Luis Soares
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Política 06/Oct/2011 às 22:35
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Professora impedia crianças de usar o banheiro por serem 'negros porcos'

De acordo com a denúncia, a professora trancou o banheiro para evitar que alunos, a maioria negros, não utilizem o local. Fica cada vez mais difícil dar as costas para o fato de sermos, sim, um país racista
Uma professora que ensina jovens e adultos durante a noite numa sala nos fundos do Posto de Saúde da Coloninha está sendo acusada de racismo por alunos e uma outra professora, que registrou um Boletim de Ocorrência sobre o caso na 1ª DP de Araranguá.
Segundo a denúncia, a maioria dos alunos que frequenta o curso de alfabetização noturno são de pele escura, e por isso, tem sido alvo dos preconceitos da professora T., que todas as noites, chaveia as portas do principal banheiro do local, justamente no horário em que os alunos estão nas salas improvisadas. Questionada por dois alunos, a professora respondeu que chaveava o banheiro porque “quem usava era uma negrada porca”, disseram os alunos. 
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O assunto chegou aos ouvidos da outra professora, que questionou T., que negou a versão de que tenha chamado os usuários do banheiro de “negrada porca”. Mesmo assim, ela disse que continuaria chaveando o banheiro principal, e que se os alunos quisessem utilizar algum banheiro “que usem aquele chiqueiro”, se referindo ao banheiro dos fundos.
Sabendo que as palavras da professora são indícios de racismo, os alunos e a outra professora procuraram a delegacia e registraram o problema. A prática de racismo como crime é prevista na Constituição Federal do Brasil de 1988, no art. 5º inciso XLII, que prevê: “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”.  A pena prevista pelo Código Penal é de dois a cinco anos de reclusão.

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Comentários

  1. BLOG LIMPINHO E CHEIROSO Postado em 07/Oct/2011 às 02:39

    Pô, cara! Não vai me levar a mal...
    Seu blog é legal pra caramba e uma de minhas fontes de pesquisa pro meu nano-blog, porém esses anúncios no pé da página são de matar.
    O que está agora não dá: "Está solteiro (a)? Meu nome é Markus..."
    Parece aqueles dropes que tem na Folha e Estadão de prostituta procurando cliente.
    Desculpaí o mal jeito, mas o Pragmatismo Político não merece esse tipo de anúncio.

    Abração

    Miguel

    Miguel

  2. Luis Soares Postado em 07/Oct/2011 às 10:15

    Tranquilo, Miguel. Primeiro, obrigado pela fidelidade.

    Segundo, você está certo. Tentarei filtrar os anúncios no sentido de torná-los seletivos e menos abusivos. Caso não consiga, irei removê-los.

    Abraço, amigo... bom dia.

  3. Carlos Postado em 07/Oct/2011 às 11:48

    Impressionante esse professora. tem gente q ainda nao entendeu q racismo é crime inafiançável. Pena q na prática a lei nao se faça valer.

  4. Fabricio Postado em 25/May/2013 às 13:37

    Por que hoje em dia só é visto um lado da moeda? A sociedade age como se os negros fossem anjos iluminados livres de quaisquer defeitos! Puxa. Concordo ser errado a prática do racismo, e condeno a professora por proferir tais palavras.Porém, e se seus alunos (não obstante serem negros ou brancos) tivessem sujando realmente o banheiro e ela tivesse perdido a paciência depois de tanto comentar e pedir para que não fizessem isso e depois tivesse trancado a porta? As pessoas devem ter bom senso e não deixar que o politicamente correto as cegue todo o tempo. Brancos, pardos ou negros têm suas qualidades e defeitos. O que não podemos fazer é defender 100% das vezes um indivíduo (ou um grupo) por fazerem parte de uma "minoria" taxando-os como sempre corretos e vítimas porquanto isso é mentiroso e tende a formatar cidadãos que, sem embargo de suas ações, sempre se acharão as vítimas esquivamdo-se de sua culpa protegidos sob a égide do "racismo". Não, não podemos ser racistas, tampouco condecendentes com os erros, uma vez que a complacência não ajudará de forma alguma a sociedade pelo contrário, fomentará as diferenças. Reitero: por isso é importante a análise situacional antes de julgarmos quem é certo e quem é errado.Todos são suscetíveis de errar, inclusive negros. Não deixemos que a modinha do "politicamente correto" nos cegue pois isso também é a gênese para formar seres humanos, independente da etnia, irresponsáveis e inertes.