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Revolução cubana
Além de Israel, só dois países no mundo apoiam o embargo criminoso dos EUA à Cuba

Além de Israel, só dois países no mundo apoiam o embargo criminoso dos EUA à Cuba

Postado em: 17 fev 2012 às 17:25 | Revolução cubana

Segundo relatório anual da ONU, o bloqueio econômico dos EUA causou desde o seu início até 2005, um prejuízo superior a 89 bilhões de dólares à Cuba

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EUA não aceitam até hoje que Cuba não tenha aderido ao capitalismo, por isso penalizam aquele povo com um boicote interminável

Bloqueio que é sistematicamente condenado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. São 17 condenações seguidas.

O que é o bloqueio ou embargo dos Estados Unidos a Cuba?

É um embargo econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos que se iniciou em 7 de fevereiro de 1962 (vai completar agora incríveis 50 anos). Foi convertido em lei em 1992 e em 1995.

Em 1999, o presidente Bill Clinton ampliou este embargo comercial proibindo que as filiais estrangeiras de companhias estadunidenses de comercializar com Cuba, a valores superiores a 700 milhões de dólares anuais.

Em junho de 2004, George Bush anunciou as medidas do relatório da “Comissão de Ajuda para uma Cuba Livre”, objetivando uma “mudança de regime” (isso mesmo, dito assim na cara dura). São ações que recrudescem ainda mais o bloqueio, agravando as ações contra o turismo e os investimentos em Cuba, restringindo os fluxos financeiros e limitando as remessas familiares.

Leia mais

- É proibido a empresas de terceiros países a exportação para os Estados Unidos de qualquer produto que contenha alguma matéria-prima cubana (A França não pode exportar para os Estados Unidos uma geleia que contenha açúcar cubano).

- É proibido a empresas de terceiros países que vendam a Cuba bens ou serviços nos quais seja utilizada tecnologia estadunidense ou que precisem, na sua fabricação, produtos dessa procedência que excedam 10% do seu valor, ainda quando os seus proprietários sejam nacionais de terceiros países.

- Proibe-se a bancos de terceiros países que abram contas em dólares norte-americanos a pessoas individuais ou jurídicas cubanas, ou que realizem qualquer transação financeira em essa divisa com entidades ou pessoas cubanas, em cujo caso serão confiscadas. Isso bloqueia totalmente Cuba de utilizar o dólar em suas transações de comércio exterior.

- É proibido aos empresários de terceiros países levar a cabo investimentos ou negócios com Cuba, sob o suposto de que essas operações estejam relacionadas com prioridades sujeitas a reclamação por parte dos Estados Unidos da América. Os empresários que não se submetam a essa proibição serão alvo de sanções e represálias como o cancelamento, ou não renovação, de seus vistos de viagem aos Estados Unidos.

Tudo isso por quê? Simplesmente porque os Estados Unidos não admitem que Cuba seja comunista. Embora negocie com outros países comunistas, como a China (recentemente até com a República Socialista do Vietnã, que os derrotou na famosa Guerra do Vietnã). Com Cuba não pode.

O gigante do Norte não admite que os cubanos vivam sob o regime que escolheram viver, graças principalmente ao “lobby de Cuba”, formado por exilados cubanos, liderados pelo Comitê de Ação Política Democrática Cuba-Estados Unidos.

Genocídio

Em 1909 (portanto há 103 anos), na Conferência Naval de Londres, ficou definido como princípio do Direito internacional que o “bloqueio é um ato de guerra” e nessa base, o seu emprego é possível unicamente entre os beligerantes.

Por esse motivo, o bloqueio contra Cuba é considerado como se fosse um ato de guerra. Mas um ato de guerra econômico. Assim como o Direito Internacional classifica o bloqueio como genocídio, pois não haveria nenhuma norma internacional que o justifique em tempos de paz.

Até o papa João Paulo II condenou publicamente o bloqueio durante suas visitas pastorais à ilha em 1979 e 1998.

Por isso, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) já votou 17 vezes a favor do bloqueio, e ele não foi aprovado graças ao direito a veto dos Estados Unidos e a votos de seus satélites, sendo Israel o maior deles. Para continuar ocupando a Palestina e dizimando seu povo, Israel faz tudo o que os EUA mandam, desde que não faltem armas nem dinheiro para o extermínio palestino.

Em 2005, a resolução também não foi aprovada graças aos votos de Palau e Ilhas Marshall. E aqui voltamos ao título da postagem.

Quem são Palau e Ilhas Marshall?

Dois pequenos países da Micronésia. Ambos “Estados Livremente Associados” aos Estados Unidos da América… (Ah, e isso não é ironia…)

Portanto, toda a comunidade de países condena o bloqueio, que penaliza o povo cubano, uma nação livre.

No entanto, quando fala de Cuba, a mídia corporativa brasileira (também um “Estado Livremente Associado” aos EUA?) só se refere a uma suposta ditadura, em vez de defender o fim do embargo.

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Todas essas informações estão aí, intactas na rede, mas a mídia se cala sobre elas, numa nova forma de embargo a Cuba.

Antônio Mello, em seu Blog

5 comentários

  • Turco, em 19 de fevereiro de 2012 às 16:09 disse:

    Enquanto Hitler dizimava milhões de judeus o vaticano não via, não ouvia nem sabia de nada (como faz hoje o PT). Hoje não tem moral para condenar nada! Quanto mais um regime autoritário.

    Quem pune o povo é o regime cubano,que lhes cerceia os direitos de ir e vir, livre expressão, informação, cidadania etc., etc..

    Uma nação livre?? Se um cidaddão é impedido de sair de seu próprio país, sem ter cometido crime nenhum, pode ser chamado de povo livre….então na dá pra entender mais nada!!!

  • darci prass, em 19 de fevereiro de 2012 às 23:37 disse:

    Interessante…a instalacão de mísseis soviéticos em 1962, foi, claramente, um ato de guerra, uma vez que, claramente, a extinta URSS e os USA eram inimigos declarados. A reacão dos USA, foi a resposta a um ato de guerra, com outro ato de guerra. O que fez o bolo desandar, foi o colapso economico da URSS, que fez Cuba perder a ajuda e cair na realidade…daí, não dá para, simplesmente, correr para o “ferrolho” e dizer que não era bem assim….de resto, Fidel Castro, até hoje, cada vez que abre a boca, ataca os USA como o seu maior inimigo…ou seja, o grande comandante reconhece o estado de beligerancia…então não deveria reclamar da reacão.

  • Daniel Campos, em 21 de fevereiro de 2012 às 1:03 disse:

    O mais interessante ainda é o autor do texto ter a cara dura de dizer que Cuba não é uma ditadura… Olha só, o cara entra lá, toma o poder independente da vontade popular, ganha fama de Fidel Paredón Castro, ao matar centenas de pessoas de frente a um paredão (é daí que vem a expressão), instala um regime que não só vilipedia os direitos de ir e vir, mas até de livre pensamento, Não instala o comunismo, antes se mantém no poder, e o texto diz que o país vive uma “suposta” ditadura. De suposta, essa ditadura em Cuba não tem nada…

  • Fernando Ribeiro, em 21 de fevereiro de 2012 às 22:18 disse:

    Pior que a cara dura do autor são alguns comentários sobre o texto. A revolução cubana só foi possível devido à um forte apoio popular visto que o número de guerrilheiros iniciais que partiram do México eram menos de 100 homens. E além disso vocês estão invertendo a ordem de quem atirou a primeira pedra. Não vou entrar em detalhes, apenas sugiro que estudem um pouco de História, mas antes da revolução, Cuba era conhecida como “o puteiro dos EUA”. A situação daquele povo era terrível, era uma nação sem soberania e com baixa auto estima. No mais, nunca ninguém pode afirmar que o regime cubano é falho tendo em vista que ele nunca esteve em pé de igualdade com os outros países por conta desse bloqueio.

  • Eneida Melo, em 16 de março de 2012 às 11:46 disse:

    Só uma correção: Cuba não é nem nunca foi comunista. Cuba é socialista.

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