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350 mortos em Honduras na maior tragédia prisional latino-americana da História

350 mortos em Honduras na maior tragédia prisional latino-americana da História

Postado em: 15 fev 2012 às 15:00 | América Latina

Incêndio em penitenciária de Honduras deixa mais de 300 pessoas mortas. Episódio é a maior tragédia da história em prisões latino-americanas

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Sobreviventes são retirados

Pelo menos 356 pessoas morreram e dezenas estão feridas em consequência de um incêndio na Colônia Penal Agrícola de Comayagua, região central de Honduras. Mais cedo, as autoridades já confirmavam pelo menos 272 mortes, mas o número subiu rapidamente.

Ainda de acordo com as autoridades que trabalham na área, a grande maioria dos detentos morreu queimado ou até mesmo por asfixia. O número de mortes corresponde praticamente à capacidade total da penitenciária, mas o local estava superlotado, com mais de 900 presos.

O fogo começou por volta das 22h55 de terça-feira (2h55 desta quarta). Nos hospitais de Comayagua dezenas de queimados e feridos foram atendidos. Uma enfermeira do Hospital Santa Teresa contou aos jornalistas que ao menos 30 presos deram entrada com queimaduras de terceiro e quarto graus.

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Ainda não há confirmação a respeito do que teria gerado o incêndio. Apesar disso, o porta-voz do Ministério de Segurança, Héctor Iván Meijía, afirmou que o fogo poderia ter começado por causa de um curto-circuito.

O responsável pela penitenciária, Danileo Orellanda, disse ainda que o motim iniciado dos detentos iniciado nesta terça-feira (14) não tem nenhuma relação com o incidente.

O porta-voz dos Bombeiros de Camayagua, Josué García, revelou que pelos dados fornecidos por funcionários da Colônia Penal Agrícola, o incêndio atingiu um dos dois módulos da penitenciária, espaço onde havia 500 presos. Ao menos cem ficaram feridos pelo fogo e pela fumaça.

“Há muitos corpos empilhados no interior dos módulos que, com certeza, tentaram, mas não conseguiram escapar do fogo”, detalhou o porta-voz dos Bombeiros.

Familiares de detentos disseram aos jornalistas que por relatórios preliminares que receberam, as celas seis, sete e oito foram as mais afetadas pelas chamas.

A Polícia não permitiu o acesso da imprensa ao interior da Colônia Penal Agrícola que fica às margens da estrada que liga Tegucigalpa ao centro e norte de Honduras.

Alguns presos que conseguiram escapar do fogo quebraram o telhado e se jogaram do alto do prédio, revelaram familiares em relatos dramáticos. Há ainda registros preliminares de fuga.

EFE

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