Luis Soares
Colunista
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Uruguai 27/Dec/2011 às 15:53
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Enquanto no Brasil as religiões vociferam, Uruguai vota a legalização do aborto

A Câmara de Senadores do Uruguai encerrará nesta terça-feira (27) suas sessões anuais com uma ordem do dia de nove pontos, e os mais dois significativos abordarão o imposto agrícola e a legalização do aborto.

Aborto - Mulheres

Manifestação em defesa da legalização do aborto

O senado está convocado em caráter extraordinário desde as 10h, mas as maiores discussões estarão reservadas para os dois últimos pontos.

Analistas assinalaram que a Frente Ampla, coalizão no poder, tem os votos para aprovar ambos os projetos de lei.

A página web Red 21, do jornal La República, antecipou que o senador da Frente Ampla, Carlos Baraibar, é contrário à legalização do aborto e não comparecerá à sessão, sendo substituído por seu suplente, Milton Antognazza, que deve votar a favor da questão.

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Do lado da oposição, o parlamentar do Partido Nacional, Jorge Saravia, anteriormente frenteamplista, votará também a favor da iniciativa, segundo ele mesmo adiantou.

Grupos a favor e contra a legislação anunciaram mobilizações nos arredores do Palácio Legislativo, sede do Parlamento, bem como nas bancadas de senadores para prosseguir as exposições.

Também para esta terça-feira está marcada a votação do Imposto à Concentração de Imóveis Rurais (ICIR), adiado da sessão da quarta-feira passada por falta de quórum.

Anteriormente, a Câmara de Representantes sancionou em novembro o ICIR, conhecido também como o tributo ao agro.

O regulamento prevê que os donos de dois mil a cinco mil hectares paguem US$ 8 por ano por hectare, os que possuam entre cinco mil e 10 mil desembolsarão US$ 12 e, por maiores extensões, US$ 16.

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Especialistas asseguram que essas taxas permitirão arrecadar US$ 60 milhões anuais, que deverão ser aplicados na construção de estradas, portos e ferrovias.

Fonte: Prensa Latina

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