Caco Barcellos dá aula de jornalismo a Cantanhêde (Folha), mas Globo censura
O que se segue no vídeo abaixo é uma verdadeira lição de jornalismo de Caco que Cantanhêde talvez nunca tenha escutado
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| Cantanhêde, aquela mesma, que um dia falou em Partido de Massa Cheirosa |
Lá pelas tantas, a jornalista Eliane Cantanhêde (Folha) resolveu abordar o “bom momento” (sic) do jornalismo brasileiro. Caco, surpreso, logo retruca: “Você acha?”. Pois sabe bem ele que o jornalismo (?) no Brasil passa por uma das mais graves crises de credibilidade. Você vai perceber que Caco usa a expressão “jornalismo declaratório” como eufemismo ao péssimo jornalismo praticado inclusive pela Folha de São Paulo e seus colunistas amestrados.
- O dia em que Wagner Moura humilhou a Revista Veja
- Quando Jô Soares certa vez emparedou a Rede Globo, ao vivo
- Globo e Ana Maria Braga: o Nordeste no epicentro de um show de horrores
Vergonhosamente, a Globo News cortou sumariamente este trecho da entrevista.
Durante a campanha eleitoral de 2010, a Folha (juntamente com Veja, Estadão, Globo etc.) praticou o mais abjeto jornalismo em favor do PSDB, mostrando apenas denúncias contra o PT e ocultando todas as denúncias contra o PSDB.
Assista sem censura:


7 comentários
Excelente vídeo. Contudo, essa página mesma está vivendo no passado do jornalismo. Comentários no fim da página? Para ver o futuro/apoiá-lo, veja esse projeto no Kickstarter (http://www.kickstarter.com/projects/dwhly/hypothesis-taking-peer-review-to-the-internet).
O ponto é: a responsabilidade de um jornalismo melhor é nossa. Não dos meios de comunicação do século passado. Como o Tim O'Reilly mostrou recentemente (http://twitter.com/#!/timoreilly/status/131923462376787968), os jornais gastam apenas 15% com as notícias (o resto é apenas para criar o meio com o leitor). Não é de surpreender que a qualidade seja tão ruim.
Não, esse não é um problema do Brasil. É um problema da informação como um mercado criado no capitalismo do século 20, com todas suas ineficiências, e que vem sofrendo cada vez mais disrupção nesses dias. E precisa sofrer ainda mais.
Não te agrada o espaço para comentários no rodapé da página? Não deveria existir ou onde teria de ser posicionado? À vontade para usar de objetividade quando quiser sugerir ou criticar…
Claro que deveria existir! Veja o vídeo do Hypothes.is ( http://www.kickstarter.com/projects/dwhly/hypothesis-taking-peer-review-to-the-internet ) para como algo bom pode se tornar muito mais contemporâneo.
Não entendi a parte q diz q a globo censurou, q cortou sumariamente o trecho da entrevista. O programa é ao vivo, eu assisti e ouvi o Caco falar tudo aquilo pra Eliane. Ele falou tudo ao vivo e o programa não tem reprise. Seria impossível haver "corte" nessa situação. Cuidado, vamos fazer as críticas que devem ser feitas, mas não vamos exagerar, sob pena de ameaçar a credibilidade de quem ainda a tem e repetir o exemplo da "grande mídia". Ouçamos as palavras de Caco Barcelos.
Impressões, a 'censura' refere-se tão somente à reprise do programa, que teve esse trecho especialmente (e curiosamente) cortado.
Luís Soares, se a ‘censura” ocorreu apenas no programa reprisado, convenhamos que a chamada da reportagem está um pouco sensacionalista.
Leio várias reportagens no Pragmatismo Político e vejo que muitas delas não são imparciais como pregam e como criticam em relação aos outros jornais/revistas. O jornalismo no Brasil não é imparcial. Pode-se dizer que existem jornais a favor do PSDB+demais partidos da oposição e jornais a favor do PT+base aliada. Claramente o Pragmatismo Político encaixa-se neste último e consequentemente critica os que se encaixam no primeiro grupo.
Acho que as críticas devem ser feitas sim, pena que elas não são feitas com imparcialidade e em busca de um jornalismo isento e íntegro, mas são apenas manifestações de que se está em lados opostos.
Sofia, o que seria uma chamada mais isenta? Convenhamos, seria impossível censurar o debate ao vivo, a não ser que se utilizasse de muita cara de pau e colocassem os comerciais. Mas isso não seria inteligente.
Entendo a tua crítica sobre a suposta ausência de imparcialidade. Mas no jornalismo imparcialidade é palavra subjetiva, de difícil alcance pleno. Se eu te pedir para me elencar veículos de comunicação imparciais, é muito provável que você não consiga citar um sequer.
Um passo importante para a democratização das comunicações é reduzir o desequilíbrio editorial e de propagação do jeito que aí está posto. Neste aspecto, acredito que estamos a cumprir um papel relevante.