Luis Soares
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Política 02/Aug/2011 às 15:55
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O poder da Assembleia de Deus na política: por que são tão fortes?

Assembleia de Deus forma um partido com 22 deputados federais
Wellington Bezerra: liderança máxima da Assembleia de Deus
Eles são de diferentes siglas partidárias e de 15 Estados, mas seguem um único comando, o da AD (Assembleia de Deus), que, assim, acaba operando informalmente como um partido político. Somam o total de 22 deputados federais, um terço da poderosa Frente Parlamentar Evangélica, a qual eles controlam. Seu presidente é o deputado João Campos, seguidor da  denominação.
A Igreja Universal do Reino de Deus tem um braço político, o PRB (Partido Republicano Brasileiro), cujos membros não precisam ser da igreja e nem seguir a sua orientação, exceto nas questões tidas como essenciais pela igreja. 
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Diferentemente, portanto, dos 22 deputados federais da AD, que, organicamente, atuam como fossem de uma agremiação político-religiosa, cuja presidência é exercida por José Wellington Bezerra (foto), o líder máximo da Convenção Geral das Assembleias de Deus.

Foi Bezerra que escolheu os 30 candidatos para concorrer nas eleições de 2010.  Os 22 eleitos representam 73% desse total. O PT, por exemplo, partido com os eleitores mais articulados, elegeu 26,3% dos seus 334 candidatos a deputado federal.

Os deputados da Assembleia de Deus se reúnem às terças-feiras para definir a pauta da semana de acordo com a orientação da igreja.  Ronaldo Fonseca (PR-DF), o braço direito de Bezerra no grupo, disse que os partidos já sabem que eles seguem, em primeiro lugar, a AD, principalmente em questões de moralidade.

Essa independência em relação aos partidos, segundo Fonseca, foi fundamental para derrubar a decisão do governo de distribuir o kit anti-homofobia nas escolas públicas. “[A presidente] Dilma não nos peitou”, disse

“Os partidos sabem que não têm como segurar esses deputados”, disse Everaldo Pereira, presidente do PSC, partido da base de apoio do governo. “Falou em aborto, descriminalização da maconha ou casamento gay, os evangélicos votam contra.” 

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O grupo da AD e, por extensão, a Frente Parlamentar Evangélica, se empenham no momento em aprovar um plebiscito para questionar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que legalizou a união estável de casais do mesmo sexo. Estão confiantes por causa da pesquisa do Ibope indicando que 55% dos brasileiros não apoiam  esse tipo de união.

Trata-se de um grupo de grande influência porque a Assembleia de Deus tem mais de 22 milhões de fiéis — todos potenciais eleitores dos candidatos da denominação.

Paulopes & Valor Econômico com modificações de Pragmatismo Político

Comentários

  1. Rosi Postado em 02/Aug/2011 às 18:23

    Enquanto isso os grupos de esquerda só brigam uns com os outros.

  2. Professor Eduardo Lima Postado em 02/Aug/2011 às 22:51

    "Enquanto isso os grupos de esquerda só brigam uns com os outros."

    Faço minhas suas palavras.

  3. Luis Soares Postado em 02/Aug/2011 às 23:52

    Certíssimo. Quando a esquerda se fragmenta a direita ganha adeptos.