Luis Soares
Colunista
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Política 05/Nov/2011 às 19:23
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Está morto Alfonso Cano, antropólogo idealista transformado em líder das FARC

Antes de ingressar nas filas da guerrilha, Alfonso Cano pertenceu ao Partido Comunista Colombiano como “comissário político”.

Alfonso Cano, um antropólogo que se destacou na época estudantil por seu compromisso social, acabou seus dias considerado como o maior ideólogo das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e encurralado nas selvas do sudoeste colombiano pelos permanentes bombardeios da polícia.

Alfonso Cana foi assassinado pelas Forças Armadas Colombianas
Guillermo León Sáenz, seu nome real, se pôs à frente das Farc em março de 2008 após a morte, por uma suposta doença cardíaca, de Manuel Marulanda Vélez ou “Tirofijo”, líder histórico e fundador do grupo guerrilheiro.
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O Ministério da Defesa confirmou que Sáenz morreu em um bombardeio entre os departamentos de Cauca e Valle del Cauca.  Nos primeiros momentos posteriores ao anúncio de sua morte, especulou-se que ele havia sido morto há pelo menos duas semanas.

Cano passou a liderar a organização no momento em que Rodrigo Londoño, conhecido como “Timochenko”, um dos membros do secretariado-geral da guerrilha mais antiga da Colômbia, anunciou a morte de “Tirofijo” e conseguinte designação de “Alfonso Cano”, as autoridades começaram a insistir em que o novo líder estava rodeado.

A morte de Cano em meio a operações militares já havia sido especulada em diversas outras ocasiões.

Sáenz nasceu em 22 de julho de 1948 em Bogotá, no seio de uma família de classe média alta. Estudou Antropologia na Universidade Nacional da capital colombiana e, até 2008, foi o chefe político do Bloco Ocidental e membro do Secretariado (chefia máxima) das FARC.

Antes de ingressar nas filas da guerrilha, pertenceu ao Partido Comunista Colombiano como “comissário político”.

Desde o ano de 2000 era o responsável do Movimento Bolivariano da Nova Colômbia, um projeto político desta guerrilha, a maior da Colômbia e a mais antiga da América. 

“Alfonso Cano”, de barba muito espessa e sempre com óculos redondos, tinha antes de sua morte 226 ordens de captura e uma “circular vermelha” da Interpol (Polícia Internacional) por rebelião, terrorismo, homicídio e sequestro.

Representou às Farc nos diálogos frustrados com o governo do hoje ex-presidente colombiano César Gaviria (1990-1994), em Caracas, e na localidade mexicana de Tlaxcala, em 1991 e 1992.

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Com mais de 30 anos de militância, Alfonso Cano era considerado um dos ideólogos-chave das FARC, guerrilha que nasceu em 1964 como defensora dos direitos dos camponeses.

Opera Mundi

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