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Caco Barcellos dá aula de jornalismo a Cantanhêde (Folha), mas Globo censura

Caco Barcellos dá aula de jornalismo a Cantanhêde (Folha), mas Globo censura

Postado em: 1 nov 2011 às 17:26 | Política
Raul Longo e Rosângela Calado da Costa, RedeCastorPhoto

O que se segue no vídeo abaixo é uma verdadeira lição de jornalismo de Caco que Cantanhêde talvez nunca tenha escutado

Cantanhêde, aquela mesma, que um dia falou em Partido
de Massa Cheirosa
No dia 20/09/2011 foi ao ar o programa “Em Pauta” em que o entrevistado era o excelente jornalista Caco Barcelos.  

Lá pelas tantas, a jornalista Eliane Cantanhêde (Folha) resolveu abordar o “bom momento” (sic) do jornalismo brasileiro. Caco, surpreso, logo retruca: “Você acha?”. Pois sabe bem ele que o jornalismo (?) no Brasil passa por uma das mais graves crises de credibilidade. Você vai perceber que Caco usa a expressão “jornalismo declaratório” como eufemismo ao péssimo jornalismo praticado inclusive pela Folha de São Paulo e seus colunistas amestrados. 

Leia mais:
O que se segue no vídeo é uma verdadeira lição de jornalismo de Caco que Cantanhêde talvez nunca tenha escutado. 

Vergonhosamente, a Globo News cortou sumariamente este trecho da entrevista.  

Durante a campanha eleitoral de 2010, a Folha (juntamente com Veja, Estadão, Globo etc.) praticou o mais abjeto jornalismo em favor do PSDB, mostrando apenas denúncias contra o PT e ocultando todas as denúncias contra o PSDB. 

E até hoje tem sido assim.  

Assista sem censura:


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7 comentários

  • metaphysicaldeveloper, em 4 de novembro de 2011 às 13:15 disse:

    Excelente vídeo. Contudo, essa página mesma está vivendo no passado do jornalismo. Comentários no fim da página? Para ver o futuro/apoiá-lo, veja esse projeto no Kickstarter (http://www.kickstarter.com/projects/dwhly/hypothesis-taking-peer-review-to-the-internet).

    O ponto é: a responsabilidade de um jornalismo melhor é nossa. Não dos meios de comunicação do século passado. Como o Tim O'Reilly mostrou recentemente (http://twitter.com/#!/timoreilly/status/131923462376787968), os jornais gastam apenas 15% com as notícias (o resto é apenas para criar o meio com o leitor). Não é de surpreender que a qualidade seja tão ruim.

    Não, esse não é um problema do Brasil. É um problema da informação como um mercado criado no capitalismo do século 20, com todas suas ineficiências, e que vem sofrendo cada vez mais disrupção nesses dias. E precisa sofrer ainda mais.

  • Luis Soares, em 4 de novembro de 2011 às 14:10 disse:

    Não te agrada o espaço para comentários no rodapé da página? Não deveria existir ou onde teria de ser posicionado? À vontade para usar de objetividade quando quiser sugerir ou criticar…

  • Impressões, em 15 de dezembro de 2011 às 17:30 disse:

    Não entendi a parte q diz q a globo censurou, q cortou sumariamente o trecho da entrevista. O programa é ao vivo, eu assisti e ouvi o Caco falar tudo aquilo pra Eliane. Ele falou tudo ao vivo e o programa não tem reprise. Seria impossível haver "corte" nessa situação. Cuidado, vamos fazer as críticas que devem ser feitas, mas não vamos exagerar, sob pena de ameaçar a credibilidade de quem ainda a tem e repetir o exemplo da "grande mídia". Ouçamos as palavras de Caco Barcelos.

  • Luis Soares, em 15 de dezembro de 2011 às 17:35 disse:

    Impressões, a 'censura' refere-se tão somente à reprise do programa, que teve esse trecho especialmente (e curiosamente) cortado.

  • Sofia, em 5 de março de 2012 às 15:36 disse:

    Luís Soares, se a ‘censura” ocorreu apenas no programa reprisado, convenhamos que a chamada da reportagem está um pouco sensacionalista.
    Leio várias reportagens no Pragmatismo Político e vejo que muitas delas não são imparciais como pregam e como criticam em relação aos outros jornais/revistas. O jornalismo no Brasil não é imparcial. Pode-se dizer que existem jornais a favor do PSDB+demais partidos da oposição e jornais a favor do PT+base aliada. Claramente o Pragmatismo Político encaixa-se neste último e consequentemente critica os que se encaixam no primeiro grupo.
    Acho que as críticas devem ser feitas sim, pena que elas não são feitas com imparcialidade e em busca de um jornalismo isento e íntegro, mas são apenas manifestações de que se está em lados opostos.

  • Sofia, o que seria uma chamada mais isenta? Convenhamos, seria impossível censurar o debate ao vivo, a não ser que se utilizasse de muita cara de pau e colocassem os comerciais. Mas isso não seria inteligente.

    Entendo a tua crítica sobre a suposta ausência de imparcialidade. Mas no jornalismo imparcialidade é palavra subjetiva, de difícil alcance pleno. Se eu te pedir para me elencar veículos de comunicação imparciais, é muito provável que você não consiga citar um sequer.

    Um passo importante para a democratização das comunicações é reduzir o desequilíbrio editorial e de propagação do jeito que aí está posto. Neste aspecto, acredito que estamos a cumprir um papel relevante.

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