Luis Soares
Colunista
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Política 03/Sep/2011 às 20:19
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Serviços secretos dos EUA e Inglaterra ajudaram Kadafi a combater opositores, revelam documentos

Documentos secretos revelam os vínculos que Muamar Kadafi tinha com
Reino Unido e Estados Unidos, até o ponto de autoridades britânicas
facilitarem ao regime da Líbia informação sobre opositores.
Tony Blair, ex-premier britânico, entusiasmado aperta a mão de Kadafi. Até pouco tempo líder líbio era bajulado pelo ocidente, que hoje quer a sua cabeça.
As informações foram publicadas neste sábado (03/09) pelo jornal britânico The Independent,
que diz ter tido acesso a arquivos que mostram que, em virtude dos
chamados voos secretos da CIA
, os EUA enviaram à Líbia prisioneiros para
que fossem interrogados.
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Os documentos também indicam que o serviço de espionagem britânico
MI6 entregou ao ditador líbio detalhes de pessoas que se opunham a seu
regime.
Além disso, autoridades britânicas ajudaram a redigir a minuta de um
discurso para Kadafi quando este decidiu há alguns anos abandonar o
apoio a grupo terroristas e colaborar com o Ocidente. 
Outros documentos revelam que EUA e Reino Unido atuaram em nome da
Líbia nas negociações deste país com a AIEA (Agência Internacional da
Energia Atômica).
Segundo o The Independent, os arquivos foram encontrados nos
escritórios privados de Moussa Koussa, braço direito de Kadafi e
ex-ministro das Relações Exteriores que fugiu ao Reino Unido após a
revolução iniciada há alguns meses na Líbia.
Os documentos fornecem detalhes da visita a Trípoli do então
primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, cujo escritório solicitou
que a entrevista com Kadafi acontecesse em uma tenda de campanha.
Após a chegada de Koussa ao Reino Unido, vários políticos pediram que
este fosse interrogado com relação à participação do regime líbio em
assassinatos perpetrados no exterior, como o da policial britânica
Yvonne Fletcher, que morreu em frente à embaixada da Líbia em Londres em
1984 por disparos efetuados desde a legação diplomática.
Segundo a informação do The Independent, Moussa teria copiado vários documentos antes de deixar a Líbia.
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Após conhecer estas revelações, o ministro britânico de Relações
Exteriores, William Hague, disse à rede de televisão por satélite Sky News que a informação está relacionada com um governo prévio ao seu, portanto, “não tenho conhecimento disto”, especificou.
“Além disso, nós não fazemos comentários sobre assuntos de inteligência relativos ao assunto”, acrescentou Hague.

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Agências & Opera Mundi

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