Luis Soares
Colunista
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Política 23/Mar/2011 às 22:57
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De pirâmide

Para baixar a pesquisa completa clique aqui.

Os economistas do “Brasil da Roda Presa” – nome genial dado por Dilma Rousseff aos que vivem nos “advertindo” contra o risco do crescimento econômico –  vão ter de inventar uma nova rodada de explicações sobre o que, para eles, é inexplicável.

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Os defensores da tese do “esperem o bolo crescer para depois repartir” e do “arrocho contra a crise” não têm o que dizer diante de cada dado que surge sobre a distribuição e crescimento da renda no Brasil.
Desta vez, foi uma insuspeita pesquisa encomendada pelo BGN Cetelem – sucursal do francês BNP Paribas – um dos maiores conglomerados financeiros do mundo – que mostra não apenas que é enorme a ascensão social no Brasil no segundo governo Lula como esta se tornou gigantesca com a opção pelo aumento da renda, do consumo e da produção que fizemos a partir de meados de 2009 e durante o ano de 2010.
Entre 2005 e 2009, no Brasil, 26 milhões de brasileiros deixaram as classes DE e alcançaram a classe C. Dos que estavam na classe C, quatro milhões saíram dela para se integrarem às classes AB.
Pois bem: só em 2010, esse movimento quase igualou os números daqueles cinco anos em matéria de saída de brasileiros da pobreza: quase 19 milhões de pessoas deixaram as classes DE. E mais expressivo ainda foi o trânsito de pessoas em direção às classes média/alta e alta: apenas em 2010 ,12 milhões de brasileiros alcançaram as classes AB.
É por isso que a distribuição da população do Brasil por renda deixou de ser uma pirâmide, onde uma enorme base suportava um pequeno contingente e passou a ter o formato de balão, onde o crescimento econômico em geral impulsiona para cima todo o conjunto da sociedade. Repare o gráfico: em 2005, as classes AB e C juntas correspondiam a 49% da população; em 2010, elas somavam 74%. Já a pobreza, nas classes DE, mesmo com o acréscimo populacional, diminuiu à metade no mesmo período.
Tijolaço

Comentários

  1. Adir Postado em 24/Mar/2011 às 10:06

    Pedalam, tucanos!

  2. fábio vieira Postado em 30/Mar/2011 às 21:26

    A figura do balão/ losango parece se aproximar mais da justiça social, e por tabela geométrica, a população dentro do losango fica também dentro da nossa bandeira.

  3. Monte Postado em 17/Nov/2011 às 09:58

    Qual é o problema do sistema de estratificação social em formato de balão?
    A percepção de riqueza. O problema é que os mais ricos (classe A e B), com o aumento da classe C, tendem a se perceber menos ricos que antes.

    Como tradicionalmente têm mais poder, tendem a evitar que isso aconteça para que as diferenças se mantenham. Na verdade, de que adianta dirigir uma Ferrari, se todos tiverem Ferraris?

    O maior problema é que a injustiça social está na mente de cada um.

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