Luis Soares
Colunista
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Eleições 2012 18/Jun/2012 às 16:47
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PSOL dividirá palanque com DEM e PSDB no Rio de Janeiro

Não é a primeira vez que o PSOL se une à DEM e PSDB, como mostra a foto abaixo.

O PSOL costuma adotar como linha de atuação uma rigorosa análise de suas lideranças partidárias, o que se refletiu, por exemplo, na ausência de uma coligação em torno da candidatura de Marcelo Freixo para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Mas até o partido, considerado radical nas suas escolhas eleitorais, acaba deixando isso de lado em troca de votos em algumas oportunidades.

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É o caso da disputa em Resende, no interior do estado do Rio. Nesta semana, os psolistas acertaram o apoio à chapa do atual prefeito, José Rechuan (PP), que já contava com o apoio de DEM e PSDB. Com isso, socialistas e tucanos dividirão o mesmo palanque.

Se não bastasse isso, o PSOL ainda faz parte de um bloco inusitado nas eleições proporcionais (para vereadores): juntou forças com PRTB, PSC e PCdoB.

Este último, aliás, frequentemente é alvo de fortes críticas dos psolistas no âmbito nacional, especialmente por conta do escândalo envolvendo o ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva.

Atualização: A assessoria do PSOL informou que a aliança inusitada do partido com o DEM e o PSDB, em Resende, no Rio de Janeiro, não foi realizada. A notícia que foi divulgada chamava atenção para a curiosa articulação política para as eleições de 2012. O PSOL, sempre muito crítico e criterioso em suas coligações, que seguem um viés ideológico, teria decidido optar pelo pragmatismo no município de Resende, no Rio de Janeiro.

Já nas eleições proporcionais (para vereador) o PSOL se juntou com PRTB, PSC e PCdoB – o partido do ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva. O PSOL foi um dos dos críticos mais ácidos de Silva, por conta de gastos supostamente irregulares em cartões de crédito corporativos na gestão do ex-ministro do PCdoB.

Agências

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Comentários

  1. Max Demian Postado em 19/Jun/2012 às 01:06

    Maluf e PT em São Paulo. Psol e PSDB no Rio. Acm Neto e o PV em Salvador. Quando o povo brasileiro vai acordar e ver a canalhice que acontece diante dos seus olhos.

  2. Guilherme Postado em 01/Aug/2012 às 20:38

    Isso simplesmente não é verdade. Vocês vão perder a credibilidade de vocês dessa maneira. A única pessoa do PSDB que se propôs a apoiar o Freixo pediu desfiliação partidária. PSDB e DEM tem candidatos próprios. Essa estratégia de esvaziamento do debate político envergonha a história tão bonita do PT. É uma pena que ajam dessa maneira. Até o Chico Buarque já foi chamado de traidor pelo apoio. Esquecem da injustiça que cometem ao lembrar que em 2010, Marcelo Freixo e Chico Alencar foram os primeiros a declarar voto em Dilma no segundo turno. Vamos elevar a discussão do debate e discutir as prioridades do atual projeto da prefeitura para os megaeventos, vamos discutir a forma como Paes e Cabral usam o cacetete para lidar com os movimentos sociais. Que tal debater o processo de privatização da saúde pública? O controle dos empresários sobre o transporte público... Nada disso é mais relevante do que insinuaões tortuosas que vocês mesmos sabem não ser verdadeiras? Essa maneira de escrever me lembra muito aquela revista do Civita ou o Jornal dos Marinho. Lembrem, caros, que forma é conteúdo, e meio e fim costumam se confundir. Quem nega isso, são os conservadores.

  3. Hugo Postado em 25/Aug/2012 às 22:07

    Apesar de você amanhã há de ser...

  4. Guilherme Postado em 04/Sep/2012 às 12:48

    Hey, Guilherme! Parece que não concordamos só no nome. Concordo plenamente com tudo o que você disse aí! Acho uma incongruência que a esquerda brasileira seja tão pobre de espírito assim, tenha um debate tão fraco e falta de sofisticação. É o que deixa ela a mercê de revistinhas Veja por aí, que todo dia batem e espancam a cara da esquerda, que em pontuais vezes reage. A esquerda brasileira está muito entorpecida por um lulismo, o que consequentemente gera um petismo exacerbado, um culto ao líder, uma coisa quase stalinista. Critica os métodos da direita, mas se usa dos mesmos para criar picuinhas e rixas internas, entre a própria esquerda, sendo que psolistas e petistas tinham que estar se unindo contra a força majoritária que é de direita. Responder mais vezes às falácias da grande imprensa, se usar mais da ironia (a boa ironia), trazer mais gente para o debate pela humildade e simpatia do discurso, não a truculência e o rancor que comumente assistimos. Eu me considero de esquerda e me acho no direito de fazer essas críticas, pois para mim é muito claro que enquanto a esquerda brasileira continuar se comportando desta forma imatura, não vai crescer com força. E digo que não vai crescer mesmo, porque quem considera que já cresceu com Lula, desculpa, mas você foi iludido. Não que eu crucifique o Lula, mas também não canonizo. Pera lá!, PT não é o porta-voz da esquerda, o ícone, o único! Nem Lula foi um imaculado. Está certo que o país avançou no aspecto social e teve vários ganhos no governo, mas também repetiu erros do governo PSDB e criou os próprios erros. A esquerda talvez tenha dado o primeiro passo com o PT, mas a caminhada é longa, e essas disputinhas de ego internas só cansam mais as pernas...