Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 14/Jul/2012 às 19:48
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Eliane Brum: Todo dia é dia de estupro

A história de Marie Nzoli: do coração das trevas a um hotel de luxo em São Paulo. De onde ela vem, o estupro é um instrumento de guerra. E as mulheres contaminadas pelo HIV são armas biológicas

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Nos quatro dias em que permaneceu na capital paulista, Marie repetia: “Como o Brasil é rico, como as casas são bonitas, como a população vive bem aqui!”

“Por que a água é azul?”, pergunta Marie Nzoli, apontando para a piscina. Em um mundo com infernos demais, ela acabara de chegar do pior deles. Pela primeira vez em 48 anos de vida, deixara a República Democrática do Congo e, depois de uma saga de três dias, desembarcara no Gran Hyatt, um luxuoso hotel de São Paulo, com vista para a Ponte Estaiada. Na mala, trazia lençóis.Como nunca havia pegado um avião, ela pensava que seria necessário forrar a poltrona com eles. Ao olhar para a piscina e constatar que “a água é azul”, talvez estivesse tão ou mais encantada que o astronauta Iuri Gagarin ao ver pela primeira vez a Terra do espaço. Marie Nzoli atravessara vários mundos –fora e dentro de si – para contar sua história ao Brasil.

De onde Marie vem, o estupro é um instrumento de guerra. E as mulheres contaminadas pelo HIV são armas biológicas. O Congo é devastado por conflitos armados antes e depois da independência da Bélgica, em 1960. No final do século 19, quando a África já tinha sido canibalizada pelos europeus, a terra de Marie inspirou Joseph Conrad a escrever o perturbador “O coração das trevas” – livro que no século 20 inspiraria Francis Ford Coppola ao filmar“Apocalipse Now”, transportando o horror para o Vietnã. Hoje, o Congo continua habitado pela insanidade. Além das guerras, é arrasado também pela fome, pela falta de água potável e por doenças como Aids, sarampo e malária. Tem o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do planeta.

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Para compreender o espanto de Marie é preciso apalpar as dimensões de sua travessia.Marie deixara uma casa de madeira, tijolo e barro, com uma plantação de batata e feijão e uma criação de cabras, porcos e coelhos, na pequena cidade de Butembo, no Kivu do Norte, uma das regiões mais perigosas do Congo.E, quando algo é muito perigoso no Congo, pense no inimaginável. Encravado no leste do país, a província de Kivu do Norte faz fronteira com Uganda e Ruanda. E, para além de todos os tormentos, vive uma disputa étnica entre tutsis e hutus. O genocídio que matou cerca de 1 milhão de tutsis na vizinha Ruanda, em 1994, se estendeu para dentro da fronteira leste do Congo, para onde hutus fugiram em massa depois da recomposição do país. (Se você não conhece essa história, pegue na locadora um filme chamado “Hotel Ruanda”.)

Militares e guerrilheiros igualam-se na capacidade de cometer atrocidades em massa, deixando a população desamparada, sem ter para quem pedir proteção. Quase 2 milhões de pessoas, segundo a ONU, vivem hoje longe de suas aldeias – em fuga, mas sem conseguir escapar.“O povo do meu país está sempre fugindo”, diz Marie. “Foge de tudo, porque sabe que está sendo exterminado.” Foge em círculos.

Mulheres como Marie vivem a demência de ter seus filhos recrutados à força pelas milícias, quando ainda são crianças, e suas filhas, assim como mães e irmãs, estupradas muitas vezes, por muitos homens alternando-se sobre os seus corpos. É prática comum, além de violentar, arrancar os mamilos e o clitóris à faca, e furar os pés para que não possam fugir e sangrem até a morte. É uma guerra sem fim, alimentada pelo mercado internacional de diamantes, e talvez o Congo seja, há mais tempo, o pior lugar do planeta para uma mulher nascer.

A única saída para Marie é inventar vida no território da morte. Com outras 17 mulheres, ela criou, em 1983, uma organização chamada Coperma para reagir à violência contra seus filhos. Hoje, somam quase oito mil pessoas. Marie trabalha com vítimas de estupro. Mulheres de todas as idades que, além de serem estupradas, muitas vezes ficam com fístulas porque a violência transformou o canal do ânus e da vagina, ou da bexiga e da vagina, em uma coisa só. O rasgo é produzido pela quantidade de homens que se alternam sobre cada mulher, mas também é feito à faca ou com revólver ou fuzil. E, por terem sido estupradas, elas são discriminadas na comunidade.

No Congo, Marie é uma mulher de classe média. Perguntei o que isso significa. Ela explicou: “Eu como todo dia”. Marie nunca ouvira falar do Brasil. Nem mesmo do clássico futebol, favela e carnaval. Ela chegou aqui ao aceitar o convite da jornalista Ana Paula Padrão para participar de um fórum de debates chamado “Mulheres reais que inspiram”, promovido pelo site “Tempo de Mulher”, em 2 de julho. Quando recebeu o convite, foi correndo procurar o Brasil no mapa. Marie estava feliz, porque há muito sonhava em vencer as fronteiras do Congo para pedir socorro ao mundo.

Nos quatro dias em que permaneceu na capital paulista, Marie repetia: “Como o Brasil é rico, como as casas são bonitas, como a população vive bem aqui!”. Sua tradutora, Ilka Camarotti, retrucava: “Não é todo o Brasil que é assim”. Quando perguntei a Marie do que sentiria saudades, quando voltasse ao Congo, ela disse algo impensável para qualquer brasileiro: “Da limpeza do aeroporto”.

Além do aeroporto, o hotel foi todo o Brasil que Marie conheceu. Nele, ela teve várias primeiras vezes: o banho de chuveiro, vinho branco argentino (ela nunca tinha provado nenhuma bebida alcoólica), algumas frutas, como coco, a escada rolante, o cartão para abrir o quarto, a TV (ela nunca tinha visto) e o controle remoto. Um arrepio de prazer ao receber nas axilas o jato de desodorante do patrocinador do evento.

Mas nada impressionou Marie mais do que o elevador. No último dia, ela já apertava os botões sozinha, com um dedo trêmulo, como se estivesse prestes a acessar algum tipo de magia. E nunca sabia qual era a hora de dar o passo para fora, o momento em que o chão, sem sair do seus pés, chegava ao chão de fato.

Várias vezes, ao longo desta entrevista, Marie divagou. Enquanto a tradutora passava as respostas do francês para o português, ela espiava um prédio em construção, onde um elevador subia e descia. Alto, mas para si mesma, Marie espantava-se com o mundo: “La technologie…” E ria sozinha, em abissal perplexidade. Depois, voltava a contar sobre os estupros.

Perguntei a Marie o que gostaria de dizer aos brasileiros. Ela disse: “Agora que eu vim e dividi a minha história, esse combate não pode ser apenas meu. Essa luta tem de ser também do Brasil. Vocês precisam ajudar as mulheres do Congo.”Marie acredita que o que faltava para que os brasileiros se importassem era que alguém conseguisse chegar até aqui para contar o que está acontecendo lá. Para ela, é difícil compreender que alguém saiba – e nada faça.

Esta é a história de Marie Nzoli – cujo último nome significa “sonho”.

O pai expulsou a mãe porque ela só paria meninas

“Meu pai era professor na escola da prefeitura. E minha mãe, agricultora e dona de casa. Minha mãe teve quatro meninas. E porque minha mãe só tinha meninas, meu pai a escorraçou de casa junto com as filhas. Minha mãe fugiu para a casa do sogro. Eu tinha 8 anos.

Meu avô fez a reaproximação: por um lado, tentou convencer meu pai a aceitar minha mãe de volta, por outro, precisou convencer minha mãe a voltar para casa. Ela voltou. E então fez oito meninos, e meu pai ficou feliz. Mas, nós, meninas, continuamos sem existir.

Era meu pai quem dava dinheiro para a minha mãe. Mas o dinheiro era só para a escola dos meninos. Meu pai achava que menina não precisava estudar. Então, minha mãe roubou dinheiro dele. Eu não tenho o direito de dizer ‘roubar’, mas, na realidade, foi isso o que aconteceu. Minha mãe roubava dinheiro do meu pai para pagar o estudo das filhas.”

Marie “só” foi estuprada pelo marido

“Eu fui estuprada pelo meu marido. Muitas vezes. Eu estava fazendo comida e não queria. Mas, ele dizia: ‘Vem cá’. Eu não queria, mas ele dizia: ‘Eu tenho o direito. É o direito do homem’. Ele me pegava mesmo diante dos meus três filhos. E, se eu me recusasse, ele me batia na frente das crianças. Até hoje eu não suporto escutar meus filhos chamando ele de ‘papai’.”(A tradutora diz: “é um monstro”. E Marie repete: “É um monstro”.)

“Em 1997, depois de seis anos de casamento, meu marido deixou um bilhete, dizendo que partiria para libertar o Congo.”(Neste ano,o guerrilheiro Laurent-Désiré Kabila depôs o ditador Mobutu, no poder desde 1965). “Nunca mais vi meu marido. Eu tenho medo de que ele volte. Se ele voltar, vou dizer para ele que, como ficou muito tempo fora, só posso aceitá-lo se ele fizer um exame de HIV. Como nenhum homem quer fazer o exame de HIV, ele vai recusar. Porque os homens dizem: ‘Eu não vou fazer o teste, você tem de me aceitar como eu sou’.

Como ele vai se recusar a fazer o teste, eu posso dizer que então não posso aceitá-lo. Vou dizer a mesma coisa à família dele. Mas, talvez, eles exijam que eu devolva o dote de 10 cabras. Agora, não sou apenas eu que tenho de devolver, mas também os meus filhos. Sinceramente, eu não sei se eles vão querer.”

(Pergunto a Marie se ela já teve prazer sexual alguma vez.)

“Vários homens quiseram fazer sexo comigo depois que meu marido foi embora, mas eu não quis. Eu não quero mais pensar nisso. Eu não quero isso pra mim.”

Imaculada é o nome da irmã violada

“Minha irmã mais nova, de 14 anos, estava saindo da escola. E encontrou uma milícia. Eles viraram a cabeça da minha irmã para trás. Giraram tanto a cabeça que ela passou dois anos sem se mexer. Ficou também com os olhos doentes. Minha irmã ficava de olhos fechados, sem conseguir caminhar ou comer. Ela não se movia. Eu dava banho nela e também lhe dava comida. Naquele dia, minha irmã se debateu, mas dois deles a estupraram. Minha irmã se chama Immaculé.”

Mulheres contaminadas: a nova arma biológica

“Há estupros todo dia. Meninas e também mulheres mais velhas estão plantando. Os militares passam e as estupram na frente de todo mundo. Vi meninas de 10, as mais velhas com 15 anos, serem estupradas. Os mais pobres precisam andar até 30 quilômetros para encontrar água para beber. As meninas vão buscar água e, quando voltam, os militares as violentam. Depois, elas geram bebês.

Pouco importa se é milícia ou exército.Guerrilheiros e militares são todos selvagens. Se as mulheres resistem, eles cortam os seios e o clitóris. Uma vez jogaram vários militares que já estavam doentes de Aids na nossa cidade e contaminaram muitas mulheres. Existe lá um hospital só para cuidar das mulheres infectadas.

Os ruandeses e também os ugandenses, mas mais os ruandeses, querem exterminar a população do Kivu do Norte, onde eu vivo, para ocupar o nosso território. Antes, a guerra era com faca, com fuzil. Mas, hoje, além da faca e do fuzil, existe a doença. Eles estupram as mulheres, transmitem a Aids e assim vão nos matando. É um genocídio. E é um genocídio há muito tempo.”

Marie fez o parto nua, com dinheiro escondido no ânus e na mira de fuzis: se fosse menino, seria poupada; se fosse menina, fuzilada

“Na primeira vez em que fui de Butembo à cidade de Goma (capital da província de Kivu do Norte, na fronteira com Ruanda) para vender batatas, nosso ônibus foi parado por militares de Ruanda.Esses militares têm autorização para trabalhar e para matar. Nesta estrada, a cada dia dez pessoas são estupradas e mortas. Eles pegam a mala dos passageiros, tomam o dinheiro, tiram as roupas, estupram as mulheres e matam todos. Eu precisava vender batatas e levei dinheiro comigo para a viagem.”(Marie não lembra se eram 10, 15 ou 20 dólares.)

“Quando esses militares de Ruanda pararam nosso ônibus, mandaram todo mundo tirar a roupa, inclusive o motorista. Havia pastores evangélicos no nosso ônibus, e eles também tiveram de tirar a roupa. Eu enrolei o dinheiro, bem enroladinho, e enfiei no ânus para que não me roubassem.

Eu sentia medo e raiva. Quando nos mandam tirar a roupa, a gente precisa dizer ‘obrigada’. Eles ordenam: ‘Agora, digam obrigada porque a gente ainda não matou vocês’. Mas, desta vez, não nos mataram. Como eu fazia acompanhamento psicológico na Coperma, um pastor disse aos militares que eu era enfermeira. A mulher de um deles estava grávida, e eles precisavam que alguém ajudasse no parto. Me deram um pano para cobrir o sexo, e eu fui ajudar a mulher. O militar disse que, se nascesse um menino, seríamos poupados. Mas, se fosse uma menina, estaríamos mortos.

Eu tremia muito. Pensei que estava no final da minha vida. Mas, quando nasceu o menino, os militares ficaram numa felicidade enorme. Saíram para comprar cerveja e comemorar. E, quando voltaram, celebraram fuzilando todos os passageiros de um ônibus que estava atrás do nosso. E depois botaram fogo no ônibus e nas pessoas. Dezoito mortos.

Então, nos mandaram sumir. E voltamos para o nosso ônibus nus. Eu tirei o dinheiro do ânus e, com ele, comprei lençóis e cortinas na feira, para todo mundo se cobrir.”

(É comum as mulheres congolesas esconderem dinheiro no ânus e também na vagina, na tentativa de salvar o pouco que têm, caso sobrevivam à violência. Quando são estupradas, o dinheiro é de tal forma introjetado no corpo que é preciso uma cirurgia para retirá-lo.)

Só a mãe faz Marie chorar

(Pergunto a Marie se este foi o pior momento da vida dela. Ela me diz que não. Parece surpresa por eu cogitar que seja.)

“O pior momento da minha vida foi a morte da minha mãe, um ano atrás. Muitas emoções explodiram dentro de mim. Minha mãe morreu nos meus braços. Dizem que foi por causa de uma intoxicação, que destruiu o fígado. Era como se ela dormisse. Minha mãe, que me fez estudar. Que se esqueceu dela mesma.Eu sou velha, mas sinto muita falta do amor da minha mãe. Fiz tudo para curá-la, mas não foi possível. Com a morte, não há cooperação.”

(Então Marie, que narrou todas as violências com os olhos secos, como se contasse o seu cotidiano – e é o seu cotidiano – começa a chorar. E chora por um longo tempo. A mulher violentada de várias maneiras, que já testemunhou todas as formas de violência, chora apenas de saudades da mãe.)

Por Eliane Brum

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Comentários

  1. Natália Dias Postado em 16/Jul/2012 às 15:18

    Nossa...eu já comecei a chorar com o conceito de classe média, de comer todos os dias.... Como é que tanta brutalidade acontece assim e ninguém faz nada? Cadê a ONU, Cadê a comunidade internacional. Disseram q ela veio à convite de Ana Paula padrão..mas e aí? o que vai ser feito? Como poderia fazer para entrar em contato e oferecer minha ajuda?

    • Victor Postado em 27/Sep/2013 às 20:04

      è uma boa pergunta, Natália, que me remói há anos.

    • Bruna c Ferreira Postado em 08/Oct/2013 às 21:56

      Existe algum fórum, grupo de apoio...o que pode ser feito? Assisti ao documentário O GRANDE SILENCIO...devastador...Isso é o Inferno!

    • Beto Postado em 04/Feb/2014 às 15:04

      Pq ninguém faz nada??? O Congo está assim justamente pela ganância dos Europeus...

    • rodrigo Postado em 10/Sep/2014 às 05:09

      Natália, eu abandonei a sociedade e nao compro roupa ou tenis de marcas famosas ( nike por exemplo tem industria na africa e seus trabalhadores são quase escravos) so nao abondonei completamente a sociedade e fui morar no mato porque alguns vicios como telefone(uso so pra ver video e joga, raro eu telefonar) e internet ainda nao to pronto pra abandonar, faz 20 anos que so saio de casa pra ir mercado ou pagar conta, nao falo com quase ninguem, nao acredito em ninguem,perdi a fé e esperança na raça humana... o radio, tv e midia esconde ... a verdade é unica, nao existe riqueza sem probreza, e infelizmente - para a riqueza existir, algumas pessoas tem que sofrer. riqueza e poder corrompe as mentes e as deixa desumanas, e nós financiamos isso ao comprar aquele tenis caro de marca, aquele carro, aquele celular (qualquer produto que saia de uma industria, pois para lucrar - pessoas tem que sofrer).

  2. Marcos Postado em 16/Jul/2012 às 17:10

    Uau, não deixem essa reportagem ser mais uma, por favor ! O que aconteceu conosco? Em que mostro estamos nos tornando? Como podemos nos calar por tanto tempo? Sim,tudo em terceira pessoa. Isso excede discussão religiosa, politica, ambiental, econômica, precisamos discutir sobre vida. Mas quem esta disposto, a deixar de "viver" um pouco para que esses tambem possam subir a classe média e comer todos os dias?

  3. Natália Dias Postado em 16/Jul/2012 às 17:57

    Eu tô no serviço, e aqui eles bloqueiam alguns sites, esse que a Ana Paula Padrão irá inaugurar chama-se tempo de mulher...mas só inaugura dia 02.08. Por hora parece q tem comunidade no facebook a respeito. Mas nenhum deles abre aqui. Se algm tiver mais informações, postar aqui q volta e meia eu venho ler se houve mais comentários.

  4. sara Postado em 17/Jul/2012 às 21:18

    É tanto horror que nós mulheres ainda passamos na maior parte do mundo , que chega a desanimar, não é possivel que a civilização continue convivendo com tanta barbarie, culturas , estados , paises, grupos ou religiões que desrespeitam os direitos humanos , tem q sofrer sansões do resto do mundo dito CIVILIZADO, não é possível relativar e tolerar culturas que tratam o ser humano dessa forma.

  5. Lou Postado em 13/Sep/2012 às 10:59

    Que terror... Sem palavras.

  6. Nalva Postado em 13/Sep/2012 às 11:40

    Comentar o quê minha gente. Não tenho palavras para expressar o horror que estou sentindo e o nojo que esses países ricos me causam por permitirem tantas atrocidades.

  7. Liliane Postado em 13/Sep/2012 às 15:32

    Primeiramente eu gostaria de parabeniza-la Marie Nzoli por sua incrível coragem de compartilhar a sua historia ao mundo, realmente gostaria de conhece-la pessoalmente e dizer isso em lagrimas assim como lendo não pude conte-las em meu rosto. Bom diante desse terror em que passou quero encoraja-la a não perder as esperanças de dias melhores em seu pais, em sua comunidade e na jornada de suas companheiras que passaram o mesmo. Sua historia não será esquecida. Agora em meu comentário pessoal critico mas construtivo concordo com Marcos (Comentarista anterior) que essa não seja apenas uma reportagem a mais, mas que seja a nossa guerra do dias porvir, a gentileza de abraçarmos a causa do próximo faz que sejamos gratos por nossas condições de vida, isso me faz recordar do filme Redenção ( Machine Gun Preacher historia real de Sam Childers), que vive na luta contra RLA em favor de crianças no Sudão e quando será nosso vez de abraçarmos causas e lutarmos essas guerras ???

  8. Leandro Santos Postado em 14/Sep/2012 às 01:57

    "E, por terem sido estupradas, elas são discriminadas na comunidade." "Marie é uma mulher de classe média. Perguntei o que isso significa. Ela explicou: 'Eu como todo dia'." "é difícil compreender que alguém saiba – e nada faça." Que atrocidade, como escreveu George Bernard Shaw "o maior pecado para com os nossos semelhantes, não é odiá-los mas sim tratá-los com indiferença; é a essência da desumanidade."

  9. sheila Postado em 23/Oct/2012 às 01:38

    e as vezes somos hipocritas e reclamamos da vida moramos em um pais aonde temos o direito e ir e vir onde temos oq comer todos os dias eainda reclamos senhor nos perdoa

  10. julio Postado em 29/Oct/2012 às 16:02

    os brasileiros não são patriotas porque o Brasil não produz filmes iguais aos de Holywood. É uma piada.

  11. vera Postado em 31/Oct/2012 às 08:04

    HORROR!

  12. antônio souza Postado em 31/Oct/2012 às 14:37

    Fiquei pensando no sentido da vida!

  13. ANGELO LELIO Postado em 07/Nov/2012 às 18:06

    se o inferno realmente existe, essa mulher vivencia coisa pior!

  14. S.D.C. Postado em 19/Nov/2012 às 22:29

    Esse tipo de coisa só acontece pq o mundo é governado ou administrado por homens.Se fosse por mulheres, tenho certeza que jamais haveria estupros ou qualquer tipo de violência desse tipo ocorrendo. Que karma é esse que nós, mulheres, somos obrigadas a aguentar simplesmente pelo fato de não termos nascido com um órgão sexual masculino pendurado lá embaixo??!!??!! Saber que a maioria dos problemas no mundo ocorrem em função do sexo masculino, me revolta. A minha vontade é ver essa “raça” extinta da humanidade. Só assim para nós, mulheres, vivermos em paz.

    • Miguel Postado em 27/Nov/2013 às 20:26

      Você só pode ser sapatão.

    • Claudio Padilha Postado em 07/Feb/2014 às 13:03

      É verdade. Mulher que joga criança na lata de lixo é o que. Também vítima do machismo . Fala sério. Qualquer ser humano sem Deus vira um monstra seja homem ou mulher.

    • rodrigo Postado em 10/Sep/2014 às 05:16

      diga pelo menos um nome, nao precisa sobrenome, quer opinar e se esconder atras de 3 letras você é burra pra caralho, tem mulher na politica é tudo farinha do mesmo saco, favorece apenas os ricos, os comerciantes e donos de industrias tudo numa panelinha, o resto que sofra. so porque uma pessoa vai a igreja nao quer dizer que ela seja boa, as vezes ate o padre é o diabo (nao acredito na religião). o mal nao escolhe sexo - homem ou mulher - todos tem capacidade para o bem ou para se tornar monstros.

  15. Flávia Postado em 12/Dec/2012 às 00:28

    Como podemos ajudá-las?

  16. Elibia Brandao Postado em 12/Dec/2012 às 01:02

    triste

  17. Anderson Postado em 12/Dec/2012 às 21:18

    Eles, assim como os demais, ainda estão em estado de selvageria, não é culpa dos europeus a africa estar assim, é culpa deles mesmos.

  18. Fernando B. Ribeiro Postado em 12/Dec/2012 às 21:45

    Respondendo à Flávia que perguntou como podemos ajudá-las, eu digo: Você não pode ajudá-las. Eu não posso ajudá-las, Você, eu e todas as pessoas que leram essa notícia nesse blog, não podem ajudá-las. Esse é o nosso mundo e assim caminha a humanidade. Se alguém realmente sabe uma maneira EFETIVA de ajudar esse povo, por favor, compartilhe conosco. Aproveitando a oportunidade, se alguém sabe como acabar com a corrupção no Brasil, por favor, nos diga. Se alguém sabe como erradicar a fome que assola muitos países, por favor, nos conte. Se alguém sabe como promover a paz entre os povos, por favor, nos mostre.

  19. Marcos Dollis Postado em 14/Dec/2012 às 11:50

    Eu fiz o q pude pra ninguém perceber aqui no trabalho, mas eu chorei lendo isso.

  20. Marlene Postado em 07/Jan/2013 às 00:02

    Eu sei que ela deve querer voltar para o seu país,ajudar a melhorar, lutar pelas desigualdade e enfrentará mais um desafio com seu marido, mas devia ficar no Brasil e mandar buscar os filhos.

  21. Jô. Postado em 07/Jan/2013 às 19:37

    E o mundo foi pior e continua piorando.....e a globalização do se for de inferno!

  22. Jô. Postado em 07/Jan/2013 às 19:39

    Ela ainda consegue sorrir! Q mundo é esse?

  23. maria aparecida Postado em 07/Jan/2013 às 20:37

    Por que ela nasceu lá e nós aqui???? * por que as mulheres aqui,, se vendem, embora informadas, se entregam sem proteção, não se dão o respeito? Por que? não se cria uma lei que estirpe o genital masculino neste lugar maldito? e em outros onde aconteçam estupros? Seria o mínimo a fazer para evitar que estes dementes voltem a agir! Quem tem o poder para exterminar esta maldição na`´Africa e em todos os lugares onde o "falus" tem poder. Malditos sejam todos esses doentes mentais que não respeitam sequer as filhas. Que se apreente o "HOMEM" capaz de tomar uma atitude!!! Nojentos!!! Injustos!!! Miseráveis!

  24. Raissa Postado em 08/Jan/2013 às 11:13

    Como se faz pra ajudar??? Por Favor

  25. Sabrina Aquino Postado em 09/Jan/2013 às 16:01

    Que quiser ou puder ajudar: para ajudar: DONATIONS: To help the efforts of this program, click on the DONATE ONLINE link at the bottom of this page. Choose COPERMA CENTERS CONGO from the "direct your donation" drop-down menu. OR Mail donations through check or money order to: Brother Albert Becker, osc Crosier Fathers and Brothers, Box 500, Onamia, MN, 56359-0500. Please indicate that your donation is for Marie Nzoli/COPERMA. ALL DONATIONS WILL BE SENT DIRECTLY TO MARIE NZOLI AND COPERMA in CONGO, and will be greatly appreciated and well utilized.

  26. Naiana Postado em 11/Jan/2013 às 15:48

    Isso é triste demais. Como pode haver tanta injustiça e crueldade no mundo? Os únicos animais dotados de racionalidade voltam-se contra sua própria espécie, sem motivo algum. Não tenho palavras suficientes para expressar o quão sentida fico lendo tais relatos. O mais triste é ver que para ela, isso é cotidiano, e para muitas mulheres do Congo isso é um destino certo. Enquanto isso, nosso país apoia ditadores inescrupulosos e envia o nosso dinheiro para estes, quando poderia estar ajudando a resgatar quem tanto precisa. É muita injustiça, que triste, muito triste.

  27. Renata Postado em 20/Jan/2013 às 00:15

    Ué... coisas assim já aconteceram aqui, mesmo, no Brasil. Esqueceram das torturas nos tempos da ditadura? Mulheres jovens, estudantes de 18 anos, eram selvagemente estupradas por diversos militares, com fuzis, facas, cães treinados para essa finalidade, além de choques elétricos e queimaduras nos mamilos e clitóris, sem falar nos paus-de-arara, cacetetes no ânus e coisas afins. Não é possível que esse povo todo não saiba disso! Na Idade Média, a Igreja fazia pior. É a história dos povos, da civilização, do ser humano.

  28. Alexandre Postado em 26/Feb/2013 às 10:48

    O que acontece na Africa é um horror pior que o periodo medieval, penso eu que quando era colonizada as pessoas viviam uma vida mais segura, Bem ou mal o poder colonialista controlava mais esses tipos de abuso e conflitos étnicos, basta ver o que era a Africa antes e depois da independencia, com excessão da Africa do Sul a maioria entrou em um processo crônico de degradação social.

  29. solcarrilho Postado em 26/Feb/2013 às 23:20

    o maior pecado para com os nossos semelhantes, não é odiá-los mas sim tratá-los com indiferença; é a essência da desumanidade. inacreditavel saber que sabendo como é a realidade dessas mulheres pouco se faz pra ajudá-las....em choque.

  30. lerroy Postado em 15/Mar/2013 às 12:19

    isto é o ser humano NÚ E CRÚ

  31. Mariana Postado em 26/Mar/2013 às 16:23

    Também me perguntei como ajudar e localizei este site, que é da entidade oficial da COPERMA: http://www.crosiersincongo.com/1/cic/around_the_country.asp?artID=7218 Espero ter ajudado fazendo minha parte..

  32. Cilene Oliveira Postado em 21/Apr/2013 às 22:05

    Olá Acho que doações em dinheiro podem ajudar em alguma coisa sim. Mas fiquei pensando em como sermos mais efetivos. Não seria o caso de solicitar a diplomacia brasileira, e se necessário também o exército, intercedesse por esta população? Além disso, estes homens são criminosos de guerra, certo? Não deveriam ser julgados por um tribunal internacional e em seguida presos? Alguém sabe informar se alguma providencia foi tomada neste sentido?

  33. Shuma Postado em 24/May/2013 às 22:54

    "Por que? não se cria uma lei que estirpe o genital masculino neste lugar maldito? e em outros onde aconteçam estupros?" E quem faria esta lei ser cumprida? Os militares? Parabéns pela sua prova de inteligência.

  34. Shuma Postado em 24/May/2013 às 22:56

    "Saber que a maioria dos problemas no mundo ocorrem em função do sexo masculino, me revolta. A minha vontade é ver essa “raça” extinta da humanidade. Só assim para nós, mulheres, vivermos em paz." Ok. Vai lá e mata aqueles caras. Ah não, estupro na África é culpa dos países ricos.

  35. Yoon Postado em 07/Jun/2013 às 09:11

    Humanos. Temos um certo desejo perverso de dominar e abusar o que demonstra fertilidade: terra, mulheres, é uma falta de maturidade humana corrompido com egoísmo e insegurança de ter que massacrar os fracos para se sentir mais forte. Violentar e aterrorizar para se sentir em controle. Onde chegaremos com isso?

  36. Deimi Postado em 08/Jun/2013 às 19:45

    Que horror, Primeiro quero parabenizar essa pessoa de muita coragem e força Marie Nzoli. Sempre questionei, como pode ter um inferno aqui na terra como o Congo, e ninguem interfere nesta barbarie, claro que não pode ser, uma pessoa ou outra, mas a ONU não tem esse poder de fazer algo por esse povo que foi esquecido? È triste e apavorante pensar que um inferno desse não tem um Salvador.

  37. Simone Domingos Ribeiro Postado em 09/Jun/2013 às 00:57

    Eu nunca imaginava que pudesse haver monstros cruéis desta forma,quando comecei a ler a reportagem senti uma forte revolta,ódio,desejei que todos os homens daquele lugar fossem executados. O pior de tudo é não poder ou saber ajudar de alguma forma,essa mulher não veio só participar do fórum ela veio pedir socorro,como ela disse tantas vezes que a guerra que ocorre no seu país é biológica.É desesperador está realidade,não sei mas o que dizer estou consternada co essa situação brutal.

  38. luanda Postado em 10/Jun/2013 às 21:15

    como eu posso ajudar??

    • antonio Postado em 15/Dec/2013 às 14:03

      Luanda, eu tenho o mesmo desejo. Quero ajudar. Alguém sabe informar como?

  39. Cristina Postado em 27/Jul/2013 às 13:58

    De que modo eu, uma mulher comum posso ajudar? Quero fazer qualquer coisa que esteja em minhas mãos.

  40. Patricia Postado em 29/Aug/2013 às 14:22

    Simplesmente chocante !!!!Difícil acreditar que ainda possa existir algo assim ... perdoem , mas eu estou chocada , sem palavras .

  41. João M. Postado em 07/Sep/2013 às 22:10

    E por aqui, na terra do futebol, milhões de pessoas reclamando do preço do Iphone. Sem comentários para esse relato. Cristãos do mundo, onde está seu Deus ?

  42. rejane Postado em 10/Sep/2013 às 21:43

    nem sei o que falar, quanta monstruosidade, eu se fosse ela não voltaria mas para o inferno!

  43. Junnyperos Postado em 17/Sep/2013 às 16:19

    Egipcias sendo estuprada por bandos, indiana sendo morta por estupro, crianças sendo mortas por estupro em casamentos forçados, muçulmana condenada a morte por top-less de protesto, e é claro, nos brasileiros sendo tratados como gado por um governo imundo que mais uma vez consegiu arrecadar um trilhão em impostos, para dar em troca para a educação e saude: estadios de futebol, e comprar seu rico dolár... meu Deus... o que está sendo feito da humanindade? temos que nos unir: se as emissoras gostam de fingir que essas coisas não acontecem, é um problema que pode ser contornado: que tiver voz espalhe: nos unamos e protejamos: nossos filhos, amigos, esposas, entes queridos, anonimos e todos que pudermos: não caiamos na arapuca suja da cegueira e indiferença regada a futebol e novela que tanto faz nossos politicos sorrirem. Ajamos.

  44. Arthur Postado em 03/Oct/2013 às 13:45

    Revoltante é saber que no Brasil, as mulheres se comportam como objeto por vontade própria, enquanto, em lugares como o que foi citado na matéria acima, as mulheres são tratadas como objeto sem chances de se defender.

  45. Silmara Postado em 05/Oct/2013 às 05:53

    Corta o Pinto de todos esses miseráveis

  46. EU DAQUI Postado em 24/Feb/2014 às 15:52

    Todo dia é dia de estupro no mundo inteiro. Estupro é arma de guerra e poder no mundo inteiro. Por que só na aFRICA?

  47. Amanda Postado em 29/Oct/2014 às 19:11

    VERGONHA DE SER UM SER HUMANO!!

  48. Fernanda Postado em 23/Apr/2015 às 14:44

    Essa foi a coisa mais triste que eu li na minha vida. Nem consigo reagir. O que está acontecendo com a humanidade =(