exatamente o quanto alguns elementos da sociedade ainda preservam essa exclusão de uma maioria alijada em seus direitos fundamentais de acesso à educação.

  5. Raquel Postado em 18/Aug/2012 às 11:31

    Concordo com Alana. A autora foi cortante, direto ao ponto. Parabenizo e apoio!

  6. Rodrigo Postado em 18/Aug/2012 às 11:36

    Então todo branco tem condição de pagar um cursinho, e não tem brancos na escola pública... Interessante sua visão... Provavelmente vive em outro país, mas é isso aí, radicalismo é assim mesmo =)

    • RAUL PETRA Postado em 08/May/2014 às 14:40

      Você tem que ver isso como um todo, entre os que não tem condições de pagar um curso pré-vestibular, uma escola boa são os negros. Os negros vão passar por muito mais obstáculos que os brancos. Por isso eu apoio totalmente o sistema de cotas.

  7. Leandro Coelho Postado em 18/Aug/2012 às 11:49

    " Querido estudante branco, de classe média" "Quando você chora pelo sonho que agora parece mais distante de se realizar, suas lágrimas não me comovem" "Eu sei que praticamente todas as conversas deste mundo são sobre você e você está acostumado com isso, então deve ser um baque não ser o centro das atenções. Mas, seja forte! É verdade: nós não estamos falando sobre você." "Quando você esperneia pelos mil reais gastos todos os meses com a mensalidade do seu cursinho e que agora se revelam “inúteis”, eu não me comovo." "Já que não é possível trocar a cor da sua pele, pague, pelo menos, a mensalidade" "reconheça o seu privilégio branco e classe média e tire ele do caminho, porque essa conversa não é sobre você. Já existem espaços demais no mundo que têm a sua figura como estrela principal, já passou da hora de mais alguém nesse mundo brilhar." O que é isso???!!! Sou a favor das cotas, mas esse tipo de argumento só aumenta as distâncias! É odioso!!! Sei que o argumento dos que são contra as cotas não merece prosperar, mas contrapontos desse estilo só pioram as coisas, geram raiva, ódio e tentam cristalizar uma competição, dois lados opostos. É claro que existem dois lados, mas não devem ser tratados como "opostos", mas sim, distanciados e que precisam se aproximar, dando as mãos, e não atirando pedras uns nos outros, não apontando dedos acusatórios! As frases do texto denotam raiva, revanchismo e vingança. Lamentável. Não há a necessidade de se criar uma guerra, mas sim um debate tranquilo e lúcido. Vamos usar argumentos menos chauvinistas. Portanto, sugiro a retirada do texto do blog. Afinal de contas, ao que parece, a ideologia de seus organizadores é de se manter um canal democrático. Contudo, o texto nos remete a algo muito pior. Mais parece um dos escritos de Goebbels que sempre nutriam o ódio e estimulavam perseguições entre seres humanos irmãos. Leandro Coelho Justino (muito decepcionado com o blog Pragmatismo Político...).

  8. Gustavo Postado em 18/Aug/2012 às 11:56

    É duro ouvir a realidade. Já dizia o Paulo Moreira Leite num texto relacionado: o discurso dos bonzinhos é tão enfadonho, disfarçado de caridade e repleto de demagogia e preconceito. Os mesmos que aqui estão questionando "ah, mas e os brancos pobres?", são os mesmos que na outra postagem estavam indignados quando da aprovação de 50% de cotas para alunos de escola pública (independentemente de sua etnia). O discurso falacioso de que aprovam "cotas sociais" serve apenas como pano de fundo para não expor tão diretamente o preconceito arraigado. Ou seja, são contra cotas raciais e favoráveis a cotas sociais, mas quando o parlamento enfim aprova o que chamam de "cotas sociais", eles tomam um baque, mudam o discurso e revelam o que realmente são: contra a INCLUSÃO.

  9. Diego Postado em 18/Aug/2012 às 12:42

    Cada um tem a sua opinião e temos que respeitar isso, mas a minha é de que esse texto é um absurdo! Caso queira, posso escrever um texto abordando o tema, mas com fundamentos, longe desse "é uma injustiça, esses burguesinhos tem tudo do bom e melhor, não tem que reclamar de nada, se acham o centro do universo, bla bla bla". Ao escrever e criticar algo, deve-se ler bastante sobre isso, para depois não falar besteira. Portanto, sugiro que você, sim, isso é sobre VOCÊ também, leia um pouco mais sobre as Leis do nosso país, sobre a Constituição, sobre a LDB (Lei de Diretrizes e Bases). Há injustiça sim, mas até agora não me mostraram nada que mude minha opinião contrária às cotas. A implementação das cotas é uma medida que visa só o curto prazo, que torna o longo prazo desastroso. Mas se vocês são tão a favor assim das cotas, que pelo menos defendam uma proposta para todos os desfavorecidos, sem olhar a cor da pele, ainda mais considerando que o Brasil é um país altamente miscigenado, onde o neto de italiano pode ser bisneto de um angolano e de uma índia. Obs: Se você quer escrever sobre as cotas raciais e criticar os jovens da classe-média (preconceituosos) e sua prepotência ao se achar o centro do mundo, "não se equipare a eles", escrevendo um texto altamente preconceituoso. "Já que não é possível trocar a cor da sua pele, pague, pelo menos, a mensalidade” POR FAVOR, entenda que as vezes é melhor se calar do que falar tamanha besteira! Botar 50% de cota nas Universidades Federais (e ainda botar aula de reforço para os cotistas) acaba não sendo uma medida de inclusão, mas sim de exclusão!

  10. Gustavo Postado em 18/Aug/2012 às 13:23

    Olha só, já tem gente sugerindo a censura do texto. É lastimável! O que gera ódio é o genocídio diário da população negra, amigo, não um texto sem amarras. Não é difícil notar como o brasileiro infelizmente ainda prefere a dissimulação cretina travestida de bom mocismo, do que umas palavras mais incisivas e ditas com honestidade. Ódio, amigo? Ódio você veria se a maioria dos excluídos, vítimas, estes sim, de ódio cotidiano, rancor e preconceito, se rebelassem. Mas isso não vai acontecer, então seguiremos tranquilos e confortáveis.

  11. Andre Postado em 18/Aug/2012 às 14:49

    Acho que a autora desse texto se intusiasmo e gerou um tom de vingança e revanchismo !! Digo nao a censura pois vivemos numa democracia Gustavo e lutamos mt pra ela acabar , diego so se revoltou um pouco pelo absurso que ele leu, escrito poir Tamara Freire, em seu blog. Com um pais tao miscigenado por geraçoes passadas ele foi muito preconceituosa em seu texto “Já que não é possível trocar a cor da sua pele, pague, pelo menos, a mensalidade” !!!!!!!! Jamais, em todo o mundo, o ódio acabou com o ódio. O que acaba com o ódio, é o amor.

  12. Alana Postado em 18/Aug/2012 às 14:49

    Nao irei delongar, pois estou sem pontuacao em meu teclado. Eu apoio a autora, pois sou oriunda de ensino publico, tive que estudar em periodo noturno os tres anos do ensino medio e hoje sou aluna de federal. Nunca entrei sequer em um laboratorio de quimica. Vidrarias e materiais, eu so conhecia por livros e internet. Xadrez? Eu aprendi como autodidata pela internet. Aulas que bastassem para uma preparacao para um vestibular concorrido? Nunca tive. So eu sei como tive que penar por um ano, estudando em casa, pois nao tive condicoes de pagar um cursinho pre-vestibular para ser aprovada. Com certeza, se eu tivesse pais abastados, eu poderia ter ido para Havard ou MIT. Pois sempre tive potencial, mas nunca fui incentivada para tal, pelo contrario, o ensino escolar publico neste pais desmotiva. Eh essa a realidade, infelizmente.

  13. Leandro Coelho Postado em 18/Aug/2012 às 15:36

    Gustavo, Em resposta ao seu comentário, gostaria de pontuar algumas questões: "Olha só, já tem gente sugerindo a censura do texto. É lastimável! O que gera ódio é o genocídio diário da população negra, amigo, não um texto sem amarras". Com todo respeito, acho que você não tem a mínima ideia de que genocídios e guerras nasceram de inocentes "textos sem amarras". Concordo você quanto ao genocídio diário da população negra, mas não é através de manifestações desse tipo que direitos serão alcançados. Isso aí só gera mais raiva em retribuição, mormente para a juventude de hoje, que é extremamente intolerante. Quanto ao que você chama de "dissimulação cretina travestida de bom mocismo, do que umas palavras mais incisivas e ditas com honestidade" eu considero a defesa de um debate sadio e livre de ressentimentos que só levam à mais violência. Você é tão intolerante que nem se atentou para minha opinião de ser a favor das cotas, e é daqueles que só validam as opiniões "incisivas e ditas com honestidade . Pois saiba você que durante anos os negros foram afrontados por opiniões "incisivas e ditas com honestidade", que só serviram para aumentar o preconceito e a segregação. E por fim, quando você diz "Ódio você veria se a maioria dos excluídos, vítimas, estes sim, de ódio cotidiano, rancor e preconceito, se rebelassem. Mas isso não vai acontecer, então seguiremos tranquilos e confortáveis." você demonstra sua opinião de que a única forma de mudança social é a violência, nos moldes das manifestações de depredação e ataque gratuito aos brancos ocorridas nos Estados Unidos. Mas como operador do Direito que sou e pacifista por natureza, eu gostaria, sim, de ver os excluídos se rebelarem, mas não através de mais violência, e sim através da educação. O sistema de cotas veio exatamente para isso, para que os excluídos tenham acesso ao ensino superior, alcançando, assim, uma chance maior de quebrar o ciclo de 300 anos de injustiça social. E quando o sistema de cotas der bons frutos daqui a alguns anos, os filhos dos ex-excluídos já não sofrerão mais o que seus pais tiveram que passar. Agora, se você acha mais produtivo o uso da violência, de "textos honestos e sem amarras", pode ter certeza de que o caminho será bem mais sangrento e doloroso para todos. Um abraço, Leandro Coelho.

  14. Fatima medeiros Postado em 18/Aug/2012 às 19:35

    Brilhante um dos melhores textos que li sobre este tema , parabens pela lucidez !

  15. Gustavo Postado em 19/Aug/2012 às 03:58

    Ainda penso que a questão econômica é que deve ser a raiz das cotas, e não a racial. Se, neste caso, os negros são a maioria absoluta dos miseráveis brasileiros, estes terão consequentemente uma parcela maior de participação. Claro, pela renda. Conheço negros ricos e pobres, brancos ricos e pobres. Concordo com 50% de cotas nas universidades, até mais se for possível. Mas, convenhamos, que seja para os mais pobres, e não para negros que conseguem pagar os melhores cursinhos. Moro num estado de maioria branca. Para ser mais preciso, 5% da população é negra. Portanto, fazer justiça é dar condições dignas a TODOS que tem deficiência financeira. TODOS. É assim que poderemos construir a nação brasileira única, e não um amontoado de povos que insiste em se dividir pela cor da pele.

  16. Raquel Postado em 19/Aug/2012 às 11:23

    Quando você me pede pra trocar de lugar com um aluno de escola pública, isso não me comove. Eu lembro que, no meu lugar, ele pensaria o mesmo que eu. Na verdade, mentira! Eu sou de classe média e papai pôde pagar coleginho caro, sim, mas sou também a favor das cotas! E o que me convenceu foram os verdadeiros argumentos, que abrangem as questões sociais, além das estatísticas que mostram bons resultados em universidades que trabalham com o sistema. Esse papinho que se limita ao universo particular de burguês x pobre pra mim não tem relevância alguma, além de ser extremamente infantil.

  17. Vínícius Postado em 19/Aug/2012 às 12:18

    Me surpreende ler um texto como esse no pragmatismo político. Então o estudante de classe média não tem vez, não merece a mínima consideração só porque ele é de classe média ? Essa nova lei das cotas que da 50% das vagas de todos os cursos para alunos de escola pública é um absurdo. Primeiro porque 50% é muita coisa, e nem todo aluno de escola pública vai concorrer pela cota, porque não é obrigado (os bons alunos da escola pública, que não admitem essa inferioridade que o sistema os força), então vai ter 50% dos alunos da escola pública pelas e mais uma parcela na concorrência normal e isso dificulta e muito injusta o aluno da escola particular (sim ! Porque esse também existe, também tem lugar na sociedade e se esforçou para passar em um vestibular concorrido). E vamos ser verdadeiros, o ensino público na maioria das vezes é péssimo! A entrada de uma maioria não capacitada nas universidades vai significar uma diminuição no padrão da universidade, sei que isso vai gerar polêmica nesse site mais é verdade, sou totalmente contra a exclusão social mais essa é a realidade. Essa não é a saída para a inclusão de alunos de escola pública nas universidades, porque não investir muito no ensino público, deixando os alunos nivelados com os da rede particular ? Feito isso não iria precisar de vestibulares, poderia ser como em Cuba, só se matricular no curso e pronto, sem limite de vagas. Esse texto publicado faz apologia a exclusão social sim, os alunos da rede particular existem e eles tem direitos também de estar em uma boa universidade, assim como os da rede pública.

  18. Leandro Coelho Postado em 19/Aug/2012 às 13:19

    O que a Raquel disse "Esse papinho que se limita ao universo particular de burguês x pobre pra mim não tem relevância alguma, além de ser extremamente infantil" demonstra exatamente o que eu disse que o texto geraria. Por sorte, ela (Raquel) foi inteligente o suficiente para ser a favor das cotas pelos motivos que expôs, e não ter agredido a autora do texto. Ou seja, a dona do blog perdeu a oportunidade de expor suas razões de uma forma menos revanchista e provocativa. Só fui contra a forma de expressão usada. Mas não tem jeito: hoje em dia, o que predomina mesmo é o grito, a paulada, a peleja. Essa é a linguagem dessa juventude criada a UFC e "Grand Theft auto", que classifica uma pessoa que pede o diálogo pacífico como "dissimulado, cretino e travestido de bom moço".

  19. Jeff Minter Postado em 20/Aug/2012 às 04:53

    Demagogias,politicas e questões sociais a parte, um fato fica: Quem é branco e pobre sofre com a maioria se não todas as coisas que foram citadas pela autora da matéria, mas não tem nada para ajudar eles. Pouco importa a hipocrisia de quem postou ou deixou de opinar, é simplesmente um fato solido que não existe discussão que vá fazer ele ser "menos mal".

  20. Anônimo Postado em 20/Aug/2012 às 05:04

    "Você é branco, racista e um burguês desgraçado. Não me venha falar sobre cotas sociais." Foi o que lí. Argumentar que é bom, nada. Como se não houvessem negro ricos ou brancos probres nesse país.

  21. J. Scarpelli Postado em 20/Aug/2012 às 11:14

    Sou estudante de uma Universidade pública e totalmente favorável às cotas. Favorável à inclusão, que é verdadeiramente o único meio de transformar a realidade desse país. Sou contra, no entanto, esse tipo de argumentação que não estimula, que não gera um debate racional, mas que, ao contrário, incita o ódio e a violência. Uma sociedade democrática convive com um constante esforço em ajustar interesses contrapostos, não há nada anormal nisso. É interesse do aluno da classe média, que não é culpado ou responsável por nossa sociedade desigual em entrar numa universidade por seu próprio mérito e é igualmente direito de um aluno de escola pública, segregado economicamente, dispor das mesmas chances. O que fazer? Harmonizar esses interesses, a isso se chama isonomia, tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais. Espero sinceramente, que nossa sociedade amadureça e consiga discutir questões como essa sem as transformar num revanchismo, já que não é assim que se consolida uma democracia.

  22. Michele Postado em 20/Aug/2012 às 11:42

    Sinceramente, nunca se chegará a um consenso: discussões assim não são produtivas! Fala-se de cotas com uma carga de mágoa e injustiça que na verdade tem que ser superada para podermos achar a solução. É claro que há uma dívida histórica com os negros, mas também é óbvio que estabelecer cotas não vai resolver o problema para sempre. Aliás, se observarmos bem, a impressão que dá é que é bem mais interessante para os governantes (sem generalizar) que a educação não melhore: então liberam e aumentam contas para dar a impressão de inclusão, mas aí entram na universidade pessoas despreparadas, que muitas vezes não conseguem nem terminar a faculdade porque não tiveram uma base adequada. Não, não sou contra as cotas! Sou a favor! Acho que devem ser mantidas sim! Com a ressalva de que isso não resolve todo o problema. Deve-se mantê-las enquanto as oportunidades não são iguais para todos. E isso deve ser almejado! Se não for assim, a longo prazo, o nível dos profissionais formados não será tão bom, ainda mais se continuarmos "empurrando" crianças nos estágios iniciais mesmo que ainda não tenham aprendendido a ler.. Na verdade, pela falta de médicos na rede pública já pode-se notar que faltam bons profissionais! As cotas são uma forma de igualar condições, de dar a todos uma oportunidade pelo menos parecida, ainda que não seja a melhor forma. Mas não se pode passar o resto da vida discutindo-se sobre isso e achar que estamos fazendo uma grande coisa. Investir em educação é uma urgência e é uma prioridade! Principalmente na rede pública! Deve-se repensar o modelo de educação, melhorar infraestrutura e garantir que qualquer um possa chegar onde quer e contribuir para um futuro melhor.. para todos. As cotas estão dando a chance aos menos favorecidos mas que têm potencial de tentar mudar sua sorte. Mas é preciso mais.. incentivo ao estudo, motivação, desde os primeiros anos escolares até os últimos, se é que eles existem. Pode parecer utopia, mas somente com todos unidos e buscando o mesmo objetivo será possível melhorar a situação atual, que vai muito além da discussão sobre cotas. As gerações atuais não tem culpa sobre o que aconteceu até décadas atrás..É preciso parar essa briga, amadurecer, perceber que esse rivalismo nunca resolveu nenhum problema social. Devemos sim reparar erros cometidos no passado, mas com inteligência! Se há uma dívida, ela deve ser paga, mas tentando igualar a situação e não aumentando as diferenças.. Manter as cotas no momento e por um bom tempo será ainda uma saída, mas enquanto isso todo o quadro educacional deve ser revisto. Não importa mais quem está certo, mas sim como cada um pode contribuir...

  23. victor hugo Postado em 20/Aug/2012 às 11:48

    mimimimi. Pela sua linha de raciocínio, ó grande autora do texto, a injustiça é resultado da desigualdade do número de bancos e negros que conseguem as vagas da universidade pública. No ônibus para o cursinho que o meu papai paga (sou branco e privilegiado) vi vários mendigos. Ao descer no ponto em frente a catedral de Rib. Preto eu vi mais alguns largados lá, passando fome provavelmente. Na minha omilde (e cretina) opinião, em na escala que vai do 0(zero) ao Eike Batista, eu estou para você, assim como você está para os mendigos que vi tirando uma soneca no chão, ó grande paladina da igualdade e justiça çocial. Acontece, ó mestre, que os meus olhos privilegiados nao viram no recente noticiario nada relacionado ao inexistente Mendigo Esperança. Então, como você espera que uma mente privilegiada como a minha aceite os seus argumentos de ”igualdade” se a unica igualdade que vc quer é entre o seu tão sonhado camaro com o dos mestres da musica brasileira? /ironia. quer uma vaga? Passe no vestibular. Só te apoio quando vc se mostrar livre de precoceitos e abraçar alguem feito de anti-materia. where is your igualdade now?

  24. Bruno S Postado em 20/Aug/2012 às 11:49

    Mais um texto em que o incômodo gerado é um boa indicador de sua qualidade. Não há nada de revanchismo no texto. Ele dialoga com o que vimos no dia a dia entre declarações de donos de escolas e cursinhos, de pais de alunos, de estudantes das escolas mais caras sobre como as cotas tornaraão a entrada na universidade mais difícil, que atingirá a "bem sucedida meritocracia do vestibular" e outros. No debate sobre cotas, esse é um problema menor. Esses estudantes "prejudicados" não deixarão de acessar a universidade. Talvez fique mais difícil, talvez precisem migrar para instituições privadas. Por outro lado estamos criando a oportunidade de acesso a milhões de pessoas que não poderiam sonhar com essa possibilidade. É sobre isso que o debate de cotas versa.

  25. Marcus Garvey Postado em 20/Aug/2012 às 12:11

    Vou começar o meu texto citando uma parábola: Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome. E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas. Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada. Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola do bom samaritano, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido. - Verdade, porque estás tão abatida? - perguntou a Parábola. - Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto! - Que disparate! - riu a Parábola - não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece. Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda à parte onde passava era bem vinda. - Moral da história,os homens não gostam de encarar a Verdade nua como ela deve ser,mas eles preferem uma verdade mascarada,aquela que as convém. Sou negro,pobre,tenho 21 anos e acima de tudo eu sou uma exceção a regra,assim como o branco desfavorecido que mora na favela...Sou uma exceção,porque eu tenho um pouco de consciência política e principalmente por estar vivo aos 21 anos(Observem as estatísticas antes de argumentar).Eu moro em um país em que morrem mais negros do que brancos,moro num país em que o negro conhece a dor da opressão policial ainda criança,onde nos é negado o direito de sonhar.Então por favor não me digam que esse texto é revanchista,que prega o ódio.Esse texto é o retrato da realidade,não queiram assim como na parábola uma verdade conveniente,uma verdade maquiada...

  26. victor hugo Postado em 20/Aug/2012 às 12:21

    Bruno S, quem sao os milhoes que nao poderiam nem sonhar com a universidade? Se voce se refere ao aluno de escola publica, reservar 50 porcento das vaga pra elis vai resolve o ppbrema? E o resto dos milhoes? Seleção natural entao né...

  27. victor hugo Postado em 20/Aug/2012 às 12:25

    bruno s.. O poema ”florentina de jesus” realmente me encomoda e nao o considero muito profundo naum... Sô mais os textos do mr. Catra

  28. Bruno S Postado em 20/Aug/2012 às 15:25

    Aos revoltados, sugiro ler outro texto da autora. http://tamarafreire.wordpress.com/2012/08/20/essa-conversa-sim-e-sobre-voces/

  29. Antonio Postado em 22/Aug/2012 às 23:19

    só um comentário: texto excepcionalmente preconceituoso com os pobres e demasiado racista com os negros!!

  30. Josenir Postado em 25/Aug/2012 às 22:44

    Sou negra, já passei dos 60 anos de idade, estudei em escola pública (no chamado "grupo escolar", que a maioria nem sabe o que significa). Naquela época, todos sonhávamos em estudar o ginasial (que não existe mais) no Colégio Estadual, isto é, a escola pública era o que existia de melhor. Os professores eram respeitados e os alunos tinham orgulho de estudar no "museu". Nunca deixei de estudar, nunca fiquei sem emprego por ser negra. Passei, de primeira, no vestibular; passei, de primeira, no concurso do Banco do Brasil. Considero a questão de cotas uma ofensa: acham que, por ser negra, sou menos capacitada? Tenho menos condição de passar num vestibular? E nos estados onde a maioria da população é composta por negros, mulatos, pardos, mestiços em geral, como na Bahia, no Maranhão, por exemplo, vão criar cotas para os brancos??? E a cota para os estudantes vindos da escola pública? Vai fazer com que o ensino, nessas escolas, melhore? Essa é mais uma criação (como inúmeras que foram surgindo ao longo dos anos) para tapar o sol com a peneira: ao invés de melhorar a qualidade do ensino oferecido, facilita-se a vida para o estudante. Dessa forma, não haverá questionamento quanto à piora que vem acontecendo, há muito tempo, nas escolas públicas em geral: professores desrespeitados, mal remunerados, prédios em péssimas condições, escolas sem laboratórios, sem bibliotecas, sem ginásios de esportes, alunos sem estímulo. Por exemplo: aqui em Brasília (pasmem: é aqui mesmo, na capital do País) muitos alunos estão há meses sem aulas de história, de geografia e de matemática. Mas, para não prejudicar a "imagem" política dos governantes, provavelmente vai ser dada uma solução paliativa, para que esses alunos passem de ano. Um aluno, vindo dessa situação, pode até entrar na universidade. Não se sabe se conseguirá acompanhar o andamento normal das aulas. Ou deverão as universidades também se adequar e mudar suas grades curriculares para facilitar o entendimento por esses alunos? Alguns até poderão ser beneficiados com a questão das cotas e entrar na Universidade. Quando conseguirão sair dela, com um diploma, é uma incógnita.

  31. Isis Postado em 27/Aug/2012 às 11:56

    As reações indignadas ao texto só ratificam o racismo tão incrustado na sociedade. Em nenhum momento o texto fala sobre excluir os brancos, sendo pobres ou não, mas deixa claro a falta de espaço do negro. Quando a autora afirma que o assunto não são os brancos de classe média e indiscutivelmente privilegiados, aparacem enxurradas de críticas de indignados por estarem justamente tendo que compartilhar o espaço que sempre tiveram. Nosso país exclui socialmente e racialmente, então por que a hipocrisia de definir cotas somente sociais?? Se a maior parte da nossa população é composta por negros e pardos por que não vemos essa proporção nas universidades, nas empresas, nos comerciais de tv...??? O sistema de cotas atende tanto aos brancos pobres quanto aos negros sendo pobres ou não. Brancos não precisam de políticas de ação afirmativa para inclusão porque já são a maioria ocupando todos os espaços privilegiados, mesmo o Brasil não tendo sua população de maioria branca. Eu gostaria de entrar numa sala de aula de uma federal e ver, pelo menos, metade da turma composta de negros e pardos e não 95% de brancos e 5% de negros e pardos. Eu queria assistir a um comercial de tv com meu filho e ver mais negros como protagonistas dos comerciais e não como o figurante lá do fundo que aparece por meio segundo. Eu gostaria de ver num debate destes sobre cotas as pessoas se perguntando como podemos fazer para melhorarmos a educação pública e tolerância racial, para que no futuro cotas não sejam mais necessárias e não um monte de gente debatendo para tentar manter tudo como está e os negros em "seu lugar". Mudanças são difíceis, mas necessárias. Vai ser difícil para os brancos encarar que temos que ter mais negros ocupando lugares que sempre foram dos brancos. Mas é uma mudança necessária. A cara do brasil não é branca.

  32. Isis Postado em 27/Aug/2012 às 12:21

    As reações indignadas ao texto só ratificam o racismo tão incrustado na sociedade. Em nenhum momento o texto fala sobre excluir os brancos, sendo pobres ou não, mas deixa claro a falta de espaço do negro. Quando a autora afirma que o assunto não são os brancos de classe média e indiscutivelmente privilegiados, aparacem enxurradas de críticas de indignados por estarem justamente tendo que compartilhar o espaço que sempre tiveram. Nosso país exclui socialmente e racialmente, então por que a hipocrisia de definir cotas somente sociais?? Se a maior parte da nossa população é composta por negros e pardos por que não vemos essa proporção nas universidades, nas empresas, nos comerciais de tv...??? O sistema de cotas atende tanto aos brancos pobres quanto aos negros sendo pobres ou não. Brancos não precisam de políticas de ação afirmativa para inclusão porque já são a maioria ocupando todos os espaços privilegiados, mesmo o Brasil não tendo sua população de maioria branca. Eu gostaria de entrar numa sala de aula de uma federal e ver, pelo menos, metade da turma composta de negros e pardos e não 95% de brancos e 5% de negros e pardos. Eu queria assistir a um comercial de tv com meu filho e ver mais negros como protagonistas dos comerciais e não como o figurante lá do fundo que aparece por meio segundo. Eu gostaria de ver num debate destes sobre cotas as pessoas se perguntando como podemos fazer para melhorarmos a educação pública e tolerância racial, para que no futuro cotas não sejam mais necessárias e não um monte de gente debatendo para tentar manter tudo como está e os negros em "seu lugar". Mudanças são difíceis, mas necessárias. Vai ser difícil para os brancos encarar que temos que ter mais negros ocupando lugares que sempre foram dos brancos. Mas é uma mudança necessária. A cara do brasil não é branca. Existem brancos pobres, sim(!) que serão contemplados pelas cotas sociais. A inclusão é para todos. Inclusive para os negros que mesmo não sendo pobres, precisam estar dentro das universidades para compatibilizar com a realidade racial que vemos nas ruas, para valorizar a imagem do negro tanto quanto a do branco, que já é supervalorizada, para que uma criança negra, sendo ela pobre ou não, possa se sentir parte da sociedade e não uma minoria. Para os negros que conseguiram entrar sem o sistema de cotas,meus sinceros parabéns, por provarem que mesmo diante de todas as adversidades encontradas pelo caminho conseguiram entrar. Para os negros que acham que não tiveram adversidades pelo caminho saibam que vocês são excessões e que a realidade de vocês não se aplica à maioria dos negros do Brasil, portanto não podemos ter vocês como medidas para todos os negros brasileiros.

  33. Nicole Postado em 30/Aug/2012 às 11:57

    Independentemente de sua opinião sobre o tema, o texto é DESNECESSARIAMENTE agressivo. Me decepciona lê-lo aqui.

  34. Ismael de Jesus Postado em 04/Sep/2012 às 14:49

    Que caras de pau essa gente que acha pesado e radical o texto acima. Reação típica de um país de gente conservadora e racista e que historicamente sempre vacilou quanto a mudanças profundas de pensanmento e comportamento. Por aqui, ainda havia escravidão oficial na penúltima década do século XIX; por aqui a primeira universidade seria fundada em 1930; por aqui greve, justiça social e direito da mulher eram caso de polícia; e hoje um grupo de neoconservadores, de mentalidade reacionária, apegados aos costumes, ignorantes da história do país, acha que o texto é pesado, radical. Não tenho paciência para essa calhorda nefasta que só só lê Veja, Ali Kamel e qual papagaio repete tudo o que dizem esses grupos midiáticos decadentes! Para começar, sugiro que leiam "Preto no branco", de Thomas Skidmore (Paz e Terra)... Talvez, a partir daí, possam se preocupar com o suposto radicalismo da prosa sucinta acima. Parabéns Praagmatismo e especialmente aos autores do texto. Não esperava que o texto fosse adoçicado como a escravidão de Gilberto Freire nem como as opiniões da revista Veja nem das Épocas globais. Ainda bem. Sou branco e profissional liberal e sou a favor das cotas para negros e índio nas unioversidades e empresas porque trata-se de uma conquista do povo negro (Lei 10.639/03)e não do governo, é certo. Deveria servir de exmplo à toda sociedade. Mas...

  35. Arihel Marreiro Postado em 04/Sep/2012 às 19:57

    Assino embaixo o que o rapaz, João, do primeiro comentário disse. É até curioso um texto desses num site que diz pregar o "pragmatismo político". E não. Eu sou a favor das cotas. Mas como medida emergencial, auxiliar. O problema é que ela cai no barranco da mania de procrastinação política brasileira. É aquela história. Obra que demore mais de 4 anos ninguém faz; não capitaliza voto. Empurra com a barriga, remenda um asfalto, dá uma mão de pintura no aeroporto, constrói estádio com três turnos de trabalho por dia, passa a lei das cotas... Ainda que você disponibilizasse 100% das vagas das universidades públicas pro negros e estudantes de escolas públicas o número de pessoas que iam ficar de fora da ensino superior ia ser imenso. Reduz isso pela metade e é uma parada irrisória, enquanto o ensino médio e fundamental público continuam uma bomba. E é loucura você pensar que esse tipo de crítica devia ser feito exatamente pelos movimentos que celebram a Lei de Cotas e automaticamente perdem força política com a desmobilização resultante da ressaca de uma vitória de Pirro dessas. A pauta tem que ser outra.

  36. Geisa Lourenço Ribeiro Postado em 06/Sep/2012 às 01:04

    Lindo texto! Foi direto ao ponto! Parabéns!

  37. Ana Postado em 06/Sep/2012 às 15:21

    É, sim, sobre mim. É sobre mim, porque os 300 reais que cada cotista recebe mensalmente pra estar na faculdade, vem do meu bolso, também. É sobre mim porque ralei muito pra entrar na faculdade, passei na reclassificação, pra ouvir cotista dizer que não sabe o que está fazendo ali, passou de primeira com um terço da nota que eu tirei e mal sabe o que é o curso que está fazendo. Estamos falando de uma faculdade pública bancada com o dinheiro de cada um, então é sobre todos! É um absurdo e me sinto profundamente ofendida quando leio algo desse tipo. Não é porque eu nasci em família de classe média que mereço menos que quem é de classe baixa. Não é porque sou branca que mereço menos que o negro. Onde está a igualdade nesse discurso?

  38. Fabio Postado em 10/Sep/2012 às 19:27

    Fiquei emocionado com tanto vigor na pregação racista desse texto. Como disseram aí nos comentários, foi direto ao ponto! Muito obrigado por esclarecer para todo o Brasil o que realmente está por trás da idéia das cotas: o ódio desmedido a pessoas que nada fizeram de errado contra os outros.

  39. Fabio Postado em 10/Sep/2012 às 19:40

    Pessoas que são favoráveis às cotas, entendam que esse discurso odioso sempre esteve na mente dessas pessoas. Parem de ser ingênuos, a verdade é que qualquer tipo de separação de pessoas por sexo, etnia, cor de pele, ancestralidade... é uma brutalidade. A pregação do ódio ecancarado já começou, ONDE ISSO VAI PARAR? Não sejam idiotas úteis nas mãos das pessoas por trás do sistema de cotas, defendam o indivíduo honesto e pacífico de qualquer sexo etnia, cor, ancestralidade, time de futebol, opção sexual... somos todos humanos.

  40. Fabio Postado em 10/Sep/2012 às 19:57

    Olhem só o que esse tipo de pensamento já deu: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1046 Se não entenderam a analogia, o autor deste artigo racialista está transformando o tal estudante branco de classe média no equivalente KULAK da Ucrânia. O conceito é o mesmo, só muda o contexto.

  41. Renato Postado em 10/Sep/2012 às 20:34

    Sowell argumenta tenazmente contra as ações afirmativas. Ele demonstra que suas bases práticas e morais não se sustentam; que os seus resultados não apenas deixam de beneficiar aqueles que se intencionava ajudar, mas são na verdade nocivos, isso em todos os lugares em que foram postas em prática. Alguns podem estar pensando; "racista". É um reflexo infelizmente comum. Mas o próprio Thomas Sowell é negro, e não é, definitivamente, racista, ainda que credite em muito a situação a um desempenho inferior dos negros em certas áreas. Ele não defende que seja um resultado de uma incapacidade biológica, mas algo comum em casos de migração, pobreza, e etc. Sobre isso ele também escreveu um estudo (citado e elogiado por Steven Pinker, argumentando contra teorias de psicologia evolutiva de que o judaísmo seria uma estratégia de adaptação biológica de grupo), questionando o livro "bell curve", e apontando que por exemplo, em apenas uma geração os negros tem o mesmo QI de uma geração anterior de brancos (efeito Flynn), o que levanta sérias dificuldades para uma causa biológica para essa disparidade, uma vez que os negros são geneticamente os mesmos que os da geração anterior, bem como os brancos. A causa, ele defende, é cultural, diferenças de costumes e valores: desprezo pelo conhecimento acadêmico, apreço por violência, etc - que ele defende ser uma cópia da cultura "branca" de certos "caipiras" (rednecks), em vez de algo genuinamente negro, como muitas vezes alguns defendem. Ele também argumenta que a diversidade por diversidade apenas é algo sem sentido. Países etnicamente homogêneos como o Japão se dão muito bem, em diversos aspectos melhor que os EUA, então a diversidade, a representação étnica homogênea ou proporcional em todas as atividades ou estratos sociais não é algo essencial para o avanço da sociedade, não devendo ser artificialmente implementada. Discriminação? Sowell questiona a suposição de que disparidades demográficas na "representação" se devem a discriminação. Essa suposição é raramente testada contra os dados sobre disparidades nas qualificações; dá como exemplo que no ano de 2001, houveram mais de 16.000 estudantes ásio-americanos que tiveram resultados acima de 700 pontos no SAT (teste de aptidão escolar), enquanto menos de 700 estudantes negros tiveram resultados tão altos, apesar de haver várias vezes mais negros do que ásio-americanos. Para ele, dados como esses são simplesmente ignorados ou "afogados" entre as afirmações de que discriminação "encoberta" explicaria a escassez de negros em instituições e ocupações que requerem um forte conhecimento de matemática. Sowell argumenta que diferenças de costumes entre as diferentes populações e indivíduos não podem ser banidas da discussão como "estereótipos" ou por ser "culpar a vítima", pois a causa não é "culpa", e se eles são ou não vítimas é justamente a questão. A disparidade não é devida à uma discriminação, mas à legítimas diferenças de desempenho entre os grupos Sowell aponta que grupos supostamente discriminados mostram dominância estatística sobre a a população majoritária em campos como esportes e entretenimento. Nesses campos, talentos individuais não requerem o nível de educação superior necessário a diversos outros campos de atuação. Os os maoris não podem manter os neo-zealandeses brancos fora dos times esportivos do país, exceto por superá-los em desempenho no campo; os jogadores de beisebol negros dos EUA não podem impedir os jogadores brancos de bater os os home runs, mesmo que quatro dos cinco maiores totais de home runs tenham sido batidos por jogadores negros. Disparidades estatísticas não provam nada sobre discriminação porque são comuns mesmo em situações nas quais não há nem mesmo um mecanismo que possibilite essa discriminação. O que é apontado como discriminação, na verdade seria, tal como esses casos, simplesmente diferentes resultados legítimos de desempenho na competição do mercado e instituições de ensino. Conclusões que se teria que tomar por casos similares, no que se refere às instituições de ensino, supondo que disparidade significa discriminação: - a maioria dos malásios seriam vítimas das minorias chinesas na Malásia; - a maioria dos nigerianos do norte seriam vítimas da minoria ibo; - a maioria sinalesa seria vítma da minoria tamil no Sri Lanka; - numerosas outras maiorias seriam vítimas das minorias chettiar ou marwari em várias partes da Índia; - as maiorias brancas no Canadá ou EUA seriam vítimas das minorias japonesas. Resultados: diminui-se a qualidade dos profissionais, perde-se profissionais de alta qualidade, e gera-se conflito onde antes não havia Thomas Sowell estudou programas de ações afirmativas de países como Índia, Malásia, Nigéria e Estados Unidos da América. O que ele concluiu é que esses programas tem nos melhores casos impacto desprezível nos grupos que objetivam ajudar. Em vez de benefícios para os grupos tidos como vítimas da maioria, essas políticas trouxeram perdas para toda a sociedade, tanto por não explorar todo o potencial acadêmico da população, quanto através de polarização entre os grupos e violência resultante. Dados diversos podem ser obtidos de uma variedade se fontes privadas nos EUA sugerindo que os negros americanos mais afortunados recebem uma parte desproporcional dos benefícios que iria para os negros como um todo nos EUA, da mesma forma que os malásios mais afortunados tendem a se beneficiar mais das ações afirmativas na malásia ou os intocáveis mais afortunados se beneficiam mais das ações afirmativas na Ìndia. Costuma-se pensar que as cotas não tenham qualquer custo, por simplesmente trocarem os beneficiários, mas Sowell demonstra que isso não é verdade, e que o resultado na verdade pode é negativo. Um grupo pode perder maisdo que é ganho pelo outro, fazendo com que a sociedade como um todo perca no fim das contas. Sowell exemplifica, "quando um grupo no qual 80% dos estudantes admitidos na faculdade iriam se formar perde admissões para um grupo no qual apenas 40% dos estudantes se formam, então o primeiro grupo precisa perder 800 graduados para que o segundo ganhe 400 graduados. Além disso, é comum que em muitos países os estudantes de menor qualificação se especializem em campos mais fáceis e menos remunerados, além de terem menor desempenho acadêmico; assim o primeiro grupo pode perder 800 graduados, concentrados em campos como matemática, ciências e engenharia, enquanto o segundo grupo ganha 400 graduados concentrados em campos como sociologia, educação e estudos étnicos". Não há apenas essa perda de eficiência, por pessoas menos qualificadas sendo escolhidas em detrimento de mais qualificadas, mas também ocorre de vários membros altamente qualificados de grupos não beneficiados por cotas abandonarem uma sociedade por terem tido reduzidas as suas chances, e com eles, vão as suas contribuições para a sociedade. Esse tipo de perda ocorreu na Malásia, na África do Sul, Fiji, na Ásia Central soviética, no leste da África e em diversos outras sociedades onde as habilidades desses emigrantes poderiam contribuir muito para a sociedade, eventualmente até para os que supostamente são "ajudados" por sistemas de cotas. Todos perdem. Há ainda os gravíssimos custos sociais em polarização entre os grupos, trazendo violência e mortes. Na Índia, houveram revoltas sangrentas; diversos brahmins se incendiaram em protesto contra as políticas que destruíram suas perspectivas. O Sri Lanka durante um bom tempo, até o meio do século XX, teve uma reputação exemplar como país no qual as relações entre as populações majoritárias e minoritárias. Isso mudou com décadas de guerras civis marcadas por horríveis atrocidades, onde morreram mais pessoas do que americanos em todos os anos da guerra do Vietnam, apeasar do Sri Lanka ser muito menor que os EUA. Ao mesmo tempo, mesmo que se julgasse que a compensação aos negros compensasse toda essa perda para a sociedade em desenvolvimento, em harmonia, e até em vidas, há ainda o problema de que aqueles que se objetivava ajudar, acabam não sendo ajudados. Depois que as cotas acabaram nas universidades do estado da Califórnia, o número de estudantes negros aumentou. Menos negros vão para Berkeley, e mais vão para oustras faculdades, nas quais eles conseguem passar por critérios admissão iguais para todos, e esses estudantes tem maior chance de se formar, em vez de serem simplesmente figurantes que eventualmente desistiam ou fracassavam. Sempre que os critérios de admissão são os mesmos todas as raças, os resultados nos testes de aptidão são similares, e as taxas de graduação são também similares. Quando há padrões diferentes de admissão, há grandes diferenças entre os testes de aptidão de negros e brancos, bem como grandes diferenças nas taxas de graduação. Num caso, na Universidade de Colorado, o SAT médio dos estudantes negros era inferior ao dos estudantes brancos em mais de 200 pontos: apenas 39% dos estudantes negros se graduaram, contra 72% dos estudantes brancos. Na Universidade de Colorado, em Denver, a diferença do SAT era de apenas 30 pontos: 50% de todos os estudantes negros e 48% dos estudantes brancos se graduaram. Os benefícios tendem a se estender rapidamente para muito além daqueles que se intencionava compensar pela situação ancestral ou atual, chegando a até haver uma relação inversa entre os que a necessidade de ajuda e os benefícios na prática. Coisas bizarras vão acontecendo. Sowell diz que desonestidade está sempre junta com esse tipo de política. Os princípios não condizem com as ações. A idéia geral abre precedentes para coisas injustificáveis por qualquer sofrimento que os negros tenham tido, como por exemplo, a admissão de estudantes brancos num colégio público de São Francisco em detrimento de sino-americanos melhor qualificados que também tentaram se matricular. Em alguns casos, critérios extra-curriculares obscuros e irrefutáveis passam a contar pontos para admissão, como "liderança", ou "superação de adversidades". Na Índia, argumentou-se que certos critérios ajudariam a "impedir que criaturas insignificantes sem personalidade se tornassem engenheiros ou doutores". Os negros também perdem: não só não são ajudados, como perdem em credibilidade e dignidade Sowell lembra do fato histórico que vem sido apagado da memória das pessoas devido às ações afirmativas: a maioria dos negros nos EUA saíram por si próprios da pobreza nas décadas anteriores à revolução dos direitos civis dos anos 60 e do começo das ações afirmativas nos anos 70. Isso vai sendo levado ao esquecimento, com as ações afirmativas, e os negros vão então cada vez mais sendo vistos por toda população, tanto pelos seus amigos quanto pelos racistas, como incapazes, que devem os seus avanços à caridade do governo, e lhes é tirada a oportunidade de conquistar o mesmo respeito que outros grupos ganharam ao saírem por si mesmos da pobreza, ao se tornarem pessoas mais produtivas, que contribuem com a sociedade. Para Sowell, as ações afirmativas tem o efeito de uma moratória do reconhecimento das conquistas dos negros, que supostamente deveriam ajudar. Os estudantes negros admitidos por padrões inferiores acabam tendo uma taxa maior de fracasso acadêmico, e aqueles que foram admitidos pelos padrões iguais aos de todos os outros tem suas credenciais postas sempre vistas com desconfiança gerada pelos padrões diferentes de admissão dados às minorias. Numa época em que a universidade de Harvard admitia mais da metade dos filhos de ex-alnos, essas admissões especiais eram desproporcionalmente representados entre os estudantes que fracassavam. Alternativas Para Sowell, é necessário admitir que temos limitações, mas que mesmo assim podemos fazer muito mesmo dentro dessas limitações. "Na América, ao menos, a história demonstrou dramaticamente que isso pode ser feito pois já foi feito". Ele aponta para tremendos progressos econômicos e sociais ocorridos no começo do século XX por alguns dos mais pobres e considerados menos promissores segmentos da população. No começo do século passado, apenas cerca da metade dos negros americanos eram alfabetizados; judeus viviam abarrotados em favelas piores do que as atuais. Os judeus, tinham resultados de QI consideravelmente baixos (70 pontos, mesmo os ashkenazi). Os sino-americanos estavam numa situação tal que inspiraram a expressão "não tem a chance de um china", para se referir a alguém enfrentando uma situação contra todas as probabilidades de se suceder bem. O que ocorreu, antes dos programas de ações afirmativas dos anos 70, não foi simplesmente transferência de benefícios do resto da população para esses grupos - que na melhor das hipóteses, tem ganho zero - mas progresso social e econômico real, com os membros mais pobres contribuindo para o avanço da sociedade como um todo, com a sua educação crescente, ascenção profissional. Esse crescimento foi dramaticamente maior do que o que ocorreu depois da implementação das ações afirmativas. Sowell acredita que a esse progresso todo é ignorado, ou mesmo desdenhado como simplesmente "não fazer nada", por não ser tão interessante aos políticos, ativistas e intelectuais que ganham em posar como moralmente superiores ao denunciar a socieadde. A pobreza dos negros foi reduzida até a metade, antes das açõesa afirmativas, não tendo diminuido muito mais desde então, mas isso parece não importar.

  42. Ivan Eugênio da Cunha Postado em 10/Sep/2012 às 21:32

    É isso que acontece quando a mentalidade grupal/coletivista toma conta: discursos de ódio de um grupo para outro. Esquecem que a sociedade não é feita de grupos, mas indivíduos. Esquecem que grupos são separações artificiais e que os indivíduos (cada um com suas características *únicas*) que são os verdadeiros componentes fundamentais da sociedade. A política de cotas só perpetua o racismo, pois admite o pressuposto racista de que cor de pele é uma identidade. O racismo nada mais é do que essa idéia de que cor de pele é uma identidade e que é possível julgar a partir dela, ou seja, nada mais é que uma forma primitiva e nojenta de coletivismo. Não é possível combater o racismo admitindo o seu pressuposto. É simplesmente um absurdo. Ayn Rand explica detalhadamente o erro crasso por trás desse raciocínio torto: http://www.libertarianismo.org/index.php/academia/21-objetivismo/1012-racismo

  43. Victor Postado em 11/Sep/2012 às 05:42

    Disse tudo. Vou propor um novo tipo de cotas. Gotas para baixinhos e gordos, ou melhor, verticalmente prejudicados e pessoas com o peso acima da média. 1 - Existem estatísticas que obesos e baixinhos possuem menores salários na média. 2 - Gordos e baixinhos sempre são vítimas de piadas, bullying, etc. 3 - Quem discorda desta opinião, é um preconceituoso praticante de bullying contra baixinhos e gordos. OBS : Este comentário é irônico e foi feito para mostrar como o texto não tem sentido. Um filho não pode legalmente assumir a dívida do pai. Isto de "reparação histórica" é palhaçada. Sem contar que não é fácil classificar um "negro" neste país, com tanta mistura de raças. Temos até um caso de gêmeos, onde um teve cotas e o outro não. Quanto ao argumento da igualdade, que lixo. Igualdade é o pior coisa que existe. Compare a Coreia do Norte(sem nenhuma desigualdade) com a Coreia do Sul, que respeita as diferenças individuais. Igualdade = nivelar por baixo.

  44. victor Postado em 11/Sep/2012 às 07:02

    As pessoas gostam de pensar em termos de uma justica cosmica, mas a realidade e feita por circunstancias que nem sempre sao justas. Algumas pessoas sao mais inteligentes, atraentes, talentosas, sociaveis, comunicativas ou simplesmente nascem em familias mais ricas e melhor equipadas para prover educacao e contatos sociais do que outras pessoas. Isso talvez nao seja politicamente bonitinho, mas e a realidade. E e uma realidade que afeta as oportunidades que cada pessoa encontra. Negar essa realidade, ou tentar contorna-la atraves de politicas de equalizacao de oportunidades, e incidir sobre todos um enorme custo que nao pode ser ignorado. O candidato rico a faculdade de medicina, por exemplo, provavelmente recebeu um enorme investimento privado em termos de educacao, investimento que seria jogado no lixo se esse candidato fosse preterido em nome de um candidato menos preparado. Nao importa que ele em si nao tenha todo o “merito” de ser o melhor candidato, as circunstancias de sua infancia sendo mais favoraveis. O que importa e que ele esta melhor preparado e que em virtude disso demandara menos esforco para se transformar num medico capacitado a atender a populacao. Resultados no mundo real sao uma mistura complexa de merito e circunstancias, e isso nao pode ser modificado por simples vontade politica. O livre mercado permite que individuos acessem essas circunstancias e aloquem recursos de maneira eficaz, i.e., minimizando desperdicios desnecessarios de recursos escassos. Essa alocacao pode ate considerar o merito na forma de esforco pessoal como um fator, mas de certo nao e o que e mais determinante na maioria dos casos. Entre um medico esforcado porem incompetente e um cirurgiao playboy brilhante a escolha e obvia. Educacao e um recurso escasso. Leva-se tempo e recursos humanos e materiais para que um individuo saia do estado de ignorancia e percorra todo o caminho ate se tornar um doutor em medicina. Nao e uma simples questao de escolha social. Tentar mudar isso na porta da faculdade apenas prejudica as coisas.

  45. Eduardo Postado em 13/Sep/2012 às 14:35

    Texto estúpido e radicalista. Mistura conceitos e confunde os analfabetos funcionais.

  46. Lyndy Luca Postado em 16/Sep/2012 às 17:55

    Infelizmente, poucas são as pessoas com um mínimo de consciência (tanto num geral, quanto daquelas que expuseram aqui suas opiniões). Fico me perguntando, e me perguntarei para o resto de minha vida qual seria a opinião das pessoas que são contra as cotas (sejam elas "raciais" ou "sociais") se fossem elas as pobres ou negras ou indígenas... Chegamos a um ponto em que tudo o que realmente importa e vale é o que é Meu, ou o que Me circunda. Para o outro, sempre haverá "esse ou aquele" ponto de vista contrário (firmando-se sempre no seu direito a liberdade de opinião, que é legítimo, de fato, mas que serve unicamente como ponto de vista pessoal), que fará do outro errado e de si mesmo, o certo. Que trará sempre as benesses mais para si, por mais que se queira aproximar um pouquinho do outro, porque, afinal, "aprendemos na igreja, aos poucos domingos que fomos, que "temos de ser caridosos!", e que no fundo, sempre somos os grandes injustiçados, por mais que a vida (geralmente a alheia), prove que há muitas e maiores injustiças nesse mundo... Espero pelo dia vindouro em que as consciências despertem e que não mais se façam necessárias leis de reparação de atos hediondos contra irmãos nossos, que causaram (e ainda causam) um imenso abismo (referindo-me tanto aos irmãos negros, índios, quanto a todas as "raças/etnias" que sejam socialmente carentes e desprovidas do devido e igualitário tratamento por parte de seus governos) e consequências que refletem-se duramente nas sociedades.

  47. Eliza Postado em 25/Sep/2012 às 17:53

    E o afrodescendente rico que tem o papai pagando mil reais todo mês em um cursinho para passar em medicina?

  48. Alex Postado em 25/Sep/2012 às 20:02

    Agora, que o ensino médio está muito ruim e o governo do PT não fez NADA sobre isso nos últimos 10 anos... já era mais do que na hora de tirar dos estados a responsabilidade do ensino porque NÃO FUNCIONA. E dai, as universidades sofrem com estudantes que não tem a menor condição de acompanharem o nível dos demais, além do que a estrutura de suporte não existe: casas do estudante são poucas, RU não funciona em domingo, e o estudante ainda tem que trabalhar para se sustentar, quando o certo era ter um curso de reforço no tempo livro para ajudá-lo a chegar no nível dos demais e que recebesse bolsa do estado. No fim, é uma solução barata, mas que prejudica as universidades que tinham excelência e que arriscam perde-la. Enquanto isso dinheiro público aos borbotões vai para faculdades privadas que entregam um ensino de baixa qualidade via prouni.

  49. Akaer Postado em 28/Sep/2012 às 11:37

    Péssimo, texto racista, no Brasil parece moda e até incentivado o preconceito contra os brancos, mas esse preconceito ninguém vê

  50. carla Postado em 01/Oct/2012 às 23:25

    Acho muito produtivo o exercício da democracia ao ler opiniões tão diversas!!!Mas fico com a autora e com aqueles que dizem que ver a realidade tão duramente exposta incomoda os preconceituosos e aqueles que não querem perder seu "status quo"!!!Acho que o ódio,e outras qualificações pejorativas ao texto,parecem mais refletir o ódio de quem supostamente o denuncia...Sou de classe média,branca,e não me senti nem um pouco ofendida,e sim aliviada de ver a hipocrisia denunciada!!!

  51. Hueboy Postado em 15/Oct/2012 às 15:45

    Que texto mais sensacionalista.

  52. NaLatos - Nadia Latosinski Postado em 26/Oct/2012 às 20:28

    O texto é perfeito e muito verdadeiro. Só um detalhe: eu fui uma estudante de classe média privilegiada e hoje sou servidora pública de classe média privilegiada, mas eu acho que essa conversa é sobre mim sim! Por que eu quero um mundo justo, um mundo sem preconceito, um mundo em que Igualdade, Tolerância, Democracia e Liberdade não sejam apenas palavras, mas atitudes e que nos envolvam tanto quanto o ar que respiramos. É por isso que eu ainda acredito no ser humano. É por isso que eu ainda acredito na Esquerda. É por isso que não consigo ver injustiça e preconceito sem ter uma vontade interna de vomitar. É por isso que eu tento, ao meu jeito, mudar um pouco o que há na minha volta. É por isso que eu tento fazer as pessoas que conheço entender: que eu não to nem aí se tu és branco, negro, amarelo, vermelho, cor de rosa, ou se és hetero, bi, gay, trans, pan ou ate assexuado, ou se tu és pobre, rico, médio, judeu, espírita, catolico, evangelico, ateu... somos iguais! Há brancos estudantes de classe média privilegiados que não pensam assim (como o texto fala), não saiam simplesmente virando a mesa pro nosso lado!!! Não preciso de comoção, nunca precisei, mas aceita a minha mão e deixa eu fazer parte da tua luta. #ProntoFalei Desculpem o desabafo, é que às vezes eu sinto uma certa generalização, como se toda a minha etnia e classe social fossem desse jeito estúpido e desumano que o texto aborda. Parabéns pelo texto. Adoro esse blog. Abraços a todos.

  53. Lara Postado em 31/Oct/2012 às 16:39

    A questão não é exatamente essa. Você não está olhando a fundo a situação, quero dizer, é muito comodo para o governo simplesmente abrir cotas para pessoas de escolas públicas, negras e indigenas à fazer algo que melhore de verdade a educação pública brasileira. É muito mais simples ao invés de usar o dinheiro público para melhorar as condições das salas, aumentar o salario dos professores e dar algum incentivo a essas pessoas irem para escola, reembolsá-los ou fazer benfeitorias para coisas como a copa das confederações. Além disso, você não vê como invés de diminuir o preconceito, ocorre exatamente o contrário. Por uma pessoa ser de outra etnia ou estudar em escola pública faz dela alguém sem capacidade de passar no vestibular concorrendo com os demais? E porque separar alguém dos demais pelo simples fato de possuir uma classe social desfavorável? Pense nisso, porque muitas de suas palavras não possuem fundamento

  54. Francielli Brandt Postado em 01/Nov/2012 às 01:05

    Sou estudante branca, classe média, almejo uma vaga no curso de medicina e meus pais trabalharam e trabalham muito para pagar meu cursinho. Li que o texto não era para mim, mas, teimosa como sou, li igual. Em nenhum momento lamento não ser cotista, e em nenhum momento tiro a razão de ser das cotas. Entretanto, lamento que as discussões sobre o assunto tomem um rumo tão agressivo. Gostaria de lembrar que as cotas infelizmente continuam mal distribuidas. Há muito cotista com tênis da moda, iphone e frequentando cursinhos que fazem deles candidatos mais bem preparados que seus concorrentes igualmente cotistas. Antes de culpar estudante branco classe média nao cotista por tantas infelicidades, gostaria que a autora pensasse também na desigualdade social e economica que existe entre os próprios cotistas. Ao meu ver, é o maior problema das cotas raciais.

  55. Alice Postado em 09/Nov/2012 às 16:53

    Um ponto de partida justo para todos. Invistam em educação de qualidade e que se explodam as diferenças sociais e econômicas! Tapar o sol com a peneira com esse mimimi de cotas e outros programas sociais não fazem sumir as diferenças. Pobre e negro muitas vezes nem com cota entra em uma faculdade, mas não por ser pobre e negro, e sim por falta de interesse! Por mais rico ou pobre que seja o estudante, se faltar esforço falta tudo! Somos todos humanos capacitados e todos possuímos polegares opositores para folhar os livros disponíveis para TODOS em qualquer bibliotecazinha pública. Ou então utilizar a internet como benefício no aprendizado. Ao meu ver falta de dinheiro ou diferenças na cor da pele não compromete a capacidade de raciocínio de ninguém. Quando se realmente quer, tudo se consegue.

  56. Liliam Postado em 21/Nov/2012 às 20:49

    Pois é, esse texto também não é com os brancos pobres, que também não poderão entrar nas universidades, porque sua cor de pele não permite, a cota não lhe atinge.

    • Gustavo S Postado em 21/Nov/2012 às 20:59

      Liliam, todos os pobres estão inclusos na nova lei de cotas. Sugiro que se informe sobre a lei ou a leia na íntegra.

  57. Isabelle Jablonski Postado em 02/Dec/2012 às 02:07

    Alice, ia comentar isso daí mas você já chegou primeiro hahaha. Concordo com você, mas acho que você foi um pouco radical quando afirmou que "quando se realmente quer, tudo se consegue." Sim e não; sim, porque o interesse é, realmente, um fato de destaque; e não, porque sabemos que existem lugares afundados em extrema miséria e o interesse de pouco adianta onde não se tem condição. Fora isso, concordo plenamente. Afinal, é muito mais fácil dar o peixe do que ensinar a pescar. É muito mais fácil jogar os excluídos (excluídos pelo próprio sistema) em universidade do que dar a TODOS (sem exceção: branco, preto, índio, pobre, rico etc) uma educação de qualidade que faça com que o seu próprio mérito seja o fator de destaque. E a galera aí defensora da cota, já que existe preconceito nas universidades, existe também nos trabalhos, certo? Imagine a seguinte cena: um pai de família com 10 filhos e 1 esposa pedindo emprego pra você, o empregador. "Moço, eu tenho 10 filhos e 1 esposa pra sustentar.. não sei ler nem escrever, mas preciso sustentá-los. Por favor, me dá um emprego". Você daria? Por favor, não venham com hipocrisias, porque é tudo muito lindo até que começa a te afetar.

  58. Luiz Carlos Coutinho de Souza Postado em 16/Dec/2012 às 14:11

    Excelente o artigo. Muito bom, embora eu tenha minhas dúvidas quanto a política de cotas, achei o texto bem escrito. Agora, por favor, não permitam que "comentarista" Diego, que diz saber das coisas e seu fundamentos (?) ecreva nada neste Blog. Coutinho

  59. Antonio de Pádua Postado em 16/Dec/2012 às 14:43

    O Sr Joaquim Barbosa chegou ao posto em que chegou por Mérito e não por cotas. Cotista será sempre cotista, sem mérito algum. Ganhar as custas dos antepassados que sofreram no cativeiro é covardia... O objetivo deveria ser uma Escola Pública de qualidade ímpar para todos, com respeito total e irrestrito aos Mestres. O Brasil está se perdendo na Base com Cotas, ECA, Bolsa Família , destruição ambiental e falta de qualificação profissional. Como estará esse País daqui a dez anos, do jeito que as coisas estão indo ? Será que estaremos nos agredindo nas ruas por motivo de raça, credo e sexo? Aquem estaria interessando esse tipo de situação ? " Quem viver, chorará ? "

  60. Alexandre Postado em 17/Dec/2012 às 14:20

    Esse texto estupidamente tenta nos dar a idéia de que os negros são pobres e merecem cotas e todos os brancos são ricos e não merecem nada. Venho de uma família que originalmente veio da Polônia depois de fugir da guerra e se estabelecer aqui no Brasil com muito suor e muito trabalho. Sou a favor das políticas assistencialistas do governo porém isso deve ser discutido de outra maneira. Esse texto aumenta ainda mais o preconceito estúpido que já existe. Também compreendo muito bem a disparidade entre brancos e negros no Brasil, mas confesso que conheci negros na universidade onde estudei que eram oriundos de famílias ricas, aliás muito ricas. Estudei minha vida toda em escolas públicas e meus pais nunca se encaixaram nesse perfil que está sendo descrito e nem por isso eu tive benefício de cotas para ingressar em uma universidade pública. Acredito que devemos nos comover com pessoas pobres e carentes sejam elas negras ou brancas. Texto radical e preconceituoso!!

  61. Gabriel Postado em 17/Dec/2012 às 21:27

    Eu fico lendo esses comentários e pensando, será que esses "bonzinhos" cheios de "ideias" não se dão por conta o tamanho do racismo que habita as suas almas?! Não existe argumento contra as cotas que não seja racista. Quando escravizaram, quando a polícia persegue, quando discriminam sempre olharam a COR DA PELE. Quando está na hora de começar a reparar a imensa dívida histórica querem esquecer da COR DA PELE. Para que cotas???? SE houvessem políticas públicas…, SE houvesse educação pública de qualidade…, SE, SE SE… NÃO HÁ NADA DISSO!!!!! E os negros continuam a sofrer preconceito, continuam a carregar séculos de escravidão nas costas, continuam a sofrer perseguição policial, continuam excluídos! Agora os escravocratas acham que os negros podem esperar mais quantos séculos para esses “SE” deles se realizarem, se é que se realizarão? Chega de cinismo!!!! Isso é racismo puro!

  62. Gabriel Postado em 17/Dec/2012 às 22:08

    Lendo os comentários vejo como é forte a ideologia que prega que o negro tem que ser pacífico, não pode reclamar, não pode se revoltar, tem que esperar o branco resolver ser "bonzinho". Dizem: "o negro não pode falar num tom de revolta, isso vai aumentar o racismo". Quando o negro reivindica seus direitos é que vemos quem é racista, porque logo surgem esses tipos de comentários.

  63. Adilson de Freitas Postado em 09/Apr/2013 às 02:14

    Acho esse papo de racismo a maior perda de tempo. Que discurso mais bobo. Se tivermos realmente progresso e oportunidades de trabalho, as diferenças irão se esmaecendo à medida em que nossos verdadeiros valores tiverem lugar de surgir. Um país que nem o Brasil, com tecnologia reduzida, políticos assistencialistas, professores letrados e mal pagos, polícia desassistida, o que se pode dele esperar? Enquanto se fala de racismo, aqui, lá fora são feitos chips de última geração, se processa nanotecnologia e se converte matéria prima em preciosos bens de consumo. Já aqui, vendemos minério de ferro e outras matérias primas, a preço de banana, como se fazia há 50 anos atrás. Nos países onde houve escravos, podemos notar que leva-se pelo menos mil anos para os descendentes de escravos serem realmente aceitos e se mesclarem à sociedade escravagista. Aqui, em menos de 150 anos, estamos a ver o resultado da mesclagem e de uma enorme parte de aceitação dos afro-descendentes. E reclamam de quê? Sempre me dei bem em escolas e cursos, mesmo sendo mestiço. Houve brincadeiras de mau gosto? Houve, mas e daí? Não perdi amizades por causa disso. Não sou complexado e nunca precisei de cotas. Vamos ajudar o Brasil a crescer, exigindo mais dos políticos e abandonando discussões estéreis como racismo?

  64. Adilson de Freitas Postado em 10/Apr/2013 às 01:20

    Vemos um governo populista, já há dez anos no poder e a escola pública continua canhestra, não é? Parece que não há interesse em melhorá-la… Por que será? Então, procuramos saídas esdrúxulas como as cotas. Como professor universitário que fui, durante trinta anos numa faculdade pública, não fiquei animado com os resultados que pude ver nos cotistas. Afora um ou outro afortunado, que dariam certo em qualquer sistema, pois, realmente tinham valor, o que vi foi decepcionante. Alunos totalmente despreparados, que não entendiam o que liam. Alunos que buscavam sempre facilidades, procurando fugir das etapas do sistema… Faltando a provas e pedindo segunda chamada e induzindo o mestre a lhes conceder trabalhinhos, de forma a obterem notas… Pedindo para não serem reprovados em frequência porque estavam envolvidos num projetinho que lhes daria dinheiro… Querendo acumular benesses… Enfim, nada que me pudesse animar com as cotas. Constatei que mais uma vez eu via política eleitoreira, preconizada por políticos de horizonte curto e sem amor ao país. E me entristeci. Vim de família extremamente pobre. Minha mãe ajudava meu pai no sustento da família. Pra isso, ela trabalhava em casa, fabricando envelopes, sem deixar de fazer todo o trabalho de doméstica. Estudei porque ganhei bolsa de estudos em concurso. Lia muito. O fato de eu ser mestiço não me impediu de ser um aluno excelente. Não soltava pipas e pouco brincava nas ruas. Me dedicava. Ganhei o respeito dos colegas, mesmo os mais bem-nascidos. Às vezes me chamavam: Boca de Crioulo! Nariz de Crioulo! Mas, isso não me fazia odiá-los. Resultado: tornaram-se ótimos amigos, alguns dos quais conservo até hoje. Há muita intolerância por parte de meus irmãos negros. É como se os brancos de hoje fossem responsáveis pelo passado de sofrimento e de escravidão. Mas não são. Basta de intolerância! Esforcem-se para obterem seus próprios méritos. Que mania de querer vantagens a qualquer custo! Somos todos irmãos. As cotas são vertentes do racismo. Quem é incompetente, cedo ou tarde será discriminado pelo sistema. Por que não exigir desse governo uma escola pública eficiente como havia no passado? Por que não criar um período de adaptação para separar o joio do trigo? Um pré-vestibular mais longo para realmente capacitar os “menos favorecidos”? Eu participaria desse trabalho com muito prazer. Muita luz pra todos!

  65. Fagner Postado em 11/Apr/2013 às 14:25

    Texto cheio de sentimentos Só quem passa sabe o que é !! "Se preto de alma branca pra você é exemplo de dignidade..." então você é contra o que acima foi escrito

  66. Marina Postado em 20/Aug/2013 às 09:13

    Ser a favor do povo é dar bom ensino público...sem mais.

  67. Amanda Postado em 30/Sep/2013 às 10:10

    Concordo em parte com o João. Em parte. Realmente só quem é negro, pobre sabe o que passa. O problema é a generalização. Quem lê e relê texto percebe que é uma visão generalizada da classe média, branca do Brasil. Quer dizer que TODOS são assim? Não tem UM que preste?

  68. Paulo Henrique Postado em 23/May/2014 às 20:31

    Sou o tal estudante de classe média "oqual esta conversa nao me cabe". Sou de classe média sou branco, me processe se nao me gosta, nao gosto das cotas mas as entendo. Cotas sao necessarias POR ENQUANTO, porem em minha opiniao as cotas nao deveriam ser dividias por cor ou raça, na minha opinião pessoas sao só pessoa independe sua raça ou sua cor, para mim cotas deverias ser distribuidas por renda, pois este sim é um fator que divide pessoas (nao em capacidade mas em oportunidades.), cotas também nao devem ser eternas elas devem existir até o momento em que as diferenças sociais nao forem fator de diferenciaçao, devem ser extintas quando tivermos uma educaçao publica de qualidade e que deixe as pessoas as quais fazem uso dele. Em resumo cotas nao sao ruins, porém do jeito que estao sao descriminatorias querendo os falsos moralistas ou nao.

  69. Jader Postado em 24/May/2014 às 12:47

    A opinião da Josenir é, sem dúvida, a mais sã encontrada dentre todas as escritas aqui. * A cota racial, trata-se de um boçal pedido de desculpas à história. * O sistema de cotas para escola pública, ainda que me pareça necessário, ao menos enquanto alternativa em curto prazo, tem eu seu âmago, como falou a Josenir, na legitimação do abandono do ensino básico público. * O texto escrito pela Tamara Freire é, em sua totalidade, um absurdo. Sob a perspectiva lógica, é possuidor de argumentos falaciosos. No caráter geral, é ofensivo, grosseiro. Parece, em resumo, apresentar apenas duas alternativas: ou nós, ou eles. Convenhamos que, para quem grita em nome da igualdade, é uma imensa contradição. * Num regime capitalista, me parece estúpida à pretensão de se atribuir aos de maior posses à culpa pelas mazelas de quem não o tem... *o Pedrinho não pode deixar de ser tratado pelo estado enquanto membro da sociedade, pelo fato de ter nascido branco seu pai ganhar do dobro do que o pai do João que nasceu negro. * Todo aquele que, em seu manifesto, pregar que o direito de X deve ser assegurado à custa do direito de Y, deveria, a fim de evitar expor-se como tolo, voltar à literatura e rever conceitos como o de democracia e igualdade.

  70. Renata Postado em 24/May/2014 às 17:57

    Discordo de tudo que você escreveu, só pra começar, questão das cotas pra escola publica, é uma hipocresia apoiar isso, pois todos sabemos que sim o ensino na escola pubica é deploravel, mas a solução é realmente criar uma cota? melhor o ensino pra que né? vamos baixar o nivel realmente essa é a solução! tem que ser muito burro pra pensar que essa e uma solução temporaria. Sinto pena das pessoas que concordam com essas atitudes imediatistas do governo e não se preocupam com soluções de verdade.

  71. Marcio Postado em 24/May/2014 às 23:29

    Quando será que nós brasileiros serermos mais práticos e humanos? Será que dá pra entender que há SERES HUMANOS que passam por dificuldades, seja por cor, sexo, idade, etnia, religião, condição social, etc? Será que uma vez na vida não podemos nos unir - sem interesses escusos - e ajudar os outros ou pelo menos deixar que outros ajudem? Só criticam nas redes sociais porque é de graça, duvido pagarem 5 reais para uma instituição de caridade para cada crítica que fazem! Saiam do computador e vão ajudar as pessoas aí fora! Atenção é de graça, os "futuros do Brasil" estão aí fora precisando de exemplos, não de discursos vazios de internet!