Redação Pragmatismo
Compartilhar
Serra privatista 14/Dec/2011 às 21:29
10
Comentários

Questionamento sobre ‘A Privataria Tucana’ irrita o "socialista" Roberto Freire

Deputado Protógenes Queiroz tenta criar CPI com foco nas privatizações. Diante de fatos gravíssimos, líderes na Câmara e Senado mostram disposição para guerra com PSDB. Serrista, Roberto Freire (PPS) exalta-se ao ser questionado

Roberto Freire e Serra

Roberto Freire defende tucanos com unhas e dentes

A Privataria Tucana, livro recém lançado com denúncia de corrupção na venda de estatais de telefonia no governo Fernando Henrique e de lavagem de dinheiro pela família do ex-ministro José Serra, motivou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados.

E, no Congresso, opôs os dois principais partidos envolvidos e interessados, PT e PSDB. Enquanto líderes petistas defenderam investigar o conteúdo do livro – embora com cautela, já que a cúpula do partido ainda busca uma forma de lidar com o assunto -, tucanos classificaram-no como “requentado” e de autor sem credibilidade.

A abertura de uma CPI foi solicitada pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), delegado da Polícia Federal (PF). Às 18 horas desta terça-feira (13), ele disse à reportagem que já havia coletado 27 assinaturas – precisa de ao menos 177. Por volta das 20h, em discurso na tribuna da Câmara, afirmou que já teria mais de 100.

Leia também

“Qual o foco do requerimento da CPI, deputado?” “O foco são as privatizações. Elas prejudicaram o país e proporcionaram desvio de dinheiro público”, afirmou.

Um dos signatários da CPI foi um deputado que também é delegado da PF como Protógenes, mas filiado ao PSDB. “É um livro tão importante quanto todos os outros, independentemente do partido, se é PSDB ou PT”, disse Fernando Francischini.

O tucano elegeu-se pelo Paraná, estado por meio do qual saíram para o exterior, de forma ilegal, bilhões em recursos que, segundo o livro, teriam origem ilícita na “privataria”. O duto era o banco do estado do Paraná, o Banestado. “Ali foi um descontrole total de um banco usado para roubar dinheiro público. Foi o maior roubo de dinheiro público que eu já vi”, afirmou Francischini que, como delegado da PF, acompanhou o caso.

O duto do Banestado foi objeto de uma CPI logo no início do governo Lula, em 2003. A comissão revelou-se uma das fontes de informação mais importantes para o autor do livro, o jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Acusado no livro de ter participado de uma CPI de faz-de-conta, resultante de um “acordão” entre tucanos e petistas para aliviar nas investigações que afetariam os dois lados, o relator, deputado José Mentor (PT-SP), disse que assinaria o pedido de CPI da Privataria. “Não houve acordão. O que houve foi uma ação do PSDB para acabar logo com a CPI”, afirmou Mentor. “O relatório final fala no Ricardo Sérgio, inclusive.”

Ricardo Sérgio de Oliveira foi arrecadador de fundos para campanhas de FHC e José Serra e é um personagens mais importantes do livro.

PT e aliados

Nesta terça-feira (13), membros da executiva nacional do PT reuniram-se para discutir como o partido vai lidar com o caso, mas os líderes na Câmara e no Senado mostraram-se, ainda que com cautela, dispostos a partir para a guerra contra o PSDB.

A reunião e a cautela se explicam porque o livro traz pelo menos duas indigestões para os petistas. O presidente do PT, Rui Falcão, processa Amaury Ribeiro Jr., por conta de revelações do jornalista sobre uma briga interna na campanha presidencial de Dilma Rousseff no ano passado. Outra indigestão seria o “acordão” na CPI do Banestado.

“É um livro muito interessante que recebeu um silêncio sepulcral da mídia”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). “São fatos gravíssimos, e já há um movimento no Ministério Público para reabrir investigações.”

“E há condições de o PT ajudar a criar clima para que as investigações sejam reabertas, senador?”

“Há.”

O posicionamento do líder na Câmara, Paulo Teixeira (SP), foi parecido. “O livro traz informações consistentes sobre fatos gravíssimos, que exigem investigação das instituições, do parlamento, do Ministério Público.”

“Como o partido vai agir agora?”

“Vai analisar o livro para ver o que cabe. Mas o foco é a roubalheira nas privatizações.”

Aliado do governo e um dos vice-presidentes do PDT, o deputado Brizola Neto (RJ) contou que iria procurar o PT para saber qual é o limite de atuação dos petistas. Ele defende a instalação de uma comissão parlamentar. “A história começa lá atrás, mas a triangulação continua até hoje. É necessária uma CPI”, afirmou.

Adversário do governo, mas à esquerda, o PSOL acha que no mínimo o autor do livro, Amaury Ribeiro Jr., deveria ser chamado ao Congresso para falar sobre o assunto, até para ajudar a formar convicção em torno de uma CPI.

Em discurso na tribuna da Câmara, o líder do partido, Chico Alencar (RJ), disse que o Brasil precisa “analisar profundamente o passado”. “O livro comprova com farta documentação que [a privatização] foi um processo que escondeu enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas milionárias”, disse.

Serristas

Já os tucanos e seus aliados optaram por minimizar a denúncia e desqualificar o autor do livro.
“É café requentado da campanha”, disse o líder do bloco de oposição ao governo na Câmara, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

“Mas autor do livro diz que os elementos que ele traz agora não eram conhecidos ainda, e inclusive há um pedido de CPI por causa disso.”

“Nós apoiamos investigar tudo. O que não dá é para ficar só nesse assunto depois de tantos escândalos no governo.”

Para o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), “o livro é material requentado de um indivíduo investigado por uma tramóia contra nosso candidato [na eleição de 2010]”.

“Mas o ministro do Esporte não caiu por uma acusação de uma pessoa que é ré num processo criminal?”

“Não, o ministro caiu por um conjunto de situações, a denúncia do policial foi só a gota d’água”, disse Nogueira.

Um dos aliados mais próximos de Serra, mesmo sem ser do PSDB, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), cujo partido apoiou o tucano na eleição do ano passado, exaltou-se quando perguntado sobre o livro.

Leia mais

“Deputado, qual a sua opinião sobre o livro A Privataria Tucana?”

“Eu não gosto da literatura lulo-petista, particularmente do estilo dossiê. Mas por que essa pergunta?”

“Porque é notícia, foi o livro mais vendido do fim de semana.”

“Que notícia! Isso é para desviar a atenção da corrupção do governo Dilma!”

Por André Barrocal – Carta Maior

Recomendados para você

Comentários

  1. Sandro Moraes Postado em 14/Dec/2011 às 23:08

    Pra quem tentou ser o coveiro do PCB no Brasil e hoje se orgulha de ser quinta-coluna da direita, só poderia vir um comentário infeliz desses!

  2. Lauro Fabiano Postado em 14/Dec/2011 às 23:45

    Esse Freire se elegeu por SP pegando carona no adesismo ao PSDB. No estado dele, não seria eleito pois lá o conhecem bem...

  3. Teca Notari Postado em 15/Dec/2011 às 00:36

    No meu estado, Pernambuco, Roberto Freire não consegue nem ser síndico de prédio no cais de Santa Rita. Veio pra São Paulo banido. O povo de Pernambuco quer ver ele pelas costas e de macacão listado.

  4. AF Sturt Silva Postado em 15/Dec/2011 às 01:55

    Pera ai que vou vumitar um pouquinho depois de so ver a cara desse bosta ai. imgina ler o que esse porco vumita! Essas são minhas palavras com carinho para esse traidor, paga pau dos marinhos e da direita!

  5. mjulita Postado em 15/Dec/2011 às 10:43

    È muita cara de pau.Para pedir cpi,agredir o governo chamando-o de de corrupto pode , ao contrário de um livro que tem prova de tanta bandalheira e roubo.È um irmão metralha
    de carteirinha.kkkkk

  6. HISTORIADOR Postado em 16/Dec/2011 às 21:54

    Esse pulha é hoje a vergonha da esquerda, passou tanto tempo pousando de Comunista, e o pior é que conseguiu enganar até velhos comunas.
    Mais aqui em Pernambuco esse capacho dos tucanos não tem mais vez, não engana mais ninguém.

  7. PRIVATIZAÇÃO Postado em 17/Dec/2011 às 15:37

    Nós EX-Funcionários da Eletropaulo sabemos muito bem de quanto valia a Empresa na época e foi vendida por 1/3 do valor... e foi financiada na época pelo BNDES por quase 100%, financiada com o nosso dinheiro, fora o Assedio moral que sofremos. E Gente que Aderiu a Campanha do COVAS e Alckimin na época a quem também sofreram assedio moral dos nos Gestores na época. Acho que demorou muito para que o Congresso e a Sociedade saber o que aconteceu... mas não e só o Cerra que deve ser investigado... Este ROBERTO FREIRE veio para São Paulo se eleger Deputado nas Costas do PSDB... mas o eleitor que votou neste cara... sem comentários.

  8. Luiz Carlos Postado em 27/Dec/2011 às 09:53

    Sobre as privatizações, uma situação é a corrupção, a vantagem na 'entrega do patrimônio nacional', "estar na hora certa no lugar certo. Outra coisa é a privatização como condição sine qua non de desenvolvimento. Neste mês foi aprovado a terceirização, os sindicatos (docto. 369 do Lula) estão sendo desativados; foi aprovado pela câmara dos deputados o fim do 13º, esta no congresso. O funcionário público pequeno burgues só vê o próprio umbigo, não se deu conta de que o Estado estava se diluindo. A luta interna no Estado pelo poder é muito grande, todos 'funcionários' só querem vantagens para si e esquecem muito rapidamente o trabalhador da iniciativa privada, etc. Se um deputado 'meteu a mão no Banestado' teve o consentimento do gerente do Banestado, que teve autorização do diretor do Banestado. A corrupção destruiu o país político, para entregá-lo ao capital... O que é R.F, nada..., o que é serra, nada... o que é lula, nada...

  9. manoel270250 Postado em 02/Jan/2012 às 16:56

    E eu que num belo dia, ainda moço, votei no Roberto Freire para presidente da república. É seu Roberto, um dia eu acreditei no senhor..........

  10. Carlos Postado em 12/Mar/2012 às 17:21

    Roberto Freire, Cabo Anselmo da esquerda (politicamente falando), traidor, quinta-coluna. Devolva o dinheiro que embolsaste de Moscou durante anos.